Em destaque

Filme repetido: análise Cruzeiro 2 x 0 Retrô

Por: Mateus Schuler

Como na fase de grupos. No reencontro diante do Cruzeiro, o Retrô não teve bom desempenho e se despediu da Copa São Paulo de Futebol Júnior após ser derrotado por 2 x 0 neste sábado (15), no Francisco Vieira, em Itapira pela terceira fase. Os gols cruzeirenses foram assinalados por João Vitor, contra, e Alex Matos.

Para o confronto, o treinador Jamesson Andrade optou pela manutenção dos 11 iniciais que derrotaram o ABC na quinta-feira (13), apesar da volta de Luan, que cumpriu suspensão. Nessa configuração, contudo, Igor atuou como um lateral-esquerdo e alternou até para terceiro zagueiro, ajudando Elves e João Vitor na saída de bola.

Retroenses repetiram escalação do confronto ante o ABC (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO FOI

A partida começou pouco movimentada, mas foi o Cruzeiro quem saiu para o ataque primeiro, deixando o Retrô retraído em seu próprio campo. Sem ter criatividade, a Fênix não conseguiu povoar o setor ofensivo e tomou um susto por meio da bola parada: em cobrança de escanteio aberto, Matheus Vieira cabeceou e parou no travessão.

Nas poucas vezes em que chegou perigosamente, o time azulino formou um 4-3-3, tendo os meio-campistas próximos aos atacantes. Apesar da Raposa não mostrar eficiência na pontaria, o placar foi inagurado diante da equipe pernambucana: em saída atrapalhada, João Vitor recuou errado e matou o goleiro Lucas, fazendo gol contra.

As raras investidas dos retroenses, entretanto, não foram muito perigosas e os mineiros se seguraram bem. A única tentativa veio já nos minutos finais, quando Jhonnatan recebeu pela direita e bateu cruzado sem força, parando em defesa segura de Denivys, levando a desvantagem pelo placar mínimo ao intervalo.

Retrô manteve proposta ofensiva dos últimos jogos (Imagem: Copinha/YouTube)

Para o segundo tempo, Jamesson Andrade promoveu a entrada de Charles na vaga de Carrapeta, tentando renovar o fôlego ofensivo do seu time. Ainda assim, o poder criativo seguiu abaixo e logo no início um novo golpe duro foi dado: após lançamento da defesa, Victor Diniz desviou tirando da marcação e serviu Alex Matos, que bateu em cima de Lucas; a sobra caiu com o próprio Alex, que tocou para o fundo do gol aberto.

A desvantagem, depois de ampliada, resultou em nova alteração na equipe pernambucana: Anderson ocupou o lugar de Jhonnatan, deixando o 4-4-2 mais evidente sem a posse. Com a marcação compactada, os azulinos não deram tantas brechas e passaram a aparecer melhor no campo de ataque ao longo da etapa final.

Em uma dessas oportunidades criadas, Alencar recebeu na entrada da área e soltou o pé de primeira, finalizando à esquerda da meta dos mineiros. Com a produtividade ampliando, o técnico fez as últimas duas substituições: Jean Felipe e Túlio foram acionados nos espaços de Renê e Ruan, no entanto não teve resultado positivo.

Créditos da foto principal: Marcelo Trajano/Retrô FC

Em destaque

Adeus: análise Mirassol 2 x 0 Sport

Por: Mateus Schuler

Como diria Vinícius de Moraes, palavra que faz chorar. O Sport não teve bom desempenho apesar de dois tempos distintos e foi eliminado da Copa São Paulo de Futebol Júnior após nova derrota frente ao Mirassol, nesta sexta-feira (14), por 2×0. O gols da partida em Bálsamo no Manuel Francisco Ferreira, pela terceira fase, foram de Du Fernandes e Gabriel Tota.

A boa atuação na classificação sobre o Linense fez com que o técnico Sued Lima não realizasse nenhuma alteração nos titulares, dando continuidade à equipe no 4-2-3-1. Ausentes com dores no joelho, o lateral-esquerdo Diego Ferreira e o meio-campista Ronald continuaram de fora e sequer figuraram entre os reservas.

Comandante leonino optou pela manutenção da base titular (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O confronto começou bastante pegado, muito pelo forte calor, o que deixou as duas equipes sem muita criatividade. Mesmo com o equilíbrio, quem teve a iniciativa de buscar o gol foi o Sport, mas não conseguiu ser perigoso: livre na entrada da área, Paulinho limpou para a perna esquerda e chutou fraco para defesa segura de Vinícius.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

Apesar disso, o Leão da Ilha ficou mais retraído em seu próprio campo, tendo duas linhas de marcação como maior destaque, porém variando entre 4-1-4-1 – mais frequente – e 4-4-2. O ponto fraco, contudo, foi a lateral direita e o treinador Sued Lima fez a alteração logo na primeira metade da etapa inicial: Diego saiu para a entrada de Cícero.

Do meio para o fim, o Mirassol se fez mais presente ao setor ofensivo, ficando na solidez defensiva dos pernambucanos. Na única vez que encontraram um espaço, aproveitaram corte errado de Baraka, trocaram passes e Kauan viu Du Fernandes aparecer por trás dos defensores; o camisa 5 esperou Adriano sair e tocou para dentro da barra.

Rubro-negros até tentaram neutralizar ações na etapa inicial (Imagem: Copinha/YouTube)

Para o segundo tempo, o comandante voltou sem mudanças, mas manteve a proposta dos 45 minutos iniciais. Dessa vez, entretanto, visando o empate e passando a ser mais incisivo. Enxergando o domínio – mesmo sem eficiência nas finalizações – dos leoninos, Sued promoveu a entrada de Leoni no lugar de Fábio, deixando apenas Ajul na cabeça de área.

Com mais ofensividade, o Leão da Praça da Bandeira continuou em busca de um espaço para deixar tudo igual. Quando encontrou uma brecha, falhou na pontaria: Francisco recebeu bom passe pela esquerda e tocou voltando na entrada da área para Paulinho, que emendou de primeira e a bola passou sobre a meta.

A superioridade persistiu, todavia os rubro-negros pecaram no último terço e demoraram a finalizar, sem explorar bem o poderio no ataque. Para ter ainda mais presença, Cícero e Caíque saíram, tendo – respectivamente – Marcelo e Porto em suas vagas, formando um 3-4-3 quando atacaram. No fim, porém, um chutão do sistema defensivo dos paulistas resultou em saída errada de Adriano e a bola caiu no pé de Gabriel Tota; com o gol aberto, ele só teve o trabalho de completar.

Pernambucanos povoaram ataque, porém sem sucesso (Imagem: Copinha/YouTube)

Créditos da foto principal: Igor Cysneiros/Sport

Em destaque

Onde os urubus têm asas: análise Flamengo 1 x 0 Náutico

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

No apagar das luzes. Da lama ao caos, o Náutico se segurou até onde pôde, mas acabou derrotado pelo Flamengo com um gol no último minuto, se despedindo da Copa São Paulo de Futebol Júnior na segunda fase nesta quinta-feira (13). A partida foi disputada na Arena Barueri e o Timbu já foca no Estadual Sub-20, que será retomado agora em janeiro.

Para o confronto, o técnico Adriano Souza voltou a escalar os ditos titulares na equipe alvirrubra, porém tendo uma novidade: o artilheiro Rodrigo Leal, que ganhou a vaga de Kauan. Desse modo, o 4-2-3-1 foi mantido entre os 11 iniciais, com Júlio, Fernando Neto e Léo na trinca atrás do centroavante e a cabeça de área formada por Cauê e Luís Felipe.

Escalação do Timbu teve apenas uma mudança dentre os considerados titulares (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO FOI

A partida começou bastante estudada, mas com o Flamengo saindo desde o apito inicial. Não por acaso, teve duas boas chances de sair à frente, contudo não foi eficiente: na primeira, Victor Hugo recebeu pelo meio e finalizou forte para defesa de Bruno. Depois, Petterson foi servido na esquerda, limpou e deu chute firme para o goleiro espalmar.

Formando um 4-4-2 de linhas médio/baixas, o Náutico ficou mais retraído no seu próprio campo, já que não tinha criatividade para chegar ao ataque. Isso fez o Mengão voltar a atacar e conseguir espaços, dando o susto novamente: Pedro Arthur fez boa jogada e deixou para Kayke David de calcanhar, porém a finalização parou no arqueiro alvirrubro.

Marcação tentou compactação, mas deu brechas para infiltrações (Imagem: SporTV)

Nas poucas vezes que tinham a posse, os pernambucanos performavam um 4-3-3 com a presença dos laterais no campo ofensivo, deixando somente os zagueiros atrás do meio. Faltou, entretanto, criatividade para criar os lances e levar perigo em direção ao gol flamenguista, que não foi exigido ao longo do primeiro tempo.

Melhores no confronto, os rubro-negros confirmaram a superioridade e não abdicaram de atacar. Já mais próximo dos minutos finais, tiveram um bom momento: Victor Hugo achou Petterson livre pela esquerda e deu o passe, no entanto o arqueiro do Timba saiu bem da barra e fez a intervenção na hora do arremate.

Laterais até tentaram – sem êxito – ajudar durante a construção ofensiva (Imagem: SporTV)

Apesar da ausência do poder criativo, o comandante do Náutico optou pela manutenção das peças, buscando dar sequência a quem estava em campo. A solução para conseguir chegar melhor ao ataque foi fazer o jogo apoiado em uma saída de 3, que o goleiro Bruno iniciava a transição tendo o volante Cauê e os zagueiros Alemão e Diego como opção de passe.

Ainda assim, a bola parada quase deu resultado aos alvirrubros. Após falta cobrada na pequena área, a bola sobrou para Luan, que chutou com desvio em Cassiano e foi cheia de veneno na direção da barra, porém o arqueiro do Fla se esticou todo para afastar e evitar a abertura do placar a favor do time pernambucano.

Jogo apoiado ainda do campo de defesa foi alternativa para ir ao ataque (Imagem: SporTV)

Enxergando a evolução da equipe, Adriano Souza promoveu duas alterações e manteve a proposta ofensiva. Léo e Café foram sacados para as entradas de Klefferson e Tagarela, tendo dois meias mais armadores. E foi em falha da defesa carioca que o Timbu criou nova oportunidade: Klefferson cruzou bem na área e Rodrigo Leal arrematou para defesa de Bruno.

Se fechando no 4-2-3-1 com constantes alternâncias para o 5-4-1, o Timba viu o Flamengo crescer e tentar se impor. De tanto pressionar, conseguiu sair do zero no último lance, frustrando os alvirrubros: Igor Jesus pegou o rebote na entrada da área após lateral na pequena área, a bola desviou no meio do caminho e enganou o camisa 1.

Marcação pernambucana resistiu à pressão até onde deu (Imagem: SporTV)

Créditos da foto principal: Victor Martins/Secretaria de Esportes de Barueri

Em destaque

Tiro certo: o que esperar de Leandro Carvalho no Náutico

Por: Felipe Holanda

Aprovação imediata. Leandro Carvalho chega ao Náutico para suprir saída de peças importantes no elenco e ser o novo ponta Timbu. Aos 26 anos, Leandro pertence ao Ceará, mas desembarca nos Aflitos após rescisão antecipada de empréstimo junto ao Al-Qadisya-ASA; contrato com o alvirrubro tem duração até o final de 2022.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do novo contratado, com principais características, números, um Raio-X da cerreira, e como Leandro pode se encaixar no esquema de Hélio dos Anjos.

O QUE ESPERAR TATICAMENTE

O jogo de Leandro Carvalho passa diretamente pelas extremidades – as famosas “beiradas” do campo. Por lá, ele consegue se destacar com imposições e dribles, geralmente levando vantagem no 1 x 1. Pode atuar nas duas pontas, mas teve o lado direito como carro chefe de suas grandes atuações, principalmente nos tempos de Ceará.

Dribles de Leandro Carvalho

No Náutico, caso caia pela direita, a tendência é brigar por posição com Ewandro, tendo Eduardo Teixeira no lado oposto. Neste cenário, teria a responsabilidade de municiar os homens de frente, caso Hélio dos Anjos opte por escalar o time no 4-3-3 híbrido; 4-2-3-1 e 4-2-4 também são possibilidades táticas.

Possível time com Leandro Carvalho (Feito no Tactical Pad)

Se ficar mais na esquerda, pode suprir bem a saída de Vinícius, que se transferiu para o Goiás em negociação polêmica, também envolvendo o Bahia. Nada impede que Leandro fique mais por esse setor do campo, principalmente em casos de 4-2-4, com Jean Carlos se unindo ao quarteto de ataque.

Leandro em 4-2-4 pelo Vozão (Imagem: Premiere)

Neste viés, Ewandro deve assumir a extrema direita, já que é canhoto de origem, tendo Leandro na esquerda. No 4-2-4, Hélio contaria com a chegada de Richard Franco para dialogar com os homens de frente, enquanto a trinca busca movimentação entrelinhas.

Variável do 4-2-1-3 para o 4-2-4 (Feito no Tactical Pad)

Entre várias facetas, o novo reforço Timbu também já mostrou qualidade nos passes chave, atuando como meia articulador. Assim, pode dividir a função com o próprio Jean, caso a equipe alvirrubra queira surpreender o adversário e sair da zona de conforto, mais ocasional em contra-ataques.

Na criação, Leandro procura melhor opção do passe (Imagem: TNT Sports/EI)

Os números de assistências são até esperançosos. Em oito anos como profissional, Leandro acumula dez passes para gol, sendo oito pelo Ceará e dois no América-MG; pelo Coelho, se destacou em clássico diante do Cruzeiro, quando foi um dos melhores em campo, pela Série B.

Assistências de Leandro Carvalho

Em números gerais, Leandro soma 25 gols na carreira. Desses, oito foram pelo Paysandu, um na Penapolense-SP, e 14 pelo alvinegro cearense, época em que viveu a melhor fase da carreira. Já no futebol árabe, passou em branco, mesmo scout de sua passagem no América-MG.

Gols de Leandro Carvalho

QUEM É LEANDRO CARVALHO

Natural de Belém, o novo contratado alvirrubro iniciou carreira no Paysandu. Pelo Bicolor, em 2014, seu primeiro ano como profissional, disputou 24 jogos, marcando quatro gols. Na temporada seguinte, até conseguiu se firmar no time de cima, mas acabou negociado com o Penapolense, em 2016. Neste mesmo ano, teve rápida passagem pelo Tuna Luso.

Em 2017, chegou no Ceará, onde se tornou ídolo. Pelo Vozão, disputou mais de 100 jogos, sendo campeão da Copa do Nordeste de 2020. Na ocasião, foi peça chave no bicampeonato regional, quando os alvinegros vencerem o Bahia na finalíssima.

Entre 2018 e 2019, chegou a defender o Botafogo. Neste interim, disputou apenas dez jogos e não balnaçou as redes. Na temporada passada, defendeu o América-MG na Segundona, antes de se transferir para o Al-Qadisiya-ASA, sem conseguir se adaptar ao futebol árabe. Agora, busca reencontrar seus melhores dias no Náutico.

Arte: Mateus Schuler

Em destaque

V de Vingança: análise ABC 1 x 2 Retrô

Por: Mateus Schuler

Acertando as contas. A base do Retrô vingou o elenco profissional após eliminação na Série D e venceu o ABC por 2 x 1 nesta quinta-feira (13), no Alfredo Chiavegato, se classificando à terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Os gols da vitória azulina foram marcadas por Ruan e Alencar, de pênalti; Alisson descontou.

A partida marcou os retornos dos volantes Igor – como lateral-esquerdo – e Alencar – na cabeça de área – à titularidade após cumprirem suspensão. Já o zagueiro Luan, por sua vez, foi desfalque por estar suspenso, com o técnico Jamesson Andrade fazendo diferente e escalando a equipe retroense no 4-3-3 mais defensivo.

Escalação inicial dos azulinos diante dos abecedistas (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO FOI

Apesar do forte calor em Jaguariúna, o Retrô não se acomodou e tratou de ir ao ataque para impor seu jogo. A primeira chance criada foi um cruzamento de João Vitor para Ruan, que resvalou sem assustar a meta do ABC. A posse de bola fez a Fênix controlar melhor as ações ofensivas, porém faltou o poder criativo nas chegadas.

Os pernambucanos levaram mais perigo por meio da bola parada, fazendo o Elefante ficar retraído no seu próprio campo. Jhonnatan cobrou o escanteio e Ruan surgiu entre os defensores adversários, cabeceando dando um susto. O time azulino, que alternou entre 4-3-3 e 4-2-3-1 ao atacar, seguiu intenso, no entanto não era efetivo.

Bem postados defensivamente, os retroenses neutralizaram as investidas da equipe potiguar, deixando os alvinegros sem criatividade quando atacavam. A única oportunidade clara veio depois de jogada ensaiada em cobrança de escanteio, mas David finalizou firme de fora da área e o goleiro Lucas afastou de manchete.

Meio-campistas se aproximaram dos atacantes durante a criação (Imagem: Eleven Sports)

No segundo tempo, Anderson voltou no lugar de Braga, repetindo a proposta usada durante a etapa inicial. Dessa maneira, o Retrô seguiu levando perigo e chegando próximo de abrir o placar: Jhonnatan recebeu pela esquerda, fez grande jogada individual e chutou forte, mas Cleiton afastou para escanteio e evitou.

Com a alta intensidade no ataque, Jamesson promoveu entrada de Charles na vaga de Carrapeta, mantendo a pegada e gerando resultado. Em contra-ataque fatal, Jhonnatan lançou para o recém-promovido Charles na direita, que fez bom lance e cruzou para Ruan; livre na pequena área, o camisa 7 se desvencilhou da marcação e tocou para o gol aberto.

Fênix demonstrou solidez defensiva ao longo do partida (Imagem: Eleven Sports)

E foi a partir daí que tudo começou a fluir pelo lado azulino. Vitor Emanuel foi expulso, deixando os alvinegros com menos um. Logo depois, Charles tentou cruzar e o árbitro disse ter batido na mão de Allan dentro da pequena área; Alencar bateu em seguro e, assim, ampliou a vantagem para deixar a equipe pernambucana menos ansiosa.

Em sequência, um susto. Pedro Soares cruzou, Lucas cochilou e Alisson tocou se antecipando ao camisa 1, completando para o gol e reanimando o ABC. O poder ofensivo, contudo, reduziu e o relógio foi passando. No final, Anderson mandou na pequena área e Túlio – substituto de Ruan – emendou belo chute de primeira, entretanto Cleiton fez defesaça.

Créditos da foto principal: Marcelo Trajano/Retrô FC

Em destaque

Repatriado: o que esperar de João Erick no Santa Cruz

Por: Ivan Mota

Revelado na base do Sport, João Erick volta a sua terra natal para defender o Santa Cruz. Meio-campista de 23 anos estava no futebol croata e é a 17ª contratação coral para a temporada 2020. João, inclusive, já participou de trabalhos no CT Ninho das Cobras; contrato com o Mais Querido tem duração até o final da temporada.

O Pernambutático destrincha o que esperar do novo reforço tricolor, com principais características, números, um Raio-X da carreira, e como Erick pode se encaixar no esquema de Leston Júnior

O QUE ESPERAR TATICAMENTE

João Erick pode ser considerado originalmente um volante mais defensivo. Ele tem papel importante na recomposição, ajudando quando sua equipe sofre investidas dos adversários. Geralmente atuando pelo lado direito, procura fechar espaços para evitar infiltrações e passes. Nesse caso, ele aparece formando uma linha de quatro com outros homens de meio campo, num 5-4-1.

João Erick ajudando na recomposição no 5-4-1 (Imagem: Arena Sport)

No Arruda, João Erick chega para assumir a titularidade na cabeça de área, mas não tem presença garantida. A priori, o pernambucano brigaria por uma posição com Rodrigo Yuri para atuar ao lado de Gilberto no círculo central; Caetano e Matheus Lira também são opções para o setor.

Provável escalação com João Erick entre os 11 (Feito no Tactical Pad)

Apesar da qualidade com os pés, João também acumula bons números nos desarmes, quesito que pôde ser visto no Croatia Zmijavci, seu último clube. Costuma ser peça chave das transições nos times que defendeu na carreira.

Duelos defensivos de João Erick

Outro ponto positivo do atleta é seu papel na saída de bola. Neste cenário, João pode se juntar aos zagueiros, formando uma linha de três, tendo a função de iniciar as jogadas da equipe. Muitas vezes, como nesse caso, com lançamentos longos fazendo uma ligação direta da defesa para o ataque.

Participação na saída de bola infiltrado entre os zagueiros (Imagem: HNTV)

Além das funções mais recuadas, o jogador também pode atuar, dependendo da situação da partida, de forma mais ofensiva, surgindo como elemento surpresa, atuando praticamente como um ponta na linha de três atacantes. Multifacetado, tem capacidade para fazer mais de uma função no meio.

João Erick aparecendo como opção ofensiva (Imagem: Arena Sport)

João Erick também também pode assumir o posto de homem das bolas paradas no Santa Cruz. Atuando no futebol croata, em algumas ocasiões, o volante era o responsável por cobrar escanteios e faltas diretas para o gol; chutes de longa distância também fazem parte do repertório do novo contratado coral.

Passes, finalizações e dribles de João Erick

QUEM É JOÃO ERICK

Natural de Jaboatão dos Guararapes, João Erick retorna ao futebol pernambucano após algumas temporadas na Croácia. O jogador de 23 anos foi revelado pela base do Sport, onde atuou entre 2016 e 2018, chegando a disputar três edições da Copa São Paulo de Futebol Júnior, além do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil na categoria sub-20. Pelo profissional, atuou apenas em uma oportunidade, no Pernambucano.

Após se destacar na Copinha de 2018, onde marcou dois gols, o volante se transferiu para a base do Santos. Mas a sua passagem no alvinegro praiano durou apenas três meses. Por lá, atuou pelo time sub-23, disputando o Brasileiro de Aspirantes e a Copa Paulista, antes de ser contratado pelo NK Rudeš, da Croácia. Em sua primeira temporada na Europa, disputou 26 jogos pela primeira divisão local, mas viu seu time ser rebaixado na lanterna da competição.

Na segunda divisão croata, ainda pelo NK, acabou disputando apenas 13 partidas na temporada 2019/2020, até de se transferir para outro time da Série B do país, o Croatia Zmijavci, onde atuou por mais dois anos, somando um total de 30 jogos como titular. Curiosamente, João Erick passou por um período de testes no Sub-23 do Tricolor do Arruda em 2020, mas acabou retornando para a Europa. Agora, chega em definitivo para defender o Mais Querido em 2022.

Arte: MVN Designers

Em destaque

Seguindo em frente: análise Linense 0 x 2 Sport

Por: Mateus Schuler

Classificado. Soberano do início ao apito final, o Sport seguiu em frente na Copa São Paulo de Futebol Júnior após vencer – convencendo – o Linense por 2×0 nesta quarta-feira (12), no estádio Gilbertão, em Lins. Os gols que deram a classificação ao Leão foram assinalados por Paulinho e Cícero, ambos no segundo tempo; adversário na terceira fase volta a ser o Mirassol, que despachou o Atlético-MG.

Para o confronto com o Elefante, o técnico rubro-negro teve duas ausências: lateral-esquerdo Diego Ferreira e meio-campista Ronald, baixas por dores no joelho. No meio-campo, Ajul fez a cabeça de área junto a Fábio, tendo David como opção entre os reservas, mantendo as peças da última partida do 4-2-3-1 leonino.

Pernambucanos tiveram manutenção tática ante os alvirrubros (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bastante intensa, com os dois times se estudando, mas o Sport demonstrou leve superioridade em campo. Não por acaso, conseguiu a primeira boa chance: Paulinho bateu firme pela direita perigosamente e deu susto à meta adversária; em seguida, ele mesmo chutou rasteiro e Henrique se esticou todo para colocar a escanteio.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

Postado no 4-3-3 quando tinha a bola, o Leão se impôs no setor ofensivo e o Linense ficou mais acuado no seu próprio campo, buscando fechar espaços. Isso não diminuiu os ímpetos leoninos, pois Paulinho inverteu para Francisco, que dominou, avançou e finalizou em cima de Henrique, mas o goleiro fez a defesa em lance parado por impedimento.

Já próximo da reta final, os pernambucanos continuaram atacando e quase marcaram o primeiro gol. Fábio levantou na área para Francisco arrematar de primeira e parar no camisa 1 do Elefante. Os donos da casa reagiram nos últimos minutos com Igor, que completou cruzamento de Luan após contra-ataque veloz e parou em Adriano.

