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Santa Cruz na Série D: como joga taticamente o Sergipe

Por: Ivan Mota

Um Diabo rubro faiscando na frente da Cobra Coral. De olho na classificação, o Santa Cruz tem compromisso marcado com o Sergipe para somar mais três pontos e “quebrar as vidraças” do G-4 do Grupo A4 na Série D do Campeonato Brasileiro. Duelo acontece neste domingo (29) às 16h, na Arena Batistão, pela 7ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário tricolor: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Gipão.

O TIME

O técnico Rafael Jacques terá a importante volta do lateral-direito Chiquinho para o jogo, pois se recuperou de uma lesão. Outra novidade pode acontecer na outra lateral; Elivelton, meio-campista de origem, disputa com Gilmar por uma vaga na posição. Um possível desfalque é o atacante Tales, que deixou a última partida lesionado e Philip deve ser o substituto, mantendo o 4-4-2.

Provável escalação alvirrubra para o duelo (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Atualmente na lanterna, os sergipanos têm o pior ataque do Grupo A4, com apenas quatro gols marcados nas seis rodadas que disputou. Quando parte para o campo adversário, pode se armar num 4-3-3 tendo apoio de um dos laterais, praticamente formando uma linha de quatro no meio de campo. Doda costuma jogar mais centralizado, sendo o principal criador de jogadas.

Colorado avança apoiado pelos lados do campo (Imagem: InStat TV)

“Com a recente troca de treinadores, ainda é difícil identificar as características do Sergipe. Porém, certo é que segue sendo um time com muita dificuldade na transição ofensiva e tem na bola aérea a sua melhor arma de todas”

Fabrício Santos, repórter na ITTV

Outra possibilidade, principalmente nos contragolpes, é formar um 4-2-3-1 tradicional e os homens mais avançados podem variar no posicionamento. Geralmente Paulinho Simionato é quem atua mais avançado, fazendo Tales, Doda e Elivelton ficarem na linha de três e responsáveis por fazer criação das jogadas. As bolas paradas, no entanto, são a principal arma do Gipão, já que todos os gols tiveram origem em lances desse tipo.

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Equipe alvirrubra contra-atacando no 4-2-3-1 (Imagem: InStat TV)

COMO DEFENDE

Os números defensivos, por outro lado, são mais animadores. Apenas cinco gols sofridos em seis partidas e dois jogos seguidos sem ser vazado. O time pode se defender em um 4-3-3, com os volantes e um dos meias recuando para ajudar na marcação, quase formando uma linha de cinco em alguns momentos.

Time de Aracaju se defendendo no 4-3-3 (Imagem: InStat TV)

Outra opção ainda mais defensiva, para quando não tem a posse de bola, é se fechar em um 4-5-1, ficando somente o centroavante sem participar das ações defensivas. Doda, o camisa 10 e meia armador, também recua, mas se posiciona um pouco mais avançado dos outros jogadores, fazendo pressão no início da transição adversária junto ao centroavante.

Diabo Rubro ficando mais compactado sem a bola (Imagem: InStat TV)

“Apesar de ter uma defesa sólida, o excesso de carências no setor ofensivo atrapalha muito também esse setor. A falta de jogadores foi um dos problemas citados por Rafael Jacques, que assumiu o lugar de Daniel Neri, logo durante sua primeira entrevista”

Fabrício Santos, repórter na ITTV

PARA FICAR DE OLHO

Chiquinho Alagoano (LD) – Homem das bolas paradas. O lateral-direito tem sido um dos jogadores mais importantes do time na Série D. Além de um gol marcado em cobrança de falta, também é o cobrador oficial dos escanteios, que renderam dois dos quatros gols marcados pelo Sergipe na competição nacional.

Doda (MEI) – Experiência no meia. O camisa 10 de 35 anos é um dos nomes de mais destaque no time. Responsável pela criação das jogadas, também chega com frequência ao ataque, marcando quatro gols na campanha que deu o título do Campeonato Sergipano de 2022, além de ser um dos garçons da equipe.

Paulinho Simionato (ATA) – Esperança de gols. Apesar de não ter balançado as redes nesta Série D, o atacante de 32 anos, que também pode atuar como ponta, tem experiência na competição e acumula passagens principalmente por vários times do Sul do país, merecendo atenção do Santa Cruz por conta da intensa movimentação.

Créditos da foto principal: Antônio Soares/CSS

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Gosto de quero mais: análise Ituano 0 x 0 Náutico

Por: Mateus Schuler

Na vontade. Tendo atuação segura, o Náutico até tentou, mas não conseguiu sair do empate sem gols diante do Ituano, no Novelli Júnior, nesta quinta-feira (26). Timbu termina Maio sem vencer, amargando um mês sem vencer, após partida pela nona rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Oitava escalação em oito partidas. Foi assim que o Timba entrou em campo, tendo novidades no time titular, mescladas entre opção e forçadas por lesão. A primeira foi na lateral direita, com Victor Ferraz fazendo a estreia entre os 11 iniciais, enquanto Franco ganhou a vaga de Niltinho e deixou a equipe no 4-3-3.

Equipe que iniciou diante do Galo (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida iniciou bastante equilibrada, mas o Náutico tendo maior posse nos primeiros minutos, buscando se impor no ataque. Saindo no 4+2, o Timbu até tentou deixar o Ituano recuado em seu próprio campo, porém o que teve de vontade, faltou em criatividade para levar perigo, chegando sem sucesso ao setor ofensivo.

Nas vezes em que preencheram o setor ofensivo, os alvirrubros formaram um 4-2-3-1, tendo Rhaldney caindo pela direita. Variando entre meio e lados na criação, tiveram o apoio dos laterais, que se revezaram na participação das jogadas. A primeira delas veio justamente após boa troca de passes, com o cruzamento de Rhaldney na cabeça de Franco; Pegorari fez milagre salvando o gol.

Pernambucanos foram pouco criativos na etapa inicial (Imagem: SporTV/Premiere)

Apesar de ter mostrado mais vontade atacando, o Timba teve de realizar sua primeira substituição ainda no primeiro tempo: Luís Phelipe saiu machucado para a entrada de Pedro Victor. Por não estar sendo efetivo ao atacar, o time passou a ficar mais retraído, jogando no erro do Ituano, que passou a crescer no confronto.

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Alternando entre um 4-4-2 — em maior frequência — e um 4-1-4-1, a equipe comandada por Roberto Fernandes tomou um susto pouco antes da mexida. Kaio cobrou falta na pequena área e Lucas Siqueira chegou para completar, entretanto o impedimento foi marcado corretamente. Já no final, Bruno Bispo derrubou Rafael Elias na área e o árbitro apontou à marca da cal; o camisa 9 mesmo que bateu, porém Lucas Perri voou para defender e manter o empate sem gols ao intervalo.

Marcação ainda deu brechas para infiltrações do Galo (Imagem: SporTV/Premiere)

Para a segunda metade do jogo, Roberto Fernandes optou por não promover nenhuma nova alteração, repetindo a proposta inicial. Logo aos dois minutos de bola rolando, uma boa oportunidade foi criada e levando perigo ao gol do rubro-negro paulista: Jean Carlos cruzou na primeira trave após a sobra pela esquerda e Franco desviou no contrapé de Pegorari, que observou a bola sair pela linha de fundo.

Deixando tudo equilibrado, o Timba foi se adaptando ao ritmo do confronto e aos poucos passou a aparecer mais no último terço do campo. Trocando os passes em velocidade, permanecendo a saída com os volantes apoiando a primeira linha, achou espaços na marcação adversária e voltou a assustar. Léo Passos tentou sair driblando pela direita e serviu Jean Carlos na entrada da área, que dominou e chutou próximo à trave esquerda.

Início da transição se manteve na segunda etapa (Imagem: SporTV/Premiere)

Para renovar o fôlego do meio-campo e chegar ainda mais incisivo tendo a bola, além de reforçar a marcação, o Timbu teve duas substituições. Ralph e Franco foram sacados, tendo Djavan e Nascimento entrando em suas vagas, respectivamente. Apesar de sólido num 4-4-2 ao defender, o Náutico evoluiu na fase ofensiva, conseguindo chegar intensamente.

E foi em uma dessas chegadas que quase abriu o placar, pela terceira vez só durante os últimos 45 minutos, explorando os erros do Galo. Victor Ferraz saiu ao ataque caindo pelo lado oposto de origem, pegou a sobra de um lateral e, da intermediária, deixou Lucas Nathan para trás e mandou uma bomba, que Pegorari se esticou todo para afastar. Quem garantiu o zero no marcador até o fim, contudo, foi Pacheco após cabeceio de Camutanga em escanteio dos pés de Jean Carlos.

Defesa mostrou solidez para neutralizar paulistas (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Fernando Roberto Teixeira/Ituano FC

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Bicador: o que esperar taticamente de Hugo Cabral no Santa Cruz

Por: Ivan Mota

Um “bico”. Sem marcar há quase três anos — a última vez foi em agosto de 2019 —, Hugo Cabral, também conhecido como “Pica-Pau”, chega ao Santa Cruz para reencontrar os melhores dias no futebol e ser mais uma opção ofensiva no esquema de Marcelo Martelotte. Hugo já defendeu vários times do Nordeste, entre eles, o Náutico; seu último clube foi o Volta Redonda, onde disputou o Campeonato Carioca.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar de Hugo Cabral no Mais Querido, com principais características, estilos de jogo, números e como o reforço pode se encaixar no time de Leston Júnior.

COMO SE ENCAIXAR TATICAMENTE

Centroavante de origem, Hugo Cabral também pode atuar como atacante de lado, pelas pontas esquerda ou direita do setor ofensivo. Como o Santa Cruz atualmente conta com dois atacantes de área, Raphael Macena e Rafael Furtado, o novo reforço deve se encaixar pela beirada do campo.

Mantendo o 4-2-3-1 que Leston Júnior vem utilizando nos último jogos da Série D do Campeonato Brasileiro, Hugo pode se encaixar no lado esquerdo do ataque, função que atualmente é desempenhada por Matheuzinho. Por ser destro, esse posicionamento facilita sua finalização, cortando para dentro e chutando com seu pé principal.

Santa Cruz em seu tradicional 4-2-3-1 com Hugo Cabral na ponta esquerda (Feito no Tactical Pad)

Em situações mais defensivas ou sem a posse de bola, o time pode se postar em um 4-4-2 ou 4-5-1. Nesses momentos, Hugo Cabral auxiliará na marcação, formando a segunda linha ao lado dos meio-campistas e fechando o lado esquerdo de defesa com Dudu Mandai.

4-5-1 com o atacante atuando mais recuado pela esquerda (Feito no Tactical Pad)

NO ATAQUE

Sem balançar as redes desde 2019, Hugo Cabral chega ao Santa Cruz querendo acabar com a má fase e recuperar a confiança. No Volta Redonda, seu último clube, atuava aberto pelos lados, mas podia se aproximar do centroavante no 4-3-3; maioria dos seus passes para finalizações aconteceu pelo setor direito. No Campeonato Carioca de 2022 anotou uma assistência nos dez jogos que disputou.

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Hugo Cabral atuando pelo lado direito do ataque (Imagem: Cariocão Play)

Quando o assunto é finalização, Hugo tem a tendência de atuar pelo lado esquerdo do campo. Praticamente todos os seus chutes pelo Voltaço na temporada foram pelo setor, sendo a maioria deles já dentro da grande área. Porém, a média de chutes na direção correta do gol preocupam bastante, tendo média de apenas 28,6 nas finalizações certas.

Atacante atuando pela esquerda, onde leva mais perigo ao adversário (Imagem: Cariocão Play)

Nesse vídeo vemos algumas finalizações do jogador pelos seus últimos três clubes. Podemos observar com clareza sua preferência pelo lado esquerdo do campo, buscando o corte para o pé direito, além de algumas infiltrações na grande área. Mas a falta de qualidade nos chutes, muitos travados pela marcação, ou mesmo a pouca pontaria em chances claras, precisam ser melhoradas para ter sucesso no Arruda.

NA DEFESA

Hugo Cabral também deve ter papel defensivo pelo Tricolor do Arruda. O time costuma defender com duas linhas de quatro ou no 4-5-1 e o Atacante terá obrigação de recuar ao lado dos volantes quando a equipe ficar sem a posse. Porém, pelo Volta Redonda o jogador não conseguiu realizar nenhum desarme no último Campeonato Carioca.

Novo reforço do Santa Cruz ajudando na marcação com duas linha de quatro (Imagem: Cariocão Play))

CURRÍCULO

Natural de São João de Meriti, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Hugo Cabral chega ao Santa aos 33 anos e com passagens por diversos clubes do futebol nacional. Após iniciar a carreira em times menores do futebol carioca, como Olaria e Macaé, o atacante que teve seus direitos federativos compradas pelo Tombense em 2012, onde passou por uma série de empréstimos até o fim de 2019.

Depois de passagem apagada pelo Ceará, onde disputou quatros jogos na Série B, foi contratado pelo Náutico para compor o elenco no Brasileirão de 2013. O Timbu acabou fazendo uma péssima campanha, terminando na lanterna da competição. Hugo fez 18 partidas, apenas cinco como titular, e anotou dois gols, sendo comandado por Marcelo Martelotte em oito oportunidades. Em 2014 foi campeão da Segundona pelo Joinville, porém atuando em apenas oito oportunidades.

Passando sem muito sucesso por Bahia, Avaí e Criciúma, o jogador teve sua temporada mais goleadora pelo Luverdense, também na Segunda Divisão, quando balançou as redes nove vezes em 2017, chamando a atenção do América-MG. Pelo Coelho, conquistou pela segunda vez o torneio, garantindo o acesso para Série A de 2018, mas não permaneceu no time.

O atleta ainda passou por Ponte Preta, CSA e Cuiabá (onde marcou seu último gol) antes de terminar seu contato com o Tombense, ficando livre no mercado após um período no Ituano. Em 2020 acabou indo para o futebol do Chipre, defendendo o Ermis Aradippou por uma temporada. Em 2021 retornou ao Rio de Janeiro, atuando pela Portuguesa e Volta Redonda.

Arte: MVN Designers

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Náutico na Série B: como joga taticamente o Ituano

Por: Felipe Holanda

Desafio dos grandes. O Náutico tem compromisso decisivo frente ao Ituano e precisa pontuar para se distanciar da zona de degola na Série B do Campeonato Brasileiro — diferença na tabela é de apenas um ponto, oito contra nove. Confronto acontece nesta quinta-feira (26) às 21h30, no Novelli Júnior, em Itu, pela 9ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais do Galo de Itu.

O TIME

Alterações à vista. Velho conhecido, Mazola Júnior tem apenas um desfalque certo para a partida: o atacante Calyson, que cumpre suspensão automática por expulsão frente ao Operário; Aylon, também do ataque, é dúvida. Por outro lado, os volantes Rafael Pereira e Lucas Siqueira, assim como o centroavante Rafael Elias, voltam a estar aptos.

Provável formação inicial dos rubro-negros (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

À procura da batida perfeita. Com nove gols marcados nesta Segundona, o Ituano ainda busca o modelo de jogo ideal em fase ofensiva. A principal estratégia de Mazola Júnior é prezar pelas transições rápidas, geralmente formando um 4-2-3-1 para pegar a defesa rival desprevenida e chegar forte no terço final.

Postura rubro-negra com a bola (Imagem: Sportv/Premiere)

“O time joga mais reativo, buscando se fechar ao máximo para sair em contra-ataque. O centroavante, por ficar mais isolado, espera a transição em blocos para poder auxiliar, seja no pivô para encontrar algum companheiro desmarcado, seja conduzindo as jogadas”

Renato Alves, repórter da Rádio Cidade Itu

Apesar de prezar pouco pela posse, o Galo de Itu constrói bem suas saídas, explorando um 4-3-3 e liberando um pouco mais os pontas para infiltrarem. Dessa maneira, costuma levar perigo nas ultrapassagens, bagunçando o sistema defensivo adversário em caso de sucesso na troca de passes.

Início da construção paulista (Imagem: Brasilerão Play)

COMO DEFENDE

Vulnerável. O Ituano sofreu os mesmos nove gols que fez nesta Série B, figurando como uma das piores defesas do certame, à frente apenas de CRB (13) e Londrina (11). Quando atacado, a tendência é variar entre o — mais costumeiro — 4-1-4-1 e o 4-4-2.

Modelo com apenas o centroavante mais à frente (Imagem: Brasileirão Play)

“Ituano costuma se fechar sempre com duas linhas de 4, mas há uma alternância na distribuição das peças. Ora um dos volantes fica entre as linhas, assim como o centroavante se isola, ora o meia mais armador se aproxima do atacante de área”

Renato Alves, repórter da Rádio Cidade Itu

A depender do resultado e do ímpeto rival, pode utilizar uma segunda linha de cinco, isolando ainda mais o “camisa 9”. Assim, tenta preencher melhor o meio e dificultar a troca de passes por dentro, cobrindo, também, as investidas dos laterais/extremos, já que os pontas recompõem.

Outro exemplo do Galo sem a bola (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Léo Santos (ZAG) – Alicerce defensivo. Com média de 5,8 bolas afastadas por jogo, Léo é quem mais dá segurança ao sistema defensivo do Ituano, geralmente bem posicionado para recuperar a bola. O zagueiro também costuma se aventurar no ataque, somando duas assistências nesta Segundona e sendo o líder do time neste quesito.

Kaio (VOL/MEIA) – Quem mais pensa o jogo. Somando duas participações diretas na Segundona, sendo um gol e um passe para outro, Kaio é uma das principais armas ofensivas de Mazola Júnior. Além disso, dá mobilidade pela ponta direita, tendo a velocidade como um de seus pontos fortes, com média de 64% de acerto nos dribles por jogo.

Rafael Elias (CA) – Artilheiro. Na referência, Rafael é geralmente perigoso no ataque, seja fazendo o pivô para servir os companheiros ou tentando o arremate. Não por acaso, já marcou duas vezes na competição, liderando o Galo de Itu em bolas nas redes ao lado de Aylon. A dupla é responsável por 44% dos tentos assinalados.

Créditos da foto principal: Flávio Torres/Ituano

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Fogo baixo: análise Sport 0 x 1 CRB

Por: Ivan Mota

Esfriando pretensões. Em atuação aquém, o Sport não dançou conforme a música e perdeu do CRB por 1 x 0, podendo sair do G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro após o término da 9ª rodada. Único gol do confronto, realizado nesta terça-feira (24), na Arena de Pernambuco, foi marcado por Anselmo Ramon em cobrança de pênalti.

Para o duelo contra o Galo, Gilmar Dal Pozzo teve apenas o lateral-esquerdo Sander de novidade. O jogador retornou ao time titular, assumindo a vaga de Lucas Hernández, após se recuperar de lesão na face. De resto, o técnico não realizou mudanças e manteve o mesmo time no 4-2-3-1, com Giovanni, Juba e Everton Felipe variando posições no trio de meias mais avançados.

Escalação inicial leonina para confronto na Arena (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Início lento. Com muitas faltas e lances violentos, o início do jogo teve poucas emoções. Sem a bola, o Leão se fechou em seu 4-2-3-1 de base, tendo Juba flutuando entre o meio e as beiradas do campo. O camisa 46 era quem mais buscava iniciar as jogadas ofensivas, porém esbarrou na forte marcação do Galo.

Sport se defendeu no próprio sistema tático base (Imagem: SporTV/Premiere)

E foram os visitantes que abriram o placar. Aos 23 minutos, Guilherme Romão invadiu a grande área pelo lado esquerdo e foi derrubado por Everton Felipe. O artilheiro Anselmo Ramon foi para a cobrança e bateu com força no canto alto direito de Maílson, vencendo o goleiro rubro-negro e dando um banho de água fria nos ânimos.

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Mesmo atrás do placar, o Sport seguiu com muita dificuldade na criação de jogadas, não conseguindo levar nenhum perigo real ao goleiro Diogo Silva, que assistiu ao duelo quase como mero espectador. Além disso, também não conseguiu ter a posse de bola em boa parte do restante da primeira etapa, deixando os alagoanos conseguirem segurar o resultado.

Quando conseguiu partir para cima, permaneceu postado no 4-2-3-1, mas com variações principalmente entre seus pontas. Everton Felipe e Juba até trocaram de posição, contudo não conseguiram surpreender os marcadores e nem servir o atacante Búfalo, que raramente foi acionado para finalizar na etapa inicial.

Sem sucesso, rubro-negros tentaram atacar no 4-2-3-1 (Imagem: SporTV/Premiere)

Os donos da casa voltaram modificados para o segundo tempo. O atacante Kayke entrou no lugar do volante Bruno Matias, deixando Giovanni em função mais recuada e sem perder ofensividade. E o camisa 17 teve boa chance de empatar logo aos 11 minutos, mandando de cabeça com perigo após bom cruzamento de Giovanni. As poucas chances que surgiam eram originadas de bolas mandadas para a área ou em chutes de longa distância.

Com outras alterações, o time partiu para o tudo ou nada, se postando em um 3-4-3 tendo todos os jogadores no campo de ataque. William Oliveira atuou entre os zagueiros, enquanto Thiago Lopes e Alanzinho ficaram ao lado de Ewerthon e Juba, que passou a atuar como ala pela esquerda; todos tiveram responsabilidade de servir o trio de ataque.

Imposição ofensiva nos últimos 45 minutos (Imagem: SporTV/Premiere)

Do meio para o fim, os leoninos se aproximaram do empate, entretanto não tiveram sucesso quando Thiago Lopes pegou a sobra na entrada da área e chutou com desvio na marcação e levou perigo antes de sair pela linha de fundo. Os rubro-negros permaneceram desorganizados e sofreram, assim, a primeira derrota como mandantes na Série B.

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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Sport na Série B: como joga taticamente o CRB

Por: Mateus Schuler

Tapete vermelho. Fazendo boa campanha, o Sport reencontra Daniel Paulista em duelo diante do CRB para se manter no G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Partida entre nordestinos está marcada para esta segunda-feira (23) às 20h, na Ilha do Retiro, pela abertura da 9ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Galo da Pajuçara.

O TIME

Indefinido. Mesmo somando a segunda vitória na estreia de Daniel Paulista, o técnico tem dor de cabeça para confirmar a equipe titular: são duas dúvidas, uma por lesão e outra para definição do substituto de um lesionado. Na lateral-direita, Raul Prata disputa vaga com Reginaldo, pois sentiu dores no joelho, já Uillian Correia e Rafael Longuine concorrem por um lugar no meio-campo no 4-3-3, substituindo Maicon, vetado após lesão no posterior da coxa.

Escalação inicial dos alagoanos não está confirmada (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Com apenas uma partida à frente do CRB, Daniel Paulista já vem dando sua cara. Apesar de vice-lanterna, o time marcou seis gols, o mesmo número do Sport, terceiro colocado na tabela. O Galo é o time que menos produz tendo a bola no pé, já que deu 76 finalizações até o momento, o menor número na competição.

Laterais ajudam na construção ofensiva regatiana (Imagem: SporTV/Premiere)

Os alvirrubros praticamente seguiram na média dos chutes, pois arrematou 10 vezes contra 9,4 de média, muito pela postura proposta pelo comandante. Daniel sinalizou a formação de um 4-2-3-1, tendo o meia central quase como armador, com os meio-campistas apoiados pelos laterais na criação. Outra alternativa é a manutenção do 4-3-3 de base, mas sem auxílio nos lados do campo para infiltrar.

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Meio-campistas tentam dar verticalidade às jogadas (Imagem: SporTV/Premiere)

“A formação da trinca ofensiva e a presença de um jogador no meio para fazer a transição é a principal característica. Além disso, é importante a presença de um centroavante. Anselmo Ramon é o diferencial para conquista de pontos importantes e a expectativa é correspondida desde o Estadual”

Taynã Melo, editor-chefe do Desporto Alagoano

COMO DEFENDE

Ainda que tenha vencido sem ser vazado no jogo diante do Londrina, o Galo da Pajuçara possui números ruins na fase defensiva, sendo a pior defesa por ter sofrido 13 gols. Além disso, é quem mais tem finalizações contra a própria meta, um total de 123, gerando média de 15,4 por partida; na estreia, o novo comandante regatiano limitou o Tubarão a 12 arremates, apresentando uma ínfima melhora.

Defesa busca evitar verticalidade adversária no 4-1-4-1 (Imagem: SporTV/Premiere)

“Bem como a trinca é fundamental ao ataque, a primeira linha de defesa com quatro marcadores é vital. A volta dos volantes é fundamental para desarmar e iniciar assim um contragolpe. Diante do Londrina, foi predominante a marcação organizada no círculo central para neutralizar a movimentação da equipe paranaense”

Taynã Melo, editor-chefe do Desporto Alagoano
Compactação do Galo para fechar o máximo de espaços (Imagem: SporTV/Premiere)

Muito da redução se deve às posturas montadas pelo treinador. Sem a bola, o time ficou, mais frequentemente, no 4-1-4-1, buscando evitar verticalização das jogadas ofensivas dos paranaenses. Outra alternativa, porém fechando brechas para neutralizar infiltrações, é a formação de um 4-5-1 com blocos médio/baixos.

PARA FICAR DE OLHO

Guilherme Romão (LE) – Titular absoluto atuando no lado esquerdo, o lateral é importante tanto na defesa como no ataque, com fator importante para a construção de jogadas e cruzamentos. Com Romão em campo, o CRB ganha muito, principalmente em ofensividade, pois é quem mais aparece para dar suporte no setor ofensivo.

Uillian Correia (MC) – Última contratação da equipe para disputa da Série B, o meio-campista jogou somente em três partidas, mas tem ganho mais espaço e deve ser titular contra o Sport. Sua entrada possibilita uma melhora na qualidade para condução das jogadas, com passes curtos e longos, que procuram jogadores livres, além da experiência.

Anselmo Ramon (ATA) – Com 10 gols feitos em 24 jogos, o centroavante tem a titularidade irretocável por fazer bem o que se pede: gols. Gols importantes na conquista do Campeonato Alagoano e durante a campanha da Copa do Nordeste, sendo eliminado pelo próprio Sport nas semifinais, Anselmo Ramon garantiu a vitória do Galo na estreia de Daniel Paulista e tende a ganhar mais importância com o novo treinador.

