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Sport na Série A: como joga taticamente o Bragantino

Por: Mateus Schuler

Tentando outra vez. Vindo de três resultados negativos, o Sport busca ganhar sobrevida na luta contra o rebaixamento e tem nova oportunidade de ficar próximo de sair do Z-4 em confronto com o Bragantino. Partida acontece nesta quinta-feira (28) às 19h30, no Nabi Abi Chedid, pela 34ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Massa Bruta.

O TIME

Para o confronto contra os leoninos, Maurício Barbieri ainda não tem seu time titular definido antecipadamente, mas sinaliza a manutenção do 4-3-3. Além disso, tem o retorno de Aderlan à lateral direita depois de cumprir suspensão, enquanto Luan Cândido é desfalque com uma fratura na face sofrida no gol diante do São Paulo e Helinho está suspenso; já Praxedes e Lucas Evangelista continuam como baixas no departamento médico. Recuperado da Covid-19, o atacante Ytalo surge como opção e pode entrar no lugar de Jan Hurtado, o substituto imediato no setor.

Comandante do Braga deve dar sequência ao time (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

O segundo melhor ataque da competição, com 44 gols marcados ao lado do Atlético-MG, não é em vão. O Bragantino apresenta muita qualidade técnica e busca sair jogando desde a defesa formando uma saída de 3, deixando os laterais auxiliando mais na frente. No meio, Jadsom e Ramires dão dinâmica, podendo ambos aparecerem como elemento surpresa ao pisarem na área.

Em alguns momentos, transição ofensiva pode ser em jogo apoiado (Imagem: Brasileirão Play)

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Já nas pontas é onde o Massa Bruta tem mais força. Tomás Cuello joga pelo lado esquerdo e tem como característica cortar para dentro e arrematar de longa distância. Na direita, porém, fica a referência: Artur, que é canhoto, tem velocidade, drible, passe e finalização. Não obstante, é quem possui melhores números da equipe nesses quesitos, sendo peça-chave na – muito frequente – alternância entre 3-2-4-1 e 3-4-3 com a posse.

Linhas se aproximam para preencher melhor os espaços (Imagem: Brasileirão Play)

“O Braga aposta em transições muito rápidas. Por usar muito a velocidade, precisa de poucos toques na bola para sair de sua defesa e ir ao ataque. Os lados do campo são acionados mais frequentemente, principalmente com as investidas de Artur na direita”

Eberson Martins, repórter na 102 FM de Bragança Paulista

COMO DEFENDE

Apesar de priorizar a compactação, o Braga tem mostrado fragilidades ao se defender, já que possui a quinta defesa mais vazada do Brasileirão, sofrendo 32 gols e dividindo a marca com o Grêmio. Muito disso é por fazer a transição lenta e deixarem espaços nas costas dos laterais, por estes darem auxílio na criação de jogadas.

Paulistas se fecham em duas linhas para fechar mais os espaços (Imagem: Brasileirão Play)

A postura mais frequente é a formação de um 4-4-2, geralmente com linhas médio/altas, tentando recuperar a posse próximo ao meio-campo e, assim, poder contra-atacar. Outra opção, inclusive mantendo os blocos adiantados, é o próprio 4-3-3 de base, deixando Jadsom mais à frente e para ajudar seus companheiros de ataque.

“A defesa chegou a oscilar nos últimos jogos, principalmente na bola aérea, cometendo falhas de posicionamento. Em contrapartida, Fabrício Bruno e Léo Ortiz têm demonstrado entrosamento, com ambos aparecendo algumas vezes na seleção das rodadas”

Eberson Martins, repórter na 102 FM de Bragança Paulista
Com marcação alta, Braga busca recuperação da posse (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Aderlan (LD) – Equilíbrio. Esse é o principal ponto que o faz ser um dos nomes mais importantes da equipe no Brasileirão, dosando entre ataque e defesa. O destaque ofensivo é a participação na criação de jogadas, sendo o segundo que mais criou grandes chances – cinco no total – no Braga, atrás apenas de Artur. Defensivamente, entretanto, é o terceiro do torneio com maior número de desarmes – 58 – ao lado de Zaracho (Atlético-MG), tendo somente João Lucas (Cuiabá) e Fernando Sobral (Ceará) à frente.

Artur (PD) – Referência técnica do Massa Bruta na Série A, o ponta direita é o craque do time. Vice-líder geral com sete assistências e quinto nos chutes a gol, dando 58 finalizações, faz a bola rodar e ir em direção à meta adversária frequentemente. Além disso, balançou as redes por sete vezes, sendo o vice-artilheiro, em desvantagem apenas para Ytalo.

Ytalo (CA) – Recuperado da Covid-19, o centroavante é peça essencial para o ataque ter boa dinâmica. Não apenas por ser o artilheiro do Bragantino no campeonato, marcando nove gols, mas também fazendo bom pivô para os companheiros; é o vice-líder dos paulistas no número de assistências, sendo garçom por cinco oportunidades e criando quatro grandes chances.

Créditos da foto principal: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

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Náutico na Série B: como joga taticamente o Brasil de Pelotas

Por: Ivan Mota

De arco e flecha. Precisando da vitória, o Náutico visita o lanterna Brasil-RS para manter a boa fase do sistema ofensivo e seguir na luta pelo acesso na Série B do Campeonato Brasileiro. Confronto entre o Timbu e o Xavante acontece nesta quinta-feira (28) às 21h30, no Bento Freitas, em Pelotas, pela 32ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos rubro-negros.

O TIME

O esquema tático deve ser mantido em relação ao último jogo, apesar da goleada por 4 x 0 sofrida para o Vitória. Existe uma dúvida sobre o retorno de Oliveira na lateral-direita ou a manutenção de Vidal, que tem altas chances de seguir no time. O zagueiro Ícaro volta à titularidade após suspensão, já o quarteto ofensivo permanece o mesmo, formado por Rildo, Renatinho, Netto e o artilheiro Erison.

Provável escalação dos gaúchos contra o Timbu (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pior ataque da competição com apenas 18 gols marcados em 31 jogos, os gaúchos costumam iniciar seus jogos armados num 4-2-3-1, com três homens de meio campo velozes auxiliando o centroavante. Quando necessita do resultado, principalmente jogando em casa (onde conseguiu 15 dos seus 20 pontos), pode jogar com outras variações, como num 4-3-3 ou 4-1-2-3.

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Meio-campo busca dar apoio na criação de jogadas (Imagem: Brasileirão Play)

Os rubro-negros também costumam partir para o ataque num 4-1-4-1, deixando o atacante e artilheiro da equipe, Erison, mais isolado. O lateral-direito Oliveira, que quase sempre participa das ações ofensivas, se junta aos homens mais avançados de meio campo, formando a linha de quatro, com um dos volantes na retaguarda.

“É um time inconstante, mas que vem mostrando mais a cara de Jerson Testoni. É rápido e tem os pontas caindo por dentro como alternativa, mesmo com dificuldades na saída. Bruno Matias é quem faz a bola rodar na equipe e está presente em vários setores”

Vinícius Guerreiro, editor de esportes no Diário Popular
Chegada ofensiva no 4-1-4-1 com apoio do lateral (Imagem: Brasileirão Play)

COMO DEFENDE

Com 39 gols sofridos em 31 rodadas, a equipe também tem uma das piores defesas da Série B, ficando a frente somente do Confiança e do Brusque. Tirando o camisa 9, todos jogadores participam das tarefas defensivas, formando um 4-2-3-1 bastantes recuado, com a primeira linha já dentro da sua grande área.

4-2-3-1 bem fechado (Imagem: SporTV/Premiere)

Essa mesma formação pode ter diferentes variações dependendo da situação do jogo, sendo postada com linhas mais baixas, como no exemplo anterior, ou mais altas, pressionando mais a saída de bola do time adversário e buscando um contra-ataque veloz. Nesse caso os homens de meio campo não ficam tão recuados, já aguardando a possível retomada para atacar.

4-1-4-1 com as linhas mais avançadas (Imagem: Brasileirão Play)

“O time agora marca mais alto, pois valoriza a pressão pós-perda. Após atuação passiva contra o Vitória, a equipe busca dar uma resposta, já que dentro de casa consegue mostrar melhor futebol e tem uma marcação mais agressiva”

Vinícius Guerreiro, editor de esportes no Diário Popular

PARA FICAR DE OLHO

Ícaro (ZAG) – Apesar de amargar a lanterna, o Xavante não possui a pior defesa da Segundona. Muito se deve à boa postura do zagueiro, que é um dos principais – senão o principal – pilares do sistema defensivo, pois tem um número alto – 92 no total – de cortes, figurando entre os melhores no quesito em toda a competição.

Renatinho (MEI) – Reforço no meio da temporada. Renatinho surgiu para o cenário nacional em 2017, após boas atuações no Paraná Clube na campanha do acesso a Série A do Brasileiro. Porém não conseguiu repetir o mesmo futebol e tenta retomar a boa fase no clube gaúcho. Em 14 jogos anotou um gol e deu uma assistência.

Erison (ATA) – Artilheiro em boa fase. Erison tem apenas 12 jogos na Série B, mas já anotou seis gols. Com 22 anos e 1,80m, ele não é apenas um homem de área tradicional, saindo bastante da área para buscar jogo e caindo pelos lados do campo. Marcou em três oportunidades nas últimas três partidas do time.

Créditos da foto principal: Carlos Insaurraga/GEB

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Arsenal alvirrubro: ataque mantém Náutico vivo na luta pelo acesso

Por: Felipe Holanda

Municiado. Destaques do Náutico na temporada, Jean Carlos, Vinícius e Kieza lideram as estatísticas do time e, juntos, foram responsáveis por mais da metade – 53% –  dos gols marcados pelo Timbu em 2021. Enquanto o K9 ainda se recupera de cirurgia, os outros dão são peças fundamentais na caminhada rumo ao acesso na Série B do Campeonato Brasileiro.

Nesta análise, o Pernambutático lista posicionamentos táticos de cada um, estilos de jogo, como saem a maioria dos gols, números, e muito mais do trio de ataque que vem roubando a cena na Rosa e Silva.

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AFINADOS E VIRTUOSOS

Quando jogou junto, durante todo o Campeonato Pernambucano e no início da Série B, o trio mostrou entrosamento para destroçar as defesas adversárias. No início da temporada, ainda tiveram o apoio luxuoso de Erick, apresentando um vasto repertório de movimentações no terço final, fluindo entre o 4-2-3-1, 4-3-3 e até 4-2-4 quando o Náutico se lançava ao ataque.

Toda e qualquer jogada alvirrubra passa pelos pés de Jean Carlos, Vinícius ou Kieza. Dos 68 gols marcados pelo Timbu em 2021, 36 foram de um dos três, o equivalente a 53%. Tendo Jean na armação, seja em bola parada ou rolando, os companheiros se movimentam para confundir a marcação adversária e criar chances de perigo, flertando também com as chegadas dos laterais para um jogo apoiado.  

JEAN CARLOS – O ARCO

O “mago” Timbu. Com a perna esquerda bem calibrada, Jean Carlos é um dos grandes destaques individuais da Série B, assinalando dez gols e dando nove assistências. O meia tem capacidade de armar o jogo, tendo boa visão e um passe açucarado para servir os companheiros, geralmente atuando centralizado no meio de campo do time de Hélio dos Anjos.

Por dentro, Jean aparece para organizar a posse alvirrubra (Imagem: Sportv/Premiere)

Seu ponto forte, porém, são as bolas paradas, principalmente as cobranças de escanteios pelo lado direito. Neste cenário, além dos passes para gols, já tem dois tentos marcados, sendo um – golaço – contra o Brasil-RS, de falta, e outro sobre o Botafogo nos Aflitos, da marca da cal.

Veja a análise, em vídeo, de gols de Jean Carlos pelo Náutico:

VINÍCIUS – A FLECHA

Precisão cirúrgica. Vivendo a temporada mais artilheira de sua carreira, Vinícius se consolida como um dos grandes atacantes que já passaram pelo Náutico num recorte recente. Veloz e ágil, mostrou bons diálogos com Jean Carlos e Kieza para sair na cara do gol e ir às redes. É outro que tem 12 tentos assinalados na temporada.

Tabela entre Vinícius e Kieza frente ao Retrô (Imagem: Premiere)

Com muita garra e entrega, o camisa 7 herdou a faixa de capitão após a lesão de K-9 e vem dando conta do recado. Foi dele, inclusive, um dos gols alvirrubros no empate contra o Vasco, que manteve o Timbu vivo na luta pelo acesso à Série A; zagueiro Yago completou o 2 x 2.

Veja a análise, em vídeo, de gols de Vinícius pelo Náutico:

KIEZA – O MATADOR

Enquanto esteve em campo, Kieza foi o jogador mais decisivo do Náutico no Campeonato Pernambucano, no qual terminou como artilheiro máximo. Destaques para os jogos de estreia, quando o K9 marcou quatro gols em cima do Central, e para a final diante do Sport. Coube ao goleador cobrar o pênalti decisivo que deu o título ao Timbu, além de ter ido às redes com bola rolando.

Mapa de calor de Kieza na temporada (Reprodução/SofaScore)

Veja a análise, em vídeo, de gols de Kieza pelo Náutico:

Pela Série B, Kieza disputou dez jogos e deixou sua marca duas vezes, na ordem, contra Guarani e Brusque. Este último, o empate em 1 x 1 nos Aflitos, foi a partida que marcou a lesão no tendão de Aquiles que o tirou da temporada. Seu substituto, Caio Dantas, demorou para engrenar e ainda não conseguiu mostrar o faro artilheiro do K-9, tendo apenas três gols marcados.

Montagem: Felipe Holanda sobre fotos de Tiago Caldas/CNC

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Caindo de pé: análise Palmeiras 2 x 1 Sport

Por: Mateus Schuler

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Após sair na frente, o Sport se segurou até onde pôde e levou a virada por 2 x 1 do Palmeiras nesta segunda-feira (25), no Allianz Parque, se mantendo no Z-4 da Série A do Campeonato Brasileiro. Leandro Barcia marcou para o Leão, enquanto Luiz Adriano e Felipe Melo garantiram o triunfo palmeirense.

Para a partida, Gustavo Florentín não teve as presenças do lateral-esquerdo Sander – suspenso – e o atacante Everaldo, vetado com dores no adutor da coxa direita. Hernanes, poupado diante do Santos, ficou no banco depois de apresentar desconforto na panturrilha esquerda; assim o comandante optou por seguir no 4-2-3-1, com o zagueiro Chico na lateral e Leandro Barcia pela extrema direita.

Escalação inicial dos rubro-negros frente aos palmeirenses (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

A necessidade de vencer era mútua, ainda que os objetivos fossem distintos. Enquanto o Sport buscou usar o contra-ataque como arma, o Palmeiras foi à zona ofensiva para tentar impor seu estilo, afinal estava em seu estádio. Não esperavam, no entanto, que o primeiro lance fosse do Leão e letal: após bom desarme no campo defensivo, Zé Welison lançou Luciano Juba na esquerda e o lateral, improvisado de ponta, cruzou para Barcia completar de primeira.

Em vantagem no placar, os leoninos passaram a ficar mais retraídos, porém ligados em possíveis falhas para fazer o segundo gol. Antes mesmo dos 20 minutos, contudo, Gustavo Florentín teve de sacar o autor do tento inaugural – por dores no adutor da coxa direita – colocar Paulinho Moccelin, mas sem alterar a formatação da marcação, que foi – mais frequente – um 5-4-1.

Pernambucanos neutralizaram ações palmeirenses no ataque (Imagem: Premiere)

Além de bem postados defensivamente, os rubro-negros contaram também com a sorte como aliada. Em um dos lances, Sabino se atrapalhou na saída de bola, fazendo Luiz Adriano ficar em liberdade e chutar cruzado para a boa defesa de Maílson. Pouco depois, Raphael Veiga levantou escanteio na área, o goleiro pernambucano saiu mal e Luiz Adriano cabeceou para fora próximo à trave esquerda.

Apesar de formarem o 3-5-2 ao atacar, com Moccelin junto a Mikael fazendo a dupla de ataque, faltou mais poder criativo aos pernambucanos, já que só se seguraram na defesa. Assim, viram os palmeirenses terem amplo domínio do jogo, criando mais duas boas oportunidades, entretanto sem sucesso; na primeira, Rony recebeu pela esquerda, limpou para a direita e finalizou perto da trave. Em seguida, depois de jogada pela direita, Piquerez soltou o pé em bom chute e Thyere afastou o perigo junto a Maílson.

Mesmo sem criatividade, equipe da Praça da Bandeira saiu à frente (Imagem: Premiere)

Para a etapa final, Florentín optou por não realizar mudanças, seja nas peças como na proposta do duelo. Desse modo, ficou muito recuado e atraiu cada vez mais os alviverdes a seu campo, o que acabou gerando um castigo logo no início: Gustavo Scarpa cobrou escanteio e Luiz Adriano desviou para o gol, sem querer, para deixar tudo igual.

O empate no placar deixou os paulistas mais ligados na partida, passando a se fazerem mais presentes ao setor ofensivo. Percebendo o amplo domínio, o treinador do Sport decidiu fazer duas mudanças para tentar corrigir os erros e dar nova dinâmica à partida: Tréllez e Hayner foram acionados nos lugares de Mikael e Gustavo, respectivamente, mas sem mexer o desenho do ataque.

Nas raras investidas, leoninos buscaram povoar o meio (Imagem: Premiere)

As alterações não surtiram tanto efeito, pois o Verdão seguiu pressionando e cansando os defensores leoninos. Explorando a falta de fôlego da marcação, os donos da casa chegaram com perigo por duas vezes na bola aérea, mas ambas tiveram belíssimas intervenções de Maílson, que evitou a virada dos anfitriões.

A última cartada do paraguaio foi tirar Ewerthon, cansado, por Cristiano, que fez Hayner ficar na lateral direita, sua posição de origem. Nem assim, porém, resistiu à pressão do Palmeiras: em novo escanteio na primeira trave, Willian desviou e a bola caiu nos pés de Felipe Melo; único trabalho do volante foi de empurrá-la ao fundo do barbante, dando números finais ao confronto.

Linha de 5 foi mantida mesmo após substituições (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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Dois pra lá, dois pra cá: análise Náutico 2 x 2 Vasco

Por: Felipe Holanda

Na dança da tabela na Série B do Campeonato Brasileiro, o Náutico demorou para reagir, mas buscou o empate diante do Vasco e somou ponto importante na caminhada rumo ao G-4, mantendo vivo o sonho do acesso. Vinícius e Yago marcaram para o Timbu, enquanto Nenê e Cano completaram o 2 x 2 neste domingo (24), nos Aflitos, pela 31ª rodada.

Sem a presença de Camutanga, que não foi a campo por suspensão, Hélio dos Anjos promoveu a entrada de Yago para atuar ao lado de Rafael Ribeiro na dupla de zaga. No mais, o treinador deu manutenção ao time titular, tendo também o retorno de Vinícius e Rhaldney para completar a formação alvirrubra.

Escalação inicial dos alvirrubros (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Contrariando um dos grandes hinos do clube, o Timbu não esteve acordado desde cedo. Pelo contrário, e os cochilos iniciais acabaram custando caro. Primeiro, foi a vez de Rafael Ribeiro dormir no ponto e Nenê finalizar sem chances para o – mal posicionado – goleiro Anderson, abrindo o placar nos Aflitos.  

O Timbu seguiu cambaleante e o pesadelo inicial foi ganhando requintes de crueldade. Nenê, de novo ele, lançou Marquinhos Gabriel, que assistiu para Germán Cano fazer o segundo com menos de 20 minutos de bola rolando. Silêncio absoluto nas arquibancadas.

Precisando reagir, a aposta foi valorizar a possa de bola desde o campo de defesa, utilizando uma saída de 3 com a participação do goleiro Anderson, tendo Rhaldney recuando entre os zagueiros, Yago e Rafael Ribeiro. Outra possibilidade era Jean Carlos tentar buscar o jogo lá de trás, à frente dos volantes.

Construção dos alvirrubros depois de sofrer dois gols (Imagem: Rede Globo)

Surtiu efeito. Hereda fez boa jogada pela direita e deu grande cruzamento para Vinícius, que diminuiu, de cabeça. De volta ao jogo, o Náutico seguiu flertando entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1, seja em fase defensiva ou quando tinha a bola, ainda sem conseguir o empate. Pelo menos no primeiro tempo.

Exemplo do 4-2-3-1 sem a bola (Imagem: Rede Globo)

O roteiro mudou na etapa final. Mais impositivo no terço final, os alvirrubros fizeram o segundo, mais uma vez em jogada pelo alto. Jean cobrou falta na área e Yago testou firme para vencer Lucão e deixar tudo igual, coroando a reação do time de Hélio dos Anjos.

Depois daí, foi trocação. Enquanto o Timbu tentava virar, os cariocas respondiam do outro lado. Com a posse, a equipe pernambucana chegou a formar um 4-2-4 à procura do empate, algo que foi atenuado pela entrada de Jacob Murillo na vaga de Jaílson, já que o equatoriano tem mais características de atacante.

A busca pela virada (Imagem: Rede Globo)

Hélio ainda tentou mexer nas peças de novo, colocando Paiva e Matheus Trindade nos lugares de Caio Dantas e Rhaldney, respectivamente. Mas foi o alvinegro que quase foi às redes, com o goleiro Anderson fazendo grande defesa, no último lance de emoção do jogo, selando a igualdade.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Balão mágico: Jean Carlos completa 100 jogos pelo Náutico

Por: Felipe Holanda e Ivan Mota

Super fantástico. Prestes a completar 100 jogos pelo Náutico, Jean Carlos se consolida como um dos jogadores mais decisivos da Série B do Campeonato Brasileiro e escreve seu nome na história alvirrubra. Mas não para por aí, já que tem vínculo com o clube pelo menos até 2024.

O Pernambutático destrincha nesta análise as principais características que levaram Jean a ser um dos melhores ranqueados na Segundona, com posicionamentos táticos, análises em vídeo, estatísticas, e muito mais do craque Timbu.

O MAESTRO

Com a “varinha mágica” bem calibrada, Jean Carlos é um dos grandes destaques da Série B de 2021. O carro-chefe de suas boas atuações vem sendo as assistências, sempre bem posicionado para deixar os companheiros em condições de finalizar. Ao todo, foram oito passes para gol, com destaques para as cobranças de escanteio, principalmente pelo lado direito.

Veja a análise, em vídeo, das assistências de Jean Carlos na Segundona:

Constantemente, Jean recua para buscar o jogo lá de trás e organizar a saída de bola alvirrubra, normalmente postando um 4-3-3. Sua principal faceta, entretanto, é atuar mais à frente do círculo central, ditando o ritmo da posse. Assim, enxerga melhor o espaçamento das peças alvirrubras.


Jean recebe a bola para auxiliar na progressão de posse (Imagem: Sportv/Premiere)

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Além das assistências, Jean Carlos tem bons números nos passes chave, sendo o melhor da competição neste quesito, com média de 3,4 por partida, segundo o site Sofascore. O craque tem um vasto repertório para servir os companheiros, seja em bolas longas ou curtas, no chão ou pelo alto, com um desempenho acima da média para os moldes da Série B.

Veja a análise, em vídeo, de passes chaves de Jean Carlos na Segundona:

DE GARÇOM A ARTILHEIRO

O Ás do baralho alvirrubro: às vezes servindo, às vezes servido. Com um bom senso de posicionamento, Jean Carlos já marcou dez gols nesta Segundona, liderando a artilharia do time. O goleador máximo é Edu, do Brusque, autor de 16. Quando tem a chance, costuma finalizar esbanjando categoria da entrada da área, como aconteceu diante do Botafogo, no Rio.

Veja a análise, em vídeo, dos gols de Jean Carlos na Segundona:

O principal recurso para ir às redes vem de sua perna canhota. Não por acaso, tem dois gols de bola parada no certame, um de pênalti e outro de falta. Este último foi uma verdadeira pintura na goleada sobre o Operário por 5 x 0, ainda no primeiro turno, quando Jean foi o melhor em campo.

Responsável direto por 60% dos gols do Náutico na competição, ele é o segundo na soma desses dois fatores, atrás apenas do atacante Rafael Navarro, do Botafogo. Além disso, lidera três estatísticas muito interessantes: número de finalizações por jogo, número de finalização a gol por jogo, e média de passes chave por partida. O “Mágico” ainda tem a melhor nota da divisão, tendo acerto de 71% dos passes e 64% dos dribles que tenta nos jogos.

DE GOLEADOR A MARCADOR

Se engana quem pensa que Jean Carlos é aquele tipo de jogador que não recompõe junto com os companheiros. Sempre disposto, volta para ajudar na marcação, tendo média de quase um carrinho – 0,7 – a cada 90 minutos. Outro ponto positivo são as interceptações.

Pela qualidade que tem no passe, geralmente é um dos mais avançados do time, como penúltimo homem – da defesa para o ataque – no 4-4-2 de Hélio dos Anjos. Em algumas casos, pode até aparecer à frente de Caio Dantas, mas não é tão frequente.

Jean nas linhas de defesa Timbu (Imagem: SporTV/Premiere)

CURRÍCULO DO MÁGICO

Natural de Cornélio Procópio, município do interior paranaense, o meia de 29 anos é o principal jogador do Náutico nas últimas temporadas. Revelado nas categorias de base do Palmeiras, teve poucas oportunidades na equipe principal, atuando na maioria das vezes pela equipe B, onde disputou divisões inferiores do Campeonato Paulista. Em 2013, foi emprestado ao São Bernardo, onde permaneceu após o fim de seu vínculo com o alviverde.