Meio-campo leonino jogou distante do ataque, mas foi criativo (Imagem: Eleven Sports)

O bom rendimento durante a etapa inicial fez o treinador Sued Lima manter o time titular, além da constante presença no ataque. Logo no início, seguiu em calma e conseguiu tirar o zero do placar: Paulinho foi lançado com liberdade e teve o chute bloqueado pela marcação, porém a bola encobriu Henrique e morreu no fundo do gol.

Pouco depois, os rubro-negros tiveram a oportunidade de ampliar, contudo a pontaria falhou. Francisco fez bom lance individual pela esquerda e tocou na medida para Welberty que, debaixo da barra, mandou pela linha de fundo. O técnico leonino, aprovando a boa atuação, promoveu as entradas de Cícero e Leoni nas vagas de Diego e Paulinho, respectivamente.

Formando duas linhas de 4 sem a bola, demonstrando muita compactação, a equipe da Praça da Bandeira neutralizou as investidas alvirrubras, já que o poder criativo era mínimo. No final, a classificação foi consolidada com uma pintura: Cícero recebeu no último terço pela direita, deu o drible da vaca num adversário e encheu o pé sem dar chances a Henrique.

Bastante compacto na defesa, Leão neutralizou investidas do Elefante (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Igor Cysneiros/Sport

Em destaque

Cruzando as linhas inimigas: análise Grêmio 2 x 0 Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

Nas trincheiras. O Santa Cruz não foi páreo para o Grêmio e perdeu por 2 x 0 nesta quarta-feira (12), no Estádio Zezinho Magalhães, em Jaú, dando adeus a Copa São Paulo de Futebol Júnior na segunda fase. Kevin e Kauan Kelvin fizeram os gols da vitória gremista, que encara o Novorizontino no próximo mata-mata.

A escalação coral manteve o que houve de melhor na primeira fase, com Eddy assumindo a titularidade após dois gols marcados. Apesar da novidade, a equipe manteve o 4-3-3 como tática-base, buscando as jogadas por dentro, tendo ainda a ausência do zagueiro Kayke, suspenso por dois amarelos.

Escalação inicial do Mais Querido em jogo que resultou na eliminação (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Ao contrário dos últimos jogos, o Santa Cruz iniciou a partida bastante nervoso e ansioso, dando espaço para o Grêmio atacar. Não por acaso, a primeira chance criada saiu antes mesmo do minuto inicial, quando Rubens ficou com a sobra e chutou próximo à trave direita; em seguida, ele mesmo completou lateral na área e acertou o travessão.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

A pressão gremista persistiu e logo o placar foi inaugurado. Após saída errada coral, Kauan Kelvin serviu Kevin, que dominou já tirando da marcação e bateu no cantinho, sem dar possibilidade de defesa.

Postada no 4-4-2 – e constantes flertes ao 4-1-4-1 – sem a bola, a Cobra Coral buscou a reação para evitar uma derrota maior, ainda que tivesse mais em seu campo. Depois de uma cobrança de lateral de Jadson na pequena área, Eddy mostrou bom posicionamento e soltou o pé ao lado da trave, dando um susto à meta do Imortal.

Sem criatividade, Cobra Coral tentou se fechar em duas linhas de 4 (Imagem: SporTV)

Pouco criativo, o Mais Querido perdeu Marcelinho, um dos nomes mais importantes do ataque, por lesão; Felipinho entrou em seu lugar. E foi justamente o camisa 11 que criou a melhor oportunidade dos pernambucanos: Thales cruzou para Felipinho, que fez o pivô para Carlos emendar – de primeira – sobre o gol adversário.

A etapa final serviu para o Santa tentar se organizar. Os minutos iniciais, porém, foram iguais aos do primeiro tempo e o duro golpe veio de imediato: Rubens recebeu de Kevin, fez jogada individual e acertou a trave; logo depois, o mesmo Rubens ficou com a bola após troca de passes no ataque e levantou na para Kauan Kelvin, que aproveitou escorregão de Lamarka – entrou na vaga de Anthony – e cabeceou sem dificuldades.

Pernambucanos buscaram nova alternativa na criação de jogadas (Imagem: SporTV)

Se indo ao setor ofensivo nada dava certo, coube a Felipe Alves realizar outras duas mexidas. Sapo e Dayvid foram acionados nos lugares de Cristiano e Felipinho, o que fez ter construção ainda na defesa numa saída 3+4 com Sapo ora sendo volante, ora recuando entre os zagueiros, formando um 4+3. O passe melhorou, mas o último passe vinha sendo o “calo” coral na conclusão dos lances.

O poderio ofensivo, entretanto, era nulo e a defesa dos gaúchos pouco foi exigida. A única boa oportunidade veio quando a zaga gremista afastou errado um cruzamento e Dayvid, da entrada da pequena área, mandou de primeira e a bola saiu à direita. Hugo e João Pedro ainda entraram para as saídas de Carlos Eddy, porém o placar não sofreu novas alterações e o Tricolor do Arruda deu adeus.

Crédito da foto principal: Fernando Vieira Sá/BHFOTO

Em destaque

Balde de água fria: análise Ibrachina 2 x 0 Náutico

Por: Felipe Holanda

Esfriando pretensões. Já classificado na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Náutico recebeu um balde de água fria ao perder do Ibrachina por 2 x 0 nesta terça-feira (11), no interior paulista, e chega pressionado à fase de mata mata; adversário alvirrubro deve ser o Flamengo.

Na escalação inicial, o técnico Adriano Souza esboçou um esquema com três zagueiros na tentativa de explorar as subidas do alas. Assim, a estratégia principal do Timbu – com e sem a bola – foi formar um 3-4-3, tendo Tagarela como válvula de escape pelos lados.

Formação inicial dos alvirrubros (Feito no Tctical Pad)

COMO FOI

Quando a bola rolou, apesar de jogar fora de casa, foi o Náutico que tentou ditar o ritmo da posse inicial. O Timbu valorizava a construção lá de trás, utilizando uma saída de 3 com a trinca de zagueiros para liberar as subidas dos laterais. Em especial, Tagarela pela direita, que vinha infernizando a marcação paulista.

Organização alvirrubra atrás do meio campo (Imagem: Eleven Sports)

Mas foi o Ibrachina que balançou a rede. Após bola levantada na área, a marcação pernambucana tentou fazer o corte, mas Samuel aproveitou a sobra de bola e, de voleio, venceu Bruno para fazer 1 x 0 a favor dos donos da casa. Eis o primeiro balde de água fria para os alvirrubros.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

Precisando reagir, Adriano tentou dar mais profundidade e amplitude ao time, mas o gramado encharcado dificultava as bolas longas. Assim, o Ibrachina ainda ampliou, com Ruan, de perna direita; antes do 2 x 0, Timbu tentava se fechar no 5-3-2, mas pecava na recomposição.

Náutico se fechando na defesa (Imagem: Eleven Sports)

Rodrigo Leal, um dos poucos destaques, tentou diminuir. O camisa 19, já negociado com o Atlético-MG, até conseguiu finalizar bem, mas parou na boa atuação do arqueiro adversário, numa das últimas emoções da primeira etapa.

No segundo tempo, o roteiro seguiu inalterado. O Náutico tentou concentrar a maioria de suas jogadas por dentro, principalmente após a entrada de Kauan na vaga de Klefferson. Até conseguiu criar mais chances, mas não teve êxito nas finalizações. Mais um balde de água fria.

Movimentação na etapa final (Imagem: Eleven Sports)

Aos poucos, as oportunidades iam crescendo. O próprio Kauan, de cabeça, arrematou com perigo, ficando no quase. Foi o suficiente para Adriano mexer outra vez no time, colocando Café na vaga de Cauê, em busca de mais imposição ofensiva e controle do jogo.

O problema é que a posse Timbu era improdutiva. Rondava a área anfitriã, mas não tinha a precisão para diminuir. No fim, a equipe mandante se fechou ainda mais na defesa e conseguiu o queria: garantir a liderança da chave com vitória. Aos alvirrubros, surge um sinal de alerta.

Créditos da foto principal: Beatriz Castello Branco

Em destaque

Digno de aplausos: análise Palmas 0 x 3 Retrô

Por: Mateus Schuler

Retrô de parabéns. A Fênix teve boa atuação, fez sua parte ao vencer o Palmas nesta terça-feira (11) por 3×0 e garantiu vaga na segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Os gols do confronto, pela 3ª e última rodada do Grupo 20 e disputado no Francisco Vieira, em Itapira, foram de Ruan, Elves e Charles.

Para a partida, Jamesson Andrade até manteve o 4-3-3 dos últimos duelos, mas teve duas baixas importantes. Cumprindo suspensão, os volantes Igor e Alencar foram substituídos por Murilo e Anderson, que voltou a figurar como titular. Elves, Carrapeta e Jhonnatan, que tiveram bom desempenho, tiveram nova oportunidade entre os 11 nos azulinos.

Retroenses tiveram novidades na escalação diante dos tocantinenses (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO FOI

A partida começou com leve superioridade do Retrô, que se impôs no início e se fechou fazendo linhas altas para pressionar a saída do Palmas. Apesar de pouco criativa, a Fênix mostrou eficiência na finalização e saiu em vantagem: Ruan recebeu em profundidade pela direita, teve calma para driblar Nadson e chutou na saída de João.

Postada no 4-3-3 quando tinha a bola, a equipe pernambucana demonstrou intensidade ao atacar, no entanto não teve criatividade suficiente para levar perigo à meta da Arara-azul. Mesmo com maior posse, quase viu o placar se igualar em um descuido; o goleiro Lucas se atrapalhou na reposição e tocou no pé de Gio, que carregou e finalizou, mas o camisa 1 se redimiu e defendeu.

Desenho da Fênix quando teve a bola (Imagem: Eleven Sports)

A solidez defensiva dos retroenses muito se deveu à solidez defensiva, já que teve duas linhas de 4, tendo constantes variações entre 4-1-4-1 – com maior frequência – e 4-4-2. A proposta se repetiu também ao longo da etapa final, neutralizando bem as investidas dos tocantinenses, reduzindo assim o poder ofensivo.

Para o segundo tempo, Carrapeta foi sacado para a entrada de Charles, que fez Jhonnatan ficar mais recuado e fazendo a criação das jogadas. Por meio da bola parada, contudo, os azulinos conseguiram ampliar a vantagem dos 45 minutos iniciais: Anderson cobrou falta na área, Luan deu carrinho e parou na trave; o arqueiro palmense não conseguiu afastar e Elves completou para o gol.

Pernambucanos mostraram solidez defensiva e saíram sem ser vazados (imagem: Eleven Sports)

Logo em seguida, aproveitando a fragilidade do Palmas, o Retrô liquidou bem a fatura. Mikinha se enrolou ao receber após reinício da partida e mandou no pé de Jhonnatan, que antecipou e inverteu a bola na medida para Charles; o camisa 17 avançou e bateu cruzado, tirando do alcance e não deu chance de defesa a João.

Mantendo o 4-3-3 no setor ofensivo, a Fênix teve novas mudanças para ter o fôlego renovado: Túlio, Elano e Flávio foram substituídos por Ruan, Jhonnatan e Luan, respectivamente. A Arara podia ter diminuído com Zé Elias, que teve a oportunidade em pênalti sofrido por Luiz Fernando, contudo Lucas defendeu. No último lance, Túlio completou cruzamento de Flávio e cabeceou na trave, sem alterar o marcador.

Créditos da foto principal: Marcelo Trajano/Retrô FC

Em destaque

Santa classificação: análise União Iacanga 0 x 1 Santa Cruz

Por: Mateus Schuler

Sem volta para casa. O Santa Cruz está classificado à segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior após vitória contra o União Iacanga por 1 x 0 neste domingo (9) no José Antônio Rossi, em Iacanga, garantindo a vice-liderança no Grupo 9; gol solitário dos corais foi marcado pelo atacante Eddy, agora artilheiro da equipe.

O Mais Querido foi a campo com novidades na escalação, sendo uma delas forçada: suspenso, o zagueiro Cristiano abriu espaço para Willyam. Jadson foi acionado como lateral-direito, já João Pedro e Marcelinho entraram nas vagas de Vinny e Lamarka no meio; no ataque, Eddy ganhou o lugar de Hugo, mas o 4-2-3-1 foi mantido nos tricolores.

Cobra Coral entrou modificada para última rodada da fase de grupos (Feito no Tactical Pad)

Apoio

COMO FOI

A partida teve um início pouco movimentado, com as duas equipes sem ir ao ataque e focando mais na marcação. Ainda assim, o Santa Cruz foi quem se arriscou primeiro, mesmo próximo da metade da etapa inicial; Eddy recebeu bom passe na entrada da área e soltou o pé, parando em grande defesa de Matheus.

Por ficar retraído em seu próprio campo e apostar no contra-ataque como a solução, o Mais Querido viu o União Iacanga crescer, apesar do 4-4-2 fechar o máximo de espaços para infiltrações. Em um dos lances, Harison fez tabela com Rondinely e arrematou em cima de Thiago, que saiu muito bem do gol. Pouco depois, Esdras chutou de fora da área e o goleiro coral não segurou; a sobra ficou nos pés de Rondinely, que aproveitou a brecha para completar a finalização, mas Willyam tirou o perigo em cima da linha.

A chance mais clara talvez tenha sido da Cobra Coral. Depois de boa troca de passes, Jadson ficou com a bola e cruzou na pequena área para Felipinho cabecear, porém deslocou muito e mandou rente à trave direita, assustando a meta adversária. Pouco intensos, os corais não mostraram boa pontaria e foram ao intervalo zerados.

Pernambucanos neutralizaram bem investidas dos paulistas (Imagem: Eleven Sports)

No segundo tempo, o treinador Felipe Alves voltou com a entrada de Sapo no lugar de Felipinho, já amarelado, buscando manter a proposta do primeiro. O resultado foi alcançado antes mesmo do relógio chegar a 10 minutos: depois de boa jogada coletiva, Jadson cruzou na área e Eddy mostrou oportunismo para desviar e deixar o time em vantagem.

Postado no 4-2-3-1 quando tinha a posse, o Santa tentou ampliar o placar e ficar menos preocupado dentro de campo. Desse modo, alternou a criação das jogadas entre meio e beiradas, tendo uma boa oportunidade usando o lado: Felipe Tenório recebeu pela esquerda, puxou para o meio e chutou forte, mas Matheus afastou com a ponta dos dedos.

Do meio para o fim, tendo o resultado favorável, o comandante coral realizou novas substituições com o intuito de renovar o fôlego e se manter intenso no setor ofensivo. Marcelinho, Carlos e Felipe Tenório foram sacados, enquanto Dayvid, Lamarka e Anthony entraram nas respectivas vagas; apesar disso, os pernambucanos não demonstraram criatividade, contudo somou um triunfo ao apito final.

Crédito da foto principal: Israel Lima/União Iacanga

Em destaque

Lamento sertanejo: análise Aparecidense 3 x 2 Petrolina

Por: Mateus Schuler

Ponto final. Em sua segunda participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Petrolina ficou próximo de garantir vaga na segunda fase, mas sofreu uma virada inacreditável neste domingo (9) da Aparecidense por 3×2, no Joaquinzão, em Taubaté. Cristhian e Kinho marcaram pelos sertanejos, já o Camaleão virou com hat-trick de Diogo; duelo foi válido pela 3ª rodada do Grupo 14.

Embalada pela vitória sobre o Botafogo, a Fera entrou em campo repetindo a escalação que iniciou a última rodada, apesar da volta de Laécio, ausente do confronto por lesão. Assim, o técnico Assis Monteiro optou pela manutenção do 4-2-3-1 com a presença de Cristhian entre os 11 iniciais, tendo Alan junto a Paulo Jayke na cabeça de área novamente.

Escalação da Ferinha se repetiu por dois jogos seguidos (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bem estudada, com o Petrolina decidindo ficar mais em seu próprio campo para jogar no erro da Aparecidense. Não por acaso, foi o Camaleão que teve a primeira chance, explorando uma falha no 4-4-2 dos sertanejos: Yan arriscou de fora da área, mas a bola subiu demais sem levar perigo.

Mesmo tendo pouco a bola, a Fera criou o primeiro grande momento: Torinho finalizou de fora da área e quase pegou Ramon de surpresa, que cortou para escanteio. Na cobrança, a alegria tomou conta quando João Carlos levantou para Paulo Jayke, porém o goleiro espalmou; na sobra, Cristhian deu carrinho e mandou para o gol.

Fera se defendeu bem com duas linhas de quatro (Imagem: SporTV)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

O gol sofrido fez os goianos se atirarem ao ataque, entretanto não tiveram a pontaria calibrada e pouco levaram perigo. Os pernambucanos, por sua vez, se postaram no 4-2-3-1 com boas investidas pelo lado direito, apoiadas pelo lateral João Carlos; em uma dessas, Popó recebeu de frente para o arqueiro adversário, contudo bateu em cima dele.

Para o segundo tempo, a equipe voltou sem mudanças, mas seguiu intensa no setor ofensivo. Kinho bateu firme na entrada da pequena área e parou em defesa do goleiro. Logo na sequência, João Carlos cobrou escanteio fechado, o camisa 9 apareceu bem no meio da marcação e cabeceou com precisão, tirando de Ramon e se redimindo.

Apesar de bem postado, Petrolina criou pouco na etapa inicial (Imagem: SporTV)

Para renovar o gás do time, Assis promoveu as entradas de Kennety e Laécio, sacando Kinho e Popó. Desse modo, a equipe passou a variar ao 4-2-3-1 sem a posse, apesar dos constantes flertes ao 4-4-2 utilizado na etapa inicial. Já os goianos, em desvantagem, passaram a buscar o resultado e diminuíram numa falha defensiva: Guilherme cruzou na área e Diogo testou vindo pelas costas de Marcelo.

Sem criatividade ao atacar, a Fera voltou a errar na defesa e viu o que era praticamente impossível acontecer. Após lançamento pela direita, Guilherme levantou na medida para Diogo, de peixinho, deixar tudo igual no placar. No último lance, Alex tocou na pequena área e, livre de marcação, o artilheiro do dia deu números finais ao confronto.

Sertanejos mudaram sistema de marcação e ficaram mais frágeis (Imagem: SporTV)

Créditos da foto principal: Bruno Castilho/EC Taubaté

Em destaque

Por água abaixo: análise Retrô 0 x 2 Cruzeiro

Por: Mateus Schuler

Planos frustrados. A tentativa de segurar o Cruzeiro pela Copa São Paulo de Futebol Júnior não deu certo e, diante do gramado castigado pela chuva no Francisco Vieira, em Itapira, o Retrô foi derrotado neste sábado (8) por 2×0. Com gols de Victor Diniz, ambos durante o segundo tempo, a Raposa deixou a Fênix em situação complicada por vaga inédita na segunda fase.

Para o confronto, o técnico Jamesson Andrade colocou seu time em campo com três mudanças em relação à estreia contra a Itapirense. A primeira foi já no sistema defensivo, tendo Elves como lateral-esquerdo no lugar de Kaique, Carrapeta na vaga de Anderson e Jhonnatan substituindo Cauã, mas dando continuidade ao 4-3-3.

Elves fez ainda papel de terceiro zagueiro no time azulino (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou um pouco intensa, mas bastante estudada por conta das incontáveis poças d’água no gramado. Mesmo assim, o Retrô decidiu contra-atacar em vez de propor o jogo, tentando assim explorar um erro do Cruzeiro para levar perigo; de início, contudo, o feitiço virou contra o feiticeiro quando Ageu chutou forte de fora da área e Lucas afastou.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

Mais retraída, a Fênix chamou a Raposa para seu campo em um 5-3-2 que, apesar das linhas próximas, não conseguiu neutralizar as investidas. Logo no lance seguinte, Daniel recebeu entre a marcação e encontrou Breno livre; de primeira, o camisa 11 chegou batendo firme e parou numa nova intervenção do arqueiro azulino.

Demorou, mas a reação da equipe de Camaragibe veio ainda durante os 45 minutos iniciais, sendo a única grande chance criada. Ruan foi lançado em profundidade e teve o arremate bloqueado pela defesa; no rebote, ele viu a chegada de Jhonnatan pela esquerda e rolou ao companheiro de ataque, que finalizou sobre o travessão perigosamente.

Time de Jamesson Andrade focou na fase defensiva na etapa inicial (Imagem: SporTV)

No segundo tempo, o panorama se manteve e os retroenses pouco ficaram com a bola, seguindo em amplo domínio dos celestes. Para tentar ser mais incisivo, o comandante promoveu a entrada de Charles e sacou Carrapeta, entretanto o castigo veio na sequência. Após cobrança de lateral na área, o zagueiro Luan não afastou e a pelota bateu no seu braço; Victor Diniz cobrou desviando no goleiro, mas abriu o placar.

Conforme o relógio ia acelerando, menos os pernambucanos conseguiam se encontrar em campo e, assim, pouco assustaram a meta cruzeirense. Então o técnico optou por colocar Murilo e Anderson Brito nos lugares de Alencar e Ruan. E novamente o time sofreu um duro golpe: depois de troca de passes, o artilheiro da tarde – Victor Diniz – completou cruzamento de Breno e ampliou.

Formando um 3-5-2 com constantes flertes ao 3-4-3, o Retrô tentou ainda as últimas investidas, todavia pouco foi criativo. Já nos acréscimos, até chegou perto de balançar as redes quando Charles disparou em velocidade, porém parou em intervenção do goleiro dos mineiros, que fez uma defesa incrível e impediu o gol.

Fênix tentou se atirar ao ataque no fim, mas sem sucesso (Imagem: SporTV)

Créditos da foto principal: Marcelo Trajano/Retrô FC

Em destaque

Virada à Alvirrubra: análise Inter de Limeira 1 x 2 Náutico

Por: Ivan Mota

No apagar das luzes. Em partida dramática neste sábado (8) na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Náutico derrotou a Inter de Limeira pelo placar de 2 x 1 em jogo válido pelo Grupo 30. Os garotos do Timbu foram buscar uma virada. Os gols foram marcados por Júlio, em cobrança de pênalti, e Rodrigo Leal, nos últimos minutos do jogo disputado na Ibrachina Arena; resultado deixou a equipe próxima da classificação à próxima fase.

Para o segundo jogo na Copinha, o técnico Adriano Souza optou por manter os mesmos jogadores que iniciaram a estreia, quando empatou por 1×1 com o Serranense. O sistema tático também foi mantido, atuando num tradicional 4-2-3-1, tendo dois pontas auxiliando o armador e apenas um centroavante; artilheiro Rodrigo Leal novamente saiu do banco.

Escalação inicial do Timbu para o duelo teve base mantida (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Os primeiros momentos da partida foram dominados pelo Náutico, que teve mais posse de bola e conseguiu chegar algumas vezes com perigo próximo da área adversária, sofrendo faltas em regiões perigosas. Após os 15 minutos iniciais, a situação começou a se igualar, porém, foram poucas as chances criadas de ambos os lados.

A Inter de Limeira se aproveitou bem de espaços deixados no lado direito da defesa pernambucana para chegar perigosamente, sempre com o atacante Willian. O camisa 20 teve três oportunidades de cabeça, sendo que em duas vezes a bola parou com facilidade nas mãos do goleiro Bruno, enquanto que a última tirou tinta da trave.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

Com o jogo bastante truncado, os alvirrubros encontraram muita dificuldade para sair jogando, o que obrigou a ter auxílio do arqueiro, avançando até ao meio de campo para ajudar a dupla de zaga e um dos volantes no primeiro passe. A linha de três inclusive favoreceu o avanço dos laterais, mas apesar de chegarem bastante no terceiro terço de campo, não conseguiram efetuar boas jogadas.

Náutico saindo para o ataque com participação do goleiro (Imagem: Eleven Sports)

A segunda etapa começou muito parecida com a primeira. Apesar da posse alvirrubra, as principais chegadas eram do clube do interior de São Paulo, já que seguiu apostando em jogadas laterais usando cruzamentos para a área e a fórmula dessa vez funcionou. Fernandes avançou livre e fez o cruzamento rasteiro para Anderson que, de primeira, mandou para o fundo das redes.

Mesmo em vantagem no placar, o Leão permaneceu criando mais chances, se aproveitando dos espaços deixados pelos contra-ataques do Timbu, que continuavam sem muita eficiência. Pressionado, o time chegou a se postar com três zagueiros em algumas situações para poder neutralizar os ataques adversários e evitar um resultado ainda pior.