Créditos da foto principal: Francisco Cedrim/CRB

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Reativo: análise Santa Cruz 2 x 1 CSE

Por: Ivan Mota

Luz no fim do túnel. Após sair perdendo, o Santa Cruz conquistou virada heroica diante do CSE, ficando a um ponto da zona de classificação no Grupo A4 da Série D do Campeonato Brasileiro. Alemão e Rafael Furtado fizeram os gols do Mais Querido, enquanto Hugo havia aberto o placar, selando o 2 x 1 neste domingo (22), no Arruda, pela 6º rodada.

Muitas novidades. Após estreia com derrota, Marcelo Martelotte até manteve o Mais Querido no 4-2-3-1, porém realizou mudanças em todos os setores: no gol, Jefferson ganhou a vaga de Kléver, já a primeira linha teve Daniel Pereira na lateral direita, Alemão junto a Luan Bueno na zaga e Dudu Mandai caindo pela esquerda. No meio, Elyeser fez a cabeça de área ao lado de Rodrigo Yuri, tendo Fabrício atuando na armação e Wescley na frente junto a Matheuzinho e Raphael Macena.

Escalação inicial coral com muitas modificações (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Primeiro tempo de pouca qualidade, mas grandes emoções. A primeira boa chance da partida foi do Santa Cruz já aos quatro minutos. Luan Bueno ficou com a bola na pequena área após cobrança de escanteio e finalizou direto para fora. Quando não teve a posse, o Tricolor do Arruda se fechou em duas linhas de quatro, tendo Fabrício e Matheuzinho recompondo para ajudar na marcação.

Apesar disso, quem abriu o placar foi o time alagoano. O zagueiro Hugo subiu sozinho entre a marcação e marcou de cabeça depois de tiro esquinado de Júnior Timbó. A resposta coral veio rápida; Fabrício acertou o travessão após receber de Wescley, dominar e dar bom chute. Logo depois, nova chance do empate: Rodrigo Yuri apareceu como um elemento surpresa e finalizou muito perigosamente, parando em excelente defesa de Jerfesson.

Tricolor se defendeu com duas linhas de quatro (Imagem: InStat TV)

O travessão foi carimbado novamente minutos depois, dessa vez no outro lado do campo. Amaral acertou uma bomba e quase ampliou o placar. O Santa, contudo, passou a encontrar muita dificuldade, bem como em outras partidas da temporada, na transição ofensiva, desperdiçando muitos passes na saída de bola.

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Quando conseguiu chegar ao campo de ataque, se armou num 4-4-2, com Daniel Pereira deixando a lateral e aparecendo no meio. Matheuzinho passou a atuar ao lado de Raphael Macena adiantado, já Dudu Mandai tentou dar o apoio pela esquerda; jogadas não fluíram com sucesso e o resultado seguiu o mesmo até o fim da primeira etapa.

Corais partiram ao ataque no 4-4-2 (Imagem: InStat TV)

Para o segundo tempo, Marcelo Martelotte promoveu duas modificações que mudaram o destino do duelo. Edson Ratinho entrou na vaga de Elyeser para jogar na lateral-direita, já Rafael Furtado substituiu o meia Fabrício, formando dupla de centroavantes com Raphael Macena; o Mais Querido voltou melhor e pressionou em busca do empate.

Chegando no ataque, o time avançou tendo Raphael Macena jogando mais recuado, junto a Rodrigo Yuri e Wescley, deixando Furtado isolado à frente. Os laterais também desceram para ajudar mas, aos 12 minutos, logo após uma chegada perigosa do CSE, as luzes dos refletores do Arruda apagaram, que gerou interrupção por 22 minutos.

Donos da casa atacaram num 4-2-3-1 com apoio de Dudu Mandai (Imagem: InStat TV)

Dez minutos depois do retorno da partida, Edson Ratinho bateu escanteio na primeira trave, Matheuzinho desviou e Alemão, de volta ao clube, marcou em sua reestreia e deixou tudo igual. A pressão continuou e dessa vez foi Rafael Furtado quem balançou as redes. O atacante mandou de cabeça após novo cruzamento de Ratinho pela direita.

O Mais Querido conseguiu controlar bem no fim, chegando algumas vezes ao ataque e impedindo avanços dos alagoanos. Quando não tiveram a bola, se fecharam num 4-5-1, deixando apenas Rafael Furtado no campo de ataque. O resultado positivo continuou até o apito final, garantindo assim a segunda vitória dos pernambucanos na Série D.

Cobra Coral se fechou para garantir nova vitória (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

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Desacordado: análise Sousa 3 x 2 Afogados

Por: Mateus Schuler

Cochilo fatal. Após boa atuação no primeiro tempo, o Afogados dormiu no ponto e foi derrotado pelo Sousa por 3 x 2, de virada, ficando distante da zona de classificação de sua chave na Série D do Campeonato Brasileiro. Rogerinho e Toninho Paraíba marcaram em favor do Afogados, mas Natalício, Otacílio Marcos e Caíque deram a vitória ao Dino; jogo foi neste sábado (21), no Marizão, pela sexta rodada.

Os afogadenses entraram com duas modificações no time que foi a campo diante do Retrô, no confronto pernambucano. A primeira delas foi no gol, pois o goleiro Léo foi vetado pelo departamento médico, tendo Lucas Vinícius fora mais uma vez também por lesão. No meio-campo, Paulista foi ausência após cumprir suspensão automática, tendo Índio acionado na sua vaga, repetindo o 4-2-3-1.

Escalação inicial do Tricolor do Pajeú teve duas novidades (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou altamente positiva para o Afogados. Com um minuto de bola rolando, Rogerinho avançou livre e foi derrubado na pequena área pelo lateral-esquerdo Vinícius; ele mesmo cobrou e, em segurança, deslocou bem o goleiro Ricardo para abrir o placar, dando indícios de que a equipe teria um poder ofensivo intenso.

Pelo contrário. Mais retraída, a Coruja jogou o primeiro tempo mostrando ter muita inteligência e com uma marcação sólida. Alternando entre 5-3-2 e 4-4-2, tinha as linhas próximas e bastante compactadas, fechando o máximo de espaços para evitar infiltrações do Sousa, pouco agressivo quando teve a bola.

Afogadenses controlaram ritmo durante primeira etapa (Imagem: InStat TV)

Jogando no erro adversário, os afogadenses conseguiram ampliar o placar nos minutos finais, chegando ao intervalo com mais tranquilidade dentro de campo. Mattheus bateu falta frontal e o arqueiro dos paraibanos espalmou no meio da pequena área; a sobra caiu para Toninho Paraíba, que encheu o pé e não deu chances ao camisa 1.

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Apesar do resultado favorável, o técnico Ito Roque promoveu duas mexidas para o segundo tempo, mantendo o sistema tático. Weverton e Índio foram sacados para as entradas de Roberto e Guilherme, respectivamente, tendo Félix deslocado para atuar na ala direita e Toninho Paraíba junto a Isakiel na cabeça de área; defesa se manteve segura inicialmente.

Tricolor do Pajeú formou 4-3-3 nas poucas vezes que atacou (Imagem: InStat TV)

Atacar no 4-3-3, entretanto, não foi o suficiente para que os pernambucanos voltassem a furar o bloqueio do Dino. Isso fez o Sousa crescer e ficar criativo, mesmo esbarrando no muro sertanejo de início; Maycon recebeu passe pela esquerda, girou e bateu para defesa de Jonathan. Logo em sequência, o gol saiu: Caíque cobrou falta forte, a bola desviou no caminho e saiu do alcance do goleiro.

Dois minutos se passaram e mais uma vez a defesa tricolor dormiu, sofrendo novo “apagão”. Caíque levantou tiro livre no meio da pequena área e Otacílio Marcos cabeceou firme, estufando a rede. Quando tudo pareceu encaminhar para o empate, que estava ruim, os afogadenses tiveram pênalti contra já na reta final, gerando reclamação do lado visitante. Caíque, que não teve nada com isso, fez cobrança de segurança e fechou o placar.

Sistema defensivo se perdeu no fim da partida (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Jefferson Emanoel/Sousa EC

Em destaque

Livre para voar: análise Retrô 3 x 0 Icasa

Por: Ivan Mota

Isolado. O Retrô se mantém firme no topo do Grupo A3 da Série D do Campeonato Brasileiro após vencer o Icasa por 3 x 0, neste sábado (21). Mascote, duas vezes, e Pedro Costa marcaram os gols para a Fênix, na Arena de Pernambuco, em duelo válido pela sexta rodada.

Em relação ao confronto com o Afogados, no último final de semana, técnico Dico Wooley promoveu duas mexidas; o volante e capitão Charles retornou à equipe após cumprir suspensão. Além dele, João Marcos ganhou o lugar de Ruan na ponta direita, enquanto o 4-2-3-1 que vem sendo utilizado ao longo da competição também foi mantido.

Escalação inicial do Retrô para mais um compromisso (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Domínio desde o começo. Os pernambucanos iniciaram a partida com mais posse de bola, buscando controlar o jogo e criar oportunidades para abrir o placar. Pedro Costa foi um dos destaques da primeira etapa, sempre indo ao ataque pela direito para poder finalizar ou servir os companheiros em melhor condição.

Com a bola, a Fênix adiantou suas linhas e dava liberdade para avanço dos laterais, muitas vezes tendo somente um de seus zagueiros atrás do círculo central. Nesses momentos, se postou no 4-2-3-1 inicial, deixando Mascote de homem mais avançado, mas jogando próximo dos pontas e de Radsley, que criou por dentro.

Retrô parte para cima no 4-2-3-1 (Imagem: InStat TV)

O restante da primeira etapa continuou no mesmo ritmo. Os donos da casa tiveram mais posse, levaram mais perigo, porém pararam na marcação dos cearenses. A grande chance até o momento foi do Icasa, quando Mandacaru mandou um forte chute no travessão e ainda desviou em Jean antes de sair pela linha de fundo. Os azulinos acabaram recompensados nos acréscimos. Mayk acertou cruzamento na medida para o artilheiro Mascote completar de cabeça e abrir o placar pouco antes do fim da primeira metade.

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O segundo tempo começou com os visitantes até ensaiando uma pressão e chegando com perigo por pelo menos três ocasiões, mas o Retrô se armou no 4-3-3 quando recuperava para partir em contra-ataque. E foi justamente assim que ampliou o placar. João Marcos avançou em velocidade pelo lado direito, se livrou da marcação e tocou para Mascote anotar seu sexto gol na Série D.

Fênix se defendeu postada em um 4-1-4-1 (Imagem: InStat TV)

Com a vantagem maior em favor dos retroenses, o ritmo da partida diminuiu, gerando menos chances para as duas equipes e o controle da bola voltou à de Camaragibe; quando não teve a posse, se fechou bem no 4-1-4-1. Charles jogou mais recuado, já os pontas João Marcos e Gustavo Ermel se postaram ao lado de Gelson e Radsley. Mascote também ajudou na marcação quando preciso.

Ainda deu tempo para novo tento azulino; aos 45 minutos, novo contragolpe. Pedro Costa recuperou a bola após cobrança de falta do Icasa, tabelou com Diego Cardoso e recebeu na entrada da área, finalizando na saída do goleiro Tanaka, sacramentando mais uma vitória do Retrô e dando números finais à partida.

Pernambucanos avançaram em transição no 4-3-3 (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Marcelo Trajano/Retrô FC Brasil

Em destaque

Santa Cruz na Série D: como joga taticamente o CSE

Por: Ivan Mota

Regra de três. Em mais um importante duelo para seguir vivo na disputa pelo acesso, o Santa Cruz recebe o CSE precisando de resultado positivo diante de sua torcida em busca da segunda vitória na Série D do Campeonato Brasileiro. Bola rola às 16h deste domingo (22), no Arruda, pela 6ª rodada do Grupo A4.

Separamos tudo sobre o próximo adversário coral: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Tricolor Palmeirense.

O TIME

Os alagoanos só deverão ter uma alteração em relação ao time que bateu o ASA, por 3 x 2, na última rodada. Juliano e Marco Antônio disputam a vaga na ponta direita, substituindo Edinho, que foi dispensado após a partida. Já o goleiro Gustavo permanece em recuperação de lesão, tendo Jerfesson, ex-Salgueiro, mantido no 11 inicial; volante Jean Carlos cumpre suspensão por expulsão.

Escalação do Índio Xucuru tem apenas uma dúvida (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Invicto até o momento na Série D, o CSE também é dono do melhor ataque entre todos os times da competição, com 12 gols marcados nos cinco jogos que disputou. Indo para o setor ofensivo, principalmente nos contragolpes, pode se armar em um 4-3-3, tendo Júnior Timbó flutuando entre o meio e o ataque.

Alagoanos mostram muita mobilidade do meio em diante (Imagem: InStat TV)

Já no campo ofensivo, outra possibilidade é permanecer formado em seu tradicional 4-2-3-1. Os volantes participam da armação, jogando recuados em relação à linha de três no meio de campo, que fica postada próxima ao centroavante. Os laterais também possuem liberdade para avançar, sendo mais comum pela esquerda.

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Manutenção do sistema tático é alternativa com a bola (Imagem: InStat TV)

COMO DEFENDE

Em contraste aos excelentes números ofensivos, o CSE possui a terceira pior defesa da Série D, sendo vazado por 11 vezes nas cinco primeiras rodadas e levando gol em todos os jogos que disputou. A equipe pode se defender em um 4-3-3, deixando o trio de atacantes avançados e Júnior Timbó junto aos volantes.

Tricolor Palmeirense mostra problemas de compactação (Imagem: InStat TV)

Outra possibilidade para quando não tem a posse da bola é se fechar em um 4-4-2 clássico. Um dos pontas e o meia recompõem próximo aos volantes e formam as duas linhas de quatro, deixando o outro extremo atuando ao lado do centroavante, buscando fechar o máximo de espaços para infiltrações do time adversário.

Marcação alagoana pode ficar em duas linhas para segurar ímpetos (Imagem: InStat TV)

PARA FICAR DE OLHO

Amaral (VOL) – Capitão. Com passagens por Flamengo, Vitória e CSA, o experiente volante de 34 anos chegou ao CSE nesta temporada e já se tornou uma das lideranças do time em campo. Mostrando forte poder de marcação, é um dos pilares da equipe, principalmente defensivamente, já que controla o ritmo do meio-campo.

Júnior Timbó (MEI) – Camisa 10. Com passagem apagada pelo Náutico em 2018, o meia de 31 anos vem tendo grande início de Série D, marcando três gols em quatro jogos. Além da fase artilheira, também é o maestro do time, responsável pela armação de jogadas e pela bola parada, sendo o jogador mais criativo.

Matheus Régis (PE) – O artilheiro. O jovem de 22 anos é um dos atletas que mais balançaram as redes na Série D até o momento. Foram quatro gols em cinco partidas. Atuando pelo lado esquerdo do campo, o destro tem como a principal característica o corte para dentro no momento do arremate, sendo muito perigoso.

Créditos da foto principal: Ítalo Ramon/CSE

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Nem vermelho, nem azul: análise Náutico 1 x 1 CSA

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Saldo insuficiente. O Náutico ficou no prejuízo após empate com o CSA, perdendo chance de se distanciar da zona de rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro. Victor Ferraz fez o gol alvirrubro no segundo tempo, enquanto Giva, ainda na primeira etapa, completou o 1 x 1 nesta quinta-feira (19), nos Aflitos, em duelo válido pela 8ª rodada.

Na prancheta tática, Roberto Fernandes utilizou a sétima escalação diferente em sete jogos à frente do Timbu na temporada. As mudanças em relação ao confronto contra o Cruzeiro foram duas: entradas do atacante Léo Passos na referência, assumindo posto de Amarildo, e do ponta direita Niltinho, que foi o substituto de Djavan; estratégia teve dois volantes ao invés de três.

Comandante alvirrubro ainda não conseguiu repetir time inicial (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bastante estudada, apesar do CSA mostrar mais ímpeto e surpreender o Náutico nos minutos iniciais. Tendo menos posse de bola, os alvirrubros viram o Azulão criar a primeira boa oportunidade num compasso lento, explorando o jogo meio fora de sintonia. Gabriel cobrou falta com força na entrada da área e Lucas Perri espalmou, evitando ainda o rebote.

Inicialmente, a estratégia Timbu foi se fechar no 4-2-3-1, flertando ao 4-2-4, ficando mais retraído em seu próprio campo, atraindo o adversário e ficando pressionado. Nas tentativas de atacar, formou uma saída em 4+2, cabendo à dupla de volantes sustentar ajudando a primeira linha. Ainda assim, tendo o 4-4-2 sem a bola, a defesa falhou depois de escanteio cobrado na pequena área; Wellington furou a finalização, mas Giva não falhou e completou para o gol.

Postura dos pernambucanos sem a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

Indícios de reação. O Timba adiantou a marcação para o 4-3-3 e, por muito pouco, não chegou ao empate por mais de uma vez. Na primeira, Léo Passos desarmou no setor ofensivo e serviu Rhaldney na entrada da área, que bateu firme e Marcelo Carné fez a defesa. Depois, a zaga saiu jogando errado, Jean Carlos foi para cima, driblou o goleiro e só não marcou após desvio salvador do zagueiro Lucão.

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A insistência ainda gerou um último lance na reta final do primeiro tempo com Bryan, que fez o lance individual pela direita. O lateral deixou a marcação alagoana para trás e chutou cruzado, parando também no arqueiro azulino. A insistência não foi suficiente para conseguir tirar a vantagem dos visitantes.

Donos da casa em transição ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Para o segundo tempo, Roberto Fernandes buscou corrigir os erros ofensivos e realizou duas alterações: Leandro Carvalho e Pedro Vitor foram acionados nos lugares de Luís Phelipe e Niltinho. O time voltou com gás renovado: Bryan avançou pela direita e cruzou na medida para Rhaldney, que cabeceou firme para Carné defender.

Mais animado, o Timba tentou se impor no campo de ataque, formando um 1-4 — por vezes — tendo apoio dos laterais para poder encurralar o Marujo. O roteiro, porém, seguiu o mesmo, e Lucas Perri precisou fazer nova boa defesa após finalização colocada de Rodrigo Rodrigues, afastando o perigo usando a ponta dos dedos.

Imposição no ataque durante etapa final (Imagem: SporTV/Premiere)

Se impondo cada vez mais, o Timba teve mais uma mudança em campo, no entanto forçada: Bryan saiu sentindo dores no joelho e Victor Ferraz entrou na lateral direita. Ainda assim, a alteração não surtiu efeito imediato, pois o CSA se fechou bem e não deu brechas para infiltrações dos pernambucanos, que buscaram o máximo de espaços.

Na reta final, a pressão persistiu, inclusive após Franco e Amarildo entrarem e substituírem Ralph e Léo Passos, respectivamente. E aí enfim a torcida foi ao delírio. Leandro Carvalho cobrou o escanteio na primeira trave e Victor Ferraz, como uma bala, se antecipou aos defensores adversários e testou no fundo do barbante.

Consistência na marcação foi fundamental para evitar derrota (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente o CSA

Por: Felipe Holanda

Baião versus música clássica. Afinados na tabela — têm sete pontos cada —, Náutico e CSA fazem confronto direto para se afastar da zona de rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro. Clássico nordestino contra o Z-4 acontece nesta quinta-feira (19) às 21h30, nos Aflitos, válido pela 8ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais do Azulão do Mutange.

O TIME

Orquestra desfalcada. Para o duelo diante do Timbu, o técnico Mozart não poderá contar com o atacante Osvaldo em virtude de uma lesão na parte posterior da coxa direita. Sem ele, a tendência é que o comandante mantenha o esqueleto tático da equipe, tendo Felipe Augusto ou Dalberto na disputa pela vaga como única mudança; volantes Geovane e Gabriel Tonini, lateral-direito Cedric e atacante Clayson continuam de fora.

Provável formação inicial dos alagoanos na partida (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Desafinado. Marcando apenas três gols em toda a Segundona, o CSA amarga o pior ataque da competição ao lado da Ponte Preta. Nas poucas vezes que consegue levar perigo à defesa rival, costuma montar um 4-3-3 que tem a transição rápida e a velocidade dos extremos como principais armas ofensivas.

Postura do Marujo no terço final (Imagem: Premiere)

“O time pena para marcar um gol. Grande parte é pelo fato do técnico Mozart Santos não contar com todo o elenco à disposição e não poder escalar os jogadores de acordo com o que eles costumam fazer de melhor. Sem Geovane, lesionado, Giva Santos assume a função de primeiro volante, mas o jogador atua como segundo volante, tendo como melhores qualidades receber o passe para dar sequência ao meio-campista”

Taynã Melo, editor-chefe do Desporto Alagoano

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Outra opção para o comandante azulino é valorizar a posse de bola lá de trás, formando uma saída 4+1 com a chegada de Giva, liberando os laterais. A consequência direta disto é o aumento na quantidade de cruzamentos e a queda nas infiltrações ou jogadas trabalhadas pelo corredor central. Ponto fraco.

Estratégia em que o Azulão não vem tendo resultado positivo (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Se o ataque não consegue ler as partituras do treinador, a defesa teve atuações que podem ser consideradas positivas. Ao todo, o CSA sofreu cinco gols na Série B, sendo a defesa menos vazada dos quatro clubes que estão no Z-4, à frente de Guarani (6), Tombense (8) e CRB (13), geralmente se fechando no 4-4-2 sem a bola.

Alagoanos se fechando na defesa (Imagem: Premiere)

“O momento só não é pior porque a defesa tem se comportado bem, principalmente a dupla de zaga. A segurança encontrada em Lucão e Werley dá um pouco mais de tranquilidade tanto no apoio como na marcação. Na construção de jogadas, o goleiro Marcelo Carné tem encontrado mais tranquilidade em iniciar o jogo, uma vez que os defensores já acionam os laterais ou volantes, o que não o coloca em situação arriscada”

Taynã Melo, editor-chefe do Desporto Alagoano

Geralmente bem postada, a equipe sofre poucos chutes de fora da área, justamente pela barreira montada no campo de defesa. Porém, ainda que tenha reduzido a falta de compactação e o espaço entrelinhas, as infiltrações do adversário por dentro são um problema recorrente, mesmo se postando num 4-1-4-1.

Azulinos tentando povoar melhor o meio ante o América-MG (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Werley (ZAG) – Peça fundamental. Titular desde o começo da temporada, Werley tem obtido estabilidade física para participar da maioria das partidas do clube em 2022. O zagueiro é importante nos desarmes e na proteção ao goleiro Marcelo Carné, além de ser proativo na construção de jogadas. Faz o básico, mas bem.

Diego Renan (LE) – Usado na lateral-esquerda quando Ernandes sentiu dores na coxa, Diego Renan assumiu a posição e foi bem. Deu segurança em um espaço que fatalmente seria usado pelos adversários para atacar. Aparece menos no ataque em relação a Ernandes, o que exige maior movimentação do ponta, mas ajuda a manter o bom desempenho do sistema defensivo alagoano.

Gabriel (MEI) – Cérebro do time. Gabriel apresenta altíssimo desgaste, o que interfere diretamente no rendimento do atleta durante as partidas. Porém, apesar de não estar inteiramente pronto em sentido físico, não se pode deixá-lo fora de campo. Todas as jogadas passam por seus pés. O meia é referência em buscar jogo, movimentação e passe.

Créditos da arte principal: Pernambutático, sobre fotos de Tiago Caldas/CNC e Augusto Oliveira/CSA

Em destaque

Fechado com o G-4: análise Novorizontino 0 x 0 Sport

Por: Ivan Mota

Ferrolho rubro-negro. Dono da melhor defesa, o Sport segurou o ímpeto do Novorizontino fora de casa e somou ponto importante para se firmar no G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Empate sem gols aconteceu nesta terça-feira (17), no Jorjão, em duelo válido pela 8ª rodada da Segundona; Leão segue na vice-liderança.

Sem surpresas. Para o confronto contra os aurinegros, Gilmar Dal Pozzo optou por realizar apenas uma mudança da vitória sobre a Chapecoense, já que continuou com desfalques de Bill, Blas, Denner e Sander, todos vetados pelo departamento médico. Giovanni ganhou oportunidade como titular, sacando Jáderson, e colocando Everton Felipe pela direita no 4-2-3-1.

Escalação inicial rubro-negra para partida em Novo Horizonte (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Começo devagar. Com poucas chances de gols e muitos erros de passe, os primeiros minutos de jogo foram sonolentos. Ainda assim, foram os donos da casa que tiveram mais iniciativa. Quando não teve a bola, o rubro-negro se fechou no 4-4-2, tendo Giovanni jogando mais avançado ao lado de Búfalo, enquanto Everton Felipe e Juba recuaram para formar a segunda linha junto aos volantes.

O Sport até conseguiu chegar poucas vezes no campo de ataque para criar as jogadas, mas esbarrou na boa marcação do Tigre e também nos próprios erros de passe. A principal dificuldade do time foi a transição ofensiva, com a saída de jogo sendo o calo. Assim, a única finalização no gol saiu dos pés de Juba e a finalização de longa distância sequer assustou Giovanni, fazendo a defesa no meio do gol.

Leão se defendeu com duas linhas de quatro (Imagem: SporTV/Premiere)

Essas saídas leoninas variaram entre o 4+2, com a dupla de volantes ficando próxima à primeira linha, e um 3+4, quando William Oliveira se infiltrou entre os zagueiros. Desse modo, os laterais avançaram em liberdade e ficaram ao lado de Bruno Matias e Giovanni, que eram responsáveis por darem a ligação pelo meio.

A grande chance da primeira etapa foi do Novorizontino. Douglas Baggio fez o cruzamento com perfeição para Léo Baiano e o volante, que surgiu sozinho na frente de Maílson, acabou cabeceando junto à trave esquerda. Já na reta final, as melhores oportunidades seguiram em favor da equipe de São Paulo, porém o placar seguiu zerado até o intervalo.

Sport tentou sair para o jogo no 3+4, mas esbarrou em passes errados (Imagem: SporTV/Premiere)

E os paulistas permaneceram sendo o time que mais queria jogo no início do segundo tempo, chegando na grande área e finalizando de longa distância, tendo mais que o dobro de finalizações dos pernambucanos. A quantidade não se traduziu em qualidade, dando pouco trabalho a Maílson, que realizou apenas algumas defesas com segurança.

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Em determinado momento da partida, os visitantes até conseguiram sair do campo de defesa e em alguns momentos ensaiaram uma leve pressão, indo ao ataque num 4-3-3 com avanços dos laterais. Thiago Lopes, que entrou na segunda etapa, atuou como um ponta pelo lado direito, porém, assim como Juba, se postou próximo ao trio de meio-campistas.