Jean ficou no clube do ABC paulista até 2016, disputando 73 partidas pelo Paulistão, Copa do Brasil e Copa Paulista, anotando 19 gols. Sua carreira começou a ganhar destaque no cenário nacional quando se transferiu por empréstimo ao Vila Nova-GO para disputar a Série B. Em 20 partidas, anotou três gols e deu oito assistências. Seu sucesso foi tão grande que acabou permanecendo apenas três meses no Tigre, chamando a atenção do São Paulo, que o contratou, também emprestado, até o fim do Brasileiro do mesmo ano, além de adquirir 40% dos seus direitos econômicos, pagando R$ 600 mil.

Sua chegada ao Tricolor foi cercada de expectativas. Era tratado com o substituo de Paulo Henrique Ganso, que havia deixado recentemente o elenco. Apesar de tudo isso, só atuou três vezes pela Série A na temporada, ficando fora dos planos para o ano seguinte. Com isso, retornou ao futebol goiano, mas dessa vez para defender o Goiás. Por lá foi campeão estadual, além de disputar 26 jogos, com quatro gols e duas assistências. Ainda teve passagens sem muito brilho por Grêmio Horizontino, Coritiba e Mirassol, antes de assinar com o Timba em 2019, clube onde, sem sombra de dúvidas, vive a melhor fase de sua carreira.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Sport na Série A: como joga taticamente o Palmeiras

Por: Mateus Schuler

Porco à paraguaia. Juntando os ingredientes para deixar o Z-4, o Sport visita o Palmeiras com a missão de reencontrar a receita das vitórias na Série A do Campeonato Brasileiro e manter bom retrospecto diante do rival longe de seus domínios. Duelo acontece nesta segunda-feira (25) às 21h30, no Allianz Parque, pela 28ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Verdão.

O TIME

Por vir de três jogos – duas vitórias – sem perder, o técnico Abel Ferreira deu indícios de que deve manter a base que vem atuando, porém tem somente uma ausência. Suspenso pelo terceiro amarelo, o meia Zé Rafael ainda não tem o substituto definido, pois Danilo está próximo da volta após canelite na perna direita e Patrick de Paula pode ser acionado no setor, mantendo assim o 4-3-3 palmeirense.

Abel busca manutenção da equipe para seguir com sequência positiva (Feito no Tactical Pad)

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COMO ATACA

Quarto ataque mais positivo da competição, com 40 gols, o Verdão não tem posicionamento fixo quando tem a bola. Por conta disso, costuma confundir a marcação adversária e obtém êxito ao atacar, tendo inicialmente a saída de 3+2, cabendo a Felipe Melo recuar entre os zagueiros e deixar os demais meio-campistas mais adiantados, ficando responsáveis para fazer a criação das jogadas, além dos laterais mais à frente.

Linhas recuam para poder iniciar o processo criativo (Imagem: Brasileirão Play)

E são essas alternâncias que não definem o modelo de jogo da equipe, com o meio-campo e as pontas sendo utilizadas frequentemente. Desse modo, o 4-3-3 de base é uma das alternativas mais usadas, já que os extremos dão a amplitude e os meias fazem a bola rodar por dentro, buscando assim achar os espaços em meio à marcação para infiltrações entrelinhas.

Extremos abrem para ajudar na fluidez pelo meio (Imagem: Brasileirão Play)

“A equipe varia diversas vezes taticamente e, por muitas vezes, muda até mesmo dentro de uma mesma partida. Embora quase sempre esteja escalada com uma linha de quatro defensores, é comum ver a equipe realizando a saída de jogo ou até mesmo atacando com tripé formado pelos zagueiros e Felipe Melo entre eles”

André Galassi, repórter no Nosso Palestra

COMO DEFENDE

Defensivamente, entretanto, os comandados de Abel Ferreira têm tido mais dificuldades, pois demonstraram algumas fragilidades que fizeram a equipe cair de produção. Apesar de geralmente postados numa linha de 5, variando frequentemente entre 5-4-1 e 5-3-2, os palmeirenses deixam muitos espaços durante a recomposição defensiva.

Linha de 5 é a principal característica dos alviverdes em fase defensiva (Imagem: Brasileirão Play)

Essas brechas geradas na transição são tanto pelo meio, quando Felipe Melo se adianta e “quebra” a linha, como nos lados, na distância entre os laterais e pontas. Assim, permitem constantes infiltrações entrelinhas aos adversários, que tentam povoar o campo ofensivo nas lacunas, independente do número de peças presentes.

“O ponto fraco do time é a transição defensiva. Se outrora era um dos pontos altos do Palmeiras de Abel, a sequência atual mostrou fragilidade inesperada. Nem mesmo os selecionáveis Weverton, Gómez e Piquerez conseguem melhorar a média de gols sofridos, principalmente em transição, da equipe”

André Galassi, repórter no Nosso Palestra
Marcação costuma dar liberdade para jogadas adversárias fluírem (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Marcos Rocha (LD) – Mesmo sem conseguir repetir os bons números no setor ofensivo de outrora, o lateral-direito tem apresentado um lado defensivo de melhor qualidade. No top-10 de desarmes, somando 49 no total, é uma das peças que fica responsável por dar o mínimo de consistência ao setor, pois os demais companheiros estão abaixo.

Raphael Veiga (MEI) – Nome mais importante do ataque palmeirense. Líder de assistências da competição, com nove, vê a bola passar pelos seus pés frequentemente, já que é também quem mais criou grandes chances – 11 – no Brasileirão; Veiga ainda se destaca na boa presença ao setor, por ser o maior finalizador da equipe com 52 chutes a gol, sendo o artilheiro fazendo seis tentos.

Rony (PD) – Se na Libertadores o extremo teve papel fundamental para que o time chegasse à final, na Série A não tem repetido. Marcou apenas dois gols, no entanto auxilia os meio-campistas na criação das jogadas, seja abrindo os espaços para infiltrações pelo meio ao dar amplitude, seja conduzindo em velocidade pelos lados.

Créditos da foto principal: César Greco/Palmeiras

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Náutico na Série B: como joga taticamente o Vasco

Por: Felipe Holanda

Acerto de contas. Com a calculadora na mão, o Náutico reencontra Fernando Diniz no duelo diante do Vasco e quer se vingar de insucessos recentes contra o treinador – nunca venceu – para encurtar distância ao G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. A bola rola neste domingo (24) às 16h, nos Aflitos, pela 31ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números do confronto com Diniz, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Cruzmaltino.

O TIME

Vindo de vitória sobre o líder o Coritiba por 2 x 1, a tendência é que Diniz repita a base tática, exceto pela suspensão do zagueiro Ricardo Graça, que será substituído por Wálber. Na lateral direita, Zeca e Léo Matos brigam pela vaga, enquanto o volante Andrey pode reaparecer no time após sentir um mal-estar na última rodada.

Provável formação inicial dos cariocas (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Alvos definidos. A maioria das jogadas do Vasco em fase ofensiva passa diretamente por dois nomes em especial: o do meia Nenê e o do atacante Germán Cano. A dupla é responsável por sete dos nove gols que o Cruzmaltino marcou desde a volta de Nenê, o que equivale a 78%. Com eles, a equipe pode formar um 4-2-4 tendo os laterais dando profundidade para encontrar brechas na marcação adversária.

Movimentação alvinegra no campo de ataque (Imagem: Brasileirão Play)

“Desde a chegada de Fernando Diniz, o Vasco voltou a atuar no esquema de 4-3-3, como foi no início da temporada, principalmente no Campeonato Carioca. A diferença é que o time Cruzmaltino preza mais pela posse de bola e joga com linhas mais altas, tentando asfixiar o adversário”

João Vitor Viana, repórter freelancer

Outra opção bem comum do time de Fernando Diniz é explorar aproximações no terço final, com Nenê recuando ao lado dos volantes para buscar a bola e qualificar a saída carioca. Desde seu retorno, o atleta de 40 anos apresenta bons números, acumulando cinco participações diretas.

Quando quer valorizar a posse de bola, os cariocas performam um 4-2-3-1 para confundir a defesa rival, com Cano fixo na referência. O atacante argentino tem nove tentos assinalados nesta Segundona, sete a menos que Edu, do Brusque, que lidera a corrida pela artilharia; Jean Carlos, do Náutico, marcou dez.

Postura vascaína diante do Goiás em São Januário (Imagem: SporTV/Premiere)

COMO DEFENDE

Dono da sétima melhor defesa do certame com 32 gols sofridos – Náutico foi vazado 37 vezes -, o Vasco apresenta falhas em fases defensivas. Geralmente se fecha num 4-3-3 com o objetivo de preencher o meio e bloquear os espaços pelos lados do campo para impedir a progressão de posse adversária.

Compactação cruzmaltina na defesa (Imagem: Brasileirão Play)

“O ponto fraco da equipe segue sendo as bolas aéreas, deficiência herdada de (Marcelo) Cabo. A equipe sempre se posiciona mal e sobrou até para o goleiro Vanderlei, que foi sacado da equipe por pecar nas saídas de bola, dando espaço para Lucão. Outro defeito são jogadas de velocidade, principalmente em cima de Leandro Castán, que sempre encontra dificuldade contra algum jogador veloz”

João Vitor Viana, repórter freelancer

Outra possibilidade, mas menos recorrente, é deixar Nenê solto com a recomposição de Cano para conter as investidas rivais, explorando um 4-5-1 bem definido. Neste cenário, tem velocidade e qualidade nos contragolpes caso consiga recuperar a bola.

Cruzmaltino se fecha lá atrás (Imagem: SporTV/Premiere)

CONFRONTOS NÁUTICO X FERNANDO DINIZ

Fernando Diniz foi o algoz alvirrubro na Série B de 2016, quando o Timbu, então comandado por Givanildo Oliveira, desperdiçou a chance de conquistar o acesso na última rodada. No comando do Oeste, Diniz não só conseguiu segurar o ímpeto adversário, como venceu por 2 x 0, com gols de Pedro Carmona, ex-Náutico, e Mike, ex-Sport.

Além desse, foram mais dois embates do técnico diante dos pernambucanos, com um empate e uma vitória. Também em 2016, pelo primeiro turno, Oeste e Náutico não saíram do zero; terceiro encontro aconteceu em 2015, quando o Paraná de Diniz triunfou por 2 x 0 na Vila Capanema.

PARA FICAR DE OLHO

Riquelme (LE) – Um lado muito forte do Vasco é a esquerda, com o jovem Riquelme, que consegue atacar bem a linha de fundo e achar bons cruzamentos, mas também tem características de ser driblador e muito forte no 1×1. Aos 19 anos, atleta vem de destacando, sendo o responsável pela assistência para o gol da vitória sobre o Coritiba, assinalado por Nenê.

Nenê (MEIA) – Longevidade. A volta de Nenê ao clube também ajudou a levantar a moral da equipe, que vinha muito abalada com os trabalhos fracos de Marcelo Cabo e Lisca, respectivamente. O meia conseguiu somar muito tecnicamente, participando de quase todos os gols vascaínos nos últimos sete confrontos, com três tentos e dois passes para gol.

Germán Cano (ATA) – Dispensa comentários. Artilheiro do time na Série B com nove gols marcados, Cano é – com sobras – um dos melhores atacantes desta Segundona. O argentino cresceu após a chegada de Nenê e conseguiu fazer as pazes com as redes, merecendo sempre uma atenção especial dos adversários.

Créditos da foto principal: Rafael Ribeiro/Vasco

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Na velocidade da luz: análise Caruaru City 2 x 1 América

Por: Ivan Mota

Letal. Depois de sair perdendo, o Caruaru City virou para cima do América com dois gols em oito minutos, vencendo por 2 x 1 nesta quarta-feira (20), no Estádio Antônio Inácio, e assumindo a liderança isolada do Grupo C da Série A-2 do Campeonato Pernambucano. Thiago Recife e Candinho marcaram os gols do triunfo do Leopardo, enquanto Guilherme descontou para o Periquito.

O time recifense foi a campo com quatro mudanças em relação ao último jogo. David substituiu Diego na zaga, Guilherme ficou responsável pela armação e a dupla de ataque foi formada por Tarcísio e Kelvin. Já os caruaruenses se postaram no 4-2-3-1, tendo um trio de meio-campo bastante ofensivo.  

Escalações iniciais do Leopardo e do Periquito (Feito no Tactical Pad)

As duas equipes voltam a campo no próximo domingo (24) e os dois jogos serão disputados às 15h. Enquanto o Caruaru City visitará o Ypiranga, no Limeirão, o América jogará em casa contra o Ipojuca. Todas as equipes seguem com chances de avançar na competição e brigar pela tão sonhada vaga na elite do futebol de Pernambuco.

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COMO FOI

Logo no começo do jogo deu para perceber as propostas diferentes das duas equipes. Enquanto os donos da casa já começaram com uma postura mais ofensiva, com mais posse e tentando o ataque, os visitantes se fechavam, bem postados na defesa e buscando o contragolpe.

A estratégia do alviverde, por sua vez, surtiu mais efeito. Além de não dar espaços, o América ainda conseguiu abrir o placar. Aos 13 minutos, após trapalhada da defesa com o goleiro Igor Leonardo pegando com a mão fora da área, Guilherme cobrou com força uma falta frontal. A bola passou no meio da barreira e foi morrer no fundo das redes.

Com a vantagem no placar, o Mequinha se fechou ainda mais, dando muito espaço para os ataques do Leopardo, que passou a sair para o jogo com três zagueiros, liberando a subida dos laterais. O volante Josa era quem recuava para fazer essa linha defensiva e buscava dar o primeiro passe. Ainda assim, as principais chegadas de perigo aconteceram em bolas paradas.

Caruaru City em sua saída de jogo com três zagueiros (Imagem: TV FPF)

A pressão do City foi ainda maior na segunda etapa. Com a entrada do centroavante Wagner Costa, o time focou ainda mais em jogadas aéreas, chegando a acertar o travessão em cabeçada de Heverton Luís. O Periquito permaneceu bastante fechado, muitas vezes se postando num 4-3-3 bem defensivo, com os três homens do meio-campo marcando bastante.

Demorou, mas toda essa pressão deu resultado. Aos 40 minutos, após mais um cruzamento de Candinho, a bola passou pela marcação e pelo goleiro, encontrando Thiago Recife, que empurrou de cabeça para empatar. Os minutos finais foram frenéticos, com Neto Bala puxando ataques do América sem sucesso e o Caruaru City ainda buscando a virada.

E ela veio. Aos 48 minutos do segundo tempo, o artilheiro e melhor jogador do Leopardo, Candinho, recebeu passe dentro da área de Ailtinho, se livrou bem da marcação e bateu cruzado, sem chances para o goleiro, dando números finais ao jogo.

América se defendendo postado num 4-3-3 (Imagem: TV FPF)

Créditos da foto principal: Eduardo Travassos/Ascom Caruaru City

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A matemática do Náutico para chegar ao acesso na Série B

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Frio e Calculista. Vindo de três vitórias seguidas, o Náutico ressurge na luta pelo acesso na Série B do Brasileiro, tendo pelo menos três confrontos diretos nas oito partidas que lhe restam, com 24 pontos em disputa. A primeira “decisão” será diante do Vasco, próximo domingo (24), nos Aflitos.

O Pernambutático lista as probabilidades do Timbu de terminar a Série B no G-4, com números de sites especializados, um recorte das últimas atuações, e o que pode ser feito para manter aceso o sonho do retorno à elite do futebol nacional.

ITINERÁRIOS DO ACESSO

A priori, o caminho mais rápido para voltar ao G-4 são os confrontos diretos. Pela frente, os alvirrubros enfrentam, além do Vasco, times como Coritiba e Avaí, que também lutam por uma vaga na Série A de 2022. Todos estes duelos serão nos Aflitos, com o Náutico tendo a chance de decidir em casa.

Atualmente na nona colocação com 44 pontos, o Timbu precisa de seis vitórias e dois empates, somando 20 dos 24 possíveis. De acordo com o matemático Tristão Garcia, do site Infobola, o “número mágico” para conquistar o acesso na Série B é de 64 nesta temporada.

Já segundo o Chance de Gol, especialista em probabilidades no futebol, os alvirrubros têm 4,7% de chances de conquistar o acesso. O Vasco, por exemplo, tem 14%, enquanto o líder Coritiba, 97%. Já o Cruzeiro, com apenas 0,1%, chegaria no máximo a 63 pontos.

Chances de cada um na Série B (Reprodução: Chance de Gol)

Do Brusque – 14º colocado – em diante, todos já estão eliminados, brigando exclusivamente contra o rebaixamento. Inclusive, Confiança e Brasil, vice-lanterna e lanterna respectivamente, são os únicos com 0% de probabilidade acesso à elite do futebol brasileiro; gaúchos possuem quase 100% de chance de queda à Série C.

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VOLTANDO A SONHAR

Se o Náutico segue vivo – mesmo que respirando por aparelhos – na luta pelo acesso, muito se deve à sequência positiva, vindo de três vitórias de virada, na ordem, contra Operário, Goiás e Ponte Preta. Com um futebol reativo, Hélio dos Anjos conseguiu reincorporar o “vermelho de luta” no elenco, retornando ao “branco de paz”.

Taticamente, Hélio voltou a amplificar a qualidade de seus atletas, formando o 4-2-3-1 característico, contando, também, com a presença ofensiva de Caio Dantas na referência. O centroavante vem de três bolas nas redes nos três últimos jogos, mostrando faro de gol apurado.

Movimentação Timbu no triunfo diante do Operário (Imagem: SporTV/Premiere)

Já contra a Ponte Preta, na vitória por 3 x 2 no Moisés Lucarelli, em Campinas, o Timbu concentrou mais suas jogadas por dentro, com a direita sendo mais efetiva que o lado esquerdo, graças às movimentações de Jaílson. Bem marcado, Júnior Tavares não conseguiu render o mesmo dos jogos anteriores.

Mapa de calor da equipe alvirrubra ante a Ponte (Reprdução/Footstas)

Desempenho que não traduz, entretanto, a importância do setor esquerdo para o funcionamento do time. E do próprio Tavares, que acumula duas assistências nos três últimos jogos, jogando como lateral e auxiliando Jean Carlos na construção.

Outro ponto positivo é a presença do recém-chegado Matheus Jesus. O atleta deu mais consistência ao meio de campo, atuando ao lado de Rhaldney na cabeça de área. Fez um gol diante do Goiás e vem empilhando boas atuações desde que desembarcou na Rosa e Silva. Assim, Trindade e Djavan perderam espaço entre os titulares.

Compactação defensiva frente o Esmeraldino (Imagem: SporTV/Premiere)

OS CONCORRENTES

Com um caminho longo e tortuoso, o Vasco tem ainda pela frente mais três duelos complicados, todos em sequência. Depois do Timba, o Cruzmaltino – que tem 14% de chance de acesso – recebe o CSA em São Januário, visita o Guarani no Brinco de Ouro e fecha a série em clássico contra o Botafogo, novamente no seu estádio, na próxima sexta-feira (29) e nos dias 4 e 7 de novembro, nessa ordem.

Fernando Diniz comemorando vitória contra o Coritiba
Fernando Diniz comemorando vitória contra o Coritiba (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

O Coritiba, por outro lado, tem trajetória mais tranquila. Somando 57 pontos, tem 96,6% de possibilidade, além de 52,6% para ser campeão. Antes de enfrentar os pernambucanos, visita o CRB na próxima terça-feira (26), mas vai encarar ainda Goiás – fora de casa – e CSA em Curitiba, com datas ainda a definir pela CBF.

Outro time que possui grandes porcentagens de disputar a Série A em 2022 é o Avaí. Com 65,2%, vai duelar inicialmente contra equipes da parte de baixo da tabela, porém a reta final promete de ser pedreiras; também na briga, CSA e Guarani estarão no trajeto do Leão da Ilha, entretanto sem confirmação dos horários das respectivas partidas.

Além desses, outros três clubes também disputam com os alvirrubros por uma das vagas na Série A do próximo ano: CRB, Guarani e CSA são 5º, 7º e 8º, totalizando 40,7%, 15,2% e 16,8% de chance cada, respectivamente. Dono da maior pontuação, o Galo da Pajuçara tem apenas o Coritiba de confronto direto, já o Bugre tem Vasco, Avaí e Botafogo; Azulão do Mutange mede forças contra Vasco, Avaí e Coritiba.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Empilhando prejuízos: análise Santa Cruz 3 (2) x (4) 3 Floresta

Por: Mateus Schuler

$ucessão de erros. O Santa Cruz voltou a decepcionar sua torcida com derrota para o Floresta, nos pênaltis, por 4 x 2 após empate em 3 x 3 no tempo normal nesta terça-feira (19) na Arena de Pernambuco, dando adeus à Copa do Nordeste e deixando de embolsar cota milionária para a próxima temporada, além do prejuízo técnico após queda à Série D do Campeonato Brasileiro.

A primeira escalação de Leston Júnior na volta aos corais teve manutenção do 4-2-3-1 que vinha sendo utilizado por Roberto Fernandes, inclusive com a mesma base. Enquanto a linha defensiva, capitaneada por Jordan no gol, foi formada por Lucas Rodrigues, William Alves, Breno Calixto e Leonan, Vitinho e Maycon Lucas ficaram na cabeça de área; Tarcísio, Lelê e Frank ocuparam a trinca atrás de Pipico, isolado na referência.

Novo comandante tricolor optou por não realizar mudanças no time (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Determinado, mas ansioso. Foi assim que o Santa Cruz começou a partida e tentou ser superior ao Floresta nos primeiros minutos. Não por acaso, teve a primeira chance quando Frank recebeu na entrada da área e chutou firme, parando em defesa segura de Douglas Dias. Logo depois, em contra-ataque veloz, Eugênio saiu de frente para Jordan, mas bateu em cima do goleiro, que fez uma belíssima intervenção.

Após tomar o susto, o Mais Querido voltou a dominar o jogo e passou a ter o controle, explorando falhas do Verdão para ficar à frente. Em um dos lances, Vitinho cruzou na área e Pipico cabeceou para verdadeiro milagre do camisa 1 alviverde. Postados no 2-4-3-1, tendo apenas os zagueiros atrás do meio, os corais abriram o placar: depois de pressionar a saída de bola, Vitinho roubou, tabelou com Lelê e finalizou forte, contudo o arqueiro defendeu; a sobra ficou nos pés de Pipico, que não vacilou e completou.

Pernambucanos mostraram bom posicionamento ofensivo (Imagem: TV Jornal)

Se ao atacar os corais estavam bem posicionados, defensivamente tiveram maior fragilidade e viram os cearenses crescerem no duelo. Com mais posse, conseguiram empatar: Paulo Vyctor disparou em velocidade pela esquerda, recebeu de Eugênio e mandou na saída de Jordan. Logo em sequência, Fábio Alves cobrou falta forte de longe e Jordan interveio usando a ponta do dedo.

Apesar do placar igualado, o Tricolor do Arruda não abdicou de atacar e foi à zona ofensiva tentando ir em vantagem ao intervalo. Assim, até conseguiu se desvencilhar bem da marcação florestina e quase marcou o segundo: Frank foi servido por Pipico pelo lado esquerdo e desperdiçou oportunidade clara de gol.

Mesmo com duas linhas, equipe pernambucana falhou na compactação (Imagem: TV Jornal)

Para a etapa final, Leston Júnior optou por não voltar com mudanças, porém o Santa entrou a mil por hora. Antes do relógio chegar a 15 segundos, Tarcísio deu bom passe pela direita para Vitinho, que bateu em cima de Douglas Dias e não aproveitou uma chance incrível. Pouco depois, o mesmo Vitinho teve a oportunidade de se redimir e conseguiu: Leonan cobrou falta na área e Breno Calixto cabeceou para defesa parcial do goleiro; na sobra, Vitinho completou de cabeça.

Assim como ocorreu durante os primeiros 45 minutos, o Mais Querido formou duas linhas de 4 para fechar as brechas ao Floresta. Desse modo, apostou no contra-ataque e, explorando erros dos alviverdes, quase ampliaram: Maílson saiu errado e Pipico, da entrada da área, chutou mal e direto para fora, longe da meta adversária.

Duas linhas de marcação coral seguiram com fragilidades (Imagem: Nordeste FC)

Com a vantagem, Leston promoveu as entradas de Eduardo e Rafael Castro nos lugares de Frank e Lucas Rodrigues, respectivamente. As alterações não deram nova dinâmica à equipe, o que fizeram o comandante tricolor colocar duas novas peças em campo: João Cardoso e Caetano entraram nas vagas de Tarcísio e Vitinho. Apesar disso, o sistema defensivo voltou a falhar depois de Carlos Renato cruzar na área e Fábio Alves, surgindo livre, tirou do alcance de Jordan em cabeceio quase na entrada da pequena área.

Formando o 4-2-3-1 de base ao atacar, os pernambucanos não demoraram a voltar a ficar em vantagem: em jogada pela direita, João Cardoso mandou para Eduardo, que cruzou na medida para Pipico. De carrinho, o atacante se esticou todo e fez a festa dos mais de três mil torcedores presentes à Arena de Pernambuco.

Nos minutos finais, um duro golpe à torcida coral, que ficou abatida. Depois de cruzamento na área, Breno Calixto não afastou e Wagner completou para o fundo do barbante, com a definição da vaga indo a cobranças de pênaltis. Logo na primeira, Pipico acertou o travessão, já Fábio Alves colocou o Verdão em vantagem. Lelê e Leonan ainda deram o alento, porém Calixto falhou por mais uma vez e parou na intervenção de Douglas; Athyrson estufou as redes e garantiu os visitantes na próxima fase.

Tricolores seguiram atacando com trinca atrás de Pipico apesar das modificações (Imagem: Nordeste FC)

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

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Processo de lapidação: Gustavo ganha sequência como titular no Sport

Por: Felipe Holanda e Ivan Mota

Futuro do presente. Cobiçado pelo futebol europeu, Gustavo ganha sequência como titular no Sport, despontando como uma das grandes revelações da Série A do Campeonato Brasileiro com apenas 19 anos e em sua segunda temporada como profissional.

Nesta análise, o Pernambutático disseca as maiores virtudes da “joia” rubro-negra, com posicionamentos táticos, números, mapas de calor, principais características de jogo, e como o atleta vem se adaptando no esquema de Gustavo Florentín.