Timba se defende de contra-ataque com linha de três zagueiros (Imagem: Eleven Sports)

O que parecia quase impossível aconteceu nos minutos finais. Após chute de fora da área, a bola acabou batendo na mão de um defensor paulista e, com isso, o pênalti foi assinalado. Júlio bateu com muita categoria e deixou tudo igual. Pouco tempo depois, já aos 50 minutos e praticamente no último lance da partida, Luiz Felipe acertou bom passe para Rodrigo Leal. O atacante, que entrou no segundo tempo, invadiu a área pela diagonal e bateu cruzado sem dar possibilidade de defesa, garantindo uma virada incrível.

Créditos da foto principal: Beatriz Castello Branco/Especial para o Náutico

Em destaque

Sinal de alerta: análise Mirassol 3 x 2 Sport

Por: Mateus Schuler

Alerta redobrado. Mesmo após garantir classificação à segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Sport tomou um susto ao ser derrotado pelo Mirassol – de virada – por 3×2 neste sábado (8), em partida que fechou o Grupo 3 no Manuel Francisco Ferreira, em Bálsamo. Paulinho e Charles fizeram os gols rubro-negros, já Ítallo, Danilo e Du Fernandes foram os autores dos tentos paulistas.

Com a vaga garantida, o treinador Sued Lima optou por poupar alguns dos ditos titulares. Diego tomou a vaga de Cícero na lateral direita e Caíque a de Nasson na esquerda, enquanto Charles e Francisco entraram nos lugares de Marcelo e Leoni, respectivamente; ainda assim, foi mantido o 4-2-3-1 usado nas duas vitórias.

Escalação inicial do Leão teve alterações pontuais nos titulares (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO FOI

O confronto começou bastante intenso, com o Sport indo ao ataque e sendo bem sucedido. David lançou para Paulinho, que dominou tirando do zagueiro e chutou na marcação; o rebote ficou no pé direito do próprio camisa 11, que emendou belo chute de primeira e deslocou o goleiro Vinícius, estufando as redes antes dos cinco minutos.

Postado no 4-3-3 quando teve a bola, o Leão alternou entre meio e lados ao criar as jogadas, o que deixou a defesa do Mirassol confusa. Essa variação foi eficiente mais uma vez e o placar sofreu alteração: Ivison se enrolou sozinho e, ao tentar iniciar a transição, bateu em cima de Paulinho; o craque rubro-negro na competição deu bom passe para Charles chutar tranquilo na saída do arqueiro adversário.

Meio-campistas e atacantes jogaram próximos (Imagem: YouTube/Copinha)

A pressão continuou mesmo com a vantagem e os pernambucanos ficaram no quase quando tentaram o terceiro. Caíque fez bom lance pela esquerda e tocou na entrada da pequena área para Welberty, que acertou o travessão. Os paulistas, então, foram em busca da reação e aproveitaram um descuido no 4-1-4-1 aparentemente sólido: Gabriel Tota finalizou, Baraka se atrapalhou ao dar carrinho errado e a bola sobrou nos pés de Itallo, que teve somente o trabalho de completar.

Na etapa final, o técnico Sued Lima decidiu não realizar substituições, o que fez o Leão da Alta vir ainda mais focado pelo empate. Explorando novo erro dos defensores rubro-negros, em jogada pela esquerda, Danilo recebeu e – de biquinho – tirou do alcance de Adriano, deixando tudo igual e nervoso no segundo tempo.

Sistema de marcação apresentou falhas de compactação (Imagem: YouTube/Copinha)

A igualdade no marcador não era favorável para terminar como líder, então o Sport tentou voltar a ficar à frente. Welberty arrematou firme depois de ser servido na pequena área, porém parou no camisa 1 do Mira. O comandante optou por realizar quatro mudanças em dois momentos, mas seguindo com a proposta do 4-3-1-2 sem a posse: saíram Diego, Fábio, Welberty e Paulinho para as entradas de Cícero, Marcelo, Porto e Leoni.

A tentativa de recuperar o fôlego no setor ofensivo até foi válida, pois o duelo ficou bastante equilibrado e truncado. Nos últimos instantes, porém, o susto: Matheus Vieira recebeu pela direita e levantou na pequena área; a bola ficou viva e Negueba arrematou, mas Adriano espalmou nos pés de Du Fernandes, que tocou para o gol e deu números finais ao confronto, impondo a derrota à equipe da Praça da Bandeira.

Pernambucanos mudaram postura defensiva, no entanto sem sucesso (Imagem: YouTube/Copinha)

Créditos da foto principal: Igor Cysneiros/Sport

Em destaque

Franco-atirador: o que esperar de Richard Franco no Náutico?

Por: Felipe Holanda

Elemento surpresa. Volante de origem, Richard Franco desembarca no Náutico com bons números no ataque e a promessa de acirrar briga pela titularidade no meio de campo. Seu último clube foi o Sol de América-PAR, de onde vem em contrato definitivo até o final da Série B; reforço Timbu também acumula passagens pelo futebol brasileiro.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do novo contratado alvirrubro, com principais características táticas, números na carreira, e como Franco pode se encaixar no time de Hélio dos Anjos.

O QUE ESPERAR TATICAMENTE

Versátil. Richard Franco consegue desempenhar mais de uma função na segunda linha. O paraguaio de 29 anos é marcador, mas já se provou um exímio passador, seja num jogo apoiado ou flutuando entre o 4-3-3/4-2-3-1, sistemas latentes no Náutico de Hélio dos Anjos.

De costas para o gol, Franco enxerga o jogo (Imagem: Tigo Sports+)

A princípio, Franco brigaria por posição com Rhaldney, titular absoluto por méritos próprios no Timbu. Outra opção é atuar ao lado do próprio Rhaldney na cabeça de área, substituindo Djavan e revezando a função de saída de bola ante o prata da casa alvirrubro.

Possível time com o contratado (Feito no Tactical Pad)

Em jogos fora de casa, nada impede que Hélio utilize três volantes, tendo Franco um pouco adiantado ao lado de Jean Carlos na criação de jogadas. Neste cenário, o paraguaio teria ainda mais liberdade para chegar como elemento surpresa na grande área rival.

Outra opção, tendo Franco mais à frente (Feito no Tactical Pad)

Servindo, mas também indo às redes. Richard Franco chega bem ao ataque e acumula 19 gols marcados na carreira, números razoáveis pela posição em que atua. Destes, 13 foram pelo Sol de América, quatro no General Caballero-PAR, um no Avaí e outro pelo CSA; este último em clássico frente ao CRB pela Copa do Nordeste.

Gols de Richard Franco

QUEM É RICHARD FRANCO

Revelado no General Caballero-PAR, Franco despontou, de fato, com a camisa do Sol de América. Nos Danzarines, anotou cinco assistências e decidiu alguns jogos. No Avaí, pela Série A do Campeonato Brasileiro em 2019, acumulou média de 74% de acertos nos passes, sendo 24,1 por jogo, além de dar um passe para gol.

Passes longos de Franco

Além de Santa Catarina, Franco já passou pelo Nordeste antes de chegar ao Náutico. Também em 2019, defendeu o CSA, por empréstimo, quando fez um gol nas 12 partidas que disputou. Em contrapartida, o meio-campista não atua desde abril do ano passado, quando enfrentou o 12 de Octubre, ainda pelo Paraguaio.

Arte: MVN Designers

Em destaque

Escapando pelos dedos: análise Novorizontino 2 x 1 Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

Apagão coral. Após abrir o placar já no segundo tempo, o Santa Cruz sofreu a virada do Novorizontino, perdendo por 2 x 1, nesta quinta-feira (6), em Iacanga, e se complicando no Grupo 9 da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Eddy fez o único gol do Mais Querido, enquanto Diego Rodrigues e Benjamin descontaram.

Na escalação inicial, o Santa foi a campo com a base do time que havia vencido o União ABC na rodada de estreia, mantendo o 4-3-3 como esqueleto tático. A diferença é que, dessa vez, tentou concentrar a maioria de suas jogadas por dentro.

Como o Tricolor iniciou a partida (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Pé no acelerador. O Santa Cruz tentou dar mais mobilidade nos primeiros minutos, tendo Jadson organizando o jogo de posse. Apesar do domínio, faltava um pouco mais capricho para chegar à zona de arremate e assustar o goleiro do Tigre do Vale.

Aos poucos, o Novorizontino ia equilibrando as ações da peleja, tentando cadenciar a bola e esperar o melhor momento para o passe. Neste cenário, o Mais Querido se fechava variando entre o 4-1-4-1 e o 4-5-1, conseguindo frear as investidas rivais.

Corais em compactação defensiva (Imagem: Eleven Sports)

A chance mais clara da primeira etapa veio logo depois. O Tigre teve chance perigosa em cobrança de falta, mas Rômulo não pegou bem na bola e parou na barreira. Do outro lado, os pernambucanos tentaram a resposta, mas ainda sem o calibre necessário nas finalizações.

Roteiro que mudou no segundo tempo, com a entrada de Eddy no ataque. Aos 27, ele recebeu bom passe em profundidade e finalizou com categoria para abrir a contagem: 1 x 0. Antes do gol, a estratégia coral era montar um 4-2-3-1 nas fases ofensivas; Marcelinho foi outro que saiu do banco de reservas no intervalo.

Postura antes do tento de Eddy (Imagem: Eleven Sports)

A alegria durou pouco. Cinco minutos mais tarde, Diego Rodrigues venceu Thiago para deixar tudo igual. Ainda houve tempo para a virada: David Benjamim converteu pênalti e deu números finais ao placar. Pior para a Cobra.

A vitória deixou o Novorizontino a um empate da classificação e da melhor campanha do Grupo 9 da Copinha. O Santa Cruz precisa da vitória e ainda contar com o saldo de gols caso o Tigrão do Vale seja derrotado na última rodada da chave.

Créditos da foto principal: Ozair Júnior/Novorizontino

Em destaque

Mudança de CEP: o que esperar de Jefferson no Santa Cruz

Por: Ivan Mota

Reposição imediata. Após escrever seu nome na história dos Aflitos, Jefferson chega ao Arruda para ser o novo camisa 1 do Santa Cruz e preencher o posto com a saída de Jordan. Arqueiro vem graças a um acordo entre o Timbu e a Cobra Coral, que dividirão o salário – Mais Querido arca com a maior parte.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do novo contratado tricolor, com principais características, números, um raio-X da carreira, e como ele pode se encaixar no elenco para a nova temporada.

O QUE ESPERAR DE JEFFERSON NO ARRUDA

Já conhecido no cenário pernambucano por passagem exitosa no Náutico, Jefferson chega como provável titular de Leston Júnior. Por outro lado, terá a dura missão de substituir Jordan, um dos poucos destaques dos corais em 2021, que acertou sua ida para o Brusque; Kléver e Geaze também são opções à meta coral.

Possível time com Jefferson e demais reforços (Feito no Tactical Pad)

O arqueiro tem como boa característica a saída de bola, seja com passes ou lançamentos curtos. Pode iniciar as jogadas numa espécie de linha formada por três zagueiros, geralmente acionando os laterais, que podem ter maior liberdade para iniciar uma possível ação ofensiva e desafogar a pressão no miolo de zaga.

Jefferson preparando um lançamento para o lateral (Imagem: SporTV/Premiere)

Outras possibilidades são os passes ou lançamentos longos. Quando atuava pelo Timbu, também era uma das peças da transição rápida entre a defesa e o ataque, acertando bons chutes que encontravam seus companheiros, já no campo ofensivo, para o prosseguimento das jogadas.

Saídas e passes longos de Jefferson

DEBAIXO DAS TRAVES

Com 1,91m de altura, Jefferson se destaca por sua elasticidade. Em seus melhores momentos, principalmente no ano de 2019, quando participou da campanha do acesso à Série B pelo Náutico, realizou boas defesas neste quesito. Por conta de sua altura, também consegue se destacar nas saídas pelo alto em jogadas aéreas adversárias.

Defesas difíceis do novo arqueiro coral

Também mostrou qualidade e frieza como poucos nas cobranças de pênalti defendendo o agora rival, diante do Paysandu, nos Aflitos. Característica que se assemelha a do próprio Jordan, hoje parte do passado.

Defesas de pênalti de Jefferson

QUEM É JEFFERSON?

Revelado pelo Timba ainda em 2013, ano da última participação da equipe na Série A, o goleiro disputou apenas três partidas, todas pelo Campeonato Pernambucano. Em 2014 e 2015, integrou o elenco durante a Segundona, no entanto sequer foi a campo, sendo emprestado ao CSA para 2016. Também não teve espaço, se consolidando a partir de 2017, quando participou de 25 jogos com a camisa alvirrubra.

Em 2018, acabou negociado – por empréstimo – com o Atlético-GO e integrou o plantel ao longo da Série B, atuando em 25 oportunidades. De lá, passou no Joinville antes do retorno aos pernambucanos. Os únicos títulos da sua curta carreira foram pelo Timbu, sendo dois Estaduais – o último em 2021 – e a Série C de 2019.

Arte: MVN Designers

Em destaque

Fogo cruzado: análise Petrolina 1 x 0 Botafogo

Por: Mateus Schuler

Coragem, dinheiro e bala. O Petrolina colocou fogo de vez no Grupo 14 da Copa São Paulo de Futebol Júnior após derrotar o Botafogo nesta quarta-feira (6), no Joaquinzão, em Taubaté, pelo placar mínimo com gol de Popó. O resultado positivo pela 2ª rodada faz a Fera Sertaneja depender de si para avançar à segunda fase, diante da Aparecidense, no próximo domingo (9).

Apesar da derrota sofrida para o Taubaté na partida de estreia na Copinha, o técnico dos sertanejos optou pela manutenção tática, repetindo o 4-2-3-1 no time titular. A única novidade entre os 11 foi a entrada de Cristhian na vaga do volante Laécio, que saiu lesionado, fazendo Alan ser recuado e formar assim a cabeça de área junto a Paulo Jayke.

Equipe tricolor entrou com apenas uma mudança da estreia (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O confronto iniciou bastante movimentado, com os dois lados indo em busca do gol, porém o êxito foi por parte do Petrolina. O Botafogo assustou primeiro, quando Maranhão cruzou da direita e Tigrão não conseguiu completar. Logo em sequência, a resposta bem sucedida veio numa cobrança de escanteio de João Carlos; Popó surgiu na primeira trave e mandou sem chances para a defesa.

O gramado pesado pela forte chuva em Taubaté não impediu que a Fera se postasse no 4-2-3-1 ao atacar, apesar de pouco passar do círculo central. O Fogão, por sua vez, era intenso quando tinha a posse, mas a criatividade não apareceu e a partida ficou truncada. Firme na defesa, o time pernambucano neutralizou as investidas dos cariocas, inclusive no chute de fora da área de Raí, que teve bela intervenção de Weverton.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

Nas poucos vezes que tinha a bola, a Fera aproximou as linhas (Imagem: SporTV)

Na etapa final, a equipe tricolor voltou sem alterações, contudo manteve um forte poder de marcação solidez e a mesma proposta do primeiro tempo: 4-4-2, tendo os blocos médio/baixos para contra-atacar. Ainda assim, focou o duelo no seu sistema defensivo, fechando os espaços ao máximo para evitar as infiltrações botafoguenses.

A intensidade alvinegra prosseguiu e duas boas chances foram criadas, mas o perigo foi evitado em ambas. Na primeira, Jonnatha cobrou falta próxima à trave direita, enquanto Raí finalizou perigosamente ao receber de Jeffinho na entrada da área; finalização desviou em Daniel, que havia acabado de entrar na vaga de Eduardo.

Marcação sólida dos sertanejos segurou alvinegros (Imagem: SporTV)

A entrada do zagueiro pela lateral, porém, fechou ainda mais os tricolores no próprio campo. Por conseguir segurar bem o ritmo do adversário, o treinador Assis Monteiro fez novas mudanças: João Carlos e Popó foram sacados para entradas de Kennety e Ruan, o que reforçou o 5-4-1 de seu time quando não tinha a posse.

Desse modo, atraiu a Estrela Solitária a seu sistema defensivo e tomou sustos antes do apito final. Em um deles, depois de jogada pelo alto, Marquinhos se antecipou à defesa e mandou na trave; na sequência, Reydson tentou pegar o rebote, entretanto uma poça de lama segurou a bola. No último lance, num escanteio, Tigrão acertou o poste e a zaga afastou, assegurou o triunfo.

Créditos da foto principal: Fábio de Paula/Botafogo

Em destaque

Matador de aluguel: o que esperar de Jorge Ortega no Náutico?

Por: Felipe Holanda

Municiado. Conhecido como “El Sicario” – Matador de aluguel em português –, Jorge Ortega chega ao Náutico para reforçar o arsenal alvirrubro e manter a tradição de jogadores paraguaios na Rosa e Silva. Revelado no Tacuray, de seu país natal, Ortega tem contrato (definitivo) até o final da Série B do Campeonato Brasileiro; seu último clube foi o Macará-EQU.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do novo contratado alvirrubro, com principais características táticas, números na carreira, exemplos em vídeo, e como Ortega pode se encaixar no time de Hélio dos Anjos.

O QUE ESPERAR TATICAMENTE

Pontaria calibrada. Jorge Ortega é um centroavante destro – também pode atuar como ponta – que se destaca pelas boas movimentações e finalizações precisas de perna direita. Acumula números altos na carreira, principalmente no Olimpia, clube onde marcou 23 gols entre as temporadas 2018 e 2019.

Gols em finalizações pelo chão de Jorge Ortega

Além do bom desempenho com os pés, o paraguaio também mostrou calibre nos arremates de cabeça, seja esperando um passe longo ou flutuando entrelinhas para confundir as linhas de marcação adversárias num 4-2-4.

Movimentação do atacante antes de marcar (Imagem: Tigo Sports+)

No Náutico de Hélio dos Anjos, Ortega deve assumir a titularidade na referência, pelo menos neste início de temporada. Assim, formaria trio com os novatos Ewandro e Eduardo Teixeira, já que Kieza ainda se recupera de uma cirurgia no tendão de Aquiles. Álvaro, remanescente de 2021, também é opção para o setor.

Possível Timbu com o novo contratado (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

Apesar do destaque no Decano, a temporada mais artilheira de Ortega foi no Sportivo Luqueño, em 2015, com 15 tentos assinalados em 45 partidas disputadas. Na equipe de Luque, atuava como um típico camisa 9, seja no 4-3-3 ou 4-4-2, chegando a marcar um lindo gol contra o Athletico na Copa Sul-Americana daquele ano.

Lance da pintura de Ortega ante o Furacão (Imagem: Fox Sports)

A outra faceta do atleta é o Ortega “garçom”. O atacante computa cinco passes para gols na carreira, sendo um no Huachipato-CHI, dois no Olimpia, um no Colón-ARG, e outro no Macará-EQU, seu último clube antes de desembarcar no Recife para sua segunda passagem pelo futebol brasileiro (veja abaixo currículo completo).

Assistências de Ortega

QUEM É JORGE ORTEGA

Aos 30 anos, Ortega tem o Timba como seu 11º clube na carreira, o segundo no Brasil. Revelado no Tacuary-PAR, em 2008, vestiu a camisa do Coritiba em 2016, além de acumular passagens anteriormente também por Rubio Ñú-PAR, Cerro Porteño, Junior-COL e Sportivo Luqueño.

Depois do Coxa, voltou ao Rubio, defendendo ainda as cores de Huachipato, Olimpia – onde viveu melhor momento em 2018 e 2019 – e Colón, em 2020. A última equipe que atuou foi o Maracá-EQU, na temporada passada, indo a campo por seis jogos e nenhum gol marcado.

No seu currículo, tem uma participação no Sul-Americano Sub-20 em 2011, disputando três partidas. Foi campeão paraguaio nas duas temporadas que atuou no Franjeado, tanto no Apertura como no Clausura, sendo seus únicos títulos conquistados.

Arte: MVN Designers

Em destaque

Voo rasteiro: análise Itapirense 1 x 1 Retrô

Por: Ivan Mota

Balde de água fria. O Retrô fez seu primeiro jogo na atual edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior nesta quarta-feira (5), diante da Itapirense, e acabou empatando por 1×1 no Francisco Vieira, em Itapira. Com poucas finalizações em toda a partida, os pernambucanos até saíram na frente do placar com Igor, mas não conseguiram segurar o resultado, levando o empate já no fim.

Mantendo o DNA. O treinador Jamesson Andrade optou por manter o modelo já conhecido na equipe profissional da Fênix. A equipe entrou em campo num 4-3-3, contando com um volante mais defensivo no meio de campo e dois homens mais avançados que poderiam ajudar nas armações de jogadas e no ataque.

Escalação inicial dos garotos retroenses para a estreia (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bastante truncada. A Itapirense, jogando em seus domínios, foi quem tentou mais o ataque na primeira etapa, mas mesmo com maior posse de bola esbarrou na boa marcação dos pernambucanos, que conseguiram evitar lances de real perigo contra a meta do goleiro Lucas.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

O equilíbrio foi o que marcou o primeiro tempo, pois as duas equipes até conseguiam finalizar, porém paravam nas luvas dos arqueiros. O Retrô passou a atacar mais em chutes de longa distância, com destaque para Anderson, camisa 10, que foi responsável por algumas dessa finalizações.

Buscando sair para o jogo, a Fênix tinha o camisa 1 como peça importante na iniciação das jogadas. Atuando muitas vezes como líbero, Lucas avançava bastante e praticamente formava uma linha de três com os zagueiros, deixando os laterais avançarem bastante ao lado dos homens de meio-campo. Ainda assim, o zero não saiu do placar antes do apito final da primeira metade.

Início das jogadas ofensivas azulinas tinham saída de 3 (Imagem: Eleven Sports)

O segundo tempo foi mais animado, com a equipe de Itapira já chegando com perigo logo nos primeiros minutos. Mas foram os visitantes que abriram o placar. O volante Igor acertou uma bela cobrança de falta, batendo forte e de muito longe uma bola rasteira, que foi morrer no canto inferior esquerdo do goleiro.

Após o gol, os pernambucanos passaram a jogar mais fechados, se postando algumas vezes num 4-5-1, com os dois pontas voltando para formar a linha de cinco com o trio original de meio-campo. Isso acabou dando muito espaço para o Coelho, que chegou algumas vezes com perigo.

Apenas aos 44 minutos da etapa final os paulistas conseguiram empatar. Após cruzamento longo para a área, Lucas se atrapalhou com um companheiro de defesa, deixando a bola passar livre para Fábio Bahia que, tendo o gol praticamente aberto, não perdoou, garantindo a igualdade no placar até o fim do confronto.

Sistema de marcação da Fênix durante segundo tempo (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Marcelo Trajano/Retrô FC

Em destaque

Em segurança: análise Taguatinga 1 x 2 Sport

Por: Mateus Schuler

Seguro. O Leão até passou por dificuldades, mas foi soberano e venceu o Taguatinga nesta quarta-feira (5), no Manuel Francisco Ferreira – em Bálsamo – por 2×1. Os gols do Sport, que garantiram vaga antecipada no jogo pela 2ª rodada do Grupo 3 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, foram de Paulinho e Francisco, um em cada tempo.

Para o jogo, o lateral-esquerdo Diego Ferreira foi poupado para a entrada de Baraka, já Nasson foi deslocado à função. No meio-campo, Ronald não atuou por dores no joelho, e Fábio entrou em seu lugar, porém o técnico Sued Lima optou pela manutenção do 4-2-3-1 utilizado na partida de estreia no torneio.

Leoninos entraram em campo com duas alterações da primeira partida (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bastante truncada, já que somente a vitória interessava a ambos. O Taguatinga, tentando ao menos pontuar, teve mais a bola ainda no início, mas foi o Sport que tirou melhor proveito da posse. Em jogada pela esquerda, Nasson recebeu livre e cruzou na medida para Paulinho – garçom na estreia – completar com desvio.

Incisivo no ataque, o Leão formou um 4-3-3 quando estava no setor ofensivo e buscou ampliar a vantagem para ficar mais tranquilo. Apesar de controlar o ritmo do jogo, não conseguiu ser efetivo na pontaria, mesmo quando Fábio fez um lance individual, puxou para a perna direita e finalizou; o goleiro Lucas Diniz defendeu sem sustos.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

Defensivamente, contudo, os rubro-negros mostraram fragilidade e sofreram o empate. Em um cruzamento despretensioso, a marcação cochilou e deixou Joãozinho aparecer com liberdade pela direita, tocando na saída de Adriano. A igualdade fez os candangos crescerem, contudo sem efetividade, o que fez os leoninos quase fazerem o segundo: depois de levantamento na pequena área, Leoni fez o pivô para Cícero, que teve chute forte parando no camisa 1 da Águia.