Rubro-negros tentaram atacar apoiados pelos laterais (Imagem: SporTV/Premiere)

O confronto permaneceu em seu ritmo monótono e de pouco futebol. Ainda conseguindo levar demonstrar perigo, os aurinegros eram melhores, fazendo algumas jogadas pelos lados do campo, buscando os cruzamentos. Para se defender, o Sport se postou no 4-1-4-1 nas transições do ataque para defesa, com William Oliveira atuando entre as linhas.

Pernambucanos se defenderam postados no 4-1-4-1 (Imagem: SporTV/Premiere)

E os minutos finais ficaram marcados por chegadas do Tigre ao ataque, com Ronald e Rômulo buscando vencer Maílson, mas finalizaram sem qualidade. A melhor chance aconteceu já aos 45 minutos, quando Bochecha aproveitou o rebote defensivo e encheu o pé; a bola passou perto da trave. Apesar das tentativas, o zero não saiu do placar até o apito final.

Créditos da foto principal: Guilherme Veiga/Sport

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Sport na Série B: como joga taticamente o Novorizontino

Por: Mateus Schuler

Melhor defesa versus segundo melhor ataque. Em duelo na parte de cima da tabela, Sport e Novorizontino fazem confronto direto pelo G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro. Embate entre Leão e Tigre acontece nesta terça-feira (17) no Jorjão, às 21h30, na abertura da oitava rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Tigre.

O TIME

Além de Bruno Silva e Bruno Costa, que já estavam fora, o técnico Allan Aal não terá mais uma peça diante dos leoninos. Trata-se do volante Jhony Douglas, que está suspenso após receber o terceiro amarelo na partida contra a Ponte Preta; Léo Baiano deve ganhar a vaga. Na referência, Ronaldo é cotado para iniciar entre os 11, pois marcou o gol da vitória sobre a Macaca e os companheiros de posição não estão em boa fase, mantendo ainda a base do 4-2-3-1 aurinegro.

Time deverá ter apenas duas mudanças da última escalação (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Eficiência. Dono do segundo melhor ataque da Segundona, com oito gols ao lado do Sampaio Corrêa e atrás apenas do Bahia, o Novorizontino vem se mostrando bastante letal ao finalizar. Apesar de ser o quinto time que menos chuta, tem balançado as redes a cada três arremates, o melhor aproveitamento da competição.

Início da construção ofensiva dos paulistas (Imagem: SporTV/Premiere)

Por dificilmente apostarem na ligação direta, os comandados de Allan Aal buscam sair jogando ainda no campo defensivo, formando uma saída em 4+2 para dar sustentação à transição. Do meio para frente, o desenho varia pouco, pois performam geralmente no 4-2-3-1 de base, com a possibilidade ainda de um 4-3-3, dando mais fluidez pelo meio.

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Tigre tem manutenção do sistema tático quando ataca (Imagem: SporTV/Premiere)

“Quando quer ser mais incisivo, Allan Aal usa Lucas Tocantins ou Hélio Borges no mesmo setor, dois atacantes rápidos. No meio, Jhonny Douglas e Bochecha são volantes de construção, bom passe e chute de longa distância, mas se projetam muito pouco e quase não pisam na área”

Felipe Modesto, repórter na TV Tem

COMO DEFENDE

Defensivamente, porém, os números não merecem tantos elogios. Mesmo sem figurar entre os que mais sofrem finalizações, a defesa aurinegra foi vazada por sete vezes nesta Série B em cinco dos sete jogos disputados até o momento; únicas partidas que mostrou solidez foram contra o Vila Nova, na estreia, e diante da Ponte Preta, na última rodada.

Aurinegros buscam formar duas linhas de 4 ao ficarem sem a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

Assim como nos trabalhos mais recentes, o técnico Allan Aal não tem feito muitas inovações, tendo as duas linhas de 4 como principal característica. Por jogar mais reativamente, o Tigre forma — frequentemente — um 4-4-2 de blocos médios, induzindo o adversário ao erro; outra opção é ficar no 4-1-4-1, aproximando as peças e dando compactação ora pelo meio, ora na beirada.

“Ligger e Filemon se firmaram na zaga, assim como Romário na lateral esquerda. Na lateral direita, os Felipe, Albuquerque e Rodrigues, têm brigado por um espaço. Ainda assim, o Tigre é um time que consegue baixar as linhas para sair em transição e dificilmente faz pressão alta, no máximo em bloco médio”

Felipe Modesto, repórter na TV Tem
Gremistas buscam o máximo de compactação para fechar espaços (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Ligger (ZAG) – Com histórico de acesso e título na Série B, o defensor é um dos pilares – senão o pilar – do setor. A experiência não apenas na competição, mas também no futebol nacional, vem sendo um dos seus trunfos; não por acaso, tem média de duas interceptações, líder da equipe no quesito.

Diego Torres (MEI) – Destaque do CRB nas últimas temporadas, o meia é o responsável por pensar as jogadas. Apesar de ainda não ter caído nas graças do torcedor, colaborou dando uma assistência, buscando retornar ao status de homem de bola parada; seus chutes de média distância também são opção no ataque.

Ronaldo (CA) – Ex-jogador rubro-negro, o centroavante não deixou saudades na Ilha do Retiro. Desde então, vem sendo essencial aos times, balançando as redes ou fazendo o papel de pivô. Contratado pelo Tigre para a Série B, fez gol já no último jogo, marcado por ser sua estreia pela equipe.

Créditos da foto principal: Pedro Zacchi/Novorizontino

Em destaque

Carroça de pio: análise Retrô 1 x 1 Afogados

Por: Mateus Schuler

Nem lá, nem cá. A Coruja tentou surpreender, mas a Fênix voou para buscar empate em 1 x 1 e embolar de vez o Grupo A3 da Série D do Campeonato Brasileiro. Paulista foi às redes pelo Afogados, já Mascote fez o gol do Retrô neste domingo (15), na Arena de Pernambuco, em partida válida pela quinta rodada.

Para o confronto, Dico Wooley até manteve o 4-2-3-1 que vem utilizando nos azulinos, porém promoveu três novidades entre os titulares: Warian no lugar do suspenso Charles, Ruan substituindo Renato e Gustavo Ermel de volta aos 11 após lesão. Já os afogadenses tiveram o retorno de Airton Júnior depois de cumprir suspensão e Rogerinho substituindo Juffo, expulso no último jogo.

Escalações iniciais de azulinos e tricolores (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O duelo pernambucano começou bastante equilibrado, mas com pequena superioridade do Afogados, mesmo jogando longe de seus torcedores. Logo aos três minutos, a primeira chance de perigo: Paulista cobrou falta colocada e forte na entrada da área, parando em defesa de Jean, que se esticou todo para afastar.

E foi explorando um erro na saída do Retrô, formando um 4-4-2 ao ficar sem a bola, que a Coruja conseguiu abrir vantagem no placar. Mayk saiu errado, Toninho Paraíba avançou em liberdade pela direita e serviu Rogerinho, que aproveitou bem o espaço para fazer o cruzamento na medida para Paulista; o camisa 8 dominou e fuzilou o goleiro retroense.

Tricolor do Pajeú optou por postura reativa longe de casa (Imagem: InStat TV)

O gol fez a Fênix acordar em campo, saindo mais intensamente em busca do empate, entretanto faltou poder criativo, pois sequer chegou perigosamente. Mesmo tendo maior posse, os azulinos esbarraram nas próprias limitações e o jogo foi ficando monótono, tendo a intensidade praticamente nula no setor ofensivo.

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Formando o próprio 4-2-3-1 de base, os mandantes passaram a criar melhor as jogadas, faltando pontaria dessa vez. No primeiro lance mais trabalhado, deixou tudo igual no placar: Gustavo Ermel arrancou pela esquerda, tabelou com Mayk e fez cruzamento rasteiro preciso para Mascote; debaixo da barra, o centroavante só teve o trabalho de completar.

Laterais ajudaram meio-campistas na criação de jogadas (Imagem: InStat TV)

Para o segundo tempo, os dois treinadores optaram por realizar alterações, pois a igualdade não era positiva aos dois lados. Pelo time de Camaragibe, Dico Wooley voltou com Yuri Bigode e João Marcos nos lugares de Warian e Ruan, enquanto Felipe foi acionado na vaga de Rogerinho; ambos seguiram na tática inicial.

O equilíbrio voltou a ser a tônica da partida, mesmo com novas mudanças sendo realizadas pelos comandantes. Quem chegou mais perto de somar três pontos foi o Retrô, que chegou a performar no 2-4-4 para povoar melhor o campo ofensivo, tendo apenas a dupla de zaga atrás do círculo central. Em cruzamento de Pedro Costa pela direita, Renan Dutra desviou e parou numa defesaça de Léo, evitando a virada e garantindo o empate ao final.

Somente os zagueiros retroenses ficaram mais recuados (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Raphael Cunha/Retrô FC Brasil

Em destaque

Sem rumo: análise Jacuipense 2 x 0 Santa Cruz

Por: Mateus Schuler

Desnorteado. Na estreia de Marcelo Martelotte, o Santa Cruz desperdiçou chance de ouro para permanecer no G-4 do Grupo A4 da Série D do Campeonato Brasileiro neste domingo (15). No Valfredão, a Cobra Coral foi derrotada pelo Jacuipense, pela quinta rodada, por 2 x 0; gols foram de Ruan Levine e Welder.

Em meio à reformulação no elenco e mudanças pontuais, o Mais Querido foi a campo com duas alterações da vitória ante o Atlético-BA. Na defesa, Dudu Mandai perdeu espaço para Ítalo Silva, enquanto Gilberto voltou a figurar nos 11 iniciais na vaga de Daniel Pereira ao lado de Rodrigo Yuri. Autor de dois gols na última partida, Raphael Macena permaneceu no 4-2-3-1 coral.

Escalação inicial dos pernambucanos teve manutenção do sistema tático (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O confronto começou totalmente favorável ao Jacuipense, que deu pressão sobre o Santa Cruz nos primeiros minutos de bola rolando. Em um dos lances no início, Newton invadiu a área pelo lado esquerdo e soltou o pé, mas Kléver fez importante defesa. Apresentando dificuldades no setor ofensivo, a Cobra Coral voltou a falhar defensivamente: Flávio aproveitou cobrança de lateral e bateu próximo ao gol.

Mesmo retraído num 4-4-2, o Mais Querido demonstrou muitas fragilidades e cedeu espaços para infiltrações do Leão do Sisal. Thiaguinho recebeu passe em liberdade e, sozinho, finalizou forte para intervenção precisa do camisa 1 coral. Os baianos ainda pediram um pênalti em cima de Flávio, que invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro tricolor; arbitragem marcou simulação.

Marcação dos pernambucanos com duas linhas de 4 (Imagem: InStat TV)

Ainda que não fossem criativos ofensivamente, os pernambucanos foram ao ataque formando o 4-2-3-1 de base, tendo os volantes próximos aos demais companheiros de meio-campo. Raphael Macena, isolado, não foi acionado com frequência e nenhuma finalização saiu em direção à meta da Jacupa no primeiro tempo.

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Ao contrário da etapa inicial, o Santa voltou mais disposto a atacar e criou a primeira boa chance da partida logo no começo, mesmo sem substituições no intervalo. Macena foi lançado de frente para a barra, porém esbarrou em defesa do goleiro Mota; no minuto seguinte, Wescley fez um lance individual pela esquerda e rolou para Tarcísio, que isolou.

Sistema base foi mantido nas poucas investidas de ataque (Imagem: InStat TV)

E assim o castigo veio. Depois de troca de passes pelo lado direito, Railan fez o cruzamento preciso na área e Ruan Levine, como uma bala, surgiu na trave esquerda e mandou para o fundo do gol. A desvantagem fez Martelotte fazer três mudanças: Rodrigo Yuri, Tarcísio e Gilberto foram sacados para entradas de Elyeser, Fabrício e Daniel Pereira.

Postado num 4-3-3, tendo meia de ligação e dois volantes no meio, o Tricolor do Arruda passou a ficar mais intenso em busca do empate, entretanto não teve a pontaria calibrada. Em um dos lances, Fabrício dominou na pequena área, se livrou de dois e bateu em cima de Mota. No fim, um novo duro golpe. Thiaguinho tentou cruzar e a bola foi na mão de Luan Bueno; Welder cobrou seguro e sacramentou a derrota pernambucana.

Tricolores foram mais intensos nos 45 minutos finais, mas sem sucesso (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Lucas Pena/EC Jacuipense

Em destaque

Engessado: análise Náutico 0 x 1 Cruzeiro

Por: Felipe Holanda

Sem criatividade. Com poucas variações táticas, o Náutico não conseguiu impor seu futebol dentro de casa e foi derrotado pelo Cruzeiro por 1 x 0, neste domingo (15), nos Aflitos, na 7ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Único gol do jogo foi marcado por Willian; resultado deixa o Timbu ainda mais longe do G-4.

Roberto Fernandes se viu obrigado a realizar várias mudanças na escalação alvirrubra, a começar por Bryan na lateral direita, tendo Thássio no banco de reservas — Hereda, titular da posição, não foi relacionado. Mesmo caso de Júnior Tavares, com um desconforto no tornozelo esquerdo, substituído por Aílton, enquanto Djavan e Ralph formaram dupla de volantes e Rhaldney atuou mais à frente, ao lado de Jean Carlos; Amarildo fez referência ofensiva.

Escalação dos donos da casa (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Foi o Náutico quem deu as cartas nos minutos iniciais, surpreendendo a linha de defesa cruzeirense com muita intensidade. Tendo o apoio dos laterais, formava um 4-2-4 que serviu para construir boas jogadas. Não por acaso, o goleiro Rafael Cabral precisou trabalhar logo cedo, quando Aílton finalizou de fora da área e quase tirou o zero placar.

Postura com Rhaldney caindo pela direita (Imagem: SporTV/Premiere)

Se o Timbu era mais objetivo, o Cruzeiro resolveu “cozinhar” o jogo. Dessa forma, equilibrou as ações, chegando a levar perigo em duas ocasiões de bola parada, com Neto Moura e Daniel Junior. A estratégia sem a bola de Roberto Fernandes foi se fechar no 4-5-1 flertando ao 4-1-4-1, tendo Jean Carlos e Amarildo revezando como homem mais avançado.

Por um triz. A dupla Jean/Amarildo, inclusive, quase protagonizou o primeiro gol da partida. Após boa troca de passes no terço final do campo, o maestro alvirrubro serviu o atacante, “com açúcar, com afeto”, mas Cabral fez mais uma bela defesa para evitar o 1 x 0.

Posicionamento sem a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

Foi um balde de água fria nas pretensões de Roberto. Pouco depois, veio o gol da Raposa. Os mineiros aproveitaram a saída de bola errada de Ralph e Willian Oliveira encobriu Lucas Perri para inaugurar a contagem. No fim da etapa inicial, os celestes quase ampliaram, mas o arremate de Rafa Silva saiu tirando tinta da trave.

A segunda etapa já veio com Roberto substituindo Camutanga por Carlão na zaga por problemas musculares. Pouco — ou quase nada — mudou taticamente, já que a estratégia ofensiva continuou sendo o 4-2-4 variando ao 4-3-3. Mas a efetividade parecia diferente, quando Jean Carlos levou perigo já com dois minutos no relógio; melhor chance, porém, veio dos pés de Aílton, que recebeu cruzamento do próprio Jean e errou o alvo.

Mais um exemplo do 4-2-4. Poucas variações (Imagem: SporTV/Premiere)

Do outro lado, o Cruzeiro seguiu seu modelo de jogo, mexendo apenas algumas peças no tabuleiro de Paulo Pezzolano. Se os visitantes tentaram o segundo gol, os donos da casa mantiveram o esqueleto tático, deixando o 4-1-4-1 cada vez mais claro sem a bola.

O pouco ímpeto criativo permaneceu sendo o calo do Timba até os minutos finais. As entradas de Eduardo Teixeira e Pedro Vitor nas vagas de Luís Phelipe e Ralph, respectivamente, não surtiram efeito. No fim, em mais um lance de bola parada, Jean podia ter mudado o rumo da história, contudo errou o alvo e selou de vez o placar favorável à Raposa.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Santa Cruz na Série D: como joga taticamente o Jacuipense

Por: Ivan Mota

Cova dos leões. Em jogo que marca estreia de Marcelo Martelotte, o Santa Cruz faz confronto direto com o Jacuipense por uma vaga na zona de classificação à segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Bola rola às 16h deste domingo (15), no Alfredão, pela 5ª rodada do Grupo A4.

Separamos tudo sobre o próximo adversário tricolor: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais da Jacupa.

O TIME

Para o duelo contra o Santa, o treinador Rodrigo Chagas só deve realizar uma mudança em relação ao time que foi derrotado pela Juazeirense na última rodada. Fábio Bahia será o substituto de Kaefer, suspenso, e formará a dupla de volantes com Newton, mantendo o esqueleto tático do 4-2-3-1 baiano.

Provável time do Leão do Sisal para o jogo (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Atual vice-campeão estadual, o Jacuipense fez grande campanha na primeira fase, sendo líder na tabela e também no número de gols marcados: 19 em nove partidas. Na competição nacional, o Leão do Sisal balançou as redes seis vezes nas quatro partidas que disputou, geralmente formando um 4-2-3-1 no momento de agredir seu adversário.

Postura dos baianos em fase ofensiva (Imagem: InStat TV)

Outra possibilidade, ainda mais ousada, é se lançar ao ataque armado no 4-3-3 com forte apoio dos laterais, Railan pela direita e Radar no lado oposto. A dupla tem liberdade para chegar ao último terço do campo, enquanto Ruan Levine recua para armar a jogada, sendo o mais encarregado de municiar o trio de frente.

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Leão Grená ataca com avanço dos laterais no 4-3-3 (Imagem: InStat TV)

COMO DEFENDE

Se os números ofensivos são bons, os de defesa não trazem muita confiança. Na Série D, foram seis gols sofridos em cinco jogos; em apenas um deles o time não foi vazado. Sem a bola, a Jacupa pode se fechar em um 4-4-2, com os pontas recuando para atuar ao lado dos volantes, deixando o meia mais avançado ao lado do atacante, que também participam do combate.

Equipe de Riachão do Jacuípe se defendendo em duas linhas de 4 (Imagem: InStat TV)

Outra opção é se postar em um 4-3-3 defensivo, tendo o trio de ataque mais avançado, já no campo ofensivo, no aguardo de um contra-ataque, enquanto os meio-campistas jogam mais próximos da linha defensiva. Apesar da postura, falha mais grave é a pouca compactação apresentada.

Jacuipense também pode se defender no 4-3-3 (Imagem: InStat TV)

PARA FICAR DE OLHO

Mota (GOL) – Experiência debaixo das traves. Aos 37 anos, Mota chegou ao time baiano em 2022 após uma temporada como titular do Sampaio Corrêa na Série B do ano anterior. Ele é um dos líderes do elenco e fez um excelente Campeonato Baiano, sendo um dos destaques da boa campanha.

Ruan Levine (PD) – Velocidade no ataque. Atualmente com 23 anos, Ruan Levine surgiu no Vitória como uma grande promessa, mas nunca conseguiu atingir seu potencial. Após idas e vindas, chegou em definitivo na temporada passada, sendo uma das boas opções ofensivas e de criação de jogadas do Leão do Sisal.

Thiaguinho (PE) – Prata da casa. Aos 24 anos, Thiaguinho iniciou sua carreira no próprio Jacuipense, em 2017. Com muitos empréstimos, incluindo passagens por Bahia e Vitória, o ponta parece ter se firmado na equipe titular na atual temporada, fazendo dois gols em quatros jogos nesta Série D.

Créditos da foto principal: Foto: Hilton Oliveira/EC Jacuipense

Em destaque

Presente de aniversário: análise Chapecoense 0 x 1 Sport

Por: Ivan Mota

Liderança provisória. O Sport chegou ao topo da Série B do Campeonato Brasileiro nesta sexta-feira (13), no aniversário de 117 anos, após vencer a Chapecoense por 1 x 0 na Arena Condá. O gol da vitória rubro-negra foi marcado por Juba, de falta, em jogo válido pela sétima rodada da Segundona.

Para o confronto diante da Chape, Gilmar Dal Pozzo optou pela cautela e não inventou. Os leoninos continuaram escalados no 4-2-3-1, tendo apenas uma mudança da vitória sobre o Tombense na Ilha: Búfalo retornou à titularidade no lugar de Kayke; restante foi o mesmo que iniciou a última partida.

Onze inicial do Sport para o duelo em Chapecó (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Começo bastante equilibrado. Os dois times conseguiram chegar ao campo ofensivo nos primeiros minutos. A Chapecoense levou perigo, principalmente, na bola aérea e, quando avançou, fez o Sport se fechar num 4-4-2. Jáderson e Juba voltaram para formar a segunda linha de quatro junto aos volantes, deixando Everton Felipe um pouco mais próximo de Búfalo.

Mas poucos minutos depois brilhou a estrela de Juba. Em grande fase, o camisa 46 marcou o seu terceiro gol na Série B, vencendo a barreira numa cobrança de falta precisa, mandando a bola no cantinho do goleiro Vagner. Arqueiro alviverde não teve reação e ficou apenas olhando.

Sport se fechou com duas linhas de 4 sem a posse (Imagem: SporTV/Premiere)

Em vantagem no placar, o Leão passou a ficar mais recuado, tendo bastante dificuldade para chegar ao ataque. Enquanto isso, a Chape aproveitou e teve algumas boas chances de empatar, chegando até a mandar finalização na trave direita de Maílson num bom chute de Maranhão, que pegou a sobra na entrada da área.

Quando conseguiram chegar na frente, os rubro-negros se armaram em um 4-2-3-1 com avanço dos laterais, principalmente Ewerthon, já Juba passou a ficar mais uma vez no lado direito, setor do campo onde não tem conseguido manter o excelente nível de atuação na temporada. Apesar dessa pressão, o primeiro tempo terminou com a vitória parcial pernambucana.

Leão parte para cima com apoio dos laterais (Imagem: SporTV/Premiere)

O segundo tempo começou no mesmo ritmo dos minutos finais do primeiro e o Sport, poucas vezes, conseguiu ter a posse no campo ofensivo, deixando as melhores chances serem dos catarinenses. Motivada pelos torcedores, a Chape até seguiu tendo mais a bola, porém sem levar real perigo ao gol de Maílson, ficando refém de bolas áreas e chutes de longa distância.

Tentando sair para o jogo, os rubro-negros utilizaram uma saída 3+3, com o volante William Oliveira recuado entre os zagueiros, dando espaço para que os laterais avançassem e formassem a segunda linha de três junto a Bruno Matias. Nem mesmo a entrada de Giovanni, na vaga de Jáderson, deu mais qualidade à criação de jogadas.

Leoninos durante transição ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Quando não teve a bola, o Leão variou entre 4-4-2 e 4-1-4-1: William Oliveira jogou entre as linhas, deixando Giovanni atuando pelo meio ao lado de Bruno Matias e Everton Felipe retornando às origens, atuando na beirada. E, mesmo tendo mais a posse, a Chapecoense continuou sem assustar Maílson, sendo neutralizada pela boa marcação rubro-negra e sofrendo na falta de poder criativo ofensivo.

Somente nos minutos finais os recifenses conseguiram chegar com perigo, além de controlar o ritmo em tranquilidade já no campo de ataque. Kayke, outro que entrou na etapa final, teve grande chance de ampliar nos minutos finais. Sozinho e na cara do gol, o centroavante não aproveitou o cruzamento preciso de Juba e mandou por cima. Ele ainda acertou a trave após receber de Giovanni, em chute que desviou na defesa, mantendo a vitória pelo placar mínimo até o apito final.

Pernambucanos aguentam pressão no 4-1-4-1 (Imagem: SporTV)

Créditos da foto principal: Liamara Polli/Sport

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Náutico na Série B: como joga taticamente o Cruzeiro

Por: Felipe Holanda

Cuscuz versus Doce de leite. Pernambucano de origem, Roberto Fernandes enfrenta seu primeiro técnico “gringo” pelo Náutico: o uruguaio Paulo Pezzolano, do Cruzeiro. Duelo entre Timbu e Raposa acontece neste domingo (15) às 16h, nos Aflitos, válido pela 7ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um analista, jogadores para ficar de olho e muito mais da Raposa.

O TIME

Mudanças à vista. Sem nenhum atleta suspenso, o treinador uruguaio deve promover novidades na escalação celeste, a começar pela volta do velho conhecido Neto Moura, que não pôde atuar na Copa do Brasil, pois já havia entrado em campo com a camisa do Mirassol. Em contrapartida, Bidu está fora por desgaste; meias Leo Pais e João Paulo seguem se recuperando de lesão.

Provável formação inicial dos mineiros frente ao Timbu (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Triangulação pirâmide. O Cruzeiro costuma ir ao ataque num 3-4-3 que sempre mira transições rápidas e intensidade pelos lados, com os extremos também caindo por dentro para confundir o sistema defensivo rival. Neste cenário, o trio de ataque, formado por Jajá, na esquerda, Luvannor, à direita, e Edu, centralizado, tende a se movimentar bastante, trocando de posições.

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Postura mineira em fase ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

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O início da construção celeste passa diretamente pelos pés do tridente de zaga: Zé Ivaldo, Eduardo Brock, e Lucas Oliveira. Valorizando a posse, a equipe de Paulo Pezzolano explora uma saída 3+2, liberando alas, Bidu e Geovane Jesus, para a profundidade, criando, assim, boa parte de suas chances de marcar nesta Segundona; 3-5-2 também é uma possibilidade com a bola.

