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Carcará à “Veranesa”: análise Vera Cruz 2 x 0 Salgueiro

Por: Guilherme Batista

O Vera Cruz não estava para brincadeira. Sem tomar conhecimento do Salgueiro, atual campeão, o Galo das Tabocas jogou à vera e venceu com certa facilidade por 2 x 0 nesta quarta-feira (14), na Arena de Pernambuco, em confronto atrasado pela quarta rodada do Campeonato Pernambucano.

Os dois treinadores optaram pela manutenção dos respectivos esquemas. Pelo lado do Vera, Wendel retornou após cumprir suspensão na última rodada, diante do Santa, mas a equipe manteve o seu 4-3-3. Do lado sertanejo, algumas mudanças em relação ao time que vinha atuando, mas Daniel Neri também manteve o 4-3-3.

Espelhados no 4-3-3, as duas equipes mantiveram o esquema da temporada. (Imagem feita no TacticalPad)

COMO FOI

Com a bola rolando, o Vera tratou logo de ir pra cima do Carcará, sobretudo acelerando as jogadas após retomar a posse da bola. Assim, começou a encontrar caminhos pelo lado esquerdo da defensiva sertaneja. E foi justamente por lá que Romarinho fez boa jogada e cruzou para Pedro Maycon, livre de marcação, finalizar sem chances para César Tanaka.

Se fechando no tradicional 4-1-4-1, o Salgueiro encontrava dificuldades para parar a força ofensiva do Galo, que se postava praticamente num 4-2-4, muito agudo e veloz. Pedro Maycon retribuiu o passe para Romarinho minutos depois do gol, mas César Tanaka saiu muito bem e evitou o que seria o segundo gol do Vera.

Quando tinha a bola, o Salgueiro encontrava poucos espaços na defesa do Galo. Assim, o atual campeão pernambucano passou boa parte da primeira etapa com uma posse de bola morta, rodando de um lado para o outro, tentando uma infiltração. As coisas melhoraram apenas nos minutos finais, quando os espaços começaram a aparecer.

Na melhor das oportunidades, Dadinha cruzou rasteiro e encontrou Ciel na marca do pênalti. O experiente atacante acertou belíssimo chute, mas viu Igor operar um milagre ao mostrar reflexo e, com o pé esquerdo, evitar o que seria o empate do Salgueiro na partida.

Se defendendo num 4-4-2, o Vera Cruz dificultou bastante as ações ofensivas do Carcará. (Imagem: MyCujoo)

No retorno dos vestiários, buscando mais mobilidade e força ofensiva, Daniel Neri sacou Héricles e Emanuel para colocar Tarcísio e Cássio Ortega, que voltou a ser relacionado após passar algumas semanas no DM. As mudanças até surtiram efeito e o Carcará voltou com postura mais ofensiva, porém acabou deixando lacunas no sistema defensivo.

Assim, o Galo pode explorar esses espaços. Leo Cotia encontrou belo passe em profundidade nas costas da defesa do Salgueiro e Everton Bala por muito pouco não ampliou. Minutos depois, foi a vez de Danielzinho ser acionado, limpar a marcação e bater com perigo.

E de tanto tentar, o Vera foi premiado. Romarinho fez belíssima jogada individual e foi derrubado dentro da área. Pênalti assinalado e convertido por Everton Bala, que fez jus ao apelido, e soltou um petardo sem chances para Tanaka, que até chegou a acertar o canto.

O gol trouxe ainda mais conforto para o Galo, que manteve sua postura, entregando a bola para o Salgueiro que, apesar das mudanças, voltou a apresentar os mesmos problemas da primeira etapa. Assim, o segundo se esticou até os 51 minutos, quando o árbitro apontou o centro do campo e finalizou a partida.

Trio (in)ofensivo do Carcará (Imagem: MyCujoo)

Créditos da foto principal: Arthur Rodrigues/Vera Cruz FC

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Objetivos em comum: o que esperar taticamente de Alexandre Gallo no Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

Um mesmo fim. Enquanto o Santa Cruz busca reação na temporada, Alexandre Gallo chega ao Arruda precisando reencontrar seus melhores dias à beira do gramado. Para matar “dois coelhos com uma cajadada só”, o objetivo é o mesmo: tirar a Cobra Coral do inferno da Série C.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha taticamente as principais características do novo comandante tricolor, com conceitos, modelos de jogo, pontos fortes e fracos, números na carreira, e tudo que se pode esperar da passagem de Gallo pelo Arruda.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS E ÚLTIMOS TRABALHOS

Será fácil implantar uma nova filosofia de trabalho no Santa Cruz? A resposta, fatalmente, é negativa. E por motivos óbvios: treinar a seleção brasileira é muito diferente de trabalhar num clube de futebol, onde o treinador precisa se adaptar à realidade financeira, sem poder contar com todas as peças que deseja.

Ao longo da carreira, Gallo sempre gostou de dominar o adversário, com transições rápidas e volantes que saem bem para o jogo, independente da formação tática. Mas o que pôde ser visto com mais frequência foi um 4-3-3 com flertes rápidos para o 4-2-3-1 na posse, como aconteceu no Botafogo-SP, seu último clube.

Equipe de Ribeirão Preto formando um 4-2-3-1 com o apoio dos laterais (Imagem: Band)

No Santa, o 4-2-3-1 deve ser bem explorado, já que os laterais costumam apoiar bastante, em especial Alan Cardoso pela esquerda. Dessa forma, Chiquinho, Madson e um dos volantes, possivelmente Karl, formariam a trinca da penúltima linha, tendo Pipico mais à frente na referência.

Possível time de Gallo no Arruda (Feito no Tactical Pad)

A tática e o apoio dos laterais também foram vistos no São Caetano em 2020. No Azulão, o lateral-direito Alex Reinaldo era a principal válvula de escape para quebrar as linhas rivais, sempre dando profundidade à construção ofensiva.

São Caetano em investida pela direita (Imagem: TV Azulão)

Defensivamente, a tendência é que um dos cabeças de área recue para a segunda linha, formando um 4-3-2-1. O objetivo é povoar bem o meio de campo para impedir que o adversário troque passes com tranquilidade e consiga criar chances de perigo. Existe uma grande possibilidade que isso se repita no Arruda, já que o time vem atuando com três meio-campistas marcadores.

Botafogo se defendendo com linhas bem definidas (Imagem: Band)

Quando pressionado, Gallo aposta numa compactação na defesa com duas linhas de quatro. Neste esquema, a estratégia é forçar o erro de passe rival e ter boas chances de recuperar a bola o quanto antes.

As duas linhas de quatro dos paulistas (Imagem: TV Azulão)

A proposta deve ser bem semelhante no Mais Querido, tendo Chiquinho e Madson revezando na função de segundo atacante. Uma outra alternativa que Gallo tem é formar um 4-5-1, deixando o meio de campo tricolor um pouco mais preenchido.

Corais de Gallo formando duas linhas de quatro (Feito no Tactical Pad)

PASSAGEM PELO VITÓRIA E SEGUIDOR DE SASHA LEWANDOWSKI

Antes de atuar no Atlético-MG como diretor de futebol, Alexandre Gallo teve rápida passagem pelo Vitória em 2017. Chegou com boas expectativas, mas teve um desempenho aquém e frustrou as aspirações de implantar um novo modelo de jogo no rubro-negro baiano.

No comando do Vitória, Gallo somou apenas três vitórias em 11 jogos disputados e deu adeus ao Barradão sem deixar saudades. A partida que marcou a despedida foi com derrota por 3 x 1 para o Grêmio, em Salvador.

O já falecido treinador Sasha Lewandowski é um dos caras que Gallo se espelha no futebol. E os dois têm, de fato, características parecidas. A começar pela vocação ofensiva, geralmente explorando um 4-3-3 de transições rápidas e muita verticalidade.

Foi assim que o treinador alemão fez seu nome comandando o Bayer Leverkusen. No 4-3-3 do Leverkusen, os três volantes tinham capacidade para sair jogando, com um deles fazendo a função de terceiro zagueiro a depender da situação. Assim, os laterais e extremos ganhavam mais liberdade para infiltrar.

Sacha nos tempos de Leverkusen (Foto: Michael Kienzler/Getty Images)

GALLO NO NÁUTICO

O último grande trabalho de Alexandre Gallo à beira do gramado, possivelmente, foi no Náutico, um dos rivais do Santa. A melhor de suas passagens foi a segunda, entre 2012 e 2013. Nos Aflitos, teve seu primeiro trabalho com Derley, volante com quem tem reencontro marcado no Arruda – Elicarlos é outro velho conhecido do treinador.

Derley era o principal alicerce defensivo de Gallo no Timbu. Tido como “cão de guarda” da equipe, ele geralmente dava o primeiro combate e costumava marcar os jogadores mais talentosos do adversário, caso de Montillo, do Cruzeiro, com os alvirrubros formando um 4-3-2-1.

Derley marcando Montillo (Imagem: Sportv)

Além de Náutico, Vitória, Botafogo-SP, São Caetano e seleção brasileira, Gallo já passou por diversos outros clubes de expressão, como Sport, Internacional, Bahia, Figueirense e Atlético-MG. Como jogador, era um volante de categoria e marcou época defendendo as cores do São Paulo.

Créditos da foto principal: Fabrício Cortinove/São Caetano

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Voo rasteiro: análise Central 1×1 Afogados

Por: Mateus Schuler

Mesmo em situações opostas na tabela, Central e Afogados entraram em campo na tarde desta quarta-feira (14) pensando na vitória. Com um voo rasteiro, Patativa e Coruja ficaram no empate por 1×1, vendo as pretensões no Campeonato Pernambucano ficarem em aberto; partida foi disputada no Lacerdão, em Caruaru, pela sexta rodada.

Com o resultado ruim, os centralinos seguem sem vencer no Estadual, chegando ao terceiro ponto e ficando na vice-lanterna. Os sertanejos, por sua vez, vão à 5ª posição com sete pontos, mas veem o Z-4 ainda próximo. No próximo domingo (18), os alvinegros visitam o Vitória na Arena de Pernambuco, às 15h, pela sétima rodada, já os tricolores recebem o Vera Cruz, no Vianão, às 16h.

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Para a partida, o interino Catende fez apenas uma mudança na equipe que foi goleada pelo Retrô: Djair entrou no lugar de Erivan, formando um 4-2–2-2. Já no lado afogadense, porém, duas novidades após empate sem gols com o Sport: Lukas ganhou a vaga de Matheus e Dim a de Janelson, lesionado, o que fez deslocar Thalison à lateral esquerda, dando sequência ao 4-3-3.

Distribuição tática das equipes no duelo entre as aves (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

Precisando da vitória para se distanciar da parte inferior, a Patativa buscou maior presença ofensiva desde o início, enquanto a Coruja jogou mais retraída para surpreender no contra-ataque. Com posse de bola, faltou ser efetivo na finalização, tanto que uma das primeiras boas chances veio quando Diego Palhinha serviu Jean Moser na pequena área e o centroavante bateu para defesa de Léo.

Postado no 4-2-3-1 ao atacar, que por muitas vezes alternava ao 4-2-2-2 pela dinâmica de Diego Ceará, o time centralino seguiu atacando. Em nova jogada de Palhinha, agora pela esquerda, voltou a servir Moser, mas o camisa 9 mandou para fora dessa vez.

Atacando no 4-1-4-1, por outro lado, a Coruja povoou bem o meio e fez os alvinegros passarem a contra-atacar. Apesar de não terem tantos espaços no setor ofensivo, os afogadenses conseguiram dar um susto antes do intervalo: Frank avançou pelo lado canhoto, porém foi bloqueado; a sobra ficou com Jordan, que chutou para intervenção de Wallef.

Postura ofensiva afogadense (Imagem: MyCujoo)

Para a etapa final, os sertanejos voltaram com Arlan na vaga de Heverton na zaga por lesão. Com a melhora de produtividade no fim do primeiro tempo, a postura seguiu intensa, tanto que Vargas recebeu pela direita, limpou a marcação e bateu mascado, mas Issa colocou para escanteio; na cobrança, Arêz colocou na cabeça de Piauí, que abriu a vantagem.

Ficar atrás no placar fez Catende realizar três mudanças, sacando Issa, João Felipe e Nininho para as entradas de Fabinho, Erivan e Jonatan, respectivamente. Mesmo crescendo dentro das quatro linhas, os alvinegros não foram criativos o suficiente, já os tricolores se mantiveram firmes na defesa, formando um 4-4-2.

Na tentativa de corrigir os erros, Índio e Paulinho Mossoró foram acionados nos lugares de Jean Moser e João Victor, jogando com apenas um volante. A ofensividade gerou o gol de empate, quando Allan Miguel deixou de cabeça na pequena área após falta e Erivan completou. Em seguida, Diego Palhinha recebeu bom passe, contudo emendou para fora e o duelo terminou igualado.

Coruja com duas linhas de quatro (Imagem: MyCujoo)

Créditos da foto principal: Warley Santos/Central

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Eliminação doloro$a: análise Cianorte 1 x 0 Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

Prejuízo. O Santa Cruz foi derrotado pelo Cianorte e está eliminado da Copa do Brasil. Atuando desde o primeiro tempo com um homem a menos, os corais caíram por 1 x 0 nesta terça-feira (13), no Estádio Albino Turbay, em Cianorte, desperdiçando renda milionária e acumulando mais uma eliminação. A mais “doloro$a” de todas.

Atuando sob o comando do interino Roberto de Jesus, o Mais Querido até mostrou organização, mas foi prejudicado pela expulsão de Augusto Potiguar, ainda no primeiro tempo. Taticamente, Roberto foi a campo com o que tinha de melhor, tendo o retorno do artilheiro Pipico formando tripé de ataque com Chiquinho e Madson.

Formação inicial do tricolor (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O Santa começou apertando a saída de bola dos paranaenses. Marcando em bloco médio/alto, os pernambucanos formavam um 4-2-4, com Chiquinho e Karl se unindo a Pipico e Madson na última linha. Assim, o Cianorte sofria para iniciar a construção de jogadas, provando do próprio veneno.

Posicionamento no campo de ataque (Imagem: Sportv/Premiere)

Com a bola, a principal aposta coral era um 4-3-3, com Chiquinho, Pipico e Madson mais à frente. A estratégia contava com o apoio de Alan Cardoso, pela esquerda, e Augusto Potiguar, pela direita. Faltava um pouco mais de profundidade para incomodar, de fato, o Leão do Vale.

Tridente coral (Imagem: Sportv/Premiere)

Quando tudo se encaminhava para o equilíbrio, Augusto Potiguar se desentendeu com Grafite e foi expulso em decisão rigorosa da arbitragem. Sem ele, a equipe passou a se postar num 4-3-2 defensivo, com um dos volantes dando o primeiro combate, ora Derley, ora Caetano, e Karl fazendo a função que era de Potiguar.

Tentativa de compactação com um homem a menos (Imagem: Sportv/Premiere)

A organização conseguiu frear o ímpeto cianortino. Após a entrada de Ítalo Melo, na segunda etapa, o time ficou ainda mais bem compactado, chegando a utilizar uma linha de cinco, disposto no 5-3-2. Outra opção era se guarnecer com duas linhas de quatro, no 4-4-1.

Santa postado no segundo tempo (Imagem: Sportv/Premiere)

Do outro lado, o Cianorte resolveu ir mais ao ataque, colocando Wilson Júnior e ficando com Pachu, mantendo dois atacantes de ofício, com Pachu mais pelos extremos. O gol, por ironia, veio através do zagueiro e capitão Maurício, de cabeça, completando o escanteio de Rael pela esquerda para fuzilar Jordan.

Com um homem a menos, as fragilidades corais começaram a aparecer. Na tentativa de frear o “tiroteio” rival, Roberto colocou o meia Marcos Vinícius na vaga de Derley, adiantado a segunda linha para voltar a pressionar. Na prática e na tática, não surtiu o efeito, o que ajudou nas entradas de Eduardo, Italo Henrique e Péricles, substituindo Alan Cardoso, Caetano e Chiquinho, respectivamente.

Nas últimas cartadas, o Santa não teve a precisão necessária e não levou tanto perigo à meta do goleiro Bruno. Parece que faltou fôlego. Bronca pesada para o próximo treinador, que terá uma série de dores de cabeça para solucionar no Arruda.

Créditos da foto principal: ASCOM/Santa Cruz

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Sport no Campeonato Pernambucano: como joga taticamente o Vitória

Por: Mateus Schuler

Do Monte das Tabocas aos arrecifes. O Sport enfrenta o Vitória com a missão de confirmar favoritismo e aproveitar a fase de altos e baixos do adversário para não poder se desgarrar da liderança no Campeonato Pernambucano. Duelo acontece nesta quarta-feira às 21h30, na Ilha do Retiro, pela sexta rodada.

Agora com foco exclusivo no Estadual, o time da Praça da Bandeira mira se manter na parte de cima da tabela e assegurar classificação antecipada à próxima fase. Separamos tudo sobre o próximo adversário leonino: principais formações táticas, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Tricolor das Tabocas.

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Viajante, o time comandando por Laelson Lopes deve optar por um 4-2-2-2 e o treinador indica algumas mudanças na equipe titular, mesmo vindo de um triunfo sobre o Sete de Setembro. Motivo: prudência frente aos rubro-negros e correção de erros, já que o ataque vem deixando a desejar e a defesa tem sido falha, sendo a segunda mais vazada do campeonato.

Taboquito tem possível alteração inclusive no modelo de jogo (Feito no TacticalPad)

COMO ATACA

Apesar do sistema base ser um 4-2-2-2, com dois atacantes na referência, o treinador vitoriense vem ensaiando algumas variações para tentar melhorar a produtividade do setor ofensivo. Com o terceiro pior ataque do certame e nenhum dos avançados balançando as redes, Laelson busca alternância ao 4-2-3-1, proposta que deu certo no primeiro triunfo.

A intenção de povoar melhor o time do meio para frente busca ainda ter um poder criativo maior, já que Diogo Peixoto – destaque do time – tem jogado isolado. Com isso, Marcelo Nicácio pode se movimentar um pouco mais e o companheiro de posição abrir pelo lado, dando assim mais mobilidade ante a defesa do Leão.

“Contra o Sete, Nicácio não se destacou, mas foi importante dentro da criação de jogadas na entrada da área. E foi essa movimentação que gerou um dos gols, o que pode repetir e melhorar a produção do setor”

Márcio Souza, repórter da Tabocas FM
Tricolor das Tabocas deve manter blocos médios ao fazer a transição ofensiva (Imagem: MyCujoo)

COMO DEFENDE

Se o ataque vem mal, a defesa está ainda pior. Segundo mais vazado com 11 gols, atrás apenas de Central e Vera Cruz, o sistema defensivo do Taboquito é o principal calo nesta temporada. Tendo a rede balançada nos cinco jogos disputados, testou alguns modelos, alternando entre dois e três zagueiros ao ir a campo, com a tendência da manutenção das duas linhas de 4.

Nem assim, no entanto, foi encontrada segurança ao goleiro Preto. Experiente e com rodagem no futebol, o goleiro tem sofrido com as demais peças, pois frequentemente espaços foram apresentados, seja entrelinhas, pelos lados ou no meio. O ponto forte, porém, é na bola aérea, principalmente ao atacar, uma vez que defensivamente ainda há algumas falhas pontuais.

“Defesa do Vitória é boa no alto e uma das armas da equipe nesse início. Inclusive, os zagueiros Edvan, Geovani e Danilo Quipapá já marcaram gols no campeonato”

Márcio Souza, repórter da Tabocas FM
Time de Vitória de Santo Antão deve permanecer com duas linhas de 4 ao recompor (Imagem: MyCujoo)

PARA FICAR DE OLHO

Quipapá (ZAG) – Criado na base do Náutico e, mesmo jovem, tem rodagem no futebol pernambucano, além de acumular passagens pelo exterior. Pelo Tricolor, vem ajudando na marcação, mostrando força principalmente em jogadas pelo alto; é perigoso também, ao atacar, pois sabe como finalizar e já balançou as redes.

Peixoto (MEI) – Principal jogador do Vitória nesse Estadual. Geralmente com a camisa 10, é responsável pelo poder criativo da equipe, marcando dois gols e sendo o homem da bola parada. Com bons escanteios e faltas, pode ajudar nas assistências, além de ter como sua qualidade mais destacável o passe.

Nicácio (ATA) – O nome de mais experiência no time. Com 38 anos, vestiu a camisa de clubes importantes no cenário nacional, além de outros de menor tradição a nível internacional. Apesar do histórico goleador, ainda não fez seu gol vestindo a camisa vitoriense; em contrapartida, tem sido fundamental na zona de criação.

Crédito da foto principal: Lays Freitas/Vitória das Tabocas

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Santa Cruz na Copa do Brasil: como joga taticamente o Cianorte

Por: Felipe Holanda

O jogo do milhão. Em busca de garantir cifras valio$as para os cofres corais, o Santa Cruz encara o Cianorte com um único objetivo: vencer e seguir vivo na Copa do Brasil. Confronto acontece nesta terça-feira (13) às 19h, no Estádio Albino Turbay, em Cianorte, pela segunda fase do torneio nacional. Quem vencer, avança. No caso de empate, o classificado será decidido nos pênaltis.

Após eliminação vexatória no Nordestão, a Cobra Coral mira recuperação imediata e não pode perder tempo. Separamos tudo sobre o próximo adversário tricolor: principais formações táticas, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Leão do Vale.

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Os paranaenses vão para o embate com força máxima. Inclusive, contam com o retorno de seu principal destaque: Wilson Jr, que estava lesionado. Mas o substituo, Henrique Pachu, vem dando conta do recado e colocou uma dúvida para o técnico João Burse definir os titulares. Pachu deve começar jogando. Independente das peças, a alternativa mais utilizada é um 4-3-3 com variações para o 4-2-3-1, sempre bem compactado entrelinhas.

Provável formação inicial do time de Burse (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Para falar do ataque, é importante destacar a marcação alta executada pelo Cianorte. Variando entre um 4-1-3-2 e o 4-2-4 no terço final do campo, o Leão do Vale consegue “engessar” a construção de bola do adversário e tem boas chances de desarmes ou um erro forçado de passe. Foi o que aconteceu logo no início do confronto movimentado com o Londrina, que terminou empatado em 3 x 3.

Marcação paranaense em bloco alto (Imagem: TV LEC)

Tendo a bola, a tendência é explorar um 4-1-3-2 com muita movimentação e amplitude na penúltima linha, mantendo a boa compactação. O ponto mais forte é pela direita, principalmente com Michel, o lateral que mais apoia do time. Por lá, os comandados de Burse iniciam boa parte de suas jogadas, com Calabrês centralizado.

Organização ofensiva do Cianorte (Imagem: TV LEC)

“Volantes também gostam de chegar, tanto que Morelli já marcou gol. O Sávio (reserva), fez o gol da classificação na Copa do Brasil contra o Paraná Clube. Ou seja, vale ficar atento neste ponto também. É um time muito voluntarioso e raçudo. Ótima bola alçada na área. Quase não erra neste quesito” (cruzamentos, escanteios, chuveiradas).

Martins Neto, repórter da Massa FM

Outra possibilidade na transição ofensiva é formar um 4-2-3-1 bem definido, com Calabrês recuando ao lado de Zé Vitor e Everton Morelli fincando mais por dentro, encarregado de criar as jogadas cianortinas e puxar a marcação rival.

Mais uma investida pela direita do Cianorte (Imagem: TV LEC)

COMO DEFENDE

A principal alternativa sem a bola, além de marcar alto, é pressionar o portador para tentar o desarme. Quando isso não acontece, o Leão forma um 4-5-1, tendo apenas Pachu mais à frente e o meio de campo bem povoado para minimizar espaços.

Cianorte fechadinho na defesa (Imagem: TV LEC)

Everton Morelli é, de fato, o motorzinho da equipe. Apesar de fixar como volante, se movimenta bastante e chega a se unir a Pacho, no ataque, em momentos de recomposição, formando um 4-4-2. No caso do 4-3-3, Grafite fica mais recuado fechando o lado esquerdo.

Paranaenses com Grafite dando o primeiro combate (Imagem: TV LEC)

“O time de certo modo tem destaque coletivo. Bem organizado, linhas bem definidas. Defesa bem postada e que já joga junto faz tempo. Só saiu atrás do placar em uma ocasião na temporada. Foi contra o Londrina, mas mostrou reação e virou para 3 x 1. Este jogo, na casa do adversário, terminou 3 x 3. Apesar do vacilo no final, mostrou que não se abala”

Martins Neto, repórter da Massa FM

PARA FICAR DE OLHO

Michel (LD): Uma das principais válvulas de escape do time, Michel tem profundidade e costuma ser incisivo pela direita. Com ele, o Santa Cruz precisa tomar cuidado, já que o lateral-esquerdo Alan Cardoso sobe bastante. Uma opção seria a entrada de Célio Santos para dar mais solidez no setor.

Everton Morelli (MEIA): Como dito acima, é quem dá o gás no Cianorte. Tem bom senso de marcação e sabe se posicionar corretamente entrelinhas, seja com ou sem a posse. Morelli já tem um gol marcado na temporada, que aconteceu na vitória por 2 x 0 sobre o Cascavel pelo Estadual.