Sport buscou fazer jogo apoiado ao atacar (Imagem: Eleven Sports)

Para a etapa final, Sued Lima voltou com duas alterações: Marcelo e Cícero saíram, tendo Charles e Diego nas respectivas vagas. O time passou a ir ao ataque na mesma intensidade do início do confronto, mas não demonstrou poder criativo e pouco levou perigo em direção à meta adversária durante o começo do segundo tempo.

Se defendendo com duas linhas de 4, a equipe pernambucana tentou achar espaços na marcação dos azulinos, porém não obteve sucesso. Assim, novas mexidas foram realizadas: Caíque e Afonso entraram nas vagas de Nasson e David, dando mais ofensividade; para poder equilibrar a postura, Francisco e Luiz Guilherme substituíram Leoni e Fábio.

Após muito aparecer ao setor ofensivo e não conseguir criar, a bola parada surgiu como a solução aos rubro-negros. Paulinho, em mais uma atuação de destaque, bateu falta com força e o goleiro não segurou; na sobra, Francisco – no primeiro toque – aproveitou e só tocou para o fundo do gol, que estava aberto. Coube ao Leão valorizar o resultado parcial e comemorar a vaga de maneira antecipada.

Pernambucanos seguraram investidas do Taguatinga (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Igor Cysneiros/Sport

Em destaque

Colheita alvirrubra: análise Náutico 1 x 1 Serranense-MG

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Colhendo bons frutos com a base, o Náutico estreou nesta quarta-feira (5) na Copa São Paulo de Futebol Júnior em busca de consolidação na categoria. Até dominou boa parte do jogo e foi mais incisivo, mas ficou no empate em 1 x 1 diante do Serranense-MG, na Ibrachina Arena, pela primeira rodada do Grupo 30; resultado deixa o Timbu na segunda colocação da chave.

Para a estreia na Copinha, o Timbu utilizou atletas já conhecidos da torcida alvirrubra, mas iniciou com o atacante Rodrigo Leal no banco de reservas. Neste cenário, iniciou o jogo num 4-3-3, concentrando a maioria de suas jogadas por dentro, porém sem abdicar as laterais.

Escalação inicial pernambucana (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Se adaptando em campo aos poucos, o Náutico tentou ditar o ritmo inicial, deixando o Serranense sem opções para atacar. Desse modo, teve a primeira boa chance; numa das pressões na saída de bola adversária, Júlio roubou e serviu Fernando Neto que driblou um adversário e, de frente para o goleiro, bateu em cima dele.

Postado no 4-2-4 quando tinha a bola, o Timbu seguiu em cima dos mineiros, que mais acuados foram pouco presentes ao setor ofensivo. Após saída errada da defesa, Fernando Neto arriscou de fora da área e acertou a trave direita, dando o primeiro susto de fato.

Posse pernambucana no ataque (Imagem: Eleven Sports)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

O abafa foi sistemático conforme o relógio andava, abaixando ainda mais as linhas do Lobão. Em cruzamento de Léo vindo da direita, Júlio surgiu como uma bala e cabeceou para grande intervenção do goleiro; logo depois, a bola ficou viva no meio-campo e Luiz Felipe emendou – de primeira – de longe, porém o goleiro desviou o chute que ainda beliscou o travessão.

Para o segundo tempo, o técnico Adriano Souza optou por não realizar mudanças, mantendo a equipe no ataque com muita intensidade. No intuito de renovar o fôlego do time, já durante a etapa final, promoveu as entradas de Adriel e Rodrigo Leal nos lugares de Júlio e Kauan, respectivamente.

Se fechando no 4-3-3 e alternando ao 4-4-2 para segurar os ímpetos dos mineiros, o Timbu abriu o placar. Logo no primeiro lance em campo, Rodrigo Leal apareceu pequena área em escanteio cobrado por Léo; com um toquinho, tirou do goleiro João Pedro e viu a bola morrer no fundo do barbante.

Postura antes de abrir o placar (Imagem: Eleven Sports)

Pouco depois, o próprio Rodrigo recebeu em profundidade pela esquerda e arrematou firme, entretanto o arqueiro fez boa defesa. Como quem não faz, leva, o Serranense chegou ao empate; a marcação cochilou e Breninho, derrubado após jogada individual, deixou tudo igual. No fim, Brunão, Jacaré e Tagarela foram acionados nas vagas de Café, Luan e Luiz Felipe; a única oportunidade foi novamente de Leal, que completou cruzamento e parou em nova intervenção do camisa 1 do Lobão, sem alterar o placar.

Créditos da foto principal: Beatriz Castello Branco/Especial para o Náutico

Em destaque

Sinal afiado: análise Santa Cruz 2 x 0 União ABC

Por: Felipe Holanda

Conectado, o Santa Cruz largou bem na Copa São Paulo de Futebol Júnior, vencendo o União ABC por 2 x 0 nesta segunda-feira (3), Estádio José Antônio Rossi, em Iacanga, a 376 quilômetros da capital paulista, e surgindo como um dos candidatos à classificação no Grupo 9. Filipe Tenório e Cristiano marcaram os gols da vitória.

Para a estreia, após passar dois anos longe da Copinha – competição não foi disputada em 2021 por conta da pandemia, o Mais Querido contou com nomes já conhecidos dos torcedores, casos do goleiro Thiago Henrique e do lateral direito Jadson. A priori, foi a campo no 4-2-3-1 como tática base, tendo a explorar a profundidade pelos lados.

Formação inicial do Santa (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A longa viagem parece ter pesado nos minutos iniciais. O Santa tentava ditar o ritmo do jogo, mas esbarrava em problemas físicos e na situação precária do gramado. Nas poucas chances que surgiram, os pernambucanos não tiveram a pontaria calibrada e acabaram errando o alvo.

Foi aí que os corais tentaram construir o jogo lá de trás, utilizando uma saída de três com o goleiro Thiago, num claro domínio de posse. Assim, o Mais Querido conseguia dominar as ações, enquanto, do outro lado, o União ABC pouco ameaçava.

Organização ofensiva do Santa (Imagem: Eleven Sports)

De tanto pressionar, veio o primeiro gol, aos 43 minutos da etapa inicial. Filipe Tenório aproveitou o cochilo da marcação sul-mato-grossense e completou para o fundo das redes, deixando os pernambucanos em vantagem no placar.

O treinador Felipe Alves promoveu a entrada de Lamarka na vaga de Dayvid, dando mais poder ofensivo no segundo tempo, mas ainda sem criatividade. A Cobra manteve o 4-2-3-1 ao atacar, mesmo com mais três mexidas: saíram Hugo, Vinny e Thales; entraram Dimas, João Pedro e Ikaro.

Buscando crescer na peleja, o União se lançou de vez ao ataque na tentativa de empurrar o adversário em seu campo de defesa. Dessa forma, o Tricolor passou a se fechar com duas linhas de 4, flertando entre o 4-4-2 e o 4-5-1, obtendo êxito.

Compactação tricolor na defesa (Imagem: Eleven Sports)

Jogando no contra-ataque, o Santa achou um escanteio. João Pedro cobrou no meio da pequena área e Cristiano completou para o gol, sacramentando de vez o resultado positivo do Santa.

Créditos da foto principal: Israel Lima/União Iacanga

Em destaque

Fera Ferida: análise Taubaté 2 x 0 Petrolina

Por: Mateus Schuler

No corpo, na alma e no coração. O Petrolina estreou com o pé esquerdo na Copa São Paulo de Futebol Júnior ao ser derrotado por 2 x 0 pelo Taubaté, nesta segunda-feira (3), no Joaquinzão, em Taubaté, pelo Grupo 14. Os gols do Burro foram marcados por Lucas Minhoca e Brunão, ambos ainda durante o primeiro tempo.

Os sertanejos foram a campo com manutenção da base que vinha atuando na boa campanha durante o Estadual Sub-20. João Carlos e Eduardo foram os laterais, enquanto Marcelo e Hebert formaram a dupla de zaga. No meio-campo, Paulo Jayke e Laécio ocuparam na cabeça de área, já a trinca teve Popó, Alan e Torinho; Kinho foi o centroavante no 4-2-3-1.

Escalação titular da Fera teve permanência de peças do Pernambucano (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO FOI

A partida iniciou muito equilibrada, mas com leve superioridade do Taubaté no ataque. Ainda assim, o Petrolina buscou trocar passes para atacar, tendo equilíbrio na posse de bola. Postado no 4-2-3-1, o time pernambucano teve a presença dos laterais no campo ofensivo, entretanto não mostrou eficiência na pontaria e pouco criou.

O Burro, no entanto, tirou proveito do fator casa e permaneceu pressionando em busca de espaços na defesa da Fera. Depois de tanta pressão, o sistema defensivo acabou vazado: após jogada ensaiada num escanteio pela direita, Sapata levantou com perfeição e Lucas Minhoca chegou para completar ao gol.

Setor ofensivo da Fera Sertaneja foi pouco criativo (Imagem: Eleven Sports)

Formando duas linhas de 4, comumente no 4-4-2, os sertanejos tentaram se defender com postura mais sólida por conta da desvantagem no marcador. Os defensores descuidaram e os paulistas ampliaram antes até do intervalo: Brunão recebeu o passe pelas costas na direita e, de primeira, arrematou na saída de Weverton.

Na segunda etapa, o Petrolina passou a se fazer mais presente ao ataque, no entanto voltou a repetir os mesmos problemas do primeiro tempo: falhando o alvo e criando poucas jogadas. Para renovar o fôlego na defesa, o técnico promoveu entradas de Daniel e Gederson nas vagas de Marcelo e Eduardo, mexendo na zaga e na lateral esquerda.

Sistema defensivo teve falhas no primeiro tempo (Imagem: Eleven Sports)

Com as substituições, os sertanejos passaram a trabalhar melhor a posse de bola e tentar assustar mais. Em um recuo errado de Lucas Minhoca, Kinho foi para cima de João Pedro e quase desarmou para diminuir a desvantagem, porém não obteve êxito. Postada agora no 4-2-3-1 quando atacada, a Fera neutralizou as ações dos alviazuis, fechando bem os espaços.

Já na reta final, Popó e Alan foram sacados e Kennety e Christian entraram no confronto para ajustar o setor ofensivo, todavia não mudou o panorama. A última boa oportunidade veio quando Kennety finalizou de fora da área e acertou a rede pelo lado de fora, levando perigo à meta do Burro; placar não foi mais alterado, contudo.

Marcação ficou melhor ajustada na etapa final (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Caíque Toledo/EC Taubaté

Em destaque

Com a cabeça no lugar: análise Sport 4 x 0 Confiança

Por: Mateus Schuler

Ataque aéreo. Marcando quatro gols de cabeça, o Sport venceu o Confiança por 4 x 0 neste domingo (2), no Estádio Manuel Francisco Ferreira, e largou com o pé direito no Grupo 3 da Copa São Paulo de Futebol Júnior; Marcelo fez os primeiros dois tentos, enquanto Welberty e Ajul fizeram um cada.

A equipe leonina entrou em campo no 4-3-3 já padrão durante o Estadual Sub-20, fazendo variações entre o 4-2-3-1 e o próprio sistema no ataque. A postura sem a bola, contudo, alternou de 4-4-2 e 4-1-3-2, tendo presenças do zagueiro Marcelo Ajul e atacante Paulinho – que figuraram no profissional em 2021 – como titulares.

Leão foi acionado com trinca no meio e no ataque (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO FOI

De maneira segura, o Sport iniciou a partida muito intenso no ataque e criou as melhores oportunidades para abrir o placar. Na primeira, Paulinho cobrou escanteio fechado na primeira trave e David cabeceou para defesa de João; depois, o camisa 11 levantou novamente na área em bom lance pela direita e serviu Leoni, que dominou e chutou parando no goleiro.

Depois de tanto pressionar o Dragão, o resultado veio em favor do Leão. Em jogada ensaiada num escanteio, Paulinho tabelou com Leoni e mandou na cabeça de Marcelo, que subiu livre para testar no fundo da rede. Postados no 4-1-3-2 ao se fecharem, os leoninos seguraram o Azulão; a única chance de perigo foi quando Renato bateu de fora da área rente à trave direita.

Pernambucanos neutralizaram bem as ações dos sergipanos (Imagem: Eleven Sports)

O resultado positivo deu mais tranquilidade no ataque aos rubro-negros que, no 4-3-3, permaneceram perigosos. Trabalhando a bola no meio-campo e o trio ofensivo invadindo a área azulina, ampliaram a vantagem antes mesmo do intervalo: Paulinho recebeu pela esquerda e cruzou novamente na cabeça de Marcelo.

Na etapa final, Sued Lima manteve o time que estava no apito inicial e ainda assim voltou a balançar as redes. A bola aérea voltou a ser arma ofensiva e o clube da Praça da Bandeira praticamente encaminhou a vitória no começo: Paulinho cobrou escanteio bem aberto pela esquerda e Welberty cabeceou mandando no chão, tirando do alcance do goleiro João.

Aproximação entre meio e ataque deu intensidade aos leoninos (Imagem: Eleven Sports)

O terceiro gol ocasionou nas entradas de Baraka, Francisco, Charles Eduardo e Fábio, que foram acionados nas vagas de Diego, David, Paulinho e Marcelo. O confronto, entretanto, teve queda de ritmo e o Proletário não conseguiu dar sustos à defesa dos pernambucanos, que se fecharam em duas linhas de 4 para neutralizar as investidas.

Do meio para o fim, Porto e Afonso entraram nos lugares de Welberty e Leoni, porém a intensidade voltou a aparecer e o resultado foi concluído com êxito. Após jogada ensaiada no escanteio, Charles Francisco levantou na pequena área e Ajul explorou o espaço cedido, subindo bem para cabecear e fazendo o quarto tento, fechando o placar.

Boa postura defensiva fez os rubro-negros não serem vazados (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Igor Cysneiros/Sport

Em destaque

Construção: o que esperar de Pedro Naressi no Sport?

Por: Mateus Schuler

Tijolo com tijolo num desenho lógico. Volante com características de construtor, Pedro Naressi chega ao Sport para reforçar o meio-campo rubro-negro e ser uma nova alternativa no esquema de Gustavo Florentín. Contrato foi por empréstimo junto ao Ceará até o final de 2022, no entanto, ainda não teve a oficialização pelo Leão.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do reforço leonino, com principais características táticas, números na carreira, relatórios de ações por jogo, e como Naressi pode se encaixar no time de Florentín.

O QUE ESPERAR TATICAMENTE

Com apenas 23 anos, busca maior consolidação no cenário nacional, porém seu estilo de jogo pode se encaixar no modelo proposto pelo técnico Gustavo Florentín. Apesar de versátil no meio-campo, tem atuado mais regularmente na cabeça de área, tendo maior destaque na transição da defesa ao ataque, fazendo função semelhante a de Zé Welison, que voltou ao Atlético-MG após empréstimo se encerrar.

Desarmes e interceptações de Naressi

Seja no Red Bull Bragantino ou no Ceará, jogou de volante construtor, ainda que não aparecesse em campo com tanta frequência. Desse modo, espera-se maior minutagem sendo o substituto de Zé, iniciando a criação no setor ofensivo; além disso, guarda bem a posição e cai pelos dois lados, já que é ambidestro.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

Na segunda linha de 4, Naressi fixa na cabeça de área (Imagem: Premiere)

Mesmo assim, pode aparecer também como um lateral, principalmente nas coberturas. Por conta de sua velocidade, pode variar bastante entre as duas linhas de marcação, tanto por dentro na segunda como aberto na primeira, o que pode confundir o adversário, sendo essencial num 5-4-1 ou até no 4-4-2.

Meio-campista ajuda na transição com passes longos ou no jogo apoiado (Imagem: Premiere)

Na Série B disputada com a camisa do Massa Bruta, em 2019, teve total de 11 partidas e foi titular em seis dessas, acumulando média de 1,1 desarmes e 0,6 interceptações. Seu Brasileirão de maior destaque foi o de 2020, novamente na equipe paulista, pois disputou 13 duelos; ofensivamente, contribuiu dando duas assistências e marcou dois gols, criando também uma grande chance.

Assistências e passes longos de Naressi

No Vozão, iniciou entre os 11 por somente duas vezes das 10 que foi a campo na Série A de 2021. Não balançou as redes e figurou como garçom em uma oportunidade, mas acumulou um desarme por jogo. Acertou ainda 71% dos lançamentos tentados, demonstrando assim sua faceta de articulador de jogadas.

Possível time-base rubro-negro com a presença de Naressi (Feito no Tactical Pad)

Arte principal: Felipe Holanda

Em destaque

Experiência comprovada: o que esperar de Eduardo de Teixeira no Náutico?

Por: Felipe Holanda, Ivan Mota e Mateus Schuler

Problemas físicos à parte – não atua há mais de um ano –, Eduardo Teixeira chega ao Náutico com pompa de reforço. O meia de 28 anos tem experiência no futebol europeu e pode editar boa dupla de canhotos ao lado de Jean Carlos no meio de campo alvirrubro; acordo entre o Timbu e o Braga-POR tem validade até junho de 2022, com opção de renovação.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do reforço da Rosa e Silva, com principais características táticas, números na carreira, relatórios de ações por jogo, e como Teixeira pode se encaixar no time de Hélio dos Anjos.

O QUE ESPERAR TATICAMENTE

Meia canhoto, Eduardo Teixeira tem a parte técnica como principal qualidade. Defendendo o Xanthi-GRE, seu último cube, atuava por dentro, organizando o jogo e procurando servir os companheiros. Neste cenário, se destacou em assistências e passes chave, acumulando um passe para gol no clube grego.

Passes para finalizações de Eduardo Teixeira

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

O atleta costuma ser versátil para atuar em mais de uma função no meio de campo. No caso do 4-2-4 – sistema que vem sendo utilizando exaustivamente com Hélio dos Anjos -, Eduardo pode cair pela esquerda para confundir a marcação adversária e abrir espaços por dentro, rasgando as linhas de defesa.

Teixeira armando o cruzamento (Imagem: Novasports)

A versatilidade no meio-campo faz Teixeira deve Hélio. Na última Série B, o treinador teve de usar o 4-3-3 em algumas oportunidades, com o meio-campista ficando mais recuado ao lado de Rhaldney, deixando Djavan fixo na cabeça de área; Jean Carlos e Ewandro seriam os pontas nessa configuração. Desse modo, seria o dono da posição deixada por Matheus Jesus, que terminou a temporada como titular, já que os demais companheiros de posição não renderam.

Possível 4-3-3 com Eduardo (Feito no Tactical Pad)

Caso o comandante do Timbu opte por seguir no 4-2-3-1, que o consagrou campeão pernambucano e teve bom início de Segundona, Eduardo seria o extremo esquerdo. Além de já ter atuado no setor, teria outros dois canhotos como companheiros na armação alvirrubra, tendo o camisa 10 mais centralizado; Ewandro, no entanto, cairia pelo outro lado, cabendo a todos o papel de municiar Álvaro e dar velocidade ao ataque – Kieza ainda segue se recuperando de cirurgia no tendão de Aquiles.

Mais uma opção para Hélio amar o time (Feito no Tactical Pad)

Atuando pelo Estoril, teve maior a minutagem de sua carreira, pois foi a campo em 65 oportunidades. Lá, marcou três gols e deu cinco assistências, com maior destaque para a temporada 2017/18; atuou em 31 partidas, sendo titular em 20 delas.

Assistências de Eduardo Teixeira

No Xanthi, da Grécia, não conseguiu repetir os números de outrora, mas foi onde jogou pela última vez. Pelos gregos, deixou sua marca quatro vezes, além de ser garçom em um único momento; não é relacionado para um jogo desde 13 de junho de 2020, quando foi acionado como centroavante na derrota por 1×0 para o Volos, no play-out de rebaixamento defendendo os Akrítes.

QUEM É EDUARDO TEIXEIRA

Muita experiência nacional e internacional. Natural de Fortaleza, Eduardo Teixeira, de 28 anos, iniciou sua trajetória no próprio Tricolor do Pici, onde atuou pelas categorias de base, mas nunca teve tanto espaço na equipe principal. Sua rodagem em alto nível começou em 2013. Após se transferir para o Fluminense, onde também atuou pelo time sub-20. Eduardo disputou dez partidas pelo Campeonato Brasileiro da Série A e oito na Copa do Brasil, com um total de três gols marcados.

Após deixar o time carioca, o meia retornou para sua cidade natal, mas dessa vez para defender as cores do Ceará. No Vozão, disputou 40 partidas na temporada 2014, por Copa do Brasil e Série B. Foram quatro gols marcados nesse período. Antes de iniciar sua jornada europeia, ainda atuou por Joinville, onde apenas disputou o estadual, Bahia, onde teve boa rodagem na segunda divisão nacional e América-MG.

Dois anos mais tarde, em 2016, desembarcou em Portugal para atuar no Estoril. Por lá, disputou mais de 49 jogos, sua grande maioria na primeira divisão portuguesa, durante as temporadas 2016/2017 e 2017/2018, com três gols e três assistências. Ainda em terras lusitanas, chamou a atenção do Braga, que desembolsou 1,8 milhões de euros (atualmente cerca de 8 milhões de reais) para realizar a contratação, mas não obteve o mesmo sucesso, com pouquíssimos jogos e uma relação conturbada com o clube. Ele acabou sendo emprestado ao Xanthi, da Grécia, onde também atuou em poucas oportunidades.

Gols de Eduardo Teixeira

Arte principal: Felipe Holanda

Em destaque

Elementar: o que esperar de Nicolás Watson no Sport?

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Desvendando o mistério. Desconhecido em solo brasileiro, Nicolás Watson chega ao Sport para apresentar seu futebol e fazer jus a indicação de Gustavo Florentín. Volante argentino vem por empréstimo junto ao Instituto Córdoba até o final de 2022, com o Leão tendo opção de compra por 400 mil dólares e 70% do passe, segundo informações do portal La Voz.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do reforço leonino, com principais características táticas, números na carreira, relatórios de ações por jogo, e como Watson pode se encaixar no time de Florentín.

O QUE ESPERAR TATICAMENTE

Atualmente com 23 anos, Watson iniciou sua carreira no Instituto, em 2019, já demonstrando todas as suas virtudes defensivas. Um clássico camisa 5, que atormentava os homens de mais habilidade do adversário, protegendo bem o círculo central e a primeira linha de defesa. Em números gerais, acumula média de 11,3 nas recuperações de bola por jogo.

Interceptações de Watson em 2021

A priori, deve brigar por posição com Marcão, que ainda tem futuro incerto no Sport para a próxima temporada; Zé Welison, porém, voltou ao Atlético-MG. Assim, a tendência é que forme dupla com Ronaldo na cabeça de área, geralmente se encarregando de dar o primeiro combate no portador da bola.

Possível time com Watson (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

É justamente de primeiro volante a posição em que Watson tem melhores números. Faz bem a cobertura dos laterais, mas tem maior obrigação dos bloqueios nas investidas por dentro, iniciando a penúltima linha do 4-5-1.

Meio-campista tem bom aproveitamento na fase defensiva (Imagem: TyC Sports)

Com a camisa do “La Gloria”, Watson também mostrou que sabe o que fazer tendo a bola nos pés, seja fazendo a função de primeiro ou terceiro homem no meio, tendo capacidade para poder armar as jogadas no 4-3-3 ou 4-2-4. Neste cenário, pode melhorar a saída de bola rubro-negra, um dos calos da passagem de Florentín pela Ilha do Retiro.

Nicolás ajuda na transição ofensiva se necessário (Imagem: TyC Sports)

Por outro lado, Watson ainda não provou o sabor de balançar as redes na curta carreira como profissional. Em 49 partidas disputadas pelo Instituto, não marcou nenhum gol e também não computou assistências, números que deixam claro suas características dentro das quatro linhas; tem, todavia, uma pré-assistência.

Cruzamentos de Nicolás Watson

QUEM É NICOLÁS WATSON

Formado na equipe de Córdoba, teve 2021 como seu melhor momento; foi a campo por 29 vezes, sendo titular em todas. Nos últimos três, no entanto, tem o acúmulo de 20 partidas e iniciou entre os 11 em 14 dessas, saindo do banco nas outras seis. A última delas foi em 15 de novembro, na vitória pelo placar mínimo sobre o San Telmo.

Créditos da foto principal: Divulgação/Instituto AC Córdoba

Em destaque

N motivos: a importância tática de Vinícius no Náutico

Por: Felipe Holanda

Reatando laços. Após se despedir, Vinícius pode voltar atrás e ficar no Náutico para 2022. O atacante havia assinado um pré-contrato com o Bahia, mas a demora para ser anunciado fez com que o torcedor alvirrubro fizesse campanha nas redes sociais pela sua permanência nos Aflitos.