Pela Copa do Brasil, Cruzeiro busca espaços nas linhas do Remo (Imagem: Prime Video)

“Apesar da mudança para o 3-4-3, o Cruzeiro manteve padrões na fase de ataque do 4-3-3 utilizado na maior parte da temporada. Sem tantos meio-campistas criativos, a equipe de Pezzolano busca atrair o adversário para o centro do campo e abrir as jogadas para os alas ou pontas no 1×1 e então realizar os cruzamentos para Edu. Ao longo dos últimos quatro jogos, o time teve muito domínio da posse por conta disso e, também, dos volantes controlando esses rebotes para finalizar com mais espaço a partir dos passes para trás”

Gabriel Corrêa, coordenador no Footure

COMO DEFENDE

A Raposa conta com uma defesa cheia de variações. Quando ameaçada, tende a se fechar em uma linha inicial de 5, performando um 5-4-1. O time celeste geralmente apresenta transições rápidas, tendo os três zagueiros fixos na primeira linha, recebendo a companhia dos alas, enquanto os volantes e extremos recompõem na segunda; apenas Edu, o centroavante de referência, fica mais à frente

Compactação cruzeirense (Imagem: SporTV/Premiere)

Geralmente utilizando blocos médios, o “Cabuloso” pode subir a pressão com mais intensidade, utilizando um 4-1 no campo de ataque, sufocando a construção adversária logo no início e, muitas vezes, recupera a posse. Neste cenário, ocorrem deslocamentos rápidos, tirando o máximo possível de tempo do portador da bola.

Subida de blocos do adversário Timbu diante da Chapecoense (Imagem: Premiere)

“Para defender, precisamos falar do momento que o time perde a bola. Já na transição, os jogadores mais próximos da bola pressionam o adversário para tentar recupera-la. A linha de defesa formada por Brock, Zé Ivaldo e Oliveira joga bastante adiantada para limitar os passes curtos e mantém sempre uma superioridade no setor para não sofrer tanto nos contra-ataques. Se não conseguir recuperar, então se recompõe num 5-4-1 ou então, quando o adversário vai realizar um tiro de meta/saída de bola desde a defesa, pressiona em 5-3-2 com um dos pontas ao lado de Edu e o outro formando uma linha no meio-campo”

Gabriel Corrêa, coordenador no Footure

PARA FICAR DE OLHO

Rafael Cabral (GOL) – Vem passando segurança. Se o sistema defensivo do Cruzeiro apresenta bons números — apenas três gols sofridos em seis partidas da Segundona — muito se deve pelas boas atuações de seu goleiro. Arqueiro celeste também chega embalado após quatro defesas de pênalti, na última quinta-feira (12), contra o Remo, pela Copa do Brasil.

Lucas Oliveira (ZAG) – Líder do sistema defensivo ao lado de Eduardo Brock, Oliveira também consegue proteger bem a meta de Rafael Cabral. Além de suas obrigações defensivas, é um dos pilares da construção cruzeirense, com média de 57 passes certos por jogo, somando um aproveitamento de 95,7% na competição.

Edu (ATA) – Perigo constante. Artilheiro da última Série B, ainda no Brusque, Edu mantém o ritmo na Raposa e costuma aparecer em momentos decisivos. Até aqui, já foi às redes duas vezes no torneio, além de um passe para gol, sendo inevitavelmente um dos mais acionados do esquema cruzeirense no terço final.

Arte principal: Pernambutático, sobre fotos de Tiago Caldas/CNC e Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Em destaque

Sport na Série B: como joga taticamente a Chapecoense

Por: Mateus Schuler

À la Jason. Celebrando aniversário, o Sport enfrenta a Chapecoense numa sexta-feira 13 para aniquilar mais uma presa e seguir firme na luta pelo G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro. Jogo dos pernambucanos com os catarinenses está marcado às 21h30, na Arena Condá, válida pela 7ª rodada.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Verdão do Oeste.

O TIME

Quase Força máxima. Com desfalque apenas do zagueiro Victor Ramos, fora por lesão no posterior da coxa esquerda, a Chape deverá ir a campo com a base mantida dos últimos dois jogos, pois Marcelo Freitas não se recuperou a tempo de desconforto na coxa direita. Assim, tendência é a manutenção dos demais que vinham jogando escalação, tendo Ronei e Fernando nas laterais, assim como Betinho formando o meio-campo ao lado de Matheus Bianqui e Lima; Orejuela, Perotti e Maranhão formam o trio ofensivo no 4-3-3 alviverde.

Escalação com uma mudança da última rodada (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Terceira menor média de posse da Série B, com 46%, a Chapecoense é uma das equipes que também menos finaliza, dando apenas 71 finalizações — ao lado do próprio Sport — até o momento. Jogando de modo pouco propositivo ao ter a bola, o time aposta mais na ligação direta quando cria as jogadas; o meio é quem dá fluidez em lances trabalhados.

Meio-campistas ajudam defensores na transição ofensiva (Imagem: Premiere)

Quando consegue controlar mais o ritmo e sair jogando desde o campo de defesa, o Verdão varia a formação da saída constantemente entre 4+1 e 4+3, o que depende do posicionamento dos meio-campistas. Do meio em diante, os alviverdes formam o próprio 4-3-3 de base, ora apoiados pelos laterais na sustentação, ora criando por dentro, mesmo sem armador de origem.

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Sem volante de contenção de origem, Chape aposta em jogadas por dentro (Imagem: SporTV/Premiere)

“Os pontas alternam constantemente os lados. O meio-campo não tem nem primeiro volante, nem meia de armação, que faz os meio-campistas também mudarem de função. Betinho é o que fica mais recuado, enquanto Lima entra com um papel de armador, apoiados pelos laterais quando preciso”

Rodrigo Goulart, repórter no Diário do Iguaçu

COMO DEFENDE

Sem a bola, os catarinenses conseguem ter melhores números por sofrerem apenas 19 chutes certos — de 86 no total — em direção à sua meta. Jogando mais retraído na maioria das vezes, por ter pouca posse, o time catarinense é bastante forte na marcação, mesmo tendo apenas um sistema utilizado em maior frequência.

Alviverdes formam blocos médios para neutralizar adversários (Imagem: Premiere)

O mais comum é a formação de um 4-1-4-1, pois os meio-campistas são de marcação e transição, ficando o mais compactados possíveis. Com blocos médios, o Verdão busca povoar o meio ao máximo, neutralizando as brechas também pelos lados; outra alternativa, mas para pressionar o rival, é ficar no 4-4-2 e deixando as linhas mais altas.

“A dupla de zaga tem muita experiência e demonstra solidez nessa Série B. Já o goleiro Vagner, também experiente, vem se readaptando ao ritmo de jogo, mas busca agregar usando a rodagem pelo país como o trunfo, jogando mais reativamente, mesmo em casa”

Rodrigo Goulart, repórter no Diário do Iguaçu
Marcação dos catarinenses pode adiantar linhas para pressionar saída (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Léo (ZAG) – Experiência. Ao lado de Victor Ramos, o zagueiro forma uma das duplas mais seguras dessa Segundona, pois é a segunda defesa que menos sofreu — três — gols. Muito da solidez defensiva apresentada pela Chape se deve ao bom desempenho do defensor, já que deu 21 cortes, sendo o vice-líder da equipe no quesito, atrás apenas do próprio parceiro de zaga.

Matheus Bianqui (MC) – Principal pilar do meio-campo do Verdão, Matheus é quem mais tem contribuído a favor da equipe na Série B. Artilheiro do time e da competição, com três gols feitos, é um dos melhores aproveitamentos nas finalizações, totalizando seis e 50% de acertos. Além disso, é o líder dos catarinenses nos desarmes por sempre pressionar a saída adversária, tendo 14 no total.

Carlos Orejuela (PD) – Contratado após se destacar pela Ferroviária durante o Paulistão, o equatoriano é um dos jogadores que mais tem movimentado o ataque alviverde. Atuando nos dois lados do campo, Orejuela tem como suas principais armas a velocidade e o drible, ajudando também na criação; até o momento, já deu cinco passes decisivos.

Créditos da foto principal: Tiago Meneghini/Chapecoense

Em destaque

Martelando: o que esperar taticamente de Marcelo Martelotte no Santa Cruz

Por: Felipe Holanda e Ivan Mota

Ouvindo o toque do martelo na poeira. Em meio à crise estrutural, Marcelo Martelotte retorna ao Santa Cruz para tirar “leite de pedra” e recolocar a Cobra Coral de volta à normalidade, missão quase impossível. Ao lado de Martelotte, o também velho conhecido Zé Teodoro será o coordenador técnico; Leston Júnior foi demitido após manifesto em entrevista pós vitória sobre o Atlético-BA.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha taticamente as principais características do treinador, com conceitos, modelos de jogo, pontos fortes e fracos, números históricos, e tudo que se pode esperar da quinta passagem de Martelotte pelo Arruda.

RETORNO COBERTO DE INCERTEZAS

Quase às escuras. Marcelo Martelotte chega a um Santa Cruz em estado calamitoso, do atraso de salários ao futebol apresentado dentro de campo. Um desafio que poucos aceitariam. Coragem não faltou e agora o novo comandante terá que recuperar um grupo de jogadores, descontentes com a saída de Leston, antes mesmo de pensar propriamente na bola.

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Caso todos os atletas permaneçam no Arruda, Martelotte deve dar manutenção ao time que vinha atuando nos últimos jogos, tendo o 4-2-3-1 como esqueleto tático. Três setores são os que geram mais dúvidas no momento. Com a saída de Marcos Martins, Edson Ratinho deve ganhar de vez a vaga na lateral-direita. Outro que aproveitou a chance no time titular foi Raphael Macena, deixando Rafael Furtado, artilheiro em má fase, no banco de reservas. Gilberto, capitão e titular durante toda a temporada, é outro que pode voltar após se recuperar de uma lesão.

Martelotte deve manter o mesmo esquema e time base (Feito no Tactical Pad)

O modelo foi visto com frequência em seu último clube, o Taubaté. Pela Série A-2 do Campeonato Paulista, o comandante demonstrou variações no Burro do Oeste, chegando a formar, também, uma saída de 3 na construção ofensiva, produzindo a maioria de suas jogadas por fora, tendo um meia pensante na criação.

Taubaté de Martelotte postado no 4-2-3-1 (Imagem: Eleven Sports)

CARACTERÍSTICAS DEFENSIVAS

As semelhanças com as características de Leston não param por aí. Sem a bola, as equipes de Marcelo Martelotte tendem a se fechar no 4-5-1 ou 4-1-4-1. Nesses casos, os pontas recuam, atuando ao lado dos volantes e meia, formando a linha de cinco ou de quatro. Gilberto ou Daniel Pereira devem atuar mais recuados, entre os setores de defesa e meio.

Possibilidade mais defensiva para o time coral (Feito no Tactical Pad)

Nos tempos do Burro da Central, Martelotte costumava utilizar um 4-1-4-1 em fase defensiva, ora preenchendo mais o meio, ora bloqueando as subidas dos pontas adversários. A estratégia conta com variações constantes ao 4-5-1 e vem sendo utilizada com frequência pelas bandas do Arruda em 2022. Um ponto a ser aproveitado.

Time do interior paulista se fechando no 4-1-4-1 (Imagem: Eleven Sports)

As duas linhas de quatro em situação de busca por desarme também foi observada com frequência na última passagem do treinador pelo Mais Querido, em 2020. Na época, Martelotte deixou o Arruda com 58,7% de aproveitamento, acumulando 11 vitórias, seis empates e quatro derrotas em 21 jogos.

Tricolor treinado por Martelotte se defende no 4-5-1 (Imagem: DAZN)

CURRÍCULO

Natural do Rio de Janeiro, Marcelo Martelotte surgiu para o futebol como goleiro, atuando inclusive pelo próprio Santa Cruz em 1993, quando foi Campeão Pernambucano, e em 1999. Também passou pelo Bragantino, Sport e Santos, antes de se aposentar em 2002, com 34 anos, pelo Taubaté, clube que o revelou.

Sua carreira fora dos gramados começou em 2004, quando assumiu o Palmeiras Sub-20, onde foi campeão paulista da categoria na mesma temporada. No ano seguinte, se tornou auxiliar técnico do treinador Pintado. A parceria durou até 2009. Porém, Martelotte acabou chamando a atenção do cenário nacional após assumir o time do Santos, de maneira interina, em jogos das temporadas 2010 e 2011, chegando a treinar o Peixe até mesmo na Libertadores.

Antes de chegar ao Tricolor para sua primeira passagem, em 2013, o técnico ainda trabalhou no Ituano. No Arruda, Martelotte teve um efeito imediato, conquistando o Estadual em 2013, após derrotar o Sport na final. Porém, apenas duas semanas depois, deixou o Santa Cruz, que disputava a Série C, se transferindo justamente para o Leão da Ilha, para atuar na Série B, mas não conseguiu repetir o mesmo sucesso e foi demitido na derrota, como mandante, frente ao Icasa.

O ano de 2013 ainda reservaria mais uma passagem pelo trio de ferro do Recife. Marcelo foi contratado pelo Náutico para disputar a reta final da Série A. O treinador permaneceu até o fim da temporada, contudo não conseguiu livrar o Timbu do Rebaixamento. Antes de sua segunda passagem pelo Arruda, em 2015, ainda passou por Atlético Goianiense, onde foi campeão Goiano em 2014, e América-RN.

Seu retorno ao Tricolor aconteceu já em junho, quando o clube estava na zona de rebaixamento da Série B. Sob seu comando, o time conseguiu uma grande reação, acabando como vice-campeão e garantindo o acesso para a Série A de 2016; os fracos resultados no começo da temporada seguinte acabaram o demitindo. A terceira passagem não demorou muito, acontecendo já em 2017, após rápido trabalho pelo Paraná Clube, e, dessa vez, não obteve sucesso, terminando o ano rebaixado para a Série C.

Sua quarta vez pelo Santa Cruz aconteceu em 2020. Antes disso, passou duas temporadas treinando o clube que o revelou, o Taubaté. Ele retornou ao Arruda com a saída de Itamar Schülle que, mesmo vivendo bom momento na Série C, acabou deixando o clube após receber uma proposta mais vantajosa financeiramente. O treinador manteve a boa sequência, deixando o time na liderança do Grupo A, mas falhou em garantir o acesso na fase seguinte, seguindo até o começo de 2021 antes de ser demitido novamente.

Chegando agora para sua quinta passagem, o técnico terá a difícil missão de treinar um clube em grande crise técnica e também política, com o objetivo de conseguir o acesso para a Série C de 2023. Seus últimos trabalhos foram no Manaus em 2020 e novamente no Taubaté, seu último clube antes do retorno.

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

Em destaque

Corujão: análise Afogados 1 x 1 Globo

Por: Mateus Schuler

Sonolento. Após abrir o placar, o Afogados não conseguiu aproveitar as chances que teve e ficou num empate amargo contra o Globo, mas se mantém na zona de classificação à segunda fase na Série D do Campeonato Brasileiro. Anderson Chaves fez o gol da Coruja, já João Aleluia descontou em favor da Águia, selando o 1 x 1 neste domingo (8), no Vianão; confronto válido pela 4ª rodada do Grupo A3.

Os afogadenses foram a campo com duas mudanças após a vitória sobre o América-RN, fora de casa, na última partida; ambas forçadas. Na zaga, Airton Júnior cumpriu suspensão pela expulsão e Guilherme entrou junto a Félix, já o volante Lucas sentiu lesão e Isakiel fez a estreia ao lado de Weverton, dando sequência ao 4-2-3-1.

Tricolor do Pajeú foi a campo com duas estreias (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O confronto começou bastante equilibrado, mas com o Afogados buscando valorizar o fator casa. Indo para cima mostrando mais intensidade, a Coruja foi quem teve a primeira boa chance: Paulista levantou na pequena área na direção de Breninho e, mesmo bloqueado pela marcação, mandou para fora e não aproveitou.

Pouco depois, mantendo o 4-2-3-1 de base ao ter a posse, o Tricolor do Pajeú voltou a assustar a meta do Globo, que ficou mais acuado. Após pressionar a saída, a bola sobrou livre para Juffo pela esquerda; o camisa 10 fez o domínio e finalizou forte sobre a barra, tirando tinta do travessão e dando o primeiro susto.

Depois de tanto pressionarem e deixarem a Águia retraída, os afogadenses abriram o placar, sendo enfim recompensados. Em tiro de meta cobrado na direção de Juffo, o armador abriu na esquerda para Breninho, que fez ótima jogada individual e bateu com força; Iago Hass não encaixou e a sobra caiu para Anderson Chaves só completar.

Pernambucanos tiveram aproximação entre os blocos (Imagem: InStat TV)

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A etapa final, por outro lado, voltou diferente da inicial, mesmo tendo a base que começou mantida. Antes dos dez minutos, tudo já havia ficado diferente, pois Juffo recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Logo depois, Júnior fez o cruzamento na pequena área e João Aleluia completou para o gol, levando a melhor sobre Léo.

Para tentar corrigir os erros e tentar ter a mesma ofensividade de outrora, os pernambucanos tiveram duas mexidas, ambas no ataque. Breninho e Isakiel foram sacados para entradas de Rogerinho e Felipe, respectivamente; time seguiu na mesma proposta, apesar da inferioridade numérica, se fechando em duas linhas de 4.

A melhor chance criada pelos donos da casa, durante todo segundo tempo, veio de maneira despretensiosa, mas sem alterar o placar final. O goleiro Léo cobrou falta ainda no campo defensivo, a bola cruzou o campo inteiro, bateu na pequena área e quase encobriu o arqueiro adversário; atento, Iago Hass tirou usando a ponta dos dedos.

Sistema defensivo afogadense em transição defensiva (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Divulgação/Afogados

Em destaque

Presente de Dia das Mães: análise Santa Cruz 3 x 2 Atlético-BA

Por: Ivan Mota

O Santa Cruz reincorporou a alcunha de “Terror do Nordeste” e venceu o Atlético-BA, de virada, chegando à primeira vitória na Série D do Campeonato Brasileiro. Gols do confronto, realizado neste domingo (8), no Arruda, foram marcados por Raphael Macena, duas vezes, e Matheuzinho pelos corais, enquanto Hadrian descontou para o Carcará.

Leston Júnior escalou o Tricolor com duas mudanças importantes. Edson Ratinho voltou ao time titular na lateral direita substituindo Marcos Martins, fora da partida por conta de contusão na coxa. A outra novidade foi Raphael Macena no comando de ataque, deixando Rafael Furtado como alternativa no banco de reservas. O restante foi o mesmo da derrota por 1 x 0 diante da Juazeirense.

Escalação inicial do Mais Querido (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Primeiro tempo bastante movimentado. A partida iniciou quente no Arruda. Quando não teve a posse de bola, o Santa Cruz se postou no seu 4-2-3-1 de base, com Wescley atuando mais centralizado. E, logo aos cinco minutos, o Tricolor teve uma grande chance. Matheuzinho aproveitou falha da defesa e driblou o goleiro, mas bateu para fora.

E o castigo pela oportunidade perdida veio em seguida. Giovane cruzou pela esquerda e encontrou Hadrian livre entre os zagueiros. O camisa 10 mandou de cabeça tirando de Kléver e abriu o placar. Muito nervosos em campo, os donos da casa até chegaram ao ataque, porém não conseguiram finalizar com perigo.

Corais se defenderam no 4-2-3-1 (Imagem: InStat TV)

Hadrian estava inspirado. Aos 25 minutos, o jogador do Carcará acertou um belo chute da entrada da área para ampliar o placar. Quando tudo pareceu se encaminhar para mais uma derrota, Tarcísio sofreu pênalti após chegada dura do zagueiro Bruno. Raphael Macena foi para a bola e descontou, dando um novo respiro.

Pouco antes de conseguir o empate, os pernambucanos se postaram no 4-2-3-1 também no ataque. E, em contragolpe veloz, Raphael Macena avançou e cruzou na medida para Matheuzinho. Dessa vez, entretanto, o camisa 11 não desperdiçou, empatando o placar, renovando as esperanças dos torcedores presentes.

Santa Cruz postado no 4-2-3-1 pouco antes do empate (Imagem: InStat TV)

Seguindo o bom momento, o Santa Cruz conseguiu a virada logo aos cinco minutos da etapa final e novamente com Raphael Macena. Dessa vez, o centroavante aproveitou o rebote do goleiro após um chute de Matheuzinho para virar o jogo.

Percebendo a fragilidade do adversário, a Cobra Coral até demonstrou mais vontade, se postando num 4-3-3 com Elyeser, que entrou no segundo tempo, jogando avançado no meio de campo. Rafael Furtado, também acionado na segunda etapa, teve ótimas chances para ampliar a vantagem, contudo não aproveitou.

Tricolor avançou postado no 4-3-3 (Imagem: InStat TV)

O tempo foi passando e o duelo, assim, ganhou ares dramáticos. O Carcará baiano passou a ter mais a posse de bola, chegando em alguns momentos com bastante perigo. O Tricolor também teve as chances, porém continuou pecando na finalização, deixando assim a torcida presente ao Arruda num nível alto de apreensão.

Nos minutos finais a partida seguiu bastante perigosa, obrigando o Santa Cruz a se fechar em um 4-4-2 defensivo, com os pontas recuando e Elyeser jogando um pouco mais avançado. O Atlético até teve a chance de empatar já aos 45 minutos, mas Diego finalizou muito mal depois de ficar em frente ao goleiro Kléver, mantendo o resultado até o apito final.

Cobra Coral se defendeu no 4-4-2 nos minutos finais (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

Em destaque

Lucrativo: análise América-RN 0 x 0 Retrô

Por: Mateus Schuler

Líder invicto. O Retrô confirmou o bom momento na Série D do Campeonato Brasileiro, neste sábado (7), diante do América-RN na Arena das Dunas. Fora de casa, pela quarta rodada, a Fênix até perdeu os 100% no empate em 0 x 0, mas se manteve isolada no topo do Grupo A3 e sem sofrer nenhuma derrota.

Sem muitas novidades. Embalado pela sequência positiva, a Fênix foi para o jogo com apenas duas mudanças da vitória sobre o Globo na última rodada. Titulares, o lateral-esquerdo Mayk e o extremo Gustavo Ermel — autor do gol — perderam o espaço entre os 11 iniciais, tendo Guilherme e João Guilherme, respectivamente, como substitutos no 4-3-3.

Retroenses foram a campo com duas novidades (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Ao contrário do que era esperado, a partida começou bastante agitada, com os dois lados buscando atacar, mas ambos sem demonstrar poder criativo e mira calibrada. Apostando em uma postura reativa, o Retrô ficou mais no seu campo defensivo, chamando o América-RN durante maior parte do primeiro tempo para atacar.

Quando não teve a bola, a Fênix performou no 4-4-2 bem definido, tendo os blocos médios. Tentando se infiltrar na entrelinha, o Dragão foi quem teve as melhores chances da etapa inicial, todas vindo pelo direito de defesa azulina. A primeira foi de Téssio, que recebeu na entrada da área e chutou forte para intervenção em dois lances de Jean; depois, Frank bateu cruzado e também parou no goleiro.

Marcação retroense mostrou solidez ao longo da partida (Imagem: InStat TV)

Por apostarem no contra-ataque, os pernambucanos buscaram jogar mais no erro americano na tentativa de abrir vantagem no placar. Em um deles, a rede alvirrubra até balançou, porém a arbitragem impugnou — corretamente — a jogada: Renato disparou em velocidade e serviu Mascote, que arrematou na saída de Bruno; atacante estava impedido.

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Para os 45 minutos finais, Dico Wooley decidiu não realizar nenhuma mexida, inclusive no plano tático, repetindo a proposta. Com isso, a equipe atacou na variação entre o 4-2-3-1 e o 3-4-3; posicionamento de Charles determinou a postura retroense sob a posse. Apesar de preencher bem os espaços, o time pouco agrediu.

Azulinos tiveram variação ao chegar no campo ofensivo (Imagem: InStat TV)

Jogando com tranquilidade, a equipe de Camaragibe foi se mostrando bem segura, neutralizando bem as investidas dos potiguares e atacando poucas vezes. Para renovar o fôlego, o comandante promoveu três alterações de vez: Ruan, Augusto Potiguar e Mayk foram acionados e ganharam vagas de João Guilherme, Pedro Costa e Guilherme, respectivamente.

Com novidades nas laterais, o Retrô tentou mostrar melhor poder ofensivo, já que a criatividade foi praticamente nula durante todo o confronto. Na posse, a Fênix formou em muitos momentos um 4-2-4, usando a ligação direta para assustar a meta adversária; entretanto apresentou erros na transição e o zero não saiu do marcador.

Mesmo se impondo, pernambucanos não foram criativos (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Junior Santos/Retrô FC Brasil

Em destaque

Santa Cruz na Série D: como joga taticamente o Atlético-BA

Por: Ivan Mota

Cobra Coral versus Carcará. Rastejando na tabela, o Santa Cruz recebe o Atlético-BA para destilar seu veneno e conquistar a primeira vitória na Série D do Campeonato Brasileiro. Confronto nordestino acontecerá neste domingo (8) às 16h, no Arruda, e é válido pela quarta rodada do Grupo A4.

Separamos tudo sobre o próximo adversário tricolor: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho e muito mais dos atleticanos.

O TIME

Sem nenhum desfalque por lesão ou suspensão, a equipe baiana tem força máxima à disposição para enfrentar o Mais Querido. Após a semana cheia, o técnico Zé Carijé indica a manutenção da base titular da derrota sofrida ante a Jacuipense; única dúvida é entre Christian e Reninha, por opção, no 4-3-3 do time de Alagoinhas.

Provável escalação do adversário coral (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Bicampeão do Campeonato Baiano e com grande campanha, o Atlético de Alagoinhas perdeu alguns jogadores importantes depois do Estadual, como o artilheiro Miller, contratado pelo Vitória. Tentando se reformular, o time não vive bom momento ofensivo, tendo apenas um gol marcado até o momento na Série D. Partindo para o ataque, o Carcará utiliza uma saída 4+1; o volante Lucas se aproxima da linha defensiva e sustenta a transição.

Demais meio-campistas e peças de ataque ficam mais à frente (Imagem: InStat TV)

Já no campo ofensivo, a equipe pode se postar num 4-3-3 com apoio de um dos laterais. Nesse caso, Matheus sobe se aproximando dos meio-campistas, formando quase um 3-4-3. Hadrian é o meia de ligação, porém o experiente Leandro Sobral e o volante Lucas também participam da criação de jogadas do Carcará.

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Baianos tentam aproximação dos blocos ofensivos para trabalhar posse (Imagem: InStat TV)

COMO DEFENDE

Com uma média de um gol sofrido por partida durante esse início de Série D, o Atlético costuma se defender também em um 4-3-3. Em certos momentos, todos os jogadores de linha, até mesmo os atacantes, ajudam na marcação, deixando as linhas muito próximas, tentando dar o máximo de compactação sem a bola.