Henrique Pachu (ATA): Com quatro gols em três jogos, a tendência é que Pachu seja mantido entre os titulares contra a Cobra Coral. O atacante tem o faro de gol apurado e não costuma perder boas chances. Merece uma atenção mais do que especial dos tricolores.

Créditos da foto principal: Diego Menegon/Cianorte FC

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Timbatível: análise Retrô 1 x 4 Náutico

Por: Anderson D’wirvelle

Imparável, imbatível. Outra vez absoluto, o Náutico goleou o Retrô por 4 x 1 neste domingo (11), na Arena de Pernambuco, pela sexta rodada do Campeonato Pernambucano, acumulando mais um placar elástico. Agora, precisa manter o ritmo para coroar a grande fase com a conquista do Estadual.

Na escalação, Guilherme dos Anjos seguiu na toada do pai, Hélio, e foi com força máxima: um 4-2-3-1 incisivo e recheado de movimentações. A novidade foi a estreia de Wagner como titular, formando dupla de zaga com Ronaldo Alves, enquanto Djavan se manteve na cabeça de área ao lado de Rhaldney.

Formação inicial dos alvirrubros na Arena (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Montado no seu mais que habitual 4-2-3-1, o time da Rosa e Silva pressionou muito a saída do Retrô, conseguindo algumas estocadas e pegando o adversário desorganizado. Em uma dessas roubadas, Erick achou Kieza, que só precisou de dois toques para definir e marcar o seu 7º gol na competição.

Pouco tempo depois, Vinícius escapou bem pelo lado esquerdo – onde inclusive teve muito espaço para jogar no primeiro tempo -, rolou a bola para Jean Carlos, que acertou o ângulo de Jean, mais um bonito gol: 2×0.

Mesmo com dois gols de vantagem, Timbu mantém o 4-2-3-1 para sufocar a Fênix (Imagem: Rede Globo)

O Timbu seguiu dono do jogo, volume ofensivo enorme e boa intensidade na marcação, troca de passes e movimentações ofensivas. Todos esses quesitos foram fundamentais no terceiro gol. Vinícius de novo arrancou pela esquerda, dessa vez tocou para Kieza, que devolveu o passe e o camisa 11 definiu bem só tirando do goleiro da Fênix.

Na volta do intervalo, Nilson realizou três alterações que instantaneamente deram resultado e o time de Camaragibe já melhorou no jogo. Mathaus conseguiu marcar melhor a ponta esquerda do Timbu e, também chegou algumas vezes ao ataque. Numa dessas chegadas, o lateral cruzou para Gelson marcar o gol dos mandantes.

Após o gol tomado, parece que o Náutico tomou um choque e o alvirrubro já voltou pro jogo. Tomou conta da partida de novo e sofreu pouco. A reação veio dos pés de Vinícius, um dos melhores em campo, que fez o terceiro gol Timbu.

Em vantagem e com a entrada de Giovanny, o Náutico passou a explorar um 4-3-1-2, com o recém entrado ao lado de Kieza no ataque. Numa das jogadas desta dupla, veio o quarto. Giovanny cruzou, Jean espalmou mal e Bryan só completou para o gol completamente vazio.

Alvirrubro postado antes do quarto gol (Imagem: Rede Globo)

Um sonoro 4×1 em mais mais atuação consistente e o “Timba” passa bem pelos seus dois primeiros desafios mais complicados na temporada. Agora, o líder e 100% enfrenta o Santa Cruz, no próximo domingo (18), nos Aflitos, às 16h.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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O último ato do capitão: análise Santa Cruz 0 x 1 Botafogo-PB

Por: Felipe Holanda

Fim de uma Era. No jogo em que pendurou as chuteiras, Danny Morais atuou por poucos minutos, mas roubou os holofotes. O capitão foi até capaz de ofuscar a fraca atuação o Santa Cruz, que se despediu da Copa do Nordeste em clima de velório após derrota por 1 x 0 para o Botafogo-PB neste sábado (10), no Arruda, pela última rodada da fase de grupos.

Na escalação, Danny tinha cadeira cativa. Com ele, o técnico João Brigatti exploprou um 4-2-3-1, dando chances a Péricles e Vinícius Balotelli na penúltima linha, ao lado de Madson. Pipico foi poupado, com Léo Gaúcho sendo a referência de ataque, além de Derley e Elicarlos na cabeça de área.

Formação inicial do Santa, com Danny (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Quando a bola rolou, a despedida foi curta, com menos de dez minutos. Enquanto esteve em campo, Danny atuou como zagueiro central pela direita, que é como vinha jogando nos últimos dias como jogador. Nessa posição, era fundamental utilizando uma saída de 3, ao lado de Elicarlos, que recuava, e Célio Santos, mais à esquerda.

Danny, com a bola, participando da construção coral (Imagem: Nordeste FC)

Wiliam Alves foi o sucessor do ídolo, tanto na posição como na faixa de capitão. Se a defesa estava sob comando, o ataque ainda era pouco produtivo. O Santa rondava a área do Botafogo, mas não conseguia levar perigo de fato, exceto por uma finalização de Derley, que saiu acima da meta paraibana.

O Belo respondeu pouco depois, mas Eli travou o chute de Clayton e conseguiu o desarme. Mais tarde, foi a vez de Jordan voar bonito e salvar a Cobra defendendo a cobrança de falta de Marcos Aurélio, deixando um sinal de alerta para os corais.

Mas foi daí a pior. Na etapa final, o Botafogo dominou as ações, encurralando a equipe de Brigatti na defesa. Enquanto o Mais Querido se defendia no 4-4-2, o adversário fazia seu jogo pelos lados e construía jogadas verticais.

Equipe de Brigatti de defendendo com duas linhas espaçadas de quatro (Imagem: Nordeste FC)

O gol, que parecia questão de tempo, aconteceu. Após bola levantada na área, Lucas Gabriel ficou com a sobra e fuzilou Jordan de perna esquerda: Belo 1 x 0. As entradas de Marcel e Karl, nas vagas de Léo Gaúcho e Eli, na sequência, não surtiram efeito.

Esboçando uma reação, Chiquinho, que havia entrado no intervalo, passou a se movimentar mais. Numa dessas investidas, cruzou na área para Léo Gaúcho, mas o goleiro Felipe interveio. Jordan ainda fez milagre para evitar o segundo gol.

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

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Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima: Ceará 3 x 0 Salgueiro

Por: Felipe Holanda

Mesmo eliminado, o Salgueiro tem motivos para deixar a torcida sertaneja orgulhosa. Chegando vivo até a última rodada da Copa do Nordeste, o Carcará foi derrotado por 3×0 para o Ceará neste sábado (10), no Castelão, em Fortaleza, mas caiu de pé, como o pernambucano mais bem colocado na Lampions.

A desclassificação faz o Tricolor terminar o regional na 6ª posição do Grupo B e somando oito pontos. O próximo compromisso agora será no Campeonato Pernambucano e já nesta quarta-feira (14), diante do Vera Cruz, em partida atrasada da 4ª rodada, às 15h na Arena de Pernambuco.

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Para o confronto, Daniel Neri optou por não alterar o aspecto tático de praxe, mantendo o 4-3-3 já habitual. Dessa vez, porém, voltou com Leozão e Ranieri na zaga, enquanto Aruá foi escolhido para ocupar o espaço de Moreilândia e Emanuel o de Alison, ambos vetados pelo departamento médico.

Salgueirenses foram mantidos no 4-3-3 para enfrentar os alvinegros (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

Nos primeiros minutos, o Carcará não se intimidou com o bom time do Ceará e tentou impor seu ritmo de jogo. Faltava, porém mais profundidade e toques rápidos para colocar o atacante Ciel, na referência, em boas condições para o arremate. Dessa forma, o alvinegro respondia à altura, começando a construir superioridade em campo.

Vendo o ímpeto rival, Daniel Neri resolveu explorar uma linha de 5 para segurar as investidas da equipe de Guto. A estratégia funcionava e forçava o Vozão a fazer suas jogadas pelos lado, abusando das bolas aéreas. Mas foi justamente pelo alto que veio o primeiro gol. Vina cobrou escanteio, Lucas falhou, e Gabriel Silva completou de cabeça para abrir o placar no Castelão.

A resposta veio com Ciel que, mesmo bem marcado, conseguiu dar assistência para Emanuel finalizar com perigo no fim do primeiro tempo. Richard se esticou todo e fez grande defesa, evitando o empate sertanejo. Serviu, ao menos, para mostrar que o Salgueiro ainda estava vivo na partida.

Tricolor do Sertão se fechou com linha de 5 para segurar alvinegros (Imagem: Nordeste FC)

No segundo tempo, Neri optou por não voltar com mudanças, mas seguiu no ataque. A primeira boa chance foi quando a bola ficou viva na pequena área e Ciel não conseguiu completar para finalizar; a sobra caiu no pé de Leozão e o artilheiro salgueirense chutou mascado, vendo Richard sair bem da meta e intervir.

Para tentar permanecer presente ao setor ofensivo e de fôlego renovado, já que vinha tomando alguns sustos, o comandante dos tricolores promoveu a entrada de Cássio Ortega no lugar de Emanuel. Apesar de estar compactado na defesa, porém, acabou dando espaço e Felipe Vizeu – que acabara de ir a campo – bateu de fora da área e ampliou a vantagem.

Com a marcação cansada e sem criatividade ao atacar, o Carcará foi vendo o Vozão valorizar o resultado e jogar no seu erro. Héricles e Juan Kelsen ainda foram acionados nas vagas de Tarcísio e Bruno Sena, respectivamente, mas o sistema defensivo voltou a falhar pelo alto: Vina cobrou escanteio no meio da área e, livre, Luiz Otávio completou com cabeceio.

Defesa pernambucana ficou mais frágil com o resultado negativo (Imagem: Nordeste FC)

Créditos da foto principal: Pedro Chaves/FCF

Em destaque

Morreu, mas levou um: análise Treze 2×2 Sport

Por: Mateus Schuler

Morreram abraçados. Se o Sport não conseguiu voltar a vencer, ao menos conseguiu eliminar o Treze, adversário deste sábado (10), em Campina Grande, pela 8ª e última rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste. O Leão abriu dois gols no primeiro tempo, enquanto o Galo reagiu e chegou ao empate, mas não foi capaz de avançar ao mata-mata.

O resultado faz o time leonino encerrar sofrendo a primeira eliminação ainda na primeira fase em toda história, ficando na vice-lanterna do Grupo B com seis pontos. A próxima partida já é nesta quarta-feira (14), às 21h30, diante do Vitória na Ilha do Retiro, válida pela 6ª roada do Campeonato Pernambucano.

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Novamente sob o comando de César Lucena, interinamente, os rubro-negros foram a campo com uma equipe considerada reserva. Mesmo assim, seguiu no 4-2-3-1 utilizado nos últimos jogos, mas dessa vez com mais criatividade e maior presença ofensiva, tendo apoio dos laterais e blocos altos povoando a defesa alvinegra.

Time da Praça da Bandeira manteve postura tática dos últimos duelos (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

Diferente dos últimos jogos, o modelo de jogo implementado pelo Leão teve maior destaque do ataque e, não por acaso, resultou em gol antes mesmo dos primeiros dez minutos. Júnior Tavares avançou bem pela esquerda e viu a movimentação de Mikael na pequena área, fazendo o cruzamento preciso na cabeça do centroavante, que testou no fundo do barbante.

Seguindo intenso e no 4-2-3-1, com os dois laterais sendo muito presentes à zona ofensiva, o Sport ampliou a vantagem no placar logo em sequência. Em boa triangulação, Júnior Tavares achou Gustavo pelo meio, que dominou e já serviu Ewerthon; com liberdade, o lateral-direito entrou na marcação e tocou na saída de Jeferson.

Com o resultado dando mais tranquilidade, os leoninos continuaram no erro do Treze e chegaram perto do terceiro tento com Maxwell, porém o chute foi para fora. No lance seguinte, Júlio Ferrari fez boa jogada pela direita e cruzou na área; Ewerthon afastou mal e a bola caiu no pé de Kleiton Domingues, que explorou desatenção e emendou belo chute para diminuir, mas sem chegar ao empate.

Leoninos foram intensos ofensivamente durante primeira etapa (Imagem: Nordeste FC)

Para o segundo tempo, César voltou sem mudanças, mantendo a postura da etapa inicial. Já Marcelinho, por sua vez, promoveu alterações no time, o que deu novo ânimo, contudo inicialmente não mostrou efetividade. Com solidez na marcação, o Sport povoou o meio-campo e fechou espaços para que os paraibanos não infiltrassem.

Com duas linhas bem definidas, os rubro-negros iam segurando o ritmo dos alvinegros e a aposta para atacar foi o contra-ataque. Dessa maneira, teve a oportunidade de balançar a rede trezeana em dois momentos; no primeiro, o goleiro Jeferson parou belo chute de Maxwell e o rebote, em impedimento, de Thiago Lopes.

Para tentar renovar o fôlego da equipe pernambucana, o treinador interino fez três substituições: saíram Mikael, Gustavo e Ewerthon para as entradas de Dalberto, Mateusinho e Márcio Araújo, respectivamente. No primeiro descuido da defesa, entretanto, João Leonardo completou cruzamento na área e fez o placar ficar igual. Na reta final, Chico tentou em cabeceio e parou no camisa 1 do Galo, enquanto Thiago Lopes acertou a trave, mantendo o empate até o fim.

Rubro-negros se defenderam com duas linhas e blocos médio-baixos (Imagem: Nordeste FC)

Crédito da foto principal: Jefinho Cariri/Treze FC

Em destaque

Salgueiro na Copa do Nordeste: como joga taticamente o Ceará

Por: Felipe Holanda

A esperança é a última que morre. Único pernambucano vivo na Copa do Nordeste, o Salgueiro faz confronto decisivo com o Ceará neste sábado às 16h, no Castelão, em Fortaleza, pela última rodada da fase de grupos. Para sonhar com o mata-mata da Lampions, os sertanejos precisam da vitória.

Já classificado, o Vozão mira a liderança da chave e não deve facilitar. Separamos tudo sobre o próximo adversário do Carcará, com principais movimentações táticas, números, e muito mais do alvinegro cearense.

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Na escalação, Guto Ferreira tem algumas baixas, casos dos atacantes Jael e Jacaré. O primeiro é dúvida, com um estiramento na coxa. Já o segundo é desfalque certo. As ausências entretanto, não impedem que Guto mantenha a base tática, explorando um 4-2-3-1; Fernando Sobral e Yony Gonzalez, voltando de isolamento por Covid-19, também não jogam.

Provável formação inicial da equipe de Guto (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Profundidade. Com passes diretos e poucos toques na bola, o Ceará é dono de um gos melhores ataques do Nordestão, com 11 gols – apenas o Bahia, com 14, tem mais. Tendo Vina às costas de Kléber na referência, a tendência é utilizar triangulações curtas e movimentações para puxar a marcação rival. Lima, com mais frequência, ou Mendoza, que vem alternando, caem pela direita.

Vina, o portador da bola, quase marca contra o Sport (Imagem: Nordeste FC)

Potencialmente, a equipe de Guto de Ferreira sabe dar amplitude funcional, com os laterais sendo participativos. Dessa forma, costuma explorar bem as jogadas aéreas, tendo e Kléber e os zagueiros como principais preocupações para o Salgueiro de e Daniel Neri.

COMO DEFENDE

Outro ponto positivo, além do ataque, o sistema defensivo. O Ceará é dono defesa menos vazada com três gols sofridos e conta com bons valores individuais, caso do recém-chegado Messias. Quando atacado, o Vozão tende a utilizar um 4-4-2 de linhas bem compactas para dificultar a troca de passes. Costuma ser efetivo.

Formando duas linhas de quatro, por outro lado, os volantes dão o primeiro combate visando o desarme, enquanto Vina fica mais à frente, ao lado do centroavante. Assim, acaba dando espaços entrelinhas, e os meias adversários ganhando liberdade para iniciar a construção. É um dos pontos fracos do alvinegro cearense.

Posicionamento defensivo, mas com espaços (Imagem: Nordeste FC)

PARA FICAR DE OLHO

Messias (ZAG): Com características modernas, o zagueiro chegou ao Ceará após ótima temporada no América-MG. Messias costuma ser eficiente na marcação, seja por baixo por ou cima, além de levar perigo ao adversários, principalmente em cobranças de escanteio.

Vina (MEI): Um dos destaques do último Brasileirão, Vina ainda busca o melhor futebol na atual temporada. Mas é a principal referência técnica do elenco, com capacidade para criar jogadas e também poder de finalização. Além disso, é o homem de Guto Ferreira nas bolas paradas.

Mendoza (PD/PE): O colombiano é outro que chegou na atual temporada e só acrescentou ao elenco. Veio do Amiens, da França, para ser um dos destaques do alvinegro, tendo velocidade e finalização como principais armas. Acumula dois gols e uma assistência pela Lampions.

Créditos da foto principal: Felipe Santos/Ceará

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120 razões para acreditar: análise Salgueiro 2 x 3 Náutico

Por: Guilherme Batista

O Náutico confirmou o favoritismo Campeonato Pernambucano. No aniversário de 120 anos, venceu o Salgueiro por 3 x 2 nesta quarta-feira (7), no Cornélio de Barros, manteve os 100% de aproveitamento após cinco rodadas do Estadual, e deu razões de sobra para torcedor alvirrubro acreditar no título.

Tanto Daniel Neri quanto Hélio dos Anjos optaram pela manutenção dos esquemas táticos utilizados nesse início de temporada. A equipe sertaneja entrou postada no 4-3-3, com três volantes formando a trinca do meio e com Richard ganhando a vaga de Leozão na zaga.

Já o Náutico, aniversariante do dia, manteve o 4-2-3-1, com Rhaldney e Djavan formando a dupla de volantes, e quarteto à frente com Jean Carlos, Vinicius, Kieza e Erick, dando variação tática e transformando o 4-2-3-1 em um 4-3-3 quando necessário.

Distribuição tática do Timbu. (Feito no TacticalPad)

Com a bola rolando, o jogo começou extremamente truncado, com muitos erros de passe e as duas equipes esbarrando em bons sistemas defensivos. Enquanto o Carcará povoava o meio, alternando entre um 4-1-4-1 e um 4-2-3-1 na fase defensiva, o Timbu optava por subir as linhas e pressionar a saída de bola da equipe sertaneja.

A primeira boa oportunidade veio aos 21 minutos, quando Jean Carlos acionou Vinicius nas costas da defensiva sertaneja, o camisa 11 escorou de cabeça para Kieza cabecear com perigo. Três minutos, Ronaldo Alves descolou belo lançamento para Vinicius, que fez boa jogada individual, levou para a linha de fundo e tocou voltando. Jean Carlos dividiu com dois defensores sertanejos e a bola sobrou para Erick, livre de marcação, abrir o placar.

Posicionamento ofensivo do Náutico no momento do primeiro gol. (Imagem: SporTV/Premiere)

Aos 27, após bola rifada da defesa alvirrubra, Lucas, goleiro do Carcará, saiu de forma completamente atrapalhada, afastou mal e a bola se ofereceu para Erick finalizar para o fundo da rede, ampliando o marcador para o aniversariante. Com a vantagem no placar, o Timbu baixou um pouco as linhas e permitiu que o Carcará saísse um pouco mais.

Assim, Ciel criou as únicas boas chances do atual campeão pernambucano. A primeira foi de cabeça, após cobrança de escanteio aos 41 minutos. A segunda foi um deja-vu. O camisa 99 recebeu a bola no círculo central e arriscou outra finalização de longa distância, tentando repetir o golaço que marcou contra o CRB. Dessa vez, no entanto, o goleiro rival estava atento e evitou o gol.

Alternando a postura, Carcará se comportou num 4-2-3-1, com Ciel à frente das linhas. (Imagem: SporTV/Premiere)

No início da etapa complementar, Daniel Neri perdeu Moreilândia por lesão muscular, mas o mister não pensou duas vezes em mandar o time pra cima ao acionar Aruá para entrar no lugar do camisa 7. À frente, um trio ofensivo começou a incomodar, de fato, os alvirrubros.

Tridente ofensivo do Carcará (Imagem: Sportv/Premiere)

Com uma postura mais agressiva e subindo as linhas para dificultar a saída do Náutico, o Carcará por muito pouco não diminuiu aos 12. Felipe Baiano roubou a bola e rolou para Ciel, livre de marcação e dentro da área, pegar muito mal e isolar a melhor chance do Salgueiro até então.

A resposta alvirrubra veio com Erick, após cortar a marcação de Alan e finalizar para boa defesa de Lucas. Porém a mudança de postura do Carcará foi premiada aos 24 minutos da etapa complementar. Felipe Baiano encontrou bom passe rasgando a defensiva alvirrubra e Tarcísio tocou na saída de Alex Alves, diminuindo o placar.

Percebendo a superioridade do Carcará e tentando corrigir a postura defensiva do Náutico, Hélio dos Anjos sacou Erick e Rafinha para colocar Bryan e Wagner. O que o treinador alvirrubro não contava era que o empate do Salgueiro viria logo em seguida.

Após Héricles brigar pela bola contra três defensores alvirrubros, a pelota sobrou para Felipe Baiano encher o pé e marcar o segundo tento sertanejo. Aos 31, Kieza foi lançando entre os dois zagueiros do Salgueiro e acabou sendo derrubado dentro da área. Pênalti que o próprio K9 bateu para recolocar o Timbu em vantagem na partida.

Quando a partida se encaminhava para a reta final, Camutanga foi traído pelo quique da bola e cometeu falta em Ciel. O juiz interpretou que o lance era chance clara e manifesta de gol e expulsou o zagueiro alvirrubro. Quem não ficou nada feliz com a expulsão foi Hélio dos Anjos, que de tanto reclamar, também acabou expulso.

Apesar disso, o Náutico confirmou o favoritismo, venceu a partida e presenteou a torcida no aniversário de 120 anos do clube. Agora o Timbu coloca sua atenção no Retrô, próximo adversário no estadual. Já o Carcará enfrenta o Ceará, no sábado, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste.

Créditos da imagem principal: Tiago Caldas/Náutico

Em destaque

Inércia rubro-negra: análise Afogados 0x0 Sport

Por: Mateus Schuler

No primeiro jogo após a saída de Jair Ventura, o Sport repetiu os erros de outrora. Inerte e com pouca iniciativa, o Leão ficou no empate sem gols ante o Afogados nesta quarta-feira (7), no Vianão, sendo ultrapassado pelo arquirrival Santa Cruz na tabela do Campeonato Pernambucano, porém não sai do grupo de classificação à fase final.

Com o resultado, os rubro-negros chegam aos mesmos oito pontos do Mais Querido, mas ficam atrás por conta do saldo de gols, ocupando a 3ª posição. O próximo compromisso pelo Estadual é na quarta-feira (14), às 21h30, diante do Vitória na Ilha do Retiro; antes, visita o Treze, no sábado (10), fechando sua participação na Copa do Nordeste às 16h, no Presidente Vargas.

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Sem Jair Ventura, que foi demitido, coube a César Lucena assumir de modo interino o comando. Em relação à escalação que iniciou na goleada sofrida para o Ceará, pelo Nordestão, César optou por não realizar modificações e dar continuidade ao 4-2-3-1, com Thiago Neves responsável pela armação, tendo Neílton e Toró nas beiradas.

Leão teve manutenção da escalação titular do último jogo (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

O jogo começou com o Sport sendo mais incisivo nas finalizações, mas sem poder criativo. Ainda assim, fez o Afogados ficar mais retraído em seu campo e se atirou ao campo de ataque, seguindo no 4-2-3-1 de praxe fazendo saída de 3 frequentemente, recuando Betinho ao lado dos zagueiros e dando maior liberdade aos laterais. Como não mostrou criatividade, não conseguiu levar perigo à meta afogadense.

A postura se manteve, assim como os erros de outras oportunidades. Falho no meio-campo, o Leão teve transições – principalmente ofensivas – diretas da defesa, sem conseguir trabalhar para armar. Assim, viu a Coruja passar a crescer e buscar agredir, porém poucas chances foram criadas e Luan Polli não precisou ser tão exigido.

Mesmo pouco agredidos, rubro-negros ficaram compactados na defesa (Imagem: Premiere)

Para a etapa final, César Lucena apostou na manutenção da equipe, com a escalação sendo a inicial. O desempenho seguiu fraco, sem lances criados e pouca presença ofensiva. Para tentar corrigir os erros que prosseguiram em campo, foram promovidas as entradas de Thiago Lopes e Ewerthon, porém a criatividade permaneceu muito baixa.

O que já estava complicado, poderia ter piorado, pois Luan Polli saiu mal do gol e colocou a mão na bola, sendo expulso. Também abaixo na criação, os afogadenses não levaram perigo à meta de Maílson – que entrou na vaga de Thiago Neves – e fizeram o placar não sofrer nenhuma alteração até o apito final.

Enquanto esteve em campo, Thiago Neves tentou municiar trinca ofensiva (Imagem: Premiere)

Crédito da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Chiquinho, o mago coral: análise Santa Cruz 4 x 1 Vera Cruz

Por: Felipe Holanda

Põe na conta. Com um gol e três assistências, Chiquinho foi o principal destaque da vitória do Santa Cruz sobre o Vera Cruz nesta quarta-feira (7), no Arruda, pela quinta rodada do Campeonato Pernambucano. Resultado positivo foi crucial para as pretensões tricolores no Estadual.

Na escalação, João Brigatti optou por três volantes. Entre eles, o estreante Derley, que iniciou sua terceira passagem no Arruda. Explorando um 4-3-2-1 flexível ao 4-3-3, tendo Chiquinho flutuando entrelinhas, o Mais Querido teve mais êxito que hesitações e venceu mais uma.

Formação inicial dos tricolores (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Precisando mostrar serviço após a eliminação no Nordestão, o Santa Cruz iniciou apertando, adiantado a marcação e povoando o meio de campo. Foi o que aconteceu, pelo menos nos primeiros minutos. Com Madson caindo na direita e Chiquinho na esquerda, os donos da casa abriram o placar, em cabeceio do capitão Wiliam Alves após cobrança de escanteio de Chiquinho.

A Cobra era amplamente superior, mas acabou tirando o pé do acelerador. Foi a deixa que o Vera Cruz precisava para reagir e quase chegar ao empate. Teria empatado, inclusive, se a arbitragem tivesse validado um gol legal após chute de Vitinho – a bola bateu no travessão, quicou dentro da meta, e depois saiu.

Insistente, o Galo não se intimidou. Rodando bem a bola, o time de Edson Silva fez Jordan trabalhar. O arqueiro coral fez defesas memoráveis e evitou o pior. Postado no 4-3-2-1, o Mais Querido não conseguia se encontrar em campo e via o adversário crescer cada vez mais.

Tricolor se compactando na defesa (Imagem: Premiere)

Em resposta, João Brigatti voltou a adiantar a marcação para dificultar a construção ofensiva do Vera. Após contragolpe, Karl lançou Chiquinho em profundidade, mas a marcação reagiu a tempo e conseguiu fazer o corte. No escanteio, quase o segundo.

Voltando com Marcel para a etapa final, Madson passou a cair pela esquerda, tendo o prata da casa no lado oposto. Com Pipico fazendo a referência, os corais formavam uma trinca de ataque que quase ocasionou o segundo gol, mas Madson desperdiçou a chance. Na sequência, foi a vez de Chiquinho receber de Pipico e levar muito perigo. O goleiro Igor evitou o gol com a ponta dos dedos.

Triangulação coral no ataque (Imagem: Premiere)

Do outro lado, os comandados de Edson exploravam uma saída de três, com o recuo de Ramires. A resposta veio na mesma moeda. Após cobrança de escanteio, Vitor Leão subiu mais alto que os marcadores e, enfim, venceu Jordan para deixar tudo igual no Arruda.

Pouco depois, o tricolor garantiu o resultado positivo. Mais uma assistência de Chiquinho e mais um gol de Wiliam Alves. E foi daí a pior. Chiquinho deu seu terceiro passe, colocando Eduardo na cara do gol, e ainda fez o quarto, selando o 4 x 1.

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

Em destaque

Aniversariantes e campeãs: análise Sport 1 (2) x 1 (4) Náutico

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Após 14 anos, o Náutico está de volta ao topo do futebol feminino em Pernambuco. Num clássico quente diante do Sport, que terminou empatado em 1 x 1 no tempo normal, as alvirrubras venceram nos pênaltis nesta quarta-feira (7), no aniversário do clube, sagrando-se campeãs estaduais.

A atuação coroa um campeonato impecável das comandadas Jera Neto, com 35 tentos assinalados e apenas seis sofridos. Além disso, o o Timbu contou com um dos maiores destaques do Estadual: a artilheira Nadine, que balançou as redes 15 vezes, uma a mais que a rubro-negra Thays, com 14.

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Taticamente, as leoninas formavam um 4-3-3 como base, tendo velocidade para chegar à zona de arremate com poucos toques na bola. Do outro lado, as alvirrubras respondiam no 4-4-2 com variações frequentes para o 5-4-1, também apresentando agilidade nas transições.

Formações iniciais de Sport e Náutico (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Em ritmo de final, as duas equipes começaram a 1000km/h, sendo bastante intensas e indo ao ataque. Antes mesmo do primeiro minuto, o Sport teve a primeira chance quando a artilheira Thays tabelou com Ísis e saiu de frente para Keka, mas a arqueira fez boa intervenção no arremate.

Leoas no ataque inicial (Imagem: MyCujoo)

O Náutico não se assustou e também foi para cima, criando sua oportunidade pouco depois. Postado alternando entre o 4-4-2 – mais frequente – e o 4-3-3, o Timbu ficou perto de abrir o placar também com Nadine, sua goleadora, que disparou em velocidade e parou em defesa de Raíssa.

Boa investida das alvirrubras (Imagem: MyCujoo)

A partida seguiu bastante equilibrada, com os dois lados buscando seguirem com boa presença ofensiva, porém pouco foram criativas. Menos inseguras, as meninas do Timbu trabalharam melhor a bola para sair em vantagem, no entanto não foram efetivas.

Na etapa final, Keila Felício voltou com uma mudança para melhorar a produtividade ofensiva. Géssica, que pouco contribuiu inclusive taticamente, abriu espaço para a entrada de Esterfany, um dos destaques das leoninas no Brasileiro Sub-18.

A primeira boa chance veio justamente dos pés da atacante, que chutou cruzado da esquerda e Keka fez boa defesa. Na sobra, Negona tentou completar e a bola foi na mão de uma das defensoras. Pênalti. Amanda Leite bateu forte, mas a goleira alvirrubra defendeu; o rebote foi completado pela mesma Amanda, que tocou para o gol.

Atrás no placar, as alvirrubras precisavam reagir para não ver o título escapar pelas mãos. Explorando uma trinca ofensiva, o Náutico começou a construir os caminhos para o empate, que veio com Débora após Nadine não conseguir mandar às redes.

Investida de ataque do Timbu (Imagem: MyCujoo)

Após a expulsão de Amanda Leita, as meninas da Rosa e Silva cresceram de vez no jogo. Podiam, inclusive, ter virado a peleja, mas a decisão do campeão ficou para os pênaltis. Nas cobranças, a precisão alvirrubra foi maior e o título veio. Um belo presente de aniversário à torcida vermelha e branca.

Créditos da foto principal: Fernanda Acioly/Náutico

Em destaque

Náutico no Campeonato Pernambucano: como joga taticamente o Salgueiro

Por: Andinho D’wirvelle

Água no chope. O Salgueiro quer impor ao Náutico sua primeira derrota no Campeonato Pernambuco, justo no dia em que o alvirrubro completa aniversário de 120 anos. Também com 100% de aproveitamento, o Carcará vem embalado para o confronto a ser realizado nesta quarta-feira (7) às 21h30, no Cornélio de Barros, pela quinta rodada do Estadual.

A equipe de Daniel Nery, que fez apenas dois jogos pelo estadual, busca subir na tabela e tenta novamente terminar a primeira fase no G2, garantindo vaga direta nas semifinais. Separamos para a torcida alvirrubra tudo sobre o próximo adversário: prováveis formações táticas, informações exclusivas de uma setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos sertanejos.

Para encarar o Náutico, aniversariante do dia, Nery conta com força máxima e deve tentar se impor dentro de casa para construir o resultado positivo, explorando transições rápidas e toques verticais.

Provável formação inicial do Salgueiro (Feito no Tactcal Pad)

COMO ATACA

O português arma o Salgueiro num 4-3-3, muito bem postado defensivamente e com rápidas saídas nos contra ataques, sempre procurando Ciel na referência. O camisa 99 é procurado tanto para fazer o pivô quanto para tirar o time de trás.

No meio, 3 homens de boa marcação e que sabem jogar, Moreilândia, Bruno Sena e Felipe Baiano. Provavelmente dificultarão bastante o setor para o alvirrubro, tanto é que Hélio dos Anjos deve entrar com Djavan para dar mais poder de marcação ao time.

No ataque, o time conta com Tarcísio pela direita, Ciel na referência, e Alisson Araçoiaba pela esquerda, com muita movimentação e velocidade. Em algumas ocasiões, os comandados de Nery exploram um 4-2-3-1, como visto no empate diante do CRB pela Copa do Nordeste.

Investida ofensiva sertanejo (Imagem: Nordeste FC)

COMO DEFENDE

No momento defensivo, o time se porta num 4-1-4-1 com linhas bem próximas e num bloco médio, procurando sempre roubar a bola no meio e já ligar os dois pontas. Outra aposta é se fechar mais na defesa, armando um 4-5-1.

Carcará fechado na defesa (Imagem: Nordeste FC)

Tarcísio e Alisson Araçoiaba, apesar de serem os principais desafogos do time, também contribuem muito na dobra de marcação, ajudando demais na marcação dos laterais adversários. Dessa forma, inevitavelmente intimida as subidas pelos lados.

Caso opte por mudar o sistema, como fez durante o último jogo contra o CRB (saiu do 4-3-3 para o 4-2-3-1), Daniel usará o 4-4-2 na fase defensiva, mas tendo o mesmo objetivo após a retomada: velocidade pelos lados do campo para tentar encontrar Ciel.

PARA FICAR DE OLHO

Ciel (ATA): Principal goleador do time no ano, autor de um gol antológico no último final de semana sobre o CRB, é a referência técnica do Carcará. Se tiver espaço, costuma fazer estrago mesmo com 39 anos. Olho nele, torcedor alvirrubro.

Tarcísio (MEIA): Meia que atua como ponta, é importante na bola parada e tem boa velocidade para quebras linhas adversárias. Tarcísio é sempre muito intenso e contribui muito com a equipe em todos os momentos da partida.

Créditos da foto principal: Rodrigo Avelar/Salgueiro

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Sport no Campeonato Pernambucano: como joga taticamente o Afogados

Por: Mateus Schuler

De plano C a plano A. O Sport foca suas atenções na disputa do Campeonato Pernambucano após eliminações frustrantes na Copa do Nordeste e Copa do Brasil, que culminaram com a saída de Jair Ventura. Encara o Afogados nesta quarta-feira (7) às 20h no Vianão, no Sertão do Pajeú, pela quinta rodada do Estadual, e precisa mostrar serviço.

Leão agora gira a chave para a única competição a disputar antes do Brasileirão, buscando esquecer um 2020 sem títulos. Separamos para a torcida leonina tudo sobre o próximo adversário: prováveis formações táticas, números, pontos fortes e fracos, jogadores para ficar de olho e muito mais da Coruja.

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Sob o comando de Sérgio China, os afogadenses vivem momento bem irregular, pois venceram e perderam apenas uma vez, além de dois empates. Para a partida com os rubro-negros, uma única ausência: atacante Índio, cria da base da equipe da Praça da Bandeira, tem dores musculares. Na lateral esquerda, Thalison ganha a vaga de Janelson, em relação ao time que empatou com o Sete de Setembro.

Time sertanejo deverá manter o 4-3-3 já habitual diante do Leão (Feito no TacticalPad)

COMO ATACA

Bastante vertical, o Afogados se posta com variações ao atacar, dependendo mais de como o adversário está defendendo. Intenso, pode ficar no 4-1-2-3 se quiser ter maior presença no campo ofensivo, com constantes alternâncias entre jogadas no meio ou pelos lados, utilizando a velocidade e o poder criativo dos meio-campistas que chegam infiltrados entrelinhas, mesmo sem serem armadores de origem.

Outra possibilidade é ter uma postura mais cautelosa, apesar do desenho ser até semelhante. Ao ficar no 4-1-4-1, tende a pegar o rival desprevinido, deixando uma peça mais isolada na referência, contudo trocando o posicionamento da segunda linha para tentar confundir a marcação e mantendo como principal arma o gás de quem atue pela beirada, inclusive os laterais.

Geralmente os lances são criados ainda na defesa, com um dos volantes fazendo a saída de 3 junto aos zagueiros, assim os alas ganham mais liberdade para sair. Curiosamente, dos quatro gols marcados no campeonato, três vieram criados nos lados, seja pela direita ou esquerda, mostrando a força criativa usando as beiradas frequentemente.

Gol da Coruja contra o Sete veio originado pelo lado esquerdo ofensivo (Imagem: MyCujoo)

COMO DEFENDE

Com blocos médios, por vezes baixos, os afogadenses tentam povoar ao máximo o campo defensivo. Apesar de ficar o mais retraído possível, performa um 4-1-4-1 de variações ao 5-4-1 e 4-5-1. A alternância das primeira e segunda linha se deve ao fato de quão incisivo o ataque adversário se posta, tentando fechar espaços pelos lados ou meio.

Na maioria das situações, porém, busca ter um jogador mais adiantado para que o rival saia pelas laterais em vez de centralizar as jogadas. Assim, força a quebra do primeiro bloco de combate, deixando uma armadilha para segurar lances velozes, segurando mais solidamente os ímpetos e sem expor frequentemente a defesa ao ser agredida.

Com três gols sofridos, é o terceiro time menos vazado, atrás apenas de Salgueiro – um, e Náutico e Santa Cruz, dois ambos. O principal responsável pela segurança é o goleiro Léo, que vem se destacando com intervenções fundamentais, como na derrota para o Carcará, evitando um placar mais elástico, e no empate diante do Sete, impedindo o resultado negativo.

Tendência é dos afogadenses se postarem no 4-1-4-1 ao defenderem (Imagem: MyCujoo)

PARA FICAR DE OLHO

Léo (GOL) – Com rodagem no futebol nordestino, se consolidou melhor ao atuar no Fluminense de Feira, em 2019, sendo destaque por sofrer menos de um gol por jogo. Na Coruja, vem voltando a repetir o bom momento, evitando resultados negativos e sendo paredão, garantindo também a única vitória da equipe sertaneja no início de temporada.

Cal (VOL) – Formado na base do Náutico, o meio-campista afogadense joga mais recuado sob o comando de Sérgio China. Fazendo mais a transição entre defesa e ataque, apesar de ser volante, Cal acumula passagem pelo futebol do Chipre para tentar deixar de lado a pouca experiência. Pilar no meio-campo, é peça essencial a China.

Frank (PE) – Jogar pelo lado do campo poderia torná-lo destaque como garçom, no entanto é fazendo gols que chama atenção. Esse é Fauver Frank ou Frank. Com três tentos marcados nos quatro confrontos disputados, é a principal arma, já que tem mostrado faro de gol e bom poder de finalização; atacante da Coruja só não fez mais do que Kieza, artilheiro com cinco, e está empatado com Erick.

Crédito da foto principal: Romário Silva/Afogados FC

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Santa Cruz no Campeonato Pernambucano: como joga taticamente o Vera Cruz

Por: Felipe Holanda

Via Crúcis. Precisando esquecer a eliminação na Copa do Nordeste, o Santa Cruz enfrenta o Vera Cruz em jogo crucial para as pretensões corais no Campeonato Pernambucano. Confronto acontece nesta quarta-feira (7) às 18h, no Arruda, pela quinta rodada do Estadual.

No lado vitoriense, o cenário é ainda mais assustador, amargando a lanterna e ainda sem vencer. Separamos para a torcida tricolor tudo sobre o próximo adversário: principais formações táticas, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Galo das Tabocas.

Após a saída do treinador Rômulo Oliveira, a equipe perdeu um pouco de sua identidade, mas deve manter o modelo de jogo diante da Cobra Coral. A principal aposta do recém-chegado Edson Silva é um 4-3-3 de transições rápidas e compactação defensiva para minimizar espaços entrelinhas.

Provável escalação de Edson contra o Mais Querido (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Explorando uma trinca ofensiva, o Vera Cruz costuma ter profundidade e amplitude para chegar à zona de arremate. Os três atacantes têm mobilidade para confundir a marcação com toques rápidos. A grande novidade diante do Santa deve ser a entrada de Jackson para fazer a referência.

Assim, os velozes Romarinho e Pedro Maycon dão o gás pelas pontas na tentativa de furar o bloqueio rival e segurar a defesa rival lá atrás . Além deles, os laterais costumam ser efetivos no apoio, principalmente Léo Cotia com infiltrações pela direita.

Investida do Vera com Léo Cotia (Imagem: MyCujoo)

“O time tem se demonstrado rápido nas transições, algo traçado pelo antigo treinador Rômulo Oliveira, de modo que o estilo de jogo iniciado no começo da partida se mantivesse por mais tempo. Com as mudanças, porém, o ritmo ofensivo cai”

Márcio Souza, Tabocas FM

No meio, Ramires é o maior encarregado da contensão, tendo Vitinho e Danielzinho com mais liberdade para armar o jogo. Por outro lado, a bola passa pouco pelos dois, já que a estratégia mais utilizada é acionar o tridente de ataque para surpreender.

COMO DEFENDE

Quando atacado, o Vera Cruz costuma formar um 4-1-4-1 com Ramires à frente da primeira linha. Dessa forma, povoa o meio de campo e fecha os corredores pelos lados, forçando o adversário ao erro de passe. Na terceira linha, todos as peças são velozes e capazes de engatar um contra-ataque em velocidade.

O ponto mais baixo é o espaço deixados pelos laterais, que costumam subir bastante. Com a transição lenta, o Galo viu os adversários criarem a maioria de suas chances em jogadas pelos lados. A bola área vitoriense também é algo preocupante.

“Na defesa, o Vera demonstra passar pouco tempo com a bola, priorizando mais transições longas na hora do “abafa”. Assim, opta em saídas pelas laterais quando compactado e sob pouca pressão”

Márcio Souza, Tabocas FM

PARA FICAR DE OLHO

Léo Cotia (LD) – Profundidade. Este é o melhor adjetivo para classificar o jogo de Léo Cotia. O atleta tem uma boa velocidade e sabe carregar bem a bola, sendo uma válvula de escape pelo lado direito do Vera Cruz. Além disso, tem um bom aproveitamento nos cruzamentos e é um dos maiores garçons do elenco.

Romarinho (ATA) – Com velocidade e amplitude, Romarinho tende a ser uma arma importante no esquema de Edson Silva. Já se mostrou decisivo em alguns jogos e aparece bem para pisar na área, mas peca um pouco na precisão dos arremates.

Pedro Maycon (ATA) – Pernambucano e ex-jogador de Várzea, Pedro Maycon é o ícone do Galo das Tabocas. Com passagem, inclusive, pelo próprio Santa. Se posiciona bem próximo à grande área e merece uma atenção especial dos defensores tricolores. Se tiver espaço, costuma balançar as redes.

Créditos da foto principal: Reprodução/Vera Cruz

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Náutico 120 anos: relembre taticamente times históricos

Por: Felipe Holanda

Quem olha não esquece jamais. Em 120 anos de tradição, o Náutico acumula uma série de times antológicos. Dos tempos áureos na Década de 1960, com o rifle calibrado de Bita e o batuta do técnico Duque, passando pelo virtuosismo de Jorge Mendonça e do faro artilheiro de Baiano e Bizu, chegando aos ídolos mais recentes, caso de Kuki, campeão do centenário em 2001.

O Pernambutático ouviu sete especialistas para elaborar um Top 5 alvirrubro. Deram seus votos os historiadores Lucídio José de Oliveira, Luciano Guedes Cordeiro e Roberto Vieira; os jornalistas Cassio Zirpoli, Luís Francisco Prates, Marcelo Araújo e Renata Guerra, além de Victor Cavalcanti, do Futebol de Raízes.

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1º – O maior de todos os tempos

Revirando as páginas da história, o primeiro lugar seria injusto em qualquer dos vieses se não ficasse com time do Hexa. Seis títulos seguidos, de fato, não é algo comum. Nem era. Nunca foi. Sob o comando de David Ferreira, o Duque, aquela equipe jogava por música, afinada e virtuosa tal quão os sanfoneiros do sertão pernambucano.

O maestro Duque tinha o elenco nas mãos. Montava ali um grupo que era praticamente imbatível e colocava medo em todos que vinham pela frente. Como características do futebol na época, o alvirrubro era ataque a todo vapor. Formando um 4-2-4, tinha um quarteto mortífero de frente, comandado por Bita, o “Homem do Rifle”. Com o apoio dos laterais, principalmente Gena pela direita, o Timbu se postava numa espécie de 2-2-6 que tirava o sossego de qualquer rival.

O ápice desse esquadrão de craques foi um verdadeiro baile no Santos de Pelé em São Paulo. Com show de Bita, que foi às redes quatro vezes, o Náutico atropelou o Peixe e venceu por 5 x 2 diante de um incrédulo Pacaembu, que viu o maior jogador da história do esporte cair diante dos – quase ilesos – alvirrubros.

Escalação alvirrubra diante dos paulistas (Feito no Tactical Pad)

Além do baile em Pelé, quase veio o título na Taça de Brasil de 1967, o equivalente ao Brasileirão da época. Numa melhor de três contra o Palmeiras, restou apenas o vice. O sentimento de ter encantado o Brasil com um jogo de toques rápidos e muita movimentação, entretanto, era do Timbu por direito. O feito rendeu, também, uma vaga na Libertadores da América do ano seguinte, se tornando o primeiro pernambucano a disputar a competição internacional.

Um dos grandes inimigos do Náutico não foi o Palmeiras, mas sim a qualidade precária do gramado do Maracanã após fortes chuvas na capital fluminense. Com dificuldades para trocar passes, os alvirrubros abusavam das bolas áreas, mesmo num 4-2-4 em bloco alto. O Verdão, marcando por encaixes, fez um gol em cada tempo e ficou com o caneco no Palestra Itália.

Náutico atacando no 4-2-4 (Imagem: Canal 100)

Em 1968, veio o glorioso hexa. Conquista que foi fruto de um trabalho de garimpagem bem feito, iniciado pelo treinador argentino Alfredo Gonzalez. Ele, junto a Alexandre Borges, das categorias de base, foram os pilares daquela caminhada. Grandes nomes do futebol pernambucano, como Bita, Nado, Salomão, Lula Monstrinho, Nino, Lala, Rinaldo e muito outros, foram descobertos pelo olhar apurado de Borges e lapidados por Gonzalez.

O jogo do título, frente ao Sport, contou com requintes de crueldade. O alívio vermelho e branco só aconteceu na prorrogação, quando Ramos levou a melhor sobre os zagueiros e estufou as redes de Militão para selar o título. O clássico foi cheio de confusões e os leoninos Valdeci e Zezinho foram expulsos. Seis vezes Náutico.

Escalação do jogo do hexa diante do Sport (Feito no Tactical Pad)

2º – Hexa é luxo

A conquista do Hexa é até hoje exclusividade Timbu, mas já esteve bem perto de ser diluída. A primeira vez foi no Pernambucano de 1974, quando o Náutico fez a final contra o então pentacampeão Santa Cruz. Comandados por Jorge Mendonça, convocado à Copa do Mundo de 1978, o Náutico levou a taça e pôs fim ao sonho tricolor.

Ali, o treinador Orlando Fantoni apresentava um modelo de jogo inovador para a época. Os pontas passaram a jogar mais abertos, dando amplitude ao invés de cortar para dentro. A estratégia confundia a marcação adversária. Taticamente, era algo bem próximo ao 4-2-4, com Dedeu, Jorge Mendonça, Paraguaio e Lima mais adiantados. No meio, Juca Show dava as cartas explorando lançamentos médios e longos.

Mas era o talento de Jorge Mendonça que dava a toada e o ritmo alvirrubro. Liberado por Fantoni, o craque tinha liberdade para flutuar entrelinhas, ora caindo pela direita, ora pela esquerda, como visto na vitória sobre o Corinthians, quando marcou os dois gols pelo Campeonato Brasileiro daquele ano.

Trinca ofensiva do Timbu no Arruda (Imagem: Bandeirantes)

3º – Baiano: o goleador

Valmeci José Margon, o Baiano, marcou época no Recife. É o maior artilheiro da história do Campeonato Pernambucano com 206 gols. Na carreira, soma 318. Passou em outros clube do Estado, mas brilhou mesmo no Náutico, sendo artilheiro do Estadual em 1982 e 1983. Em 1984, foi grande destaque da campanha alvirrubra no Brasileiro, que culminou com a sexta posição.

Atuando como uma espécie de falso 9, às costas do centroavante, Baiano deitava e rolava. Tinha liberdade para se movimentar próximo à grande área rival e geralmente destroçava as linhas de defesa. O leque ofensivo também contava com outros bons valores, casos de Sivaldo e Lima.

Escalação alvirrubra na final do Pernambucano de 1985 (Feito no Tactical Pad)

Aquele foi o primeiro título do Timbu atuando com uma linha defensiva de quatro. Marcando geralmente baixo, o time comandado por Mário Juliato pressionava o portador da bola com dois ou mais homens, enquanto os zagueiros e laterais se fixavam lá atrás para proteger a meta alvirrubra.

Com Baiano caindo pela direita, o time da Rosa e Silva dominou as ações na decisão e não deixou a Cobra Coral destilar o seu veneno. Tinha a vantagem do empate e levou o caneco, com um roteiro bem semelhante a 1985, o ano do bi.

Baiano em investida pela direita contra o Santa Cruz (Imagem: TV Cultura)

4º – Os campeões do centenário

Um roteiro desesperador. Esse era o cenário do Náutico no início o Século XXI. Às vésperas de completar 100 anos de fundação, via o arquirrival Sport crescer com cinco títulos seguidos e ameaçar a exclusividade do Hexa. Golpeado, o Timbu precisava reagir. A reformulação alvirrubra em 2001 passa diretamente por um nome em especial: Muricy Ramalho.

Com bons valores individuais, mas algumas fragilidades no elenco, Muricy fez um time homogêneo que sabia muito bem o que fazer dentro das quatro linhas. O “coração” entre os titulares era o capitão Sangaletti. O cérebro, Wallace. Ambos haviam deixando a Ilha do Retiro para fazer história na Rosa e Silva.

Tendo Sangaletti e Wallace, a equipe se postava num 4-4-2 tradicional, preenchendo o meio de campo e com boa fluidez nos passes. Era vertical e conseguia criar chances de perigo com poucos toques na bola. Na frente, uma dupla dinâmica: Kuki e Thiago Gentil. Além deles, Danilo dava suporte valioso entrelinhas.

Triangulação ofensiva com Kuki, Tubarão e Danilo (Imagem: Rede Globo)

Depois de fazer jogos emblemáticos contra o Sport, o Timbu enfrentou o Santa Cruz com a sensação de dever cumprido, já que as chances do Hexa do Leão já haviam se esvaído. Impondo seu ritmo de jogo, o alvirrubro venceu por 2 x 1 na ida e foi à decisão tendo a vantagem do empate para ser campeão.

No Arruda, diante de mais de 70 mil pessoas, o Timbu brotou o esplendor na ponta da chuteira. Mais um show dos infernais Kuki e Thiago, vitória por 2 x 0 com um gol em cada tempo, e o resgate estava carimbado. Renascia, ali, a força e a raça alvirrubra.

Escalação dos comandados de Muricy na decisão (Feito no Tactical Pad)

5º- Quatro letras mágicas

Bita, Nino, Lala, Kuki…Bizu. A história de Cláudio Tavares Gonçalves no futebol pernambucano começou ainda antes de assinar com o Náutico. O ano, 1987. Santa Cruz e Palmeiras se enfrentavam pelo Módulo Verde da Copa União e os corais venciam por 1 x 0. Até que aos 30 minutos do segundo tempo, o técnico Rubens Minelli faz a última e desesperada alteração no alviverde. Era ele, Bizu.

No Arruda, o desconhecido causou um verdadeiro alvoroço. Oportunista, Bizu fez dois gols e virou o jogo para os paulistas. Despertava ali o interesse da equipe da Rosa e Silva em contratá-lo. Aos 28 anos, o atacante ganhava uma nova chance de mostrar o seu valor em um grande clube.

Como se jogasse por um prato de comida, foi marcando gol em cima de gol, jogo após jogo. Gol de tudo que é jeito. Nas arquibancadas dos Aflitos, o coro não parava de ser entoado pela torcida alvirrubra e o apelido estava, literalmente, na boca do povo. O resto é história.

A Copa do Brasil de 1990 foi, de fato, a competição que o artilheiro despontou de vez. Dono de uma a pontaria sempre calibrada, Bizu era peça chave da equipe de Otacílio Gonçalves, que apostava num 4-2-4 com variações para o 4-3-3, tendo mais liberdade para cair pela esquerda ou atuar como referência, já que finalizava bem.

Escalação do Náutico semifinalista da Copa do Brasil de 1990 (Feito no Tactical Pad)

O sonho de dar um título nacional ao escrete das duas cores foi silenciado pelo Flamengo na semifinal. Precisando da vitória, o Timbu ficou no 2 x 2 e estava eliminado. Mas Bizu deixou o dele, assumindo a artilharia do certame com sete gols. No lance, não se intimidou com a marcação tripla dos cariocas, antes de fuzilar o goleiro Zé Carlos.

A marca do artilheiro Bizu (Imagem: Rede Globo)

Bizu teve participação decisiva na campanha do acesso Timbu à série A em 1988. Também foi campeão pernambucano em 1989, e artilheiro do estadual de 1989 (31 gols) e 1990 (19 gols), além de ter sido o goleador máximo da Copa do Brasil de 1990. Em 179 aparições com a camisa alvirrubra, fez 114 gols – média de 0.64 por jogo.

Menções Honrosas

Uma lista que engloba apenas os cinco maiores times do Náutico fatalmente deixaria grandes craques de fora. Em menção honrosa, está o esquadrão da Década de 1950, tricampeão invicto do Pernambucano, tendo Ivson, artilheiro do Estadual em 1953 e 1954, como principal destaque.

Escalação do Timbu tricampeão invicto do Estadual de 1954 (Feito no Tactical Pad)

Antes, em 1934, o Náutico montou verdadeiro timaço. Era dotado de um futebol completamente ofensivo, estratégia implantada pelo técnico uruguaio Umberto Cabelli, inspirado exatamente no Uruguai bicampeão olímpico (1924 e 1928) e campeão mundial (1930). Formando um espécie de pirâmide no 2-3-5, com destaque para Fernando Cavalheira, segundo maior goleador do clube, o Timbu sobrou no Pernambucano e ficou com a taça.

Esquadrão alvirrubro na década de 1930 (Feito no Tactical Pad)

Pegando uma viagem no tempo, também deve-se lembrar o Náutico de 2007, do artilheiro Acosta. Após segundo turno esplendoroso, o uruguaio terminou na vice-artilharia com 19 gols – Josiel, do Paraná, fez 20. O jogo mais emblemático foi o 4 x 1 em cima do Botafogo, quando Acosta marcou os quatro gols. Também brilhou no empate em 4 x 4 com o Paraná, em mais uma atuação inesquecível, ambas nos Aflitos. Do forró a Cumbia.

Escalação do Timbu frente aos paranistas (Feito no Tacitcal Pad)

Referências:

Reis do futebol em Pernambuco: Técnicos  / Carlos Celso Cordeiro, Lucídio José de Oliveira e Roberto Vieira. Recife, Ed. Coqueiro 2012.

Reis do futebol em Pernambuco: goleadores  / Carlos Celso Cordeiro, Lucídio José de Oliveira e Roberto Vieira. Olinda: Livro rápido, 2014.

História dos campeonatos / José Maria Ferreira. CEPE, 2007.

Produção: Luís Francisco Prates e Mateus Schuler
Arte: João Rodrigues

*Em memória: Carlos Celso Cordeiro e Izaias Júnior

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Solução defensiva: o que esperar taticamente de Wagner Leonardo no Náutico

Por: Andinho D’wirvelle

Solução. O Náutico aposta suas fichas em Wagner Leonardo para resolver um problema antigo no setor esquerdo da defesa. Vindo do Santos, onde foi vice-campeão da Libertadores, ele chega aos Aflitos com pompa de titular e deve assumir a posição de Ronaldo Alves. Desde que voltou de lesão, Ronaldo vive altos e baixos, muitas vezes deixando o companheiro de zaga Camutanga sobrecarregado.

Após a chegada de Rafinha, lateral muito ofensivo que carece de um zagueiro que lhe dê cobertura, esse problema ficou ainda mais claro. Para isso, Hélio dos Anjos e diretoria apostaram em Wagner, de 21 anos, que atua como zagueiro e lateral e vem para dar um fim às críticas por este lado do campo.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha, com fotos e vídeos, as principais características do novo reforço, com posicionamentos táticos, estilos de jogo, e como Wagner pode se encaixar taticamente no esquema utilizado pelo comandante alvirrubro.

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Análise em vídeo de Wagner

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Wagner atuou em 16 partidas na temporada 2020/21, mas na maioria delas como lateral, já que o time santista tinha uma carência maior no setor. Todavia, o jovem já chegou aos Aflitos dizendo que prefere atuar como zagueiro e esta deve mesmo ser a posição em que Hélio vai utilizá-lo, já que Yago ainda não tem previsão para estrear e Ronaldo Alves se recupera de lesão.

Provável time para Hélio com Wagner na zaga (Feito no Tactical Pad)

Atuando como quarto zagueiro, Wagner costuma ser preciso nas interceptações, qualidades que foram vistas quando o Peixe formava uma linha de quatro para conter às investidas do adversário. Une o bom posicionamento a velocidade para conseguir desarmes.

Wagner e a linha de quatro (Imagem: Rede Globo)

Como principais características, Wagner tem boa capacidade defensiva, boa impulsão e tem ótima saída de bola, podendo ajudar numa variação tática que o técnico do Náutico vem utilizando nos jogos. Hélio tem formado uma linha com 3, liberando os dois laterais para dar amplitude, puxando Jean para ser um meia mais recuado e deixando os dois pontas mais próximos a Kieza. Nesta variação, Wagner pode ser o jogador pela esquerda, dando liberdade para Rafinha atuar quase como um ponta.

Saída de três com Wagner (Feito no Tactical Pad)

OUTRA FACETA

Wagner também pode ser útil ao Náutico atuando como lateral. Jogador com conceitos modernos, ele consegue dar mobilidade à primeira linha e tem profundidade para furar bloqueios, seja com um passe ou ultrapassagens. Também se aproxima aos zagueiros para iniciar a construção ofensiva.

Wagner caindo pela esquerda (Imagem: Rede Globo)

Na lateral, ele também tem essa desenvoltura. Atua de forma mais defensiva e compõe bem a linha de quatro, fazendo mais o lado esquerdo. Essa outra variação poderia beneficiar Bryan na ponta, já que o jogador não tem uma boa transição defensiva, mas é efetivo no terço final do campo.

Mais uma alternativa para Hélio usar Wagner como titular (Feito no Tactical Pad)

Capitão na base, Wagner deixou muitos torcedores do Santos sem entender o empréstimo, já que muitos deles esperavam mais minutos para o jogador neste ano. Surgiu como uma boa promessa e, com apenas 21 anos, tem tudo para crescer tática e tecnicamente na carreira.

Ao todo, o defensor disputou 18 jogos como profissional no Peixe. Ele atuou bem na Libertadores e no Campeonato Brasileiro, às vezes começando como titular. Em 2021, vinha jogando regularmente no atual Campeonato Paulista.

Arte: João Rodrigues

Em destaque

Gol antológico, empate amargo: análise Salgueiro 1 x 1 CRB

Por: Guilherme Batista

O empate em 1 x 1 entre Salgueiro e CRB teve um destaque especial: Ciel. O atacante de 39 anos marcou um gol do meio de campo, fez o que nem Pelé conseguiu, mas não foi capaz de dar a vitória ao Carcará neste domingo (4), no Cornélio de Barros, pela penúltima rodada da Copa do Nordeste.

Sem a vitória, os sertanejos têm poucas chances de chegar ao mata-mata da Lampions. Diante do Ceará, no próximo sábado (10), só interessa vencer. Antes, o adversário será o Náutico, quarta (7), pelo Campeonato Pernambucano.

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Com seis mudanças em relação a derrota pro Sampaio Correia, o Salgueiro entrou em campo mantendo seu 4-3-3, com Ciel começando de titular pela primeira vez desde seu retorno e também Tarcísio, que retornou ao 11 inicial no lugar de Héricles, dando mais mobilidade ao time.

Formação inicial do Salgueiro no Sertão (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Com a bola rolando, os primeiros minutos foram de posse alagoana, mas chances efetivas pernambucanas. Aos três minutos, Aruá deu passe açucarado para Ciel, cara a cara com Edson, chutar para fora. Minutos depois, Tarcísio arriscou da entrada da área obrigou o camisa 1 a fazer outra boa intervenção.

Porém a participação do arqueiro alagoano foi interrompida aos 8 minutos. Após cobrança de escanteio, Felipe Baiano escorou de cabeça e Alison quase marcou para o Carcará. Edson acabou salvando, mas no lance se chocou com o camisa 11 do Salgueiro e teve que sair de campo, dando lugar a Diogo Silva.

Percebendo a facilidade do Carcará para atacar e a liberdade que os meias tinham, Roberto Fernandes promoveu uma mudança defensiva e o CRB passou de 4-1-3-2 para o 4-4-2, com duas linhas mais compactadas, com Hyuri e Lucão mais a frente. A partir daí, o CRB passou a segurar mais o Salgueiro e atacar também.

Num vacilo de Lucas, Lucão serviu Hyuri, que chutou para belíssima defesa do camisa 1 pernambucano. Nos minutos finais da primeira etapa, Hyuri tentou um voleio, mas foi pra fora. E na melhor chance do CRB, Diego Ivo subiu livre no meio da defensiva pernambucana e obrigou Lucas a fazer um milagre.

4-2-3-1 sertanejo com Ciel na referência (Imagem: Nordeste FC)

No retorno dos vestiários, Roberto Fernandes sacou Luidy e colocou Jatobá, reposicionando Calyson para a ponta esquerda e deixando Jatobá no meio. E logo no primeiro ataque da segunda etapa, Hyrui levantou para Calyson abrir o marcador, mas o juiz anulou o gol por uma suposta falta de Calyson em Elenilson.

A blitz alagoana seguiu. Diego Torres arriscou bom chute da entrada da área e Lucas colocou para escanteio. Na cobrança do canto, Carlos Jatobá subiu no meio da zaga Carcará e a bola passou com perigo por cima da meta pernambucana. Percebendo a superioridade alagoana, Daniel Neri acionou Héricles e Raimundinho nos lugares de Alison e Aruá.

Somente aos 22 minutos da etapa complementar que o Carcará voltou a assustar a meta do Galo. Héricles dominou dentro da área, girou e bateu para uma defesa espetacular de Diogo Silva, evitando o tento pernambucano. As alterações promovidas por Daniel Neri fizeram o Carcará se portar num 4-2-3-1, com Felipe Baiano e Bruno Sena fazendo a dupla de volantes, Tarcísio, Héricles e Raimundinho mais a frente e Ciel na referência.

Quando a partida parecia se encaminhar para a igualdade sem gols, Ewandro aproveitou a bola afastada parcialmente pela defesa do CRB e acertou um sem pulo perfeito, abrindo o marcador para o CRB. A festa alagoana não durou sequer 20 segundos. Na batida do meio, Ciel surpreendeu a todos e chutou do círculo central e fez uma obra de arte, empatando para o Salgueiro.

Com cinco minutos de acréscimos, Daniel Neri partiu para o all-in. O treinador tirou o zagueiro Richard e colocou o atacante Napão, além de sacar Tarcísio para a entrada de Emanoel, tentando a vitória a qualquer custo. Porém era tarde demais. Com o empate, o Salgueiro vai a 8 pontos e torce para tropeços de ABC e Vitória. Já o CRB chega aos 12 pontos e se aproxima muito da vaga para a próxima fase.

O belo tento de Ciel do “meio da rua” (Imagem: Nordeste FC)

Créditos da foto principal: Rodrigo Avelar/Salgueiro

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Empilhando frustrações: análise Altos 2 x 0 Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

Já eliminado, o Santa Cruz voltou a ser derrotado na Copa do Nordeste. Atuando sem seus principais jogadores, o Mais Querido não conseguiu segurar o Altos e perdeu por 2 x 0 neste domingo (4), no Albertão, em Teresina, se isolando ainda mais na lanterna do Grupo A.

Sem chances de avançar à fase eliminatória, a Cobra Coral agora foca as atenções no Campeonato Pernambucano. O próximo obstáculo será o Vera Cruz, quarta (7) às 18h, no Arruda, pela quinta rodada do Estadual. O tricolor também ainda está vivo na Copa do Brasil.

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Na escalação, João Brigatti poupou peças importantes, casos do zagueiro Wiliam Alves, do lateral-esquerdo Alan Cardoso, do meia Chiquinho e do atacante Pipico. Com o retorno de Célio Santos à zaga, a tática base dos pernambucanos foi o 4-2-3-1 variável ao 4-3-3.

Formação inicial do Santa (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O Santa Cruz mostrou fragilidades logo nos primeiros minutos de bola rolando. Pouco produtivo e sem criação no meio, deu espaço para a equipe piauiense fazer seu jogo sem ser muito incomodado. Tiaguinho teve boa chance para abrir o placar, mas pegou muito em baixo da bola e mandou por cima da meta de Jordan.

O 4-2-3-1 coral com pouca compactação entrelinhas dava ao Jacaré a tranquilidade necessária para seguir agredindo. Glaucio teve oportunidade de abrir o placar na entrada da área, mas tirou de mais do goleiro e o chute saiu à esquerda. No ataque, Madson era a única válvula de escape do Mais Querido.

Posicionamento defensivo do tricolor (Imagem: Nordeste FC)

De tanto insistir, o Manga Mecânica chegou ao gol meio que sem querer. Juninho Arcanjo cobrou falta e a bola desviou na barreira, enganando Jordan e morrendo no fundo das redes: 1 x 0. O gol fazia jus ao que os times apresentavam dentro de campo.

Em desvantagem, o Santa tentou reagir a qualquer custo e contou bom boas subidas do prata da casa Eduardo pela esquerda. O jovem teve chance, mas parou na boa defesa do goleiro Mondragon.

Investida de Eduardo pela esquerda (Imagem: Nordeste FC)

Na etapa final, o Altos voltou ainda mais agressivo, com imposição tática e técnica. O segundo gol veio naturalmente. Após cobrança de escanteio, Jordan ainda fez um milagre, mas o zagueiro Leandro Amorim aproveitou o rebote e completou para o fundo do barbante, selando o placar.

No final, a Cobra ainda se lançou ao ataque em busca de, no mínimo, diminuir. Faltou, entretanto, inspiração para quebrar as linhas do alviverde e vencer Mondragon.

Créditos da foto principal: Josieal Martins/Altos

Em destaque

Chocolate na Páscoa: análise Central 1×4 Retrô

Por: Mateus Schuler

Soberana do primeiro ao último minuto, a Fênix continua voando alto no Campeonato Pernambucano. Na tarde deste domingo (4), visitou o Central no Lacerdão, em Caruaru, e deu um chocolate na Páscoa com goleada por 4×1, seguindo vivendo bom momento neste início de temporada; confronto foi válido pela quinta rodada.

Com o resultado positivo, os retroenses chegam à vice-liderança, à frente do Sport por ter um gol a mais de saldo, enquanto que a Patativa ainda não venceu e está na vice-lanterna. Os times voltam a campo, pelo Estadual, no dia 18 de abril: o de Camaragibe encara o Vera Cruz, na Arena de Pernambuco, às 15h, já o de Caruaru recebe o Afogados, às 16h, novamente no Luiz Lacerda.

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Para a partida, Pedro Manta veio com duas novidades em relação à derrota para o Sport: os recém-contratados Diego Ceará e Diego Palhinha entraram nas vagas de João Felipe e Jean Moser. Já Nilson, por outro lado, não teve Jean, suspenso após a expulsão contra o Afogados, e Neilson, que sentiu lesão muscular; assim, Erivelton e Mathaus ganharam os espaços.

Times mantiveram postura tática dos últimos jogos mesmo modificados (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

Enquanto o Central entrou em campo pela primeira vitória, o Retrô buscou manter o bom momento na temporada. Apesar de jogar em casa, a Patativa viu a Fênix ser mais presente ao ataque, tendo inclusive um gol corretamente anulado antes dos cinco minutos. Com o 4-1-4-1 bem definido e as peças do meio dando suporte ao ataque, os retroenses pressionaram mais intensamente e se aproximaram muito de balançar a rede.

Um dos lances mais perigosos veio em chute de Mayco Félix de longe após passe de Gelson, mas a bola acertou o travessão. No minuto seguinte, a persistência teve uma recompensa: Mayco Félix fez boa jogada pela esquerda e cruzou na pequena área, porém Lucão afastou mal e Wallef não conseguiu cortar por completo; a bola cai no pé de Braga, que só teve o trabalho de completar.

Se defender com duas linhas de 4 não deu tão certo à equipe centralina, já que os auriazulinos se mantiveram intensos ao atacar. O bom posicionamento gerou novo lance e o placar foi ampliado. Guilherme arrancou veloz pela esquerda e deu passe a Janderson, que fez bom pivô para Gelson soltar o pé da intermediária no ângulo e sem dar chances de defesa.

Ataque da Fênix sempre bem povoado no campo adversário (Imagem: MyCujoo)

Para tentar corrigir os erros, Pedro Manta promoveu as entradas de João Felipe e Jonatan nos lugares de João Victor e Nininho ainda durante o primeiro tempo. No intervalo, voltou com Jean Moser na vaga de Erivan, alterando a postura. De início, até conseguiu mostrar mais presença ofensiva, contudo ainda faltou ser eficaz nas finalizações.

Já Nilson, por outro lado, sentindo a melhora dos alvinegros, colocou Thiaguinho e Gugu nos espaços de Braga e Janderson, mantendo o modelo proposto. Mesmo assim, quem fez a festa foi o time caruaruense: Diego Palhinha bateu falta precisa e diminuiu a desvantagem. A alegria, no entanto, durou pouco, pois em sequência Mathaus fez jogada em velocidade e levantou na área; a defesa afastou mal, mas Thiaguinho completou.

Sem criatividade com a bola no pé, o Central sentiu o terceiro gol e pouco agrediu, enquanto o Retrô se manteve presente intenso no ataque apesar de estar em boa vantagem. Assim, chegou ao quarto tento e sacramentou a goleada, quando Erikys recebeu lançamento perfeito de Anderson Paraíba e completou de cavadinha por cima de Wallef.

Bloco defensivo centralino cedeu espaços para infiltrações do auriazulino (Imagem: MyCujoo)

Crédito da foto principal: Joedson Moura/Retrô

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Salgueiro na Copa do Nordeste: como joga taticamente o CRB

Por: Guilherme Batista

Vencer ou vencer. Em jogo de seis pontos, o Salgueiro terá pela frente o CRB. Enquanto o Carcará precisa da vitória para entrar no G4 do grupo B, os três pontos são necessários para carimbar o passaporte dos alagoanos para o mata-mata da Lampions. Jogo acontece às 16h deste domingo (4), no Cornélio de Barros.

Invicto há cinco partidas na Copa do Nordeste, o CRB colhe frutos de uma consistência oriunda de um trabalho rapidamente compreendido pelo elenco desde o fim de 2020. Dono de uma das melhores campanhas na Copa do Nordeste, o Regatiano aposta na manutenção da comissão técnica e da base para manter a estabilidade em um momento de mudança na diretoria, fase característica por oscilações.

Sem o volante Wesley, lesionado, o treinador Roberto Fernandes deve manter o 4-3-3 que vem utilizando com apenas um volante, tornando a equipe alvirrubra bastante agressiva e com transições rápidas, além do apoio constante pelas laterais.

Equipe alagoana deve mandar um 4-3-3 para o duelo diante do Carcará. (Feito no TacticalPad)

COMO ATACA

Com Claudinei escalado para ser o jogador de desarme e início da construção de jogadas e dois jogadores com postura mais ofensiva, o Galo ganha mais força ofensiva e variação na hora de atacar. O grande articulador disso tudo é Diego Torres. Assim, os regatianos se comportam num 4-1-2-3 na hora de atacar.

Com um jogo muito focado em utilizar os lados dos campos, o CRB sabe se movimentar de forma muito orquestrada no ataque para potencializar seu modelo. Enquanto os laterais sobem e exploram chegadas na linha de fundo, os dois pontas apoiam, sempre buscando se posicionar de formar a facilitar a vida dos laterais. No centro de tudo, incomodando os zagueiros adversários como referência, está Lucão.

Investida ofensiva dos alagoanos (Imagem: Nordeste FC)

COMO DEFENDE

Nato conhecedor do futebol pernambucano, o técnico Roberto Fernandes sabe montar times mais fechados sem perder a qualidade ofensiva. Assim, principalmente quando vai atuar fora de casa, o Galo praiano costumeiramente opta por uma equipe mais compactada, na maioria das vezes adotando um 4-1-4-1 com blocos médios.

A entrada de Diego Ivo no lugar de Ewerton Páscoa deu mais tranquilidade ao sistema defensivo do CRB. Ivo melhorou o lado esquerdo da defesa, mas a direita por vezes apresenta lacunas devido o avanço do lateral Reginaldo Lopes. Outro problema corriqueiro para a defesa alagoana tem sido as bolas aéreas.

Compactação do Galo na defesa (Imagem: Nordeste FC)

PARA FICAR DE OLHO

Reginaldo Lopes (LD): Principal jogador pelos flancos, com boa movimentação em todo o corredor destro. Sabe fazer muito bem o box-to-box, com forte apoio na marcação e fortes avanços ao setor ofensivo.

Diego Torres (MEI): Camisa 10, maestro, cérebro. Jogador que tem a responsabilidade de organizar o time. Praticamente todas as jogadas passam por seus pés, seja na armação ou na finalização.

Lucão (CA): A referência ofensiva do CRB vive um ótimo momento. Quando chegou, teve atuações tímidas, mas o entrosamento nesta temporada tem dado resultado. A equipe regatiana tem conquistado pontos importantes graças ao seu homem de referência.

Créditos da foto principal: Divulgação/CRB

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Santa Cruz na Copa do Nordeste: como joga taticamente o Altos

Por: Felipe Holanda

Treinador balançando no cargo, nove gols sofridos nos dois últimos jogos, mais de dois meses de atraso salarial. É este o cenário agonizante do Altos, adversário do Santa Cruz às 15h45 deste domingo (4), no Estádio Albertão, em Teresina, pela sétima rodada da Copa do Nordeste.

Já eliminada matematicamente, a Cobra Coral entra em campo pela honra. Separamos para a torcida tricolor tudo sobre o próximo adversário: principais posicionamentos táticos, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Jacaré.

Apesar da crise econômica, atenuada por um surto de covid no elenco, o alviverde deve manter o 4-2-3-1 como base tática. O técnico Fernando Monet, que vem balançando no cargo nas últimas semanas, não deve promover novidades e apostar num meio de campo preenchido para conter a troca de passes do Mais Querido.

COMO ATACA

Tendo a posse, o Altos aposta em triangulações no terço final de campo, além do apoio dos laterais, para surpreender o adversário. Por outro lado, não é um 4-3-3 propriamente dito, flertando entre o 4-1-3-2 e o 4-4-2 clássico, em busca de amplitude. A tendência, porém é concentrar o jogo pelo meio com toques curtos.

Investida ofensiva do adversário coral (Imagem: Nordeste FC)

A construção ofensiva é um dos pontos fracos, com excesso de bolas longas para os extremos e passes errados, favorecendo a marcação posicional baixa/média do oponente. Além disso, o Altos costuma apresentar pouca intensidade quando precisa propor o jogo, costumeiramente lento em transições.

Apesar de atuar centralizado, Juninho Sergipano, o camisa 10 do Jacaré, costuma cair muito pelos lados. Ele é o elo entrelinhas do alviverde, mas tem mais características de profundidade do que armação, mesmo com qualidade no passe.

COMO DEFENDE

Vindo de goleada por 5 x 0 para o Bahia no Nordestão, a maior fraqueza é a defesa. O Altos costuma se fechar no 4-4-2 com variações para o 4-2-2-2, mas tem pouco aproveitamento nos encaixes. Dando brechas entrelinhas, apresenta também carências de marcações pelos lados.

O ponto mais fraco é pela esquerdo, já que o lateral costuma se adiantar bastante e desorganizar o sistema. Tal erro foi visto mais de uma vez em todos os jogos do Jacaré na temporada e é por a lá onde os rivais costumam agredir com mais frequência. O funil também fica exposta em momentos decisivos.

Como ponto positivo, resta destacar a pressão pós perda de bola, mesmo sem a organização necessária. Os piauienses conseguem desarmar no campo de ataque e já mostraram rapidez na saída para o contra-ataque. Falta constância.

Compactação no 4-2-2-2 nos alviverde

PARA FICAR DE OLHO

Juninho Arcanjo (Meia) – Um dos destaques na Série D do ano passado, tem qualidade para quebrar linhas com passes. Cadencia bem o jogo e também pode surgir como elemento surpresa. Além disso, Juninho sabe trabalhar bem com as duas pernas e pode ser decisivo se tiver espaço no funil.

Manoel (Atacante) – Ídolo do clube e um dos mais que se destacaram neste 2021 oscilante do Altos. Com presença de área e movimentação, Manoel tende a ser perigoso e faz boa dupla de ataque com Betinho, velho conhecido do torcedor pernambucano.

Créditos da foto principal: Luís Júnior/Altos

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Chocolate alvinegro: análise Sport 0x4 Ceará

Por: Mateus Schuler

Metade branco, metade preto. Foi este o sabor do chocolate antecipado que o Sport recebeu do Ceará após derrota vexatória por 4×0 neste sábado (3), na Ilha do Retiro, pela sétima rodada da Copa do Nordeste. Com o novo revés, o Leão praticamente deu adeus às chances de classificação às quartas de final, ficando perto da eliminação pela primeira vez na fase de grupos.

Com o resultado negativo, os rubro-negros estacionam na vice-lanterna do Grupo B, seguindo nos mesmos cinco pontos. O próximo e último jogo pelo Nordestão é no sábado (10), ante o Treze, às 16h no Presidente Vargas, em Campina Grande. Antes, visita o Afogados no Vianão, pela quinta rodada do Campeonato Pernambucano, às 20h na quarta-feira (7).

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Para a partida, Jair Ventura entrou com três novidades entre os titulares e resolveu realizar, dessas, duas mudanças. Enquanto Maidana, recuperado de lesão, volta a figurar ao lado de Adryelson, Toró e Tréllez foram acionados nas vagas de Maxwell e Mikael, respectivamente; mesmo assim, o 4-2-3-1 dos últimos confrontos seguiu como sistema-base.

Time entrou com três mudanças entre os 11 em relação ao clássico (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

O confronto começou bastante equilibrado, com as duas equipes se estudando, mas quem teve a primeira chance mais clara de abrir foi o Sport. Após bate-rebate na entrada da área, a bola caiu no pé de Toró, que chutou forte e obrigou Richard a faz boa defesa. Logo depois, em bom passe de Neílton, Patric recebeu pela direita e limpou para a esquerda, mas demorou a chutar e perdeu a oportunidade.

Apesar de conseguirem jogadas em velocidade, apostando menos na bola aérea, os rubro-negros não demonstraram eficiência para concluir. Usando as beiradas e desafogando Thiago Neves, o Leão até foi veloz, porém não mostrou criatividade e pecou bastante na pontaria, ficando ansioso mesmo no 4-2-3-1 habitual quando ataca.

Como quem não faz, leva, o Vozão foi para cima e explorou o primeiro descuido na marcação leonina para sair em vantagem no placar. Gabriel Dias pegou o rebote do escanteio de Vina no meio da pequena área e mandou para o gol. Em seguida, o camisa 29 alvinegro bateu um tiro esquinado mais fechado, Charles encostou e Cléber emendou um voleio para ampliar.

Leoninos alternaram entre 4-3-2-1 e 4-1-4-1 com blocos médios (Imagem: TV Jornal)

Mesmo precisando do resultado, Jair Ventura voltou sem mudanças – inicialmente – para a etapa final. A postura continuou a mesma, com a inoperência ofensiva e a defesa cedendo espaços aos cearenses para se infiltrarem com muita liberdade. O único grande momento veio de um escanteio cobrado por Patric e que Marcão deu o cabeceio para milagre de Richard.

Para tentar corrigir os erros e melhorar a produtividade, Toró e Tréllez saíram para as entradas de Dalberto e Mikael, respectivamente. As substituição não surtiram o efeito esperado, pois os contra-golpes foram uma arma utilizada frequentemente pelos visitantes; ainda assim, Neílton foi servido por Patric na entrada da pequena área e bateu para defesa do goleiro adversário.

A marcação seguiu falha e dando brechas, principalmente com a saída de Marcão por Ricardinho. Logo no primeiro lance, em contra-ataque fatal, Lima recebeu pela direita e inverteu para Mendoza que, aproveitando superioridade numérica da sua equipe, mandou ao fundo do gol. Nos minutos finais, Pedro Naressi recebeu passe de Felipe Vizeu e completou com a barra aberta, fechando o placar.

Sistema defensivo ficou mais exposto na etapa final (Imagem: Nordeste FC)

Crédito da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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Sport na Copa do Nordeste: como joga taticamente o Ceará

Por: Mateus Schuler

À espera da ressurreição. Antes crucificado e virtualmente eliminado, o Sport tem a chance de seguir mais vivo do que nunca na Copa do Nordeste. Caso vença o Ceará neste Sábado (3) de Aleluia às 16h, na Ilha do Retiro, pela sétima rodada, além de ressuscitar de vez na Lampions, o Leão ainda pode se aproximar do G-4.

Os rubro-negros chegam embalados depois de ganharem sobrevida por vitória no clássico com o Santa Cruz. Separamos para a torcida leonina tudo sobre o próximo adversário: prováveis formações táticas, números, pontos fortes e fracos, jogadores para ficar de olho, informações exclusivas de um setorista e muito mais do alvinegro.

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Em novo reencontro de Guto Ferreira com os leoninos, os desfalques por suspensão ou lesão serão os mesmos da última partida. Seguem fora por Covid-19 os volantes Fernando Sobral e William Oliveira, e o atacante Yony González, tal como o cabeça de área Fabinho com uma virose e o centroavante Jael, por estiramento muscular; assim, o time deverá ser mantido no 4-2-3-1.

Alvinegros devem ter escalação repetida contra o Leão (Feito no TacticalPad)

COMO ATACA

Terceiro ataque mais positivo da competição junto ao Sampaio Corrêa, com sete gols, o Vozão pode garantir classificação e por isso mantém a postura. Ao atacar, se posta no 4-2-3-1, algo que o próprio Guto Ferreira fez quando passou pelo Leão, em 2019. Com transições velozes, costuma ter muita intensidade e povoar o campo adversário ao máximo.

Apesar disso, deve permanecer um pouco mais precavido, sendo reativo para ser surpreendente. Com o jogo apoiado, troca passes e demonstra movimentação das peças, sem fixar o posicionamento, principalmente pelas infiltrações dos extremos com a mobilidade do centroavante. Assim, Vina tem mais liberdade para distribuir, seja pelos lados ou no meio.

“O Ceará tende a ser intenso nos minutos iniciais em determinados jogos. Em outros, espera mais uma resposta do adversário. É um time que age muitas vezes com que o jogo pede, mas com os volantes costumando chegar na frente”

Gerson Barbosa, repórter do grupo O Povo
Laterais costumam apoiar do meio para frente com intensidade (Imagem: Nordeste FC)

COMO DEFENDE

Se o ataque é bem efetivo, por ter marcado em quatro dos seis jogos, a defesa tem sido destaque por ser a menos vazada e apenas em metade das partidas. Postado em blocos médios, o alvinegro tem as linhas muito próximas, o que fecha bastante os espaços para infiltrações do adversário; no 4-4-2 simples, buscam forçar erros ao subir as peças.

Com esse posicionamento, geralmente Vina se isola ao lado do centroavante sem precisar ter de marcar. Dessa maneira, os volantes ficam mais livres para darem o bote ao se adiantarem, porém quebram as linhas. Esses espaços são gerados e os marcadores permitem que os atacantes rivais entrem com maior liberdade, sendo frequentemente entrelinhas, como em dois dos três gols sofridos.

“Normalmente os dois da frente não ajudam tanto da marcação, mas os volantes têm liberdade para se movimentar. Em alguns momentos, as linhas sobem e o Ceará pressiona o adversário no campo de defesa dele, tentando forçar o erro”

Gerson Barbosa, repórter do grupo O Povo
Vozão performa com duas linhas ao se fechar e subindo muito os blocos (Imagem: Nordeste FC)

PARA FICAR DE OLHO

Charles (VOL) – Remanescente da última temporada, é o motorzinho da equipe, mesmo após terminar em baixa. No início da atual, porém, vem recuperando o bom futebol, inclusive de quando se destacou defendendo as cores do Leão em 2019, sendo um dos principais jogadores da posição na Série B; atualmente, é o pilar da marcação e transição alvinegra.

Vina (MEI) – Artilheiro do Vozão no último Brasileirão, com 13 gols, o meia vive um futebol ainda abaixo nesse início de temporada. Apesar disso, a qualidade que o fez ser destaque na Série A poderá ser reencontrada aos poucos, pois é quem fica responsável pela armação das jogadas ofensivas dos cearenses, seja abrindo com os pontas ou no centroavante, além de ter bom poder de finalização.

Mendoza (PD) – Contratado junto ao Amiens, da França, caiu como uma luva para o esquema de Guto Ferreira. Foi a campo em três jogos, sendo titular em todos, e é o principal destaque; contra o CSA, na última rodada, participou dos dois gols, pois marcou um e deu assistência para outro, tendo a finalização e a velocidade como armas.

Crédito da foto principal: Israel Simonton/Ceará

Em destaque

Com requintes de crueldade: análise Santa Cruz 1 x 2 Sport

Por: Felipe Holanda

Vivo. O Sport venceu a primeira na Copa do Nordeste e, de quebra, praticamente matou o arquirrival Santa Cruz. Em jogo marcado pela rivalidade, com confusão, expulsões e emoções de sobra, o Leão levou a melhor nesta quarta-feira (31), com um gol de Toró nos últimos minutos.

Em relação à vitória sobre o Central, Jair Ventura optou pela manutenção do 4-2-3-1, mantendo a proposta mais ofensiva. Já os corais foram a campo mais retraídos, com três volantes – um deles o estreante Elicarlos – postados no 4-3-1-2 que variava para o 4-1-4-1 em fases defensivas.

Formações inicias de tricolores e rubro-negros (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Marcando em bloco e formando um 4-1-4-1, o Santa Cruz deu o campo ao Sport nos minutos iniciais. Enquanto os corais tentavam preencher o meio de campo, o Leão começou com mais posse de bola para controlar o jogo. Não surtiu efeito e aos poucos os donos da casa começavam a se soltar, com Chiquinho aberto pela esquerda, a exemplo da goleada sobre o Ypiranga-AP.

Movimentação inicial (Imagem: Fox Sports)

Adiantando a marcação, com Madson se movimentando por todo o terço final, o Mais Querido teve a grande chance de abrir o placar. Karl apareceu livre na direita e cruzou para trás. No rebote, Alan Cardoso conseguiu finalizar, foi derrubtado por Adryelson: pênalti. Na cobrança, quem vacilou foi o atacante Pipico, que carimbou o travessão de Luan Polli e desperdiçou a chance.

O ímpeto preto, branco e vermelho não parou por aí. Após levantamento de Chiquinho na área, Wiliam Alves testou para o fundo das redes, mas estava em posição de impedimento. Uma coisa era fato: a Cobra era superior e criava mais, mesmo com três volantes. Se limitava, entretanto, às bolas paradas e o rubro-negro conseguia se segurar.

Em resposta, os comandados de Jair Ventura passaram a explorar as subidas de Patric pela direita. Mas foi da esquerda que surgiu o gol de Rafael Thyere. Adryelson arrematou e, após a sobra, o zagueiro – que estava impedido – ainda dominou antes de tocar de leve para vencer Jordan e inaugurar a contagem no Arruda, reiterando a tese de “quem não faz, leva”.

Patric no apoio costumeiro pela direita (Imagem: Fox Sports)

Com Toró na vaga de Maxwell, o Sport voltou ainda mais perigoso na etapa final. Até podia ter feito o segundo, mas o goleiro Jordan operou um verdadeiro milagre para evitar o gol de Patric. Acuando a cobra, os leoninos haviam tomado, de fato, as rédeas da peleja; o arqueiro coral ainda apareceria de novo, de novo desviando o arremate de Neílton.

Uma das oportunidades perdidas pelo Leão (Imagem: Nordeste FC)

Do lado tricolor, a entrada de Marcel não deu o mesmo reforço. Deixou, inclusive, mais espaços para o ataque rival, mesmo com mais profundidade. Até que o “quem não faz, leva” voltou a tona. Em outro pênalti, dessa vez mal marcado, Chiquinho bateu e deixou tudo igual – Polli ainda tocou na bola, mas não evitou o empate.

Mais compactado, o Santa preferiu se guarnecer atrás do meio de campo, formando um 4-5-1 imposto por João Brigatti.  Mesmo assim, quase o rubro-negro fez mais uma. Wiliam Alves, meio que sem querer, desviou em cima da linha para evitar o gol – a bola ainda bateu caprichosamente na trave.

Compactação tricolor (Imagem Nordeste FC)

Para agravar o quadro coral, Marcel recebeu vermelho direto por suposta agressão a Thyere e deixou Brigatti com um homem a menos em campo. Thyere, minutos depois, também foi expulso.

Até que no apagar das luzes choveu no Arruda. Após marcação de pênalti, Toró bateu firme no canto direito para selar o vitória rubro-negra, a um minuto do fim.

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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Taboquito pinta o sete: análise Vitória 2×1 Sete de Setembro

Por: Anderson D’Wirvelle

Independência e morte. Enquanto o Vitória venceu sua primeira no Campeonato Pernambucano 2021, o Sete de Setembro amargou mais uma derrota e se afundou de vez na luta contra o rebaixamento à Série A-2. Superior, o Tricolor venceu por 2×1 nesta quarta-feira (31), na Arena de Pernambuco, na abertura da 5ª rodada e pulou para a sétima colocação no Estadual.

O resultado positivo faz o Taboquito chegar aos mesmos quatro pontos do Retrô, 6º colocado, mas atrás pelo saldo de gols. O Lobo-Guará, por sua vez, cai para a 8ª posição e permanece com dois pontos ganhos. Os vitorienses voltam a campo daqui a duas semanas, quando visitam o Sport no dia 14, às 21h30, na Ilha do Retiro, já os alviverdes vão até o Cornélio de Barros, no dia 18, encarando o Salgueiro às 16h.

O time de Vitória de Santo Antão foi a campo com três mexidas em relação ao que iniciou contra o Náutico, todas forçadas. No DM, por terem saído com lesão, Palominha e Nathan tiveram Matheus Brito e Léo Carioca ocupando os respectivos espaços; zagueiro Edivan, cumprindo suspensão, foi substituído por Juninho, indo ao 4-2-3-1.

Vitória abriu mão do sistema com três zagueiros (Feito no TacticalPad)

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Embalados pelo empate diante do Afogados, os setembrinos tiveram duas alterações do último compromisso. Sem ausências, Carlos Júnior manteve o 4-3-3 já habitual, mas promoveu o lateral-direito Luiz Felipe na vaga que foi de Douglas Pelé e Philco no lugar de Raniel, fazendo alternâncias ao 4-1-2-3 e 4-1-4-1.

Garanhuenses mantiveram 4-3-3 já tradicional com Carlos Júnior (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

Apesar de ter entrado com um sistema modificado após a goleada diante do Náutico, o Vitória não se mostrou tão sólido e pouco foi criativo dentro de campo. Já o Sete se postou bem no 4-3-3, demonstrando muita intensidade na marcação, e pressionou bastante a saída de bola, sendo recompensado no início.

Com blocos altos no 4-1-4-1, o Lobo marcou o primeiro gol da partida antes do relógio chegar a dez minutos. Em cobrança de falta na entrada da área, o lateral-esquerdo Williams Luz bateu com perfeição e não deu possibilidades de defesa a Preto, que nada pôde fazer.

O jogo seguiu com o alviverde tentando marcar em cima, mas com o Tricolor respondendo em saídas rápidas pelos lados, contudo faltava criatividade. Foi assim que conseguiu empatar, quando foi criativo, em jogada pela direita do ataque. Juninho infiltrou, recebeu um bom passe e achou Diogo Peixoto, que só escorou.

Tricolor das Tabocas apostou no 4-2-3-1 para atacar o Lobo-Guará (Imagem: MyCujoo)

Para a segunda etapa, as equipes voltaram sem alterações e deixaram, com isso, o duelo com ritmo abaixo do esperado pela importância da vitória para ambas. Se ter a bola no pé não mudou nada, em uma cobrança de falta de Diogo Peixoto que desviou na barreira, o goleiro Airon ficou desatento e viu o placar ficou em favor do Taboquito.

Para corrigir os erros do setor ofensivo, pouco efetivo, Carlos Júnior promoveu as entradas de Genildo e Diogo Capela nos lugares de Rodrigo e Glauber. As mudanças não surtiram efeito, pois poucos lances foram criados pela equipe garanhuense, tendo nova dinâmica mesmo permanecendo no 4-1-2-3 com a presença no ataque.

Com a vantagem no marcador, os vitorienses valorizaram mais o resultado ao realizar três modificações: saíram o autor dos gols, Rogerinho e Juninho para as entradas de Vitor, William e Careca. A partida se aproximava do fim quando os setembrinos tiveram ainda uma última oportunidade de deixar tudo igual, entretanto Williams Luz chutou para fora em sobra do escanteio na entrada da área.

Alviverdes tiveram blocos altos no 4-1-4-1 para se defender das investidas (Imagem: MyCujoo)

Crédito da foto principal: Lays Freitas/Vitória das Tabocas

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Matar ou morrer: o que esperar taticamente de Santa Cruz x Sport

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Ressíntese. Santa Cruz e Sport fazem clássico decisivo buscando o mesmo objetivo: vencer e voltar a sonhar com o G-4. Ocupando as últimas posições de cada chave, rivais se enfrentam nesta nesta quarta-feira (31) às 21h30, no Arruda, pela sexta rodada da Copa do Nordeste.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar dentro das quatro linhas, com principais posicionamentos táticos, números do histórico, destaques individuais em ambos os lados, e muito mais sobre o confronto entre a Cobra Coral e o Leão.

Pelo lado do Tricolor, João Brigatti mantém o esqueleto do time que goleou o Ypiranga-AP pela Copa do Brasil, formando um 4-2-3-1 com dois volantes de marcação. A grande dúvida é quem cobre a extrema direita, com Marcel e João Cardoso brigando pela vaga. Já o zagueiro Danny Morais, recém-aposentado, é certo que não vai a campo.

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Já os rubro-negros, porém, chegam com dois desfalques certos para o duelo e uma interrogação. Após fraturar o osso zigomático no jogo com o Central, o goleiro Carlos Eduardo será substituído por Luan Polli, enquanto Marcão entra na vaga do suspenso Ronaldo. A dúvida se dá quanto à postura adotada por Jair Ventura: se for mais ofensivo, vai com Maxwell na ponta esquerda; caso opte pela cautela, Ricardinho ganha a vaga e alterna do 4-2-3-1 ao 4-3-1-2.

Comandante do Leão pode manter sistema do último confronto (Feito no TacticalPad)

COMO ATACA A COBRA

O sistema ofensivo de Brigatti vem em nítida evolução nos últimos jogos, com cinco gols nos últimos quatro. A principal aposta é deixar Chiquinho livre, caindo pela esquerda ou centralizado, com dois – até três – volantes na cobertura, enquanto Pipico se desmarca à procura de espaços na defesa adversária.

Outro ponto positivo do crescimento coral foi a entrada de Madson, que trouxe mais movimentação e aproximações no terço final. Por lá, levou perigo e abriu espaço paras as investidas de Marcel pela direita. Marcel, caso não entre de frente, será utilizado no decorrer do jogo para conter as subidas dos laterais do Sport.

Com Marcel no time, a estratégia é formar uma um tripé perigoso no ataque, ao lado de Pipico e Madson, na tentativa de confundir a marcação rival e criar chances de perigo. Foi assim que os corais chegaram a um dos gols sobre o Ypiranga-AP.

Lance do segundo gol de Pipico contra o Negro-Anil (Imagem: Sportv/Premiere)

COMO ATACA O LEÃO

O Leão tem, como sua principal arma, a mesma trinca utilizada pelo rival. Formada por dois pontas e o centroavante, valoriza as jogadas pelos lados, agora municiados por Thiago Neves para desafogar a criação exclusivamente do armador. Por vezes no 4-2-3-1, em outras no 4-1-4-1, os leoninos ainda contam com a chegada de um dos volantes para ajudar na criação.

As investidas pelos lados do campo ainda contam a presença dos laterais. A transição alterna bastante, ora sendo apoiada pela troca de passes, ora com o arranque veloz de alguma das peças das beiradas. Com o articulador mais à vontade, os extremos entram mais facilmente na área adversária, como foi o gol de Toró na última partida.

Leoninos alternam constantemente o posicionamento da trinca ofensiva (Imagem: Nordeste FC)

COMO DEFENDE A COBRA

Marcando em bloco médio, o Santa forma até uma linha de cinco com Caetano recompondo para segurar as investidas do ataque adversário. Assim, dificulta a troca de passes e tem mais chances de conseguir um desarme. Além disso, postado no 5-4-1, a equipe tem agilidade para sair em contra-ataque caso recupere a bola.

Outra alternativa é utilizar o 4-5-1, tendo o auxílio dos extremos na recomposição, se unindo aos laterais para fechar corredores pelos lados. Foi bem postado e com linhas compactados que o Mais Querido conseguiu sua única vitória na Lampions, quando venceu o Fortaleza por 1 x 0 no Castelão.

Posicionamento defensivo do tricolor (Imagem: Fox Sports)

COMO DEFENDE O LEÃO

Dono da pior defesa da competição, sendo vazado por nove vezes nos cinco jogos disputados, o time da Praça da Bandeira tenta corrigir os erros com a manutenção da postura. Assim, a tendência é de que Jair Ventura vá repetir o 4-4-2, que por vezes poderá ser 4-4-1-1, a depender mais de como Thiago Neves se posicionará.

A performance com duas linhas alterna entre blocos baixos e médios, pois é variada pela intensidade do adversário. Como o Tricolor do Arruda povoa o setor ofensivo com muitas peças, a possibilidade é da marcação ficar média para tentar fazer um contra-golpe em velocidade, tentando fechar todas as brechas.

Rubro-negros deverão performar com duas linhas de quatro ao se defender (Imagem: SporTV/Premiere)

DESTAQUES INDIVIDUAIS DA COBRA

Caetano (VOL) – Apesar da pouca idade, Caetano joga de cabeça erguida e é a principal engrenagem do meio campo coral. O prata da casa coral flutua entrelinhas sem a bola e conta com um bom aproveitamento nos passes, mas tem a marcação como ponto mais forte. Vem sendo titular absoluto de Brigatti.

Pipico (ATA) – Vacilou, levou. Artilheiro do Santa na temporada com três gols marcados, Pipico vem evoluindo a cada jogo e está com o faro de gol apurado. Merece uma atenção especial da marcação rubro-negra, já que costuma deixar sua marca em confrontos com o arquirrival.

DESTQUES INDIVIDUAIS DO LEÃO

Thiago Neves (MEI) – Experiente, o meio-campista reestreou como titular na vitória sobre o Central com um belo gol de falta, recuperando a confiança da torcida. Responsável pela criação de jogadas, pode ser arma importante na distribuição ofensiva, servindo tanto pela beirada como na referência, com o centroavante Mikael ajudando-o.

Neílton (PD) – Contratado para corrigir os erros do ataque leonino, o ponta ainda não mostrou para que veio, porém teve boa atuação no último jogo. Com triangulações junto aos companheiros do setor, mostrou mobilidade para confundir a marcação, além de alguns chutes de fora da área para dar sustos à meta adversária.

Créditos das fotos principais: Rafael Melo/Santa Cruz e Anderson Stevens/Sport

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Linha do tempo tática: Danny Morais no Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

A linha do tempo de Danny Morais no Santa Cruz é feita de glórias. Próximo de completar 200 jogos, ele se despede da torcida tricolor, mas deixa seu lugar marcado no panteão de grandes ídolos da história coral. Identificado com o clube, o agora ex-jogador encerra sua passagem pelo Mais Querido por cima, inclusive, pegando a muitos de surpresa.

Danny sempre honrou o manto das três cores e foi um dos pilares da conquista da Copa do Nordeste de 2016. Nesta análise, o Pernambutático relembra os principais momentos da trajetória de Danny no Santa, com posicionamentos táticos, números, estilo de jogo, e muito mais do capitão do Arruda.

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2015 – o início de uma Era

Tudo começou em janeiro de 2015. Danny Morais chega ao Santa vindo da Chapecoense. Defendendo as três cores, se firmou rapidamente como titular atuando como quarto zagueiro, sendo peça fundamental do 4-3-3 do técnico Ricardinho, ex-campeão do mundo com a seleção brasileira.

O portador Danny procura a melhor opção de passe

Com qualidade, Danny era fundamental na construção de jogadas, procurando passes, geralmente pela esquerda, para progredir a posse de bola e furar o bloqueio do adversário, no caso, o Náutico – na ocasião, os corais venceram por 2 x 1 pelo Pernambucano, com gols de Alemão e Betinho.  

Xerife progredindo o jogo tricolor

O defensor também mostrou seu valor na saída de três, se unindo ao companheiro de zaga e ao goleiro para iniciar a transição ofensiva. Qualidades que fizeram Danny cair rapidamente nas graças da torcida coral, herdando, inclusive, a faixa de capitão em alguns jogos daquela temporada.

2016 – O líder Danny

Assim como em outros clubes, o zagueiro foi escolhido para capitanear o Santa Cruz pelo seu espírito de liderança. Defensivamente, com o Santa formando duas linhas de quatro, costumava ser preciso. Geralmente bem posicionado, auxiliava na cobertura dos laterais, veloz e cirúrgico. Além disso, não desistia fácil dos lances, sempre com raça.

Danny na cobertura pela direita (Imagem: Premiere)

Em 2016, o atleta escreveu seu nome, de fato, na história da Cobra Coral. Foi um dos líderes do time campeão da Copa do Nordeste, título que veio após empate em 1 x 1 com o Campinense, em Campina Grande – os corais haviam vencido a ida por 2 x 1, no Recife, e triunfaram no placar agregado. Aquela é até hoje a maior conquista do Santa no século.

Pouco depois de completar 100 jogos pelo Mais Querido e renovar contrato, em janeiro de 2017, Danny anunciou que estava de saída, pegando os torcedores e a direção tricolor de surpresa. O destino: o Busan, da Coreia do Sul. Era apenas o primeiro adeus. Na verdade, um “até logo”.

2018 – O bom filho à casa torna

Após 20 jogos e um gol na Ásia, o zagueiro retornou à repúblicas independentes do Arruda em março de 2018. Na volta, seguiu mostrando virtudes, como a qualidade nas interceptações. Com senso de posicionamento, conseguia cortar bolas com o time formando um 4-2-3-1.

Danny, porém não se limitava à primeira linha, adiantando para tentar o desarme na segunda, o que muitas vezes conseguiu, matando as jogadas rivais antes que houvesse perigo iminente às três cores.

Além da precisão defensiva, também se aventurou um pouco no ataque. Em algumas ocasiões, carregou a bola até depois do meio de campo para servir os companheiros, surgindo como elemento surpresa e surpreendendo a marcação.

Danny avança para acionar os atacantes (Imagem: Premiere)

2019 – A consolidação

Já consolidado como um dos ícones do time, símbolo de garra e atitude, Danny Morais iniciou 2019 com destaque. Sempre efetivo em campo, era literalmente um capitão. No confronto com o Confiança, pela Copa do Nordeste, acumulou 42 participações, entre passes, desarmes e interceptações.

Na época, Danny mostrou uma característica além. Deixou a função de quarto zagueiro, passando a atuar como zagueiro central, mais à direita. O objetivo, contudo, era o mesmo: auxiliar na saída de três e dar agilidade a transição ofensiva tricolor.

À direita, Danny participa da construção (Imagem: Esporte Interativo)

2020 – Frustração ao cubo

Vivendo sua quinta temporada no Arruda, Danny Morais tinha tudo esperava um 2020 tranquilo. Não foi o aconteceu e o cenário inicial era o melhor possível. Início avassalador no Campeonato Pernambucano, com a liderança isolada da primeira fase, mas na final veio o balde de água fria. Após derrota para o Salgueiro nos pênaltis, o tricolor amargou o vice.

Já na Copa do Nordeste, em busca do bi, a Cobra Coral acabou eliminada nas quartas de final após revés também nas penalidades, dessa vez para o Confiança. Com a equipe postada no 4-2-3-1, Danny conseguia dar fluidez, mantinha o bom aproveitamento defensivo.

Danny postado para interceptar a bola (Imagem: Live FC)

A caminhada na Série C começou com caráter de redenção para Danny e o Santa Cruz. O roteiro foi bem semelhante. Os corais terminaram na liderança geral e chegaram ao mata-mata com a vantagem de decidir em casa. Na última rodada, ainda com chances de acesso, veio a frustração de ficar pelo caminho outra vez. Vitória sobre o Brusque no Recife, mas o Vila Nova empatou seu jogo e ficou com a vaga.

2021 – A despedida

Em 2021, a diretoria tricolor até conseguiu adiar a aposentadoria do zagueiro, mas não por muito tempo. Ainda como alicerce da zaga, continuou ajudando o time antes de lesionar. Mesmo recuperado, Danny Morais decidiu se aposentar dos gramados, mas há a expectativa é de que ele permaneça no clube para fazer outras funções.

Além de Santa Cruz e Busan Ipark, Danny defendeu as cores do Internacional, onde foi revelado, Botafogo, Bahia, Chapecoense e Al-Etitifaq da Árábia Saudita. Também passou pela seleção brasileira nas categorias de base.

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

Em destaque

Uma vez Cobra, sempre Cobra: o que esperar taticamente de Derley no Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

O sangue preto, branco e vermelho não saiu das veias de Derley. Em sua terceira passagem pelo Santa Cruz, o novo contratado chega com a missão de ser o guardião do sistema defensivo coral. Por outro lado, caiu de rendimento nas últimas temporadas e não foi utilizado com frequência no Fortaleza, sua última equipe.

Independente da fase, Derley pode solucionar algunas lacunas no meio de campo do Mais Querido. Nesta análise, o Pernambutático destrincha suas principais características, com movimentações táticas, estilo de jogo, pontos fortes e fracos, números na carreira, e como o meio-campista pode ser útil ao esquema utilizado por João Brigatti no Arruda.

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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Em sua carreira, o meia já mostrou que faz bem as funções de primeiro e segundo volante, com boa proteção à primeira linha. Costuma “morder” o portador da bola à procura de um desarme. Dessa forma, se destacou na maioria dos times onde passou, sempre deixando suas principais marcas: raça e perseverança.

No Santa Cruz, agora aos 34 anos, a expectativa é que Derley não repita as movimentações de outrora. Tende a brigar por posição com Karl, que chegou recentemente e vem atuando entre os titulares de João Brigatti. Assim, formaria dupla de volantes com o prata da casa Caetano. Em contrapartida à idade, pode usar a experiência a seu favor.

Possível formação do Santa com o contratado (Feito no Tactical Pad)

Outra opção é atuar atuar ao lado dos dois como terceiro homem de meio de campo e às costas de Chiquinho. Dessa forma, o time se postaria no 4-3-1-2 com variações frequentes para o 4-3-3, tendo Madson e Chiquinho abertos e Pipico na referência.

Mais uma alternativa para Brigatti (Feito no Tactical Pad)

Apesar de um 2020 fraco, Derley teve atuações dignas de um ídolo no Fortaleza, principalmente em 2018. À época, foi muito importante na recomposição e apoio ao lateral-direito, voltando várias vezes à linha de fundo para fazer o corte; o próprio atleta já atuou na lateral direita, tendo características de profundidade, seja defendendo ou atacando.

Derley acompanha a jogada para desarmar (Imagem: SporTV/Premiere)

Com o time formando um 4-1-4-1, Derley sabe proteger bem a zaga, geralmente flutuando entras as duas linhas de quatro. Na cabeça de área, tende a encurtar os espaços com sua mobilidade e consegue dificultar o controle de posse dos meias, forçando passes errados.

Bote certeiro de Derley (Imagem: SporTV/Premiere)

Um ponto fraco em sua passagem pelo Leão do Pici foi a evidente falta de eficiência no ataque, priorizando muito mais a defesa. Foram 69 partidas disputadas e nenhuma bola nas redes adversárias.

DERLEY NO ARRUDA

Em junho de 2016 – entre este ano e 2017 teve rápida passagem pelos Emirados Árabes –, Derley chegou ao Santa para escrever o primeiro capítulo de sua história com o Mais Querido. Na Cobra Coral, fez boa dupla de volantes com um velho conhecido: Elicarlos. Os dois formaram parceria no Náutico e se reencontram mais uma vez em 2021.

Com Eli à frente da defesa, Derley atuava com mais liberade e já foi às redes, como na vitória por 3 x 0 sobre o Brasil de Pelotas, pela Série B de 2017. No lance, tinha três opções de passe, mas preferiu o arremate e foi feliz para abrir o placar na Arena de Pernambuco; o tento, no entanto, foi o primeiro e único pelo Santa em 45 jogos disputados.

Lance do gol de Derley (Imagem: SporTV/Premiere)

Líder nato, o meio-campista não costumava se esconder de jogos decisivos. Pelo contrário, já que incorporava como poucos o espírito de luta. Tanto que voltava bastante para cobrir as brechas deixadas pelos laterais, como no clássico contra o Sport pelo Brasileirão, quando acompanhou e desarmou Everton Felipe.

Desarme em Everton Felipe na Ilha (Imagem: Premiere)

Derley também foi fundamental em cobranças de escanteios a favor dos corais. Quando os zagueiros avançavam para tentar o cabeceio, ele ficava atrás do meio de campo por ter um bom potencial nos desarmes, quesito que geralmente conseguia adicionar às suas estatísticas.

Apesar dos bons momentos, Derley não foi titular absoluto no Arruda. Teve papel importante em alguns jogos, mas não conseguiu se firmar entre os mais utilizados. Em 2021, o projeto é mudar isso e virar um dos ícones, de fato, do elenco coral.

PASSAGEM PELO NÁUTICO

A primeira aparição de destaque de Derley no futebol pernambucano foi no Náutico. Chegou aos Aflitos em 2008, mas se consagrou em 2011 para se tornar ídolo na Rosa e Silva por atuar com garra, entregando tudo dentro de campo. Atuou como volante e até como meia, mas se destacou mais na proteção à defesa.

Como tinha velocidade e passadas largas, passou a ser aproveitado na lateral direita alvirrubra, mostrando uma faceta que ainda não era conhecida pela maioria dos torcedores. Inicialmente, pecava um pouco no apoio, mas com o tempo foi evoluindo e se reencontrou numa nova posição.

Curiosamente, um dos gols mais bonitos da carreira de Derley foi atuando improvisado. E justamente num clássico contra o Santa. O Timbu saiu perdendo, mas virou o jogo com o volante, que atuou como lateral-direito, fazendo o 2 x 1 após boa jogada e uma finalização digna de cinema, no ângulo direito de André Zuba – Tiago Cardoso saiu de campo lesionado.

O golaço do meio-campista atuando como ala direito (Imagem: Rede Globo)

Além de Santa Cruz, Náutico e Fortaleza, Derley já passou por outros sete clubes, a começar pelo Internacional, onde iniciou sua carreira. Também defendeu o Athletico – à época, Atlético – Parananense, Léon, Juárez e Mineros de Zacatecas, do México, além de Emirates Club e Al-Fujairah dos Emirados Árabes.

Créditos da foto principal: Rodrigo Baltar/Santa Cruz

Em destaque

Revés indigesto: análise Sampaio Corrêa 3 x 2 Salgueiro

Por: Guilherme Batista

Nem a atuação inspiradíssima do atacante Ciel foi suficiente para evitar a derrota do Salgueiro. Diante de um indigesto Sampaio Corrêa, o Carcará ficou “entalado” com o 3 x 2 sofrido em confronto realizado nesta segunda-feira (29), em São Luís, no Maranhão, pela quarta rodada da Copa do Nordeste.

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Sabendo da importância do duelo, os dois treinadores mandaram a campo o que tinham de melhor. Do lado maranhense, algumas mudanças em relação a equipe que vinha atuando, em especial a entrada de Pimentinha no lugar de Guilherme Teixeira. Já os sertanejos exploraram o seu tradicional 4-3-3, contando com o retorno de Bruno Sena e a entrada de Héricles no lugar de Tarcísio no time titular.

Contando com o retorno de Bruno Sena, Salgueiro manteve o 4-3-3. (Imagem feita no TacticalPad)

COMO FOI

Não precisou de muito tempo para o Sampaio impor seu forte ritmo de jogo. Logo no primeiro minuto de partida, Paulo Sergio achou belo lançamento para Jefinho, que dominou e foi travado no momento da finalização por Leozão. Alternando entre um 4-1-4-1 e um 4-5-1, o Carcará encontrava dificuldades para parar a força ofensiva maranhense.

Subindo suas linhas e pressionando a saída do Salgueiro, o Sampaio conseguia recuperar a bola com facilidade para voltar a atacar o time sertanejo. Acionando Sávio e Pimentinha pelo lado direito do ataque, o Tubarão dominou as ações da partida na primeira etapa.

O gol parecia questão de tempo e veio aos 13 minutos. Após cobrança de escanteio de Sávio, Bruno Sena desviou a cabeçada maranhense e a bola se ofereceu para Jefinho, completamente livre na pequena área, fuzilar a meta de Lucas.

A vantagem trouxe tranquilidade para a Bolívia Querida, que continuou soberana na partida durante boa parte da primeira etapa. O cenário, no entanto, poderia ter mudado completamente aos 36 minutos, quando Felipe Baiano rolou a bola para Héricles empatar a partida. O auxiliar, mal colocado, anulou de forma errônea o que seria o empate do Salgueiro.

Alternando sua postura defensiva, Salgueiro teve dificuldades em parar o ataque maranhense. (Imagem: NordesteFC)

No retorno do vestiário, Daniel Neri mostrou bastante incômodo com o que viu na primeira etapa e efetuou três mudanças no Carcará: Ciel, Aruá e Tarcísio entraram nos lugares de Héricles, Passira e Alison. E as mudanças surtiram efeito. Aos 5 minutos, Bruno Sena achou um belo lançamento para Ciel driblar o goleiro Mota e empatar a peleja para o Salgueiro.

Porém a resposta do Sampaio veio no minuto seguinte. Jefinho arriscou da entrada da área, a bola explodiu na trave e no rebote, Ranieri acabou marcando contra o próprio patrimônio. O gol esfriou um pouco o ímpeto pernambucano, ao mesmo tempo que trouxe novamente tranquilidade aos maranhenses, que alternavam a postura defensiva entre um 4-4-2 e um 4-2-3-1.

Ao mesmo tempo, o Sampaio seguia explorando o lado direito de seu ataque, com Pimentinha levando vantagem no duelo contra Alan. Buscando ter ainda mais o controle do meio, Guanaes acionou Dione e Guilherme Teixeira nos lugares de Dudu e Eloir. E na primeira jogada dos dois jogadores, Dione encontrou Guilherme Teixeira e o camisa 18 ampliou para a Bolívia.

A tranquilidade que o terceiro gol deveria trazer ao Sampaio não durou muito tempo. Tal qual o Sampaio, logo no minuto seguinte, o Salgueiro respondeu. Tarcísio encontrou um belo passe para Ciel aproveitar o espaço entre dois defensores maranhenses e diminuir o placar: 3 a 2.

Apesar disso, o Carcará não teve forças para buscar o empate e o Tubarão conseguiu segurar a vitória. Com o resultado, o Sampaio assume parcialmente a vice-liderança do grupo A com 9 pontos, enquanto o Carcará perde a chance entrar no G4 e permanece com 7 pontos na 5ª colocação do Grupo B.

Lance do segundo gol de Ciel na noite (Imagem: Nordeste FC)

Pela frente, o Carcará tem mais uma pedreira na rodada seguinte, quando recebe o CRB no Cornélio de Barros, no próximo sábado (3). Já o Sampaio, no mesmo dia, duela com o ABC no Frasqueirão.

Créditos da foto principal: Ronald Felipe/Sampaio Corrêa

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Salgueiro na Copa do Nordeste: como joga taticamente o Sampaio Correa

Por: Guilherme Batista

Velhos piratas na rota salgueirense. Embalado pelas canções da redenção, o Carcará enfrenta o Sampaio Corrêa com o sonho de chegar ao G-4 do Grupo B e seguir representando bem Pernambuco na Copa do Nordeste. Confronto está marcado para esta segunda-feira (29), no Castelão, em São Luís, pela sexta rodada da Lampions.  

Atualmente na quinta posição e a um ponto do ABC, quarto colocado, o Salgueiro entra na zona de classificação ao mata-mata em caso de resultado positivo. Separamos para a torcida sertaneja tudo sobre o próximo adversário: principais posicionamentos táticos, números, jogadores para ficar de olho, e muito da Bolívia Querida.

Invicto no campeonato maranhense, onde ainda não sofreu um gol sequer, o Paio precisar dar respostas à sua torcida após a vexatória eliminação na Copa do Brasil para o modesto Rio Branco-ES. Assim, o Nordestão ganhou uma importância ainda maior para os comandados de Rafael Guanaes, que deve mandar a campo uma equipe postada num 4-2-1-3.

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COMO ATACA

Nos dez jogos que fez até aqui na temporada, o Tubarão só não balançou as redes em uma oportunidade, diante do Juventude Samas. A força ofensiva é oriunda do modelo propositivo pelo qual opta Guanaes. Sempre buscando levar a bola da defesa pro ataque trocando passes, o Sampaio utiliza muito os lados do campo para progredir.

Enquanto um dos volantes fica entre os dois zagueiros para iniciar as jogadas, os dois laterais são liberados buscando dar amplitude ofensiva. A equipe busca sempre aliar posse de bola com verticalidade, sempre buscando uma progressão veloz para resolver a jogada rapidamente.

Quando chega perto da área adversária, a Bolívia Querida costuma buscar Jefinho na referência para a definição do lance, no entanto, em alguns momentos o Sampaio tem pecado na finalização ou no último passe, o que acaba comprometendo o resultado em algumas partidas.

Paio com amplitude pelas pontas (Imagem: Nordeste FC)

COMO DEFENDE

Dizem que a melhor defesa é o ataque, e é isso que a equipe de Guanaes tenta fazer em suas partidas. Assim que perde a posse da bola, o Sampaio busca pressionar o adversário rapidamente para gerar o erro, porém, algumas vezes essa intensidade acaba gerando desorganização das linhas defensivas e espaços para a equipe rival.

A variação defensiva dos maranhenses também vale menção. A depender de como o jogo está, o Tubarão pode se postar num 4-1-4-1, num 4-5-1 ou até mesmo no tradicional 4-4-2. Seja qual for a postura adotada, Jefinho sempre ficará mais isolado que o restante do time, com os pontas voltando para recompor a segunda linha e Dione, por vezes flutuando perto de Jefinho e por outras ajudando na marcação.

Compactação defensiva maranhense (Imagem: Nordeste FC)

PARA FICAR DE OLHO

Ferreira (VOL) – Aos 34 anos, o experiente volante é peça importantíssima dentro de campo. Seja defendendo ou atacando, o jogo do Sampaio passa pelos pés de Ferreira, que dita o ritmo da partida.

Jefinho (ATA) – Com 4 gols na temporada, o camisa 9 é o principal nome do setor ofensivo da equipe. O atacante, que teve uma passagem recente discreta pelo Paysandu, parece ter reencontrado os caminhos da rede e é letal dentro da área, sempre se posicionando muito bem entre os defensores.

Créditos da foto principal: Ronald Felipe/Sampaio Corrêa

Em destaque

Nevou e choveu: análise Sport 2×0 Central

Por: Mateus Schuler

Pode separar o casaco, torcedor do Sport. O inverno chegou antecipado na Ilha do Retiro na tarde deste domingo (28), com vitória leonina por 2×0 sobre o Central, pela quarta rodada do Campeonato Pernambucano. Com o resultado, o rubro-negro se recuperou da sequência negativa na temporada; os gols foram marcados por Thiago Neves e Jonas Toró.

O triunfo leva os leoninos à vice-liderança, provisoriamente, com sete pontos na classificação. O próximo compromisso do Leão é pela Copa do Nordeste, na quarta-feira (31), em clássico diante do Santa Cruz às 21h30 no Arruda; no Estadual, volta a campo apenas dia 7 de abril, às 20h, ao visitar o Afogados no Vianão.

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Para corrigir os erros do último confronto e com novidades, Jair Ventura fez mudanças em todos os setores. Na defesa, Patric se recuperou de lesão no joelho e ganhou a vaga de Ewerthon, enquanto que no meio-campo Betinho e Thiago Neves foram acionados nos lugares de Marcão e Gustavo, tal como Neílton e Maxwell estrearam como titulares.

Jair optou por manutenção do 4-2-3-1 mesmo alterando peças (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

A partida começou bastante movimentada, com o Leão indo para cima logo no início, mas do mesmo jeito que nas últimas ocasiões: sem criatividade no último terço do campo. Por não mostrar eficiência trocando passes, coube à equipe da Praça da Bandeira procurar alternativas para sair em vantagem no placar, já a Patativa seguiu no contra-ataque tentando surpreender.

O pouco poder criativo fez com que a melhor chance criada viesse por meio da bola parada. Na entrada da área, Thiago Neves cobrou falta bem precisa e tirou do alcance de Wallef, que não alcançou. O gol até deu novo ânimo ao time rubro-negro, pois fez boas triangulações do meio para frente, mas não era efetivo.

Se no ataque faltou eficiência, na defesa a maior falha foi a desatenção. Em saídas erradas, o lateral-direito Patric deu muitas brechas para investidas do Central, já que passou a levar mais perigo, porém falhou também nos chutes a gol. No fim da etapa inicial, Carlos Eduardo se chocou com Lucão e teve de ser substituído; Luan Polli entrou em seu lugar.

Leão apostou em triangulações para assustar meta centralina (Imagem: SporTV/Premiere)

Para o segundo tempo, Jair Ventura colocou Dalberto na vaga de Maxwell, o que configurou a manutenção do 4-2-3-1 ao atacar. A mudança renovou o gás no setor ofensivo, ficando mais criativo ao assustar mais a meta do time caruaruense do que os primeiros 45 minutos de bola rolando. Não por acaso, criou a primeira boa chance, quando Neílton cruzou com perfeição dentro da pequena área e Adryelson, livre de marcação, cabeceou para fora.

Com a melhora, o Leão passou a ficar mais incisivo, contudo ainda pecou na conclusão dos lances. Para isso, Mikael e Thiago Neves saíram para entradas Tréllez – fazendo a estreia – e Gustavo, o que melhorou bastante a dinâmica e aumentou a presença no ataque. Ainda assim, se postando no 4-4-2 ao se defender, os leoninos tomaram um susto quando Betinho se encontrou com João Victor na área e o árbitro marcou pênalti; Júnior Lemos cobrou mal e o goleiro Luan Polli defendeu.

Após ser assustado, os rubro-negros foram para cima buscando fazer logo o resultado. No primeiro momento, Tréllez recebeu bom passe de Patric e bateu firme, porém Wallef defendeu. Em seguida, logo na primeira participação ao entrar no lugar de Neílton, Toró foi bem servido por Gustavo e finalizou sem dar chances de defesa ao arqueiro alvinegro, fechando o placar.

Leoninos se fecharam no 4-4-2 para segurar ímpetos alvinegros (Imagem: SporTV/Premiere)

Crédito da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Empate ruim para ambos: análise Sete de Setembro 1 x 1 Afogados

Por: Felipe Holanda

Sete pecados capitais. A Coruja abriu o placar e teve até a chance de matar o jogo, mas o Lobo-Guará reagiu, chegando ao empate com um gol contra que selou o empate em 1 x 1 neste domingo (28), no Lacerdão, em Caruaru, pela quarta rodada do Campeonato Pernambucano.

Na sequência do Estadual, o Sete de Setembro, sétimo colocado, viaja até a Região Metropolitana do Recife para encarar o Vitória, na próxima quarta-feira (31), na Arena de Pernambuco, enquanto o Afogados, quinto lugar, recebe o Sport no Vianão no próximo dia sete.

Para o confronto, o treinador Carlos Júnior utilizou o que tem de melhor no elenco, explorando um 4-3-3 ofensivo com transições rápidas e muita movimentação nas bordas, tendo Grafite aberto pela direita e Raniel à esquerda.

Disposição inicial do Sete (Feito no Tactical Pad)

Do outro lado, o técnico Sérgio China também contou com força máxima nos sertanejos, formando um 4-2-3-1 variável para o 4-1-4-1 com o meio de campo preenchido e apenas o atacante Índio, da base do Sport, na referência.

Como a Coruja iniciou a partida (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Jogando como mandante no Lacerdão, o Sete tentou dominar as ações no início, explorando bem as subidas de Grafite. A equipe soube trabalhar bem a bola desde o campo de defesa, com o goleiro Airon participando efetivamente da saída de três setembrina.

Mandantes trocando passes no campo de defesa (Imagem: MyCujoo)

De tal forma, o Lobo-Guará rondava a área da Coruja, mas pecava na hora de finalizar. Se limitou a levar perigo à meta de Léo apenas em jogadas de bola parada.

Vendo as fragilidades do adversário, o Afogados resolveu se lançar ao ataque e teve sucesso. Vargas roubou a bola e tocou para Índio, que deixou Frank na boa para bater de perna esquerda e fuzilar o goleiro alviverde: 1 x 0.

Lance do gol afogadense (Imagem: MyCujoo)

À frente do placar, o time de Sérgio China cresceu de vez no confronto. Podia, inclusive, ter feito mais um ainda na etapa inicial, mas acabou desperdiçando boa chance de ampliar.

No segundo tempo, a partida esfriou e o Afogados não esboçou reação às investidas setembrinas. Era a deixa que o Sete precisava para voltar à peleja e tentar o gol de empate.

Gol este que veio numa infelicidade do zagueiro Heverton. Após cruzamento da direita, o defensor não viu a chegada do goleiro Léo e meteu contra a própria meta. No fim, os visitantes ainda tentaram o desempate, mas o placar já estava selado.

Lance que selou o empate no Lacerdão (Imagem: MyCujoo)

Créditos da foto principal: Romário Silva/Afogados

Em destaque

Sport no Campeonato Pernambucano: como joga taticamente o Central

Por: Mateus Schuler

A Patativa quer mostrar suas garras. Em busca da primeira vitória no Campeonato Pernambucano, o Central encara o Sport com a missão de fazer jogo duro e não ser presa fácil para o Leão. Conflito acontece neste domingo (28) às 16h, na “selva rubro-negra”, a Ilha do Retiro, pela quarta rodada do Estadual.

Em momento conturbado, pois venceu apenas uma vez na temporada, a equipe da Praça da Bandeira busca se reconciliar com os torcedores. Separamos para a torcida leonina tudo sobre o próximo adversário: prováveis formações táticas, números, pontos fortes e fracos, jogadores para ficar de olho, informações exclusivas de um setorista e muito mais do alvinegro.

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Para a partida, o técnico Pedro Manta sinaliza que vai mudar tanto o sistema tático, quanto nas peças. Recém-contratado, Erivan deve ganhar um espaço ao lado de Jean Moser no ataque centralino, assim como João Victor ganha a vaga de Madson e João Felipe entra no lugar do David, apostando em postura menos exposta, o que gera dúvida entre Mateus Issa e Fabinho.

Patativa com mudanças no time para enfrentar o Leão (Feito no TacticalPad)

COMO ATACA

Dono do pior ataque da competição, com somente um gol marcado, o time caruaruense busca melhorar de produtividade embalado pela chegada de Pedro Manta. Diante do Sete de Setembro, na última partida, houve variação entre 4-4-1-1 e 4-1-4-1 ao atacar, o que neutralizou o meio adversário e deu mais dinâmica pelos lados.

A alternância foi até bem sucedida na criação, pois a Patativa conseguiu dar sustos à meta alviverde, porém ainda não obteve êxito. Com Júnior Lemos se alternando entre criação e beirada, a dinâmica é muito constante, podendo confundir a marcação do Leão. Apesar de não ser tão veloz, o setor ofensivo alvinegro valoriza mais a cadência para tentar surpreender.

“Júnior Lemos não criou muito, mas o Central teve mais oportunidades de gol do que nos jogos anteriores. O entrosamento dos atletas é o principal fator que dificulta a Patativa não ter vencido ainda”

Artur Lucena, repórter na Rádio Metropolitana FM
Centralinos visam alternar posicionamento no meio para confundir leoninos (Imagem: MyCujoo)

COMO DEFENDE

Velho incômodo alvinegro, o setor defensivo começou 2021 mostrando velhos problemas. Se defendendo no 4-1-4-1, fazendo algo semelhante como ataca, o Central ainda encontra dificuldades para sincronizar a movimentação das linhas, concedendo espaços valiosos para o adversário atacar. As brechas são principalmente com passes em profundidade ou abrindo pelos flancos do campo.

Outro percalço demonstrado no começo da temporada foi a dificuldade em lidar com bolas aéreas. Allan Miguel, um dos destaques do clube durante boa parte do ano passado, ainda busca entrosamento com Lucão para sanar as dificuldades, já que a defesa é a terceira mais vazada do Estadual dentre os dez participantes.

“O sistema defensivo da Patativa ficou mais sólido com a mudança da dupla de zaga, mesmo com o entrosamento não estando 100%. O Central conseguiu não tomar gols, algo que aconteceu nos dois primeiros jogos”

Artur Lucena, repórter na Rádio Metropolitana FM
Caruaruenses podem ainda alternar ao 4-4-2 quando defendem (Imagem: MyCujoo)

PARA FICAR DE OLHO:

Júnior Lemos (MEIA/ATA) – O principal jogador do elenco centralino. No clube desde 2018, quando a Patativa conquistou o vice-campeonato, Júnior Lemos continua sendo importante para o time. É o principal encarregado das bolas paradas e também tem potencial para armar o jogo, geralmente deixando os companheiros em boa posição para o arremate.

Jean Moser (ATA) – Com passagens por clubes, inclusive, de fora do país, Jean Moser traz a experiência que a equipe de Pedro Manta precisa em momentos complicados. Se tiver espaços, costuma perder poucas chances de gol e merece uma atenção especial dos comandos de Jair Ventura.

Crédito da foto principal: Wilson FIlho/ECF

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Mais líder do que nunca: análise Náutico 4×1 Vitória

Por: Anderson D’Wirvelle

Um chocolate antecipado. Sobrando em campo, apesar das adversidades do Vitória, o Náutico venceu com sobras por 4 x 1. Com o triunfo conquistado neste sábado (27), nos Aflitos, o Timbu mantém o 100% de aproveitamento no Campeonato Pernambucano e agora é mais líder do que nunca.

Com quatro triunfos em quatro partidas, o alvurrubro acumula 13 gols feitos e apenas dois sofridos, com média mais de três tentos assinalados por jogo. Na sequência, o próximo compromisso será no aniversário do clube, no próximo dia 7, frente ao Salgueiro no Cornélio de Barros.

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Na escalação, Hélio dos Anjos colocou força máxima e cobrou empenho durante os mais de 90 minutos. A novidade foi a entrada de Luiz Henrique ao lado de Rhaldney na cabeça de área, além de Matheus Trindade improvisado na zaga com Camutanga, formando um 4-2-3-1 variável ao 4-3-3.

Formação inicial da equipe da Rosa e Silva

COMO FOI

Não houve tempo nem para falar de futebol. A partida já iniciou com um choque feio entre Geovani e Palominha, do Vitória. Ambos voltaram a jogar, Palominha levou a pior e em seguida teve que ser substituído . Além disso, foi levado para o hospital e o jogo precisou ser paralisado pela ausência de ambulância no estádio.

Ainda com bola, Rhaldney recua para fazer uma saída de 3+1+5 (Imagem: Sportv)

Após essa paralisação, o Náutico voltou com sede de gol. Um bate e rebate na área fez a bola sobrar para Vinícius, que limpou Léo e chutou no contrapé de Preto, abrindo a contagem nos Aflitos.

Insaciável, o Timbu adiantou a marcação e continuou pressionando a saída do Vitória, até que Jean Carlos aproveitou o vacilo do goleiro do time vitoriense para ampliar: 2 x 0.

Não demorou e Erick já marcou o terceiro enquanto o Taboquito ia contra as cordas. Após lançamento de Luiz Henrique, o camisa 7 avançou, limpou Quipapá e só chutou no canto direito para frustrar totalmente as pretensões vitorianas. Ainda no primeiro tempo, veio o quarto, quando Vinícius recebeu de Jean e chapou no canto esquerdo.

Mais um lance ofensivo dos anfitriões (Imagem: Sportv)

Na volta do intervalo, Geovani, aquele que se chocou com Palominha, também sentiu um mal estar e teve que ser substituído antes do jogo recomeçar. Os problemas do tricolor só se agragavam, mas a resposta veio dentro das quatro linhas.

Menos intenso, o Náutico deu brechas pro crescimento do Tricolor das tabocas. Em uma dessas brechas, Danilo Quipapá dominou no peito, com categoria, e descontou. No fim, Hélio até pediu mais ímpeto, mas o placar não foi inalterado.

Crédito da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Náutico no Campeonato Pernambucano: como joga taticamente o Vitória

Duelo de opostos. Enquanto o líder Náutico busca manter o 100% de aproveitamento e seguir no topo do Campeonato Pernambucano, o Vitória, lanterna, precisa pontuar para respirar um pouco mais aliviado na tabela. Confronto está marcado para este sábado (27) às 19h, nos Aflitos, pela quarta rodada do Estadual.

O Timbu está embalado pela sequência positiva e visa prolongar sequência no topo da tabela por mais uma rodada. Separamos à torcida alvirrubra tudo sobre o próximo adversário: prováveis formações táticas, números, pontos fortes e fracos, jogadores para ficar de olho e muito mais do Tricolor das Tabocas.

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A maior novidade nos vitorienses será fora das quatro linhas. Após a derrota para o Afogados, fora de casa, Fernando China foi desligado do comando e Laelson Lopes foi anunciado. Essa mudança gerou modificações também no modelo de jogo a ser implementado pela equipe, que sai do 4-2-2-2 utilizado com mais frequência por China e vai ao 4-3-3 próximo do 4-2-3-1 do último duelo.

Taboquito deve ir a campo com mudanças no time titular (Feito no TacticalPad)

COMO ATACA

O Tricolor das Tabocas performa com muitas alternâncias ao atacar, que faz o time ser bastante irregular nesse início de Estadual. Geralmente com uma trinca no meio-campo, que pode variar entre base baixa e alta a depender da marcação adversária. Assim, pode formar um 4-2-3-1 quando tem mais liberdade para infiltrar, bem como um 4-2-1-3 para trocar melhor os passes.

Muito do poder criativo se deve aos meio-campistas da parte ofensiva, como Nathan pelas beiradas e Diogo Peixoto no meio. Com jogadas trabalhadas, o Taboquito explora também as investidas dos laterais, principalmente no lado esquerdo com Rogerinho, fazendo as transições serem velozes, no entanto os blocos em conjunto.

Vitorienses devem formar triângulo no meio-campo ao atacar (Imagem: MyCujoo)

COMO DEFENDE

Segunda defesa mais vazada do campeonato ao lado do Central e à frente apenas do arquirrival Vera Cruz, com seis gols sofridos, o time vitoriense tem uma dura missão: segurar o melhor ataque. Para isso, a tendência é de que a postura possa ser mantida para tentar impedir as investidas alvirrubras, pois a força é justamente entrelinhas.

A tentativa deverá ser feita ao formar um 4-4-2 com linhas bem definidas e blocos médio-baixos. Em alguns momentos, há a possibilidade ainda de se montar um 5-4-1 ao ficar mais retraído, buscando assim fazer o ferrolho e bloquear todos os espaços. Algo semelhante aconteceu na última partida, mas por pouco tempo, diante do Afogados.

Com blocos médios-baixos, Tricolor deve se fechar em duas linhas de 4 (Imagem: MyCujoo)

PARA FICAR DE OLHO

Rogerinho (LE) – Forte na criação, o lateral-esquerdo do Vitória é uma das armas da equipe. Apesar de fazer uma função que exige mais marcação, o jogador do Tricolor pode ser um elemento surpresa quando recompor na defesa, tentando apostar na velocidade como solução para surpreender os alvirrubros.

Diogo Peixoto (MEI) – Responsável pela armação vitoriense, o meio-campo é um dos poucos destaques no setor ofensivo. Às vezes atuando mais recuado, Peixoto faz tanto a articulação, como a transição, o que o faz se posicionar de acordo com a marcação adversária. O meio-campista tem força ainda na bola parada.

Marcelo Nicácio (ATA) – Com experiência no futebol brasileiro e bagagem no exterior, foi contratado para ser o homem gol do Taboquito, mas ainda está em débito. Apesar disso, mostra boa movimentação dentro de campo, o que faz os companheiros entrarem com mais liberdade na marcação, seja pelos lados ou pelo meio.

Crédito da foto principal: Lays Freitas/Vitória das Tabocas

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Ótima impressão: análise Corinthians (5) 1×1 (3) Retrô

Por: Guilherme Batista

A melhor impressão é a que fica. Em uma atuação digna, na noite desta sexta-feira (26), o Retrô jogou melhor que o Corinthians e empatou no final em 1×1, mas viu o sonho inédito se esvair nas cobranças de pênalti ao ser derrotado por 5×3; paulistas avançam à terceira fase da Copa do Brasil.

Com a eliminação, a Fênix volta agora a concentrar todas suas atenções no Campeonato Pernambucano, no qual defende a invencibilidade. Com quatro pontos em dois jogos e ocupando a 5ª posição, volta a campo só no próximo domingo (4), diante do Central, no Lacerdão pela 5ª rodada, já que adiou os confrontos das 3ª e 4ª rodadas.

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Para a partida, o técnico Nilson Corrêa não surpreendeu e fez somente uma mudança em relação ao time que iniciou contra o Brusque, ainda pela 1ª fase da competição nacional. Braga, cria da base, ganhou o lugar de Thiaguinho, porém manteve o sistema tático e o modelo de jogo implementados durante a temporada.

Equipe de Camaragibe teve apenas uma mudança do último jogo (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

Confirmando o que havia sido dito pelo presidente Laércio Guerra, o Retrô foi a campo no seu tradicional 4-3-3, sem mudar sua formação ou postura em campo. Do lado paulista, com Fágner de titular e Cazares no lugar de Ramiro, o Timão logo mostrou que o 4-1-2-3 seria ofensivo, buscando assim liquidar o confronto de forma rápida.

E isso foi visto nos primeiros minutos. Subindo a marcação e atacando as entrelinhas, o Corinthians começou o jogo apertando bastante a Fênix. Nos primeiros minutos, Varanda foi acionado duas vezes e somente na segunda oportunidade encontrou Mosquito, que finalizou para defesa de Jean.

Minutos depois, Varanda foi acionado por Cazares, driblou Jean, mas foi travado por Del’amore na hora da finalização. Se engana, porém, quem acha que os pernambucanos vieram apenas para se defender. A resposta veio em bela jogada individual de Janderson, que acionou Gelson, mas o camisa 8 finalizou pra fora.

Se defendendo num 4-1-4-1, contava também com o auxílio de um gramado ruim para dificultar ainda mais a troca de passes alvinegra. No entanto, após falta mal marcada, Otero cobrou o tiro livre de forma magistral e colocou os corintianos em vantagem.

Fênix teve liberdade para povoar no campo de defesa corintiano (Imagem: SporTV/Premiere)

A partir daí, o jogo seguiu por um roteiro conhecido. O auriazulino começou a ficar à vontade na partida e impôs o ritmo, trabalhando a posse de bola para encontrar espaços na boa defesa adversária, que alternava entre um 4-1-4-1 e um 4-5-1, porém não obteve sucesso e a vantagem mínima continuou até o intervalo.

No retorno dos vestiários, a Fênix manteve os 11 jogadores e também a ideia. E por muito pouco não empatou, depois de boa finalização de Neílson, que deu um susto à meta paulista. A equipe de Camaragibe continuou apertando e chegando, com o trio ofensivo se movimentando bastante e incomodando a defensiva.

Enxergando o Corinthians com pouca posse, Mancini tirou Cazares e colocou Ramiro, além de colocar Léo Natel no lugar de Varanda, para dar mais gás ao ataque. E as mudanças surtiram efeito. Com mais segurança defensiva e controlando mais a partida, o Timão esfriou o ímpeto pernambucano; além disso, nas bolas paradas, voltou a assustar.

Primeiro quando Otero bateu escanteio venenoso e Jemerson, na pequena área, cabeceou por cima da meta. Em sequência, o venezuelano tentou fazer um gol olímpico e esbarrou em Jean. Se tudo parecia resolvido, o Retrô fez jus ao nome e renasceu das cinzas. Aos 38 minutos da etapa final, em cobrança de escanteio, Mayco Félix acertou bela cabeçada para empatar a partida em Saquarema e dar números finais, levando às penalidades máximas. Gelson, entretanto, perdeu a primeira pro Retrô, enquanto os paulistas converteram todas e venceram por 5 a 3.

Com marcação em blocos altos, Retrô formou um 4-1-4-1 ao se defender (Imagem: SporTV/Premiere)

Crédito da foto principal: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

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Faz o pix, CBF: análise Ypiranga-AP 0 x 4 Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

Os cofres corais agradecem. A classificação do Santa Cruz à segunda fase da Copa do Brasil, garantida após goleada por 4 x 0 sobre o Ypiranga-AP nesta sexta-feira (26), no estádio Giulite Coutinho, no Rio de Janeiro, rendeu uma premiação de R$ 675 mil ao clube das três cores. O adversário na sequência do torneio nacional será o Cianorte.

Agora, o Mais Querido foca suas atenções na Copa do Nordeste, competição na qual se reergueu ao vencer o Fortaleza. Pela frente, outra pedreira: o Sport, arquirrival, em confronto marcado para a próxima quarta-feira (31), no Arruda, pela sexta rodada.

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Em campo, João Brigatti utilizou força máxima na escalação, com os retornos de Pipico e Chiquinho, ausentes diante do Leão do Pici. Taticamente, a aposta principal foi o 4-3-3, com Madson e João Cardoso se unindo a Pipico no ataque. A estratégia foi letal e frustrou as pretensões amapaenses.

Formação inicial dos tricolores em Mesquita (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Com muita amplitude e intensidade no lado esquerdo, o Mais Querido começou agredindo. Tendo Alan Cardoso e Chiquinho desmarcados, assustou logo cedo e podia até ter aberto o placar, mas pecou na hora do arremate. Enquanto isso, o Negro-Anil, acuado, não levava nenhum perigo à meta de Jordan.

Para agravar o quadro, o Santa resolveu marcar adiantado, formando um 4-5-1 com apenas Pipico mais à frente. Dessa forma, encolheu de vez as investidas amapaenses, ganhando o meio de campo com movimentação e toques rápidos em busca do primeiro gol.

Marcação adiantada dos pernambucanos (Imagem: Sportv)

Gol este que parecia questão de tempo. E foi. Após boa troca de passes no meio, Chiquinho rolou para Ítalo Melo, que cruzou rasteiro. A zaga cochilou e Pipico só teve o trabalho de empurrar ao fundo das redes para abrir a contagem em Mesquita: 1 x 0.

Lance do primeiro gol coral (Imagem: Sportv)

Solto em campo, o tricolor ampliou ainda no primeiro tempo. Pipico, dessa vez voltando para buscar a bola, achou Alan Cardoso livre na esquerda. O lateral dominou e bateu com confiança para vencer o goleiro Pezão e marcar seu primeiro tento pelo clube das três cores.

Na etapa final, apesar da vitória já construída, a Cobra não abdicou de destilar seu veneno. Com uma trinfa ofensiva, agora tendo o auxílio de Marcel, que saiu do banco de reservas, fez o terceiro. Pipico recebeu da entrada da área e finalizou firme, sem chance para o arqueiro amapaense, fazendo 3 x 0.

O segundo tento assinalado por Pipico (Imagem: Sportv)

Dominando amplamente as ações, veio o quarto. Bola lançada na área, Maxwell ajeitou para Pipico, que rolou para Chiquinho, livre, selar o placar em 4 x 0 e garantir o lugar dos pernambucanos na segunda fase.

Créditos da foto principal: Marcos Farias/Acervo

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Retrô na Copa do Brasil: como joga taticamente o Corinthians

Por: Guilherme Batista

O voo mais alto da Fênix. Vivendo o sonho de representar Pernambuco na Copa do Brasil, o Retrô faz o maior jogo de sua história contra o Corinthians e quer seguir fazendo bonito. Duelo está marcado para esta sexta-feira (26) às 21h30, no Estádio Elcyr Resende de Mendonça, em Saquarema-RJ, pela segunda fase. Quem vencer fica com a vaga e, em caso de empate, o classificado será definido nos pênaltis.

Após eliminar o Salgueiro na estreia, os caminhos do alvinegro e de Pernambuco voltam a se cruzar no momento mais delicado da pandemia no Brasil, que acabou forçando a partida a mudar de localização. Separamos para a torcida auriazulina tudo sobre o próximo adversário: principais posicionamentos táticos, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Coringão.

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Para o duelo contra a equipe de Camaragibe, o time de Vágner Mancini terá a dura ausência de Mateus Vital, que era o principal destaque na temporada. O jogador passou por uma artroscopia no joelho direito será desfalque por até 45 dias. Outra possível ausência é a de Fágner, que se lesionou e não treinou na véspera do confronto. Caso não entre em campo, Bruno Méndez deve o substituir.

Com dúvida na lateral-direita, Corinthians deve mandar a campo um 4-1-2-3 (Feito no TacticalPad)

COMO ATACA

Sem Mateus Vital, o ataque paulista perde ainda mais produtividade, que já não é tanta e tem sido alvo constante de críticas da torcida. Assim, caberá a Varanda e Mosquito se movimentarem para criar espaços na defesa pernambucana. Diante do Mirassol, inclusive, os dois atacaram as entrelinhas do rival no lance que originou o gol da vitória alvinegra.

Mancini deverá optar pela manutenção de Ramiro como meia-direita, algo que fez diante do Salgueiro e funcionou relativamente bem. Desta forma, busca agressividade por esse lado do campo. Contra o mesmo Carcará, o Corinthians mostrou oscilações ofensivas. Impôs um ritmo muito forte no começo, abriu o placar e depois disso parou de atacar.

Diante de um adversário tecnicamente inferior, é provável que o Timão tente repetir a fórmula de imprimir um forte ritmo ofensivo, com Varanda, Jô e Mosquito pressionando a saída de bola da Fênix, com Otero flutuando no setor de criação.

Atacando as entrelinhas do Mirassol, o trio ofensivo busca aparecer como opção de passe para Fágner (Imagem: GE)

COMO DEFENDE

A dúvida da presença ou não de Fágner acaba colocando interrogações no setor defensivo do Corinthians. Por mais que Bruno Méndez seja seguro defensivamente, improvisar um zagueiro de lateral sempre tem os seus riscos.

Ainda assim, o alvinegro mostrou muita consciência defensiva no duelo contra o Salgueiro no Cornélio de Barros. Alternando a marcação entre um 4-1-4-1 e um 4-5-1, o Timão dificultou muito a criação do Salgueiro devido a boa compactação e sincronia de movimentos de suas linhas.

Apesar disso, em dado momento do jogo o recuo excessivo do Timão acabou trazendo o Tricolor para a partida. Se souber explorar esses momentos de apagão na defensiva dos paulistas, o Retrô poderá encontrar caminhos para atacar. Além disso, a lentidão na recomposição pode ser atenuada caso Bruno Méndez, de fato, substitua Fágner.

Compactação defensiva do alvinegro paulista (Imagem: GE)

PRA FICAR DE OLHO

Cássio (GOL) – O goleiro se tornou dono incontestável da meta alvinegra nos últimos nove anos. Um dos grandes ídolos da gloriosa história corinthiana, aos 33 anos, Cássio continua mostrando um altíssimo nível de atuação quando exigido.

Rodrigo Varanda (ATA) – Para muitos, a grande promessa do Corinthians. O atacante de 18 anos chegou no clube quando tinha apenas 6 anos e em 2021 começou a ganhar chances no time titular. Incisivo e habilidoso, o jovem atacante tem poderio para definir um jogo em um lance.

Créditos da foto principal: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

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Santa Cruz na Copa do Brasil: como joga taticamente o Ypiranga-AP

Por: Felipe Holanda

Um estranho em uma terra estranha*. Explorando a Copa do Brasil, o Ypiranga-AP encara o Santa Cruz em seu primeiro jogo na temporada e cheio de interrogações. Confronto acontece nesta sexta-feira (26) às 15h30 no estádio Giulite Coutinho, no Rio de Janeiro, pela primeira fase. Quem se classificar – os corais jogam pelo empate – enfrenta o Cianorte.

Após vitória importante sobre o Fortaleza na Copa do Nordeste, o tricolor busca mais um triunfo para embalar e ganhar confiança. Separamos para a torcida do Mais Querido tudo sobre o próximo adversário: principais posicionamentos táticos, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais da Coruja.

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Vindo de uma maratona de três mil quilômetros até Mesquita, a equipe treinada por Vitor Jaime conta com 18 atletas, entre remanescentes de 2020 e novos contratados. A expectativa é que o time forme um 4-2-2-2 com o meio de campo preenchido e agilidade ofensiva para explorar contra-ataques.

Provável formação inicial dos amapaenses (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Com o técnico e boa parte do elenco mantido, o Ypiranga deve utilizar a velocidade que foi vista nos jogos do Estadual, tendo os extremos participando efetivamente das jogadas, além do apoio dos laterais. A estratégia foi uma das principais armas na conquista do Campeonato Amapaense de 2020 após vencer o Santana na grande decisão.

Além de explorar as pontas, os homens de ataque do Negro-Anil costumam buscar o “funil” para agredir o adversário. Formando um 4-4-2 com saída rápida para o contra-ataque, o time consegue criar a maioria de suas chances de perigo.

Investida ofensiva dos amapaenses (Imagem: MyCujoo)

Com a reformulação do elenco, Feijão e Aldair devem ser os homens de frente, com Raí e Denilson fazendo a função de municiar os atacantes. A aposta dá agilidade na transição e um contragolpe que pode ser letal se bem encaixado.

COMO DEFENDE

Quando atacado, o Ypiranga aposta em compactação defensiva formando um 4-1-4-1, fechando os espaços pelas bordas do campo e também pelo meio. Caso o adversário utilize amplitude, os laterais são os encarregados de dar o primeiro combate, à medida em que os zagueiros bloqueiam a zona de arremate.

Posicionamento defensivo do Negro-Anil (Imagem: MyCujoo)

Os comandados de Vitor Jaime também gostam de adiantar a marcação, mais uma vez no 4-2-2-2, tentando o desarme para furar o bloqueio defensivo do oponente. O Santa precisa ficar ligado nisso se não quiser ser surpreendido.

Um ponto negativo do campeão amapaense é o número elevado de faltas cometidas próximas à grande área. Foi assim, inclusive, que os rivais criaram boa parte das oportunidades no Estadual, como o próprio Santana. Só na primeira fase, foram oito gols sofridos.

PARA FICAR DE OLHO

Davi Boi (ZAG) – O grande alicerce defensivo do time. Experiente, Davi costuma ser preciso nos desarmes e acompanha bem às investidas do ataque adversário. Faz boa dupla de zaga com João Carlos, outro que permaneceu da temporada 2020.

Raí (MC) – A cabeça pensante do Ypiranga-AP. Com boa visão de jogo e uma passe refinado, Raí explora bem as subidas dos laterais, além de servir os homens de ataque. Se tiver espaço, pode causar sérios estragos à marcação pernambucana.

*Estranho em uma terra estranha é uma referência à música “Stranger In A Strange Land”, do Iron Maiden, composta por Adrian Smith.

Créditos da foto principal: Rosivaldo Nascimento/Arquivo

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Tempero colombiano: o que esperar taticamente de Santiago Tréllez no Sport

Por: Mateus Schuler

Da Cordilheira dos Andes à Ilha do Retiro. Novo contratado do Sport, Santiago Tréllez traz ao Recife o tempero colombiano para reencontrar seus melhores dias dentro das quatro linhas. Apesar da passagem por grandes clubes da América do Sul, como São Paulo e Vélez Sarsfield, ele terá que brigar por posição com o jovem Mikael, hoje titular absoluto.

Independente da titularidade, Tréllez pode turbinar o sistema ofensivo rubro-negro e ajudar o time se recuperar após início de temporada sombrio. Nesta análise, o Pernambutático disseca suas principais características, com movimentações táticas, estilo de jogo, números na carreira, e como o atacante pode ser útil ao esquema utilizado por Jair Ventura no Leão.

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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Com boa presença ofensiva, o colombiano é uma arma a mais para o setor, ainda que tenha apenas Mikael como centroavante de origem. Apesar de ter se destacado mais atuando na referência por onde passou, Tréllez consegue mostrar outras características importantes para um jogador de ataque, pois se movimenta bastante.

Além da finalização, seja de fora ou dentro da área, demonstra força na bola aérea com forte cabeceio e bom posicionamento. Mesmo sem habilidade e drible, compensa também possuindo um forte arranque quando não atua no meio da defesa adversária; no Vitória, em 2017, chegou durante o Brasileirão e viveu sua melhor fase, marcando 11 gols e dando duas assistências em 26 jogos.

Atacante viveu melhor momento no Brasil defendendo os baianos (Imagem: Premiere)

O COLOMBIANO NO MORUMBI

Depois do Leão da Barra, sua primeira passagem pelo futebol nordestino, foi negociado com o São Paulo. No Tricolor, teve momento destacável logo em 2018, sendo um atacante com muita mobilidade, porém sem a efetividade de outrora. Dessa vez, contudo fez bons pivôs para as finalizações dos demais companheiros de equipe.

Foram apenas seis tentos assinalados ao longo da temporada, com total de 38 partidas disputadas; no geral, pelo Soberano, balançou as redes por sete vezes em 51 ocasiões. Com a camisa são-paulina, a movimentação foi um ponto importante para atrair a marcação à intermediária, se postando bem entrelinhas e, em alguns momentos, sendo rompedor, ao finalizar dentro da área.

No Soberano, se destacou quebrando linhas de marcação (Imagem: TV UOL)

Tal como no time paulista, no Internacional não voltou a repetir os números de destaque do rubro-negro baiano, entretanto pouco foi aproveitado. Pelo Colorado, nos 13 confrontos realizados, saiu zerado, todavia apresentou uma especialidade já conhecida: a segurada de bola; servindo extremos/pontas e quem vem de trás, pelo meio, teve sua importância na criação de jogadas.

Já no Deportivo Pasto, último clube em seu país-natal antes de vir atuar no Brasil, foi mais centroavante de fato. Fixando na pequena área, marcou nove vezes nos 17 duelos que foi a campo, sendo todos da meia-lua para em diante. Com essa presença de área, pode ser uma opção para Jair Ventura ao usar apenas um atleta no setor.

Com bom posicionamento, foi destaque no Pasto antes do Vitória (Imagem: Win Sports)

COMO TUDO COMEÇOU

Nascido em Medellín, Tréllez de 31 anos defendeu ainda equipes com boa tradição na América do Sul, como Libertad, Atlético Nacional e Independiente de Medellín. Passou também pela Seleção Sub-17, disputando quatro jogos e marcando dois gols no Mundial em 2007. Conhecido por “La Turbinita“, apelido que herdou do pai, que também foi jogador, surgiu como uma das principais promessas do futebol colombiano de sua geração, porém rendeu aquém do esperado.

No Leão da Ilha, ele busca se reencontrar nas quatro linhas, mas deve concorrer com Mikael pela referência. O problema para o atacante é que o prata da casa vive boa fase e promete deixar a briga pela titularidade acirrada; caso seja titular, Jair deve manter o 4-2-3-1 que vem usando.

Entrada de Tréllez manteria base inicial com algumas novidades (Feito no TacticalPad)

Em uma situação mais desesperadora pelo placar, caso esteja precisando evitar uma derrota, há a possibilidade do comandante leonino promover um sistema mais audacioso. Com dois atacantes de área, o rubro-negro pode performar um 4-1-3-2.

Colombiano pode atuar ao lado de Mikael na referência ofensiva (Feito no TacticalPad)

Crédito da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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Bateu asas e voou: análise Salgueiro 1×0 Treze

Por: Guilherme Batista

O Carcará bateu asas e voou mais alto na Copa do Nordeste. No confronto de aves com o Galo, venceu por 1×0 nesta quarta-feira (24), no Cornélio de Barros, e colou de vez no G-4 do Grupo B, mantendo vivo o sonho da classificação à segunda fase da Lampions.

O Tricolor do Sertão, com a segunda vitória na competição, agora fica na 6ª posição e um ponto atrás do Vitória, 4º colocado da sua chave. O próximo adversário no regional será o Sampaio Corrêa, em São Luís, às 19h30 da segunda-feira (29).

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Para a partida, Daniel Neri optou por manter o já tradicional 4-3-3 ao escalar a equipe. Em relação ao time titular que empatou sem gols com o Confiança, no último confronto, duas mudanças: volante Bruno Sena foi baixa por estar suspenso e Cássio Ortega não figurou nem no banco.

Sertanejos tiveram apenas duas mudanças na base titular (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

Postado no 4-2-1-3, mesmo fora de casa, o Treze foi quem começou a partida melhor, tomando as ações ofensivas e pressionando o Carcará. Com menos de cinco minutos, o Galo da Borborema criou duas situações de perigo, ainda que não tenha finalizado, de fato.

Sem Bruno Sena e Cássio Ortega, o Salgueiro pareceu sentir bastante a ausência, sobretudo, do seu volante. Apesar de Moreilândia ter feito a função de Bruno Sena, a defesa do Carcará esteve mais fragilizada durante a primeira etapa, mesmo repetindo o 4-1-4-1 que já é tradição.

Foi o Tricolor do Sertão , contudo, quem abriu o marcador. Após cobrança de falta de Tarcísio, a defensiva paraibana cortou parcialmente e Felipe Baiano, livre de marcação, acertou um belo chute de primeira na entrada da área, colocando a equipe em vantagem.

Após o gol, o Galo, que adotava um 4-1-4-1 na hora de se defender, liberou Birungueta e alternou entre um 4-2-2-2 e o 4-4-2, tentando, sobretudo, forçar o erro na saída de jogo. O time alvinegro ainda criou uma boa chance, com Rogerinho cabeceando para boa defesa de Lucas, mas a partida foi para intervalo com vitória parcial dos pernambucanos.

Para a segunda etapa, Marcelinho Paraíba sacou Kleiton e colocou João Leonardo na referência do ataque paraibano. Assim, o Treze passou a jogar com um homem da posição fazendo a função e tentando incomodar mais a defesa do Carcará.

Carcará saiu em vantagem no detalhe (Imagem: Nordeste FC)

E a mudança surtiu efeitos. Mais agressivo, o Galo da Borborema começou a segunda etapa pressionando e incomodando muito o Salgueiro. Romeu, volante dos paraibanos, teve duas boas oportunidades nos primeiros minutos. Na melhor delas, recebeu um bom passe de cabeça de João Leonardo e finalizou por cima da meta de Lucas.

A resposta sertanejo veio aos nove minutos. Felipe Baiano aproveitou outro corte parcial do Treze e acertou outro belo chute, Jeferson fez uma defesa incrível e, no rebote, Alison finalizou para um milagre do arqueiro paraibano, que mostrou excelente tempo de reação para evitar o segundo gol sertanejo.

Buscando dar fôlego ao setor ofensivo, Marcelinho Paraíba sacou Birungueta e Rogerinho para colocar Ancelmo e Sony Anderson, mantendo o padrão tático. E o time respondeu. Com mais velocidade e de fôlego renovado, o Treze voltou a incomodar o Salgueiro e quase empatou aos 35, mas Lucas fez boa defesa em finalização de Ancelmo.

Na última grande chance da partida, Emerson acertou belo lançamento nas costas da zaga pernambucana e Ancelmo finalizou com muito perigo. Quando o relógio bateu nos 50 minutos, o árbitro apontou o centro do campo e confirmou a vitória do Carcará.

Sertanejos seguiram marcando no 4-1-4-1 como de praxe (Imagem: Nordeste FC)

Crédito da foto principal: Darlando Barros/Especial para o Pernambutático

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Salgueiro na Copa do Nordeste: como joga taticamente o Treze

Por: Guilherme Batista

Sorte ou azar? A mística do número 13 cruza o caminho do Salgueiro na Copa do Nordeste. Sonhando em se aproximar do G-4 e manter vivo o sonho da classificação à segunda fase, o Carcará enfrenta o Treze em busca de prosperidade na Lampions. A peleja está marcada para esta quarta-feira (24) às 19h30, no Cornélio de Barros, pela quinta rodada.

Se a numeração divide opiniões e crenças, os sertanejos pensam positivo e miram a segunda vitória no Nordestão. Separamos para a torcida salgueirense tudo sobre o próximo adversário: principais posicionamentos táticos, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Galo da Borborema.

Para o embate contra o Carcará, o treinador do Treze, Marcelinho Paraíba, não vai contar com o lateral direito Júlio Ferrari e o volante Régis Potiguar. Com isso, a equipe paraibana deve apostar na manutenção do 4-2-1-3, porém, diferente da última partida onde optou por uma postura mais agressiva contra o ABC, o Galo da Borborema deve retornar para um jogo mais reativo.

Provável escalação inicial do Galo (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Para reencontrar o caminho das redes diante do Carcará, o Treze aposta muito na velocidade de seus jogadores de lado. Tanto Jairinho, quanto Birungueta são peças importantes pra fase ofensiva do time. O meia Kleiton já foi utilizado como falso 9 em algumas partidas da temporada, principalmente quando o time entra com três volantes, o que não deve ser o caso diante do Salgueiro.

Assim, o 4-2-1-3 de Marcelinho Paraíba busca liberar os dois laterais na fase ofensiva, deixar um dos volantes entre os zagueiros, normalmente Darlan, e deixar os homens de frente flutuarem bastante, com Kleiton orquestrando todo o ataque. Deste forma, se comportando num 3-1-4-2, o Galo da Borborema procura ser simples e vertical.

Apesar disso, na última partida, diante do ABC, o time tentou ser mais propositivo e encontrou uma série de dificuldades. Quando forçado a trabalhar mais com a bola no pé, o Treze esbarra na limitação técnica e acaba se tornando uma equipe mais frágil defensivamente e menos agressiva ofensivamente.

Investida ofensiva dos paraibanos (Imagem: Nordeste FC)

COMO DEFENDE

Já quando precisa se defender, os comandados de Marcelinho Paraíba costumam adotar um 4-1-4-1, com Darlan ficando entre as duas linhas de 4 e Jairinho e Birungueta voltando para recompor e formar a segunda linha de 4.

O homem de referência vai depender de como o time entra. Quando optou por três volantes, Kleiton ficou na referência. Quando teve apenas dois volantes, João Leonardo foi o camisa 9. Alternando blocos médio e baixo, o Treze busca minar o setor de criação da equipe rival povoando o meio de campo.

Apesar disso, o Galo da Borborema apresentou algumas fragilidades defensivas que chamam a atenção. A principal delas é a dificuldade em lidar com passes em profundidade e também o espaço que existe entre as duas linhas. Quando os times rivais atacaram as entrelinhas, conseguiram levar muito perigo a meta de Jeferson.

Compactação defensiva do Galo (Imagem: GE)

PARA FICAR DE OLHO

Jeferson (GOL) – Apesar do time ter uma média de um gol sofrido por jogo na temporada, é indiscutível que poderia ser pior, não fosse as grandes atuações do arqueiro paraibano. Aliando bom posicionamento e reflexo, Jeferson faz um início de temporada muito bom e tem sido fundamental defensivamente.

Kleiton (MEI) – O experiente jogador, que acumula passagens por Vitória, Guarani e também pelo futebol japonês, é o grande coringa do setor ofensivo do Treze. Seja orquestrando os ataques ou atraindo a marcação, o camisa 10 chama a atenção e precisa ser bem marcado.

Créditos da foto principal: Divulgação/Treze

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A primeira picada da Cobra: análise Fortaleza 0 x 1 Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

A Cobra Coral, enfim, destilou seu veneno na Copa do Nordeste. O Santa Cruz contrariou prognósticos e quebrou tabus históricos ao vencer o Fortaleza por 1 x 0 nesta terça-feira (23), em pleno Castelão, ganhando sobrevida na briga pela classificação à segunda fase da Lampions.

A vitória, árdua, foi a primeira dos corais em solo cearense contra o rival pelo Nordestão. Além disso, o Mais Querido não vencia o Leão do Pici nos seus domínios há 15 anos, quando goleou por 4 x 1, pelo Brasileirão de 2006.

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Visando a Copa do Brasil, João Brigatti promoveu várias novidades na escalação inicial, deixando medalhões como Chiquinho e Pipico no banco de reservas. Tendo quatro homens na primeira linha e cinco na segunda, explorando um 4-5-1, o objetivo dos corais era apenas um: segurar a todo custo as investidas cearenses nos primeiros minutos.

Formação inicial do Mais Querido (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Se o Santa largou com três zagueiros, sendo dois da base – Ítalo Melo e Júnior sergipano – e três volantes, o Fortaleza tratou de se impor nos minutos iniciais. Logo no primeiro ataque, assustou. Após cruzamento da esquerda, Robson ganhou dos marcadores no alto e cabeceou com perigo, tirando “tinta” da trave esquerda de Jordan.

Vendo o ímpeto coral, o Leão do Pici acabou se retraindo e esfriando o jogo. Se resumindo a bolas longas, os visitantes exploraram a mobilidade de Léo Gaúcho lá na frente. Retendo a posse, Léo foi um dos pilares da compactação defensiva e – ao mesmo tempo – deixava os defensores cearenses em alerta.

Posicionamento defensivo dos pernambucano (Imagem: Fox Sports)

Para o azar do centroavante, a bola pouco chegou. Marcel até tentou dar apoio pela extrema direita, mas não foi frequente. Como se pisasse numa área movediça, o Mais Querido ia ganhando confiança aos poucos e foi daí que mudou o panorama do confronto.

Brigatti se sentiu “mais à vontade” e colocou Pipico e Chiquinho no time. Dessa vez caindo para um 4-4-2, os corais acabaram frustrando de vez as investidas do tricolor cearense. Não sufocou, mas teve êxito, com mais posse de bola do que antes.

A picada veio, de fato, quando Chiquinho cobrou bem o escanteio e Júnior Sergipano subiu como um experiente para vencer os marcadores e deslocar Felipe Alves, selando a vitória. No fim, Jordan ainda fez milagres para garantir os três pontos.

Compactação à frente do placar (Imagem: Fox Sports)

Créditos da foto principal: Kely Pereira/AGIF

Em destaque

Bye bye, so long, farewell: análise Sport 0x1 Confiança

Por: Mateus Schuler

Ainda sem vencer, o Sport praticamente deu adeus à Copa do Nordeste. Em mais uma atuação frustrante, o Leão até lutou, mas foi derrotado por 1×0 para o Confiança nesta terça-feira (23), na Ilha do Retiro, se isolando cada vez mais na lanterna do Grupo B da Lampions e agravou a crise na luta pela classificação à segunda fase.

O novo revés deixa os rubro-negros com os mesmos dois pontos de antes, no entanto fica afastado do G-4. O próximo jogo no Nordestão será um clássico diante do Santa Cruz, no Arruda, às 21h30 da quarta-feira (31), porém antes o confronto será contra o Central no domingo (28), às 16h, novamente em seu estádio pelo Campeonato Pernambucano.

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Diferente da última partida, Jair Ventura promoveu um time mais presente ao ataque, com dois jogadores abertos na beirada – Dalberto e Toró – e um na armação, Gustavo, atrás de Mikael. Assim, o 4-2-3-1 proposto mostrou ser ofensivo, mas tendo os mesmos espaços cedidos na defesa de outros jogos na temporada.

Formação inicial dos leoninos na Ilha (Feito no Tactcial Pad)

COMO FOI

O jogo começou bastante semelhante ao último dentro da Ilha e o Sport foi à zona ofensiva, mas viu o Confiança equilibrar o ritmo. Apesar de não mostrar poder criativo, pressionou com linhas altas e deixou o Dragão mais recuado, conseguindo boas oportunidades. Em uma delas, após escanteio na entrada da pequena área, Gustavo obrigou Rafael Santos a espalmar; o rebote ficou no pé de Ewerthon, que mandou próximo à trave direita.

No lance seguinte, o castigo veio aos leoninos. Maidana dormiu na marcação e Robinho fez grande jogada na esquerda, tocando para Bruninho completar. Ansioso ao atacar, o Leão não conseguiu ser efetivo na criação, mesmo que postado no 4-2-3-1, tendo amplitude entre os jogadores abertos nas pontas e com intensidade na cabeça de área.

Um novo vacilo defensivo quase custou caro para aumentar o caos antes do intervalo. Maidana derrubou Robinho na área e a arbitragem marcou pênalti. O mesmo Robinho bateu, contudo o goleiro do Leão fez a defesa; na sobra, a bola explodiu no travessão em finalização de Cristiano. E tudo piorou quando Ronaldo recebeu o cartão vermelho direto, injustamente, além de um pênalti não marcado.

Rubro-negros formando um 4-2-3-1 (Imagem: Nordeste FC)

Para a etapa final, Jair Ventura optou por tentar corrigir os erros e manter a postura, promovendo saídas de Ewerthon, Marcão e Toró, acionando Patric, Betinho e Maxwell, respectivamente. As substituições deixaram o time mais intensos ofensivamente, principalmente em jogadas envolvendo o estreante da noite.

Após boa triangulação ofensiva, Maxwell recebeu passe em movimentação no ataque e chutou sobre o gol. Logo depois, Gustavo ficou com a sobra no corte errado da defesa e tentou finalizar, mas a bola desviou na marcação e Rafael Santos afastou com a ponta dos dedos. Patric chuta colocado após sobra do escanteio e a bola saiu com muito perigo.

Thiago Neves e Neílton ainda entraram nos lugares de Gustavo e Dalberto na tentativa de dar maior presença ao setor ofensivo, porém o poder criativo se manteve abaixo das expectativas. Com o Proletário totalmente acuado sem se arriscar, coube aos rubro-negros tentarem com o camisa 30, contudo não foi eficiente na finalização.

Leoninos no ataque em busca do gol (Imagem: Nordeste FC)

Crédito da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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Santa Cruz na Copa do Nordeste: como joga taticamente o Fortaleza

Por: Felipe Holanda

A última cartada do Santa Cruz na Copa do Nordeste. Ainda sem destilar seu veneno na Lampions, a Cobra Coral tem duelo de vida ou morte com o Fortaleza e precisa urgentemente da vitória para seguir com chances reais de classificação à segunda fase. Confronto acontece nesta terça-feira (23) às 21h30, no Castelão, pela quinta rodada da Lampions.

Para não ser eliminado* de forma precoce do Regional, o tricolor só pensa no resultado positivo, mas deve ter vida dura pela frente. Separamos para a torcida do Mais Querido tudo sobre o próximo adversário: prováveis formações táticas, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Leão do Pici.

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A escalação cearense, como o técnico Enderson Moreira vem rodando o elenco, não é fácil de cravar. Mas a tendência é a manutenção do 4-2-3-1 com o meio de campo preenchido e muita amplitude para quebrar as linhas rivais. Neste caso, Enderson pode utilizar algumas mudanças pontuais como teste.

Provável formação dos tricolores cearenses (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

O Fortaleza deve ter o arsenal renovado no embate com a Cobra. Sem Wellington Paulista, há a expectativa de que Robson e David sejam poupados, dando lugar a Romarinho e Oswaldo. Igor Torres e Isaque também podem aparecer entre os titulares.

Independente das peças a serem utilizadas, o Leão é muito incisivo no ataque, geralmente formando uma trinca mortífera lá na frente. Com muita movimentação e sem posição fixa, a equipe de Enderson consegue envolver o adversário e criar chances reais de perigo com poucos toques na bola; outra opção é explorar o 4-2-2-2 em situações ofensivas.

Além dos pontas, os laterais também são primordiais no apoio, sempre buscando os espaços vazios na marcação rival. Por outro lado, essa subida acaba proporcionando brechas lá atrás e é por lá onde os adversários vêm criando a maioria de suas oportunidades.

Trinca ofensiva do tricolor diante do Ceará (Imagem: Nordeste FC)

COMO DEFENDE

O Fortaleza costuma marcar por zona, costumeiramente explorando o tradicional 4-2-3-1 e pressionando a posse adversária a todo instante. Os cabeças de área são os encarregados de dar o primeiro combate, enquanto os zagueiros ficam à espreita na proteção e os laterais fecham os espaços pelo lado.

Sem abdicar de atacar, o time treinado por Enderson tende a adiantar a marcação ao campo de ataque em busca de um desarme e, fatalmente, o contragolpe. A estratégia acabando forçando os rivais a abusar das jogadas laterais. Com isso, perdem em ímpeto ofensivo.

A grande falha da defesa leonina é a pouca agilidade na transição, principalmente em casos de perda de bola. Dessa forma, mostrou dar espaços para o oponente progredir a posse e levar perigo à meta de Felipe Alves, como aconteceu diante do Ceará.

Vacilo defensivo contra o Vozão (Imagem: Nordeste FC)

PARA FICAR DE OLHO

Felipe Alves (GOL) – Uma espécie de técnico dentro das quatro linhas. Com sua liderança, o goleiro é peça fundamental no funcionamento tricolor, seja com suas defesas ou com a saída de bola. Felipe é sempre o primeiro encarregado de iniciar a transição ofensiva do Fortaleza, tendo um bom aproveitamento nos lançamentos longos.

Quintero (ZAG) – Um homem de confiança para Enderson Moreira. Capitão do time, Quintero é o principal alicerce da defesa do Leão do Pici, geralmente se posicionando bem e com desarmes precisos pelo alto e também pelo chão. Mesmo com a rotatividade nas escalações, deve ser mantido entre os 11.

Romarinho (ATA)– Após ficar de fora do clássico frente ao Ceará, Romarinho deve iniciar jogando contra o Santa Cruz. Podendo atuar de pivô ou de extremo, ele é um dos mais perigosos da equipe do Pici. Além de ágil, costuma perder pouquíssimas chances de gol e deve inspirar cuidados da marcação coral.

*Com zero pontos, o Santa Cruz estará virtualmente eliminado do Nordestão. Precisaria vencer todos os três jogos remanescentes e torcer por uma combinação improvável de resultados.

Créditos da foto principal: Bruno Oliveira/Fortaleza EC