Nesta análise, o Pernambutático disseca a importância de Vinícius para o esquema Timbu, com principais movimentações táticas, fases ofensivas e defensivas, números, e muito mais do camisa 11.

ACERTANDO OS PONTEIROS

Verdade seja dita: Vinícius reencontrou seu grande futebol em 2021 na ponta esquerda do Náutico. Por lá, foi peça chave da campanha que culminou com o título do Campeonato Pernambucano, vencendo o Sport na final, sempre com muita profundidade e amplitude para quebrar as linhas da defesa adversária.

Vinícius era a válvula de escape no esquema tático de Hélio dos Anjos, seja indo até a linha de fundo num 4-3-3 ou caindo por dentro num 4-2-4 para organizar a posse. Não por acaso, conseguiu marcar 13 gols e dar 12 assistências na temporada, sendo o vice-líder do time em participações diretas.

Alguns gols de Vinícius na temporada

Na defesa, com o Timbu geralmente postado no 4-3-3, Vinícius se mantém importante, auxiliando o lateral-esquerdo na cobertura defensiva. No setor, nomes como Bryan e Júnior Tavares renderam bem, enquanto Rafinha e Breno Lorran tiveram passagens apagadas.

Timbu com linhas altas no último jogo de Vinícius (Imagem: Sportv/Premiere)

Caso permaneça na Rosa e Silva, deve reeditar trinca mortífera com Jean Carlos e Kieza no ataque, enquanto o novo contratado, Ewandro, é opção na ponta direita; cenário é o mesmo do recém chegado Wellington, na zaga. Já no gol, na lateral esquerda e na referência do ataque, o Timba está na busca por reforços, que devem ser anunciados ainda em 2021.

Possível time com Vinícius e outras lacunas (Feito no Tactical Pad)

Vinícius viveu um ano artilheiro, mas também se sobressaiu nos passes para gol. Sempre com muita movimentação no setor, soube como poucos puxar a marcação adversária para abrir espaços aos companheiros. Só na Série B foram dez assistências.

Vinícius avança na esquerda para servir Jaílson, que perdeu gol feito (Imagem: Brasileirão Play)

Além dos outros predicados, também se destacou nas bolas aéreas, algo pouco comum. Protagonizou ótimo dueto com Jean Carlos em cobranças de escanteio, geralmente bem posicionando para o cabeceio no primeiro pau, nesta que foi a arma mais letal dos alvirrubros na Segundona, principalmente após a lesão de Kieza.

Passes-chave do camisa 11 na Série B

A NEGOCIAÇÃO

É fato que, mesmo após se despedir, o Náutico seguiu monitorando a situação de Vinícius. A informação foi apurada pelo repórter Gabriel Neukranz, da Folha de Pernambuco, e confirmada pelo Pernambutático. O empecilho, no entanto, seria o alto valor do negócio após a temporada exitosa.

A possibilidade foi o suficiente para a torcida invadir as redes sociais pedindo a permanência do camisa 11, com a hashtag #FicaVini sendo umas das mais comentadas nesta segunda-feira (20). Alguns torcedores mais exaltados chegaram até a fazer transferências à conta bancária de Diógenes Braga, presidente eleito para o biênio 2022/2023, para ajudar na negociação.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Em destaque

Interrogações: o que esperar de Maurício Kozlisnki no Náutico

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Na mira do Náutico, Maurício Kozlinski é um ponto de interrogação para boa parte dos torcedores. A começar pelo sobrenome. Descendente de europeus, o goleiro de 30 anos, ex-Atlético-GO, tem a missão de suprir carências na posição após desfecho negativo com Anderson. Será suficiente?

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do possível contratado, com principais características, números, um raio-X da carreira, e como ele pode se encaixar nas pretensões de Hélio dos Anjos para 2022.

VEIA EUROPEIA

Apesar de atuar debaixo das traves, Kozslinki tem números melhores na saída de bola. Já mostrou capacidade para progredir a posse quando necessário, seja com as mãos ou fazendo uma saída de 3 ao lado dos zagueiros, sempre utilizado neste quesito em seus tempos de Atlético-GO.

Kozlinski recebe a bola em diálogo com os defensores (Imagem: FGF TV)

No Náutico de Hélio, o goleiro é peça-chave no início da transição ofensiva, sendo uma opção a mais para rodar a bola à procura de brechas na marcação adversária. Neste cenário, a dupla de zaga recua e dialoga com o camisa 1, enquanto os laterais avançam, como alas, dando profundidade.

Reposições de Kozlinski no Atlético

Fortaleça a nossa cobertura. Apoie o Pernambutático clicando aqui

E debaixo das traves? Com 1,91m de altura, Kozlinski tem elasticidade e costuma se destacar em finalizações de média/longa distância. Além disso, já mostrou bom posicionamento para minimizar as chances do atacante, demonstrando, também, bom desempenho nas bolas rasteiras.

Antes da defesa, Atlético se posta no 5-4-1 em goleada sobre o Oeste (Imagem: Premiere)

Por outro lado, não vem com o ritmo de jogo ideal, já que atuou em apenas oito jogos em 2021, sendo seis pelo Campeonato Goiano, um pela Série A – diante do América-MG – e outro pela Copa do Brasil, quando enfrentou o Palmeiras. Em todos, foi escalado e terminou como titular, mas perdeu espaço desde a chegada de Fernando Miguel, ainda este ano.

Defesas de Kozlinski em vídeo

CURRÍCULO

Tudo começou no Veranópolis, mas rapidamente Kozlinski foi emprestado ao Santa Cruz-RS, onde não passou muito tempo. De lá, chegou ao Juventus-SC, estreando no profissional em 2013, contra o Figueirense, pelo Catarinense. Na ocasião, atuou por 90 minutos na derrota por 2 x 0.

A projeção nacional veio entre 2017 e 2018, quando passou pelo Avaí. Não teve bom desempenho mesmo conquistando acesso à elite, pois sofreu 58 gols nas 55 vezes que foi a campo, resultando em mais de um por partida; de lá, foi para o Atlético-GO, substituindo justamente Jefferson, emprestado pelo Timbu à época.

O melhor momento da carreira foi nos atleticanos durante a Série B de 2019, que culminou com o Dragão figurando no G-4 e assegurando vaga na Série A. Junto a Júlio César, do Bragantino, totalizou 17 clean sheets, tendo a incrível média de 0,7 gols sofridos por jogo; foi ainda o sexto goleiro do torneio com o maior número de defesas por jogo, somando 2,6.

Créditos da foto principal: Paulo Marcos/Atlético-GO

Em destaque

A seleção de Pernambuco no Brasileiro 2021

Por: Felipe Holanda, Ivan Mota e Mateus Schuler

O ano de 2021 não fácil para o futebol de Pernambuco. Náutico, Santa Cruz e Sport viveram um misto de emoções na temporada, culminando com dois rebaixamentos – Timbu brigou por G-4, mas não foi capaz de vencer a luta alucinante pelo acesso na Segundona. Em contrapartida a tudo isso, o Pernambutático lista a seleção dos destaques do estado no Campeonato Brasileiro, levando em conta, também, as tímidas participações de Central e Retrô na Série D.

A reportagem ouviu dez especialistas da imprensa pernambucana, sendo cinco homens e cinco mulheres, para selecionar os titulares, o craque, o técnico e a revelação, citando as principais características táticas de cada um, além de menções honrosas.

O TIME

A seleção passa por três nomes em especial, os alvirrubros Jean Carlos e Hélio dos Anjos, eleitos craque e melhor treinador, respectivamente, e o rubro-negro Gustavo, a revelação. Em temporada desastrosa, a Cobra Coral não teve nenhum atleta com votos suficientes para entrar no 11 inicial.

Formação de seleção de Pernambuco no Brasileiro (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

1 – Maílson (7 votos)

Nítido crescimento. Maílson viveu o grande ano de sua carreira, despontando como um dos melhores goleiros da Série A. Evoluindo em quesitos importantes, como a saída de bola, além de ter se destacado quando exigido debaixo das traves, obteve a melhor média entre todos da posição, segundo o site especializado SofaScore, com 7.20.

Preciso na perna canhota, Maílson provou suas qualidades em bolas longas, fruto de um trabalho de treinamento com o preparador Jorcey Anísio, que deu entrevista exclusiva ao Pernambutático (veja clicando aqui) falando sobre desenvolvimento do camisa 1. O fator “pé” era justamente o foco das críticas nas temporadas antecessoras.

Compilado de passes longos de Maílson

2 – Ewerthon (4 votos)

Uma posição que gerou dúvidas, mas mais por conta de atuações pouco empolgantes de quem concorreu. Inicialmente a terceira opção – reserva de Patric e Hayner – do setor, Ewerthon mostrou bons números na Série A, com maior destaque para a fase defensiva, tendo média de 1,8 desarmes, 2,3 cortes e 0,7 dribles sofridos por partida.

Ewerthon recompondo no 4-1-4-1 rubro-negro (Imagem: Brasileirão Play)

Ofensivamente, por outro lado, não teve a mesma produtividade, ainda que aparecesse em algumas situações. Apesar disso, deu uma assistência direta para gol e criou duas grandes chances, tendo aproveitamento de 71% nos passes no campo adversário.

3 – Camutanga (8 votos)

Os números defensivos do Náutico na Série B não foram nada positivos, inclusive fizeram com que o time não conquistasse o acesso. O zagueiro alvirrubro, entretanto, foi um dos responsáveis por ajudar na solidez do setor em algumas oportunidades, às vezes tendo que se desdobrar na marcação; forte na bola aérea, marcou três gols, assim como ganhou 72% dos duelos pelo alto.

Zagueiro do Timbu guardou bem a posição na linha defensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Bem posicionado e com atuações impecáveis na Segundona, ajudou a equipe a não ser vazada em sete jogos. A boa postura na defesa ainda resultou em 1,9 interceptações por partida, além de 3,4 cortes, sendo desse modo o líder do time no último quesito citado.

4 – Sabino (10 votos)

Unânime. Titular em 36 dos 38 jogos, ficou de fora apenas por suspensão e na última rodada, mas por opção do técnico Gustavo Florentín. Os números durante a fase defensiva, apesar de não impedirem o rebaixamento do Sport, fizeram com que o zagueiro figurasse na nossa seleção; foram 14 partidas com a presença de Sabino que o Leão não sofreu gols.

Forte nos duelos terrestres, ajudou o sistema defensivo rubro-negro a ter muita solidez, pois não foi vazado por quatro jogos consecutivos. A defesa leonina terminou, inclusive, como a terceira melhor, tomando 37 tentos ao lado de Cuiabá e América-MG, atrás apenas de Atlético-MG (34), Flamengo, Atlético-GO e Corinthians (36).

Análise de Sabino no Brasileirão

6 – Bryan (4 votos)

Lateral-direito de origem, Bryan teve maior destaque na Segundona atuando pelo lado esquerdo. Improvisado por Hélio dos Anjos ainda durante o Campeonato Pernambucano, manteve o bom momento também enquanto estava em campo durante a competição nacional, se destacando tanto na fase ofensiva como defensiva antes de romper ligamentos do joelho.

Lateral ajudou na criação de jogadas ofensivas (Imagem: SporTV/Premiere)

Durante o ataque, se fez presente, inclusive dando apoio a Vinícius, além de marcar um gol e ter média de uma finalização por jogo. Foi também o maior driblador do certame, tendo 3,3 dribles certos, com aproveitamento de 73% dos acertos.

Alguns lances de Bryan pelo Timbu

5 – Zé Welison (8 votos)

Segunda melhor nota em todo o elenco do Sport no SofaScore. O volante começou a temporada na reserva, mas rapidamente se firmou na equipe. Mesmo sendo um volante mais defensivo originalmente, teve um bom papel ofensivo e na armação das jogadas, com dois gols e uma assistência em 28 partidas como titular. Na defesa, conseguiu êxito dando proteção à primeira linha.

Zé no desarme diante do Bragantino (Imagem: Brasileirão Play)

8 – Rhaldney (8 votos)

Consolidação. Um dos destaques da última Segundona, Rhaldney manteve a toada em 2021. Revelado na base do Náutico, domina o meio de campo, seja recompondo ou chegando ao ataque para formar um 4-2-3-1, participando em ambas as fases do jogo alvirrubro; 4-2-2-2 e 4-3-3 também são alternativas.

Rhaldney (com a bola) na construção Timbu (Imagem: SporTV/Premiere)

7 – Gustavo (7 votos)

Joia leonina. Gustavo conseguiu destaque logo em sua primeira temporada como titular, despertando interesse até de clubes do futebol europeu, como Metalist-UCR e Olympique de Marseille-FRA, entre outros. Atuando como um típico camisa 10 no Sport, marcou dois gols e deu duas assistências, sendo o cérebro do meio de campo da equipe de Gustavo Florentín.

Mesmo se destacando centralizado na base, camisa 10 viveu bons momentos pelas beiradas (Imagem: Brasileirão Play)

10 – Jean Carlos (10 votos)

Temporada mágica. Jean Carlos passou em 2021 pela melhor fase da sua carreira. Foi por várias rodadas o craque da Série B, terminando na seleção do campeonato. Artilheiro do Náutico com 11 gols marcados, o camisa 10 foi decisivo, mas também preciso nas assistências – nove – e sempre cerebral para organizar a posse de bola alvirrubra.

Por dentro, Jean espera a bola para armar o jogo Timbu (Imagem: SporTV/Premiere)

11 – Vinícius (7 votos)

Quase unanimidade. Se toda ela é burra, o mesmo não pode se dizer com Vinícius, que assumiu a faixa de capitão do Náutico na Série B com maestria após lesão de Kieza. Ao todo, foram oito gols marcados ao longo do certame, se destacando pelo chão e também nas bolas aéreas, além de protagonizar ótima dupla com Jean Carlos.

Vinícius foi arco, mas também foi flecha, vivendo o ano mais efetivo de sua carreira. Com amplitude e profundidade, teve êxito ainda, nas assistências, tendo nove no total, e dando passes decisivos, sempre absoluto na ponta esquerda do Timbu.

9 – Mikael (10 votos)

O ano da afirmação. Mikael começou a temporada chamando a atenção pelos seus gols no Campeonato Pernambucano, mas demorou bastante para assumir a titularidade do Leão na Série A. Unindo força física e técnica, o centroavante marcou oito vezes em 33 partidas no Brasileirão (24 como titular) e se tornou um dos principais nomes do rubro-negro na temporada, além de se valorizar muito no mercado.

Finalizações de Mikael na Série A

Os entrevistados

Participaram da votação os jornalistas Anderson Batista (freelancer), Bruno Noblat (TV FPF), Camila Sousa (NE45), Cássio Zirpoli (NE45), Giovanna Moura (Jogo Certo), Liliane Alves (Asa Branca FM), Marjourie Corrêa (Folha de Pernambuco), Renata Andrade (Hits FM), Túlio Feitosa (Jornal do Commercio), e Victor Cavalcanti (Futebol de Raízes).

Foram citados ainda

Goleiro: Jordan (2) e Anderson (1)

Lateral-direito: Hereda (3), Bryan (1), Thássio (1) e não votou (1)
Zagueiro: Thyere (3)

Lateral-esquerdo: Júnior Tavares (3), Sander (1), Luciano Juba (1) e não votou (1)

Volante: Marcão (1), Matheus Jesus (1) e Matheus Trindade (1)

Atacante: Kieza (4), Paulinho Moccelin (1) e Pipico (1)

Técnico: Gustavo Florentín (2)

Craque: Vinícius (1) e Mikael (1)

Revelação: Mikael (4)

Arte principal: MVN Designers

Em destaque

Sport na Série A: como joga taticamente o Athletico

O último ato do Sport na Série A do Campeonato Brasileiro. Já sem pretensões na tabela, o Leão enfrenta o Athletico para se despedir da competição de cabeça erguida e começar a montagem do elenco visando a próxima temporada. Confronto de rubro-negros acontece nesta quinta-feira (9) às 21h30, na Arena de Pernambuco, válido pela rodada derradeira do Brasileirão.

Separamos tudo sobre o rival leonino: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de uma setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do atual campeão da Copa Sul-Americana.

O TIME

Por estar sem chances de rebaixamento e ainda na final da Copa do Brasil, o técnico Alberto Valentim sequer viajou para a partida, ficando em Curitiba. O comandante optou por poupar todos os atletas ditos titulares, inclusive com a equipe tendo James Freitas, responsável por treinar o time de aspirantes; a base que iniciará contra os pernambucanos será no 3-4-3 e tem a presença de cinco jogadores do Sub-20.

Furacão tem base inicial totalmente modificada (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Apesar de ter brigado contra a queda até praticamente o fim, por oscilar em campo, o Athletico tem o oitavo ataque mais positivo, dividindo a marca de 40 gols com Corinthians – na disputa por Libertadores – e Grêmio, que ocupa o Z-4. A queda de produção é refletida na campanha do returno, pois o time paranaense tem a terceira pior campanha e o quarto a menos balançar as redes ao lado do Sport; foram 15 tentos assinalados.

Laterais dão amplitude no início das jogadas (Imagem: Brasileirão Play)

Mesmo tendo o setor ofensivo bem posicionado, o Furacão tem problema na pontaria. O início da criação das jogadas é ainda na defesa, formando uma saída 3+2 com os zagueiros e os volantes, tendo os laterais mais adiantados para dar amplitude dentro das quatro linhas; do meio para frente, entretanto, alterna entre o 2-3-5 – um dos defensores junto à cabeça de área – e o 3-4-3, que faz os pontas e centroavante povoarem a área adversária.

Setor ofensivo é bastante povoado com a posse (Imagem: Conmebol TV)

“A inversão de bola, saindo dos zagueiros, tem sido constante. A ligação direta busca chegar aos extremos, que afunilam no meio e tentam a finalização. Por ter uma postura mais reativa, até o centroavante pode ajudar a puxar os contra-ataques, o que gera muita movimentação do meio para frente”

Monique Vilela, repórter na Rádio Banda B

COMO DEFENDE

Na fase defensiva, contudo, os rubro-negros têm tentado corrigir os erros que foram cometidos ao longo do Brasileirão. Ainda que apresente compactação em seu próprio campo, o Furacão tem a quinta defesa mais vazada, com 44 gols sofridos; time divide o posto junto a Fortaleza e Juventude. Muitas dessas são na recomposição durante a transição, tendo os espaços deixados pelos lados.

Linhas buscam compactar sistema defensivo dos paranaenses (Imagem: GE)

A única certeza no setor é a formação de uma linha de 5. Com os zagueiros e os laterais, o modelo de jogo busca dar muita solidez e fechar o cadeado aos adversários, mas alternando no desenho dos demais blocos. O mais comum é o 5-4-1, tendo os volantes ao lado dos extremos para poder contra-atacar em velocidade; outra alternativa é o 5-2-3, deixando os pontas adiantados e a criação fluir por dentro ao recuperar a posse.

“Defensivamente, o time demonstra muito mais consistência; é característica de Paulo Autuori, hoje diretor técnico da equipe. Quando fica sem a bola, forma uma primeira linha de 5, muito compactada junto à linha de 4, deixando, desse modo, apenas o centroavante isolado. Assim, bloqueia a troca de passes do adversário para recuperar a posse”

Monique Vilela, repórter na Rádio Banda B
Blocos rubro-negros geralmente são médio/altos (Imagem: TNT Sports)

PARA FICAR DE OLHO

Lucas Fesson (ZAG) – Uma das promessas do Athletico na zaga, Fesson foi a campo por apenas sete oportunidades nesse Brasileirão e tem nova chance de mostrar o seu potencial. Enquanto atuou, demonstrou força no combate e bom posicionamento, conseguindo ter 2,1 interceptações e 3,1 cortes por jogo, cometendo apenas uma falta em média.

Khellven (LD) – Suspenso no duelo de ida da final da Copa do Brasil, o lateral não é titular imediato, mas apresenta números de destaque durante a fase ofensiva. Mesmo sem chegar frequentemente ao ataque, já colaborou com três assistências a seus companheiros de time, tendo criado também cinco grandes chances.

Márcio Azevedo (LE) – Mais experiente. Em um time recheado de meninos, o lateral-esquerdo de 35 anos busca agregar a passagem pela Europa como um trunfo para auxiliar os jovens. Atuou pouco ao longo da atual temporada e não renovará contrato, encerrando assim a passagem pelos paranaenses; tem a cadência e a bola parada como principal armas.

Análise: Mateus Schuler

Créditos da foto principal: José Tramontin/athletico.com.br

Em destaque

Jovem guarda: análise Chapecoense 0 x 1 Sport

Alento. Com vários atletas da base, o Sport venceu a Chapecoense por 1 x 0 nesta segunda-feira (6), na Arena Condá, ensaiando futuro melhor para 2022 após fiasco na Série A do Campeonato Brasileiro. O prata da casa Luciano Juba marcou um verdadeiro golaço para selar o placar do confronto, válido pela penúltima rodada do Brasileirão.

Diante do lanterna, Gustavo Florentín promoveu duas mudanças na escalação inicial. A primeira foi a de Hernanes, que cumpriu suspensão, sendo substituído por Tréllez. A outra novidade foi a entrada do zagueiro Chico na lateral esquerda; Sander, titular habitual, começou no banco de reservas.

Onze inicial rubro-negro para o confronto de rebaixados (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Primeiro tempo de muitas faltas e pouco futebol. A Chapecoense teve a primeira boa chance do jogo com o lateral improvisado Ronei, que recebeu a bola no lado direito do ataque e chutou cruzado para fora. Logo depois, veio um duro golpe para a equipe de Chapecó, quando Geuvânio acabou expulso após falta dura em Zé Welison – lance foi revisto pelo VAR.

Mas, a priori, a vantagem numérica não foi aproveitada pelo Leão. Mesmo com um a mais, as melhores chances continuaram sendo dos donos da casa. Com isso, o rubro-negro se fechou formando duas linhas de quatro. Tréllez e Gustavo se juntavam aos volantes na marcação, tentando evitar mais finalizações do adversário.

Sport se fechando com duas linhas de quatro (Imagem: Premiere)

A partida seguiu com poucas emoções. Apesar do Leão da Ilha buscar se impor e levar mais jogadores ao setor ofensivo, foram pouquíssimas chances de real perigo. A melhor delas surgiu dos pés do lateral Ewerthon, que aproveitou um rebote em cobrança de falta de Zé Welison e obrigou o goleiro a realizar uma boa defesa. Em determinados momentos o time de Florentín subia para o ataque em um 2-4-4, tendo Gustavo e Everton Felipe dialogando em busca do gol.

Pernambucanos avançam com muitos jogadores no 2-4-4- (Imagem: Premiere)

Já o segundo tempo foi de maior domínio dos recifenses: Luciano Juba entrou logo no intervalo na vaga de Chico e mudou os rumos da partida. Logo em seu primeiro lance, acertou bom cruzamento na cabeça de Mikael, que por pouco não foi às redes. Com Juba, atacou num 4-2-4, com maior liberdade para os laterais chegarem ao último terço do campo.

Após mudança, Leão atacou num 4-2-4 (Imagem: Premiere)

Os visitantes mantiveram uma posse de bola muito maior, mas ainda assim com poucos chutes na barra do goleiro. Com o passar do tempo e das substituições, os leoninos passaram a atuar com nove jogadores formados nas categorias de base e seguiram indo com tudo para o ataque, mantendo o 2-4-4 apresentado no primeiro tempo.

Cheio de garotos em campo, Sport continuou atacando no 2-4-4 (Imagem: Premiere)

E a juventude rubro-negra foi premiada perto do fim do jogo. Luciano Juba acertou um belíssimo chute de muito longe, a bola ainda bateu no travessão antes de morrer no fundo das redes. Após o gol, a Chape, que passou o segundo tempo sem poder ofensivo, foi ainda mais controlada pelos pernambucanos, que ainda tiveram outras chances de ampliar antes do apito final.

Análise: Ivan Mota

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Sport na Série A: como joga taticamente a Chapecoense

Em banho-maria. Donos das duas piores campanhas, Sport e Chapecoense se enfrentam em jogo para cumprir tabela na Série A do Campeonato Brasileiro, já visando a próxima temporada. Confronto entre pernambucanos e catarinenses acontece nesta segunda-feira (6) às 21h, na Arena Condá, e será válido pela penúltima rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Verdão do Oeste.

O TIME

Felipe Endres, treinador interino da equipe, terá dois principais desfalques para o time titular. O lateral-direito Ezequiel e o ponta Bruno Silva estão suspensos. Ronei deve ser o substituto na parte defensiva, enquanto Rodrigo Silva ganha a vaga no ataque. Outras novidades podem ser as presenças de Renê Júnior na dupla de volantes e do jovem Marquinho no meio-campo.