Sistema defensivo atleticano em transição (Imagem: InStat TV)

Outra possibilidade é se postar em um 4-1-4-1, que varia também ao 4-2-3-1. Leandro Sobral joga mais recuado, praticamente entre as duas linhas, com a presença de Lucas ao seu lado em alguns momentos. Além disso, os pontas também retornam para a recomposição, deixando somente o centroavante sem funções defensivas.

Carcará povoa meio como opção para neutralizar criação (Imagem: InStat TV)

PARA FICAR DE OLHO

Edson (LD) – Polivalente. O experiente lateral-direito Edson chegou ao clube no começo de 2020, participando dos dois títulos estaduais e tem um papel importante defensivo e ofensivo. Podendo atuar nas duas alas, além de jogar um pouco mais avançado em alguns momentos, o atleta de 33 anos é um dos pilares do Atlético.

Leandro Sobral (VOL) – Principal jogador. Após a saída de importantes peças, o volante se firmou como o grande nome da equipe. O jogador tem bastante experiência na competição, sempre rodando por clubes que participaram da Série D. Além de importante na transição ofensiva, tem forte marcação, com combates precisos.

Reninha (ATA) – Filho do ex-jogador Renna, ex-Náutico, o atacante passou a ter mais espaço com a camisa do Carcará nesta temporada justamente na Série D. Mostrando muita movimentação, atua tanto pelas beiradas, como na referência, sendo fundamental à troca de passes dando também velocidade ao setor ofensivo atleticano.

Créditos da foto principal: Divulgação/Atlético-BA

Em destaque

Porto seguro: análise Sport 2 x 0 Tombense

Por: Mateus Schuler

Sem sustos. Mesmo com Gilmar Dal Pozzo ameaçado, o Sport deixou a desconfiança de lado e voltou a pontuar na Série B do Campeonato Brasileiro nesta sexta-feira (6). Diante do Tombense, na Ilha do Retiro, o Leão se impôs durante boa parte da partida e venceu por 2 x 0, com gols de Búfalo e Juba, ambos no segundo tempo.

Sem Bill, que sofreu lesão muscular na coxa direita, Gilmar Dal Pozzo decidiu promover a volta de Everton Felipe à titularidade, alternando com Juba como armador no 4-2-3-1. Na cabeça de área, William Oliveira voltou de contusão e ficou ao lado de Bruno Matias, tendo Kayke mantido na referência ofensiva dos leoninos.

Escalação inicial dos rubro-negros teve novidades (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Intenso desde o apito inicial, o Sport começou a partida pressionando muito o Tombense, sem dar trégua. Antes mesmo dos cinco minutos, conseguiu a primeira boa chance: Juba cobrou falta na entrada da área, mas com desvio na barreira e saindo pela linha de fundo. Logo em seguida, Jáderson pegou a sobra após escanteio e bateu próximo à trave direita.

Formando o próprio 4-2-3-1 de base, alternando constantemente a posição das peças na trinca atrás de Kayke, o Leão manteve a pressão para cima do time mineiro. Ainda assim, faltou o mesmo de outros primeiros tempos: eficiência e criatividade; um dos lances veio pelo lado esquerdo, com Juba tabelando com Lucas Hernández e chutando colocado perigosamente.

Postura ofensiva dos pernambucanos na primeira etapa (Imagem: SporTV/Premiere)

Tendo quase o quádruplo da posse, os leoninos permaneceram abafando e foram reduzindo as possibilidades dos visitantes de atacarem. Apesar disso, não demonstraram presença efetiva no último terço, rondando para tentar o máximo de arremates na direção da meta do Gavião-Carcará. Em uma das vezes em que furou o bloqueio, Kayke recebeu de Everton Felipe na entrada da área e arrematou para boa intervenção de Felipe.

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Amplamente superiores durante o primeiro tempo, os rubro-negros seguiram povoando o meio-campo, ficando pouco com a bola. Nos raros momentos, a equipe ficou postada num 4-4-2, que alternou ao 4-5-1, neutralizando muito bem as investidas adversárias; alvirrubros tiveram uma única oportunidade, no entanto também sem efetividade.

Marcação mostrou solidez e fechou brechas (Imagem: SporTV/Premiere)

Para o segundo tempo, Gilmar Dal Pozzo buscou ajustar o setor ofensivo, pois foi inoperante durante os primeiros 45 minutos. Kayke foi sacado da partida e Búfalo, companheiro de posição, mantendo a proposta traçada para o time ao confronto. Assim como na etapa inicial, o Sport atacou intensamente logo no começo, contudo não finalizou com perigo.

Alternando entre 4-3-3 — mais comum — e o próprio 4-2-3-1, o Leão passou a trabalhar mais a posse e foi achando os espaços na marcação adversária. Ainda assim, o placar foi inaugurado como recompensa pela pressão dada: Everton Felipe levantou escanteio no meio da área, Thyere escorou e Búfalo, se antecipando ao goleiro mineiro, tocou para o fundo do barbante.

Giovanni deu nova dinâmica ao meio-campo (Imagem: SporTV/Premiere)

A vantagem no marcador acomodou um pouco os donos da casa, porém os visitantes não demonstraram criatividade suficiente para levar tanto perigo à meta de Maílson. Foi a entrada de Giovanni, no lugar de Everton Felipe, que aumentou a ofensividade dos anfitriões, deixando os alvirrubros ainda mais retraídos.

Num descuido da defesa do Tombense, o resultado final foi sacramentado. O meia Giovanni ficou com a sobra na entrada da área, ao receber de William Oliveira, e serviu Juba; o prata da casa dominou, girou e soltou o pé, sem dar chances de intervenção. Se fechando num 4-5-1, os rubro-negros seguraram os ímpetos e somaram mais um resultado positivo.

Sistema defensivo segurou ímpetos adversários (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Dia frio: análise Vila Nova 2 x 0 Náutico

Por: Felipe Holanda

Abaixo de zero. Com falhas cruciais, o Náutico não leu bem o adversário e foi derrotado pelo Vila Nova por 2 x 0 nesta sexta-feira (6), no Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia, se afastando do G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro. Gols do do adversário foram marcados por Daniel Amorim e Pablo Dyego, em duelo válido pela 5ª rodada.

A escalação inicial de Roberto Fernandes trouxe surpresas negativas à torcida alvirrubra. Mais uma mexendo na dupla de volantes, o comandante acionou Djavan e Richard entre os titulares, tendo Ralph como opção no banco de reservas. No ataque, Niltinho e Luís Phelipe, outrora protagonistas, também ficaram de fora.

Formação inicial dos alvirrubros pernambucanos no OBA (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Falta de capricho. O Náutico começou dando as cartas no campo de ataque, chegando a formar um 4-2-4 para pegar a defesa goiana desprevenida e encontrar espaços para finalizar. Apesar de rondar a área do Vila, a equipe de Roberto Fernandes não conseguiu levar perigo, exceto pelas boas investidas de Hereda na direita, quando a tática flertou ao 4-1-4-1 sob posse.

Subidas de Hereda foram umas das poucas armas do campeão pernambucano (Imagem: SporTV/Premiere)

Desarrumado, o Timbu viu o Vila Nova ir ao ataque e abrir o placar logo cedo. Djavan deu seu primeiro cochilo na marcação e Daniel Amorim teve apenas o trabalho de empurrar para o fundo das redes, inaugurando a contagem a favor do Colorado. Sem a bola, a estratégia vermelha e branca foi se fechar com duas linhas de 4, mantendo o 4-4-2 ou 4-4-1-1 como base.

Posicionamento sem a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

Pouco depois, numa espécie de resposta, Jean Carlos tentou arremate de longe e acabou errando por pouco a meta de Georgemy. Sem apelo. A frustração alvirrubra ficou ainda maior quando veio o 2 x 0, em mais um lance falho de Djavan. Após cobrança de lateral, a zaga bateu cabeça e Pablo Dyego fuzilou Lucas Perri sem maiores dificuldades. Roteiro confirmou a péssima atuação na etapa inicial.

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Mudanças radicais. Logo no início do segundo tempo, entraram Ralph, Victor Ferraz, Niltinho e Luís Phelipe nas vagas de Djavan, Richard Franco, Ewandro e Pedro Vitor, respectivamente. Na prática, o Náutico ganhou em força ofensiva, adiantando a marcação num 4-3-3 em blocos mais altos. Deu resultado, ou pelo menos apertou o sistema defensivo goiano.

Timbu modificou postura da marcação com mexidas no intervalo (Imagem: SporTV/Premiere)

Eis que Victor Ferraz resolveu ser o maestro, ditando o ritmo da construção Timbu, ora no ataque, ora na defesa. A chance até veio, em uma cobrança de falta de Júnior Tavares na entrada da área; arremate saiu por cima da meta. Com Victor em campo, o que pôde ser visto foi uma saída 4+2 de mais imposição.

Apesar da saída em 4+2, alvirrubros foram pouco criativos (Imagem: SporTV/Premiere)

Falta de capricho, outra vez. O Náutico e Luís Phelipe cometeram algumas finalizações erradas, mas no fim o jovem atleta quase foi expulso. Cartão vermelho até veio, sendo anulado após revisão da arbitragem no VAR. Num dos tiros de misericórdia, Ferraz fez lançamento “venenoso” e colocou o arqueiro do Vila para trabalhar, porém não passou daí.

Créditos da foto principal: Roberto Corrêa/Vila Nova F.C.

Em destaque

Sport na Série B: como joga taticamente o Tombense

Por: Mateus Schuler

Sem poder tombar. Com Gilmar Dal Pozzo balançando no cargo, o Sport busca reabilitação na Série B do Campeonato Brasileiro diante do Tombense. Confronto diante dos mineiros será nesta sexta-feira (6), na Ilha do Retiro, às 21h30 pela sexta rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Gavião-Carcará.

O TIME

Para o confronto frente aos leoninos, o treinador Hemerson Maria já sabe que tem duas novas baixas: o volante Zé Ricardo e o extremo Keké, ambos têm de cumprir suspensão automática pelo terceiro amarelo; Gustavo e Everton Galdino são os potenciais substitutos. Além deles, o zagueiro Luan e o centroavante Ciel, estão ausentes por estarem no departamento médico; tendência, contudo, é de manutenção do 4-3-3.

Todas as mudanças são forçadas (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pouco criativo. Tendo a menor média de posse na competição, 38,8%, o Tombense é ainda o segundo time que menos finaliza, ao lado do CRB, dando 10,6 chutes por jogo; lanterna é justamente o Sport, com 10. Apesar disso, tem bom aproveitamento nos arremates a gol, pois deu 2,4 por partida, balançando as redes uma vez em cada.

Apesar de apostar em ligações diretas, mineiros atacam numa saída 1+3 (Imagem: Premiere)

Por não gostar muito de ter a bola, geralmente aposta na ligação direta da defesa ao ataque. Então, nas raras vezes em que faz uma jogada mais trabalhada, forma uma saída de 3 composta pelos dois zagueiros e um dos volantes, sustentada pelo goleiro Felipe. Do meio para frente, no entanto, povoa a área adversária alternando entre 4-2-3-1 e 4-3-3, mesmo jogando fora de casa, como ocorreu contra o Vila Nova.

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Laterais ajudam na criação das jogadas (Imagem: Premiere)

“O Tombense joga, como regra, num 4-3-3. Os volantes, independente de quem sejam, ficam atrás do Igor Henrique, que geralmente joga mais centralizado e flutuando. Mingotti é mais móvel que Ciel e sai mais da área para buscar o jogo, tornando o ataque mais difícil de marcar e proporcionando mais variação”

Bruno Ribeiro, repórter no globoesporte.com

COMO DEFENDE

Um dos principais fatores para ainda não ter vencido na Segundona é a defesa. Vazado em todos os jogos, uma vez em cada, o sistema defensivo do Gavião-Carcará apresenta muita instabilidade, cometendo falhas das mais diversas maneiras, mas principalmente de posicionamento. Mesmo assim, tem 3,4 finalizações sofridas por partida, sendo a sexta equipe de menor média ao lado da Chapecoense.

Compactação defensiva do Gavião-Carcará (Imagem: Premiere)

Muito das fragilidades se deve à postura reativa de Hemerson Maria, pois não há modelo pré-definido e a alternância deixa os próprios atletas confusos. A característica mais notável é a formação de duas linhas de 4, variando entre 4-1-4-1 e 4-4-2, porém em confrontos como visitante o comandante decide fazer diferente. Assim, é formado um 4-5-1, buscando povoar o meio-campo e aproximar extremos dos laterais para fechar o máximo de espaços.

“Por conta dos laterais subirem muito, sobretudo David, o time acaba ficando exposto e tendo problemas na recomposição. David, inclusive, tem se mostrado mais vulnerável que Manoel na defesa, principalmente na parte física, gerando espaços para infiltrações”

Bruno Ribeiro, repórter no globoesporte.com
Postura da equipe de Tombos sem a bola (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

David (LD) – Formado na base do Náutico, o lateral surgiu como boa opção ofensiva, mas a postura mais defensiva da equipe faz com que o atleta tenha bons números atuando no campo de defesa. Até o momento, já foram oito desarmes, 12 interceptações e 14 cortes, sendo um marcador incansável.

Igor Henrique (MEI) – Meia central de origem, Igor tem sido a peça-chave na transição ofensiva do time. Líder da equipe com 12 desarmes, tem mostrado ser eficiente sem a posse, mas se destaca também na construção de lances no ataque. Autor de um gol e vice-líder — atrás somente do artilheiro Ciel — nas finalizações, totalizando oito, o meio-campista chama a atenção por ter ainda boa movimentação.

Jean Lucas (PE) – Arco e flecha. Mesmo sendo armador, Jean tem atuado pelos lados sob o comando de Hemerson Maria. Mesmo assim, não tem abdicado de sua principal característica, pois tem uma grande chance criada, além de uma assistência e seis passes decisivos, bem como marcou um gol nessa Segundona.

Créditos da foto principal: Victor Souza/Tombense FC

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente o Vila Nova

Por: Felipe Holanda e Ivan Mota

Olho do tigre. Na emoção da luta, o Náutico visita o Vila Nova para desafiar rival e seguir com chances de G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro. Confronto de alvirrubros acontece nesta sexta-feira (5) no Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia, às 19h e é válido pela 6ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais do Colorado goiano.

O TIME

Por conta da sequência sem vitórias, o treinador Higo Magalhães deve fazer algumas alterações na equipe. O experiente meia Wagner pode deixar o time titular, dando lugar ao ponta Matheuzinho, que também atua mais centralizado. Outra mudança é a entrada do lateral-esquerdo Bruno Collaço, já que Willian Formiga, titular da posição, segue lesionado.

Provável escalação do Tigre para o duelo contra o Timbu (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Vivendo momento complicado na Série B, com quatro empates e uma derrota nas cinco primeiras rodadas, o Tigre tem uma média de um gol por partida. No Campeonato Goiano os números foram melhores, liderando o Grupo B e marcando 17 vezes em dez jogos, tendo o segundo melhor ataque da primeira fase. Quando parte para o campo ofensivo, pode se armar em um 4-2-3-1, com um dos laterais se aproximando dos pontas.

Vila Nova parte parte para o ataque armado em um 4-2-3-1 (Imagem: Premiere)

“Por conta da sequência de jogos sem vencer, Higo Magalhães deve fazer algumas alterações no setor de ataque. Tirando Wagner do meio campo e colocar Matheuzinho, que vem jogando como atacante de beirada, na função de camisa 10, dando mais velocidade no setor”

Paulo Massad, repórter na Rádio Sagres

A principal estratégia é apostar em passes curtos. Neste cenário, o Colorado tende a valorizar a posse de bola desde o início da construção de jogadas, no campo defensivo, formando uma saída 4+2. Desse modo, os volantes se aproximam da primeira linha, dando liberdade para as peças do ataque se isolarem mais à frente.

Alvirrubros saindo para o jogo com apoio dos volantes (Imagem: SporTV/Premiere)

COMO DEFENDE

A defesa também teve números aceitáveis no Estadual, mas não vem bem na Série B, sofrendo gols em quatros das cinco partidas que disputou até o momento. Se fechando na defesa, o time pode se postar em um 4-4-2, com o meia de ligação jogando ao lado do centroavante, porém, também recuando para dar o primeiro combate.

Tigre se defende com duas linhas de quatro no campo de defesa (Imagem: Premiere)

Outra opção para os comandados de Higo Magalhães é flertar com o 4-1-4-1 em fase defensiva, tentando povoar melhor o meio de campo. A estratégia sem a bola tem variações ao 4-5-1, quando o alvirrubro goiano busca mais compactação, fechando os espaços para infiltrações dos adversários, tanto pelos lados como no meio.

Posicionamento em transição do ataque à defesa (Imagem: SporTV/Premiere)

“O Vila Nova joga na prática antiga no 4-3-3. Uma linha de quatro defensores, três meias e o trio de ataque. Porém, quando se defende, os atacantes de beirada voltam, formando um 4-5-1 muitas vezes”

Paulo Massad, repórter na Rádio Sagres

PARA FICAR DE OLHO

Rafael Donato (ZAG) – Artilharia aérea. Com 1,93m de altura, o experiente zagueiro de 33 anos chegou ao clube goiano em 2020 e é um dos pilares defensivos da equipe. Tem como uma de suas principais características o apoio ofensivo em cruzamentos e escanteios, sempre levando perigo ao gol adversário.

Arthur Rezende (VOL) – Consistência no meio de campo. Atuando como segundo volante, Arthur Rezende vem tendo boas atuações desde a temporada passada. O ex-jogador do Santa Cruz tem papel importante na defesa e também chegando ao ataque e criando jogadas. Já marcou três gols, dois deles de pênalti, na Série B.

Matheuzinho (PE) – Artilheiro na temporada. Também desde o ano passado no Tigre, Matheuzinho foi o segundo jogador que mais balançou as redes no Campeonato Goiano, com sete gols em 13 partidas disputadas. Em todos as competições, também já distribuiu quatro assistências. Ele pode atuar tanto na ponta, como mais centralizado, atuando como meia armador.

Créditos da foto principal: Roberto Corrêa/Vila Nova F.C.

Em destaque

Como uma Fênix: análise Retrô 1 x 0 Globo

Por: Mateus Schuler

Mudança de chave. O Retrô ressurgiu das cinzas após perda do título Estadual e venceu o Globo para assumir a liderança no Grupo A3 e seguir no sonho pelo acesso na Série D do Campeonato Brasileiro. Jogo foi disputado na Arena de Pernambuco, nesta quarta-feira (3), pela terceira rodada; gol marcado por Gustavo Ermel.

O vice-campeonato já ficou para trás no lado azulino da moeda. Para o jogo com os potiguares, o treinador Dico Wooley não inventou e optou por fazer o que já vinha fazendo, colocando o atacante Mascote — artilheiro do time na competição nacional — na vaga de Yuri Bigode, mas mantendo o tradicional 4-3-3 na escalação inicial.

Retroenses foram a campo com apenas uma alteração da final estadual (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou com ampla superioridade do Retrô, que buscou se impor e não dar trégua ao Globo. E assim saiu a primeira boa oportunidade, antes dos primeiros 10 minutos: Mayk inverteu da esquerda para a direita no pé de Gustavo Ermel; o camisa 11 dominou e bateu colocado no gol, mas Iago Hass defendeu seguro.

Alternando entre 4-2-3-1 — mais comum — e 4-3-3, repetindo a tática-base, a Fênix voltou a levar perigo logo em sequência por duas vezes, ambas vindo de Ermel. Na primeira, ele rolou na entrada da área para Radsley chutar forte e parar no goleiro adversário; depois, ele mesmo pegou o rebote na entrada da área e finalizou próximo ao travessão.

Time de Camaragibe entrou com ofensividade nos minutos iniciais (Imagem: InStat TV)

De tanto insistir e pressionar, os azulinos foram recompensados com um gol. Depois de recuperar a posse ainda no campo de defesa, Ermel foi lançado no lado esquerdo ofensivo, aproveitou falha da marcação ao tentar corte para a lateral e, na saída do arqueiro, mandou tirando do alcance, deixando seu time em vantagem.

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Para a etapa final, Dico Wooley optou por não realizar nenhuma mudança de imediato, mantendo inclusive a mesma proposta ao ficar sem a bola, tendo a formação de duas linhas de quatro como característica principal. Apesar dos potiguares terem crescido, criando mais oportunidades, faltou eficiência para furar o bloqueio retroense.

Cadeado foi fechado durante primeira etapa na Arena (Imagem: InStat TV)

Na tentativa de recuperar o fôlego no ataque, o comandante azulino colocou João Guilherme na vaga de Gustavo Ermel, continuando com a estrutura do início do confronto. Formando um 4-5-1 para segurar as investidas da Águia, os pernambucanos passaram bem o cadeado e foram controlando o placar favorável.

Guilherme Santos e Fumaça foram acionados nos lugares de Mayk e Radsley, respectivamente, e a criatividade voltou à tona, contudo insuficiente. Charles soltou o pé da entrada da área e parou em intervenção de Iago Hass, que foi pouco exigido no segundo tempo. Com mais equilíbrio, o confronto ficou sem muita ofensividade e o resultado positivo persistiu até o fim, inclusive após a expulsão do lateral-esquerdo Fernando.

Retroenses tiveram solidez defensiva durante partida (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Abne Quintino/Retrô FC Brasil

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Dor de cotovelo: análise Juazeirense 1 x 0 Santa Cruz

Por: Ivan Mota

Nas ondas do rádio. O Santa Cruz segue sem saber o que é vitória na quarta divisão após derrota para a Juazeirense, se complicando ainda mais no Grupo A4. A partida desta quarta-feira (4) no Adauto Moraes, válida pela terceira rodada na Série D do Campeonato Brasileiro, foi decidida com um gol nos acréscimos marcado pelo atacante Nixon.

Para o duelo, o técnico Leston Júnior teve de realizar mudanças na equipe inicial em todos os setores. Na defesa, Júnior Sergipano ficou no banco após quadro de lombalgia, sendo substituído por Luan Bueno, enquanto Elyeser conseguiu efeito suspensivo e começou como opção, tendo Daniel Pereira estreando – ocupando o setor de Gilberto no meio – ao lado de Rodrigo Yuri. Tarcísio voltou à armação, já que Esquerdinha deixou o clube, além de Wescley no lugar de Ariel, pois saiu lesionado diante do ASA.

Time inicial do Mais Querido com dois estreantes (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Começo animador. O Santa Cruz iniciou o jogo partindo para cima já no primeiro minuto, chegando algumas vezes com perigo na área adversária. Aos sete minutos, Rodrigo Calaça fez grande defesa após finalização de Wescley. Rafael Furtado também se apresentou bem, tendo boas chances.

Com o passar do tempo, os donos da casa começaram a se encontrar na partida, também conseguindo chegar ao ataque e equilibrando a posse. Quando tiveram a bola, os pernambucanos se postaram em um 4-2-3-1, tendo Tarcísio jogando centralizado e Rodrigo Yuri se aproximando dos meias ofensivos, mas foram os baianos que começaram a controlar mais o ritmo.

Santa tentou avançar no seu 4-2-3-1 de base (Imagem: InStat TV)

Porém, a grande chance da primeira etapa foi do tricolor. Já aos 38 minutos, Rafael Furtado recebeu passe depois de bela jogada de Daniel Pereira, se livrou da marcação e chutou muito alto, por cima do gol. Logo depois, um susto para o torcedor coral. Após bate rebate na grande área, o Cancão de Fogo balançou as redes; jogada foi anulada por impedimento.

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Tentando conter os avanços canconeiros, a Cobra seguiu postada em seu 4-2-3-1, tendo a presença de Wescley recuando para ajudar na marcação, ficando ao lado do volante Rodrigo Yuri. A partida prosseguiu sem gols até o fim da primeira etapa.

Tricolor tentou conter os ataques da Juazeirense (Imagem: InStat TV)

O segundo tempo teve um começo mais morno. Os dois times tinham bastante dificuldade para criar jogadas, com muitos erros de passe no campo de ataque. Quando o Cancão de Fogo conseguiu chegar próximo ao gol de Kléver, parou na forte marcação pernambucana, que se fechou em duas linhas de quatro; os extremos, Wescley e Matheuzinho, voltaram para ajudar na recomposição.

Recifenses se fecharam com duas linhas de quatro (Imagem: InStat TV)

Do meio para frente do segundo tempo, os corais passaram a dominar a partida, tendo maior posse e pressionando bastante em busca do primeiro gol. Aos 20 minutos, Rodrigo Yuri e Mateus Anderson fizeram boa jogada em contra-ataque. O ponta encontrou Raphael Macena livre de marcação, contudo a finalização foi novamente sobre a barra.

Apesar de estar melhor no jogo, o Santa Cruz pecou na hora da finalização e acabou sofrendo um duro golpe já nos acréscimos. Nixon, que entrou já na segunda etapa, aproveitou cruzamento de Thalison para finalizar rasteiro, sem chances para o goleiro do Mais Querido, abrindo o placar e sacramentando mais um péssimo resultado dos recifenses na competição nacional.

Créditos da foto principal: Bruno Lopes/Juazeirense

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Papa-títulos: análise Retrô 1 (3) x 1 (5) Náutico

Por: Felipe Holanda

Timbu coroado. O Náutico fez “barba, cabelo e bigode” ao vencer o Retrô e se sagrar campeão Pernambucano nas três principais categorias: profissional, feminino e Sub-20 de 2021, além do bi na atual temporada. Enfezado, o Alvirrubro outra vez superou a Fênix – nas penalidades – por 5 x 3 no Arruda, nesta quarta-feira (4), após empate em 1 x 1 no tempo normal.

Na escalação inicial, o técnico Gabriel Lisboa contou com nomes já conhecidos da torcida alvirrubra, casos do atacante Júlio, do lateral-esquerdo Luan e do meia Felipe Cabeleira. A tática base mais utilizada pelo comandante foi o 4-3-3 de transições rápidas.

Formação inicial do Timba na decisão (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Alta voltagem. O Náutico começou dominando a posse de bola, utilizando uma saída 4+1 para encontrar espaços na marcação retroense. E logo na primeira chance clara, veio o gol. Após troca de passes envolvente, Felipe Cabeleira serviu Cauê, que se livrou sem dificuldades da marcação para bater na saída do goleiro Lucas Menino, abrindo a contagem a favor dos visitantes.

Início da construção Timbu (Imagem: TV FPF)

O Retrô tentou responder na bola parada, mas a cobrança de falta parou na barreira. Na sequência, Júlio fez o pivô e serviu John Kennedy, que por muito pouco não foi às redes. Atuando num 4-3-3 com variações ao 4-2-4, o Timbu sufocou a Fênix, faltando apenas capricho nas finalizações; arqueiro azulino, por sua vez, fez três boas intervenções.