MAESTRO PRODÍGIO

Da luta à batuta. Gustavo se destaca pela condução de bola a partir do círculo central, com habilidade e velocidade para progredir o jogo de posse do Sport. Neste cenário, tem bom aproveitamento nos dribles, criando a maioria das chances de perigo, podendo também deixar um companheiro na cara do gol.

Veja a análise, em vídeo, de conduções de bola de Gustavo pela Série A:

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No 4-3-3 do paraguaio Gustavo – seu xará – Florentín, o meia flutua entrelinhas sendo o elo do 4-3-3 rubro-negro. Com ele, o Leão pode formar um 4-2-4, como aconteceu constantemente contra o Corinthians, na vitória pernambucana por 1 x 0.

Com a bola, Gustavo organiza o time (Imagem: Brasileirão Play)

PISANDO NA ÁREA

Quando não serve, finaliza. Gustavo já mostrou qualidades nos arremates de média e curta distância, tendo marcado um dos gols no triunfo sobre o Grêmio. Chegando para pisar na área, costuma levar vantagem contra os marcadores adversários com sua agilidade.

Veja a análise, em vídeo, das finalizações de Gustavo pela Série A:

No 4-2-3-1 leonino, o prata da casa tem liberdade para atuar centralizado ou pelas pontas, à procura do momento certo para o chute. Tem média de 1.5 arremates por partida, mas ainda precisa evoluir nos acertos ao alvo: apenas 0.4 a cada 90 minutos.

Variações de posições na penúltima linha (Imagem: Rede Globo)

QUALIDADES DEFENSIVAS

Apesar de ser um dos que menos tem obrigação de marcar do time, Gustavo já mostrou potencial na defesa. Tem poder de recomposição, se encaixando bem no 4-1-4-1, modelo mais utilizado por Gustavo Florentín no Sport. Outra opção é o 4-5-1, tendo apenas Mikael mais adiantado.

Gustavo auxiliando em fase defensiva pela esquerda (Imagem: Premiere)

Versátil, pode fazer os dois lados com a mesma eficácia, apresentando média de 0.5 interceptações por jogo. Além disso, conta um bom passe, tem velocidade para dar opções aos companheiros e engatar saídas em contra-ataque. É quem faz a equipe pulsar.

TRAJETÓRIA

Gustavo Silva de Oliveira, 19 anos, é natural de Presidente Dutra, cidade do interior maranhense, mas é jogador do Sport desde 2019, quando chegou após um periodo atuando no Ceará. Pela base rubro-negra, atuou no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil, ambos da categoria Sub-20, além de jogar na Copa São Paulo de 2020, subindo no mesmo ano para o elenco profissional.

Mas antes de ter a oportunidade de estrear oficialmente, o jovem meia foi convocado para defender a Seleção Brasileira Sub-20 em um torneio quadrangular envolvendo Brasil, Chile, Bolívia e Peru, que ocorrera no fim daquele ano. Após empatar com Seleção chilena na última rodada, os brasileiros ficaram com a taça da competição.

Pouco tempo depois surgiram as primeiras oportunidades no elenco profissional rubro-negro. Comandado ainda por Jair Ventura, ele entrou no decorrer de quatro partidas da Série A de 2020, contra Corinthians, Flamengo, Atlético-MG e Athletico-PR. Foram poucos minutos disputados, mas já dava para perceber a expectativa por parte da imprensa e dos torcedores para o seu futuro.

A temporada de 2021 já começou com mais chances no time titular. Foram 13 jogos disputados por Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano. Apesar do bom momento, chegando a ser especulado por grandes clubes do futebol europeu, perdeu o espaço no elenco com o técnico Umberto Louzer, chegando até a ficar fora do banco de reservas em jogos importantes, como a final do Campeonato Pernambucano contra o Náutico.

Mesmo assim, aproveitava as poucas chances que tinha e pedia passagem na equipe titular. Logo no primeiro jogo do Campeonato Brasileiro de 2021, o empate em 2 x 2 contra o Internacional no Beira Rio, Gustavo entrou no lugar de Thiago Neves, já aos 39 minutos do segundo tempo, mas conseguiu dar uma boa assistência para André empatar o jogo. Nesse período, também assinou um novo vínculo com o clube, com contrato até 2026 e uma multa rescisória milionária.  

Com a chegada de Gustavo Florentín e a saída de Thiago Neves do elenco, o atleta vem conseguindo se firmar, com uma sequência de cinco partidas como titular. Na vitória contra o Grêmio anotou seu primeiro gol como profissional, além de fazer grandes jogos, sendo eleito o melhor em campo contra o Corinthians e voltando a chamar atenção do futebol europeu.  

Na Série de 2021, o camisa 10 tem números muito bons, principalmente para um jogador tão jovem. Em 18 jogos disputados, 12 como titular, contra com um acerto de 78% nos passes e 64% em dribles, além de um gol e uma assistência. No site SofaScore tem uma nota média de 6.90.

Mapa de calor de Gustavo na Série 2021 (Reprodução/Wyscout)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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Santa Cruz na Pré-Copa do Nordeste: como joga taticamente o Floresta

Por: Mateus Schuler

Deci$ão. Sem Copa do Brasil e na Série D em 2022, o Santa Cruz faz confronto decisivo diante do Floresta na Pré-Copa do Nordeste com a missão de ter desafogo financeiro e garantir calendário para a próxima temporada. Embate acontece nesta terça-feira (19) às 21h30, na Arena de Pernambuco, pela segunda fase eliminatória do Nordestão.

Separamos tudo sobre o próximo adversário coral: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Verdão da Vila Sátiro.

O TIME

Para o certame regional, além de ter alterado o treinador, o time cearense se desfez de alguns jogadores que estiveram na campanha da Série C, como o zagueiro Edimar, volante Yuri Naves, e atacantes Elielton e Deysinho. Assim, o – agora – técnico Daniel Rocha foi promovido ao cargo, mas manteve o 4-2-3-1 de Leston Júnior, devendo repetir a escalação da vitória ante o Treze, que garantiu classificação.

Tendência é manutenção da base titular dos cearenses (Feito no Tactical Pad)

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COMO ATACA

Apesar da mudança no comando, o Floresta vem atuando como estava na Série C, sem alterar o modelo proposto por Leston Júnior, atual treinador do Santa Cruz. Dessa maneira, Daniel Rocha aposta na criação de jogadas com base no jogo apoiado, sem apelar muito para a ligação direta e buscando a aproximação das linhas.

Laterais guardam mais a posição para auxiliar meias no poder criativo (Imagem: Nordeste FC)

Assim, muito do poder criativo gira em torno de uma saída em 4+2, tendo os volantes próximos tanto dos laterais como dos demais meio-campistas para confundir o adversário na primeira linha de combate. Essa proximidade faz o time ficar com maior dinâmica, podendo variar constantemente de posição e infiltrar entrelinhas.

Ataque cearense visa ficar com linhas próximas (Imagem: Nordeste FC)

E é, nesta configuração, que o 4-2-3-1 do sistema-base se repete também no campo ofensivo. Enquanto os alas dão amplitude, atraindo a marcação, o meio-campo tenta a transição cadenciada, usando o centroavante como o pivô, tendo a velocidade pelos lados como a principal arma para chegar ao ataque.

COMO DEFENDE

Defensivamente, por outro lado, há mais variações, algo semelhante ao que Leston planejava. A principal característica é a formação de duas linhas de 4, alternando entre blocos médios/altos e baixos, dependendo diretamente do encaixe de seu adversário; o mais comum, no entanto, é o 4-4-2, tendo suas linhas bastante próximas.

Verdão da Vila mais retraído em seu campo defensivo (Imagem: Nordeste FC)

Assim, busca ficar no seu próprio campo, tentando induzir ao erro e poder ter o contra-ataque em velocidade, ficando compactado e fechando melhor as entrelinhas. Outra alternativa é adiantar mais linhas e bloquear a criação em seu nascedouro, mas expondo seu sistema defensivo e permitindo espaços para troca de passes.

Com isso, os alviverdes formam um 4-3-3, deixando um dos extremos junto à dupla ofensiva, formada pelo centroavante e o armador. Os demais meias se responsabilizam pelo segundo combate, ainda que atuem longe da defesa e sem compactação; opção é mais usada quando tentam pressionar a saída de bola rival, independente do resultado parcial.

Linhas jogam mais distanciadas, apesar da pressão (Imagem: Nordeste FC)

PARA FICAR DE OLHO

Fábio Alves (LE) – Com rodagem pelo futebol brasileiro e tendo a experiência como o ponto forte, o lateral-esquerdo é uma das armas no campo ofensivo. Além de ajudar na criação dos lances, seja auxiliando o extremo ou os meio-campistas, mostra ter qualidade na marcação, fixando bem na última linha de combate.

Paulo Vyctor (ATA/PE) – Principal jogador do Verdão na Série D de 2019, ano em que a equipe bateu na trave pelo acesso, o atacante foi emprestado ao Nacional-POR, mas não conseguiu repetir as boas atuações. Assim, voltou ao time cearense, porém também segue tendo baixo rendimento; apesar disso, é importante taticamente, ajudando na recomposição.

Flávio Torres (CA) – Artilheiro do Floresta na última Série C junto a Deysinho e Fábio Alves, o centroavante é um dos nomes destaque do ataque, apesar de ter feito apenas três gols. No entanto, balançou as redes na vitória diante do Treze, em partida que garantiu classificação à equipe para enfrentar o Santa Cruz; atacante alviverde auxilia também com pivôs para os extremos e/ou ao meia.

Créditos da foto principal: Ronaldo Oliveira/Floresta EC

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Tudo embolado: análise América 1 x 1 Ypiranga

Por: Felipe Holanda

Duques. Na estreia da segunda fase da Série A-2 do Campeonato Pernambucano, América e Ypiranga ficaram no empate em 1 x 1 neste domingo (17), no Ademir Cunha, em Paulista, embolando de vez o Grupo C. O resultado foi o mesmo do duelo entre Ipojuca x Caruaru City, ontem, também pela primeira rodada.

Escalações iniciais do Periquito e da Máquina de Costura (Feito no Tactical Pad)

O Periquito foi a campo com duas novidades em relação à vitória sobre o Ferroviário, que garantiu a classificação, na última terça-feira (12): Raimundinho e Lucas Santana entraram nos lugares de Guilherme e Silvio. Já a Máquina de Costura, por outro lado, teve força máxima e manteve a escalação do empate sem gols com o Caruaru.

As duas equipes voltam a campo na próxima quarta-feira (20) em confrontos simultâneos às 15h. Enquanto a Máquina recebe o Ipojuca, no estádio Otávio Limeira Alves, os alviverdes visitam o Caruaru City, no Antônio Inácio.

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COMO FOI

Quando a bola rolou, a partida começou bastante movimentada. Quem assustou pela primeira vez foi o América, quando Adaílson arriscou de fora da área e quase pegou Mondragon desprevenido. Os visitantes responderam de imediato, com Müller Fernandes levando perigo.

Formando um 4-2-4 de muita intensidade, o Ypiranga dava mais trabalho ao sistema defensivo alviverde, mas ainda faltava espaços. Até que uma bola parada tirou o zero do placar. Diogo Peixoto cobrou com categoria, no ângulo, sem chances para Danilo, marcando um golaço.

Movimentação da Máquina ainda antes do gol de Peixoto (Imagem: TV FPF)

O Periquito tentou voltar para o jogo, mas esbarrou nas falhas entrelinhas de seu 4-4-2 defensivo. Melhor para o time de Santa Cruz do Capibaribe, que teve a chance de fazer o segundo, porém Müller, desequilibrado, cabeceou para fora.

Quando tudo parecia se encaminhar para o intervalo com vitória parcial da Máquina de Costura, o Periquito conseguiu reagir. Neto Bala cruzou na área, Diogo subiu bem e testou firme, inapelável para Mondragon, deixando tudo igual: 1 x 1.

Em seguida, o embate seguiu bem movimentado, agora com o América mais compactado em sua defesa, mantendo o 4-4-2. Teve, inclusive, a chance da virada, mas Adaílson finalizou no pé da trave depois de ter driblado o goleiro e ver o gol escancarado à sua frente.

Postura defensiva do Periquito (Imagem: TV FPF)

Poucas emoções. No fim, o Ypiranga esboçou uma pressão e Marcelo Recife teve boa chance, porém parou na marcação anfitriã, sacramentando o empate sem gols na etapa final e deixando tudo totalmente embolado na chave.

Créditos da foto principal: Rafael Vieira/FPF

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Descalibrado: análise Sport 0 x 0 Santos

Por: Mateus Schuler

Sem pontaria. Mesmo gastando mais munições, o Sport não acertou o alvo e empatou sem gols com o Santos neste domingo (17) em duelo direto contra o Z-4. Leão voltou a vacilar e perdeu nova oportunidade de deixar a zona de rebaixamento da Série A do Campeonato Brasileiro, em confronto válido pela 27ª rodada.

Para o confronto diante dos alvinegros, o técnico Gustavo Florentín manteve o 4-2-3-1 que já vem usando, porém promoveu duas mudanças em relação à derrota para o Cuiabá. O zagueiro Rafael Thyere voltou após se recuperar da lesão na coxa direita e o lateral-esquerdo Luciano Juba foi acionado no lugar de Hernanes, fazendo função mais adiantada por opção do treinador.

Rubro-negros tiveram manutenção do sistema tático mesmo modificados (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Por ambos precisarem da vitória a todo custo, o duelo teve o início bastante equilibrado, porém com o Sport sendo mais presente ao campo ofensivo. No entanto, faltou criatividade ao Leão, apesar de postado no 4-3-3 ao atacar e os laterais ajudando na criação; Gustavo recuou mais que o habitual e ficou responsável pela transição, cabendo aos pontas darem amplitude.

Em uma das poucas vezes que chegou perigosamente, os rubro-negros não souberam aproveitar a oportunidade. Gustavo conduziu a bola em contra-ataque rápido, porém optou por fazer jogada individual em vez de passá-la para Marcão ou Everaldo e chutou mal na entrada da área, perdendo assim boa chance.

Mesmo mais ofensivos, leoninos não foram perigosos (Imagem: Premiere)

Pouco depois, Everaldo tentou puxar contra-golpe em velocidade, entretanto sentiu o adutor da coxa e precisou ser substituído; Leandro Barcia entrou em seu lugar. Ainda assim, a postura dos pernambucanos continuou a mesma, permanecendo sem poder criativo e não levando perigo aos santistas. Desse modo, coube aos anfitriões se fecharem na defesa, fazendo os alvinegros se atirarem ao ataque.

Postados no 4-4-2, flertando ao 4-1-4-1 constantemente, o time da Praça da Bandeira até neutralizou bem as investidas do adversário, contudo já no final da primeira etapa saiu o melhor momento. Em passe vindo da direita para a esquerda, Lucas Braga dominou e soltou o pé na trave, assustando Maílson; o sistema defensivo cortou em seguida.

Duas linhas de 4 foram a tônica da marcação no primeiro tempo (Imagem: Premiere)

O segundo tempo voltou a mil por hora. Apesar de não realizar substituições, o Sport entrou mais disposto a atacar e teve as melhores chances, inclusive foi quem levou perigo inicialmente nos 45 minutos finais. Luciano Juba bateu escanteio na primeira trave e Zé Welison surgiu cabeceou de costas, vendo a bola raspar o travessão.

O Leão seguiu intenso no ataque e foi obrigando o Santos a jogar na defesa, o que gerou novas oportunidades. Juba cobrou falta lateral e Jandrei tirou de soco, afastando antes de algum jogador rubro-negro completar. Logo depois o susto veio dos pés de Marcão, quando Ewerthon cruzou na pequena área e o volante emendou um voleio, mas o goleiro santista tirou com a ponta dos dedos.

Linhas ofensivas se aproximaram para ajudar na criação (Imagem: Premiere)

Com o 4-2-3-1 cada vez mais evidente e a necessidade de permanecer indo à zona ofensiva, Florentín promoveu a entrada de Paulinho Moccelin na vaga de Luciano Juba. Ainda assim, a ligação direta surgiu como alternativa para a equipe pernambucana se infiltrar na marcação alvinegra, pois Sander deu lançamento do próprio campo e Mikael saiu de frente ao arqueiro, porém se enrolou ao não finalizar rápido e parou em boa intervenção.

Postados na mesma configuração quando não tinham a posse, os leoninos se fecharam bem e, povoando o meio, neutralizaram as raras investidas dos paulistas. Tréllez ainda entrou no lugar de Gustavo, buscando formar o 4-2-4 no setor ofensivo; na última oportunidade de tirar o zero do placar, Moccelin roubou de Camacho na meia-lua e bateu colocado, entretanto sobre a meta dos praianos.

Boa compactação leonina segurou ímpetos dos visitantes (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Virando a chave: análise Ponte Preta 2 x 3 Náutico

Por: Felipe Holanda

Vira-Vira. Se especializando em buscar o resultado, o Náutico venceu a terceira seguida de virada, batendo a Ponte Preta por 3 x 2 neste sábado (16), em Campinas, e voltando a sonhar com o G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro após 30 rodadas. Caio Dantas, Jacob Murillo e Rafael Ribeiro marcaram os gols do triunfo alvirrubro, com Marcos Júnior e Rodrigão descontando.

Sem poder contar com o atacante Vinícius e o volante Rhaldney, ambos suspensos, Hélio dos Anjos promoveu novidades na escalação Timbu, com Djavan na cabeça de área e o equatoriano Jacob Murillo para dialogar com os homens de frente, mantendo o esqueleto do 4-2-3-1.

Como os pernambucanos iniciaram o duelo (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A posse de bola foi a tônica do início de jogo: enquanto a Ponte Preta valorizava, o Náutico tentava ser objetivo. Construindo o jogo lá de trás, o Timbu explorava um 4-3-3 tendo Jean Carlos recuando e Jaílson flutuando entrelinhas, ora mais à frente, ora mais retraído.

Visitantes tentando povoar o campo (Imagem: SporTV/Premiere)

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Aos poucos, os pernambucanos foram se soltando para o ataque, por vezes formando um 4-1-4-1 com Caio Dantas fixo na referência. Neste cenário, conseguiu assustar, quando Djavan tentou a finalização de fora da área e colocou Ivan para trabalhar pela primeira vez na partida.

Movimentação pernambucana no terço final (Imagem: SporTV/Premiere)

Se a Macaca pressionava, os alvirrubros tentavam se compactar bem na defesa, tendo o 4-4-2 como tática base – o 4-3-3 também foi uma variação frequente. Até que um cochilo ocasionou o gol campineiro, assinalado por Marcos Júnior, finalizando no canto direito de Anderson.

Tentativa de compactação alvirrubra (Imagem: SporTV/Premiere)

Quando os donos da casa pareciam que iam dominar as ações, Caio Dantas aproveitou a falha do zagueiro Rayan, que afastou mal a bola, e encobriu Ivan para deixar tudo igual no Moisés Lucarelli. Mas se engana quem pensa que o Náutico tomou as rédeas, com Rodrigão desempatando ainda no primeiro tempo.

Na etapa final, o Timba voltou diferente. Logo cedo, Jean Carlos lançou Caio Dantas, que rolou meio sem querer para Murillo deixar tudo igual de novo. Foi o primeiro gol do equatoriano com a camisa alvirrubra. Quando a Ponte atacava, o time de Hélio variava entre o 4-4-2 e o 4-2-3-1.

Proposta dos pernambucanos sem a bola (Imagem: Sportv/Premiere)

Da bola parada, veio a virada. Jean cobrou escanteio no capricho, Rafael Ribeiro subiu mais alto que a marcação e testou para o fundo das redes, colocando os alvirrubros em vantagem pela primeira vez na peleja. Depois daí, o goleiro Anderson seguiu se destacando até os últimos minutos para garantir os três pontos, suados e comemorados.

Créditos da foto principal: Álvaro Jr/PontePress

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Sport na Série A: como joga taticamente o Santos

Por: Ivan Mota

Ilha versus mar. Separados por dois pontos na tabela – 26 x 28 –, Sport e Santos fazem choque de leões em confronto parelho para fugir do Z-4 na Série A do Campeonato Brasileiro. Embate entre pernambucanos e paulistas acontece neste domingo (17) às 20h30, na Arena de Pernambuco, pela 27ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Alvinegro Praiano.

O TIME

A principal novidade na equipe comandada por Fábio Carille estará no gol. Com a suspensão de João Paulo, o goleiro Jandrei fará sua estreia pelo clube, após ficar mais um ano longe dos gramados. No ataque, o desfalque fica por conta de Léo Baptistão, vetado pelo Departamento Médico – Diego Tardelli e Raniel brigam pela vaga.

Provável formação inicial dos santistas (Feito no Tactical Pad)

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COMO ATACA

Com 23 gols marcados em 25 jogos, o Peixe não tem vivido grande fase ofensiva. Desde que chegou ao clube, Fábio Carille vem se utilizando de esquemas com três zagueiros, que já vinham sendo usados nos tempos de Fernando Diniz, dando muita liberdade para seus laterais e até mesmo utilizando Marcos Guilherme, atacante de beirada, como um desses alas. Por isso, a saída de bola é muitas vezes feita pelos três zagueiros, com o apoio de um dos volantes, avançado os homens de lado.

Saída de jogo do Peixe com três zagueiros (Imagem: Premiere)

Em busca do resultado, ainda pode contar com mais uma variação, se postando num 3-4-3, mantendo a liberdade dos alas e contando com o avanço de um dos meias para fazer a ponta. Nesse caso, o uruguaio Carlos Sánchez se coloca cai pela esquerda, centralizando Léo Baptistão e deixando Marinho pela direita, onde ele costuma atuar, sempre buscando puxar a bola para seu pé canhoto para tentar a finalização.

Santistas atacando num 3-4-3 (Imagem: Premiere)

“Meio-campo ganhou em criatividade com Camacho e Vinícius Zanocelo, e o time vai ter a volta do capitão Carlos Sánchez diante do Sport. O principal jogador de ataque é o Marinho. Mesmo em má fase, é um cara letal e que pode decidir um jogo a qualquer momento”

Lucas Costa, do Planeta Esporte

COMO DEFENDE

A defesa também não vive seus melhores dias. São 32 gols sofridos em 25 jogos, a quarta pior do campeonato, empatada com Palmeiras e Athletico-PR, ficando na frente apenas da Chapecoense, Bahia e Juventude. Mesmo atuando com três zagueiros, a equipe forma uma linha de quatro, se fechando num 4-4-2, ou mesmo num 3-5-2 mais tradicional, deixando apenas dois atacantes livres da função de marcação.

4-4-2 defensivo do Peixe (Imagem: Premiere)

“Equipe joga no 3-4-3, com Marcos Guilherme e Felipe Jonatan nas alas. O tridente de zagueiros é formado por Emiliano Velásquez, Wagner Leonardo e Danilo Boza – Vinícius Balieiro também faz a função”

Lucas Costa, do Planeta Esporte

Em determinadas situações de jogo, o time da Vila Belmiro pode se fechar ainda mais, montando uma linha de cinco jogadores na frente da grande área, com os alas recuando para o lado do trio de zagueiros. Os três homens de meio campo também auxiliam o combate, deixando o esquema armado num 5-3-2, novamente apenas com dois homens mais avançados, nesse caso, Marinho e Léo Baptistão.

Santos se fechando num 5-3-2 para evitar infiltrações (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Wagner Leonardo (ZAG) – Velho conhecido do rubro-negro. O jovem zagueiro ex-Náutico se firmou na equipe titular do Peixe após um período no banco de reservas quando foi chamado de volta. Atuando pelo lado esquerdo do campo, vem chamando atenção também no jogo aéreo/ofensivo. Foi dele o gol na importante vitória sobre o Grêmio por 1 x 0.

Carlos Sánchez (MEI) – Capitão e líder do elenco. O experiente uruguaio de 36 anos é um dos ídolos da torcida e comanda o meio de campo do time da Vila, podendo atuar tanto em posições mais ofensivas, como defensivas. Na temporada já tem nove gols marcados, sendo quatro deles pelo Brasileirão.

Marinho (ATA/PD) – Craque do time. Marinho pode não estar conseguindo repetir o mesmo nível de atuação da última temporada, mas segue sendo uma das peças mais perigosas dos paulistas. Atuando no meio do ataque ou pelos lados, sempre leva perigo por conta de sua habilidade, velocidade e pelo seu já famoso chute de perna esquerda, o “Mini Míssil Aleatório”.

Créditos da foto principal: Ivan Storti/Santos FC

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente a Ponte Preta

Por: Felipe Holanda

Teoria da evolução. Vindo de duas vitórias, o Náutico enfrenta a Ponte Preta para seguir ascendendo e decolar rumo ao G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro – distância atual é de sete pontos. Duelo acontece neste sábado (16) às 16h, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela 30ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais da Macaca.

O TIME

No reencontro com o Timbu, o técnico Gilson Kleina terá novidades na escalação campineira: o goleiro Ivan, poupado da última rodada por dores no tornozelo, o zagueiro Rayan, voltando de suspensão, e o atacante Rodrigão, recuperado de uma amigdalite. Em contrapartida, Fessin, Clayton e Thiago Lopes seguem de fora.

Provável formação inicial dos campineiros (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pouco regular. Sem vencer a dois jogos – dois empates e um revés – a Ponte ainda busca a fórmula ideal em fase ofensiva. Com a posse, a tendência é que explore um 4-3-3, tendo três volantes de muita movimentação e os extremos dando amplitude com o apoio dos laterais.

Distribuição no ataque campineira (Imagem: Premiere)

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A principal faceta da equipe de Gilson Kleina é explorar bolas longas para surpreender o adversário entrelinhas e ter chances reais de perigo. Por outro lado, acaba desperdiçando muitas vezes a posse neste cenário, ficando exposta na defesa.