Provável formação inicial da Chape (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Letargia. Com o segundo pior ataque da competição (27 gols), à frente apenas do Sport, que marcou 22, os catarinenses apresentam falhas em fase ofensiva. A principal estratégia, porém, é se posicionar num 4-2-4 com flertes constantes para o 4-3-3, tendo um dos meias chegando à última linha de ataque.

Espaçamento das peças do Verdão (Imagem: Brasilerão Play)

Saindo para o ataque. O Furacão do Oeste por algumas vezes avança seus laterais logo no princípio das jogadas, deixando a iniciação para os zagueiros e goleiro. Nesse caso, João Paulo se junta aos defensores formando uma linha de três. Outro trio aguarda a movimentação, com os dois volantes auxiliados pelo lateral-esquerdo Busanello.

Início da construção do lanterna (Imagem: Brasilerão Play)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

Centralizando. A Chapecoense costuma concentrar suas jogadas por dentro quando quer agredir o adversário para ir às redes. Neste cenário, ganha em presença ofensiva, mas perde em profundidade, principalmente caso seja desarmado, deixando brechas na transição defensiva.

COMO DEFENDE

Com a pior defesa entre todos os times da Série A, a Chape já foi vazada 63 vezes em 36 rodadas e também mostra fragilidades num recorte recente. Foram cinco resultados negativos na últimas partidas, com 11 gols sofridos. Defensivamente, jogando em casa, a equipe pode optar por uma marcação mais alta no 4-1-4-1. O atacante Henrique Almeida participa do primeiro combate, enquanto os dois pontas recuam para a linha mais próxima ao meio-campo, deixando Moisés Ribeiro na sobra.

Marcação alviverde em blocos médios/altos (Imagem: Brasileirão Play)

Outra possibilidade ainda mais recuada é se fechar no 4-5-1. Mais uma vez o homem mais avançado também participa do combate, porém a maior parte do trabalho fica para o restante dos companheiros. Além da linha de quatro mais defensiva, é formada uma linha de cinco no meio que joga bem próxima dos defensores.

Tentativa de compactação catarinense (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Busanello (LE) – Um dos poucos destaques defensivos. O lateral-esquerdo de 23 anos atuou em 28 partidas, com duas assistências e um gol na sua conta. Ele é o homem das bolas paradas e seu único gol foi em uma cobrança de falta. Com tendências ofensivas, ele conta com um bom número no acerto de passes e dribles.

Marquinho (MEI) – Promessa para o futuro. O jovem meia de 19 anos foi destaque nas categorias de base e passou a integrar o elenco principal já no fim da temporada. No Brasileiro Sub-20 foram oito gols em 15 jogos. Na Série A do profissional até o momento, atuou em apenas seis jogos, nenhum como titular, mas contra o Leão deve ter sua primeira chance no 11 inicial.

Mike (ATA) – Velho conhecido. O atacante atuou pelo Sport entre 2014 e 2015 e chegou aos catarinenses em 2020. Podendo atuar pelas pontas e pelo meio do setor ofensivo, o jogador de 28 anos é o artilheiro da equipe na competição com cinco tentos assinalados em 29 partidas, além de ter duas assistências na competição.

Análise: Felipe Holanda e Ivan Mota

Créditos da foto principal: Márcio Cunha/ACF

Em destaque

Pulsação tardia: análise Sport 1 x 1 Flamengo

O Sport segue seu calvário na Série A do Campeonato Brasileiro. Já rebaixado, o Leão até jogou bem, mas ficou no empate em 1 x 1 com o Flamengo, seguindo afundado no Z-4 do Brasileirão. Gustavo marcou o gol leonino, enquanto que Michael descontou; partida havia sido adiada e válida pela 35ª rodada.

Para o confronto diante dos cariocas, Gustavo Florentín teve a volta de Tréllez por ter ficado ausente contra o São Paulo por questões contratuais. Everaldo e Leandro Barcia não conseguiram se recuperar a tempo e seguem na lista de desfalques da equipe, que manteve a escalação inicial pelo terceiro jogo consecutivo no 4-2-3-1.

Time pernambucano teve os 11 iniciais repetidos mais uma vez (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO FOI

Entrando em campo sem pretensões, Sport e Flamengo fizeram o começo de jogo bem equilibrado, com ambos se estudando. A primeira falha na defesa, no entanto, foi dos donos da casa, mas os visitantes não aproveitaram; após erro de posicionamento de Sander, Vitinho fez boa jogada pelo lado direito e cruzou para Michael que, sozinho, mandou para fora.

A partida demonstrou que o início movimentado não era por acaso. O Leão não se abateu e deu um susto, alternando entre 4-2-3-1 e 4-2-4 ao atacar: Mikael ganhou de Hugo próximo à linha de fundo depois de corte errado de Thiago Maia e levantou para Hernanes, que emendou um voleio e obrigou o goleiro flamenguista a fazer uma defesaça.

Leoninos apostaram no jogo apoiado para atacar durante etapa inicial (Imagem: Premiere)

Os flamenguistas tiveram maior posse de bola, criando as melhores chances e deixando os pernambucanos mais recuados. Em um dos lances, Pedro viu o arqueiro leonino adiantado e chutou de fora da área e Maílson tirou com a ponta dos dedos. Depois, Matheuzinho pegou a sobra fora da área e finalizou forte para defesa em dois tempos do camisa 1.

Postado no 4-1-4-1 que variou frequentemente ao 4-5-1 para tentar segurar os ímpetos do rubro-negro carioca, o time da Praça da Bandeira voltou a ter bom momento. Em rebote de cobrança de falta, Mikael arrematou firme e o goleiro afastou. Do meio para o fim, a insistência do Urubu surtiu efeito: Pedro fez jogada individual e mandou para Michael – livre – completar para o gol.

Apesar de blocos médios, pernambucanos não seguraram flamenguistas (Imagem: Premiere)

Para o segundo tempo, Florentín voltou sem mudanças nas peças, contudo o Sport teve maior presença no setor ofensivo. Com menos de um minuto, fez a primeira boa jogada quando David Luiz furou e Zé Welison tocou para Everton Felipe, que cruzou e a defesa tirou. Em sequência, Gustavo recebeu depois de Matheuzinho cortar errado e bateu na saída de Hugo, deixando tudo igual.

Formando um 4-3-3 de muita intensidade no ataque, o Leão ficou povoando o meio, buscando espaços para chegar à virada. O Flamengo, porém, teve a oportunidade de voltar a ficar em vantagem quando Vuaden marcou pênalti de Hernanes em Michael; após revisão do VAR, o lance foi impugnado, o que manteve o placar.

Postura no ataque foi modificada e surtiu efeito imediato (Imagem: Premiere)

Logo em sequência, Gustavo invadiu a pequena área pela esquerda e sofreu carga faltosa de Matheuzinho, entretanto nada foi marcado. Para tentar mais presença ofensiva, o treinador leonino colocou Paulinho Moccelin no lugar de Hernanes; Everton Felipe cruzou com muita precisão e Mikael cabeceou para milagre do goleiro adversário.

Já próximo dos minutos finais, em troca de passes velozes, Sander foi à linha de fundo e tocou rasteiro para Zé Welison, que emendou de primeira e parou no arqueiro dos cariocas. Com alternâncias entre duas linhas de 4 e 4-5-1, os pernambucanos neutralizaram as ações dos visitantes, segurando o empate até o apito trilar pela última vez.

Análise: Mateus Schuler

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Sport na Série A: como joga taticamente o Flamengo

Blues da piedade. Com notas mais baixas do que altas, o Sport recebe o Flamengo num de seus últimos acordes na Série A do Campeonato Brasileiro, já sem chances de permanência. Dueto de rubro-negros está marcado para esta sexta-feira (3) às 20h, na Arena de Pernambuco, pela 35ª rodada.

Separamos tudo sobre o rival leonino: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do atual vice campeão da Libertadores.

O TIME

Para o compromisso, Maurício Souza tem nove baixas certas. O goleiro Diego Alves e o zagueiro Léo Pereira sentiram dores musculares no jogo com o Ceará, já o meia Éverton Ribeiro cumpre suspensão pelo terceiro amarelo e Andreas Pereira apresentou dores no púbis; Gabigol é ausência por faringite. Filipe Luís tem lesão na panturrilha esquerda, enquanto Willian Arão tem edema ósseo no joelho esquerdo, fazendo o time ir ao 4-2-2-2.

Provável do Fla diante do Leão (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Peças no tabuleiro. O Flamengo costuma manter a organização tática com a bola, seja quando reveza os titulares ou exerce força máxima. Dentre inúmeras formações, a maior tendência é formar um 4-2-3-1, tendo Gabigol e Éverton Ribeiro revezando na função de falso 9, além do apoio constante dos laterais.

Postura rubro-negra no terço final (Imagem: SporTV/Premiere)

A objetividade é a principal faceta do Urubu, que não costuma precisar de muitos toques na bola para chegar à zona de arremate, principalmente quando se arma 4-2-4. Neste cenário, consegue encurralar o adversário e quase sempre finalizar com perigo, quebrando as linhas de marcação.

Fla em troca de posições (Imagem: SporTV/Premiere)

“Gabigol passou, no último jogo, Evaristo de Macedo na artilharia histórica do clube. Mas Pedro é quem deve ganhar uma minutagem, já que não saiu do banco na última partida”

Renan Moura, repórter da Rádio Globo

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO DEFENDE

Se o ataque atormenta os rivais, a defesa dá sustos na torcida. A principal alternativa do Flamengo é se fechar num 4-1-4-1, tendo um dos volantes à frente da primeira linha. Assim, consegue minimizar os espaços pelo meio, enquanto os laterais e pontas recompõem nos corredores na tentativa de recuperar a posse.

Posicionamento do Urubu quando atacado (Imagem: Premiere)

O modelo em fase defensiva tem flertes frequentes para o 4-5-1. Outra alternativa é explorar o 4-4-2, este um pouco mais espaçado. É aí que os adversários costumam aproveitar os cochilos da marcação rubro-negra. Na final da Libertadores, por exemplo, Filipe Luís e Bruno Henrique falharam no encaixe e o Palmeiras abriu o placar, logo cedo, com quatro minutos de bola rolando.

Análise do gol de Raphael Veiga, que abriu o caminho para o título do Porco

“A zaga pode ter a presença de Bruno Viana, que conta os jogos para se despedir do clube. Ele está emprestado pelo Braga somente até o fim do Brasileiro, mas nem a torcida nem a própria diretoria desejam a renovação”

Renan Moura, repórter da Rádio Globo

PARA FICAR DE OLHO

Matheuzinho (LD) – Ganhando espaço. Contratado junto ao Londrina, o jovem pede passagem na lateral direita do Flamengo. Ao todo foram 18 jogos como titular, com dois gols e duas assistências. Ele é o lateral com mais chances criadas em todo o campeonato, além de ter excelentes números em desarmes, bolas recuperados e um bom índice de acerto nos cruzamentos.

Michael (MEI) – Artilheiro do Flamengo na Série A, o habilidoso meia-atacante aproveitou muito bem suas chances após a lesão de Arrascaeta. Michael já anotou 13 gols e distribuiu quatro assistências ao longo da campanha, também despontando como um dos destaques no campeonato no quesito dribles completos por partida.

Bruno Henrique (ATA) – Decisivo. Bruno Henrique é atualmente o quinto jogador com mais participações em gols no certame. Ao todo, foi às redes 11 vezes, além de cinco passes para gol. Podendo atuar tanto pelo lado como pelo centro do ataque, o camisa 27 é sempre perigoso no terço final e merece uma atenção a mais na ausência de Gabigol.

Análise: Felipe Holanda e Ivan Mota

Créditos da foto principal: Marcelo Cortes/CRF

Em destaque

Golpe de misericórdia: análise São Paulo 2 x 0 Sport

Por: Mateus Schuler

O último tiro. Mesmo que não dependesse apenas de si, o Sport sofreu o golpe de misericórdia na disputa contra o rebaixamento depois de perder para o São Paulo, neste sábado (27), por 2 x 0 no Morumbi. O resultado fez o Leão ter a queda praticamente decretada, em partida antecipada pela 36ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, tendo que reverter sete de nove pontos para somar.

Motivado pelo resultado positivo diante do Bahia, o técnico Gustavo Florentín optou por não promover alterações nos 11 iniciais. Herói contra o Esquadrão, o atacante Paulinho Moccelin permaneceu como opção no banco de reservas, já a única nova ausência foi de Tréllez, pois está emprestado pelos paulistas; o 4-2-3-1 se manteve na base da escalação leonina.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO FOI

O confronto começou bem equilibrado, com os dois times buscando achar o mapa do tesouro. O primeiro bom lance, como esperado, foi do São Paulo, no entanto sem levar tanto perigo: Gabriel Sara recebeu pela direita, girou para a perna esquerda e o chute saiu relativamente próximo à trave direita, o que fez o Sport se soltar em campo.

Postado no 4-2-3-1 quando tinha a posse, o Leão não havia se mostrado tão criativo, porém conseguiu achar espaços e deu o primeiro grande susto. Em jogada individual, Everton Felipe serviu Mikael, que finalizou cruzado e parou nas pontas dos dedos de Tiago Volpi. Logo depois, Everton Felipe ensaiou no escanteio com Ewerthon e cruzou na cabeça de Mikael, que cabeceou para o milagre do goleiro tricolor.

Apesar das linhas próximas, leoninos criaram pouco (Imagem: SporTV/Premiere)

A partida ficou cada vez mais em aberto, mas os paulistas passaram a ficar no domínio das ações, empurrado pela torcida. Após corte errado de Sander, Rigoni levantou na medida para Calleri, que testou e Maílson fez defesaça; na sequência, a defesa cortou. Depois, foi a vez de Reinaldo cobrar falta na área e Gabriel Sara desviar para intervenção do arqueiro leonino.

Formando o 4-1-4-1 em fase defensiva, os rubro-negros tinham Mikael como o homem de referência mais isolado, enquanto que os outros nove jogadores ficaram em linhas recuadas. Assim, povoaram o meio e seguraram melhor o ataque adversário, que não mostrou boa pontaria, deixando o duelo no zero ao intervalo.

Solidez defensiva durou ao menos o primeiro tempo (Imagem: SporTV/Premiere)

Para a segunda etapa, Florentín voltou sem mudanças, mas a equipe reagiu e chegou próximo de ficar em vantagem no primeiro minuto. Everton Felipe deu bom lançamento pela direita para Mikael que, de primeira, emendou um forte chute, contudo Tiago Volpi estava atento e afastou para escanteio. Não demorou muito para o castigo chegar.

Menos de cinco minutos depois, em cobrança de falta que a marcação subiu para forçar uma linha de impedimento, Benítez achou Calleri surgindo livre. O atacante argentino aproveitou a falha e, se antecipando a Maílson, mandou para o gol. O gol sofrido fez o técnico leonino promover a entrada de Paulinho Moccelin no lugar de Hernanes, alternando ao 4-4-2 para buscar neutralizar as investidas são-paulinas.

Saída de Hernanes deixou duas linhas de 4 na marcação (Imagem: SporTV/Premiere)

Ainda assim, os pernambucanos não mostraram muita criatividade para ir à procura do empate, entretanto tiveram nova oportunidade. Após a bola ficar viva na pequena área, Zé Welison girou em cima do marcador e bateu firme, todavia o camisa 1 se esticou todo para tirar com o pé e evitar que sua meta fosse vazada.

A medida que o tempo ia passando, os rubro-negros perdiam a intensidade, o que deixou os paulistas mais tranquilos. Luciano Juba foi acionado na vaga de Gustavo, formando um 4-3-3 apoiado pelos laterais do meio para frente. Os tricolores, porém, aproveitaram o espaço deixado entrelinhas do sistema defensivo do Leão e lacraram o caixão: depois de boa jogada individual pela esquerda, Marquinhos viu Gabriel Sara surgir livre na área; o meio-campista finalizou alto, sem dar possibilidades para a intervenção.

Laterais até apareceram no ataque, mas a produtividade foi nula (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Sport na Série A: como joga taticamente o São Paulo

Por: Mateus Schuler

Folha de arruda, pé de coelho e sal grosso. Três ingredientes fundamentais para o Sport seguir sonhando com a permanência e vencer o São Paulo pela primeira vez como visitante na Série A do Campeonato Brasileiro. Confronto entre pernambucanos e paulistas será neste sábado (27) no Morumbi, às 21h30, e é válido pela 36ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos tricolores.

O TIME

Mesmo vindo de amargo empate sem gols diante do Athletico-PR, em casa, o técnico Rogério Ceni não deve promover mudanças drásticas entre os 11 da equipe são-paulina. Luan e Luciano continuam como desfalques por lesão, já Éder volta a ficar à disposição após ter cumprido suspensão; Pablo, por outro lado, é dúvida depois de luxação sofrida no joelho. A única indefinição no 4-2-3-1 dos paulistas, entre Marquinhos e Vitor Bueno, é por opção.

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO ATACA

Segundo pior ataque da competição ao lado do Atlético-GO, com 26 gols, os tricolores não tem vivido bons momentos. Muito do baixo aproveitamento de grandes chances se deve à falta de pontaria, pois desperdiçaram 33 das 50 criadas. Além disso, demonstra ser uma equipe nula objetivamente, já que é a segunda a ter mais posse de bola por partida, porém a sétima que menos chuta.

Apesar das linhas próximas, time peca na criação (Imagem: Premiere)

Mesmo com linhas e blocos se aproximando, o São Paulo tem uma transição lenta e no jogo apoiado. O início da criação geralmente é na saída em 4+2 e os laterais ajudam zagueiros e volantes na troca de passes, enquanto que do meio para frente se forma um 4-3-3, deixando apenas a dupla de zaga atrás do círculo central; em alguns momentos, os defensores ficam adiantados.

Laterais buscam se aproximar dos extremos ao entrar no ataque (Imagem: TV Globo)

“Não é o segundo pior ataque à toa. O time tem dificuldade bizarra de criar oportunidades, mas não consegue ser reativo e nem ofensivo. Fonte de Rigoni secou, Calleri fez poucos gols, e o time não resolve os problemas de criação de jogadas, com vários nomes sendo testados na armação, nenhum deles com sucesso”

Caio Bittencourt, colunista no Footure

COMO DEFENDE

A defesa, por sua vez, tem mostrado um pouco mais de estabilidade, apesar de fragilidades. Quarto menos vazado com 33 gols sofridos, ao lado do Leão, o sistema defensivo do Tricolor vem de duas partidas sem dar brechas, mas viu os adversários marcarem seis tentos nos últimos cinco confrontos, sendo quatro só do Flamengo.

Linha de cinco do São Paulo tem extremo recompondo mais recuado que meio-campistas (Imagem: TV Globo)

Quando visam maior compactação em seu próprio campo, os são-paulinos se fecham formando uma linha de 5, com o extremo – geralmente o do lado esquerdo – recompõe atrás do trio de meio-campistas. Outra alternativa, ao ter os blocos mais adiantados, é ter um 4-3-3 sem a bola tendo os atacantes pressionando a saída adversária.

“Em números, não apresenta tantos problemas quanto parece. A instabilidade se deve a irregularidade nas laterais, com mais destaque pela direita, com atuações erráticas de Igor Vinícius e Orejuela. Bons momentos têm saído da dupla de zaga, com as atuações de Arboleda e Miranda; instabilidade no gol, com Tiago Volpi, pesou em alguns momentos na temporada”

Caio Bittencourt, colunista no Footure
Blocos médios dos paulistas bloqueiam espaos entrelinhas (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Miranda (ZAG) – Experiente, o zagueiro é um dos principais pilares defensivos da equipe. Tricampeão brasileiro pelo Tricolor, acumula passagens valiosas no futebol europeu, além da Seleção Brasileira. Nesse Brasileirão, tem dado solidez, além de ser o líder da equipe nos cortes, totalizando 92; é forte ainda na bola parada, seja ofensiva ou defensiva, bem como Arboleda, parceiro de zaga.

Rodrigo Nestor (VOL) – Apesar de ser o volante responsável pela contenção, é quem mais tem colaborado ofensivamente entre os meio-campistas. Líder no número de grandes chances criadas – seis – dos são-paulinos, Nestor é o maior garçom do time com quatro assistências, dividindo a marca junto ao argentino Rigoni.

Rigoni (ATA) – O atacante são-paulino é o vice-artilheiro na temporada, com 11 gols marcados, demonstrando ter posicionamento e velocidade dentro da pequena área. Em contrapartida, vive jejum, já que não balança as redes há sete jogos, mas busca ajudar na armação de jogadas, criando seis grandes chances, além de ter dado quatro passes aos companheiros.

Créditos da foto principal: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Em destaque

Chuva de alegria: análise Vila Nova 0 x 1 Sport

Por: Ivan Mota

Para ficar na história. Em jogo dramático e marcado por forte chuva na capital goiana, o Sport derrotou o Vila Nova por 1 x 0 e, na última rodada do Série B do Campeonato Brasileiro de 2011, garantiu seu acesso. Há exatos 10 anos, o Serra Dourada se tornava a Ilha do Retiro. Quase cinco mil rubro-negros estiveram presentes na partida que levou o Leão de volta à elite do futebol nacional em uma das campanhas mais emocionantes da história do clube.

Nesta efeméride especial, trazemos um olhar tático, além de falas de Bruno Mineiro, sobre o duelo do dia 26 de novembro de 2011, onde os comandados de Mazola Junior superaram o gramado encharcado para garantir a festa de seus torcedores presentes no estádio e por todo o Brasil.

COMO FOI

Armado num 4-2-2-2, que muitas vezes se tornava um 4-3-3, os rubro-negros tinham como grande destaque do elenco Marcelinho Paraíba. O experiente meia era, até aquele momento, artilheiro do time na Série B com 12 gols. Mesma quantidade de Bruno Mineiro, que começou no banco de reservas, mas se tornaria o herói do acesso, se isolando na artilharia leonina. As novidades do time foram Renato na lateral-direita, substituindo Moacir, que cumpria suspensão, e Rithely no lugar de Hamilton, também suspenso.

Escalação inicial do Leão para a decisão do Serra Dourada (Feito no Tactical Pad)

“Naquele ano eu fiz 16 gols pelo Sport e no último jogo que foi contra o Vila Nova no Serra Dourada debaixo de uma tempestade. Tinha, acho que era, cinco ou seis mil torcedores do Sport lá. Eu lembro que um dia antes estávamos no hotel e os torcedores foram até o hotel. E aquilo para nós foi muito gratificante, porque ali fez a diferença”

Bruno Mineiro, ex-atacante do Sport

Dependendo apenas de si para garantir o acesso, o Sport viveu um drama na reta final da competição. Muitos davam como certa a permanência por mais uma temporada na Série B, porém uma sequência positiva e uma combinação improvável de resultados deu ao Leão a chance do retorno, necessitando apenas de uma vitória simples. Isso inflamou a torcida e os atletas, que partiram para Goiás com o espírito de uma verdadeira final de campeonato.

Os recifenses partiram para cima desde o primeiro segundo de jogo, tentando explorar a fragilidade do elenco do Vila Nova que, já rebaixado, veio a campo com muitos garotos de pouca rodagem profissional. Aqueles que acreditaram em um jogo fácil, contudo, estavam enganados. O rubro-negro variou bastante seu esquema durante os 90 minutos, principalmente pela movimentação de Marcelinho Paraíba. O meia se deslocou por vários setores do campo, atuando no meio, pelos lados e algumas vezes até como atacante. Mas o desenho inicial do time foi no 4-3-3 com os laterais avançando bastante, principalmente Wellington Saci pela ala esquerda.

Sport inicialmente armado no 4-3-3 (Imagem: TV Globo)

Apesar de todo o domínio na posse, a primeira chance real dos visitantes só foi acontecer aos dez minutos e resultou em um gol anulado por impedimento. E foi justamente o lateral-esquerdo Saci que iniciou a jogada. Jogando praticamente como um ponta, ele aplicou um belo drible no canto esquerdo do campo para invadir a área e chutou com força. A bola parecia ter o endereço das redes, mas o atacante Willians, que estava em condição irregular, acabou desviando e matando o lance. Por diversos momentos do jogo, Marcelinho Paraíba recuava para buscar, chegando até mesmo a se alinhar com os volantes, formando uma espécie de 4-4-2 ou 4-3-3, com um dos volantes de origem assumindo funções ofensivas.