Duas linhas de três do Náutico (Imagem: TV FPF)

Nas poucas investidas da equipe de Camaragibe, o Alvirrubro se fechou tendo duas linhas de 4, geralmente no 4-4-2. A grande oportunidade veio quando Alencar achou belo passe em transição e Braga saiu cara à cara com Bruno, porém o camisa 1 fez boa defesa para evitar a igualdade no Arruda, pelo menos até o fim do primeiro tempo.

Mantendo o bom diálogo entre Júlio e Felipe Cabeleira, ora um mais adiantado, ora outro, o Náutico voltou forte à etapa final. Em contrapartida, o Retrô pareceu mais disposto a mudar o rumo da partida, fazendo o Timba se fechar no 4-1-4-1 em fase defensiva.

Compactação sem a bola, ainda à frente na contagem (Imagem: TV FPF)

A pressão da Fênix só aumentou e foi atenuada com a saída de Felipe Cabeleira para a entrada de Pedro. Sorte que, do outro lado, Bruno dava conta do recado debaixo das traves. Até que num cochilo da marcação azulina, Júlio quase ampliou, sendo travado na hora do arremate por Elves, que se lesionou no lance.

De tanto pressionarem, os retroenses chegaram ao empate. Após bom lançamento em profundidade, Braga dominou com categoria e se desvencilhou dos marcadores antes de finalizar no canto direito de Bruno, deixando tudo igual. Após o gol, Gabriel Lisboa promoveu três mudanças: entraram Kauã Maranhão, Bernardo Hahn e Fernando Neto, substituindo Luís Felipe, Bruno Luiz e Luan, respectivamente.

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Chances lá, chances cá. Depois daí, o jogo ficou aberto, e o Alvirrubro tentou se impor no terço final, agora com sangue renovado. Mas o equilíbrio se manteve até o fim, mesmo depois dos sete minutos de acréscimo dados pela arbitragem. Restou a disputa de pênaltis para definir o campeão da categoria.

AS PENALIDADES

A disputa começou bastante equilibrada. Na primeira série de cobranças, Café quase foi parado por Lucas Menino, mas abriu contagem; Alencar igualou em seguida. Depois, Kauã Maranhão e Braga mostraram eficiência e voltaram a deixar tudo igual nos pênaltis.

A partir da terceira, as emoções foram ficando à flor da pele, pois John Kennedy marcou pelo Náutico esbanjando categoria e Hebert desperdiçou em favor do Retrô, com defesaça de Bruno. Diego Guerra ainda deu uma esperança à Fênix, convertendo sua batida, porém Fernando Neto e Júlio – na última – não falharam, dando o título ao Timbu.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Santa Cruz na Série D: como joga taticamente o Juazeirense

Por: Ivan Mota

Teste de fogo. Pressionado após derrota em casa, Santa Cruz vai até o interior baiano buscando sua primeira vitória na Série D. Atualmente na sétima colocação do Grupo A4, o time precisa de um bom resultado para não se distanciar do G-4. O duelo contra a Juazeirense acontece nesta quarta-feira (4) às 20h, no Adauto Moraes, pela 3ª rodada da Série D do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o próximo adversário tricolor: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho e muito mais do Cancão de Fogo.

O TIME

Ainda sem contar com o atacante Neto Baiano e o meia Guilherme, que seguem vetados pelo departamento médico, o treinador Barbosinha deve repetir a mesma escalação que foi derrotada pelo Palmeiras na Copa do Brasil por 2 x 1. Assim, seguirá no 4-2-3-1, tendo Ian no comando de ataque ao lado dos extremos Deysinho e Nildo Petrolina, bem como o armador Clébson.

Provável 11 inicial do Cancão de Fogo (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

O ataque da Juazeirense segue devendo na temporada. No Estadual, marcou apenas sete gols nos nove jogos que disputou. Apesar da boa campanha na Copa do Brasil, o setor ofensivo também não pode ser considerado o destaque. Ainda no campo de defesa, o time pode armar uma saída 4+3, com o volante e capitão Waguinho jogando entre os defensores. O zagueiro Wendell também tem papel importante, avançando pelo lado esquerdo e dando o primeiro passe.

Juazeirense parte para o ataque com uma saída 3+1 (Imagem: InStat TV)

Já próximo da grande área adversária, o Cancão pode se postar em um 4-3-3 ofensivo. Geralmente o homem mais avançado no trio de meio-campistas é Clebson, porém o lateral-direito Dadinha tem bastante liberdade, aparecendo em vários setores do campo. Com jogadores velozes no ataque, os três homens mais ofensivos também variam bastante no seu posicionamento.

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Cancão vai para cima no 4-3-3 (Imagem: InStat TV)

COMO DEFENDE

Apesar dos números de defesa também não serem dos melhores, os baianos estão conseguindo bons resultados em jogos importantes, fazendo partidas seguras defensivamente contra Vasco e Palmeiras na Copa do Brasil. Quando é pressionado, pode se armar em 4-4-2 com duas linhas próximas da grande área.

Time de Juazeiro se fecha com duas linhas de quatro (Imagem: InStat TV)

Também sem a bola, o time pode se postar em seu tradicional 4-2-3-1, com Waguinho jogando um pouco mais recuado do que seu companheiro na cabeça de área. Além disso, a equipe tem participação dos meias mais ofensivos no primeiro combate ainda no campo de ataque, buscando a recuperação imediata da posse.

Baianos postados em seu usual 4-2-3-1 sem a bola (Imagem: InStat TV)

PARA FICAR DE OLHO

Dadinha (LD) – Elemento surpresa. O lateral-direito pernambucano de 25 anos é uma das boas opções ofensivas do time, sempre chegando ao ataque pelos lados do campo e também podendo aparecer pelo meio. O atleta rodou por vários times do interior do estado, como Pesqueira, Decisão e Salgueiro, até chegar ao Cancão.

Clebson (MEIA) – Velho conhecido. Com passagens marcantes pelo Salgueiro, o meia de 36 anos é o cérebro da Juazeirense, atuando como armador de jogadas. Porém, também tem liberdade para chegar ao ataque. Fazendo em alguns momentos a função de centroavante, já marcando dois gols na temporada.

Nildo Petrolina (PE) – Experiência internacional. Aos 36 anos, a Juazeirense foi apenas o terceiro time brasileiro do atacante. Antes, só havia jogado no Petrolina, clube de sua cidade natal, e no Salgueiro. Em 2010 partiu para Portugal onde atuou por diverso times, como Beira-Mar, Arouca e Moreirense, antes de retornar ao país para reforçar o Cancão na Série D. Nildo foi o autor gol marcado pela equipe contra o Palmeiras.

Créditos da foto principal: Bruno Lopes/Juazeirense

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Na força e na raça: análise Náutico 1 x 1 Guarani

Por: Felipe Holanda, Ivan Mota e Mateus Schuler

Insistência alvirrubra. No apagar das luzes, o Náutico arrancou empate em 1 x 1 diante do Guarani e somou ponto importante na busca pelo G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Amarildo marcou o gol do Timbu no último lance, enquanto Bruno José fez o do Bugre, nesta terça-feira (3), nos Aflitos, em partida válida pelo encerramento da 5ª rodada.

Roberto Fernandes fez mudanças no time depois do bicampeonato estadual. Bruno Bispo entrou na vaga de Camutanga, que ficou fora até do banco. Já as demais alterações foram do meio para frente, deixando o Timbu com um esquema mais ofensivo. Niltinho e Luís Phelipe apareceram entre os titulares, enquanto Ralph e Pedro Vitor foram para o banco; assim, Eduardo Teixeira foi quem jogou mais recuado ao lado de Rhaldney, seguindo no 4-2-3-1.

Timba teve volta de alguns dos considerados titulares aos 11 iniciais (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Começo movimentado. Os primeiros minutos do duelo foram marcados por boas chances de ambos os lados. O Guarani começou finalizando por duas vezes, dificultando o avanço do Náutico, que buscava sair para o jogo numa saída 4+1, tendo Rhaldney mais aproximado da linha defensiva, deixando os demais companheiros adiantados.

A primeira boa chance do Timbu veio aos seis, quando Niltinho avançou bem pela esquerda e levantou na cabeça de Léo Passos, que mandou à queima- roupa, mas Kozlinski fez grande defesa. O Bugre não se intimidou e acertou o travessão de Lucas Perri em um chute de longa distância do atacante Júlio César.

Timbu se fecha em um 4-5-1 para evitar ataques do Bugre (Imagem: SporTV/Premiere)

Quando o alviverde partiu ao ataque, o alvirrubro se fechou num 4-5-1, com o atacante Léo Passos voltando para ajudar na marcação. Tendo problemas na transição de jogo, os donos da casa deram muitos espaços e acabaram sendo punidos. Em falha defensiva, Eduardo Person achou Bruno José livre na pequena área e, na saída do goleiro, tocou para abrir o placar.

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Buscando o empate, os pernambucanos tentaram acelerar, indo para cima no 4-3-3, contudo a falta de criatividade e qualidade continuou. A equipe só conseguiu levar algum perigo à meta de Kozlinski em finalizações de fora da área pelos pés de Jean Carlos; em uma delas, o arqueiro paulista defendeu em dois tempos.

Imposição sem sucesso do Timba (Imagem: SporTV/Premiere)

Para a segunda etapa, Roberto Fernandes optou por corrigir os problemas de transição, ajustando o meio, e testar novas possibilidades. Dessa maneira, os alvirrubros voltaram com Victor Ferraz, Ralph e Pedro Vitor ocupando lugares de Thássio, Eduardo Teixeira e Niltinho, respectivamente. Antes do relógio dar cinco voltas no ponteiro, a primeira oportunidade: Pedro Vitor recebeu passe pela direita, driblou Ronaldo Alves em jogada individual e chutou para defesa de Kozlinski.

Formando um 4-2-3-1 quando avançou ao ataque, o Timba seguiu intenso e voltou a levar perigo logo na sequência, construindo em uma saída 4+2. Léo Passos recebeu na entrada da área, dominou e soltou uma bomba, parando no camisa 1 bugrino. A persistência chegou ainda mais perto de ter sucesso quando Rhaldney foi servido por Victor Ferraz na pequena área e demorou a bater pro gol, tendo nova intervenção do arqueiro adversário.

Timba em transição ofensiva no sistema base (Imagem: SporTV/Premiere)

A pressão foi aumentando cada vez mais, tentando se impor com o máximo de peças no último terço, entretanto a dor de cabeça era a mesma: pontaria e criatividade. O comandante alvirrubro então sugeriu dar mais intensidade, tendo um 4-2-4 para poder preencher o setor defensivo adversário usando o máximo de peças possível.

Iluminado. Amarildo e Ewandro ainda foram acionados para as vagas de Léo Passos e Luís Phelipe, nesta ordem, no intuito de não dar sossego. No primeiro lance, Ewandro serviu Victor Ferraz após boa troca de passes pela direita, que cruzou na pequena área para Ralph; o volante bateu de primeira e acertou o travessão. No último minuto, no entanto, Rhaldney fez o cruzamento pelo lado direita, tendo desvio em Derlan, mas Kozlinski saiu mal da barra e não tirou o perigo. A bola caiu na cabeça de Amarildo e encobriu o goleiro, levantando o público.

Abafa foi recompensado no fim da partida (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Náutico na Série B: como joga taticamente o Guarani

Por: Felipe Holanda

Criador versus cria. 15 anos depois, Roberto Fernandes e Daniel Paulista se reencontram no duelo entre Náutico e Guarani — treinador alvirrubro comandou Daniel em 2007, à frente do próprio Timbu, mas os dois se enfrentaram pouco à beira do gramado. Tête-à-Tête acontece nesta terça-feira (3) às 21h30, nos Aflitos, pela 5ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais do Bugre.

O TIME

No duelo contra o Timba, Daniel conta com o retorno do lateral-esquerdo Matheus Pereira, que volta de suspensão para assumir a vaga de Eliel. Em contrapartida, Giovanni Augusto, velho conhecido do torcedor alvirrubro, é desfalque por problemas musculares; Marcinho é o mais cotado para assumir a vaga.

Provável formação inicial campineira (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Velocidade na transição. Apesar da má fase do ataque na Segundona — tem apenas dois gols em quatro jogos, média de 0,5 a cada 90 minutos —, o Guarani costuma ser objetivo quando tem a bola nos pés, geralmente formando um 4-3-3 e prezando pela construção por fora na maioria das vezes.

Construção bugrina diante do Grêmio (Imagem: Premiere)

“Daniel Paulista gosta muito da transição ofensiva rápida desde os tempos de Confiança. A estrutura tática do Guarani é montada no 4-3-3 com os dois volantes Leandro Vilela e Rodrigo Andrade alinhados atrás do articulador. Os atacantes, entretanto, jogam bem avançados e deixam mais espaço no meio-campo para o apoio dos laterais. Guarani usa muito as beiradas para construir suas jogadas. Aposta muito em cruzamentos também.”

Júlio Nascimento, repórter no Correio Popular

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O 4-3-3 de Daniel tem flertes frequentes ao 4-2-3-1, principalmente quando o time tenta encontrar brechas na marcação adversária. Neste cenário, os homens de meio campo ficam mais próximos, enquanto o trio ofensivo aparece mais adiantado à espera de um passe longo.

Pontas dando amplitude em duelo contra o Brusque (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Se o ataque vai mal das pernas, o sistema defensivo caminha na mesma toada. Com quatro gols sofridos na Série B, o Bugre preza por duas linhas de 4 na hora de se compactar, tentando preencher bem o meio e minimizar os espaços pelas laterais no 4-4-2. Já a maior fragilidade da equipe campineira é a bola aérea.

4-4-2 desorganizado do Guarani (Imagem: Premiere)

“O centroavante faz o acompanhamento da saída de bola, sem tanta pressão, dando liberdade para os pontas recuarem e protegerem os dois laterais. Os dois volantes também esperam em uma linha na frente da defesa. Penetrar no campo de defesa do Bugre não tem sido uma tarefa fácil, mas a grande fragilidade é a bola parada, desde os tempos de Paulistão”

Júlio Nascimento, repórter no Correio Popular

Outras opções para Daniel Paulista é se fechar no 4-1-4-1 com variações ao 4-2-3-1. Dessa maneira, o Alviverde espaça melhor suas peças em campo e, consequentemente, tem mais chances de recuperar a posse de bola. Por outro lado, ainda peca no primeiro combate ao portador, um fator a ser corrigido pelo velho conhecido de Roberto Fernandes.

Compactação do Bugre ao ficar sem a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Kozlinski (GOL) – Muralha verde. Cogitado no Náutico no início da temporada, o arqueiro é um dos poucos destaques do Guarani no sistema defensivo. Ao todo, foram 15 defesas em quatro jogos disputados na Segundona, fundamentais para evitar uma campanha ainda pior do Bugre na competição.

Júlio César (PD) – Disposição. Apesar de ainda não ter balançado as redes, é quem mais vem tentando levar perigo às defesas adversárias. Nesta Série B, Júlio acumula total de oito finalizações, sendo o líder da equipe neste quesito. Merece uma atenção especial.

Nicolas Careca (ATA) – Mesmo com o ataque vivendo momento ruim, cabe ao centroavante tentar corrigir os problemas. Nicolas Careca ainda não marcou gols em 2022, mas tem boa movimentação para ajudar no setor ofensivo, sendo um dos mais acionados no terço final do campo.

Arte: Felipe Holanda, sobre fotos de Tiago Caldas/CNC e Thomaz Marostegan/Guarani FC

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Roberto Fernandes entra no panteão de grandes treinadores da história do Náutico

Por: Felipe Holanda

“Biberto Fernandes”. Após erguer seu segundo troféu do Campeonato Pernambucano pelo Náutico, Roberto entrou de vez no panteão dos maiores treinadores história Timbu. Agora bicampeão, igualou Muricy Ramalho (2001/2002), ficando atras apenas de Palmeira, tri na década de 1950, e Duque, comandante de quatro títulos na epopeia do hexacampeonato — 1964, 1966, 1967 e 1968.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha as principais características da equipe de Roberto nas finais do Estadual, abordando números, posicionamentos táticos, estilo de jogo, e muito mais do Alvirrubro.

DA ÁGUA PARA O VINHO

Efeito relâmpago. Quando Roberto Fernandes desembarcou na Rosa e Silva para a quinta passagem, o Náutico vinha mal das pernas, apresentando futebol medíocre. Pior que isso: não dava indícios de reação. Logo em sua estreia, o que pôde se ver foi um time aguerrido e — principalmente — mais sedento pelo gol, apesar da derrota pra o Retrô, na partida de ida da final.

Em termos táticos, diante da Fênix, pouca coisa mudou em relação ao trabalho de Felipe Conceição. Ora no 4-2-3-1, ora no 4-3-3, o Timbu até conseguiu pressionar, sendo parado apenas pela atuação iluminada do goleiro Jean. Num cochilo da marcação, Guilherme Paraíba marcou o gol do triunfo retroense, que mais tarde seria recuperado por Roberto.

Posicionamento ofensivo alvirrubro na primeira partida da final (Imagem: Premiere)

No meio tempo entre uma decisão e outra, vieram duas vitórias que fizeram o Timba chegar embalado à volta, na ordem, contra Operário e CRB, ambas pela Série B do Campeonato Brasileiro. Os triunfos serviram para se afastar do Z-4 e deixar o Alvirrubro ainda mais com a marca do novo comandante.

Outro exemplo do 4-2-3-1, dessa vez frente ao Operário (Imagem: SporTV/Premiere)

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O que mais chama atenção é a mudança de atitude em tão pouco tempo. Num espaço de nove dias, Roberto conquistou três vitórias nos quatro jogos que disputou, acumulando incríveis 75% de aproveitamento à beira do gramado.

Em termos defensivos, a equipe chegou bem melhor postada na finalíssima, mesmo com alguns desfalques por não terem sido inscritos. Apesar de dominar o confronto praticamente todo, o Timba se fechou bem nas poucas investidas do Retrô. A única chance clara do adversário só veio no segundo tempo, num 11 contra 10, quando Lucas Perri salvou com a ponta dos dedos; Jean Carlos foi expulso ainda na primeira etapa.

Compactação do Timba na grande final (Imagem: Premiere)

O REI DA ARENA

A Arena de Pernambuco sempre trará boas lembranças a Roberto Fernandes. Se em 2022 veio o bi, o técnico comandou a equipe que venceu o Central por 2 x 1, em 2018, e sagrou-se campeã. Postado muitas vezes num 2-4-4, o Timbu sufocou a Patativa durante boa parte do jogo, triunfando com gols de Ortigoza e Jobson.

Construção vermelha e branca no tento de Jobson, que saiu do banco (Imagem: Premiere)

Num viés defensivo, Roberto promoveu o mesmo posicionamento tático que foi visto na atual temporada, o 4-4-2. Se fechando em duas linhas de 4, conseguiu segurar o ímpeto centralino na partida de ida, que terminou com o placar em branco.

Compactação do Alvirrubro sem a bola (Imagem: Premiere)

QUEBRANDO RECORDES

Na partida diante do Operário, Roberto Fernandes superou Duque, técnico da época do hexa, e se tornou o segundo treinador com mais jogos na história da Rosa e Silva. Até a data desta postagem, Roberto soma incríveis 190 duelos à beira do gramado.

A quebra de recordes não para por aí. O próximo “alvo” é ultrapassar Palmeira, tricampeão na década de 1950, se tornando o maior. Caso fique até o final da Série B do Campeonato Brasileiro, terá 224 jogos disputados, contra 221 do atual detentor da marca máxima.

“Simplesmente não existe palavras para descrever este sentimento. Vivo esse clube (o Náutico) há muito tempo, desde antes de me tornar treinador, e chegar à uma marca desta só me resta agradecer a Deus”

Roberto Fernandes, em resposta ao Pernambutático

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Domador de Dragão: análise América-RN 0 x 1 Afogados

Por: Mateus Schuler

À la São Jorge. O Afogados mostrou forças mesmo fora de casa e bateu o América-RN na partida de abertura da terceira rodada da Série D do Campeonato Brasileiro. Em confronto realizado neste sábado (30), a Coruja domou o Dragão e venceu por 1 x 0, com gol de Paulista, já nos minutos finais, pelo Grupo A3.

Após conquistar o triunfo sobre o Icasa, o treinador Ito Roque optou por realizar apenas uma alteração entre os titulares. Os afogadenses entraram com Weverton ao lado de Lucas na cabeça de área, substituindo Celestino dos 11 iniciais no 4-2-3-1, tentando seguir no mesmo ritmo da última rodada.

Tricolor do Pajeú teve apenas uma novidade entre os 11 iniciais (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Motivado pela primeira vitória, mas cauteloso por jogar longe de sua torcida, o Afogados começou a partida mais retraído, tentando apostar no erro para levar a melhor. Ainda assim, o jogo iniciou bastante equilibrado, com os dois lados se estudando e criando poucos lances. Por ter menos a bola, a Coruja se postou num 4-4-2 de blocos médios para neutralizar a troca de passes do Dragão.

Controlando o ritmo do confronto, até conseguiu segurar bem as investidas adversárias, mas um erro na compactação gerou o primeiro lance em favor dos americanos. Após falta cobrada rapidamente, William recebeu livre pela direita, puxou para o meio e chutou forte, porém a bola saiu próximo à trave esquerda ao desviar em Airton Júnior.

Pernambucanos neutralizaram investidas dos potiguares (Imagem: InStat TV)

Se faltava motivo aos sertanejos para atacarem, aconteceu ainda durante a etapa inicial. Everton fez falta dura em Anderson Chaves, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a equipe inferior numericamente. Essa superioridade em campo fez a primeira oportunidade afogadense ser criada: Juffo cobrou falta perigosa sobre a barra. Se impondo no 4-3-3, deram novo susto, dessa vez em contra-ataque: Paulista avançou pela esquerda, tabelou com Breninho e finalizou firme, parando no goleiro Samuel.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

Para o segundo tempo, o Tricolor do Pajeú manteve a mesma proposta, sem se arriscar tanto no setor ofensivo. Desse modo, criou poucos lances e optou por jogar reativamente, tentando explorar descuido defensivo dos alvirrubros. Ainda assim, os potiguares chegaram mais próximo de abrir o placar: Mayco Félix dividiu com Félix dentro da área e a bola ficou para Felipe que, de frente para o gol, mandou alto demais, perdendo boa oportunidade.

Afogadenses buscaram se impor com superioridade numérica (Imagem: InStat TV)

Para renovar o fôlego do time, o técnico Ito Roque promoveu as entradas de Matheusinho e Índio, sacando Weverton e Juffo, respectivamente, dando até mais ofensividade. Apesar disso, a equipe pernambucana teve um banho de água fria já perto do fim: Airton Júnior matou um contra-ataque e igualou as peças em campo.

E foi justamente o contra-golpe que surtiu efeito para o Afogados. Após falta mal-sucedida, Matheusinho recuperou a posse próximo ao círculo central e disparou livre em velocidade, abrindo pela esquerda para Paulista. O meio-campista dominou, ganhou da marcação e, sozinho, arrematou na saída do camisa 1 adversário. No último lance, Araújo ainda levantou falta na cabeça de Jean Pierre, entretanto Léo fez um milagre e manteve a vitória da Coruja.

Marcação tricolor ficou mais adiantada na etapa final (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Canindé Pereira/América-RN

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Náutico e Retrô são maioria na seleção do Campeonato Pernambucano 2022

Por: Felipe Holanda, Ivan Mota e Mateus Schuler

Galeto completo. Finalistas, Náutico e Retrô dominaram a seleção do Campeonato Pernambucano Betsson 2022. Se o Timbu teve quatro nominações, a Fênix teve um a mais, cinco, contra uma indicação do Sport e outra do Santa Cruz; votação foi realizada pela equipe de analistas do Pernambutático.

Listamos os principais destaques da competição, considerando todas as equipes envolvidas. Veja abaixo os 11 titulares, melhor treinador, craque, e menções honrosas, citando as principais características táticas de cada um.

Escalação da seleção definida (Feito no Tactical Pad)

Lucas Perri (GOL) – Contratado por indicação de Muricy Ramalho, o goleiro chegou ao Timbu com experiência internacional na bagagem, tendo missão de suprir a saída de Anderson. Perri apresentou números bastante positivos, sendo fundamental para o Náutico se sagrar campeão com importantes — inclusive nos pênaltis nas semi e na decisão — intervenções.

O arqueiro somou 18 defesas em toda a competição, além de sofrer oito gols, o menos vazado do Pernambucano junto a Jean. Além disso, foi importante nos duelos 1×1, levando vantagem na maioria das vezes sobre os adversários, tal como se mostrou peça essencial nas transições, auxiliando na saída de jogo.

Pedro Costa (LD) – Vice-líder de assistências no Estadual, com três no total, o lateral-direito surgiu no futebol do Rio de Janeiro, mas já rodou o país antes da Fênix. Sem guardar muito a posição, mostrou muita liberdade para ir ao ataque, tendo qualidade com a bola no pé. Importante na transição, além da criação, é um dos principais nomes da equipe.

Pedro Costa atuando como ponta (Imagem: TV FPF)

Por chegar frequentemente ao campo ofensivo, completa cruzamentos e é destaque nas movimentações no último terço. O jogador também já marcou um gol no campeonato, atuando fora da função de origem, desempenhando papel de maior ofensividade.

Thyere (ZAD) – Em campo por nove partidas, o zagueiro do Sport conseguiu ser um dos principais responsáveis pela solidez defensiva da equipe quando atuou. Líder do Leão — com 42 — em rebatidas, é quem evita infiltrações dos adversários em maior frequência, sendo o pilar do setor do time, hoje sob o comando de Gilmar Dal Pozzo.

Além disso, tem se mostrado também construtor das jogadas, pois o rubro-negro iniciava a criação de jogadas em uma saída 3+2. Desse modo, realizou 10 lançamentos certos, sendo ainda o jogador com mais passes certos: 496; o número representa 96,31% do total, errando apenas 19 em todo o Estadual.

Renan Dutra (ZAE) – Se o Retrô chegou até a final e quase foi campeão, muito é por conta da força do sistema defensivo. Menos vazado da competição, o setor é o pilar da Fênix e o defensor usou a experiência para agregar positivamente à equipe.