No início da construção, a Macaca varia entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1, utilizando um ou dois volantes na saída de bola, flertando entre os lados e o centro para confundir a marcação adversária. Outra opção é formar um 3-2-3-1 com a presença do goleiro Ivan, que retorna ao time titular ante os pernambucanos.

Ponte em busca de progredir a posse (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Saldo negativo. A Ponte Preta tem um sistema defensivo tão irregular quanto o ataque, seja quando tenta o combate em marcação alta ou se fechando à frente da grande área. A principal estratégia é formar duas linhas de 4 na defesa, geralmente no 4-1-4-1, quando quer conter as investidas rivais.

Tentativa de compactação campineira (Imagem: Premiere)

Nada impede, também, que o time de Kleina forme uma primeira linha de 5, tendo um dos extremos recompondo. Nesta hipótese, apenas o centroavante fica mais adiantado, enquanto os volantes protegem a primeira linha com unhas e dentes.

Mas o mais provável é se defender no 4-3-3 na tentativa de preencher o miolo e dificultar a troca de passes do adversário, tendo mais chances de recuperar a bola e – caso tenha sucesso – engatar um contra-ataque veloz. Costuma ter mais êxito neste esquema que os demais.

Macaca fica melhor compactada em seu campo (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Rafael Santos (LE) – Lateral de pouca profundidade, mas precisão. Rafael faz bem o lado esquerdo, seja fazendo um jogo apoiado com os meias, ou arrancando até a linha de fundo para tentar o cruzamento na área, acumulando três gols e duas assistências nesta Segundona.

André Luiz (VOL) – Peça fundamental na progressão de posse da Macaca. Toda e qualquer jogada passa diretamente pelos pés de André, que costuma jogar de cabeça erguida para distribuir o jogo e também pisar na área adversária. Não por acaso, já foi às redes em duas oportunidades no certame.

Moisés (PE) – O grande nome, com sobras, do elenco campineiro. Com cinco bolas nas redes rivais e quatro passes para gol, Moisés é – ao mesmo tempo – o mais acionado e quem mais aciona do time. Merece uma atenção especial, além de ter se destacado no confronto com o próprio Náutico, nos Aflitos, pelo primeiro turno.

Créditos da foto principal: Diego Almeida/Ponte Preta

Em destaque

Erros antigos: análise Cuiabá 1 x 0 Sport

Por: Mateus Schuler

Voltando a vacilar. O Sport manteve os mesmos erros de outros jogos e não aproveitou a chance de deixar o Z-4 da Série A do Campeonato Brasileiro, nesta quinta-feira (14), ao ser derrotado por 1 x 0 pelo Cuiabá na Arena Pantanal. Derrota, pela 26ª rodada do Brasileirão, faz Leão permanecer na vice-lanterna.

Apesar de ter gerado indefinições ao longo da semana, Gustavo Florentín foi cauteloso e manteve os rubro-negros no 4-2-3-1 dos últimos compromissos. Com Rafael Thyere vetado pelo departamento médico, após sentir incômodo na coxa que o fez sair ainda durante a vitória sobre o Corinthians, Chico teve a oportunidade entre os 11; Hernanes e Everaldo voltaram depois de cumprir suspensão nos lugares de Everton Felipe e Luciano Juba, respectivamente.

Escalação inicial dos leoninos frente ao Dourado (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Diferente dos últimos dois jogos, quando foi mandante, o Sport iniciou o duelo mais cauteloso, mas apostou no contra-ataque para ser perigoso. Assim, fez a postura defensiva bastante sólida, se defendendo no 4-1-4-1 segurando os ímpetos do Cuiabá. Ainda assim, criou a primeira boa oportunidade quando Sander cruzou na área e Mikael cabeceou tirando de Walter dando susto.

Seguro na defesa, o Leão começou a se atirar mais ao ataque e passou a ser criativo. Dessa maneira, até balançou as redes, entretanto a arbitragem não validou o gol: após escanteio, a zaga do Dourado cortou e Gustavo chutou de fora da área; Marcão, em impedimento, teria interferido no lance, impugnado pelos árbitros.

Rubro-negro fechou espaços e ficou bem compactado defensivamente (Imagem: SporTV/Premiere)

Nas poucas vezes que passou pela marcação dos pernambucanos, a equipe cuiabana parou em intervenções seguras de Maílson, pouco exigido durante a etapa inicial praticamente inteira. A cautela continuou e o Dourado ficou no seu próprio campo, mais retrancado e buscando jogar no erro para poder ter a vantagem.

Mesmo que tenha criado em menor frequência, o time da Praça da Bandeira teve jogadas mais perigosas. Postados no 4-2-3-1 e apoiados pelos laterais, os rubro-negros ainda chegaram muito próximos de abrir o placar antes do intervalo em sobra de Mikael pela direita; o camisa 99 girou para a esquerda e finalizou perto da trave direita.

Leoninos tiveram mais poder criativo (Imagem: SporTV/Premiere)

Na etapa final, Florentín voltou com Paulinho Moccelin no lugar de Everaldo, o que manteve a estrutura tática e a proposta ofensiva dos pernambucanos. A única diferença, porém, foi na fase defensiva, com o 4-4-2 mais evidente; no entanto, os espaços na defesa leonina passaram a aparecer e o Cuiabá não soube aproveitá-los.

Tanto que a primeira boa chance nos últimos 45 minutos veio em uma falha no sistema defensivo alviverde. João Lucas e Paulão bateram cabeça em um lance na esquerda de ataque do Sport, e a bola ficou com Paulinho Moccelin, que rolou para Gustavo – pela direita – finalizar cruzado; ninguém apareceu para completar.

Leoninos mudaram postura sem a bola no segundo tempo (Imagem: SporTV/Premiere)

Depois disso, os cuiabanos passaram a mandar na partida com três mexidas e deixaram os rubro-negros mais acuados. Com o domínio, conseguiram sair em vantagem: após bate-rebate na pequena área, a bola sobrou para João Lucas, que chutou e Maílson faz boa defesa; na sequência, Sander derrubou o meia Cabrera. Élton bateu seguro e abriu o placar.

A desvantagem fez o comandante realizar novas substituições, com Tréllez e Everton Felipe promovidos nas vagas de Hernanes e Gustavo, aumentando o poder do ataque. No fim, o Leão criou ainda a última oportunidade para ir ao empate, entretanto não teve sorte; Sander levantou na área e Mikael testou no chão para milagre de Walter. E parou por aí.

Equipe da Praça da Bandeira teve maior ofensividade, mas sem êxito (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Esquematizado: o que esperar taticamente de Mateus Anderson no Santa Cruz

Por: Felipe Holanda e Ivan Mota

Questão de encaixe. Atacante versátil, Mateus Anderson acerta com o Santa Cruz sob a expectativa de cair como uma luva nas pretensões de Leston Júnior no Arruda. A tendência é que ele fique regularizado para o confronto com o Floresta, na próxima terça-feira (19), pela Pré-Copa do Nordeste.

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Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do novo contratado, com principais características táticas, números, mapas de calor, um Raio-X da carreira, e como o atacante/ponta pode se adaptar no time de Leston.

ATACANDO ESPAÇOS

Várias facetas. Mateus Anderson costuma atuar mais como ponta, dando profundidade e também cortando para dentro, seja para tentar o arremate em gol ou servir o companheiro melhor posicionado. Destaque para a velocidade de raciocínio, aliada à habilidade com a bola nos pés.

Canhoto, o meia-atacante de 27 anos gosta de arriscar chutes de média distância, ainda em busca do melhor aproveitamento. Caindo pelas beiradas do campo e podendo fazer os dois lados com a mesma intensidade, tem um pouco mais de liberdade para finalizar.

Veja abaixo um compilado de finalizações de Mateus Anderson

Se não finaliza, dá assistências. Quando defendeu o Cuiabá, atualmente na Série A, o novo reforço coral atuou mais pela ponta esquerda, sendo um ala que costumava ir constantemente à linha de fundo para cruzar na área, sempre vertical.

Anderson dá profundidade antes de tocar para o gol (Imagem: Premiere)

Veja abaixo, um compilado de passes para gol de Mateus Anderson

No Arruda, Leston Júnior deve utilizá-lo na esquerda. Neste cenário, a tendência é que ele se encaixe bem no 4-2-3-1, sistema mais utilizado nos tempos de Floresta e no próprio Santa, em 2019. Assim, Frank poderia perder vaga no time titular.

Uma opção para Leston com o novo contratado (Feito no Tactical Pad)

Outra possibilidade é fazer o lado direito, flertando entrelinhas para confundir a marcação adversária e levar vantagem no 1 x 1. Foi o que aconteceu no Vila Nova, time onde mais teve destaque. Por Lá, foram 150 jogos oficiais, marcando 15 gols em sua passagem pelo Tigre.

Armando o jogo pela equipe goiana (Imagem: SporTV/Premiere)

Existe a possibilidade, portanto, que Mateus Anderson caia pela direita no Tricolor. Neste cenário, Tarcísio, que também atua como ponta, seria recuado para atuar ao lado de Maycon Lucas na cabeça de área, tendo Anderson e Frank nas extremidades, com o artilheiro Pipico na referência.

Possível proposta de Leston para dar mais profundidade (Feito no Tactical Pad)

RAIO-X DA CARREIRA

Mateus Anderson é natural de Simões-PI, mas foi revelado pelo Vila Nova-GO, clube que manteve vínculo contratual de 2013 até 2020. Foram cinco temporadas atuando somente pelo Tigre. Disputou 36 partidas, com cinco gols marcados e um título da Série C do Campeonato Brasileiro de 2015, competição na qual jogou em nove partidas e balançou as redes duas vezes.

Seu primeiro empréstimo foi para a Aparecidense, também de Goiás, em 2016, mas atuou apenas três vezes pela Série D, retornando ao Vila ainda no mesmo ano, permanecendo até 2019. Sua segunda passagem foi mais positiva em relação ao número de partidas disputadas, se firmando como titular. Nesse interim, foram 108 jogos e nove gols marcados.

No começo do ano de 2019 foi emprestado ao Feirense de Portugal, que atuava na primeira divisão local, porém não conseguiu muito espaço, retornando ao alvirrubro goiano no mesmo ano. Em solo europeu, disputou sete jogos, indo às redes apenas uma vez. Ainda na mesma temporada, foi cedido ao Cuiabá, onde atuou por 10 vezes na Série B, além da Copa Verde, conquistada pelo Dourado naquela oportunidade.

Antes de chegar ao Santa Cruz ainda passou por Ponte Preta, onde disputou apenas o Campeonato Paulista e Copa do Brasil, Paysandu, onde se sagrou campeão estadual em 2020, Mirassol-SP e Criciúma. Pelo Papão foi onde conseguiu a maior sequência de jogos, atuando em 21 oportunidades com três gols anotados.

Créditos da foto principal: Douglas Monteiro/Vila Nova

Em destaque

Tarde demais: análise Moto Club 3 x 2 Retrô

Por: Ivan Mota

Reação tardia. Após sair atrás no placar por 3 x 0, o Retrô foi à luta e quase chegou ao empate, mas acabou derrotado pelo Moto Club por 3 x 2 nesta quarta-feira (13), em São Luís, pela primeira fase da Pré-Copa do Nordeste, se complicando ainda mais no calendário para a próxima temporada.

O técnico Dico Woodley manteve boa parte do time que já vinha atuando na Série D. Em relação ao último jogo, a derrota para o ABC por 3 x 2, que aconteceu no dia 19 de setembro, o onze inicial teve o retorno de Augusto Potiguar para a lateral direita, Denilson ganhando a vaga de Diego na zaga, além de Charles e Janderson jogam ao lado de Felipe Alves no trio ofensivo.

Mudanças na escalação para encarar os maranhenses (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Os primeiros minutos foram de domínio dos donos da casa, que buscavam mais o ataque, apesar de não conseguirem levar um perigo real ao gol de Jean. Os pernambucanos se armavam num 4-4-2, se defendendo com blocos médios e altos. Até que os retroenses passaram a atacar mais, principalmente com bons avanços dos laterais Augusto Potiguar, pela direita, e Guilherme, no lado oposto.

Retrô no 4-4-2 marcando o adversário (Imagem: Nordeste FC)

O problema é que aos 13 minutos o time de Camaragibe passou a jogar em desvantagem numérica. O volante Romarinho cometeu uma falta violenta recebeu vermelho direto. Mesmo assim, o jogo seguiu equilibrado, com as duas equipes tendo boas oportunidades. Ainda assim, foi o Papão que abriu o placar. E foi num golaço, quando Cleitinho acertou uma bicicleta após cruzamento de Lucas Hulk no fim da primeira etapa.

Precisando do resultado, a Fênix até tentou começar a segundo tempo atacando e com posse de bola, mas esbarrou na defesa do motense, que passou a adotar uma marcação alta, roubando bolas algumas vezes já perto da área, como na jogada do segundo gol, que surgiu de um escanteio. Após a cobrança, ampliou. Mas logo após aumentar a vantagem no placar, a partida voltou à igualdade no número de jogadores em campo. O zagueiro Kelvin, atingiu Branquinho e foi para o chuveiro mais cedo.

Aos 17 minutos foi marcado um pênalti para os rubro-negros. Wallace Lima foi derrubado na área pelo zagueiro Denilson. O próprio atacante foi para a cobrança e fez o terceiro gol da partida. A reação do Retrô começou logo depois. Erivelton recebeu passe de Mayco Félix e diminuiu o placar. Já aos 25 minutos, em boa jogada de Branquinho, a bola bateu na mão de Rodrigo Barreto, sendo assinalado um pênalti para os pernambucanos, mas Kauê bateu mal, facilitando para a defesa de João Paulo.

A segunda etapa seguiu animada até o fim. Wallace Lima chegou a marcar o seu segundo na partida, mas estava impedido. A Fênix não se dava como vencida, buscando o ataque num 2-3 ofensivo com apoio dos laterais.  E deu certo. Dessa vez foi Mayco Félix que diminuiu a vantagem, de cabeça, após bom cruzamento de Guilherme. Apesar de toda a luta, não passou daí, e o sonho da Copa do Nordeste ficou para depois.

Azulinos até tentaram, mas não foram tão efetivos na finalização (Imagem: Nordeste FC)

Créditos da foto principal: Hiago Ferreira/Moto Club

Em destaque

Retrô na Pré-Copa do Nordeste: como joga taticamente o Moto Club

Por: Ivan Mota

A fim de ressurgir das cinzas. Após eliminação na Série D e ainda sem divisão para a próxima temporada, o Retrô enfrenta o Moto Club com a missão de fechar 2021 com o pé direito. Pernambucanos e maranhenses duelam nesta quarta-feira (13) às 15h no Nhozinho Santos, em confronto eliminatório pela Pré-Copa do Nordeste, onde só o vencedor garante classificação.

Separamos tudo sobre o próximo adversário da Fênix: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Papão.

O TIME

Após a eliminação na Série D do Campeonato Brasileiro para o América-RN, o técnico Zé Augusto terá muitos problemas e desfalques para armar o time, tal como jogadores que vinham atuando e já deixaram o clube, entre eles os atacantes Ted Love, Danúbio e Felipe, o volante Abu e o meia Cleitinho. Além disso, na última segunda-feira (11), o elenco realizou um protesto por salários atrasados e não treinou, dificultando ainda mais a situação do jogo decisivo. Por tudo isso, o 11 inicial deverá ter muitas mudanças e confirmado somente pouco antes da bola rolar.

Possível escalação dos motenses para o duelo decisivo (Feito no Tactical Pad)

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COMO ATACA

Durante a campanha na Série D, em 18 jogos, foram marcados 26 gols, mas os principais nomes ofensivos na competição não devem permanecer para o embate com o Retrô: Felipe Cruz, artilheiro na atual temporada, e Ted Love, que marcou seis vezes na quarta divisão. O Rubro-Negro costuma atuar num 4-2-3-1, sempre tendo os homens de meio mais ofensivos próximos ao único atacante, buscando se aproveitar em lances de contra-ataque com passes longos do campo de defesa, explorando a velocidade.

Contra golpe dos maranhenses no 4-2-3-1 sem amplitude dos extremos (Imagem: Eleven Sports)

Outra possibilidade de ataque é atuar num 4-1-2-3, contando com apoio dos laterais. Os dois meias acima do volante se aproximam dos três homens de frente, armando as jogadas e também chegando para poder finalizar. Nessa formação, aumentam consideravelmente o número de atletas que chegam ao último terço do campo, facilitando um cruzamento por parte dos alas ou passes de infiltração.

Posicionamento ofensivo do Rubro-Negro com mais poderio (Imagem: Eleven Sports)

COMO DEFENDE

Quando atacado, o Moto costuma se fechar bastante, formando duas linhas de quatro defensivas, que muitas vezes não são bem executadas, falhando na compactação. Assim, deixam um jogador adversário livre para receber a bola e avançar na jogada; além dos meio-campistas, um dos atletas que cai pela beirada ou o centroavante também recua para ajudar no combate.

Sistema defensivo com posicionamento desajustado das peças (Imagem: Eleven Sports)

Em outros momentos, porém, a retranca é ainda maior, onde apenas um dos jogadores não participa da ação. O time se arma num 4-5-1 ou 4-1-4-1, com todos os homens de meio voltando para combater as investidas adversárias. O atleta mais avançado fica isolado, porém, pode ser peça fundamental em possíveis contra-ataques, sendo o responsável por ajudar na transição.

4-1-4-1 defensivo para fechar os espaços (Imagem: Eleven Sports)

PARA FICAR DE OLHO

Jeff Silva (LE/VOL) – Com 35 anos, o experiente atleta é um dos nomes mais cascudos do elenco. O ex-jogador do Náutico ficou conhecido atuando na lateral-esquerda, mas na equipe maranhense se tornou um espécie de coringa, atuando em vários setores, como volante, meia esquerda e até na lateral direita.

Everton Silva (LD): Com passagens por Remo e Sampaio Corrêa, o lateral é um dos principais nomes da equipe no quesito de assistências. Com bom cruzamento e passe, ele serviu os companheiros algumas vezes durante a Série D, devendo ser constantemente acionado quando as jogadas fluírem no seu lado.

Márcio Diogo (MEI/ATA): Outro nome já rodado no atual elenco, Márcio Diogo tem cinco gols em 17 jogos pelo clube em 2021. Em sua segunda passagem, o jogador pode atuar tanto como um meia ofensivo, quanto como atacante de área mais tradicional, aparecendo como uma peça a ser observada de perto pelos defensores azulinos.

Créditos da foto principal: Hiago Ferreira/Moto Club

Em destaque

Incendiado: análise Juazeirense 1 x 0 Central

Por: Ivan Mota

Apesar de deixar uma boa impressão, Central não conseguiu apagar o fogo do Cancão e foi derrotado por 1 x 0 nesta terça-feira (12), no Adauto Moraes, em Juazeiro. Eduardo, de pênalti, fez o único gol do jogo, selando a eliminação da Patativa ainda durante a primeira fase da Pré-Copa do Nordeste.

Sem atuar oficialmente desde 5 de setembro, quando foram derrotados por 2 x 1 para o América-RN, em confronto válido pela fase de grupos da Série D do Campeonato Brasileiro, os caruaruenses jogaram com muitas novidades; elenco alvinegro passou por reformulação. O treinador Nilson Corrêa armou o time no 4-2-3-1, tendo Maycon Alagoano como o responsável pela armação.

Alvinegros entraram modificados para duelo decisivo pelo regional (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

O primeiro tempo começou com domínio da Patativa, que chegou algumas vezes com perigo nos primeiros 20 minutos. O principal destaque foi o ponta esquerda Alex Aliança, que além de finalizar, conseguiu boas jogadas no seu lado de ataque, obrigando os adversários a cometerem faltas. Desse modo, os pernambucanos até balançaram as redes, mas o gol do zagueiro Pedro Victor foi anulado por conta de desvio em Genildo, que estava impedido.

Com o passar do tempo, os donos da casa começaram a se impor, deixando clara a diferença física entre os times. Os baianos passaram a ter mais posse de bola e maior número de chances criadas, porém sem perigo real à meta de Murilo. Os centralinos passaram a se fechar mais, chegando até a montar uma linha de cinco na defesa, jogando num 5-3-2 quando ficava sem a bola.

Caruaruenses ficaram bem compactados defensivamente (Imagem: Nordeste FC)

A segunda etapa começou do mesmo jeito que a primeira terminou. Assim, o Cancão de Fogo seguiu buscando mais o ataque, mas ficando na boa e forte marcação dos alvinegros. Só que toda a pressão gerou resultado. Os baianos se infiltraram na área com Adilson, que recebeu bom passe pela esquerda; o jogador acabou derrubado pelo goleiro Murilo, em um lance bastante infantil, e Eduardo não desperdiçou a cobrança, mandando no canto direito.

Com o placar desfavorável, a Patativa se lançou ao ataque por um all-in, já que Nilson promoveu as cinco mudanças. Sem organização, entretanto, não mostrou solidez defensiva e acabou deixando muitos espaços para contra-ataques, além de não conseguir criar chances reais para buscar o empate. A equipe até tentou avançar num 4-3-3, porém não conseguiu tirar o resultado negativo, dando adeus às possibilidades de disputar a Copa do Nordeste em 2022, dificultando ainda mais sua situação para a próxima temporada.

4-3-3 ofensivo no fim de jogo em busca do empate (Imagem: NordesteFC)

Créditos da foto principal: Ayrton Latapiat/Ascom Juazeirense

Em destaque

Sport na Série A: como joga taticamente o Cuiabá

Por: Mateus Schuler

De mala e cuia. O Sport mede forças contra o Cuiabá para manter sequência de vitórias e deixar de vez o Z-4 na Série A do Campeonato Brasileiro. Confronto entre pernambucanos e matogrossenses acontece nesta quinta-feira (14) às 19h, na Arena Pantanal, no encerramento da 26ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Dourado.

O TIME

Para o duelo contra o Leão, Jorginho não terá a presença de Jonathan Cafu, que recebeu o terceiro amarelo e cumprirá suspensão automática. Clayson, por outro lado, foi substituído diante do São Paulo no último jogo no intervalo após uma pancada; assim como na partida, Felipe Marques pode entrar em seu lugar, mantendo o 4-3-3 do Auriverde.

Adversário dos leoninos terá escalação definida apenas momentos antes (Feito no Tactical Pad)

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COMO ATACA

Com praticamente metade dos gols feitos como mandante, o Cuiabá passa por dificuldades ao jogar em seus domínios. Foram 13 tentos dos 25 no total, o Dourado tem a quinta pior campanha atuando na Arena Pantanal, apesar de ter uma proposta ofensiva e povoar mais o campo adversário; o time tem alternância constante entre 4-3-3 e até mesmo para um 4-2-4.

Meio-campistas podem aproximar dos atacantes se preciso (Imagem: SporTV/Premiere)

Mesmo com a ofensividade, os cuiabanos não demonstrar efetividade, seja na criação ou na finalização. São os que menos criam grandes chances (19), desperdiçando 11 delas, bem como são os terceiros no número de chutes por jogo (7,8), sendo 3,5 dessas em direção à meta. Muito da pouca criatividade se deve ao distanciamento entre as linhas de meio-campo, o que facilita ao rival no bloqueio dos espaços para passe.

Jogadas dos matogrossenses se iniciam originadas de saída em 4+2 (Imagem: SporTV/Premiere)

“O time até tenta manter a posse de bola jogando em casa, mas não vem bem e, por isso, opta pelo contra-ataque. Tanto que Jorginho tem feito um rodízio nas peças do setor ofensivo buscando corrigir esses erros, porém tem sofrido pela queda de entrosamento”

Pedro Lima, repórter no Olhar Esportivo

COMO DEFENDE

Oitava defesa mais vazada junto a Fluminense e América-MG, com 26 gols, o Auriverde sofreu 17 desses jogando dentro de seus domínios. Muito se deve às brechas dadas ao formar suas linhas defensivas pois, mesmo tendo o 4-4-2 como principal postura, não demonstra ter compactação e gera os espaços entrelinhas para infiltrações.

Adversários costumam jogar entre as linhas do Dourado (Imagem: SporTV/Premiere)

Outra alternativa aos comandados de Jorginho, caso optem pela cautela, é a formação de um 5-4-1, ainda que atuem dentro de casa; a opção fecha a “casinha” e aproxima os blocos. Por atuar mais em seu próprio campo, tem a quarta menor média de posse de bola (45,8%), ficando à frente inclusive dos leoninos, com 43,8%.

“É um time que gosta de marcar em cima, mas varia muito ao defender. Ainda assim, deixa o adversário jogar na maioria das vezes, apesar de ser bastante equilibrado. Na essência, é uma equipe que joga reativamente, tanto que os números mostram isso”

Pedro Lima, repórter no Olhar Esportivo
Linha de 5 tenta fechar mais os espaços (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Walter (GOL) – Se o Cuiabá não está nas últimas posições e ocupando lugar fora da zona de rebaixamento, muito se deve ao camisa 1. São oito jogos sem ser vazado, além de ter feito 60 defesas, figurando no top-10 do campeonato no quesito; goleiro tem a segunda maior média da equipe na avaliação pelo SofaScore, com nota 7, atrás apenas do lateral-direito João Lucas, que soma 7,08.

João Lucas (LD) – Equilibrado. Assim pode definir o futebol apresentado pelo atleta em uma palavra nesta Série A. Dosando entre ataque e defesa, é uma peça importante ao time de Jorginho. É o terceiro que mais dá passes para gol, com duas assistências, enquanto criou uma grande chance; durante a fase defensiva, no entanto, é o líder do campeonato somando 79 desarmes e o terceiro nas interceptações, tendo 43, três abaixo de Rodrigo Dourado, hoje o primeiro no critério.

Pepê (MC) – Apesar de não ser um jogador efetivamente do ataque, surge no setor frequentemente, seja como elemento surpresa ou ajudando na criação. Essa presença já resultou em dois gols, ficando pela beirada como ponta ou no meio sendo articulador; assim, é o segundo que mais finalizou a favor do Dourado, somando 33 chutes ao lado de Élton – artilheiro da equipe – e atrás apenas de Clayson, com 34 arremates.

Créditos da foto principal: AssCom Dourado

Em destaque

Protocolar: análise Ypiranga 0 x 0 Caruaru City

Por: Mateus Schuler

Para cumprir tabela. Foi assim que, nesta terça-feira (12), Ypiranga e Caruaru City entraram e saíram de campo no Otávio Limeira Alves em Santa Cruz do Capibaribe, fechando a 1ª fase. Ainda assim, as duas equipes se garantiram na próxima fase da Série A-2 do Campeonato Pernambucano, ficando inclusive no mesmo grupo, que terá jogos em turno único para definir os semifinalistas.

Para o confronto, a Máquina de Costura contou com a presença do estreante e experiente Mondragon no gol, mantendo a base que já vinha atuando num 4-2-3-1. O Leopardo, por outro lado, foi comandado interinamente por Arlindo Neto – Thyago Marcolino cumpriu suspensão – e teve as ausências de Grafite e Henrique, também suspensos, e a estreia de Aruá no meio do mesmo 4-2-3-1.

Escalações iniciais das equipes na última rodada (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Apesar do empate ser positivo para ambos, o Ypiranga buscou fazer valer o fator casa e foi quem mostrou mais presença ofensiva desde o início. E logo no começo teve a primeira boa jogada, quando a bola sobrou na entrada da área no pé de Jair após troca de passes, que soltou o pé e acertou a trave; o rebote bateu nas costas de Igor Leonardo e saiu pela linha de fundo.

Postada no 4-2-3-1, tendo Müller Fernandes ajudando no pivô e dando gás à trinca com Rodrigo, Diogo Peixoto e Marcelo, a Máquina de Costura continuou ofensiva em campo, mas pouco criou. O Leopardo, por outro lado, decidiu ser mais cauteloso e ficou mais retraído, apostando no contra-ataque como um ponto forte.

Com os dois lados tendo raras investidas no ataque, a partida teve queda de produção, cabendo aos caruaruenses se defenderem bem e espelhando no 4-2-3-1. Já no fim da etapa inicial, conseguiram chegar próximo de balançar as redes: Candinho cruzou na pequena área e João Victor se antecipou bem a Mondragon, porém o impedimento havia sido marcado em cabeceio que foi pela esquerda da barra.

Inicialmente, caruaruenses buscaram fechar lacunas na marcação (Imagem: TV FPF)

Para a etapa final, Arlindo Neto promoveu a entrada de Matheus Manteiga na vaga de João Victor para dar nova dinâmica e formatação ao setor ofensivo. Apesar disso, o primeiro bom lance foi dos mandantes que, após cruzamento na área, reclamaram de bola na mão de Matheus Serra, entretanto o árbitro nada marcou.

Mesmo bem postada no 4-2-3-1, pressionando a saída de bola do time de Caruaru, a Máquina ficou sem criatividade e – consequentemente – espaços para levar perigo. O Leopardo mostrou cada vez mais solidez defensiva, com duas linhas de 4, fechando as brechas nas tentativas de infiltração, seja pelo meio ou nos lados.

Na reta final, Rubens Monteiro ainda tentou renovar o fôlego e modificar seu modelo de jogo, entretanto foi insuficiente para alterar o placar. Coube aos visitantes segurarem o zero no marcador, que acabou sendo ruim para os dois por não encerrarem a primeira fase na liderança da chave, pois eram os favoritos.

Azulinos chegaram ao ataque no 4-2-3-1 com proximidade dos blocos (Imagem: TV FPF)

Grupos da próxima fase, que os times duelam turno único para definir quem avança às semifinais

América
Ipojuca
Caruaru City
Ypiranga

1º de Maio
Petrolina
Íbis
Atlético

Créditos da foto principal: Diego Lambretinha/Caruaru City

Em destaque

Camutanga se consolida como um dos maiores zagueiros do Náutico no Século 21

Por: Felipe Holanda e Ivan Mota

Perigo? Chama o “Camu”. Vivendo grande fase no Náutico, Camutanga se consolida na atual temporada como um maiores zagueiros do Timbu no Século 21, ao lado de nomes como Lima e Batata. Destes, é o maior detentor de títulos: três, sendo dois estaduais (2018 e 2021) e uma Série C (2019).

O Pernambutático faz nesta análise um recorte tático, destacando os motivos que levaram Camutanga a ser idolatrado pela torcida Timbu, com principais características, análises em vídeo, números, compliados, e muito mais.

O XERIFE DA MATA

Quando deu seus primeiros toques na bola, Cleidson Andrade de Souza Silva, o Camutanga, jamais imaginou que seria ídolo de um grande clube e representaria tão bem sua cidade natal. Hoje aos 28 anos, ele é o principal alicerce da defesa do Náutico na Série B, na qual os alvirrubros ainda sonham com o acesso – no início de 2021, se sagrou bicampeão estadual em final antológica diante do Sport.

Com ele, não tem bola perdida. Esbanjando raça, Camutanga costuma ser preciso nos desarmes, geralmente bem posicionado ou se recuperando na jogada para fazer o corte. O defensor faz a cobertura dos volantes e dos meias, pressionando o portador da bola.

Veja um compilado, em vídeo, das melhores ações de Camutanga pelo Náutico:

Camutanga também leva vantagem nas interceptações, se adiantando aos atacantes adversários. Na vitória contra o Goiás, mais uma vez tirou uma bola praticamente em cima da linha, além de fazer um dos gols no 3 x 2 alvirrubro. Pela Série B, tem média de duas bolas interceptadas por jogo.

Veja a análise, em vídeo, de interceptações de Camutanga nos últimos cinco jogos:

Outra faceta de Camutanga é a versatilidade. Na maioria das vezes, atua como zagueiro pela esquerda, mas pode fazer mais de uma posição na zaga, geralmente postada no 4-4-2, esquema mais utilizado por Hélio dos Anjos com o Timbu em fase defensiva.

Compactação alvirrubra sem a posse (Imagem: Sportv/Premiere)

Camutanga tem os duelos defensivos como ponto forte e costuma ter bom desempenho diante os atacantes rivais no 1×1, com números excelentes, acumula uma média de 3.2 bolas afastadas por partida. Por outro lado, já cometeu falhas importantes nesta Série B.

Veja a análise, em vídeo, dos duelos defensivos de Camutanga nos último cinco jogos:

SE AVENTURANDO NO ATAQUE

Elemento surpresa. Vigoroso na defesa, Camutanga também pode surpreender com chegadas ao ataque. Ao todo, assinalou cinco gols pelo Náutico, sendo o último deles no confronto com o Goiás. Destes, foram quatro de cabeça e um com os pés.

Veja todos os gols de Camutanga pelo Alvirrubro:

Outra alternativa para Camutanga é auxiliar no início da construção ofensiva do Timbu. Para isso, precisa ter um bom aproveitamento nos passes, quesito que evoluiu bastante nas últimas temporadas, se tornando um zagueiro mais completo.

Camutanga participando da troca de passes contra o Operário (Imagem: Sportv/Premiere)

O DEFENSOR DO SÉCULO

O ano de 2021 serviu para Camutanga se firmar de vez como um dos maiores zagueiros que já passaram pela Rosa e Silva no Século 21. Com as três conquistas pelo clube – dois Estaduais e uma Série C -, ele superou, em número de títulos, dois outros zagueiros históricos.

Wanderley Gonçalves Barbosa, mais conhecido como Batata, jogou pelo Timbu de 2004 até 2006, conquistando o Pernambucano de 2004, o último antes da “Era Camutanga”. Antes de chegar ao Recife, Batata já era um nome consolidado no futebol nacional, atuando pelo Corinthians de 1998 até 2002, onde viveu uma das grandes fases do alvinegro, se sagrando campeão Brasileiro, em 1998 e 1999, do Mundial de Clubes de 2000, e da Copa do Brasil de 2002.

Batata marcou um dos gols na final contra o Santa Cruz, vencida por 3 x 1 (Ricardo Fernandes/Acervo/DP)

Outro nome de destaque foi justamente a sua dupla no título de 2004. Lima já havia jogado pelo Náutico em 2001 – ano da conquista do Centenário – e 2002, antes de rumar para o futebol português, mas retornou para ser uma das peças do título. Antes, passou por clubes como Fluminense, onde foi campeão carioca em 1995, derrotando o Flamengo de Romário (tetracampeão pela Seleção no ano anterior), Atlético-MG e Coritiba.

HEROI IMPROVÁVEL

O município de Camutanga, fundado em 1963, tem o zagueiro como seu filho mais ilustre, levando o nome da cidade pelo Brasil afora. Fugindo do caminho tradicional da grande maioria dos jogadores, após ser rejeitado em testes na própria cidade, só aos 19 anos teve sua primeira real oportunidade, após chamar atenção do Auto Esporte Clube-PB, de João Pessoa. Nessa época, disputou apenas uma partida, mas mesmo assim foi indicado pelo seu treinador ao Sport.

Na Ilha, Camutanga teve sua primeira experiência no futebol de base, chegando a ter uma boa sequência pela equipe sub-20, mas sofreu uma grave lesão no ligamento cruzado do joelho direito, ficando seis meses fora de combate e perdendo espaço, resultando no retorno ao clube paraibano, onde a lesão voltou a se repetir. Ao todo foram apenas dez partidas, todas pelo campeonato estadual.

Em 2016, retornou para seu estado de origem para disputar o Campeonato Pernambucano pelo Pesqueira. A campanha da Águia do Agreste na competição foi péssima. Ficando na lanterna, tanto do Grupo B quanto do Hexagonal do rebaixamento, sem ter enfrentado nenhum dos times do Trio de Ferro da capital.

Antes de chegar ao Náutico, ainda teve passagens por Santa Rita-AL e Bangu-RJ. Foi no clube carioca que sua carreira começaria a mudar. Por lá, foi treinado por Roberto Fernandes. Mesmo disputando apenas seis jogos pela Série D de 2017, conseguiu chamar a atenção do comandante, que no ano seguinte, quando já treinava o Timbu, indicou a contratação do zagueiro.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Em destaque

Rugindo e ressurgindo: análise Sport 1 x 0 Corinthians

Por: Mateus Schuler

Coração de Leão. Antes tido como morto, o Sport venceu o Corinthians por 1 x 0 neste sábado (9), na Arena de Pernambuco, rugindo mais alto e ressurgindo das cinzas na luta contra o rebaixamento na Série A com de três vitórias seguidas – vitória deixa o rubro-negro provisoriamente fora do Z-4. Confronto foi válido pela 25ª rodada.

Sem contar com as presenças de Hernanes e Everaldo, suspensos, o técnico Gustavo Florentín decidiu não inventar e manteve o 4-2-3-1 no time leonino. Assim, Everton Felipe e Luciano Juba foram acionados como titular, enquanto Marcão e Zé Welison formaram a cabeça de área, tendo Mikael mantido na referência.

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COMO FOI

Apesar de ter a carga máxima da torcida no estádio, o Sport começou o jogo no seu próprio campo, tentando aproveitar os erros do Corinthians para criar as jogadas. Não por acaso, teve a primeira boa chance após Gustavo tabelar com Luciano Juba na intermediária e mandar direto pela linha de fundo, mas sem assustar.

Bastou finalizar que os torcedores do Leão passaram a incentivar mais, com o Timão ficando acuado. Postados no 4-2-3-1 ao atacar, os rubro-negros se mantiveram intensos e atacando em maior frequência: Mikael recebeu passe de Gustavo pela esquerda e chutou forte, porém Cássio tirou para escanteio; na cobrança, Sander bateu aberto e Sabino cabeceou, entretanto Thyere, em impedimento, interferiu no goleiro corintiano e a arbitragem impugnou.

Pernambucanos foram mais perigosos na etapa inicial (Imagem: TV Globo)

A equipe da Praça da Bandeira não abdicou de atacar e seguiu assustando a meta alvinegra. Gustavo deu bom drible em Fábio Santos pelo lado direito ofensivo e finalizou próximo à trave esquerda. Logo depois, Mikael arrematou cercado pela marcação e a bola saiu por cima da barra sem dar sustos aos paulistas.

Defensivamente, os leoninos mostraram uma postura muito sólida e fizeram os corintianos serem pouco criativos. Formando duas linhas de 4, alternaram constantemente entre 4-4-2 e 4-1-4-1, variando ainda no posicionamento de blocos, contudo o mais comum foi ficarem médios, segurando os ímpetos já no círculo central.

Marcação do Leão fechou muitos espaços aos visitantes (Imagem: TV Globo)

Para o segundo tempo, Gustavo Florentín optou por não realizar alterações e a proposta se manteve a mesma da primeira etapa. Ainda assim, o Timão se atirou mais ao ataque, já o Leão ficou marcando em blocos médio/baixos, na tentativa de contra-atacar e ser perigoso para finalizar, seguindo no 4-1-4-1 e segurando as ações do adversário.

Para mexer na dinâmica ofensiva, o comandante rubro-negro promoveu as entradas de Tréllez e Paulinho Moccelin nas vagas de Everton Felipe e Luciano Juba, respectivamente. Sem criatividade e com menor posse de bola, o time pernambucano não conseguiu levar o mesmo perigo da primeira etapa, já a equipe paulista chegava mais intensamente.

Do meio para o fim, os leoninos passaram a povoar mais o setor ofensivo e foram mais criativos. Em troca de passes envolvente, Marcão tabelou com Mikael, que fez bom pivô, e serviu Paulinho Moccelin pela esquerda; o camisa 94 bateu cruzado e tirou do alcance de Cássio, sem dar qualquer chance de intervenção.

Postura defensiva se manteve durante últimos 45 minutos de partida (Imagem: TV Globo)

Além de bem fechados no próprio campo, os donos da casa se seguraram e impediram as raras finalizações dos alvinegros. Em uma delas, depois de boa jogada pela esquerda, Gabriel Pereira arrematou firme no canto de longe, no entanto parou em defesa de Maílson, que assegurou a vitória do Sport pelo placar mínimo.

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Sport na Série A: como joga taticamente o Corinthians

Por: Mateus Schuler*

Para seguir rugindo mais alto. Vindo de duas vitórias consecutivas, o Sport encara o Corinthians com a missão de se manter em ascensão e deixar o Z-4 na Série A do Campeonato Brasileiro. Confronto acontece neste sábado (9) às 16h30, na Arena de Pernambuco, válido pela 25ª rodada do Brasileirão.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Timão.

O TIME

Apesar de não contar com as presenças dos lesionados Roni, Ruan Oliveira e Willian, o técnico Sylvinho tem a volta de Fábio Santos, poupado no jogo ante o Bahia. Ainda assim, o 4-1-4-1 deve ser mantido na equipe, porém há dúvida no setor ofensivo para dar mais movimentação: Adson pode ganhar o lugar de Jô, deixando Róger Guedes centralizado.

Escalação ainda é incerta por mudar estilo de jogo da equipe (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

O Corinthians ataca sempre muito organizado através dos blocos do 4-1-4-1. Os laterais ajudam muito na saída de bola, que é em jogo apoiado, e não são tão livres para ultrapassagens. No entanto, Cantillo é o responsável por fazer a troca de passes de um lado para o outro em passes curtos e longos, dando mobilidade aos demais meio-campistas.

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Criação das jogadas inicia com Renato Augusto recuando (Imagem: Brasileirão Play)

Contra times mais fechados, o volante colombiano abre com Gabriel Pereira ou no ponta pela esquerda. Caso decida por prender mais a bola, Giuliano e Fágner costumam aparecer nas costas do lateral – que marca Gabriel – para liberarem espaço tentando infiltração entrelinha ou receberem em liberdade na ligação profunda.

Giuliano é quem mais contribui na transição ofensiva corintiana (Imagem: Premiere)

“Se Jô for titular, o time usa muito o pivô para segurar a bola e passar a um jogador que chega de frente ao goleiro. Giuliano e Renato Augusto têm muita facilidade para chegar bem ao ataque. Róger Guedes é uma incógnita. Se atuar como ponta, oferece muito na finalização de longa distância, porém não é tão rápido. Tem um 1×1 bom e é excelente se relacionado com os outros reforços”

Rafael Brayan, analista no Corinthians Scouts

COMO DEFENDE

Na defesa, o Corinthians vem sofrendo muito. São sete jogos seguidos sendo vazado e não são muitos lances perigosos por jogo, pois consegue bloquear boa parte das jogadas adversárias, mas ainda assim sofre mais gols do que poderia. Cantillo não tem boa transição defensiva e, se pressionado ao levar bola nas costas, falha pela ausência de velocidade para retomar a posição à frente dos zagueiros.

Com blocos médios, Timão busca deixar o meio mais povoado (Imagem: Premiere)

“Gil e João Victor formam uma das melhores duplas de zaga da temporada brasileira. João Victor, inclusive, é minha opção como o melhor zagueiro do ano, pois eles erram raramente e são excelentes em interceptações/bloqueios”

Rafael Brayan, analista no Corinthians Scouts

O mais comum é a equipe corintiana se fechar no 4-1-4-1, buscando povoar o meio-campo para não dar opções de passe aos adversários. Além disso, a defesa demonstra bom entrosamento, conseguindo ser sólida seja em bolas pelo alto ou rasteiras. Outra alternativa, porém menos usada, é o 4-4-2 com blocos médio/baixos, tentando bloquear a entrelinha.

Marcação alvinegra tem problemas de compactação entrelinhas (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

João Victor (ZAG) – Um dos principais jogadores do campeonato na posição, o defensor alvinegro é o responsável pelo sistema defensivo ter certa solidez. Terceiro com mais – 43 no total – interceptações, é o líder do time no quesito, além de estar no topo também nos cortes, somando 96, ficando no top-10 da competição.

Giuliano (MC) – Contratado no decorrer do Brasileirão, vem sendo o nome de mais destaque na armação, inclusive da Série A. Em dez jogos disputados, é o segundo jogador do ataque – meio-campistas e atacantes com ao menos seis partidas – em acerto nos passes, acumulando 91,95%; além disso, já deu três assistências e criou três grandes chances.

Róger Guedes (ATA) – Craque do mês de setembro, Guedes foi a campo por apenas seis vezes, mas já mostra bons números no Brasileiro. De dez gols da equipe no certame quando esteve em campo, participou da metade deles e balançou as redes por quatro oportunidades, dando assistência em outra; é o vice-artilheiro dos paulistas, atrás somente de Jô, que marcou seis tentos.

Créditos da foto principal: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

*Com colaboração de Rafael Brayan, do Corinthians Scouts

Em destaque

Figurinha carimbada: o que esperar taticamente de Marcos Martins no Santa Cruz

Por: Felipe Holanda e Ivan Mota

Homem de confiança de Leston Júnior, Marcos Martins retorna ao Santa Cruz para ser o braço direito do comandante coral já visando o pré-Nordestão. Seu último clube foi o Floresta, comandado pelo próprio Leston. Antes, em 2019, defendeu o Mais Querido, disputando 30 partidas com a camisa tricolor e deixando saudades.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do novo contratado, com principais características táticas, números, mapas de calor, um Raio-X da carreira, e como o lateral pode se encaixar no esquema de Leston.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Apoiador nato. Lateral-direito técnico, Marcos Martins tem o apoio como ponto forte, geralmente com passes precisos e assistências. Também apresenta boa profundidade pelos lados, além da noção de espaço, se destacando como um verdadeiro “garçom”.

Veja a análise, em vídeo, de passes para gol de Marcos Martins:

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No 4-2-3-1 de Leston Júnior pelo Floresta, Marcos caía como uma luva, seja fazendo um jogo apoiado com os atacantes, ou indo até a linha de fundo para tentar o cruzamento na área. Ao todo, disputou sete jogos pelo Verdão na Série C, sendo seis como titular.

Martins no 4-2-3-1 cearense (Imagem: DAZN/TVNSports)

No Arruda, Marcos Martins chega para jogar de imediato, brigando por posição com Lucas Rodrigues -Jadson, outra opção para a lateral direita, corre por fora. A expectativa é que ele esteja apto para o confronto pela pré-Copa do Nordeste, marcado para o próximo dia 20, no qual os corais enfrentam o vencedor do duelo entre Floresta e Treze.

Possível formação inicial com Marcos Martins (Feito no Tactical Pad)

Ainda nos tempos de Floresta, o lateral também jogou improvisado na esquerda quando foi necessário. No duelo que sacramentou a permanência do Lobo na Terceirona, diante do Ferroviário, ele atuou no setor e deu o passe para o único gol do jogo, marcado por Elielton.

Mapa de calor diante do Ferrin (Reprodução/Wyscout)

FACETAS DEFENSIVAS

A recomposição é um fator que ainda precisa ser melhorado por Marcos Martins. Em fase defensiva, a tendência é que ele busque compactação pela direita, como aconteceu no Floresta, que tinha o 4-1-4-1 como esqueleto tático.

Postura defensiva do Verdão da Vila (Imagem: DAZN/TVNSports)

Quando se fala em interceptações, Marcos Martins costuma ter um pouco mais de destaque. Com bom senso de posicionamento, consegue se antecipar aos atacantes na hora exata e fazer o corte, seja com os pés ou com a cabeça.

Veja a análise, em vídeo, de interceptações de Marcos Martins:

RAIO-X DA CARREIRA

Natural de Souto Soares, na Bahia, fez sua categoria de base no futebol mineiro, atuando pelo Cruzeiro de 2006 até 2008, clube onde se tornou profissional, além de uma passagem por empréstimo no Ipatinga. Foi campeão pela Raposa da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2008.

Dados de Martins (Reprodução/Wyscout)

Seu primeiro jogo por uma equipe principal, contudo, aconteceu no Bahia, em 2009. Em sua primeira passagem pelo tricolor baiano, disputou 24 jogos na Série B. No ano seguinte, retornou ao time Celeste, mas não conseguiu espaço, resultando numa longa sequência de empréstimos para Avaí, Atlético Goianiense, Vitória, Ceará e para o próprio Bahia.

Ao fim de seu contrato com os mineiros, permaneceu no Ceará, ficando por mais uma temporada, até ser dispensado. Em 2015, assinou com o CRB, onde permaneceu até 2017. Pelo Galo Praiano, conquistou dois Campeonatos Alagoanos, 2016 e 2017, sempre sendo peça constante no time titular.

Três anos mais tarde, foi contratado pelo Botafogo-SP, onde conseguiu o acesso para a Série B. Mesmo assim, deixou o Pantera, sendo contratado pelo Santa Cruz. Na Cobra Coral, foram 30 jogos pelo Campeonato Pernambucano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série C.

Apesar de não ter sido um bom ano coletivo, o jogador foi um dos destaques do Tricolor, deixando a equipe na mesma temporada, já que tinha uma cláusula em seu contrato que o liberava para clubes de divisões superiores. Marcos acabou acertando com o São Bento, que estava na Série B. Lá, disputou 23 partidas e marcou dois gols. Em 2020, defendeu o Botafogo-PB na Terceirona. Já em 2021, atuou por Santo André, durante o Campeonato Paulista, e Floresta, na Série C.

Créditos da foto principal: Rodrigo Baltar/Santa Cruz

Em destaque

Baseado em fatos reais: análise Sport 3 x 1 Juventude

Por: Mateus Schuler

Avassalador. Com nova grande atuação da base, o Sport venceu o Juventude por 3 x 1 – na Arena de Pernambuco – na noite desta quarta-feira (6), mantendo a sequência positiva na Série A do Campeonato Brasileiro. Partida foi válida pela 24ª rodada do Brasileirão.

Para o confronto, Gustavo Florentín não fez surpresas na escalação inicial e a equipe rubro-negra permaneceu no 4-3-3, dessa vez com Zé Welison junto a Marcão na cabeça de área e Hernanes na armação. Ewerthon foi mantido na lateral direita, bem como Gustavo na ponta, tendo Paulinho Moccelin de volta à lista de relacionados.

Leoninos tiveram apenas uma novidade diante dos alviverdes (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Por ambos precisarem do resultado, tendo objetivos distintos, a partida teve o início bastante estudado, com poucas chances sendo criadas. Precavido e mais seguro na defesa, o Sport formou o 4-1-4-1 que fechou espaços contra o Grêmio e conseguiu bloquear as ações tentadas pelo Juventude durante a primeira metade da etapa inicial.

Com o decorrer do jogo, o Leão foi se soltando mais em campo e passou a se infiltrar na marcação adversária, porém faltou criatividade para ser perigoso. Variando entre 4-3-3 e 4-2-4 durante a fase ofensiva, até demorou a finalizar em direção à meta do Ju, mas deu susto quando tentou; Sander levantou na área e Quintero cortou no pé de Hernanes, que dominou e chutou próximo ao poste direito.

Tendo mais presença no ataque, os rubro-negros foram achando brechas e passando a ter maior domínio do duelo. Assim, passaram a performar no 4-2-3-1 já habitual e foram recompensados com um belo gol: em jogada bem trabalhada pela direita, Mikael deixou para Everaldo, que cruzou na medida para Zé Welison; o volante cabeceou tirando do alcance de Douglas e abriu o placar.

Leoninos passaram a ocupar melhor o campo ofensivo ao mudar formação (Imagem: Premiere)

Para o segundo tempo, Florentín optou pela manutenção da equipe, já o time gaúcho veio com três novidades, se fazendo mais presente ao ataque. Ainda assim, o Leão mostrou que estava melhor no confronto e ampliou o placar na Arena antes mesmo dos cinco minutos: em contra-ataque mortal, Zé Welison deu bom passe para Mikael, que deixou a bola quicar e soltou um foguete.

Jogando de forma segura, os leoninos valorizaram a vantagem ampliada e buscaram explorar os erros dos alviverdes para voltarem a balançar a rede. Dessa maneira, até estufaram o barbante, mas um impedimento – correto – impugnou o lance: Hernanes desarmou ainda no meio e lançou para Mikael, que arrancou e bateu na saída de Douglas, porém a jogada foi paralisada.

Sem a posse, pernambucanos neutralizaram ações dos gaúchos em seu campo (Imagem: Premiere)

Os pernambucanos não desanimaram nem mesmo quando o técnico ousou colocando Chico na vaga de Gustavo, formando, em alguns momentos, um 3-4-3. Em boa jogada pela esquerda, Zé Welison chutou e Douglas defendeu; a sobra caiu no pé de Mikael, que tentou e o goleiro voltou a intervir no lance. Logo depois, Tréllez foi acionado no lugar do camisa 99, substituído por dores no pé direito.

Empurrados pela torcida, os pernambucanos tiveram a bola parada como a arma para praticamente encaminhar o triunfo. Sander levantou falta na área com perfeição e Chico subiu mais que a defesa do Ju e testou precisamente no fundo do gol. Apesar do terceiro tento dos donos da casa, o Verdão foi ao ataque e diminuiu – ainda que insuficiente – a desvantagem: Michel Macedo sofreu carga faltosa na pequena área e Paulinho Bóia marcou.

Postura defensiva se manteve a mesma na etapa final (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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Sport na Série A: como joga taticamente o Juventude

Por: Mateus Schuler

Moçada rubro-negra. Embalado pela boa atuação da base, o Sport recebe o Juventude para seguir ganhando sobrevida na luta contra o Z-4 na Série A do Campeonato Brasileiro. Duelo acontece nesta quarta-feira (6) às 19h, na Arena de Pernambuco, válido pela 24ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Ju.

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O TIME

Para o confronto contra o Leão, o Verdão não tem problemas por suspensão, contudo a única dúvida se deve a uma lesão. O experiente atacante Ricardo Bueno, com desconforto na coxa esquerda, será reavaliado e terá a definição apenas momentos antes da bola rolar; time gaúcho deve ter 4-3-3 mantido da última rodada.

Base titular do empate contra o Palmeiras deve ser mantida (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do sexto pior ataque, o Juventude tem média abaixo de um gol, com 22 em 23 partidas disputadas. Os números refletem na pouca criatividade do Ju ao ter a bola, pois é o quarto que menos cria grandes chances junto a Ceará, Bragantino e Grêmio, criando 27 oportunidades e desperdiçando 14 dessas; o Verdão também finaliza pouco, sendo o segundo que menos chuta, com 7,6 arremates por duelo.

Criação dos gaúchos começa em jogo apoiado ainda na defesa (Imagem: Premiere)

O início das jogadas tem saída de 3, com o lateral-esquerdo William Matheus auxiliando os zagueiros, além de dois dos meio-campistas mais recuados na cabeça de área. Desse modo, forma um 4-2-3-1 bem ofensivo, com o lateral-direito Michel Macedo ajudando na armação ao lado da trinca de ataque e o centroavante.

Jogadores de lado de campo buscam dar amplitude para achar espaços (Imagem: TV Globo)

“O meio-campo alterna muito. Ora forma com dois volantes e um meia, ora tem um volante e dois meias; raramente muda. Isso faz a saída de 3 ter melhor fluidez, deixando os meias por dentro e uma constante movimentação do meio para frente”

Pedro Petrucci, repórter na Rádio Gaúcha

COMO DEFENDE

Time com menor posse de bola de toda a Série A, somando média de 42,1%, o alviverde passa a maior parte do tempo em seu próprio campo, jogando de maneira mais reativa. Apesar disso, os gaúchos possuem uma defesa muito falha, já que possuem a quinta mais vazada do Brasileirão ao sofrer 26 gols ao lado de Fortaleza, Bragantino e Palmeiras.

Verdão busca ficar em linhas mais baixas para contra-atacar (Imagem: TV Globo)

“Apesar de ter o 4-3-3 de base, a formatação do meio é que define como a equipe se encaixa na defesa. A variação ocorre pela distribuição das peças, buscando ficar mais compactado ou povoar o meio-campo para fechar melhor os espaços aos adversários”

Pedro Petrucci, repórter na Rádio Gaúcha
Apesar de tentar compactação, time de Caxias dá brechas na marcação (Imagem: Premiere)

As alternativas mais comuns aos comandados de Marquinhos Santos são as duas linhas de 4, que variam conforme o mando da partida. Quando atua no seu estádio, forma um 4-4-2 buscando dar maior compactação ao sistema defensivo em blocos médios, enquanto fora de casa o 4-1-4-1 – pode ocorrer nos jogos em Caxias também – tem relativa frequência, povoando melhor o meio-campo.

PARA FICAR DE OLHO

Michel Macedo (LD) – Um dos principais nomes da defesa dos alviverdes, o lateral-direito tem bons números ofensiva e defensivamente no Brasileirão. Mesmo sem ter dado assistência direta, já criou cinco grandes chances e é o líder da equipe no quesito, além de liderar nas interceptações, somando 33 no total.

Castilho (MC) – Quem mais contribui no setor de armação, no entanto, é este jovem meio-campista. Cria do Atlético-MG e destaque do Confiança na Série B de 2020, o jogador criou três grandes oportunidades e colaborou com dois passes para gol, tendo balançado as redes por três vezes; é o principal nome da bola parada, seja escanteio ou faltas, tendo muita precisão.

Ricardo Bueno (ATA) – Caso atue, precisará de marcação redobrada. Jogou apenas oito jogos até o momento, mas já marcou cinco tentos, que o deixam na vice-artilharia do Ju na Série A; Matheus Peixoto, que deixou o clube após ser negociado com o Metalist-UCR, fez oito. Deu ainda 11 finalizações na meta adversária, sendo o segundo da equipe que mais vezes chutou em direção à barra rival.

Créditos da foto principal: Fernando Alves/EC Juventude

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Nos embalos de Camutanga: análise Náutico 3 x 2 Goiás

Por: Ivan Mota

Reencontrando a torcida nos Aflitos, o Náutico bateu o Goiás por 3 x 2 em grande atuação de Camutanga, ganhando sinal verde para engatar reação rumo ao G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro – confronto foi realizado nesta terça-feira (5), pela 28ª rodada.

Hélio dos Anjos não poupou esforços na escalação, colocando o que tinha de melhor em campo, tendo o retorno de Jean Carlos e a presença de Caio Dantas na referência do ataque. No meio, Matheus Jesus seguiu entre os titulares, desta vez formando dupla de volantes com Rhaldney.

Como os alvirrubros iniciaram o duelo (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Fulminante. O Timbu começou com tudo, pressionando e criando boas chances. Logo aos dois minutos, Vinícius quase fez um golaço, acertando o travessão. Em seguida, a chance foi de Jaílson, parando no inspirado goleiro Tadeu. Mesmo assim, foi o Esmeraldino que saiu na frente. Élvis aproveitou a saída errada de jogo do zagueiro Rafael Ribeiro e lançou para Alef Manga, que abriu o placar.

Os donos da casa não sentiram o gol e continuaram criando mais chances, além de não deixar os visitantes jogarem. Os alvirrubros esboçavam um 4-5-1 para tentar roubar rapidamente a bola. Todos os jogadores participavam da ação, deixando apenas Caio Dantas no ataque. E foi justamente o centroavante que empatou o jogo, repetindo a dobradinha que deu certo na última partida após ótimo cruzamento de Júnior Tavares. 

4-5-1 em fase defensiva após sofrer o gol (Imagem: SporTV/Premiere)

Apenas cinco minutos depois chegou a hora da virada. Dessa vez Matheus Jesus teve grande chance, cara a cara com Tadeu, mas o goleiro fez grande defesa outra vez. Porém, no rebote, Vinícius acertou o passe e o volante não desperdiçou: 2 x 1.

O jogo seguiu bastante animado e com bastante intensidade. Os dois goleiros continuaram tendo bastante trabalho e fazendo excelentes defesas. Os pernambucanos atacavam várias vezes num 4-3-3 ou 4-1-4-1, sempre com apoio de um ou dos dois laterais no campo ofensivo.

Timbu povoando o terço final (Imagem: SporTV/Premiere)

Na segunda etapa, o Náutico passou a ter postura um pouco mais retraída, num 4-4-2, com Jean Carlos ao lado de Caio Dantas. O camisa 10 chegou a balançar as redes, mas em posição irregular; goianos também tiveram uma boa chance: Welliton conseguiu driblar Anderson e chutou, mas Camutanga apareceu muito bem para salvar.

Timbu em compactação defensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

E o zagueiro estava inspirado. Depois de ajudar na defesa, também foi muito bem no ataque. O terceiro gol veio com mais uma assistência para a conta de Vinicius, cruzndo para Camutanga completar no canto de Tadeu.

Com a vantagem ainda maior no placar, os recifenses seguiram com o domínio do jogo, formando um 4-3-3 de jogo apoiado pela esquerda, graças à mais uma ótima atuação de Júnior Tavares. Mesmo sem criar tanto, ainda levaram vantagem na posse e no número de ações ofensivas.

No fim, o Goiás conseguiu furar o bloqueio e diminuiu o placar aos 41 minutos. Artur cruzou e encontrou Dadá Belmonte, que fez valer a lei do ex, acertando uma cabeçada no contrapé de Anderson. Para a sorte dos alvirrubros, não passou daí.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente o Goiás

Por: Felipe Holanda

De cabo a rabo. A dez jogos do fim da Série B, o Náutico enfrenta o Goiás em confronto que pode ser um divisor de águas para as pretensões alvirrubras na tabela – atualmente, Timbu está a dez pontos do G-4, e a oito da zona de rebaixamento. A bola rola nesta terça-feira (5) às 21h30, nos Aflitos, pela 28ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Esmeraldino.

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O TIME

Vindo de vitória por 3 x 0, a tendência é que Marcelo Cabo mantenha a escalação diante dos pernambucanos. O volante Caio Vinícius, que volta de suspensão pelo terceiro cartão amarelo, pode aparecer, mas não tem presença garantida. Em tese, ele disputa a vaga com Diego. Já o lateral-esquerdo Hugo, no DM, é carta fora do baralho.

Provável formação inicial dos goianos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Objetivo. Com 32 gols marcados nesta Série B, o Goiás costuma aproveitar as chances que tem para ir às redes. Em fase ofensiva, a principal aposta é formar um 4-2-3-1 de muito jogo apoiado e subidas dos laterais, confundindo a marcação adversária.

Postura na construção ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Outra postura notável é performar um 4-3-3, com Apodi e Diego revezando de posição na direita: enquanto um avança, o outro recompõe. Neste cenário, o Esmeraldino povoa a última linha para que Nicolas, o centroavante, tenha mais liberdade de finalizar a jogada.

Profundidade dos laterais goianos (Imagem: SporTV/Premire)

No início da construção, os goianos exploram uma saída 1+4+1+3 para encontrar espaços na defesa rival. O goleiro Tadeu tem papel fundamental nestes casos, mas precisa ter 100% de precisão nos passes, o que nem sempre consegue. Um fator que pode ser aproveitado por Hélio dos Anjos.

Espaçamento das peças alviverdes em campo (Imagem: SporTV/Premiere)

“A dupla de ataque titular não marca a dois jogos, com o centroavante – e vice-artilheiro da equipe na competição – Nicolas tendo sete jogos de seca. O último atacante a marcar foi Wellinton, na derrota para o Vila Nova no clássico”

Victor Pimenta, repórter no Jornal O Hoje

COMO DEFENDE

O sistema defensivo é o ponto forte do Goiás. Com apenas 20 gols sofridos, ostenta a melhor defesa da Segundona, geralmente utilizando o 4-4-2 característico de duas linhas de 4. A equipe costuma apresentar boa compactação e por isso consegue, muitas vezes, frear o ímpeto do adversário.

4-4-2 do Esmeraldino diante do Vasco (Imagem: SporTV/Premiere)

O time varia frequentemente para o 4-3-3, pressionando um pouco mais a saída de bola rival. Dessa forma, Alef Manga adianta para auxiliar o trio mais adiantado e ter mais chances de recuperar a bola, já engatilhando um possível contragolpe.

“A defesa vinha estável até sofrer três derrotas seguidas, tendo a ausência de David Duarte e tomando dois gols de bola aérea. O retorno do zagueiro deu mais segurança ao setor, que não foi vazado contra o Vitória”

Victor Pimenta, repórter no Jornal O Hoje
Outro exemplo defensivo dos goianos (Imagem: SporTV/Premiere)

Quando ameaçado, pode apostar no 4-1-4-1 para preencher o miolo e dificultar a troca de passes. Por outro lado, acaba deixando brechas pelos lados, o que é justamente o “Calcanhar de Aquiles” do esquema de Marcelo Cabo.

Meio-campo povoado pelos alviverdes (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO:

TADEU (GOL) – Um dos melhores goleiros do futebol brasileiro na atualidade. Muito competente debaixo das traves, já salvou o Goiás em muitas ocasiões, seja por baixo ou pelo alto. Além de suas qualidades defensivas, Tadeu apresenta um bom passe e auxilia a equipe na progressão de posse. Outro ponto positivo.

ÉLVIS (MEIA) – A mente criativa do Esmeraldino. Líder de assistências, com seis passes para gol, Élvis é quem dita o ritmo de jogo do Verdão, atuando centralizado como maestro do time. Também finaliza bem de média distância, tendo ido às redes duas vezes na Segundona.

NICOLAS (ATA) – O “Cavani do Cerrado”. Nicolas chegou com o campeonato em andamento, assumiu a titularidade, e já briga pela artilharia da equipe, assinalando cinco tentos, dois a menos que o companheiro de ataque Alef Manga. Merece uma atenção especial, já que costuma ter o faro de gol apurado.

Créditos da foto principal: Rosiron Rodrigues/Goiás EC

Em destaque

Imortalizado: análise Grêmio 1 x 2 Sport

Por: Mateus Schuler

Ressurgindo das cinzas. O Sport ampliou a hegemonia recente sobre o Grêmio e encerrou hiato de vitórias ao ganhar por 2 x 1 neste domingo (3), em Porto Alegre, ganhando sobrevida na luta contra o rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro – o Santos, primeiro fora do Z-4, tem 24 pontos; confronto foi válido pela 23ª rodada.

Sem ter as presenças dos suspensos Hayner, Pedro Henrique e Zé Welison, o técnico Gustavo Florentín optou por um sistema mais ousado, formando um 4-3-3 ofensivo. Ewerthon foi acionado na lateral, Thiago Lopes e Gustavo no meio e Mikael formou o ataque junto a Everaldo, além de Hernanes continuar na armação.

Rubro-negros entraram mais ofensivos diante do Tricolor (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Na primeira partida com público e jogando como visitante, o Sport buscou se precaver defensivamente, começando mais recuado. Dessa maneira, formou um 4-1-4-1 de blocos médios/baixos, o que até atraiu o Grêmio ao campo de ataque, mas as linhas ficaram bem compactadas e seguraram as investidas dos gaúchos.

Mesmo acuado, o Leão não se acomodou em campo e tentou aproveitar um possível descuido do Tricolor para levar perigo, pois foi pouco criativo. Assim, conseguiu a primeira boa oportunidade do jogo, apesar dos gremistas terem maior controle: Everaldo chutou forte de fora da área e Gabriel Chapecó tirou com a ponta dos dedos.

Pernambucanos tentaram criar jogadas formando um 4-3-3 (Imagem: SporTV/Premiere)

O baixo poder de criatividade de leonino teve uma pequena evolução após o técnico ser obrigado a mexer no time; Thiago Lopes, que sentiu dores sozinho no tornozelo, abriu espaço para a entrada de Everton Felipe. A alteração não mudou a estrutura da equipe, porém novas chances de perigo foram criadas em direção à meta do Imortal.

Em uma delas, Hernanes recebeu passe de Gustavo pelo meio, limpou para a esquerda e bateu para boa defesa de Chapecó, que colocou para escanteio. Pouco depois, Sander foi servido por Everaldo pela esquerda e, depois de dar um chute despretensioso, a bola foi no travessão; lateral-esquerdo, contudo, já estava impedido.

Rubro-negros evitaram ímpetos gremistas na etapa inicial (Imagem: SporTV/Premiere)

Para o segundo tempo, Florentín optou por não realizar nenhuma alteração, o que manteve a proposta para o confronto. Enquanto o Grêmio tentou povoar o campo ofensivo, o Sport apostou no contra-ataque como arma; o êxito, no entanto, veio depois da bola parada: Hernanes cobrou falta rasteira e Gabriel Chapecó não segurou, mas Gustavo completou o rebote debaixo das pernas do goleiro.

O gol leonino não desestabilizou os tricolores, que chegaram muito próximos do empate: após cruzamento na pequena área, Borja cabeceou e Maílson fez boa defesa; na sequência do lance, Thyere afastou em cima da linha e evitou a igualdade. Apesar disso, os rubro-negros continuaram intensos ao atacar e chegaram a formar um 4-2-4, mas não eram perigosos.

Mesmo após ficar em vantagem, Leão seguiu com postura ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Na tentativa de valorizar o resultado, o comandante dos pernambucanos se fechou ainda mais, colocando Chico na vaga de Gustavo, que saiu lesionado. Ainda assim, seguiram apostando no contra-golpe como única alternativa e conseguiram ampliar o placar: Everaldo recebeu pela esquerda em transição veloz e serviu Mikael, que dominou e arrematou de fora da área, estufando o barbante.

Do meio para o fim, os gaúchos passaram a ter total domínio do confronto, já os leoninos ficaram cada vez mais sólidos defensivamente. Dessa maneira, a equipe passou a se postar no 5-4-1 sem a posse, bloqueando os espaços ao Imortal; Douglas Costa achou a brecha e, de longe, finalizou sem dar chance a Maílson, contudo não impediu a vitória rubro-negra.

Florentín promoveu linha de 5 para segurar jogadas dos donos da casa (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Sport na Série A: como joga taticamente o Grêmio

Por: Mateus Schuler

Vida após a morte. Enterrado na crise, o Sport enfrenta o Grêmio para reincorporar o “Jason” e renascer na luta contra o rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro – atualmente, Leão é 19º colocado com 17 pontos, a sete do Santos, primeiro integrante fora do Z-4. Confronto acontece neste domingo (3) às 20h30 na Arena, em Porto Alegre, pela 23ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Tricolor.

O TIME

Mesmo depois de terem sido goleados na última partida para o Athletico, os gaúchos devem ter apenas uma mudança. Além de sair do 4-3-3 e formar o 4-2-3-1, Felipão indica a entrada de Douglas Costa no meio-campo na vaga de Lucas Silva, deixando Villasanti mais fixo junto a Thiago Santos na cabeça de área.

Imortal deve ter Douglas Costa entre os 11 como única novidade (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do segundo pior ataque, à frente apenas do próprio Leão e dividindo a marca junto à lanterna Chapecoense, o Grêmio balançou as redes por 17 vezes. As atuações ruins sucessivas ainda durante o primeiro turno foram determinantes na pouca produtividade ofensiva, pois totalizaram 12 gols em 17 partidas.

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Jogadas gremistas tem fluidez tanto pelos lados como no meio (Imagem: Premiere)

A evolução se deve, principalmente, à chegada de Borja, emprestado pelo Palmeiras. Com boa movimentação no 4-2-3-1, o Tricolor tem os laterais no suporte da criação, assim como os volantes. Apesar da mobilidade, os meias criam pouco, já que tem média de 9,6 finalizações, sendo 3,7 na direção das metas adversárias.

“Se o Grêmio evoluiu, muito se deve a Vanderson, Ferreira e Borja. Ferreira vem se destacando pelo tradicional 1×1, além de cruzar bem quando está na região do bico da área, visando a segunda trave, dando várias assistências ao centroavante, seja Borja ou Diego Souza”

Muniz Júnior, repórter no Grenal Total

COMO DEFENDE

Na defesa, entretanto, a postura do Imortal é mais positiva, sendo a quinta menos vazada com 22 gols sofridos e dez sob o comando de Felipão. Muito se deve pelas variações impostas pelo comandante dos gaúchos, que são responsáveis por fechar o máximo de espaços aos adversários, seja pelos lados ou povoando o meio.

Duas linhas da defesa gremista dão mais compactação ao setor (Imagem: Premiere)

A postura mais frequente no Grêmio é o 4-4-2, com um dos extremos junto à referência do ataque, enquanto o armador forma uma linha ao lado do outro ponta e dos volantes. Há ainda a possibilidade de alternar ao 4-1-4-1, tendo o cabeça de área mais marcador fixando sozinho; assim, o centroavante e os jogadores de lado ajudam a pressionar a saída de bola rival.

“Apesar dos quatro gols sofridos diante do Athletico, a defesa tricolor sob o comando de Felipão tem sido muito elogiada e visto como o principal trunfo do comandante até o presente momento. Vamos ver como a dupla de zaga se posta após a goleada, já que precisam recuperar a confiança para o duelo frente ao Sport”

Muniz Júnior, repórter no Grenal Total
Gaúchos optam por marcação em blocos médio/baixos (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Vanderson (LD) – Com muita presença ao campo ofensivo, o lateral-direito é o principal jogador do Imortal neste campeonato. Não por acaso, já marcou três gols, além de colaborar dando uma assistência direta; por outro lado, se destaca também defensivamente, pois conseguiu 35 desarmes, sendo assim o líder da equipe no quesito.

Ferreira (PE) – Um dos mais importantes no ataque tricolor, o prata da casa é destaque por várias características, sendo o 1×1 a mais destacável delas. Isso o faz ser quem mais driblou pelo time gaúcho no Brasileirão, junto a Douglas Costa, com 39 dribles; além disso, criou duas grandes chances, apesar de ter dado apenas uma assistência.

Borja (CA) – Emprestado pelo Palmeiras, o centroavante mantém o histórico de goleador também defendendo o Grêmio. Em dez jogos disputados com a camisa gremista, marcou quatro gols, que o faz ser o artilheiro da equipe no Brasileiro; além disso, é o segundo com mais finalizações pela equipe, dando 27 chutes, nove a menos que Ferreira.

Créditos da foto principal: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

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Caça-Fantasmas: análise Operário 1 x 2 Náutico

Por: Mateus Schuler

Exorcismo. O Náutico afastou a ‘zica’ de mais de um mês sem vitórias e venceu o Operário por 2 x 1 nesta sexta-feira (1º), no Germano Krügger, em Ponta Grossa, virando a chave na Série B do Campeonato Brasileiro; confronto foi válido pela 28ª rodada da Segundona.

Na escalação, Hélio dos Anjos promoveu as estreias do goleiro Anderson e do meio-campista Matheus Jesus, tendo Júnior Tavares na lateral esquerda. Na zaga, Rafael Ribeiro retornou ao lado de Camutanga, dando manutenção ao 4-3-3 dos últimos jogos, mas desta vez com mais versatilidade, pois não teve a presença do suspenso Jean Carlos.

Timbu entrou com novidades nos 11 iniciais diante do Fantasma (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Necessitando da vitória a todo custo, o Timbu fez um início de partida muito equilibrado, mas viu o Operário ser mais perigoso inicialmente. Alex Silva saiu em liberdade pela direita e bateu forte, porém Anderson tirou o perigo com a ponta dos dedos; em sequência, Vinícius levantou na pequena área e Jaílson cabeceou sem direção.

Defensivamente, o Náutico variou frequentemente entre 4-3-3 e 4-4-2 com Matheus Jesus e Jaílson flutuando entrelinhas. Ainda assim, o Fantasma tirou proveito dos espaços cedidos pela cabeça de área e voltou a assustar; Silva cobrou uma falta rasteira e o goleiro alvirrubro espalmou, já Alex Silva pegou a sobra e acertou a trave.

Alvirrubros até tentaram ficar compactados, mas cederam espaços ao Fantasma (Imagem: SporTV)

Pouco criativos, os pernambucanos tiveram apenas uma boa chance de sair do zero, contudo não a aproveitaram. Júnior Tavares cruzou fechado na área em falta e Vinícius desviou, parando em defesa parcial de Thiago Braga. Se a pontaria do Timba era ruim, os paranaenses demonstraram efetividade: Silva bateu falta de longe, a bola desviou em Hereda e morreu no fundo do gol.

Apesar do revés, o Náutico não baixou a guarda e seguiu pressionando o adversário, dominando as as ações no campo em torno de seu 4-2-3-1 característico. Podia, inclusive, ter empatado ainda no primeiro tempo.

Movimentação alvirrubra em busca do empate (Imagem: Sportv/Premiere)

Para a etapa final, Hélio dos Anjos optou por não realizar mudanças, porém o ritmo se manteve, com os alvinegros sendo mais presentes ao ataque. Assim, criaram a primeira boa oportunidade quando Alan finalizou colocado de fora da área e acertou o travessão, dando um susto na meta alvirrubra; isso fez o comandante promover as entradas de Caio Dantas e Marciel nos lugares de Álvaro e Trindade.

Mesmo se defendendo no 4-4-2 bem compactado, o Timbu seguiu exposto e o Fantasma voltou a assustar. Rodrigo Pimpão entrou pela esquerda e tocou na entrada da área para Marcelo chutar, mas parou boa defesa de Anderson no canto; Hélio continuou dando poder ofensivo com Jacob Murillo acionado na vaga de Matheus Jesus.

Mais um exemplo Timbu em fase defensiva (Imagem: Sportv/Premiere)

Postada no 4-2-3-1 com os laterais ocupando o campo de ataque, a equipe pernambucana era pouco criativa, entretanto conseguiu chegar ao empate. Alex Silva saiu errado e Murillo, depois de chutar em cima de Thiago Braga, foi derrubado pelo goleiro; Vinícius bateu firme e deixou tudo igual. Dois minutos se passaram e nova falha do lateral-direito alvinegro: Júnior Tavares cruzou na pequena área e Caio Dantas, de primeira, completou para o fundo do gol, o primeiro com a camisa do Timba.

Timbu apresentou maior ofensividade no segundo tempo (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: André Jonsson/OFEC

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente o Operário

Por: Mateus Schuler

Fantasma trapalhão. O Náutico enfrenta o Operário para reverter crise iniciada pela diretoria e esboçar reação na Série B do Campeonato Brasileiro com a chegada das novas contratações. Confronto acontece nesta sexta-feira (1º) às 21h30 no Germano Krüger, em Ponta Grossa, pela 28ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Fantasma.

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O TIME

Para o confronto com o Timbu, a expectativa é de que hajam mudanças nos 11 iniciais dos alvinegros, pois são sete jogos seguidos sem vencer. A primeira, de certeza, é no comando, depois de Matheus Costa ser demitido e Leandro Niehues assumir interinamente, devendo alterar algumas peças após a baixa produtividade em campo; apesar disso, o 4-3-3 deve ser mantido.

Paranaenses devem modificar time para voltar a vencer (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do quinto pior ataque da Segundona, com 21 gols marcados, o Operário tem passado por dificuldades para balançar as redes. Desde a última vitória na competição, os 2 x 0 sobre o Vasco na abertura do returno, o Fantasma só fez três tentos, dividindo a marca junto ao Vitória nos últimos sete duelos que disputou.

Começo de jogadas ofensivas tem distância entre os blocos centrais (Imagem: Premiere)

Muito se deve pela falta de criatividade dos alvinegros, pois a transição tem início em uma saída no 4+2, enquanto os demais blocos ficam distanciados. Alternando entre 4-3-3 e 4-2-3-1 ao atacar, os meio-campistas auxiliam os extremos na criação, tendo ainda o apoio dos laterais, mas sem amplitude e o centroavante fazendo pivôs em velocidade.

Além de variação na armação, laterais dão amplitude (Imagem: SporTV/Premiere)

“Totalmente ineficiente. Não é um dos piores do campeonato por acaso. A bola chega pouco ao setor ofensivo e, quando chega, chega quadrada. O centroavante precisa sair muito da área para buscar o jogo, mas a mudança no comando pode dar novos rumos”

Dudu Guimarães, repórter na Rádio Lagoa Dourada

COMO DEFENDE

Se o ataque é pouco produtivo, a defesa vai na mesma toada, mostrando ser falha em diversos pontos. Quinto mais vazado de todo certame, com 30 gols, o sistema defensivo dos paranaenses foi criticado ao longo da passagem de Matheus Costa, pois permitia constantes infiltrações aos adversários; contra o próprio Timbu, no jogo do turno, acabou derrotado por 5 x 0.

Com blocos médios/altos, alvinegros tentam fechar espaços (Imagem: SporTV/Premiere)

Muitos espaços são gerados pela constante alternância do sistema tático do setor, já que não há compactação entre os blocos. Quando postado no 4-4-2, as duas linhas de 4 não ficam próximas e a entrelinha fica constantemente preenchida pelos rivais, enquanto no 4-2-3-1 os extremos recompõem sem velocidade e deixando brechas.

“A defesa tem tomado gols bobos, inclusive no fim do jogo. Em alguns momentos, os jogadores chegam até a bater cabeça, que tem gerado essa sequência negativa no campeonato. Tá faltando mais concentração aos defensores do Fantasma”

Dudu Guimarães, repórter na Rádio Lagoa Dourada
Falta de compactação deu liberdade aos adversários (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Alex Silva (LD) – Apesar de não agregar ofensivamente, o lateral-direito dos paranaenses tem se destacado mais na fase defensiva. Com 2,4 desarmes por jogo, é o líder da equipe no quesito, além de figurar entre os dez melhores do campeonato; já nas interceptações, tem 2,6 por partida e divide o topo ao lado de Thiago Ennes, do Remo.

Marcelo (MC) – Um dos principais destaques do Fantasma na última edição da Segundona, o meio-campista vem fazendo uma temporada até abaixo, no entanto é um dos pilares no meio-campo alvinegro. Além de ajudar com a transição entre defesa e ataque, aparece bem no setor ofensivo, marcando três gols e sendo um dos artilheiros do time na Série B.

Paulo Sérgio (CA) – Mesmo os paranaenses balançando pouco as redes dos adversários, o centroavante é quem melhor tem mostrado presença ofensiva até o momento. É o artilheiro da equipe no torneio, com cinco gols marcados, e por ser voluntarioso, tem sido importante também na criação fazendo bons pivôs, criando duas grandes chances.

Créditos da foto principal: André Jonsson/OFEC

Em destaque

Náutico fecha elenco para disputa da Série B: suficiente pra quê?

Por: Pernambutático

Cartas na mesa. O Náutico fecha o elenco com as contratações de Anderson, Jeferson e Matheus Jesus, chegando em fase de definição na Série B do Campeonato Brasileiro. Até que ponto, alto ou baixo, o Timbu de Hélios dos Anjos pode chegar?

Nesta análise, o Pernambutático analisa os três reforços, com posicionamentos táticos, números, currículos, e como Hélio pode utilizar as novas peças para recolocar o Timbu em alta no tabuleiro da Segundona.

ANDERSON – O RETORNO DA MURALHA ALVIRRUBRA

Um dos pilares da permanência na última temporada, Anderson está de volta ao Náutico. A novela se arrastou por meses, mas teve um final feliz para os alvirrubros junto ao Athletico. Pelo Timbu, o arqueiro mostrou todo seu talento debaixo das traves, com defesas marcantes e que garantiram pontos importantes.

Veja a análise, em vídeo, das defesas de Anderson pelo Náutico

Além de sua importância protegendo a meta, Anderson também se destacou na saída de bola, tendo sucesso em bolas longas e geralmente ligando os contra-ataques, seja com os pés ou com as mãos. Assim, se mostrou útil no esquema de Hélio dos Anjos, formando uma saída de 3 entre a dupla de zaga.

Veja a análise, em vídeo, de passes longos certos de Anderson pelo Náutico

Anderson Silva da Paixão, 23 anos, é natural de Ribeirão Pires, no interior de São Paulo. O goleiro foi revelado pelo Palmeiras, onde se destacou nas competições da categoria Sub-20, conquistando dois Campeonatos Paulistas (2017 e 2018) e um Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, não conseguiu espaço no elenco principal do Verdão, sem nuinca ter atuado profissionalmente.

Foi durante seu empréstimo para o Santa Cruz, em 2019, que Anderson conseguiu chamar atenção do futebol nacional. Com apenas 20 anos, assumiu a titularidade desde o início da temporada. O ano pode não ter sido dos melhores para a Cobra Coral, com insucessos no Campeonato Pernambucano, quando foi eliminado pelo Afogados, nos pênaltis, e amargando apenas a sétima colocação do grupo A na Série C, mas o arqueiro conseguiu se destacar.

Em setembro do mesmo ano, foi anunciado pelo Athletico, emprestado pelo Palmeiras, mas com um pré-contrato de três anos assinado com o Furacão. Porém, só chegou a disputar 5 jogos pelo time de Curitiba, todos pelo campeonato Estadual, no qual os paranaenses se sagraram campeões, mesmo utilizando um elenco sub-23. 

Para ter mais ritmo de jogo, o rubro-negro decidiu emprestá-lo ao Náutico, para disputa da reta final da Série B 2020. Sua primeira passagem pelo Timbu também foi positiva, ajudando na recuperação da equipe no campeonato e garantindo a permanência. Foram 16 jogos, sendo vazado apenas em 11 ocasiões e com oito partidas sem sofrer gols.

MATHEUS JESUS – UMA OPÇÃO “DIVINA”

Emprestado pelo Corinthians, Jesus pode se encaixar bem nas pretensões de Hélio dos Anjos. Volante de boa saída de jogo e que gosta de arriscar de longe, a contratação chega para brigar pela posição, mas deve ser utilizado com frequência já que o comandante vem optando por um esquema com três volantes, tendo Júnior Tavares como terceiro homem de meio campo.

Seu último clube foi o Juventude, onde disputou a Série A do Brasileirão. Pelo clube de Caxias, se destacou nas interceptações, geralmente bem posicionado para conter as investidas do adversário e conseguir recuperar a posse. Antes, defendeu o Bragantino, também por empréstimo junto ao alvinegro do Parque São Jorge.

Veja a análise, em vídeo, das intepretações de Matheus Jesus

JEFERSON – REFORÇO DE EMERGÊNCIA

Urgente. AAA

Veja

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Lestonismo: o que esperar taticamente de Leston Júnior no Santa Cruz

Por: Pernambutático

Desafios. Leston Júnior retorna ao Santa Cruz para ser o símbolo da reformulação já visando 2022 e terá a missão de resgatar o espírito de luta coral após fracasso na Série C. Seu último clube foi o Floresta, onde se livrou do rebaixamento na última rodada. Antes, em 2019, passou pelo Tricolor.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha taticamente as principais características do treinador, com conceitos, modelos de jogo, pontos fortes e fracos, e tudo que se pode esperar de Leston pelo Arruda.

ORGANIZAÇÃO OFENSIVA

Levando em conta o último trabalho de Leston, tirando Floresta da Série D à Série C e conseguindo se manter, o comandante apresentou um futebol de troca rápida de passes e aproximações. A principal aposta foi o 4-2-3-1, tendo os pontas dando amplitude e os dois jogadores mais técnicos do time por dentro.

Postura dos cearenses de imposição (Imagem: DAZN)

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Na parte ofensiva, podia variar para o 4-3-3 com apoio constante dos laterais, que chegavam junto aos pontas, utilizando-se de bolas longas, buscando sempre um jogo profundo e vertical. A maioria das finalizações aconteciam dentro da grande área.

Lobo com duas trincas no ataque (Imagem: DAZN)

Os times de Leston gostam de valorizar a posse de bola, utilizando muitas vezes uma saída de 3 com um dos volantes recuando mais próximo à dupla de zaga, enquanto os laterais ganham mais liberdade para aprofundar o jogo de posse.

COMPACTAÇÃO DEFENSIVA

Já a parte defensiva conseguiu um pouco mais de sucesso, com uma média de menos de um gol sofrido por jogo ao longo da Série C. Os números mostram que o time joga sem dar espaços quando está sendo atacado, geralmente apostando em duas linhas de 4, no 4-4-2.

Boa compactação do Verdão (Imagem: DAZN)

O modelo variava para o 4-5-1 quando o Lobo tentava preencher o meio e dificultar a troca de passes, forçando o adversário a utilizar bolas longas. Neste cenário, apenas o centroavante ficava mais à frente, com a recomposição dos homens de meio.

Movimentação no campo de defesa (Imagem; DAZN)

PRIMEIRA PASSAGEM PELO ARRUDA

Leston Júnior teve rápida passagem pelo Mais Querido em 2019 e mesmo assim deixou saudades. Na época, apresentou um time competitivo, ágil e letal com a bola nos pés. O principal modelo daquele Santa Cruz em fase ofensiva era o 4-2-3-1.

Em 30 confrontos à frente dos corais, venceu 11 vezes, balançando as redes adversárias por 37 oportunidades. Muito devido às constantes variações do ataque, que flertava a 4-3-3 e 4-2-1-3, dependendo do posicionamento dos meio-campistas, pois alternavam na armação.

Faixa central do campo e pontas revezavam na criação (Imagem: Live FC)

Defensivamente, no entanto, os tricolores sofreram bastante. Foram 33 gols sofridos, dando média negativa de 1,1 por partida, com os rivais explorando constantemente a entrelinha do 4-4-2 para criar as jogadas e marcar seus tentos. Tendo alternância para 4-2-3-1 e 4-1-4-1, cedeu muitos espaços, pois não tinha compactação.

Os homens de meio-campo também se revezavam junto ao centroavante Pipico, enquanto os demais formavam uma das linhas ao lado dos pontas no 4-4-2. A transição defensiva não tinha tanta mobilidade e dava brechas seja pelos lados, como no meio, com os contra-ataques sendo explorados para furar o bloqueio da Cobra Coral.

Em blocos médios, marcação buscou preencher o máximo de espaços (Imagem: Live FC)

Créditos da foto principal: Rodrigo Baltar/Santa Cruz

Em destaque

Pesadelo alvirrubro: análise Náutico 1 x 3 CRB

Por: Felipe Holanda

“Me acorde quando setembro acabar”. O Náutico segue com sua seca de vitórias após derrota por 3 x 1 para CRB nesta terça-feira (28), na Arena de Pernambuco, fechando o mês sem motivos para comemorar e cada vez mais distante do G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro. Confronto foi válido pela 27ª rodada.

Na escalação, Hélio dos Anjos repetiu o modelo do último jogo, o revés por 1 x 0 ante o Remo, tendo Jean Carlos atuando como falso 9, e dois pontas abertos, além dos três volantes. A novidade foi a presença de Jaílson, dando profundidade pela direita, enquanto Júnior Tavares seguiu como terceiro homem de meio.

Formação inicial dos alvirrubros pernambucanos (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Quando a bola rolou em São Lourenço da Mata, o Náutico deu indícios de imposição no ataque, chegando a formar um 4-2-4 para encontrar brechas na marcação regatiana e levar perigo à meta de Diogo Silva. Neste cenário, Júnior Tavares flutuava entre as últimas linhas com o objetivo de dar mais movimentação, confundindo a defesa alagoana.

Posicionamento no terço final (Imagem: SporTV/Premiere)

Mas foi só arranque. O CRB equilibrou o jogo e, após boa troca de passes na área Timbu, abriu o placar com gol de Pablo Dyego. O lance ficou marcado por mais uma falha do lateral-direito Hereda, que foi vaiado pela torcida alvirrubra. Antes, os comandados de Hélio deixaram clara sua proposta defensiva, o 4-1-4-1.

Movimentação ainda antes do tento visitante (Imagem: SporTV/Premiere)

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Depois de vazado, o time da casa se lançou em busca do empate, colocando todos os homens no campo de ataque, evidenciando o 4-3-3, com três volantes e três atacantes. Já o Galo se fechava no 4-4-2 para explorar os contra-ataques.

Foi justamente assim que nasceu o segundo. Jogada rápida, Reginaldo cruzou rasteiro e Pablo, outra vez, fuzilou Jefferson para ampliar a vantagem na Arena. Em menos de meia hora, os visitantes encaminharam a vitória e conseguiram bloquear a grande maioria das investidas do Timbu no primeiro tempo.

Sem sucesso, Náutico busca diminuir o placar (Imagem: SporTV/Premiere)

Na etapa final, a postura foi totalmente outra. Colocando Álvaro na vaga de Breno Lorran, Hélio voltou a formar o 4-2-3-1 de outrora, que deu resultado no Campeonato Pernambucano e no início da própria Série B. Primeiro veio uma finalização na trave, dos pés de Vinícius. Na sequência, em cruzamento de Jean Carlos, Álvaro testou para o fundo das redes e diminuiu.

Postura após a substituição (Imagem: SporTV/Premiere)

Quando tudo se encaminhava para o Náutico voltar de vez para o jogo, o zagueiro Yago protagonizou falha bizarra. Após levantamento na área, o defensor cabeceou contra a sua própria meta antes que Jefferson conseguisse encaixar a bola, renovando a vantagem alagoana de dois tentos.

Foi irreversível. Mesmo com Hélio fazendo mudanças, dando o 4-1-4-1 como última cartada, o placar seguiu inalterado até o fim. Vinícius Vargas, que saiu do banco, até assustou, mas não passou daí. No fim, Luiz Henrique ainda ganhou minutagem.

Tentativa em vão de recuperar o prejuízo (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente o CRB

Por: Felipe Holanda

Fiéis escudeiros. No reencontro com seu torcedor, o Náutico quer brindar à vitória e encerrar jejum que já dura mais de um mês na Série B do Campeonato Brasileiro – penúltimo triunfo foi no último dia 24, diante do CSA. A saudade, ao menos do calor da torcida, acaba nesta terça-feira (28) às 19h, na Arena de Pernambuco, em duelo válido pela 27ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Galo.

O TIME

Se Hélio dos Anjos tem os retornos de Camutanga e Rafael Ribeiro no Timbu, Allan Aal tem baixas na escalação alagoana. A principal delas é a ausência do volante Marthã, suspenso pelo terceiro cartão amarelo – Claudinei assume a vaga. No ataque, há a expectativa da presença de Nicolas Careca centralizado.

Provável formação inicial dos regatianos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Eficiência ao pé da letra. Com 35 gols marcados, o CRB é dono do segundo melhor ataque desta Segundona, atrás apenas do vice-líder Botafogo (39). O time costuma ser objetivo no terço final, explorando movimentações em torno de seu 4-2-3-1 característico.

Troca de passes dos alagoanos apoiada pelos alas (Imagem: SporTV/Premiere)

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Apesar de não vencer em casa há cinco rodadas, o desempenho como visitante segue excelente. É o segundo melhor no quesito, em desvantagem somente para o líder Coritiba, que tem sete vitórias em 13 jogos. Dos 44 pontos obtidos até o momento, mais de 50% foram conquistados longe de Maceió.

Costumeiramente, o Galo gosta de valorizar a posse de bola desde o campo de defesa, formando uma saída 3+1 onde os volantes são primordiais: enquanto um recua entre os zagueiros, outro fica por dentro. O modelo prende as atenções da marcação adversária, dando liberdade para os laterais.

Organização alvirrubra com o apoio dos volantes (Imagem: SporTV/Premiere)

“A equipe deve apostar no apoio dos laterais Reginaldo Lopes e Guilherme Romão no campo ofensivo para usar a estatura e força do centroavante para jogadas aéreas ou como pivô. O grande problema do CRB, no momento, é encontrar alguém que assuma em tal posição e garanta sua titularidade”

Taynã Melo, setorista do CRB

COMO DEFENDE

Se o ataque é quase incontestável, a defesa vem dando dores de cabeça para Allan Aal. Ao todo, foram 28 gols sofridos, número que coloca o CRB como pior defesa do G-4. Quando tenta se organizar lá atrás, a equipe tende a explorar duas linhas de 4, mas também pode manter o esqueleto do 4-2-3-1.

Tentativa de compactação alagoana (Imagem: SporTV/Premiere)

“Em relação ao primeiro encontro contra o Náutico, o desenho tático da equipe sofreu poucas modificações. Embora mantenha a primeira linha com quatro defensores, os laterais têm total liberdade para atacar e serem apoiadores dos pontas. Com isso, a marcação requer que o volante com perfil mais voltado à contenção auxilie os zagueiros”

Taynã Melo, setorista do CRB

O grande problema do Galo em fase defensiva talvez seja, ironicamente, a marcação adiantada. O alvirrubro costuma se fechar em blocos médios/altos, pressionando a saída adversária a todo tempo, marcando o portador da bola por zona. Desse modo, por vezes, deixa espaços lá atrás.

Pressão na saída do Confiança (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Reginaldo Lopes (LD) – Jogador continua a ser o principal responsável pela movimentação ofensiva do CRB no lado direito. Tem a total liberdade dada pelo técnico Allan Aal para subir ao campo de ataque quando necessário. Qualquer jogada do Galo pela direita passa pelos pés de Reginaldo Lopes em algum momento.

Diego Torres (MC) – Dita o ritmo de jogo, sabe o momento certo de acelerar ou cadenciar a partida. Além do passe ao estilo do camisa 10 que o torcedor sempre recorda e tem em mente, a bola parada é um trunfo do meia argentino. Diego Torres é o principal atleta da equipe.

Renan Bressan (MC) – Renan Bressan é reserva e tem praticamente as mesmas funções de Diego Torres – a grande diferença é que Torres é canhoto e Bressan é destro. Pode ser considerado o “elemento-surpresa” do Galo para buscar o resultado positivo a depender do andamento do jogo.

Créditos da foto principal: Douglas Araújo/CRB

Em destaque

Pontaria descalibrada: análise Sport 0 x 1 Fortaleza

Por: Ivan Mota

Tiros errados. O Sport abusou de perder gols e foi derrotado pelo Fortaleza por 1 x 0 neste domingo (26), na Arena de Pernambuco, se afundando ainda mais na zona de rebaixamento da Série A do Campeonato Brasileiro. Marcelo Benevenuto marcou o único gol do confronto, válido pela 22ª rodada.

Gustavo Florentín manteve o Sport no mesmo 4-3-3 do último jogo, a derrota por 3 x 0 para o Atlético Mineiro, porém com mudanças na escalação e posicionamentos de alguns atletas. Pedro Henrique retornou ao time titular no lugar Rafael Thyere, enquanto Zé Welison formou a dupla de volantes com Marcão, tendo Hernanes mais avançado. O trio de ataque também mudou: André e Everaldo reapareceram, nas vagas de Mikael e Trellez.

Mudanças e retorno no 11 titular leonino para a partida (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

O primeiro tempo do jogo pode ser divido em duas partes. Nos primeiros vinte minutos, só o Fortaleza buscou o gol, finalizando bastante, mas sem grandes perigos para o goleiro Maílson. Ainda assim, não deixava o rubro-negro jogar, que tinha muita dificuldade na saída de bola, errando muitos passes e cometendo faltas bobas. Com isso, os donos da casa se fechavam num 4-1-4-1, ou até mesmo num 4-5-1, com todos os jogadores voltando, deixando apenas o atacante André aguardando por contra-ataques.

Rubro-Negros marcando num 4-5-1 as ações ofensivas do Fortaleza (Imagem: Premiere)

O Leão da Ilha começou a crescer no jogo durante a primeira etapa, com muitas finalizações, principalmente em chutes de fora da área ou cruzamentos. André teve duas boas oportunidades de marcar, mas preferiu tentar o passe, tendo a bola cortada por defensores do tricolor. Nesses ataques, os rubro-negros avançavam num 4-2-4 com o apoio dos laterais e de um dos volantes.

4-2-4 com apoio dos laterais e volante (Imagem: Premiere)

Porém, mesmo com os recifenses melhores em campo, foram os cearenses que abriram o placar. Aos 33 minutos, Lucas Crispim bateu bem o escanteio, que encontrou Marcelo Benevenuto, sozinho entre os zagueiros, mandando para dentro. Os comandados de Florentín sentiram muito o gol, não conseguindo criar mais bons lances até o fim do primeiro tempo.

O treinador paraguaio voltou com mudanças logo após o intervalo. Gustavo entrou na vaga de Paulinho Moccelin. Pouco tempo depois o esquema foi alterado, dessa vez com as entradas de Mikael e Luciano no Juba, no lugar de Everaldo e Sander. O leão passou a jogar num 3-5-2, com Marcão fazendo o terceiro zagueiro. Mesmo com mais posse, pouquíssimas chances de gols foram criadas. As chegadas seguiam acontecendo num 4-2-4, dessa vez com Luciano Juba e Ewerthon subindo ao ataque junto aos dois atacantes.

Jogadores que entraram no segundo tempo participando do 4-2-4 (Imagem: Premiere)

A partida seguiu até o final no mesmo ritmo. Os visitantes apenas aguardavam os ataques do Sport e se aproveitavam apenas em contragolpes. Nos minutos finais, o time rubro-negro chegou a se postar no 4-3-3 compacto, com Mikael e Gustavo jogando mais abertos e o meio formado por Zé Welison, Marcão e Everton Felipe. Esse último entrou no jogo na vaga de Hernanes, mas não conseguiu desempenhar o papel. O placar se manteve inalterado até o fim, com os recifenses chegando ao seu oitavo jogo seguido sem conseguir marcar ao menos um gol.

Sport num 4-3-3 compacto (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Marcha fúnebre: análise Santa Cruz 1 x 1 Botafogo-PB

Por: Ivan Mota

O Santa Cruz se despediu da Série C do Campeonato Brasileiro sem ter quaisquer motivos para comemorar. Já rebaixado e na lanterna, ficou no empate em 1 x 1 com o Botafogo-PB neste sábado (25), na Arena de Pernambuco, na última rodada do Grupo A da Terceirona, se despedindo de forma melancólica rumo à Série D.

Para seu último duelo no campeonato, Roberto Fernandes realizou mudanças no esquema tático em relação ao jogo anterior, contra o Tombense. O treinador armou o Tricolor com três zagueiros, tendo Júnior Sergipano, Breno Calixto e Rafael Castro, enquanto o goleiro Marcão fez sua estreia, no lugar de Jordan. Alterações também do meio para frente, com as entradas de Frank e João Cardoso.  

Cobra Coral armada num 3-4-3 bastante ofensivo (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

O jogo começou muito aberto, com os dois times buscando o ataque e jogando como se não tivessem nada a perder, já que os tricolores apenas cumpriam tabela e os paraibanos precisavam de uma vitória simples para se garantir na próxima fase. Com muito espaço, foi o Belo que criou as melhores chances e teve mais posse de bola, mas sem levar real perigo ao gol de Marcão.

O Santa, utilizando um novo esquema tático, se portava num 4-4-2 nos momentos defensivos, com a primeira linha de quatro formada por Gilmar, na lateral esquerda, e Rafael Castro fazendo o lado direito, mantendo Sergipano e Breno Calixto pelo meio. Em alguns momentos, um dos volantes também fechava pelo lado direito, formando uma linha de cinco. Mesmo assim, os visitantes chegavam com certa facilidade, se infiltrando na área.

Compactação defensiva dos corais (Imagem: DAZN)

Em um desses ataques, Rafael Castro parou de forma faltosa e dentro da área um atacante adversário. O pênalti foi marcado e Clayton aproveitou para abrir o placar, tornando a situação do time botafoguense muito tranquila para a classificação.

Mas essa calma foi toda embora na segunda etapa. Roberto Fernandes promoveu três mudanças no intervalo, abrindo mão dos três zagueiros e montando de vez uma linha de quatro defensores, com Leonan fazendo a lateral direita. A equipe passou a jogar num 4-3-3, tendo Lelê jogando na função de camisa 10.

E foram os garotos que entraram no segundo tempo que conseguiram buscar o empate. Aos 17 minutos, o atacante Léo Gaúcho recebeu dentro da área, fez muito bem o pivô e rolou para Eduardo, que acertou um bom chute; a bola ainda desviou na defesa e foi morrer no fundo das redes.

O final foi dramático para os paraibanos, que se fecharam muito, já que o empate garantia a classificação, mas o risco da derrota foi real, com os donos da casa pressionando bastante e indo ao ataque com muita liberdade para os laterais. O Mais Querido formou algumas vezes um 3-2-4-1, porém nem assim conseguiu tirar a igualdade do placar.

Movimentação tricolor na etapa final (Imagem: DAZN)

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

Em destaque

Sport na Série A: como joga taticamente o Fortaleza

Por: Mateus Schuler

Bem vindo à selva. Precisando matar um leão por dia, o Sport enfrenta o Fortaleza na expectativa de amenizar as turbulências e deixar o time em melhor colocação na Série A do Campeonato Brasileiro. Rubro-negros e tricolores de enfrentam neste domingo (26) às 18h15, na Arena de Pernambuco, pela 22ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Tricolor do Pici.

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O TIME

Para o jogo ante os pernambucanos, os comandados de Juan Pablo Vojvoda devem continuar jogando no 3-5-2 já habitual do treinador, mas alterado em relação à derrota frente ao Internacional. Tinga volta de suspensão na zaga e David é desfalque no ataque após ter sido expulso, com Robson e Wellington Paulista podendo formar a dupla ofensiva; alternância frequente no setor dá dúvidas quanto às peças escolhidas.

Tricolor do Pici deve ter nova alteração na dupla de ataque (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

A campanha positiva do Fortaleza no Brasileirão é reflexo da postura ofensiva proposta por Vojvoda. Não obstante, a dinâmica – principalmente na criação – é destacável pela intensidade, que faz o Tricolor ser o melhor quarto ataque da Série A com 29 gols, atrás apenas de Flamengo (35), Palmeiras e Atlético-MG (32), e Bragantino (31), todos ocupantes da zona à Libertadores como o Leão.

Tricolor do Pici aposta em saída 3+2, tendo os volantes na criação (Imagem: SporTV/Premiere)

O início das jogadas se dá, mais frequentemente, em uma saída 3+2, com os zagueiros sendo apoiados pelos volantes. Dessa maneira, alterna bastante o posicionamento do meio para frente, podendo formar tanto um 3-4-1-2 caso o armador fique recuado ajudando meio-campistas e alas, ou um 3-4-3, se o comandante optar por maior ofensividade.

Leoninos buscam povoar ao máximo o campo adversário quando atacam (Imagem: Premiere)

“Fortaleza ofensivamente utiliza muito o lado esquerdo com Crispim como ala e a movimentação dos jogadores para ganhar espaços no setor ofensivo, variando seu esquema. Os volantes são responsáveis como construtores juntamente ao meia e ainda aparecendo na área para aumentar possibilidade de mais finalizadores”

Thiago Minhoca, comentarista na Rádio O Povo CBN

COMO DEFENDE

Defensivamente, no entanto, o Fortaleza tem dado mais dor de cabeça a seu técnico. Com 23 gols sofridos, é a quinta pior do Brasileirão junto a Palmeiras, Fluminense, São Paulo e América-MG, sendo 16 como visitante e, assim, tem a segunda marca mais negativa de toda a Série A, à frente apenas da lanterna Chapecoense.

Leoninos costumam pressionar saída de bola em blocos médios (Imagem: Premiere)

Quando quer apertar o adversário no próprio campo, o Tricolor do Pici sobe a marcação e, em blocos médio/altos, forma o 3-4-3, com a dupla de ataque tendo apoio do armador, enquanto os alas se juntam aos volantes em outra linha. A postura mais frequente, porém, é o 5-3-2, que geralmente fica muito compacto e induzindo a troca de passes, que pode facilitar o contra-ataque em velocidade.

“Defensivamente o time utiliza uma linha de cinco, com os alas fechando juntamente com os três defensores e a marcação varia entre média e alta no começo. O time vem sendo desatento nos últimos jogos, mas tem tomado gols em falhas individuais bem mais que antes”

Thiago Minhoca, comentarista na Rádio O Povo CBN
Comandados de Vojvoda tentam se fechar para contra-golpear em jogos fora de casa (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Felipe Alves (GOL) – Goleiro moderno e muito eficiente tendo a bola nos pés, é sempre importante na saída de jogo e em ligações diretas para o ataque, sendo o segundo jogador com mais passes longos certos do time, somando 80. O arqueiro, porém, não compromete debaixo das traves quando exigido, fazendo 37 defesas.

Yago Pikachu (MD) – Lateral-direito de origem, sempre se destacou atuando mais adiantado, seja como meia ou até ponta. Algoz de longa data do Sport, Pikachu é um dos jogadores que mais está no campo ofensivo do Tricolor do Pici, pois é o maior criador de chances claras – quatro – e o que mais perdeu grandes oportunidades, com oito, o terceiro em toda a Série A; por outro lado, já fez cinco gols e deu outras cinco assistências, o líder da equipe nos passes para gol.

Robson (ATA) – Contratado após ser destaque do Coritiba durante o último Brasileiro, o atacante leonino vive momento positivo no torneio. Segundo que mais finalizou pelo time com 43 chutes, atrás apenas do volante Ederson, é o artilheiro tricolor na competição, pois balançou as redes em sete ocasiões; o faro de gol se deve à constante movimentação na pequena área adversária, sem fixar em nenhum dos lados.

Créditos da foto principal: Leonardo Moreira/Fortaleza

Em destaque

Reação freada: análise Remo 1 x 0 Náutico

Por: Felipe Holanda

Não passou de ensaio. O Náutico até voltou a demonstrar um futebol competitivo, mas foi penalizado com um gol no fim, perdendo do Remo por 1 x 0 nesta sexta-feira (24), em Belém, e vendo as chances de voltar ao G-4 cada vez mais distantes a 12 rodadas para o término da Série B do Campeonato Brasileiro.

Comandado por Marcelo Rocha – Hélio dos Anjos ainda não esteve apto para a reestreia –, o Náutico foi a campo com várias novidades na escalação por conta dos desfalques. A começar pela defesa, com Yago e Carlão formando a dupla de zaga, além de Breno Lorran na lateral esquerda. No referência do ataque, o nome da vez foi o de Álvaro.

Formação inicial dos pernambucanos no Baenão (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

O Náutico tentou dar suas primeiras cartas no início, deixando claro que a grande maioria das jogadas passariam pelos pés de Jean Carlos. A primeira estratégia foi formar um 4-3-3 em fase ofensiva, com dois volantes e Júnior Tavares por trás do tridente formado por Vinícius, Álvaro e pelo próprio Jean.

A postura tática se repetia na defesa quando o Remo tentou esboçar uma pressão. Sabendo minimizar os espaços, o alvirrubro conseguiu anular as principais investidas do Leão, tendo uma dobradinha de laterais na esquerda, Tavares e Breno Lorran, com Rhaldney dando apoio a Hereda no lado oposto.

Movimentação Timbu na fase defensiva (Imagem: Premiere)

Faltava um pouco mais de intensidade para furar o bloqueio remista, já que Jean caía muito pelas pontas e a principal aposta vinha sendo as finalizações de longa distância. Numa dessas, Matheus Trindade pegou firme na bola para a boa defesa de Thiago Rodrigues.

Camisa 10 foi um pouco sacrificado e não rendeu o que pôde (Imagem: Premiere)

No fim da primeira etapa, um descuido na saída de Alex Alves quase pôs tudo a perder. Raimar cruzou para trás, Felipe Gedoz apareceu livre de frente pra meta e acabou desperdiçando a chance claríssima de ir às redes. Foi por pouco, para a sorte do Timbu.

No segundo tempo, o Náutico pareceu voltar mais disposto a abrir o placar. Conseguiu empurrar o Leão em seu campo de defesa e só não abriu o placar por um detalhe. Após boa troca de passes, Vinícius serviu Tavares, que bateu colocado, tirando tinta da trave. Assustou.

A primeira baixa veio quando Alex Alves sentiu e precisou ser substituído por Jefferson. Foi a deixa que os paraenses precisavam para se lançar ao ataque de vez. Vinícius passou a jogar mais por dentro, com Álvaro e Jean pelos lados, formando um 4-5-1 para conter as investidas rivais.

Vinícius caiu na referência na etapa final ao defender (Imagem: Première)

Quando tudo parecia se encaminhar para um empate sem gols, Carlão tomou o segundo amarelo e foi expulso. Com um homem a menos, veio o pior. Gedoz cobrou escanteio e Jefferson finalizou para o fundo das redes de seu xará, selando a vitória azulina no Baenão.

Créditos da foto principal: Fernando Torres/AGIF

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente o Remo

Por: Felipe Holanda

Chega de saudade. No retorno de Hélio dos Anjos, o Náutico visita o Remo precisando da vitória para recuperar as energias e voltar a sonhar com o acesso na Série B do Campeonato Brasileiro. Alvirrubros e remistas se enfrentam nesta sexta-feira (24) às 19h, em Belém, pela 26ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos leoninos.

O TIME

Diante do Timbu, o técnico Felipe Conceição tem como desfalques Thiago Ennes, Igor Fernandes, Anderson Uchôa, Erick Flores e Matheus Oliveira, todos suspensos; goleiro Vinícius e zagueiro Romércio foram vetados pelo Departamento Médico. Por outro lado, Marcos Júnior e Victor Andrade voltam de suspensão, mantendo o 4-3-3 azulino.

Provável escalação inicial dos paraenses (Feito no Tactical Pad)

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COMO ATACA

Ineficaz. Apesar de mostrar indícios de organização em fase ofensiva, o Remo vem sofrendo com a pouca criatividade, tendo apenas 22 gols marcados e figurando como o sexto pior ataque da Série B. Quando procura espaços no terço final, costuma explorar um 4-3-3 de aproximações.

Movimentação remista em busca do gol (Imagem: SporTV/Premiere)

“Um time que ainda tem dificuldades na criação e, principalmente, na finalização das jogadas. Algo que chama atenção são as jogadas de beirada de Victor Andrade – um dos melhores dribladores desta Série B”

Mateus Miranda, jornalista do Portal Cultura, de Belém

Outra alternativa é utilizar uma saída de 3 com a presença do goleiro entre os zagueiros, montando uma espécie de 3-2-3-3. Além disso, pode ser visto no decorrer do jogo um 4-2-3-1 para espaçar bem as peças em campo e ter amplitude.

Leão saindo para o jogo (Imagem: SporTV/Premiere)

COMO DEFENDE

O sistema defensivo do Remo é uma espécie de meio termo. Com 27 gols sofridos, números que os colocam no nono melhor posto da Segundona, os paraenses exploram o 4-1-4-1 em praticamente todos os momentos sem a bola, tentando se compactar e preencher o meio.

Postura defensiva dos azulinos (Imagem: SporTV/Premiere)

Geralmente marcando em blocos baixos, os remistas podem adiantar a marcação para pressionar a saída de bola adversária, mantendo o 4-3-3 como esqueleto tático. Já em algumas situações, Felipe Conceição fixa uma linha de cinco, tendo um dos homens de meio – geralmente Arthur – recompondo.

Leão “mordendo” a posse rival (Imagem: SporTV/Premiere)

“Defensivamente, embora tenha sofrido 27 gols, oferece ao adversário muitas oportunidades. Hoje, a posição que o Remo ocupa corresponde ao nível de futebol jogado na competição. A marcação pressão é um dos poucos pontos positivos”

Mateus Miranda, jornalista do Portal Cultura, de Belém

PARA FICAR DE OLHO

Rafael Jensen (ZAG) – Com o Remo desfalcado, Jensen surge como o principal destaque defensivo do time de Felipe Conceição. Geralmente bem posicionado para antecipar, é o segundo melhor em média de bolas afastadas por jogo, 4, pouco menos que Kevem, com 4,2.

Victor Andrade (MEIA/ATA) – Tenaz e veloz ao mesmo tempo. Andrade tem o drible rápido como principal arma, com média de 58% de acerto por jogo, o que se traduz em 3,4 a cada 90 minutos. Também pode aparecer para finalizar, acumulando três gols e uma assistência nesta Série B.

Felipe Gedoz (ATA) – O centro das atenções. Fazendo uma função mais adiantada, como uma espécie de falso 9, Gedoz vem se mostrando decisivo com a camisa azulina. Já foi às redes quatro vezes, sendo o principal artilheiro da equipe na competição e merece sempre uma atenção especial.

Créditos da foto principal: Samara Miranda/Remo

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Céu e inferno: um paralelo entre o Náutico de Hélio dos Anjos e Marcelo Chamusca

Por: Felipe Holanda

Anjos e demônios. Hélio dos Anjos volta ao Náutico para terminar o que começou e recolocar o Timbu nos trilhos do G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Hélio, inclusive, já pode comandar o time no duelo contra o Remo, nesta sexta-feira (24), em Belém.

Nesta análise, o Pernambutático faz um paralelo entre os trabalhos de Hélio e de seu antecessor, Marcelo Chamusca, com principais características táticas, números, modelos de jogo, e como o Alvirrubro pode se comportar no restante da temporada, restando 14 jogos para o fim.

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ATAQUE: DA LUTA AO LUTO

Desde a saída de Hélio e Guilherme dos Anjos, o Náutico só venceu um jogo dos seis que disputou, com três derrotas e dois empates, equivalentes a 28% de aproveitamento. Na Série B, sem Marcelo Chamusca, foram oito vitórias, seis empates e cinco derrotas: 52%.

Com ambos os treinadores, a variação entre o 4-2-3-1 e o 4-2-4 foi recorrente. Se no comando de Hélio a movimentação no terço final encontrava espaços, o time de Chamusca apresentava bem menos opções na saída de bola, tornando o desarme adversário cada vez mais fácil.

Veja o exemplo do 4-2-4 com Hélio

Imagem: SporTV/Premiere

Veja o exemplo do 4-2-4 com Chamusca

Imagem: SporTV/Premiere

Desempenho que se refletiu inevitavelmente nos números de ataque. Antes da primeira demissão, média de 1,3 gols marcados por jogo – ao todo, foram 24. Em seguida, o aproveitamento caiu para 0,83, quase sempre ficando a mercê das cobranças de escanteios de Jean Carlos.

DEFESA: DA ÁGUA PARA O VINHO

O Náutico de Hélio dos Anjos se destacou por apresentar uma marcação pressão que incomodava os adversários, seja no 4-2-4 ou 4-4-2. Em blocos médios/altos, foi por várias rodadas o time com mais desarmes na Série B, deslanchado como um dos favoritos ao título.

Veja o exemplo de um 4-4-2 defensivo com Hélio

(Imagem: Rede Globo)

Já sob a batuta de Chamusca, o que se viu foi um Timbu mais retraído, dentro e fora de casa. Apesar de bem compactado, não conseguia segurar os desmarques de ruptura dos adversários, sofrendo oito gols nos seis jogos que o treinador passou pela Rosa e Silva.

Veja o exemplo de um 4-4-2 defensivo com Chamusca

Imagem: SporTV/Premiere

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Sem pontualidade: análise Náutico 1 x 2 Londrina

Por: Mateus Schuler

Ponteiros descalibrados. Correndo contra o tempo, o Náutico voltou a jogar mal e perdeu para o Londrina por 2 x 1 nesta terça-feira (21), nos Aflitos, pela 25ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, ficando ainda mais distante da briga pelo G-4. Pontuais, londrinos marcaram um gol no início de cada tempo, enquanto Jean Carlos descontou para os anfitriões.

Para o confronto diante dos paranaenses, Marcelo Chamusca contou com a volta de Rhaldney ao meio-campo junto a Djavan após cumprir suspensão. Já no ataque, sem a presença do lesionado Iago Dias e Paiva em momento ruim, o equatoriano Jacob Murillo fez sua estreia como titular, tal qual Júnior Tavares na lateral esquerda; Bryan entrou na direita e Hereda perdeu a vaga entre os 11 no 4-2-3-1 alvirrubro.

Escalação do Timbu teve novidades mesmo mantendo sistema tático (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

O início de partida mostrou o desastre que seria o primeiro tempo. Logo com um minuto, Bryan se atrapalhou na saída de bola e Júnior Pirambu ficou em frente a Alex Alves, mas chutou fraco e o goleiro alvirrubro defendeu seguro. O lateral-direito, no entanto, sentiu dores no joelho direito após falta dura de Felipe Vieira e foi substituído por Hereda, dono da posição nos últimos jogos.

Ainda que apresentasse maior volume ofensivo, o Náutico não foi criativo em campo e mostrou fragilidades defensivas. Em uma delas, o Londrina foi eficaz e saiu à frente do placar: após bom lance pela esquerda, Júnior Pirambu teve visão para dominar e, rapidamente, servir Luiz Henrique no meio da defesa; o atacante entrou em velocidade e bateu na saída do arqueiro alvirrubro.

Postado no 4-2-4, tendo ainda o apoio dos laterais para construir as jogadas, o Timbu tentou povoar ao máximo a defesa do Tubarão, entretanto a falta de criatividade deixou o duelo truncado. Nas poucas vezes em que chegou com perigo, teve a bola parada como arma; Jean Carlos levantou falta na área e, subindo livre, Camutanga cabeceou ao lado da trave direita.

Pernambucanos foram mais ofensivos, mas pouco criativos (Imagem: SporTV/Premiere)

Para a etapa final, Marcelo Chamusca voltou com duas mexidas, ambas do meio para frente. No meio-campo, Luiz Henrique entrou no lugar de Djavan, já Álvaro foi acionado na vaga de Tailson, mantendo a estrutura tática ao fazer Murillo ser deslocado à ponta direita. De imediato, porém, não surtiram efeito, pois o Londrina ampliou a vantagem novamente pelos pés de Luiz Henrique, que pegou rebote de pênalti cobrado por Júnior Pirambu.

Ainda sem muita criatividade, o Náutico viu o Tubarão seguir bem presente à zona ofensiva, tendo a chance de fazer o terceiro com Marcelinho; Alex Alves, no entanto, fez boa defesa. Apesar disso, o Timbu conseguiu achar espaço e, assim, diminuiu a desvantagem: Vinícius fez boa jogada individual pelo lado esquerdo e tocou para Jean Carlos na entrada da área; camisa 10 dominou e bateu firme, mas a bola desviou em Felipe Vieira e morreu no fundo do gol.

Com o gol, Chamusca promoveu ainda mais uma substituição: Giovanny por Murillo. Mesmo tendo o fôlego renovado no ataque, Jean Carlos passou a ser o centro das atenções, levando perigo em cobranças de falta e escanteio, no entanto a melhor chance veio em chute de longe após contra-ataque vindo de Vinícius em velocidade, porém Dalton defendeu. Assim como foi durante o primeiro tempo, entretanto, os pernambucanos se fecharam em duas linhas de 4 e neutralizaram novas oportunidades dos paranaenses, que seguraram o Timba.

Timba mostrou falhas de posicionamento defensivo, mesmo com linhas altas (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Náutico na Série B: como joga taticamente o Londrina

Por: Felipe Holanda

Nadando com os tubarões. O Náutico recebe o Londrina remando contra a maré para reencontrar a bússola do acesso e voltar aos horizontes do G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo acontece nesta terça-feira (21) às 21h30, nos Aflitos, pela 25ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do LEC.

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O TIME

Para o confronto com o Timbu, o técnico Márcio Fernandes tem um retorno e três ausências. Voltando de suspensão, o atacante Marcelinho já deve ser acionado como titular, já que Celsinho e Lucas Lourenço não foram relacionados e devem deixar o clube, enquanto Gegê está suspenso.

Provável formação inicial do Tubarão (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pouco operante. Com apenas 16 gols marcados, o Londrina é dono do segundo pior ataque desta Série B, empatado com o Vila Nova e um tento à frente do lanterna Brasil-RS. Tendo a posse, costuma explorar um 4-3-3 ou 4-2-3-1, sempre em busca de movimentações no terço final para confundir a marcação adversária.

Exemplo do 4-2-3-1 londrinense (Imagem: SporTV/Premiere)

“Com a volta de Marcelinho, deve jogar novamente com três atacantes. A força ofensiva continua sendo o grande problema da equipe, que tem um dos piores ataques do campeonato e marcou apenas dois gols nos últimos cinco jogos”

Lúcio Flávio, repórter na Rádio Paiquerê e Folha de Londrina

Quando tenta espaçar suas peças na construção ofensiva, o time paranaense pode utilizar uma saída 3+4 com um dos volantes recuando para auxiliar na progressão entre a dupla de zaga. Neste cenário, ganha em presença no meio e em amplitude, com uma trinca de atacantes.

Saída de 3 no início da construção (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Se o ataque vem titubeando, a defesa não fica muito atrás. Com 29 gols sofridos na competição, o Tubarão ainda busca mais solidez defensiva, geralmente explorando duas linhas de 4, seja no 4-1-4-1 ou 4-4-2, tendo sempre um esqueleto tático mutável.

Linhas defensivas do time paranaense (Imagem: SporTV/Premiere)

“A equipe pode fazer várias movimentações. O Londrina tem oscilado em relação ao esquema tático, hora no 4-4-2 e 4-3-3. Na derrota para o CSA, por exemplo, jogou no 4-4-2, tendo variações”

Lúcio Flávio, repórter na Rádio Paiquerê e Folha de Londrina

Outra opção bem comum é utilizar uma linha de cinco no meio, tendo o segundo atacante recuado. Dessa forma, consegue ter mais chances de desarmes, além de forçar o adversário a utilizar bolas longas e jogadas pelas laterais.

Posicionamento do Tubarão em lance que recuperou a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Matheus Bianqui (LD) – Atleta de muita profundidade e movimentação. O meia, que faz a função de lateral-direito, tem o apoio como ponto forte, com dois gols marcados. Por outro lado, não apresenta o mesmo ímpeto defensivo, deixando espaços nas recomposições. Algo que pode ser aproveitado por Vinícius no Náutico.

Marcelinho (MEIA/ATA) – Talvez o grande destaque ofensivo do Tubarão na Série B. Marcelinho tem um passe de qualidade, é decisivo no 1 x 1 e deixa as defesas rivais sempre em alerta: já foi às redes duas vezes no certame, além de um passe para gol.

Júnior Pirambu (ATA) – A referência ofensiva. Apesar de não viver grande fase, Pirambu tem sua importância no ataque, seja fazendo o pivô e abrindo o espaços para os companheiros, ou puxando a marcação na grande área. No entanto, só assinalou um tento nesta Segundona, geralmente apresentando problemas nas finalizações.

Créditos da foto principal: Ricardo Chicarelli/Londrina EC

Em destaque

Cinzas apagadas: análise ABC 3 x 2 Retrô

Por: Ivan Mota

Sem chances de ressurgir. Em jogo emocionante neste domingo (19), com duas viradas, o Retrô foi derrotado pelo ABC no Frasqueirão, por 3 x 2, e deu adeus à Série D do Campeonato Brasileiro. Os pernambucanos lutaram muito, mas não conseguiram segurar os natalenses, que avançam às oitavas de final. A Fênix fica, no momento, sem divisão para 2022.

Com alguns desfalques por lesão, Milton Mendes foi obrigado a mexer o time em relação à partida de ida. Neilson ganhou a lateral direita no lugar que era de Augusto Potiguar, bem como Ramires na vaga de Romarinho; Thallyson foi escalado na ponta direita por Elivelton, mantendo assim o 4-2-3-1 que Milton Mendes propôs no primeiro confronto.

Técnico azulino apostou na manutenção tática para tentar classificação (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Os donos da casa iniciaram o jogo pressionando desde o primeiro minuto. A defesa pernambucana não estava nos melhores dias, dando muito espaço aos ataques adversários, que abusaram dos lançamentos longos e de bolas enfiadas para seus companheiros, que invadiram a área com facilidade. Isso fez o Elefante ter três chances de abrir o placar nos pés de Netinho, Negueba e Wallyson em jogadas muito parecidas, porém todas sem sucesso.

O Retrô, apenas se defendendo, tentava sair em contra-ataques, avançando seus pontas e o armador para formarem uma linha de quatro no ataque ao lado do centroavante. Assim, teve o apoio dos volantes na criação num 4-2-4, contudo sem conseguir levar real perigo ao gol de Wellinton, que pouco foi exigido. Aos 29 minutos, o alvinegro foi premiado pelo seu esforço. Negueba deu bom passe para Gustavo Henrique, que recebeu livre entre os zagueiros, avançou e apenas teve o trabalho de deslocar o goleiro Jean.

A sorte da Fênix mudou já no começo da segunda etapa. Logo no primeiro minuto, com a presença de Marcondes e Janderson nos lugares de Ramires e Dudu. Neilson avançou muito bem no ataque e cruzou na área, entretanto o goleiro abecedista não conseguiu segurar uma bola fácil, deixando-a livre no pé de Felipe Alves, que só empurrou para dentro.

Retroenses apostaram em linha de 4 para povoar setor ofensivo (Imagem: Eleven Sports)

Os alvinegros sentiram o empate. Mesmo mantendo a posse de bola maior, a equipe de Moacir Júnior não conseguiu repetir a quantidade e qualidade das chances criadas. Com a vida facilitada, a defesa azulina segurou mais o ritmo e, em alguns momentos, os visitantes se fecharam num 4-4-2 com as linhas próximas para bloquear as jogadas.

Aos 24 minutos, voltou a brilhar a estrela de Felipe Alves. No segundo jogo com a camisa retroense, o atacante recebeu excelente cruzamento pelo lado esquerdo de Guilherme e, em cabeceio preciso, mandou no canto de Welligton, virando o jogo e dando novo roteiro ao confronto no Frasqueirão.

Mesmo desorganizado, os potiguares foram para uma última pressão e, com isso, frustraram os planos dos pernambucanos. O gol de empate saiu depois de jogada pela direita e Denner, que entrou durante o segundo tempo, fez de cabeça. E o duro golpe veio com o craque do time. Wallyson encerrou a seca e balançou as redes após grande falha da defesa. No desespero, Marcondes ainda foi expulso, por agredir sem bola um adversário, sendo o fim da linha ao Retrô.

Time de Camaragibe tentou se defender em blocos e compactos (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Joedson Moura/Retrô FC