Camisa 10 rubro-negro jogando mais recuado no 4-4-2 (Imagem: TV Globo)

O treinador Mazola Júnior foi obrigado a realizar sua primeira substituição ainda no primeiro tempo. O atacante Roberson acabou se machucando e dando lugar para aquele que se tornaria o grande nome e herói da partida. Bruno Mineiro começou no banco, mas logo que entrou já demonstrou merecer a titularidade, já que além de ser um dos goleadores da equipe no ano, acabou criando algumas chances antes de abrir o placar.

Até o momento de alegria máxima dos torcedores, foram vários minutos de puro drama. Logo após uma bela cobrança de falta de Marcelinho Paraíba, outra arma importante durante toda a competição, a chuva começou a dar as caras no Serra Dourada. Também em seguida os donos da casa tiveram sua primeira grande chance. O lateral Victor Ferraz, possivelmente o nome que se tornou mais conhecido ao passar dos anos no cenário nacional daquele elenco do Tigre, acertou um belo cruzamento para Leandro Cearense. O atacante, livre de marcação, se esticou para finalizar, obrigando Magrão a realizar uma bela defesa.

Quando os alvirrubros se aproximavam da área adversária, o Sport se fechava com uma linha de cinco defensores. Nesse caso, o volante Rithely se juntava à dupla de zaga, enquanto Wellington Saci dava o combate e era auxiliado por Robston e Thiaguinho.

Pernambucanos formando uma linha de cinco defensiva (Imagem: TV Globo)

A primeira oportunidade de Bruno Mineiro aconteceu aos 32 minutos. Nesse momento os leoninos passaram a se posicionar ofensivamente no 4-2-3-1. O trio de meias mais avançados ficava com Marcelinho Paraíba centralizado, Willians pelo lado esquerdo e Thiaguinho na direita, deixando o centroavante isolado em sua função de origem. E foi num bom cruzamento de Renato que o atacante apareceu em boa condição de abrir o placar, entretanto cabeceou fraco e nas mãos do goleiro.

Sport atacando no 4-2-3-1 (Imagem: TV Globo)

Antes do fim do primeiro tempo ainda aconteceram mais duas chances para os pernambucanos, ambas com origem na bola parada de Marcelinho. A primeira foi um cruzamento desviado por Willians onde a bola bateu no travessão e por pouco não entrou. A segunda foi uma cobrança direta, de muito longe, com direção ao ângulo do goleiro Luís Cetin, que fez uma grande defesa. Ainda deu tempo para mais um ataque dos goianos; dessa vez Magrão fez um milagre ainda maior, segurando a bola em cima da linha.

“Me lembro como se fosse hoje que, debaixo de chuva, acabou o primeiro tempo sem gols. Nós entramos no vestiário. Um olhava para cara do outro e falava: ‘Cara, se a gente não ganhar isso aqui, a gente tem que ir a pé daqui a Recife, porque não tem cabimento’. A gente se sentia praticamente na Ilha. A gente não poderia perder aquele jogo ali, aquela classificação”

Bruno Mineiro, ex-atacante do Sport

A equipe retornou ao segundo tempo com mais uma mudança. O atacante Misael ficou com a vaga de Willians, no entanto a principal diferença da primeira para a segunda etapa foi outra, a condição do gramado. A chuva, que já acompanhava a disputa durante algum tempo, aumentou de forma exponencial durante o intervalo, deixando o gramado do Serra Dourada com poucas condições de jogo. A bola parava nas poças e lamas em quase todas as jogadas, obrigando as duas equipes a buscarem na bola parada e em cruzamentos ou chutões as únicas opções de avançar no jogo.

Nas poucas vezes que o Sport conseguiu botar a bola no pé para tentar algo, se armou num 4-3-3, com Thiaguinho jogando como o meia armador e o trio ofensivo com Misael, Bruno Mineiro e Marcelinho Paraíba. E esse último seguia como o responsável pelas melhores oportunidades. Aos cinco minutos, foi a vez do zagueiro Gabriel receber um cruzamento e quase marcar.

Quarteto ofensivo do Sport lutando contra o gramado (Imagem: TV Globo)

Aos nove, o treinador leonino queimou sua última alteração. Possivelmente acompanhando os resultados da rodada e vendo que o Leão precisava vencer de todo jeito para garantir o acesso, colocou mais um atacante. Júnior Viçosa entrou no lugar do lateral-direito Renato, deixando o time ainda mais ofensivo. Mas foram longos dez minutos até aparecer a primeira boa chance. O gramado castigado não deixava a bola correr e dificultava todos os lances. Mais uma vez em cobrança de falta, Marcelinho Paraíba obrigou o goleiro goiano a fazer outra grande intervenção.

Aos 27 minutos a alegria tomou conta das arquibancadas. O drama era tão grande que alguns torcedores ficaram até sem reação. Após escanteio curto, Marcelinho, sempre ele, mandou para área e encontrou Bruno Mineiro livre. Dessa vez, o artilheiro não perdoou, cabeceou para baixo e viu a bola passar entre as pernas de Luís Cetin. Ela nem chegou a balançar as redes, mas não havia dúvidas que atravessara a linha, gerando a explosão dos rubro-negros no Serra Dourada.

“Marcelinho, como sempre, sabia bater muito bem na bola e cruzou para mim, e meu ponto forte é na área, né? Todo mundo sabe e eu fiz o gol. Eu lembro que a bola não chegou nem bater na rede de tão alagado que estava o campo, mas foi muito gratificante, felicidade imensa. Eu falo até hoje que foi a melhor emoção que eu senti na minha vida com relação à comemoração, com relação a amor da torcida pelo Sport. Então pra mim foi gratificante demais, ainda mais fazendo o gol do acesso”

Bruno Mineiro, ex-atacante do Sport

Após o gol, a equipe passou a jogar mais fechada, Thiaguinho se tornou lateral, Marcelinho assumiu de vez o posto de volante e até os atacantes voltaram para ajudar. O bloqueio funcionou, sem deixar o adversário chegar nenhuma vez com perigo, qualquer bola que se aproximasse da área de Magrão era rebatida com um chutão. A única chance antes do fim do jogo aconteceu já nos acréscimos. Júnior Viçosa recebeu após mais um desses chutes longos, driblou o zagueiro e bateu colocado, raspando a trave.

Com o apito final, a emoção foi ainda maior. Alguns jogadores desabaram no gramado, completamente esgotados após os 90 minutos correndo no gramado quase impraticável. Os torcedores, que viajaram de tão longe, invadiram o campo, indo de encontro aos jogadores para festejar a vitória e o acesso, numa das comemorações mais emblemáticas da história do clube. O duelo que completa 10 anos e jamais será esquecido pelos jogadores, comissão técnica e torcedores.

Arte: Ivan Mota sobre imagens de Divulgação/Sport

Em destaque

Último capítulo: análise Cruzeiro 0 x 0 Náutico

Por: Guilherme Batista e Mateus Schuler

Em ritmo extremamente lento. Assim como o filme homônimo, o último capítulo do Náutico na Série B do Campeonato Brasileiro teve poucas emoções. Diante do Cruzeiro nesta quinta-feira (25), no Mineirão, o Timbu se mostrou apático e empatou sem gols pela 38ª rodada da Segundona; placar o faz terminar na 8ª posição, com 53 pontos.

Para a última partida da temporada, os alvirrubros foram a campo mantidos no 4-2-3-1, mas a escalação teve novidades. Sem Camutanga e Jean Carlos, de férias, Hélio dos Anjos optou por colocar Carlão e Jacob Murillo entre os 11; Hereda e Júnior Tavares voltaram às lateral direita e esquerda, enquanto que Thássio foi acionado na extrema.

Time da Rosa e Silva entrou com novidades nos titulares (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO FOI

Jogando diante do Mineirão lotado e querendo fazer bonito para despedida de Rafael Sóbis, o Cruzeiro partiu para cima do Náutico desde o início. Com os blocos altos e pressionando o portador da bola, a Raposa forçou muito o erro do Timbu. Na primeira boa oportunidade, Marcelo Moreno aproveitou o vacilo da defesa pernambucana e finalizou para fora, escorregando na hora do arremate.

Se fechando num 4-4-2, os alvirrubros se compactaram o máximo que foi possível para dificultar as ações ofensivas dos mineiros, mas sem êxito. Com finalizações de média e longa distância, os celestes seguiram assustando e quase abriram o placar em chute de Claudinho; a forte marcação interveio, por alguns momentos, as investidas.

Nos minutos finais da primeira etapa, os cruzeirenses baixaram suas linhas e começaram a permitir mais troca de passes em seu campo. Ainda assim, os pernambucanos encontraram dificuldades poder para abrir espaço na boa postura adversária. Os anfitriões voltaram a assustar com Giovanni, que foi servido na entrada da área e finalizou colocado para Anderson operar um milagre no Mineirão.

Raras investidas dos Timbus vieram em criação por dentro (Imagem: SporTV/Premiere)

No minuto seguinte, o arqueiro alvirrubro voltou a evitar o gol mineiro após tentativa de Eduardo Brock da intermediária. E foi a equipe da Rosa e Silva que, mesmo aos trancos e barrancos, quem teve a última oportunidade dos 45 minutos iniciais. Após bola alçada na área, Thássio foi mais veloz que os defensores e deu desvio despretensioso; por pouco não abriu o marcador.

Para o segundo tempo, Hélio dos Anjos realizou a primeira substituição e não alterou o sistema tático: Vargas entrou no lugar de Hereda, deixando Thássio na lateral direita. Apesar da mexida, a postura seguiu apática como durante a etapa inicial e os donos da casa tiveram a primeira boa chance depois de um vacilo; Anderson se atrapalhou na saída de bola e, ao lançar, chutou em cima de Marcelo Moreno, contudo saiu pela linha de fundo.

Laterais seguiram no ataque, mas alvirrubros pouco levaram perigo (Imagem: SporTV/Premiere)

Tentando dar novo fôlego aos seus comandados e testando novas peças, o comandante alvirrubro promoveu Paiva e Giovanny nos lugares de Álvaro e Murillo. As mudanças não surtiram o efeito esperado, mesmo continuando no 4-2-3-1, com os laterais se apresentando no campo ofensivo; poder criativo se manteve nulo.

Do meio para o fim, os alvirrubros ficaram mais retraídos e atraíram a equipe mineira, que passou a ser perigosa. Luiz Henrique e Guilherme Nunes foram a campo nas vagas de Carpina e Trindade, o que fez o Timbu formar um 4-5-1 ao ficar sem a bola, se compactando no setor defensivo e chamando o time cruzeirense.

Nos minutos finais, não por acaso, a Raposa chegou muito perto de balançar as redes. Na primeira tentativa, Rafael Sóbis bateu falta na área e Ariel Cabral cabeceou no chão, com a bola indo no travessão em seguida; na sequência, o mesmo Cabral recebeu na entrada da área e o chute saiu próximo à trave esquerda. No último lance, Felipe Augusto levantou na pequena área e Vitor Roque, de frente para o gol, perdeu chance incrível ao finalizar para fora.

Mesmo compactado, Náutico deu espaços para a Raposa criar (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente o Cruzeiro

Por: Mateus Schuler

Relaxado milhas e milhas distante. Já em clima de férias e planejando 2022, o Náutico enfrenta o Cruzeiro na noite desta quinta-feira (25), no Mineirão, às 20h em partida que encerrará sua participação na Série B do Campeonato Brasileiro. Confronto é válido pela última rodada e o Timbu não tem chances nem de queda, nem acesso.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais da Raposa.

O TIME

Para o confronto frente aos pernambucanos, a equipe celeste tem as baixas de Claudinho, lesionado, e Thiago e Vitor Leque, suspensos. Wellington Nem e Marcinho voltam de suspensão, já Marcelo Moreno retorna após convocação à Bolívia; Bruno José, porém, é dúvida. Ariel Cabral – não renovará o contrato – e Rafael Sóbis, que vai se aposentar, podem ser acionados no 4-2-3-1 dos mineiros.

Escalação cruzeirense ainda pode ter entradas de Ariel Cabral e Rafael Sóbis (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO ATACA

Dono do oitavo melhor ataque com 42 gols, inclusive dividindo a marca junto ao Avaí, que luta por acesso, e Brusque, o Cruzeiro tem números até positivos para uma equipe da parte de baixo da tabela. Ainda assim, não costuma ter a pontaria calibrada, pois desperdiçou 31 das 53 grandes chances criadas no campeonato, ficando no top-5 do quesito.

Primeiro volante dos mineiros inicia criação ofensiva (Imagem: Brasileirão Play)

Mesmo assim, o time de Vanderlei Luxemburgo gosta de ter a bola, usando o jogo apoiado como essencial para progredir a posse da defesa ao ataque. O início das jogadas geralmente tem o primeiro volante ao lado dos zagueiros, em uma saída de 3, auxiliada pelo goleiro Fábio; do meio em diante, formam um 4-2-3-1, tendo os extremos e o armador na criação.

Blocos buscam maior aproximação para ocupar entrelinhas (Imagem: Brasileirão Play)

“O Cruzeiro teve muitos altos e baixos desde a queda, sem ter um artilheiro inclusive, o que fez o time não brigar pelo acesso nesses dois anos. Apesar de ter surgido boas peças no setor, nenhuma mostrou consistência, com Vanderlei aproveitando-as melhor”

Sulimar Silva, repórter na Rádio Inconfidência

COMO DEFENDE

Defensivamente, entretanto, tem apresentado muitas fragilidades, inclusive após assegurar permanência por mais uma temporada na Segundona. Em situação até cômoda nos últimos cinco confrontos, foi vazado em cinco das 44 vezes – em três jogos – totalizadas no torneio, ressaltando a inconsistência do setor.

Sistema defensiva tenta o máximo de compactação possível (Imagem: SporTV/Premiere)

Apesar disso, não há um modelo pré-definido ao defender, tendo variações de acordo com a postura proposta pelo adversário. O desenho mais comum é o 4-4-2, tendo os extremos ao lado dos volantes e o outro meio-campista junto ao centroavante; outra possibilidade, contudo, é formar um 4-2-3-1 de blocos médio/altos, tendo as linhas adiantadas para povoar mais o meio e fechar melhor os espaços entrelinhas.

“A defesa com Vanderlei Luxemburgo mudou bastante, pois ele tem trocado muito e testado as peças. Com a sequência negativa e as oscilações em campo, o sistema defensivo foi bastante afetado, dando muita inconsistência ao restante da equipe”

Sulimar Silva, repórter na Rádio Inconfidência
Linhas podem ficar adiantadas para pressionar adversário (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Rômulo (LD) – Volante de origem, o hoje lateral-direito tem como trunfo sua experiência pelo futebol italiano, o que o faz ser um dos principais nomes no sistema defensivo, tendo 50 desarmes, o vice-líder cruzeirense no quesito. Em contrapartida, tem participado constantemente da fase ofensiva, com cinco grandes chances criadas – líder ao lado de Giovanni – e cinco assistências, o que mais colaborou.

Giovanni (MEI) – Ex-jogador do próprio Timbu, o meia é o cérebro do time, já que é quem faz a bola rodar do meio para frente. Responsável pela armação de jogadas, criou cinco grandes oportunidades, além de duas assistências. É ainda um dos artilheiros da equipe, com cinco gols marcados, assim como é o maior finalizador, totalizando 65 chutes.

Marcelo Moreno (ATA) – Experiente, o atacante boliviano é o principal nome do ataque cruzeirense, sendo peça essencial na referência. Não por acaso, já fez cinco gols na Segundona, sendo um dos goleadores do time. É também o artilheiro das Eliminatórias à Copa do Mundo 2022, com nove tentos feitos, o que o faz ser uma ameaça na pequena área.

Créditos da foto principal: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Em destaque

Recomeço: o que esperar taticamente de Walter no Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

De volta às origens. Com passagem pela base do Santa Cruz, Walter retorna ao Arruda para ser o novo homem gol após saída de Pipico e solucionar os problemas ofensivos da Cobra Coral em 2022. Seu último clube foi o Botafogo-SP, onde teve passagem pouco produtiva, marcando apenas três gols. Antes, viveu o auge da carreira, defendendo Internacional, Goiás e Athletico, entre outros.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do novo contratado, com principais características táticas, números, mapas de calor, um Raio-X da carreira, e como Walter pode se encaixar no esquema de Leston Júnior.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Recifense de nascença, por ironia do destino, Walter nunca atuou por nenhum time pernambucano, sendo revelado pelo Internacional, em 2009. Desde cedo, mostrou qualidade apurada nas finalizações e bom senso de posicionamento, sendo decisivo na hora de definir as jogadas. Um típico camisa 9, da cabeça aos pés.

Num recorte recente, Walter marcou três vezes nos 16 jogos que disputou pelo Botafogo-SP, seu último clube, todos dentro da grande área, mostrando o faro de artilheiro que lhe consagrou no início de carreira. Não costumava perder muitas chances, raramente buscando a bola de trás e sempre à espera do último passe para balançar as redes.

Veja a análise, em vídeo, dos gols de Walter pelo Botafogo-SP

No Santa Cruz, a tendência é que Leston Júnior utilize o 4-2-3-1 como tática base, tendo Walter fixo na referência. Neste cenário, os pontas, Esquerdinha e Mateus Anderson, dariam amplitude para quebrar as linhas de defesa do adversário, enquanto João Cardoso ficaria municiando o camisa 9. Recém chegados, zagueiro Eduardo Grasson e volante Rodrigo Yuri também são opções na zaga e cabeça de área, respectivamente.

Possível formação com Walter no ataque (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

Outra alternativa, um pouco mais audaciosa, é explorar um 4-3-3 de intensidade no terço final, mantendo Walter por dentro, agora com as chegadas dos laterais, Marcos Martins, pela direita, e Eduardo, pela esquerda. Assim, um dos meias, possivelmente João Cardoso, recua para formar uma trinca no círculo central.

4-3-3 coral com Walter (Feito no Tactical Pad)

PASSAGEM PELO ATHLETICO

Walter chegou ao Athletico em 2015, após disputar o Carioca pelo Fluminense. No Brasileirão, foi o artilheiro do Furacão, com nove gols em 32 jogos, 27 como titular). Também figurou como o segundo jogador que mais deu assistências, acumulando quatro, atrás apenas de Nikão, autor de sete. O time terminou a competição em 10º lugar.

Naquele ano, mostrou suas qualidades de posicionamento no ataque, seja no 4-2-4 ou 4-2-3-1, por vezes fixando na referência, e em outras recuando para as chegadas dos companheiros, sempre com o apoio constante de um dos laterais. Também marcou um gol em quatro jogos na Copa Sul-Americana – o Athletico foi eliminado nas quartas de final pelo Sportivo Luqueño, do Paraguai. Já pela Copa do Brasil, disputou duas partidas e foi às redes uma vez, caindo na segunda fase, para o Tupi-MG.

Walter no 4-2-3-1 do Furacão (Imagem: TNT Sports)

Em 2016, Walter conquistou o título Paranaense, sob o comando do técnico Paulo Autuori. Até o jogo de volta da final, no Couto Pereira, ele não tinha participado de nenhum gol da equipe nas sete partidas que disputou. Na grande decisão, o Athletico venceu o Coritiba por 2 x 0 com um gol dele e uma assistência. Formando um 4-3-3, o atacante desfilou seu talento para servir os companheiros, não se limitando às finalizações.

Walter com a bola em postura ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Além disso, o Furacão foi vice-campeão da Primeira Liga, também em 2016, perdendo para o Fluminense na final. Na Copa do Brasil do mesmo ano, o Athletico caiu nas oitavas, diante do Grêmio, na decisão por pênaltis. Walter atuou em quatro jogos, sendo três como titular, e marcou um gol.

No Brasileirão, o clube fez boa campanha, terminou em 6º lugar e, com isso, garantiu vaga na Libertadores. No entanto, Walter teve participação secundária na competição. Deixou o clube logo após o primeiro turno — só foi titular em 12 das 38 rodadas — e entrou como substituto em sete. Marcou três gols e deu duas assistências.

Em setembro de 2016, Walter retornou ao Goiás e disputou a Série B. Fez três gols e deu cinco assistências em dez jogos. No ano seguinte, passou por Goiás e Atlético-GO, com 31 jogos e cinco tentos. Em 2018, defendeu Paysandu e CSA, somando 27 jogos e cinco bolas nas redes. Sua última partida foi em novembro de 2018. Desde então, começou a cumprir suspensão por doping.

CURRÍCULO

Walter surgiu no São José-SP e chegou ainda com idade de juniores no Internacional. Em 2009, foi artilheiro da seleção brasileira de juniores, com cinco gols em nove jogos, na campanha do título do Sul-Americano Sub-20. Em 2010, conseguiu se destacar no clube gaúcho, com oito gols em 29 jogos , somando Libertadores, Brasileirão e Gaúchão, sendo vendido ao Porto, de Portugal, por seis milhões de euros.

Walter no clube português (MIGUEL RIOPA/AFP/Getty Images)

Teve bom desempenho no Dragão, com 16 tentos e seis assistências em 33 partidas, sendo apenas 14 como titular. Mesmo assim, acabou não jogando mais pelo Porto e foi emprestado para oito equipes nos anos seguintes: Cruzeiro 2012, Goiás 2012/13, Fluminense 2014/15, Athletico 2015/16, Goiás 2016/17, Atlético-GO 2017, Paysandu 2018 e CSA 2018.

Em números, a melhor fase da carreira foi em 2012 e 2013, com 34 gols em 68 jogos pelo Goiás. Com uma técnica apurada, Walter sempre teve problemas de extracampo por conta do peso. Atualmente, busca chegar aos 95kg, algo próximo de seu peso ideal.

Créditos da foto principal: João Victor Menezes/Agência Botafogo

Em destaque

Despedida sem comemorações: análise Náutico 1 x 2 Avaí

Por: Mateus Schuler

No último jogo de Vinícius nos Aflitos, o Náutico se despediu de seu capitão sem motivos para comemorar após derrota por 2 x 1 frente ao Avaí neste domingo (27), pela penúltima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Djavan anotou o único gol alvirrubro, enquanto Getúlio e Renato marcaram para os catarinenses.

Para a – provável – última partida com os ditos 11 titulares, Hélio dos Anjos fez somente uma mudança em relação à equipe que bateu o Sampaio Corrêa: o lateral-esquerdo Júnior Tavares, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, teve Guilherme Nunes em sua vaga. O volante Rhaldney, que antes era dúvida, foi substituído por Carpina, voltando ao 4-2-3-1 alvirrubro.

Escalação inicial do Timba diante do Leão da Ilha (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO FOI

Apesar de entrarem em campo vivendo momentos distintos, Náutico e Avaí iniciaram o confronto com muita intensidade. O lado catarinense da moeda, por necessitar dos três pontos, teve as primeiras boas chances: logo com um minuto, João Lucas cruzou na área e Getúlio, de calcanhar, desviou para boa defesa de Anderson. Depois, Jean Cléber recebeu de Lourenço na entrada da área, dominou e finalizou próximo à trave direita.

Mesmo com os sustos, os pernambucanos não se abateram e buscaram sair à frente. Alternando entre 4-3-3 e 4-2-3-1, o Timbu teve a oportunidade para marcar quando Álvaro foi servido por Vinícius na entrada da área e arriscou, parando em intervenção de Glédson; na sequência, um duro golpe: Matheus Jesus foi desarmado por Bruno Silva, que abriu na esquerda para Getúlio dar o chute cruzado no canto esquerdo.

Alvirrubros ainda tentaram mais ofensividade em busca do empate (Imagem: SporTV/Premiere)

O gol sofrido fez a equipe da Rosa e Silva ficar ainda mais ofensiva, variando ao 4-2-4 em algumas ocasiões. O Leão da Ilha, por outro lado, foi quem teve a possibilidade de balançar as redes: Edílson levantou falta na área, Vinícius desviou contra a própria área e Getúlio, na segunda trave, parou no camisa 1 dos anfitriões, que tentaram se defender no 4-3-3.

Na reta final, a pressão dos alvirrubros passou a ser mais evidente, com dois grandes momentos sendo criados. No primeiro deles, Thássio fez cruzamento preciso na cabeça de Matheus Jesus, porém o cabeceio ficou em milagre do arqueiro azulino; já perto do fim, Jean Carlos cobrou escanteio bem fechado e o goleiro adversário afastou de soco.

Linhas mais altas diminuíram criatividade dos avaianos (Imagem: SporTV/Premiere)

Para o segundo tempo, Hélio voltou sem realizar mudanças, mantendo assim a proposta mesmo em desvantagem no marcador. O jogo, por sua vez, caiu de ritmo e os times pouco chegaram ao ataque, que fez o técnico alvirrubro realizar a primeira mexida em busca do empate: Jacob Murillo foi acionado no lugar de Juninho Carpina.

Demorou, mas a primeira boa oportunidade na etapa final veio dos pés justo do equatoriano, que recebeu pela direita, limpou para a esquerda e finalizou forte para boa defesa de Glédson. Em seguida, o comandante do Timbu fez duas novas mudanças: Taílson e Djavan entraram para as saídas de Álvaro e Matheus Trindade, respectivamente, alternando ao 4-3-3 quando atacou.

As substituições até deram maior ofensividade, pois Vinícius fez boa jogada pela esquerda e mandou para Matheus Jesus que, surgindo como elemento surpresa, chutou sobre o gol. Em contra-ataque fatal, entretanto, o Avaí foi às redes: Copete lançou Renato que, nas costas de Carlão, aproveitou o espaço e arrematou firme no alto e na saída de Anderson.

Compactação pernambucana lá atrás (Imagem: SporTV/Premiere)

Para tentar conter os contra-golpes dos catarinenses, os pernambucanos se fecharam no 4-4-2, descendo mais as linhas quando preciso. Ainda assim, o tento de honra saiu ao ficarem em vantagem numérica, pois o lateral-direito Iury – com poucos minutos no jogo – agrediu Djavan depois de uma dividida. Após bom lance no setor ofensivo, Vinícius passou para Djavan, que driblou o volante Bruno Silva e bateu no canto direito. A reação, porém, parou por aí e os anfitriões amargaram a última derrota como mandantes.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Em destaque

É tetra: análise Sport 1 x 2 Náutico

Por: Ivan Mota

À moda da casa. Insaciável, o Náutico “papou” mais um Campeonato Pernambucano sobre o Sport, desta vez pelo feminino, após vitória por 2 x 1 e conquista do tetra Estadual. Popó e Ingrid marcaram os gols do título, enquanto Pintinho descontou. Antes, o Timbu já havia vencido o Leão na categoria, em 2020, e no Pernambucano masculino deste ano.

Na escalação inicial, o time da casa foi a campo num 4-3-3 tradicional, com Débora BB responsável pela criação das jogadas e atuando mais avançada que a dupla de volantes. Já as alvirrubras se postaram inicialmente num 4-2-3-1, tendo Duda e Popó revezando nos papeis de centroavante e meio-campo, respectivamente.

Formações iniciais das duas equipes para a grande final (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O partida começou com o Sport propondo mais o jogo. As leoas partiram para o ataque num 4-3-3. Débora BB, a camisa 10 rubro-negra, era a única responsável pela armação das jogadas e se aproximava do trio ofensivo, formado por Layza, Ísis e Mille. Apesar do domínio, foram poucas chances reais criadas.

Sport partiu para o ataque no 4-3-3 (Imagem: TV FPF)

Se fechando no 5-4-1 do outro lado, o Timbu conseguiu equilibrar as ações e tentar responder. Apenas Popó ficava de fora dos papeis defensivos, mas esperando um possível contragolpe. Foi justamente assim que as alvirrubras tiveram chance clara. Popó avançou pelo lado direito e acerto o cruzamento para Duda que, sozinha e de frente para o gol, cabeceou para fora.

Náutico se fechou no 5-4-1 defensivo (Imagem: TV FPF)

Quando partia para o ataque, a equipe dos Aflitos se postava no 4-2-3-1 com o avanço das laterais dando profundidade. Gigi e Ingrid revezaram nas extremidades do ataque, tendo Popó mais por dentro, porém ainda assim se movimentando bastante para encontrar espaços no sistema defensivo das Leoas.

O domínio do Sport, no entanto, seguiu maior e aos 40 minutos deu resultado. Em grande jogada individual, Ísis deixou a marcação na saudade e avançou com velocidade pelo lado direito do ataque, cruzando com precisão para Pintinho – surgindo livre – abrir o placar. A taça se movia de mão, ainda no primeiro tempo.

Timbu atacando no 4-2-3-1 com avanço dos laterais (Imagem: TV FPF)

Roteiro que não se repetiu na etapa final. Dessa vez, foi o Náutico que tomou mais a iniciativa. Após ótima jogada de Cabron, Mayara recebeu dentro da área e rolou para Duda, que acertou as redes, mas no lado de fora. A pressão alvirrubra teve resultado quando a mesma Mayara foi derrubada na área e Popó converteu pênalti para deixar tudo igual: 1 x 1.

O gol de empate esfriou um pouco as ações. As alvirrubras passaram a fixar num 4-1-4-1 no campo de defesa e aguardar os ataques das Leoas, que só conseguiram levar perigo em jogadas de bola parada. A melhor delas foi em uma excelente cobrança de falta de Mille, que parou no travessão e assustou as visitantes.

Timbus se defendendo no 4-1-4-1 (Imagem: TV FPF)

Após muitas mudanças o Náutico começou a se postar no 4-3-3, tendo Cabron flutuando entrelinhas. E foi num lançamento dela que a virada do Náutico aconteceu. Já aos 43 minutos, encontrou Carol livre de marcação, que obrigou a goleira Raíssa sair do gol; assim, abriu o espaço para Ingrid só ter o trabalho de empurrar ao fundo das redes.

Equipe alvirrubra jogando no 4-2-3-1 após as alterações (Imagem TV FPF)

O Sport até tentou uma pressão final em busca do empate, entretanto não conseguiu vencer a goleira Nanda. O Náutico, por outro lado, segurou bem a vantagem até o apito final e garantiu o bicampeonato estadual consecutivo, novamente derrotando as rivais na final, dessa vez ainda durante o tempo normal, sem a necessidade de pênaltis.

Créditos da foto principal: Fernanda Acioly/Náutico

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente o Avaí

Por: Felipe Holanda

Engenheiros do Hawaii. Em construção, o Náutico encara o Avaí criando terreno para a próxima temporada e testando o elenco na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo entre pernambucanos e catarinenses acontece neste domingo (21) às 19h, nos Aflitos, pela penúltima rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Leão da Ilha.

O TIME

Para o duelo contra o Timbu, o treinador Claudinei Oliveira tem os desfalques do lateral Diego Renan, lesionado, e do meia Jádson, que não viajou a Recife por problemas pessoais. Em contrapartida, Edílson conseguiu efeito suspensivo e deve ir a campo, dando manutenção ao 4-2-3-1 avaiano.

Provável formação inicial dos catarinenses (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Incisivo. O Avaí apresenta linhas bem definidas em fase ofensiva, geralmente formando um 4-2-4 com o apoio constante dos laterais para encontrar espaços na marcação adversária. Por outro lado, com 40 gols marcados, os catarinenses têm o pior ataque entre os cinco primeiros colocados, número inferior ao próprio Náutico, que soma 49.

Organização ofensiva da Azurra (Imagem: SporTV/Premiere)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui.

Quando tenta iniciar a construção lá de trás, a tendência é que o Leão da Ilha explore uma saída 4-2, tendo os volantes recuando para auxiliar na progressão de posse, enquanto os laterais e pontas dão profundidade. Outra possível variação é um 4-3-3 ofensivo.

Catarinenses em construção ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

O ponto forte do ataque avaiano fica por conta das jogadas de beirada, com os laterais, Edílson pela direita, e João Lucas pela esquerda, abrindo o corredor para liberar espaços no “miolo”. Neste cenário, a Azurra costuma ser perigosa.

COMO DEFENDE

Se o ataque deixa a desejar, a defesa consegue ser mais segura. O Avaí costuma se fechar com duas linhas de 4 quando atacado, tendo o 4-1-4-1 mais frequente, preenchendo o meio e dificultando a troca de passes adversária para ter maiores chances de recuperar a bola.

Postura defensiva do Leão da Ilha (Imagem SporTV/Premiere)

Outra alternativa avaiana, quando quer fechar mais o “funil”, é performar um 4-5-1 para povoar melhor o centro. Neste cenário, apenas o centroavante fica mais adiantado na última linha, enquanto os pontas recompõem junto aos laterais.

Avaí em compactação (Imagem: SporTV/Premiere)

Com 33 gols sofridos, a Azurra tem a quarta melhor defesa entre os cinco melhores colocados, à frente do Guarani (37) e atrás de Botafogo (29), Goiás (29) e Coritiba (31).

PARA FICAR DE OLHO

Edílson (LD) – Experiente e funcional. Com três assistências, Edílson tem os cruzamentos na área como ponto forte, sempre dando profundidade pela direita até a linha de fundo para servir os companheiros. Também finaliza bem de média/longa distância, com uma bola nas redes nesta Segundona.

Jonathan Copete (PE/PD) – O grande trunfo técnico do Avaí. Copete é artilheiro do time na competição – sete tentos – e não costuma desperdiçar grandes chances de marcar, geralmente bem posicionado. Além disso, é também o grande garçom, acumulando oito passes para gol. Merece sempre uma atenção especial.

Getúlio (CA) – Se Copete é arco, Getúlio é flecha. Autor de seis tentos na Série B, Getúlio tem a finalização em gol como carro chefe de suas atuações, seja com os pés ou de cabeça. Faz bem o pivô e consegue abrir espaços para as chegadas dos companheiros, tendo cinco assistências no certame.

Créditos da foto principal: Leandro Boeira/Avaí F.C.

Em destaque

Mantendo freguesia: análise Sport 1 x 0 Bahia

Por: Mateus Schuler

Lá e lô. O Sport superou o Bahia e manteve a invencibilidade de duas décadas contra o rival em solo pernambucano para seguir vivo na luta contra o rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro. Paulinho Moccelin fez o gol que selou a vitória rubro-negra por 1 x 0 na Arena de Pernambuco, nesta quinta-feira (18), em partida válida pela 33ª rodada.

Para o confronto regional, Gustavo Florentín teve a volta de Gustavo, que teve de cumprir suspensão automática contra o Ceará na última rodada. Do meio para trás, o time se manteve, enquanto para frente, porém, a única novidade foi a permanência de Everton Felipe entre os titulares, seguindo no 4-2-3-1 e Paulinho Moccelin indo ao banco de reservas.

Escalação inicial dos pernambucanos teve apenas uma novidade (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO FOI

Por ambos precisarem dos três pontos, o jogo começou bastante equilibrado e o Sport buscou prevalecer o incentivo da torcida para tentar sair à frente, já o Bahia optou por segurar os ímpetos atuando no contra-ataque. A primeira boa chance, no entanto, foi do Leão, que ganhou vantagem no meio-campo e levou perigo; Hernanes abriu pela esquerda para Gustavo, que avançou e rolou para Everton Felipe chutar de primeira próximo à trave.

Mesmo em saída 3+2, com Maílson junto aos zagueiros e os laterais ficando mais adiantados, os rubro-negros tiveram de se precaver defensivamente. O Esquadrão passou a se infiltrar na marcação e aproveitou uma falha no 4-5-1 para assustar: Capixaba apareceu livre na ponta esquerda, invadiu a área e cruzou para Gilberto finalizar, mas o goleiro defendeu à queima-roupa.

Linhas defensivas ficaram muito próximas para fechar espaços (Imagem: Premiere)

Sem criatividade, as equipes foram deixando o duelo monótono, pois pouco finalizaram a gol. Apesar de postados no 4-3-3 com os laterais ajudando na criação, os leoninos não conseguiram dar sustos. Em lance individual, porém, Hernanes encontrou uma brecha e arriscou de fora da área próximo ao lado esquerdo.

As jogadas foram ficando cada vez menos frequentes, pelos dois lados, e os donos da casa não mostraram qualidade para trocar passes e progredir no setor ofensivo. Nem a presença de Mikael na área deixou os pernambucanos fazerem o pivô e o último grande momento veio em novo chute de longe de Everton Felipe, porém não foi perigoso.

Laterais tentaram ajudar na criação, com apenas a dupla de zaga atrás do meio (Imagem: Premiere)

Para o segundo tempo, Florentín decidiu não realizar mudanças, mas seguiu intenso ao atacar. Antes do relógio chegar a dez minutos, dois lances deram muita agitação na Arena: o primeiro foi quando Marcão pegou a sobra já na pequena área e, ao tentar dar o toque, viu a bola bater na mão de Patrick e a jogada seguiu.

Performado no 4-2-3-1 com a posse, o Sport teve o melhor momento do jogo logo em seguida: Sander recebeu de Gustavo pela esquerda e cruzou à meia altura no pé de Mikael, que dominou e finalizou direto para fora. Assim, coube a Florentín renovar o fôlego do ataque, promovendo a saída de Gustavo para a entrada de Paulinho Moccelin.

Leoninos buscaram continuar com intensidade no setor ofensivo (Imagem: Premiere)

A pressão persistiu, entretanto o placar só saiu do zero depois do Esquadrão sentir o próprio veneno. Em contra-ataque mortal, Hernanes deu bom passe para Mikael, que abriu na esquerda para Paulinho Moccelin; o camisa 94 fez o domínio já limpando para o meio e, de chapa, arrematou tirando de Danilo Fernandes, abrindo o marcador.

Se ofensivamente o poder criativo foi praticamente nulo, defensivamente os rubro-negros demonstraram muita solidez, neutralizando as investidas dos baianos. A vantagem fez Chico, Ronaldo e Tréllez serem acionados nas vagas de Hernanes, Everton Felipe e Mikael, respectivamente, o que fez formar o 4-4-2; a única investida do Tricolor, no entanto, veio quando Juninho Capixaba levantou e Ronaldo cabeceou para boa defesa de Maílson, suficiente para a vantagem mínima não ser alterada.

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Acesso em letras garrafais: análise Náutico 2 x 0 Ituano 2006

Por: Felipe Holanda

Enorme. O Náutico vencia o Ituano há exatos 15 anos, fazia jus a cidade do adversário, e conquistava acesso gigantesco à Série A do Campeonato Brasileiro após 12 anos longe da elite. Nos Aflitos, o Timbu fez 2 x 0 sobre o Galo de Itu – Capixaba e Felipe balançaram as redes.

Nesta efeméride, o Pernambutático analisa o jogo, com principais posicionamentos táticos, variações, a palavra de Hélio dos Anjos, treinador da época, e muito mais do triunfo alvirrubro na Segundona de 2006.

COMO FOI O JOGO

A tarde ensolarada da Rosa e Silva ditou o ritmo inicial. O Náutico, por ora, tentava se encontrar em campo, enquanto o Ituano ensaiava abrir o placar. Com a alta temperatura, Hélio injetou ânimo no time, chamando a participação dos quatro homens de frente: o maestral Nildo, o cerebral Capixaba, o genial Felipe, e o mítico Kuki.

Formações iniciais de alvirrubros e rubro-negros (Feito no Tactical Pad)

O Timbu começou a mostrar suas garras no 4-2-3-1, com o quarteto se movimentando para confundir a marcação adversária. Podia ter dado certo logo cedo, mas Nildo pegou muito embaixo da bola e mandou longe do gol, na primeira finalização perigosa.

Postura pernambucana em busca do gol (Imagem: Globo)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

À medida em que o torcedor alvirrubro roía as unhas nas arquibancadas, o Ituano seguia perigoso, explorando as costas de Sidny, na direita, e Jaime, na esquerda, já que o lesionado Netinho foi desfalque. Marcando alto no 4-3-3, os donos da casa ficavam expostos entrelinhas, ponto que ficou claro quando Cris finalizou para assustar Eduardo.

Depois da tempestade, a bonança. O folclórico Luciano Totó passou a dar mais contenção à primeira linha e cobrir as subidas de Sidny. Na época com 22 anos, Totó formou dupla antológica com Vágner Rosa na cabeça de área, tendo ótimo aproveitamento nos desarmes.

Totó na cobertura (Imagem: Globo)

“É sempre um prazer falar de uma conquista tão árdua, tão difícil, como foi aquele acesso em 2006. Primeiro eu sempre enalteço o grupo de jogadores, porque aquele grupo foi um grupo muito forte dentro de toda a temporada de 2006. Os jogadores que formaram o grupo vinham de uma cobrança, né? Receber uma cobrança muito grande em função dos acontecimentos de 2005. E isso também envolvia a própria direção, todo mundo recebendo uma cobrança muito grande e eles foram muito fortes”

Hélio dos Anjos, via assessoria de imprensa do Náutico

Foi daí pra melhor. Após boa movimentação do ataque, Felipe balançou as redes, levando a torcida vermelha e branca ao delírio. Azar que a arbitragem marcou impedimento milimétrico do camisa 11, adiando o grito, ao menos por enquanto.

No segundo tempo, veio o alívio alvirrubro. Kuki acionou Capixaba, que teve apenas o trabalho de completar para o gol, explodindo de vez o Eládio de Barros Carvalho. Era o reinício perfeito para os comandados de Hélio. E para Capixaba, que vinha jogando mal.

“Nós tínhamos, no jogo anterior, perdido o Kuki. Perdemos o Netinho também e a coisa ficou naquela dúvida, jogar contra um adversário que tinha uma performance muito boa, eu lembro bem. O goleiro sensacional, o André Luís. E nós mais uma vez conseguimos agrupar bem no clube. Quando eu falo clube é porque todos se envolveram com a decisão naquela semana, não fomos só nós profissionais, os grandes alvirrubros, a direção da época, todo mundo fez e procurou fazer o melhor. Foi uma semana maravilhosa no sentido preparação e mais maravilhosa ainda no sentido de performance. O time se superou, impôs, fez uma decisão limpa, mas acima de tudo com muita qualidade”

Hélio dos Anjos, via assessoria de imprensa do Náutico

À frente do placar, o Timbu seguiu pressionando, tendo os volantes se movimentado pelas beiradas e liberando espaços para os homens de meio. Tanto Luciano como Rosa se revezavam entre a primeira e a segunda posição, fazendo jogo apoiado com Sidny ou Jaime, respectivamente.

Totó caindo pela esquerda (Imagem: Globo)

Por mais ímpeto, os laterais se lançaram ao ataque, numa clara investida de profundidade para chegar ao segundo gol e praticamente matar o jogo. Neste cenário, Vágner Rosa recuava entre os zagueiros numa saída de 3, enquanto Totó ficava mais por fora, e Nildo na criação de jogadas.

Construção do Náutico no campo de defesa (Imagem: Globo)

Foi aí que veio o desafogo, com sabor de bola da rede. Após bela troca de passes junto a Nildo, Felipe bateu firme de canhota, no canto esquerdo de André Luís, instaurando de vez a festa nas arquibancadas: 2 x 0. O sonho do acesso estava mais próximo do que nunca.

Restando 20 minutos, mais os acréscimos, o Náutico só precisava segurar a vantagem e exorcizar fantasmas após a derrota diante do Grêmio, no ano anterior. Em contrapartida, Hélio colocou o time para frente, lançando o veterano Sérgio Manoel, improvisado na lateral esquerda, no posto de Jaime.

O Timbu chegou a formar uma primeira linha de cinco após a substituição, tendo Totó na cobertura defensiva. Assim, fechava bem os espaços e bloqueava qualquer tipo de reação dos paulistas, que agora tinham o relógio como arqui-inimigo.

Fluidez entre o 4-3-3 e o 5-2-3, tendo Nildo, Felipe e Kuki mais à frente (Imagem: Globo)

Já próximo do fim, Hélio recuou suas linhas, colocando o zagueiro Marcelo Ramos na vaga de Nildo. Foi o suficiente para segurar as investidas rubro-negras e a contagem regressiva já soava no estádio. Não era para menos. O trauma vinha sendo superado, como só os fortes conseguem.

O 3 x 0 ainda ficou no quase. Formando um 4-2-4 com a chegada de Sérgio Manoel, o alvirrubro conseguiu superioridade numérica, mas desperdiçou chance preciosa quando a defesa conseguiu recuperar a posse. Pouco depois, veio a explosão de alegria com o apito final de Antônio Hora Filho, eternizando o 18 de novembro de 2006 na memória alvirrubra.

Créditos da imagem principal: MVN Designers sobre fotos de Ricardo Fernandes

Em destaque

Sport na Série A: como joga taticamente o Bahia

Por: Mateus Schuler

Nervos de aço. Em caráter de vida ou morte, o Sport faz duelo decisivo com o Bahia precisando da vitória a todo custo para afrouxar a corda no pescoço e manter chances de permanência na Série A do Campeonato Brasileiro. Clássico nordestino será nesta quinta-feira (18) às 21h, na Arena de Pernambuco, e é válido pela 33ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos tricolores.

O TIME

Para o reencontro diante do Leão, o técnico Guto Ferreira não vai contar com as presenças do lateral-esquerdo Matheus Bahia e atacante Rossi, expulsos no confronto contra o Flamengo. O volante Patrick, por outro lado, volta a ser opção entre os 11 iniciais após cumprir suspensão, mantendo assim o 4-2-3-1 do Esquadrão.

Provável escalação do Tricolor da Boa Terra (Feito no Tactical Pad)

Curtindo o conteúdo? Apoie o Pernambutático clicando aqui

COMO ATACA

Nono melhor ataque, com 33 gols, o Bahia mantém a agressividade do setor ofensivo mesmo após a chegada de Guto Ferreira. Apesar de 9,1 finalizações por partida, a equipe tem média de 3,9 chutes na barra, o que é refletido nas grandes chances perdidas; foram 30 de 47 criadas. Ainda assim, a principal arma segue sendo as laterais, totalizando 5,1 cruzamentos precisos por jogo, o melhor time no quesito.

Um dos volantes recua, já os demais meio-campistas e os laterais ajudam na transição (Imagem: Premiere)

Essa constante ajuda pelos lados é evidenciada na constante presença dos dois laterais do meio para frente. Enquanto a transição tem saída 3+2, com o primeiro volante ao lado dos zagueiros e os demais meio-campistas deixam os alas dando amplitude, a formatação mais comum é o 2-4-3-1; a dupla de zaga fica atrás do círculo central.

Laterais participam da criação no campo de ataque (Imagem: Premiere)

“O setor ofensivo continua tendo as investidas de Nino Paraíba, pela direita, como principal arma. Mantendo as características de Guto, o time busca ser reativo em alguns momentos com o intuito de surpreender os adversários, principalmente os mais superiores tecnicamente; Mugni e Daniel tem alternado muito na criação”

Lucas Cézar, jornalista no Canal do LC

COMO DEFENDE

Com apenas oito confrontos à frente do Bahia, Guto Ferreira tem dado maior solidez ao sistema defensivo. A evolução é destacada pela sequência que os tricolores têm mostrado, sendo derrotados em somente uma oportunidade e sofrendo quatro gols, ficando ainda sem ser vazado em seis partidas; apesar disso, é a terceira pior defesa, totalizando 42 tentos.

Fora de casa, os blocos dos baianos ficam mais compactados (Imagem: Premiere)

O novo comandante trouxe estabilidade também às linhas de marcação. Se nos duelos como mandante 4-1-4-1 é bem evidenciado, com os blocos mais espaçados, fora de casa o Tricolor de Aço opta por maior compactação e o 4-5-1 se destaca. Enquanto o centroavante fica isolado, os meio-campistas alinham junto aos extremos, se aproximando dos defensores, para fechar os espaços entrelinhas.

“Desde que Guto Ferreira chegou, o sistema defensivo evoluiu. Poder de marcação melhorou e o entrosamento da dupla de zaga só fez crescer. A dobradinha no lado esquerdo, inclusive, fez os laterais melhorarem o desempenho, minimizando assim as críticas”

Lucas Cézar, jornalista no Canal do LC
Guto busca povoar ao máximo o meio-campo do Esquadrão (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Nino Paraíba (LD) – O principal fôlego do sistema defensivo. Apesar de muito ofensivo, o lateral-direito tem apresentado melhora na defesa, sendo o sexto jogador com mais interceptações – 47 empatado junto a Felipe Jonatan e o zagueiro Conti, companheiro de time – e demonstra melhor posicionamento na linha defensiva. No ataque, contribuiu dando duas assistências, além de criar cinco grandes chances, sendo o líder da equipe neste quesito ao lado de Rossi.

Lucas Mugni (MC) – Velho conhecido do torcedor do Sport, por ter atuado no Leão na última temporada, o meio-campista é um dos principais pilares dos baianos. Entrou em campo por 14 oportunidades, todas como titular, rodando pelo meio-campo sem fixar em uma posição, que o faz se destacar tanto na fase defensiva com 49 desarmes como ofensiva, dando 14 passes decisivos.

Gilberto (CA) – O nome mais importante do Esquadrão. Principal referência, é um dos destaques também do Brasileirão, pois é o vice-artilheiro com 12 gols, dividindo a marca junto a Hulk e perdendo para Michael (Flamengo), que fez 13. Além disso, é o quinto que mais finalizou na Série A, somando 69 chutes, e o é o líder dos baianos no quesito.

Créditos da foto principal: Felipe Oliveira/EC Bahia