Dos nove jogos realizados com a camisa azulina durante o Pernambucano, o time sofreu gols em somente três deles, confirmando a qualidade mostrada pelos defensores. Forte na bola aérea nas duas fases, Renan consegue tanto levar perigo, como neutralizar as investidas adversárias.

Júnior Tavares (LE) – Após passagem apagada pelo arquirrival Sport em 2021 e sem empolgar no início do Timbu, também na última temporada, Tavares é titular absoluto em 2022. Logo nas duas primeiras rodadas, contribuiu com os alvirrubros ao balançar as redes por uma vez e dar uma assistência.

Forte na bola parada, foi peça essencial ainda nas transições ofensivas, com a presença junto aos companheiros de time do meio-campo para frente. O lateral-esquerdo alvirrubro participou da criação de jogadas, seja direta ou indiretamente, fazendo movimentações para colaborar nos cruzamentos na pequena área; jogador cobrou o pênalti decisivo na final.

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Charles (VOL) – Depois de se destacar no Santa Cruz em 2018, rodou o Brasil, mas sem conseguir o mesmo êxito. E foi justamente no Retrô que recuperou o bom futebol de outrora, sendo o responsável por dar sustentação ao sistema de marcação da equipe, principalmente por neutralizar bem os adversários no meio.

Cabeça de área retroense ajudou no início da transição ofensiva (Imagem: TV FPF)

Além disso, tem força na bola parada, principalmente nas cobranças de falta de média distância; curiosamente, seus dois gols no Pernambucano saíram dessa maneira. Mesmo sendo bom marcador, se destacou também fazendo a ligação da defesa ao ataque, já que era a base na saída de 3 junto à dupla de zaga.

Rodrigo Yuri (VOL) – Ao lado de Gilberto, deu consistência à cabeça de área dos corais durante boa parte da competição, apesar da campanha irregular do time. Rodrigo foi quem ficou responsável por fazer a transição ofensiva, ao lado dos demais meio-campistas mais ofensivos, para criar e participar dos lances.

Aparecendo como elemento surpresa em boa parte das vezes, fez um gol e deu quatro assistências, mostrando qualidade com a bola no pé durante o ataque. Assim, terminou o Estadual como líder entre os garçons, dividindo a marca positiva com Gustavo Ermel, do Retrô, e Índio, do Vera Cruz.

Gustavo Ermel (PD) – Caindo pelo lado direito do campo, foi um dos principais jogadores do Retrô nessa Série A-1. Mostrando muita velocidade e se sobressaindo no 1×1, com destaque para o drible no último terço. Foi essa agilidade e o bom desempenho como driblador que o credenciaram como um dos craques da equipe.

Apesar de sequer ter balançado as redes na competição, teve importância ao time, pois sempre auxiliou os companheiros. Foram quatro assistências no Estadual, sendo o líder no quesito não apenas pela Fênix, mas também pelo torneio.

Jean Carlos (MEI) – Camisa 10. Principal nome do Náutico há três temporadas, o meia é quem mais teve destaque ao longo da competição, apesar da expulsão e da postura na finalíssima. Responsável por dois gols e uma assistência no Pernambucano, foi o segundo jogador com mais participação nos gols totais.

Camisa 10 atuando centralizando na criação alvirrubra (Imagem: TV Globo)

Bola parada, finalizações de longe, passes-chave… pontos fortes não faltam a Jean, craque do time no campeonato. O meio-campista foi quem criou a maioria das jogadas importantes no decorrer do Estadual, levando assim o Timbu à decisão, mesmo sem influenciar diretamente no título.

Carpina (PE) – Promessa. Ainda que não tenha tido sequência positiva ao fim do Pernambucano, o prata da casa teve um começo positivo, principalmente balançando as redes. Atuando tanto pelo meio como na beirada do campo, principalmente pelo lado esquerdo, também colaborou bastante na criação dos lances.

No campeonato, marcou quatro gols e deu uma assistência, mesmo sendo titular por apenas cinco jogos. O atleta foi quem teve mais participação dos tentos alvirrubros, somando 33% do total.

Renato (ATA) – Craque da competição. Apesar de ter sido pouco produtivo durante os dois jogos da final, foi quem comandou os azulinos rumo ao vice-campeonato inédito, sendo um dos jogadores mais participativos dentro de campo; do meio em diante, atuou em todas as posições e funções possíveis nos retroenses.

Coringa do Retrô atuando como homem de referência (Imagem: TV Globo)

Jogando pelas duas pontas, na referência e/ou como armador, Renato teve polivalência essencial ao time de Dico Wooley. Dessa maneira, participou de modo direto de oito gols, marcando sete deles e sendo garçom em outro. O camisa 10 da Fênix conseguiu manter o bom futebol pela quarta temporada seguida.

Dico Wooley (TEC) – Ainda que não tenha conquistado o título, o treinador da Fênix foi um dos principais responsáveis pela campanha positiva da equipe. O time mostrou boas variações dentro de campo, tendo movimentação para atacar com qualidade e intensidade, terminando como o segundo ataque mais positivo do torneio.

Defensivamente, demonstrou a mesma boa postura, pois foi a defesa menos vazada ao lado justamente do campeão Náutico, sofrendo oito gols. Tendo o 4-1-4-1 como base, alternou com certa frequência ao 4-4-2, formando duas linhas de 4 como a principal característica, neutralizando os adversários na maioria das vezes.

Menções honrosas: Hereda (lateral-direito do Náutico), Jean (goleiro do Retrô), Juba (ponta esquerda do Sport), Lucão (zagueiro do Salgueiro), Rafael Furtado (atacante do Santa Cruz), Rhaldney (volante do Náutico), Silvio Criciúma (técnico do Salgueiro) e Wescley (meio-campista do Salgueiro, hoje no Santa Cruz).

Arte: MVN Designers

Em destaque

Brotando o esplendor: análise Retrô 0 (2) x 1 (4) Náutico

Por: Ivan Mota

Hegemonia alvirrubra. No peso da camisa, o Náutico conseguiu remontada heroica e venceu o Retrô para se sagrar bicampeão do Pernambucano. Timbu levou a melhor por 1 x 0 no tempo normal, com gol de Pedro Vitor, selando a conquista nos pênaltis neste domingo (30), na Arena de Pernambuco.

Mudanças no Timbu para a final. Em relação ao jogo de ida da final, Roberto Fernandes optou por quatro novidades. Ralph, Eduardo Teixeira, Pedro Vitor e Léo Passos apareceram no time titular. Já Dico Wooley, treinador da Fênix, realizou apenas uma alteração. Radsley ganhou a vaga de João Guilherme e entrou de frente para a grande decisão.

Escalação inicial do Náutico para a final (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou com amplo domínio do Náutico. Sabendo que precisariam vencer para ter chances de levantar o troféu, os alvirrubros tinham mais posse e chegaram mais vezes com perigo ao gol de Jean. Nos poucos avanços da Fênix, o time se fechou em um 4-4-2, tendo Jean Carlos atuando mais avançado ao lado de Léo Passos.

Timbu se defendeu armado em um 4-4-2 (Imagem: Premiere)

Os minutos seguintes mantiveram a mesma toada, porém o Timbu não conseguiu levar real perigo ao goleiro Jean, chegando apenas por meio de bolas paradas. Mesmo assim, tinha maior posse e não deixava o Retrô trocar passes no meio de campo, evitando mais investidas da Fênix.

Tentando avançar, os recifenses saíram para o jogo com um 4+2, onde os volantes se aproximaram da linha defensiva, com os laterais participando do início das jogadas ofensivas. Sem a posse, o Retrô tentou chegar por meio de contragolpes e teve algumas boas chances, mas todas paradas pela defesa do Timba.

Timbu tentou sair para o ataque postado no 4-2-3-1 (Imagem: Premiere)

Mas aos 19 minutos um lance mudou a história do jogo. Após consulta ao VAR, a árbitra expulsou Jean Carlos por conta de uma cotovelada em Yuri Bigode. O camisa 10 perdeu a cabeça e, em uma atitude lamentável e covarde, foi para cima da árbitra, sendo contido pelos companheiros e adversários.

Pouco antes da expulsão, o Retrô se fechou num 4-1-4-1 para evitar chegadas mais ofensivas dos alvirrubros. Quando a marcação não deu conta, o goleiro Jean, que fez mais uma boa partida no campeonato, salvou as finalizações dos visitantes.

Retrô se defendeu postado no 4-1-4-1 (Imagem: Premiere)

E quando tudo pareceu encaminhar para um empate ao fim do primeiro tempo, mais uma vez o VAR entrou em ação, dessa vez assinalando um pênalti de Pedro Costa em cima de Pedro Vitor. O próprio atacante do Náutico foi para a cobrança e abriu o placar, colocando o time em vantagem.

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A segunda etapa começou parecida com a primeira. Mesmo em desvantagem numérica e na frente do placar, o Timbu seguiu atacando mais, sem conseguir dar espaços ao Retrô, que atacou por meio de contragolpes quando recuperou a posse.

Indo para cima, o time performou um 4-2-3 que podia variar ao 4-3-2, se utilizando de uma transição rápida, além de contar com o apoio de Júnior Tavares pela ala esquerda. Após várias mudanças de ambos os lados, a partida teve uma queda no número de finalizações durante os primeiros momentos da segunda etapa, porém o Retrô quase abriu o placar em chute de Gelson, obrigando Lucas Perri a realizar uma defesa difícil.

Náutico seguiu atacando mesmo após a expulsão (Imagem: Premiere)

Leandro Carvalho e Charles tiveram boas chances, mas não conseguiram finalizar a gol, focando as chances em chutes de longa distância. As jogadas mais bem trabalhadas vieram por parte do Náutico, que conseguiu invadir a área algumas vezes, entretanto sem sucesso.

Tentando se aproveitar da vantagem numérica, a Fênix buscou avançar, principalmente, pelo lado direito com avanços de Pedro Costa. Assim, o Náutico se fechava em um 4-4-1, tendo Leandro Carvalho e Robinho retornando para marcar. Os dois lados ainda tiveram mais algumas oportunidades, contudo não conseguiram balançar as redes, deixando a decisão para disputa por pênaltis.

Timbu se fechou com duas linhas de quatro (Imagem: Premiere)

O lateral Hereda foi quem iniciou a primeira série de penalidades. O jogador bateu no alto e a bola chegou a tocar no travessão, mas entrou. Em seguida, Charles foi para a cobrança e Lucas Perri defendeu, mantendo o Náutico em vantagem. A segunda começou com Richard Franco, que cobrou no meio do gol, vencendo Jean; pelo lado da Fênix, Pedro Costa fez batida ruim e mais uma vez Lucas Perri defendeu, dessa vez pulando no canto para salvar.

Com grande vantagem, Camutanga abriu a terceira série, porém o capitão do Timba mandou por cima do gol; Augusto Potiguar marcou logo depois o primeiro pênalti correto dos azulinos. Ewandro foi para a quarta cobrança e teve muita calma para deslocar Jean. Pressionado, Guilherme Paraíba também acertou e deixou Júnior Tavares para a cobrança decisiva; o lateral alvirrubro também bateu mostrando muita categoria e garantiu o bicampeonato à equipe da Rosa e Silva.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Em destaque

Inofensivo: análise CSA 1 x 0 Sport

Por: Mateus Schuler

Sem ataque. Pouco criativo e jogando recuado, o Sport sofreu a primeira derrota na Série B do Campeonato Brasileiro 2022. Neste sábado (30), o Leão enfrentou o CSA no Rei Pelé, em Maceió, e foi derrotado por 1 x 0 com gol de Lourenço, perdendo chance de assumir liderança provisória; duelo válido pela quarta rodada da Segundona.

Novidades na escalação. Seja por ordem médica, o caso das ausências de Sander, Giovanni e Búfalo, seja por opção, os rubro-negros foram a campo com cinco substituições da vitória diante do Ituano. Na lateral esquerda, Dal Pozzo optou pela solução caseira, colocando Lucas Hernández; no meio, por outro lado, Fabinho e Ronaldo ganharam oportunidade ao lado de Naressi. Já no ataque, continuou, Kayke permaneceu como titular, tendo Bill acionado na vaga de Jáderson no 4-2-3-1.

Time inicial teve alterações da última rodada (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Apesar da situação oposta na tabela, o CSA foi quem começou pressionando o Sport, fazendo uma verdadeira blitz nos minutos iniciais. A pressão resultou em quatro escanteios antes mesmo do relógio girar cinco vezes, mas sem ter objetividade e pouco levar perigo ao gol defendido por Maílson, que resistiu à intensidade adversária.

Postado no 4-5-1 ao ficar sem a bola, o Leão vinha neutralizando os ímpetos e controlando o ritmo da partida. Tanto que o primeiro bom lance criado pelo Azulão veio numa falha da equipe rubro-negra: Fabinho cochilou no círculo central e Dalberto desarmou, saindo em velocidade; o ponta disparou veloz e chutou em cima de Maílson, perdendo a oportunidade.

Apenas Kayke ficou isolado na fase defensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Se já estava ruim, piorou no decorrer do confronto, quando Bill precisou ter de ser substituído por dores no posterior da coxa. Em sua vaga, Gilmar Dal Pozzo promoveu o famoso seis por meia dúzia, colocando Ray Vanegas. Nem assim a criatividade melhorou, pelo contrário, ampliou a superioridade azulina: em jogada de Osvaldo pela esquerda, a sobra ficou no pé de Gabriel, que bateu colocada e o camisa 1 leonino afastou para escanteio.

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Depois de cobrança fechada, a marcação dormiu e a bola caiu na medida para Bruno Mezenga, que dominou e tocou para o fundo do barbante. Lance, contudo, acabou anulado pela arbitragem por ter visto um toque na mão do centroavante dos alagoanos. Formando o 4-3-3 ao ter a posse, a única boa oportunidade veio num chute de Juba, mas sem direção.

Laterais ajudaram na transição ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

No segundo tempo, o comandante do Sport manteve a mesma proposta do primeiro, tendo a inofensividade e os espaços para chegadas dos donos da casa mantidos. No entanto, foram realizadas duas mexidas: Kayke e Fabinho saíram para entradas de Rodrigão e Bruno Matias, respectivamente, porém sem surtir efeito imediato.

O Marujo persistiu intenso e teve a oportunidade por meio da bola parada, já que o Leão se defendeu num 4-4-2 para poder controlar as investidas: Diego Renan cobrou falta colocada e Maílson tirou com a ponta dos dedos. Pouco depois, Dalberto encontrou Lourenço na entrada da área, que chutou forte e o goleiro leonino defendeu; na sobra, Osvaldo mandou para fora.

Leoninos tentaram se fechar com duas linhas de 4 (Imagem: SporTV/Premiere)

Na tentativa de acelerar as jogadas do meio para frente, mesmo sem ter um armador de origem, o comandante rubro-negro promoveu Jáderson e sacou Naressi. Assim, Juba foi quem ficou na responsabilidade da dar fluidez tanto pelo meio, como nas beiradas, porém inicialmente não conseguiu alcançar o resultado esperado.

Quando o relógio havia passado de meia hora na etapa final, enfim foi criado o primeiro — e único — bom momento dos pernambucanos na partida. Juba recebeu pela esquerda depois de boa troca de passes no setor ofensivo e fez um cruzamento preciso para Jáderson, contudo parou em defesa tranquila de Marcelo Carné. No fim, um duro golpe: Lucas Marques levantou na área e o camisa 1 afastou no pé de Lourenço, que completou estufando o barbante.

Créditos da foto principal: Morgana Oliveira/CSA

Em destaque

Sport na Série B: como joga taticamente o CSA

Por: Mateus Schuler

Um olho no padre, outro na missa. Pela manutenção do G-4, o Sport faz confronto de opostos com o CSA para continuar pontuando e manter sequência positiva. Duelo será disputado no Rei Pelé neste sábado (30), às 16h, pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro 2022.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Marujo.

O TIME

Balançando no cargo, o técnico Mozart tem desafinado e o time sem sintonia dentro de campo. São três desfalques certos, todos por lesão: laterais Cedric e Ernandes, que voltou a sentir desconforto na coxa, e zagueiro Wellington, já baixa no última duelo; Igor e Diego Renan entram nas vagas. O meia Gabriel e o atacante Osvaldo, ambos ex-Leão, são dúvidas por desgaste físico, tendo Yann Rolim e Felipe Augusto como potenciais substitutos no 4-3-3 azulino.

Provável escalação dos alagoanos frente aos leoninos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do pior ataque da competição ao lado de Ponte Preta e Novorizontino, com apenas um gol marcado, o CSA tem apresentado falta de repertório ao atacar. Esse é o principal reflexo da situação ruim do setor ofensivo, que não é muito produtivo: são 11,3 finalizações por jogo, sendo duas chances claras e média de 55% de posse.

Time alagoano inicia jogadas com saída 4+1 (Imagem: SporTV/Premiere)

A criação dos lances do Azulão se dá por meio de uma saída 4+1, que tem os jogadores da primeira linha apoiados pelo volante, geralmente Geovane. Já do meio para frente, mesmo povoando bastante o último terço e formando o 4-3-3 de muita ofensividade, não consegue ser criativo, pois as peças ficam distantes e sem conexão entre si.

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Sem armador de origem, transição tem dificuldades (Imagem: Premiere)

“Além do espaçamento, principal erro é falta de triangulações em relação à temporada passada. O jogo se torna cada vez mais burocrático, lento e com raras surpresas ao adversário. Com a imprecisão ao tomar decisões nos passes ou chutes, a defesa adversária consegue se recompor, fechar os espaços e impedir as finalizações”

Taynã Melo, editor-chefe no Desporto Alagoano

COMO DEFENDE

Três gols sofridos somente. Por números, a defesa do Marujo até mostra certa solidez, já que é uma das menos vazadas da Segundona. O rendimento fraco do ataque, entretanto, faz com que esses tentos resultem na sequência sem vitórias, deixando o time na zona de rebaixamento e sem conseguir atuações empolgantes.

Apesar de ter a bola, azulinos buscam postura mais reativa (Imagem: Premiere)

O desenho mais comum dos alagoanos é a formação de duas linhas de 4, no entanto não há definição quanto ao sistema a ser usado. O mais comum é o 4-4-2, buscando recomposição de todos os atletas atrás do círculo central e tentando sair no contra-ataque em velocidade. Outra alternativa é o 4-1-4-1, que fecha mais os espaços, povoando o meio e os extremos auxiliando pelos lados na recomposição.

“Há variação tática com recuo dos volantes, que pode resultar tanto no 4-1-4-1 tendo os pontas na recomposição, como num 4-4-2. O principal problema é a falta de compactação nessas variações, o que pode deixar um enorme espaço entre círculo central e intermediária e facilitar o adversário na armação”

Taynã Melo, editor-chefe no Desporto Alagoano
Equipe apresenta problemas de compactação (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Marcelo Carné (GOL) – Apesar dos problemas da defesa, o goleiro tem sido o principal responsável para a situação não ser ainda pior. Nos três jogos que foi a campo, Carné já realizou 14 defesas, sendo o vice-líder no quesito, atrás apenas de Maílson, Gustavo (Criciúma) e Kozlinski (Guarani), no topo com 15. Dessas, nove foram de dentro da área, mostrando qualidade no 1×1.

Gabriel (MC) – Velho conhecido da torcida rubro-negra, o meio-campista é o jogador que mais trabalha no setor. É dos pés dele que saem a maior parte dos passes certos, acertando 154 em toda a competição até agora; desses, cinco foram decisivos, gerando finalizações perigosas, já que ainda não deu assistências.

Bruno Mezenga (ATA) – Formado na base do Flamengo, o centroavante dos alagoanos chegou para a disputa da Série B sendo a solução do ataque, no entanto ainda não rendeu. Foram três partidas disputadas na Segundona e apenas cinco finalizações, sem marcar nenhum gol; na atual temporada, foi jogador também da Ferroviária, balançando as redes por quatro vezes em 13 confrontos.

Créditos da foto principal: Morgana Oliveira/CSA

Em destaque

Cabo de guerra: análise CRB 1 x 2 Náutico

Por: Mateus Schuler

De virada é mais gostoso. Na “tora”, o Náutico conquistou vitória heroica sobre o CRB para colar no G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro, chegando embalado à final do Campeonato Pernambucano. Pedro Vitor e Aílton fizeram os gols do Timba, enquanto Richard completou o 2 x 1 nesta quarta-feira (27), em Maceió, pela 4ª rodada da Segundona.

Para o confronto, os alvirrubros de Rosa e Silva foram a campo com mexidas, já que no final de semana decidem o Campeonato Pernambucano diante do Retrô. Na defesa, Bruno foi acionado no gol, bem como Thássio, Carlão, Bruno Bispo e Aílton na primeira linha. No meio-campo, Djavan formou a cabeça de área ao lado de Nascimento, enquanto Niltinho, Franco e Luís Phelipe ficaram na trinca atrás de Amarildo no 4-2-3-1.

Equipe dita titular foi poupada para final do Estadual (

COMO FOI

Apesar de não ter os principais jogadores em campo, o Náutico iniciou o jogo com equilíbrio entre as duas fases. Ainda assim, criou a primeira boa chance: Luís Phelipe recebeu passe de Nascimento e ficou de frente para Diogo Silva, mas chutou em cima do goleiro; o camisa 10 pegou a sobra e voltou a bater para nova defesa do arqueiro.

Pouco criativo, o CRB não exigiu tanto da defesa, bem como de Bruno, sendo raros os lances criados. Em um desses, Richard foi servido já dentro da área e finalizou cruzado, contudo Bruno fez a intervenção. Postado no 4-5-1, o Timbu segurou as investidas e as neutralizou, controlando o ritmo da partida sem a bola.

Timba mostrou segurança durante a fase defensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Saindo ao ataque no 4+1, tendo Djavan dando apoio aos laterais e zagueiros, o Timba buscou ter sustentação na transição. Faltou, entretanto, criatividade para conseguir levar perigo à meta adversária, pois não mostrou eficiência e ficou pouco com a bola, apostando mais no contra-ataque. Assim, teve boa oportunidade: após tentativa na entrada da área, a posse ficou na pequena área para Franco, que completou e Diogo Silva defendeu.

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Nas vezes em que foram ao setor ofensivo, os pernambucanos formaram um 4-2-3-1, tendo Amarildo adiantado e Franco fazendo um papel de armador e na criação. No fim da primeira etapa, o Galo foi quem tentou chegar levando perigo: Guilherme Romão fez boa jogada individual, passou por Thássio e deu o arremate de fora da área, parando em Bruno.

Na etapa final, o Náutico voltou sem mudanças, mas a postura do CRB foi de maior agressividade. Tendo menos posse de bola, ficou mais retraído em seu próprio campo, chamando o adversário, que passou a ser mais criativo. Num dos lances tentados, Fabinho recebeu em profundidade e bateu na saída de Bruno, que fez boa intervenção.

Mesmo mantendo a postura do primeiro tempo, que foi se fechar com linhas próximas, o Timbu acabou sendo vazado. Após cruzamento na pequena área dos pernambucanos, Gum ficou com a bola na entrada da área e passou na medida para Richard, que completou o passe tirando do alcance de Bruno e abriu o placar.

Compactação do time da Rosa e Silva nos 45 minutos finais (Imagem: SporTV/Premiere)

Logo depois de ficar em desvantagem, Roberto Fernandes promoveu a saída de Amarildo para a entrada de Pedro Vitor, deixando Luís Phelipe como falso 9. E de início deu resultado, pois Luís Phelipe recebeu bom passe justamente de Pedro Vitor e bateu colocado, com a bola indo próximo à trave esquerda. Em seguida, Júlio e Victor Ferraz — estreando pela equipe — foram acionados nos lugares de Franco e Luís Phelipe, respectivamente, para mudar a postura no setor ofensivo.

Formando um 4-3-3, tendo Júlio na referência, o Timba passou a demonstrar mais criatividade e chegou ao empate quando Gum derrubou Pedro Vitor na pequena área. O mesmo camisa 20 cobrou, em segurança, e igualou o marcador. Já perto dos acréscimos, permanecendo intenso no ataque, fez a festa da torcida fora de casa: após boa troca de passes no último terço, a bola terminou no pé de Aílton, que chutou forte da intermediária e fechou a conta.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente o CRB

Por: Felipe Holanda e Ivan Mota

Um olho no cabo, outro na tomada. Pensando no Estadual, o Náutico visita o CRB com time misto para manter toada e chegar de moral elevado à final diante do Retrô. Duelo de alvirrubros está marcado para esta quarta-feira (26) às 19h, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, pela 4ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais do Regatiano.

O TIME

Ainda sem contar com o volante Yago e o meia Maicon, lesionados, Marcelo Cabo deve repetir a mesma escalação da última partida, a derrota para a Ponte Preta por 1 x 0. Com isso, Wallace e Vico são esperados para seguir na equipe titular por mais uma rodada atuando ao lado de Marthã, Fabinho Richard no meio de campo do Galo da Praia, tendo Anselmo Ramon na referência.

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Provável formação inicial dos comandados de Cabo (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

A utilização de bolas longas é a tônica do jogo do CRB em fase ofensiva. No início de construção, a alternativa é chegar o mais rápido possível ao campo de ataque, com lançamentos dos laterais, volantes ou até zagueiros, em busca das duas referências técnicas do time: Vico, meia, e Anselmo Ramon, centroavante. Dessa forma, consegue ser objetivo, por vezes pegando a defesa adversária desprevenida num 4-3-3.

Postura regatiana no terço final (Imagem: Nordeste FC)

“Atua no 4-3-3 padrão, com o meio de campo formado por um volante de contenção, um com habilidade de fazer a transição ofensiva e um meia responsável pela criação. O trio de ataque conta com dois extremos e um centroavante. A principal dificuldade do time nos dois jogos disputados é criar situações de gol”

Taynã Melo, setorista do CRB

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Na organização da defesa para o ataque, Marcelo Cabo costuma explorar uma saída 4+1, valorizando a posse de bola com a chegada do volante mais recuado, geralmente Marthã. Assim, o treinador dá mais liberdade aos laterais e pontas para chegarem ao campo de ataque na tentativa de quebrar as linhas de defesa do rival.

Mais um exemplo de construção do Galo da Praia (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Sofrendo dois gols nas duas partidas que disputou nesta Segundona, Marcelo Cabo costuma fazer o “feijão com o arroz” no sistema defensivo do CRB. A principal alternativa sem a bola é se compactar no 4-4-2, preenchendo bem o meio e bloqueando boa parte das subidas dos laterais/pontas adversários.

Duas linhas de 4 regatianas (Imagem: Premiere)

“Com as ausências dos volantes Claudinei, Yago e Maicon, o CRB perde muito no desarme, na posse, no passe, na construção e na infiltração. Embora saia no prejuízo, Wallace e Vico foram usados na Ponte Preta e conseguiram suprir razoavelmente bem as respectivas funções. A primeira linha defensiva é formada por quatro defensores, com a segunda linha também formada por quatro atletas”

Taynã Melo, setorista do CRB

Caso precise se fechar ainda mais, o Galo da Praia pode utilizar uma segunda linha de cinco, deixando apenas Anselmo Ramon mais isolado. Dessa forma, consegue dificultar a troca de passes da equipe rival e aumentar suas chances de recuperar a posse de bola.

CRB melhor compactado (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Diogo Silva (GOL) – Segurança no gol. O experiente goleiro de 35 anos chegou ao CRB em 2021 e em pouco tempo já caiu nas graças da torcida. Provou ser decisivo em diversas partidas, principalmente em disputas de pênaltis, sendo responsável direto por classificações no Estadual, Copa do Nordeste e Copa do Brasil.

Gum (ZAG) – Experiência na defesa. Aos 36 anos, Gum já vai para a sua terceira temporada no time de Maceió. Além do papel defensivo, o zagueiro também é perigoso na bola área ofensiva. Inclusive, o camisa 3 foi às redes contra o ASA no jogo que deu o título estadual ao CRB, chegando ao segundo gol em 2022.

Anselmo Ramon (ATA) – O artilheiro. O atacante Anselmo Ramon já passou por vários clubes do futebol brasileiro, sempre deixando sua marca de goleador. E até o momento não tem sido diferente no Galo. Na atual temporada, o camisa 9 já balançou as redes oito vezes em 19 partidas, com metade desses gols marcados na Copa do Nordeste.

Créditos da foto principal: Francisco Cedrim/CRB

Em destaque

Bill do olho vermelho e preto: análise Sport 1 x 0 Ituano

Por: Ivan Mota

Sangue nos olhos. Em duelo complicado, o Sport mostrou raça e arrancou um gol já próximo do fim para vencer o Ituano por 1 x 0, assumindo provisoriamente a vice-liderança na Série B do Campeonato Brasileiro. Bill foi o autor do único gol da partida, realizada nesta terça-feira (26), na Ilha do Retiro, pela 4ª rodada.

Gilmar Dal Pozzo promoveu três novidades no time titular do Leão. Giovanni, que já havia entrado no segundo tempo contra o Críciuma, atuou pela primeira vez entre os 11. Outro estreante foi o atacante Kayke, escolhido como substituto de Búfalo, poupado devido a um desgaste muscular; já Jáderson também retomou sua vaga no lugar de Bill.

Escalação inicial leonina para jogo na Ilha do Retiro (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O primeiro tempo foi marcado por uma ampla posse de bola rubro-negra, com mais de 70%, porém sem conseguir criar nenhuma chance efetiva contra a meta do goleiro Pegorari. As duas melhores oportunidades da primeira etapa foram do Ituano. Maílson fez boa defesa após cobrança de falta de Kaio. Pouco tempo depois, Rafael Elias quase abriu o placar de cabeça.

Sem a bola, os rubro-negros se postaram num 4-1-4-1, flertando em alguns momentos com uma linha de cinco na defesa. William Oliveira era quem atuava mais recuado e, em muitas situações, chegou a ficar na mesma faixa do campo que zagueiros e laterais.

Sport se fecha flertando com o 5-4-1 (Imagem: SporTV/Premiere)

Giovanni foi um dos leoninos que mais tentou criar jogadas, buscando lançamentos longos para companheiros infiltrarem na grande área pelos lados do campo, contudo sem muito sucesso. O outro estreante no time titular, Kayke, também se movimentou bastante mas, nas vezes que teve a posse de bola dentro da área, não conseguiu ser efetivo.

Com muita dificuldade para vencer a marcação dos visitantes, o Leão apostou em uma saída 3+1, com William Oliveira jogando entre os zagueiros, dando liberdade aos laterais. Poucas chances, no entanto, foram criadas, mantendo o placar zerado até o fim dos 45 minutos iniciais.

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Construção dos donos da casa (Imagem: SporTV/Premiere)

Gilmar Dal Pozzo já voltou com duas mudanças no intervalo. Pedro Naressi e Rodrigão entraram nas vagas de Bruno Matias e Kayke. O camisa 6 conseguiu dar mais qualidade na saída de bola rubro-negra que, mesmo assim, seguiu esbarrando na marcação adversária e na falta de criatividade.

Seguindo com mais posse, o Leão se postou num 4-4-2 com Giovanni atuando ao lado de Rodrigão. Mas o meia acabou pedindo para deixar o jogo, dando lugar para Ray Vanegas, que passou a jogar pela ponta esquerda, levando Juba para o meio de campo.

Sport seguiu tentando vencer a marcação (Imagem: SporTV/Premiere)

E as chances foram começando a surgir. Bill, que também entrou na segunda etapa, acertou a trave após fazer boa jogada na grande área. No rebote, Rodrigão mandou para dentro, mas o centroavante estava muito impedido. Vanegas entrou bem, dando dinamismo no lado esquerdo. No modo ataque total, os leoninos se armaram em um 4-2-4 com apoio dos laterais.

Leão se postou num 4-2-4 com avanço dos laterais buscando o gol (Imagem: SporTV)

E as mudanças surtiram resultado. Vanegas recebeu de Sander, se livrou da marcação e acertou um cruzamento rasteiro encontrando Bill. O camisa 98 estava sem marcação e apenas empurrou para o gol vazio. Em vantagem, o treinador decidiu tirar Rodrigão e colocou Chico em campo, para fechar os espaços do Ituano. Mesmo assim, o Galo ainda conseguiu chegar uma vez com perigo, mas parou em grande defesa de Maílson, garantindo os três pontos aos leoninos.

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Sport na Série B: como joga taticamente o Ituano

Por: Mateus Schuler

Gigantesco. Mirando se firmar no G-4, o Sport faz confronto direto com o Ituano para dar manutenção à invencibilidade na Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo do Leão contra o Galo pela abertura da quarta rodada será realizado nesta terça-feira (26), na Ilha do Retiro, às 19h.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Galo.

O TIME

Para o confronto diante dos leoninos, os rubro-negros paulistas não possuem novos desfalques em relação à vitória diante do Vila Nova. Os atacantes Neto Berola e Chrigor permanecem fora da relação, com o treinador Mazola Júnior sinalizando a manutenção da equipe titular pela quarta partida consecutiva, repetindo o 4-2-3-1.

Provável escalação do Ituano para o duelo (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do melhor ataque ao lado de Bahia e Sampaio Corrêa com quatro gols, o Ituano tem se mostrado um time que gosta pouco da bola, pois tem média inferior — 45% — a 50% na posse. Além disso, chega constantemente ao setor ofensivo, já que tem 15,3 finalizações por partida, a segunda maior marca da competição, dividindo-a junto a outros três times, atrás apenas do Náutico.

Um dos volantes recua para ajudar os laterais na transição (Imagem: Brasileirão Play)

Quando constrói suas jogadas, a equipe paulista busca a formação de uma saída em 4+1, tendo um dos volantes recuado para poder auxiliar laterais e zagueiros. Do meio em diante, busca ter o máximo de presença para criar os lances, mantendo o próprio 4-2-3-1 de base, realizando revezamento entre o centroavante e o armador.

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Aylon e Rafael Elias revezam posicionamento no último terço (Imagem: SporTV/Premiere)

“O Ituano busca priorizar o Rafael Elias nas jogadas ofensivas, tentando sair bastante no contra-ataque. Aylon é quem faz melhor essa transição, encontrando o companheiro de ataque sempre em melhor condição”

Renato Alves, repórter na Rádio Cidade

COMO DEFENDE

Defensivamente também consegue mostrar bom desempenho, mesmo sem ter sido vazado em apenas um dos três jogos. Apesar da proposta, o time de Mazola Júnior é quem mais cometeu faltas na Segundona, totalizando média de 20 por confronto, sendo a maioria dessas para neutralizar as investidas do adversário.

Time de Mazola se fecha com duas linhas de 4 (Imagem: SporTV/Premiere)

Ao se postarem sem a bola, contudo, os paulistas formam costumeiramente em duas linhas de 4, sendo o 4-4-2 o sistema tático mais utilizado. Caso opte por deixar o meio mais povoado, tentando segurar melhor os ímpetos rivais, há a possibilidade da formatação do 4-5-1 — meia armador — descer a linha e deixar os blocos compactados.

“A dupla de zaga é formada na base do clube. Enquanto Léo Santos já mostra mais experiência no setor, Bernardo ainda está começando, mas ambos já começam a ter bom entrosamento, o que tem sido fundamental para o sistema defensivo”

Renato Alves, repórter na Rádio Cidade
Rubro-negros podem formar 4-5-1 para deixar meio povoado (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Mário Sérgio (LE) – Bastante participativo nas investidas ofensivas, tal como Pacheco pela direita, o lateral-esquerdo do Galo tem apresentado um início positivo nesta Série B. Além de acertar seis cruzamentos de 15 tentados, deu uma assistência para gol, sendo ainda o líder da equipe em interceptações, totalizando oito.

Aylon (MEI/ATA) – Principal jogador. Acumulando passagens de destaque no Internacional, em 2016, e na Chapecoense, em 2020, o atacante tem tido uma temporada positiva nos rubro-negros. Contratado em baixa após não render no CSA, é o vice-artilheiro do time em 2022, marcando seis gols em 16 jogos; de oito finalizações na Segundona, balançou as redes por duas, acumulando 25% de aproveitamento.

Rafael Elias (ATA) – Goleador. Criado nas categorias de base do Palmeiras, onde já marcou 32 gols em 32 jogos, vem sendo um dos grandes nomes dos paulistas na atual temporada. Além de ter índice de acertos igual a Aylon, o centroavante já deu duas assistências em 2022, demonstrando ter também bom pivô.

Créditos da foto principal: Flávio Torres/Ituano FC

Em destaque

Roberto Fernandes quebra recorde e se torna o 2º treinador com mais jogos pelo Náutico

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

A vitória do Náutico sobre o Operário, conquistada no último domingo (24), teve um sabor especial para Roberto Fernandes. Agora com 188 jogos no comando, Roberto se tornou o segundo treinador com mais partidas disputadas na história alvirrubra (veja lista completa abaixo), superando Duque, multicampeão na década de 1960.

TODOS OS JOGOS DE ROBERTO FERNANDES PELO NÁUTICO

2007 – Brasileirão

Athletico F
Palmeiras C
Juventude F
Cruzeiro C
Corinthians F
Grêmio C
Santos F
Fluminense C
América-RN F
Figueirense C
Flamengo F
Atlético-MG C
São Paulo F
Vasco F
Internacional C
Paraná F
Botafogo C
Goiás F
Sport C
Athletico C
Palmeiras F
Juventude C
Cruzeiro F
Corinthians C
Grêmio F
Santos C
Fluminense F
América-RN C
Figueirense F
Flamengo C

2008 – Pernambucano

Serrano F
Centro Limoeirense C
Porto F
Porto C
Centro Limoeirense F
Serrano C
Centro Limoeirense F
Sete de Setembro C
Petrolina F
Petrolina C
Sete de Setembro F
Centro Limoeirense C
Central C
Ypiranga F
Sport C
Serrano F
Salgueiro F
Serrano C
Ypiranga C
Central F
Salgueiro C
Sport F

Amistoso

Central F

Copa do Brasil

Atlético-RR F
Juventus F
Juventus C
Atlético-MG C
Atlético-MG F

Brasileirão

Goiás C
Fluminense F
Santos C
Goiás F
Fluminense C
Grêmio C
Botafogo F
Ipatinga C
Vasco F
Atlético-MG F
Palmeiras C
Flamengo C
São Paulo F
Sport F
Portuguesa C
Internacional F
Vitória C
Coritiba F
Cruzeiro C
Figueirense F
Athletico C
Santos F

2009 – Pernambucano

Cabense C
Serrano F
Salgueiro C
Ypiranga F
Central C
Sete de Setembro F
Santa Cruz C
Vitória F
Petrolina C
Porto C
Sport F
Cabense F

Copa do Brasil

Moto Club F

2010 – Série B

Ipatinga F
ASA F
América-MG C
Bahia F
Paraná C
Sport F
Guaratinguetá C
Portuguesa F
Icasa C
Ponte Preta C
Brasiliense F
Vila Nova C
Santo André F

2011 – Pernambucano

Petrolina C
Araripina F
Salgueiro F
Cabense C
Porto C
Vitória F
Santa Cruz C
Ypiranga C
Central F
América C
Sport F
Petrolina F
Araripina C
Cabense F
Vitória C
Porto F
Santa Cruz F
Salgueiro C
Ypiranga F
Central C
América F
Sport C
Sport F
Sport C

Copa do Brasil

Trem F
Trem C
Bangu F
Vasco C

2017 – Série B

Luverdense C
América-MG F
Figueirense C
Ceará F
Brasil C
Oeste F
Internacional C
Paraná F
Boa Esporte C
Goiás F
Guarani C
CRB F
ABC C
Juventude F
Santa Cruz F
Paysandu C
Londrina C
Criciúma F
Vila Nova C
Luverdense F

2018 – Pré-Copa do Nordeste

Itabaiana F
Itabaiana C

Copa do Nordeste

Altos C
Botafogo-PB F
Bahia F
Bahia C
Botafogo-PB C
Altos F

Pernambucano

América C
Central F
Sport C
Vitória F
Pesqueira F
Salgueiro C
Santa Cruz F
Afogados C
Flamengo C
Belo Jardim F
Afogados C
Salgueiro C
Central F
Central C

Copa do Brasil

Cordino F
Fluminense-BA F
Cuiabá C
Cuiabá F
Ponte Preta F
Ponte Preta C

Série C

Santa Cruz C
Botafogo-PB F
Atlético-AC F
Confiança C

2022 – Pernambucano

Retrô C

Série B

Operário C

Os recordes não devem parar por aí. Agora, Roberto está a 33 jogos de Palmeira, comandante na década de 1950. Sendo assim, caso permaneça até o final da temporada, será o técnico com maior número de partidas disputadas na Rosa e Silva.

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PRÓXIMOS DESAFIOS

Após superar Duque, Roberto Fernandes agora foca suas atenções em dois compromissos importantes que terá durante a semana. Primeiro, vai até Maceió encarar o CRB, na próxima quarta-feira (27), pela 4ª rodada da Segundona. Três dias mais tarde, enfrenta o Retrô na partida de volta do Campeonato Pernambucano, precisando vencer se quiser ficar com o título.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Em destaque

Piando alto: análise Afogados 1 x 0 Icasa

Por: Mateus Schuler

Cantando em casa. Sem dar motivos para reclamações, o Afogados fez valer a força da torcida e conquistou sua primeira vitória na Série D do Campeonato Brasileiro neste domingo (24). Em jogo com o Icasa, no Vianão, a Coruja se recuperou da derrota frente ao São Paulo Crystal e venceu por 1 x 0: gol de Paulista; jogo foi válido pela segunda rodada do Grupo A3.

Reformulação total. Após ser derrotado na estreia, o técnico Ito Roque optou por realizar mudanças em todos os setores no time afogadense, buscando a correção imediata dos erros cometidos. A única manutenção foi do sistema tático, seguindo no 4-2-3-1: saíram Weverton, Willian Gaúcho, Matheusinho e Thauã, entraram Toninho Paraíba, Félix, Celestino e Juffo.

Tricolor do Pajeú teve quatro novidades entre os 11 iniciais (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Vindo de resultados opostos no primeiro jogo desta Série D, Afogados e Icasa iniciaram com muito equilíbrio. Enquanto a Coruja tentou valorizar a força de sua torcida para poder se impor, o Verdão ficou mais retraído, buscando ter o contra-ataque de arma. O primeiro bom lance foi dos donos da casa, em uma cobrança de falta lateral de Juffo, mas a bola saiu pela linha de fundo.

Com maior controle da partida, os afogadenses seguiram pressionando, no entanto pecaram bastante no último terço, seja nos passes ou nos chutes a gol. Formando o próprio 4-2-3-1 de base, chegaram muito perto de sair em vantagem no placar: Paulista fez grande jogada e tocou para Juffo, que não titubeou e soltou o pé, porém Neguete tirou em cima da linha.

Praticamente todos os jogadores no campo ofensivo (Imagem: InStat TV)

Nas poucas vezes que levaram perigo durante a etapa inicial, os cearenses tiveram a bola parada como solução. Numa delas, Dênis bateu falta direto à barra e parou em intervenção segura de Léo, criando o último bom momento do primeiro tempo. No intervalo, Ito Roque mostrou satisfação pela atuação e não realizou nenhuma mudança, mantendo também a proposta.

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Apesar disso, a criatividade diminuiu e os visitantes passaram a gostar mais do confronto e passaram a povoar o campo do Tricolor do Pajeú. Ao ficarem sem a posse, os sertanejos formaram um 4-4-2 bastante compacto, contudo ainda cederam espaços. As entradas de Filipe e Matheusinho, nos lugares de Juffo e Celestino, não alteraram o desenho do time durante a fase defensiva, seguindo o que ocorreu no primeiro tempo.

Afogadenses buscaram o máximo de compactação (Imagem: InStat TV)

A evolução dos alviverdes ficou mais evidente quando Léo afastou escanteio e a bola caiu com Welton, que emendou um voleio e acertou o travessão. Em sequência, Mandacaru foi lançado em profundidade pelo lado esquerdo do ataque, ganhou de Félix na velocidade e chutou cruzado, entretanto o goleiro da Coruja desviou antes de ir na trave.

Os sustos deram novo fôlego aos tricolores que, empurrado pelos torcedores, chegaram muito próximos de abrir contagem. Em falta frontal, Lucas cobrou colocada e parou na defesa de Tanaka. Logo depois, não deu para o camisa 1 adversário. Filipe abriu no meio para Anderson Chaves, que fez o pivô para Paulista; o meio-campista ganhou da marcação e bateu firme na saída do arqueiro. No finalzinho, Willian Gaúcho e Weverton entraram nos lugares de Anderson Chaves e Breninho, reforçando o poder de marcação e segurando o resultado positivo até o apito final.

Tricolor formou duas trincas ao atacar (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Divulgação/Afogados FC

Em destaque

Mascotizado: análise Sousa 0 x 3 Retrô

Por: Ivan Mota

Voando alto. O Retrô venceu mais uma vez na Série D do Campeonato Brasileiro, seguindo em ascensão na temporada 2022. A vítima deste domingo (24) foi o Sousa, em pleno Marizão, em vitória segura por 3 x 0 com gols de Mascote, Renato e Gelson; partida válida pela segunda rodada do Grupo A3.

Dico Wooley montou a equipe com algumas novidades em relação à partida contra o Náutico. Yuri Bigode assumiu o lugar de Renan Dutra na defesa, pois o zagueiro titular foi poupado. Radsley formou o meio de campo ao lado de Charles e Gelson. Outra mudança foi a estreia de Mascote ao time titular, já que o atacante não pode atuar pelo Estadual, substituindo João Guilherme no 4-3-3; Erivelton ganhou vaga no gol.

Azulinos tiveram novidades entre os titulares (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou com os donos da casa tomando a iniciativa e chegando algumas vezes perigosamente ao atacar. Camisa 10, Esquerdinha foi o maior destaque dos primeiros minutos, armando jogadas e também finalizando na direção da meta de Erivelton. A primeira chance do Retrô aconteceu aos oito minutos, quando Gustavo Ermel ficou com a bola após falha da defesa, mas acabou chutando para fora.

Tentando conter os ataques do Dinossauro, a Fênix se postou em um 4-2-3-1 defensivo, que também variou ao 4-3-3, com Charles podendo atuar tanto mais defensivamente, como ao lado dos pontas. No decorrer da partida, os pernambucanos começaram a ganhar confiança e chegaram a igualar as ações ofensivas.

Azulinos se defenderam postados no 4-2-3-1 (Imagem: InStat TV)

Renato e Mascote foram os destaques dos minutos finais do primeiro tempo, conseguindo arrematar de longa distância, e obrigando o goleiro Ricardo a realizar algumas boas intervenções. Do outro lado, Doda também se mostrou perigoso, quase vencendo Erivelton, entretanto o arqueiro retroense interveio e evitou o gol.

Indo para cima, o time de Camaragibe se armou no já tradicional 4-3-3 com apoio dos laterais, que tinham bastante liberdade para chegar ao campo de ataque. Charles atuava mais recuado, iniciando as jogadas, já o trio ofensivo jogou demonstrando bastante mobilidade e, mesmo assim, a primeira etapa terminou zerada.

Partindo para cima, equipe se postou com duas trincas e apoiada pelos laterais (Imagem: InStat TV)

O segundo tempo foi todo da Fênix. Logo aos dois minutos, Mascote marcou o seu primeiro gol: centroavante aproveitou cruzamento de Pedro Costa para finalizar de cabeça. Pouco depois, o camisa 9 voltou a marcar, chegando ao quarto tento na competição. Dessa vez recebendo bom lançamento, o atleta azulino driblou o goleiro e tocou para o fundo do barbante em tranquilidade.

Os donos da casa até tentaram ensaiar uma reação, mas pararam na boa marcação dos retroenses, que se fecharam num 4-1-4-1 próximo da grande área. A situação ficou ainda pior aos 33 minutos, quando Marcelo precisou parar Pedro Costa com um puxão, levou o segundo amarelo e foi expulso do jogo.

Vencendo, o Retrô se fecha no 4-1-4-1 para evitar os ataques do Sousa (Imagem: InStat TV)

Em vantagem numérica, a Fênix teve tranquilidade para segurar a posse de bola e evitar novas chegadas do Sousa, tendo tempo ainda para ampliar o placar. Dessa vez, o autor do gol foi Gelson, que completou bom cruzamento de Charles em cobrança de falta e cabeceou, dando assim números finais à partida.

Créditos da foto principal: Marcelo Trajano/Retrô FC Brasil

Em destaque

Exorcizando fantasmas: análise Náutico 2 x 0 Operário

Por: Felipe Holanda

Operante. Em jogo histórico para Roberto Fernandes, o Náutico encerrou sequência negativa e venceu o Operário para se reerguer na Série B do Campeonato Brasileiro. Gols alvirrubros foram marcados, pela ordem, por Niltinho e Luís Phelipe, selando o 2 x 0 neste domingo (24), nos Aflitos, em confronto válido pela 3ª rodada.

Para o confronto memorável, o comandante alvirrubro promoveu mudanças no time titular, seja por opção ou forçadas. Na defesa, Bruno Bispo — que não foi inscrito no Pernambucano — voltou a formar a dupla de zaga ao lado de Camutanga, enquanto Ralph substituiu o suspenso Djavan junto a Rhaldney. No ataque, Niltinho entrou na vaga de Ewandro, já Léo Passos ganhou o lugar de Kieza, fora por lesão muscular.

Escalação inicial dos donos da casa (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O roteiro inicial foi temerário. Logo nos primeiros segundos, Paulo Sérgio teve chance de abrir o placar para o Operário. Sorte que Lucas Perri defendeu. Eis que o Timbu respondeu, pouco depois. Após troca de passes, Hereda lançou bola para Rhaldney, que deixou Jean Carlos de frente para o gol; camisa 10, porém, finalizou rasteiro, parando na boa defesa do goleiro Vanderlei.

Aos poucos, os fantasmas iam sendo exorcizados. Valorizando mais a posse, o Náutico conseguiu ditar o ritmo do jogo, formando um 4-2-3-1 à procura de brechas na marcação paranaense e as chances não pararam de acontecer. Numa dessas, inclusive, Léo Passos até balançou as redes, mas a arbitragem assinalou impedimento após quatro minutos de revisão no VAR.

Construção dos pernambucanos ainda com o placar em branco (Imagem: Premiere)

Virando a chave. Após gol anulado, o time de Roberto Fernandes continuou trocando a maioria dos passes no campo de ataque, tendo Niltinho e Hereda protagonizando bola dupla pela direita. Já sem a posse, a alternativa era se fechar no 4-5-1, com Jean Carlos flutuando entrelinhas à espera de possível contra-ataque; 4-4-1-1 também foi variação.

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Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. De tanto insistir, a equipe alvirrubra balançou as redes, em lance que nasceu dos pés do próprio Jean. O camisa 10 lançou Léo Passos, que girou bem e serviu Niltinho; estreante da tarde bateu de primeira, dessa vez sem chances para Vanderlei e abrindo a contagem nos Aflitos.

Compactação do Timba sem a bola (Imagem: Premiere)

Depois de sete minutos de acréscimo, o segundo tento até poderia ter saído na etapa inicial, contudo o Timba não soube aproveitar as bolas paradas. A segunda metade iniciou no mesmo estilo que terminou a primeira, quando Léo Passos cruzou rasteiro na marca do pênalti e Jean perdeu novo gol feito, concluindo à esquerda da trave do Fantasma.

Mais um “quase”. Utilizando uma saída 4+1, com Ralph vindo buscar a bola, Niltinho teve nova chance, mas não aproveitou o lançamento bem sucedido. Foi o momento para Roberto promover as entradas de Luís Phelipe e Richard Franco nas vagas de Niltinho e Rhaldney, respectivamente. Taticamente, não teve muita mudança, entretanto o Timbu teve outra chance clara com Jean Carlos, que parou noutra boa intervenção de Vanderlei.

Posse do Timba com a vantagem no placar (Imagem: Premiere)

Na sequência, os sacados foram Léo Passos, destaque da partida, e Leandro Carvalho, entrando Amarildo e Robinho. A chance em seguida selou de vez o placar. Outra vez aos 33 minutos, agora no segundo tempo, o estreante Luís Phelipe aproveitou um passe preciso de Richard Franco, de letra, e estufou as redes de Vanderlei pela segunda e última vez.

Lucas Perri ainda precisou trabalhar pelo menos duas vezes para garantir o resultado, de fato. No fim, Victor Ferraz, outro que saiu do banco de reservas, ainda teve a chance do terceiro, no entanto também esbarrou na marcação alvinegra, minutos antes do apito final, sacramentando o primeiro triunfo dos pernambucanos na Segundona.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC