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Náutico na Série B: como joga taticamente o Coritiba

Por: Mateus Schuler

Pelo topo. Líder isolado, o Náutico faz confronto direto com o Coritiba para vencer e abrir distância para o segundo colocado na Série B do Campeonato Brasileiro. Atualmente, a diferença é de cinco pontos – Coxa tem um jogo a menos. Confronto acontece nesta sexta-feira (30), às 20h, no Couto Pereira, pela 15ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Verdão paranaense.

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O TIME

Para o confronto diante do Timbu, o alviverde tem quatro novidades em relação à derrota contra o Operário. O lateral Natanael, o volante Willian Farias, o meia Robinho e o atacante Igor Paixão, que foram desfalque, voltam a ser opção, enquanto Matheus Sales fica ausente por ter de cumprir suspensão; o treinador Gustavo Morínigo sinaliza a manutenção do 4-2-3-1, porém não ficará na área técnica por estar suspenso.

Coxa deve ter manutenção do sistema tático mesmo modificado (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do pior ataque entre os times do G-4 e o terceiro menos efetivo da primeira metade da tabela, com 15 gols marcados, o alviverde busca melhor momento. Não por acaso, só marcou duas vezes ou mais em um jogo por pouco menos de um terço das partidas disputadas durante a Segundona, mesmo com o 4-2-3-1 de blocos próximos.

Jogando próximo, ataque do Verdão tenta trabalhar bem as jogadas (Imagem: Premiere)

Formando uma saída 3+1 usando a dupla de zaga, o lateral-direito e um dos volantes, o Coxa faz a transição no jogo apoiado, usando as laterais como principal arma. Apesar disso, figura entre as equipes que mais acerta bolas longas, mas uma das que menos chuta a gol, tendo 8,5 finalizações por duelo e 3,5 destas na barra, porém sendo eficiente.

Início da construção ofensiva alviverde tem uma saída de 3 (Imagem: SporTV/Premiere)

“Os laterais, apesar de não serem tão efetivos quando estão atacando, espetam na linha do ataque pela superioridade numérica. Além disso, o time é muito forte na bola aérea, bastante eficiente porque tem criado poucas chances e tem aproveitado”

Felipe Dalke, repórter na Rádio Banda B

COMO DEFENDE

Se o setor ofensivo tem pouco poder criativo, a defesa mostra o oposto. Terceiro melhor do torneio e atrás inclusive do Náutico, com nove gols sofridos, o sistema defensivo alviverde é o ponto forte do time. Mesmo bastante compactados no 4-4-2, os paranaenses não conseguem apresentar forças em outros quesitos.

Marcação do Verdão se fecha próxima para bloquear brechas (Imagem: SporTV/Premiere)

Apesar de marcarem em linhas média-altas quando atuam como mandantes, estão entre os clubes que menos desarmam, interceptam e cortam na Série B. Com os blocos subindo juntos, fecham bem os espaços para infiltrações dos adversários, principalmente entrelinhas, o que vai exigir paciência ao Timbu quando tiver a posse em seu favor.

“O Coritiba tem uma defesa extremamente sólida. Mesmo mesclando experiência e juventude na primeira linha, consegue fechar os espaços para os adversários, tendo os blocos muito próximos quando se retrai em seu próprio campo”

Felipe Dalke, repórter na Rádio Banda B

PARA FICAR DE OLHO

Wilson (GOL) – Com muita experiência no currículo e um dos ídolos recentes do Coritiba, o goleiro vem sendo um dos responsáveis pela solidez defensiva. Seguro nas saídas de gol, não é tão exigido, mas faz defesas importantes para evitar resultados negativos, sendo um dos destaques do quesito no campeonato, acumulando 2,8 intervenções por jogo.

Luciano Castán (ZAG) – Outra peça essencial ao sistema defensivo alviverde é o experiente zagueiro. Além dos 3,8 cortes por partida de média, o experiente defensor também ajuda na transição ofensiva, tendo fundamental importância na ligação direta; até o momento, foram 6,4 bolas longas certas por duelo, mostrando que consegue acertar bons lançamentos ao setor ofensivo.

Léo Gamalho (CA) – Velho conhecido do futebol pernambucano, é outro jogador de idade avançada no Coxa que se destaca. Goleador, sabe se posicionar na pequena área e tem boa movimentação, atraindo frequentemente a marcação para si, além de fazer bom pivô; até o momento, balançou a rede por seis vezes, dando uma assistência e criando três grandes chances.

Créditos da foto principal: Divulgação/Coritiba

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Reposição à altura: o que esperar taticamente de Caio Dantas no Náutico

Por: Felipe Holanda

Operação Camisa 9. Caio Dantas chega ao Náutico para suprir a ausência do lesionado Kieza e ser a nova referência ofensiva no esquema de Hélio dos Anjos. O novo reforço alvirrubro foi artilheiro da última Série B com 17 gols marcados pelo Sampaio Corrêa. Em 2021, passou pelo Guangzhou City, da China.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do novo contratado, com principais características táticas, números na carreira, relatórios de ações por jogo, e como Caio pode se encaixar no time de Hélio.

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CARACTERÍSTICAS DE ARTILHEIRO

Currículo de respeito. Engatando artilharias, uma pelo Botafogo-SP na Série C de 2018, quando assinalou 11 gols, e outra pelo Sampaio, na última Segundona, com 17, Caio Dantas desembarca na Rosa e Silva com status de titular no ataque. No Paio, mostrou faro de gol apurado, seja finalizando pelo chão ou em bolas aéreas.

Veja a análise, em vídeo, dos gols de Caio na última Série B

Caso utilize Caio na referência, Hélio dos Anjos dá manutenção ao 4-2-3-1, sistema que vem dando resultado. O novo contratado faz bem o pivô e prende as atenções da defesa rival, além de ser um dos postulantes a cobrador de pênaltis.

Possível formação alvirrubra com Caio na referência (Feito no Tactical Pad)

Com Caio, Hélio também pode explorar um 4-3-3 incisivo, tendo três volantes de ofício e Jean Carlos e Marciel revezando na criação de jogadas. Neste cenário, o centroavante fixa um pouco mais próximo à marca do pênalti, enquanto espera o passe.

Posicionamento de Caio no Paio (Imagem: SporTV/Premiere)

ASSISTÊNCIAS E PASSES-CHAVE

Outra faceta de Caio é cair nas laterais para servir como opção de passe no terço final do campo. A estratégia tende a se encaixar bem no sistema que vinha sendo letal com Kieza, tendo as infiltrações costumeiras de Vinícius, Jean Carlos, Marciel, e até Rhaldney.

Caio abrindo espaços (Imagem: Premiere)

Se movimentando nas linhas ofensivas, o reforço alvirrubro já mostrou ser útil na construção de jogadas, servindo os companheiros e os deixando na cara do gol graças à qualidade que tem no passe. O cenário deve se repetir com Hélio dos Anjos.

Veja a análise, em vídeo, de assistências e passes-chave de Caio Dantas

PASSAGEM POR RIBEIRÃO PRETO E OUTROS CLUBES

Antes, Caio brilhou com a camisa do Botafogo-SP, onde entrou de vez no radar dos grandes clubes do futebol brasileiro. Buscando sempre o melhor posicionamento na referência, não costumava perder grandes chances, muito pelo contrário: fez 11 gols em 21 jogos na temporada 2018.

Postura ofensiva de Caio no Pantera (Imagem: TV Botafogo)

Em 2019, pelo Cuiabá, manteve a boa média, quando foi às redes 10 vezes em 23 partidas, assim como no Boavista-RJ, com sete em 12, até ser negociado com o Sampaio Corrêa.

Números da carreira de Caio (Reprodução/Instat)

O primeiro clube de Caio Dantas foi o Osasco Audax, em 2013. Mesmo muito jovem, marcou oito gols naquela temporada, mostrando faro de gol apurado. Na sequência, passou por clubes como América-MG, Uberlândia, Coimbra-MG e Água Santa-SP, entre outros.

Mapa de calor do centroavante (Reprodução/Instat)

Créditos da foto principal: Lucas Almeida/Sampaio Corrêa

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Ponto amargo, mas suficiente: análise Sport 0 x 0 Ceará

Por: Mateus Schuler

O Sport somou mais um ponto na Série A do Campeonato Brasileiro. Apesar de amargo, por ter sido na Ilha do Retiro neste domingo (25), o empate sem gols diante do Ceará do Leão foi suficiente para a equipe ficar fora da zona do rebaixamento, ficando à frente do São Paulo pelo saldo; jogo válido pela 13ª rodada do Brasileirão.

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O TIME

Se em time que está ganhando, não se mexe, Umberto Louzer seguiu à risca a máxima. O comandante leonino optou pela manutenção da equipe que foi a campo na vitória sobre o América-MG, na última partida, mantendo Chico na lateral esquerda por ainda não ter a presença de Sander e Júnior Tavares, já Thiago Lopes e Mikael continuam no ataque, deixando Paulinho Moccelin e André no banco.

Leoninos entraram com a mesma escalação do último compromisso (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Nem mesmo o fator casa e a motivação por ter vencido o último jogo fez os rubro-negros iniciarem a partida presentes ao ataque. Mais precavidos em seu campo, viram o Ceará começar mostrando ofensividade, mas o 4-1-4-1 de blocos médio/baixos conseguiu segurar bem os ímpetos do Vozão, tendo ainda a opção de contra-atacar em velocidade.

Apesar da boa postura sem a bola, o Sport buscou trabalhar melhor a posse e foi ficando mais confortável no decorrer da partida. Com o ritmo favorável, o Leão formou um 4-2-3-1, que por vezes variou ao 4-2-2-2, porém não teve criatividade suficiente para chegar perigosamente. Na única chance clara de gol, Hayner cruzou na pequena área e Mikael subiu para cabecear por cima da meta cearense.

Se os leoninos não foram efetivos nas raras oportunidades criadas, o Vovô se atirou e tentou aproveitar as fragilidades na marcação. No último lance, teve a melhor delas e os pernambucanos escaparam de sair em desvantagem; a defesa falhou no posicionamento e, depois de um chute cruzado de Pacheco, Rick completou mal e não empurrou ao fundo do barbante.

Mesmo com fragilidades, Sport conseguiu segurar ímpetos do Vozão (Imagem: Premiere)

Para o segundo tempo, Umberto Louzer mostrou satisfação com a atuação e não realizou mudanças na equipe. A postura, inclusive, continuou a mesma e o Leão conseguiu controlar bem o ritmo da partida, deixando o Ceará sem ir ao ataque na mesma frequência e intensidade apresentadas durante toda a primeira etapa.

Sem modificar o desenho do seu time, o comandante rubro-negro promoveu duas alterações para recuperar o fôlego ofensivo e, assim, passar a ter maior criatividade. Crias do clube, Mikael e Gustavo foram sacados para a entrada de André e Paulinho Moccelin, respectivamente. Assim como nos 45 minutos iniciais, o Leão teve distanciamento entre as linhas, fazendo a transição não ser tão bem executada.

O confronto foi ficando duro e o gramado cada vez mais pesado, já que uma forte chuva começou a cair na Ilha. Tendo o contra-ataque de única solução, os leoninos conseguiram a chance mais clara de abrir o placar, porém foram falhos na pontaria; Marcão recebeu de Everaldo na entrada da área e soltou o pé, entretanto a bola passou por cima da barra e o placar não foi alterado.

Leoninos mantiveram proposta de jogo para etapa final (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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Tudo embolado: análise Retrô 2 x 2 Itabaiana

Por: Mateus Schuler

O Retrô perdeu mais uma chance de continuar próximo à liderança do Grupo A4 na Série D do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (25), a Fênix duelou com o Itabaiana na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, e até saiu à frente no placar, mas tomou a virada e arrancou o empate em 2 x 2 que embolou a situação entre os membros do G-4 da chave; duelo válido pela 8ª rodada.

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O TIME

Para a partida diante do Tremendão, o técnico Luizinho Vieira resolveu mudar o sistema base da equipe azulina. Se antes vinha atuando no 4-3-3, que por alguns momentos formava um 4-2-3-1, dessa vez o comandante optou pelo 3-5-2, tendo variações ao 3-4-3 quando atacou e 5-3-2 ao ficar sem a bola; foi a estreia do esquema com três zagueiros nos retroenses em 2021.

Azulinos foram a campo com nova formação (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bastante equilibrada, mas com leve domínio do Retrô, já que mostrou conhecer melhor os atalhos do gramado. Apesar de ter pouca criatividade e não assustar tanto a meta adversária, a Fênix saiu à frente em jogada de bola parada: Augusto Potiguar cobrou falta pela esquerda e Diego, subindo mais que a marcação, cabeceou firme para o fundo do gol.

Alternando entre 3-4-1-2 – mais evidente – e 3-4-3, o time pernambucano se valeu da vantagem no placar para ditar o ritmo, porém não conseguiu criar boas oportunidades. Por outro lado, o Itabaiana tentou usar o contra-ataque como alternativa, pois ficou preso à forte marcação, com a linha de 5 azulina segurando os ímpetos.

Os sergipanos seguiram insistindo e, em um dos poucos lances que furaram o bloqueio, chegaram ao empate. Após tiro livre curto ainda no meio-campo, o Tremendão trocou passes na esquerda até Téssio quebrar a primeira linha e cruzar na medida para Jacobina; com liberdade, o experiente meia surgiu no meio da defesa e testou tirando do alcance de Jean, que nada pôde fazer.

Mesmo bem compactada e fechando os espaços, Fênix cedeu empate antes do intervalo (Imagem: Eleven Sports)

Para dar mais ofensividade à equipe e resolver logo o jogo, Luizinho Vieira fez duas modificações, mexendo também no sistema tático. Lucas Gonçalves e Kauê, que produziram pouco durante a etapa inicial, deram vez a Thiaguinho e Edson, respectivamente. Logo no começo, no entanto, o Tricolor da Serra foi letal: em escanteio na segunda trave, Ramon subiu alto e mandou ao fundo da meta retroense.

Com a desvantagem, o time de Camaragibe viu o gramado começar a ficar castigado pela forte chuva que caiu durante boa parte do segundo tempo e, assim, passou a ter dificuldades. Os visitantes tentaram controlar melhor as ações, mas perderam o poder criativo de antes e não conseguiram ampliar o placar.

Para continuar na mesma intensidade, a Fênix formou um 2-2-3-3 que teve a presença dos laterais na linha junto ao meia armador, tentando a infiltração entrelinhas. De tanto persistir, conseguiu evitar o revés em casa, porém com novo empate: Thiaguinho recebeu passe de Neílson pela direita e fez jogada individual antes de cruzar para Paulinho afastar; a sobra caiu em Romarinho, que encheu o pé da intermediária e estufou o barbante.

Pernambucanos ficaram mais agudos no setor ofensivo durante etapa final (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Ytalo Silva/Retrô FC

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Muita transpiração, pouca inspiração: análise Atlético-CE 0 x 0 Central

Por: Mateus Schuler

Em uma tarde de forte calor neste sábado (24), na cidade de Horizonte, o Central até tentou, contudo esbarrou nas próprias limitações. Diante do Atlético-CE pela 8ª rodada do Grupo A3, a Patativa teve pouca criatividade e empatou sem gols; resultado deixa o time na vice-lanterna da chave, cada vez mais distante da zona de classificação à próxima fase.

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O TIME

Para o confronto, o técnico Nilson Corrêa fez mudança no sistema tático por ter sido derrotado na estreia. Sem poder contar com a presença do zagueiro Patrick, vetado por uma contratura no adutor da perna esquerda, Quipapá e Williames José voltaram à titularidade na zaga, enquanto Jonatan ganhou a vaga de João Victor na cabeça de área ao lado de Josa, formando assim um 3-5-2.

Alvinegros entraram com três zagueiros frente aos cearenses (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Na dependência de um milagre para seguir sonhando com a classificação à próxima fase, os centralinos entraram em campo tendo um adversário além do Atlético-CE: o forte calor. Sem poder criativo no início do duelo, a Patativa buscou alternativas para se infiltrar na marcação atleticana, porém esbarrou nas próprias limitações.

Ainda que a preocupação fosse mais em se defender e ter o contra-ataque como arma, o Central performou frequentemente em um 3-2-3-2 ao atacar, alternando frequentemente ao 3-4-2-1. Saindo sempre da área, Müller foi um nome importante na única boa chance da equipe da primeira etapa, pois fez o pivô na medida para Rogerinho, mas o camisa 10 bateu mal e sobre o gol.

Patativa buscou povoar ao máximo campo adversário ao atacar (Imagem: Eleven Sports)

Para a etapa final, os alvinegros voltaram com a mesma equipe, já o ritmo se manteve pouco intenso. Na tentativa de dar mais ofensividade, Nilson sacou o volante Jonatan pelo lateral-direito Danielzinho, que entrou como meia. Em seguida, David e Jardeu entraram nas vagas de Sinho e Müller, continuando a nova proposta do comandante.

A melhora no ataque dos pernambucanos foi ainda mais evidente depois da expulsão de Felipe, que recebeu o segundo amarelo. Nem mesmo com um a mais, entretanto, os caruaruenses conseguiram ser criativos o suficiente para balançar as redes, ainda que se fizessem presentes ao campo da Águia em maior número. Seguros defensivamente, formando uma linha inicial de 5, o Central conseguiu segurar bem as raras vezes dos atleticanos atacando.

Centralinos fecharam bem os espaços para investidas dos cearenses (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Kely Pereira/FC Atlético Cearense

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Dos males, o menor: análise Náutico 1 x 1 Brusque

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

A vitória não veio, mas o Náutico se mantém invicto e firme na briga pelo acesso na Série B do Campeonato Brasileiro. Em jogo que perdeu dois jogadores importantes por lesão, Jean Carlos e Kieza, o Timbu ficou no empate em 1 x 1 com o Brusque neste sábado (24), nos Aflitos, pela 14ª rodada da Segundona.

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O TIME

Na escalação que mandou a campo, Hélio dos Anjos manteve o esqueleto tático alvirrubro, montando um 4-2-3-1 como base, repetindo a escalação que havia vencido o Brasil-RS na rodada passada, exceto pela troca de Matheus Trindade por Djavan, com Jean Carlos, Marciel e Vinícius por trás de Kieza.

De padrão novo, formação inicial do Timba (Feito no tactical Pad)

COMO FOI

Confirmando o bom momento na competição e em casa, o Náutico começou a partida soberano no ataque, tendo muita posse de bola e deixou o Brusque sem alternativas, mesmo tendo a primeira boa chance. Hélio dos Anjos, no entanto, sentiu um duro golpe ao ter de sacar Jean Carlos por passar mal e promover a entrada de Giovanny no setor.

Quando tudo parecia que não daria certo, o Timbu mostrou o contrário. Vinícius fez boa jogada individual pela esquerda e deu passe preciso para Kieza que, dentro da área, só teve o trabalho de mandar ao gol. Pouco depois, a zica voltou a assombrar os Aflitos, pois o camisa 9 pisou em um buraco e foi substituído, com Paiva promovido no seu lugar.

Passado o susto e apesar das ausências, os alvirrubros voltaram a chegar ao ataque, mantendo o 4-2-3-1 de imposição. Assim, foi mais incisivo no terço final, com duas finalizações perigosas de Bryan, nas quais Zé Carlos apareceu para intervir e afastar o perigo.

Postura do Timbu após as saídas de Jean Carlos e Kieza (Imagem: SporTV/Premiere)

Na reta final do primeiro tempo, com os alvirrubros formando um 4-2-4, quase veio o segundo. Vinícius trabalhou bem a bola e serviu Paiva, que completou e o goleiro do Marreco tirou em cima da linha, evitando o tento. Foi quase.

Donos da casa se impõem no ataque (Imagem: SporTV/Premiere)

O Timbu começou a etapa final no mesmo ritmo, apesar do gramado encharcado da forte chuva que caía na Rosa e Silva. Pressionando a saída do Marreco, performava um 4-2-3-1 em bloco alto com o objetivo de dificultar a troca de passes rival, obtendo êxito.

Marcação pernambucana no segundo tempo (Imagem: SporTV/Premiere)

Sem espaços entrelinhas, restou para o Brusque as bolas aéreas e foi justamente assim que nasceu o empate. Airton cruzou na área e Everton Alemão subiu mais que os zagueiros para testar para o fundo das redes nos Aflitos. Tudo igual.

Com fôlego renovado após as entras de Iago Dias, Luiz Henrique e Breno Lorran para as saídas de Vinícius, Giovanny e Rafinha, respectivamente, o Náutico partiu em busca do gol da vitória. Mas o placar se manteve inalterado, com o Timbu perdendo dois pontos importantes na luta para se manter no topo.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Sem luz no fim do túnel: análise Botafogo 1 x 0 Santa Cruz

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Escuridão. O Santa Cruz segue sem vencer na Série C do Campeonato Brasileiro e amargou mais um revés na luta contra o rebaixamento. A Cobra Coral teve atuação aquém do esperado, sendo derrotada por 1 x 0 pelo Botafogo-PB neste sábado (24), no Almeidão, em confronto válido pela 9ª rodada do Grupo A.

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O TIME

O Mais Querido entrou em campo totalmente modificado, pois foi com três zagueiros, uma tentativa de Roberto Fernandes para se equiparar à equipe botafoguense. Dessa maneira, postado no 3-5-2, o time coral teve a volta de William Alves à titularidade, enquanto que Frank e Levi formaram a dupla de ataque, pois Lucas Batatinha foi dispensado ao longo da semana.

Corais entraram modificados para tentar surpreender paraibanos (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Na mesma moeda. Com uma linha inicial de cinco, o Santa Cruz conseguiu segurar o ímpeto botafoguense nos minutos iniciais. Quando tinha a posse, utilizou uma saída 3+2+3+2 para espaçar as peças em campo e encontrar espaços na marcação rival. A primeira finalização no jogo, inclusive, foi coral, quando Rondinelly tentou o arremate e o viu desviar na zaga.

Aos poucos, o Belo ia conseguindo chegar mais incisivo no ataque, deixando a defensiva tricolor em alerta. Numa das investidas, Sávio infiltrou pela direita e cruzou, mas a bola morreu na rede pelo lado de fora. A resposta veio logo depois, dessa vez com Levi, que finalizou à esquerda da meta paraibana sem assustar Lucas.

Quando teve a posse no ataque, o Mais Querido repetia a saída de bola, com 3+2 à frente da linha de meio campo. Assim, tinha o controle do ritmo, mas o que faltou foi intensidade para conseguir chegar à zona de arremate. No final do primeiro tempo, para agravar o quadro, Levi recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

Mesmo povoando o campo adversário, corais não tiveram criatividade (Imagem: DAZN)

Era a deixa que o Botafogo precisava para crescer na etapa final. O gol não tardou, mesmo que o Santa se fechando no 5-2-2. Gabriel Araújo cruzou e Sávio finalizou com categoria para vencer Jordan e abrir a contagem no Almeidão: 1 x 0. Foi um balde de água fria na pretensões corais na partida, que agora precisou correr contra o tempo.

Além de Tarcísio e Madson, que foram acionados nas vagas de Victor Oliveira e Rondinelly, Roberto Fernandes promoveu Rone e Elias Carioca nos lugares de Vitinho e Frank. De início, o confronto até ficou bem equilibrado e os corais até seguraram as tentativas de ímpeto dos botafoguenses, mas não tiveram poder criativo para assustar.

Na reta final, os pernambucanos tiveram a única boa oportunidade de toda a segunda etapa, porém não souberam aproveitar. Madson foi lançado em profundidade e, com liberdade da marcação, mandou mal e sobre a meta paraibana. O comandante tricolor ainda colocou Léo Gaúcho e tirou Maycon Lucas, contudo não conseguiu alterar o placar.

Pernambucanos tentaram seguir com linha de 5, mas não tiveram sucesso (Imagem: DAZN)

Crédito da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

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Sport na Série A: como joga taticamente o Ceará

Por: Mateus Schuler

Preto no branco. O Sport recebe o Ceará no reencontro com Guto Ferreira sob missão bem definida: vencer e deixar a zona de rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro. Clássico regional está marcado para este domingo (25) às 20h30, na Ilha do Retiro, pela 13ª rodada do Brasileirão.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Vozão.

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O TIME

Para o confronto diante dos leoninos, os cearenses seguem sem contar com a presença de Jacaré (reabilitação pós-cirúrgica), Vinícius Machado e João Ricardo (transição), e Gabriel Dias (joelho direito), todos no DM. Além deles, o lateral-direito Buiú e o volante Marlon receberam o terceiro amarelo, tendo a automática para cumprir; o meia Jorginho volta de suspensão e mantém os alvinegros no 4-2-3-1.

Vovô deve ter base tática mantida frente aos pernambucanos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Com um ataque bastante oscilante, o Ceará busca reencontrar melhor fase no setor, já que foi o segundo melhor durante a Copa do Nordeste. A postura mais comum dos comandados de Guto Ferreira é o próprio 4-2-3-1 da tática base, com a cabeça de área se fazendo presente ao campo adversário para dar suporte à trinca e o centroavante, bem como os laterais, deixando o setor ofensivo bastante povoado.

Trinca de “armadores” é apoiada por volantes e laterais ao atacar (Imagem: Premiere)

“A formatação do ataque é a principal dificuldade do Vozão. O setor é pouco efetivo, mas tem a bola parada e as jogadas individuais de Lima como os destaques. O problema alterna muito entre criação e conclusão; quando consegue criar, conclui mal”

Gerson Barbosa, repórter do grupo O Povo

Outra possibilidade ao Vozão é formar um 4-2-1-3, também com apoio pelos lados dos laterais e dos meio-campistas. Ao fazer essa formatação, contudo, faz os pontas darem amplitude, o que permite a infiltração entrelinhas tanto nas beiradas como no meio. Desse modo, o armador fica mais móvel, o que liga o sinal de alerta aos volantes rubro-negros.

Armador alvinegro fica com mais liberdade para criar as jogadas com trio no ataque (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Se o setor ofensivo é irregular, a defesa vem mostrando melhor estabilidade. O sistema alvinegro até passou por maus bocados no início do Brasileirão e quase resultou na saída de Guto Ferreira, mas com o passar dos jogos teve mais segurança e conseguiu corrigir os erros cometidos anteriormente, o que faz a equipe estar bem posicionada na tabela.

Postado frequentemente no 4-4-2, o time alvinegro tem demonstrado muita compactação, até por jogar mais reativo e ter as linhas baixas. Assim, tem o contra-ataque como arma, mas consegue controlar bem as ações ofensivas dos adversários, fechando os espaços tanto pelos lados do campo, como no meio, mas tendo a direita como ponto fraco na marcação.

Compactação defensiva é um dos pontos mais fortes dos alvinegros (Imagem: Premiere)

“Apesar de ter passado por uma oscilação no início da Série A, pela grande sequência de jogos, o Ceará ainda segue muito forte. Guto Ferreira conseguiu dar estabilidade mesmo sem a presença de Luiz Otávio, que era um dos principais pilares do setor; a entrada de Lacerda até deu mais segurança, além da cabeça de área estar bem regular”

Gerson Barbosa, repórter do grupo O Povo

PARA FICAR DE OLHO

Richard (GOL) – Um dos pilares defensivos do Vozão, o goleiro Richard vem se destacando principalmente quando é exigido. Apesar de ter feito apenas 19 defesas, divide com Fernando Miguel (Atlético-GO), Éverson (Atlético-MG) e Marcos Felipe (Fluminense) a marca de menos vazado, sem sofrer gols em cinco jogos.

Messias (ZAG) – Contratado pela equipe alvinegra por ser um dos melhores da última Série B, quando defendeu o América-MG, o zagueiro é o jogador de mais destaque da defesa. Forte na bola aérea ofensiva e defensiva, já deu 75 cortes, mantendo o bom momento da temporada passada e confirmando o rótulo de “xerife”.

Jorginho (MEI) – Reforço para a temporada 2021, Jorginho é o principal nome na articulação das jogadas ofensivas do Vozão. Variando entre os lados e o meio durante a criação, já deu duas assistências para seus companheiros e criou quatro grandes chances. Além disso, marcou dois gols, mostrando que também tem poder na finalização.

Créditos da foto principal: Felipe Santos/cearasc.com

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Náutico na Série B: como joga taticamente o Brusque

Por: Felipe Holanda

Timbalado. Nas alturas, o Náutico recebe o Brusque para manter a pegada e seguir absoluto no topo da tabela na Série B do Campeonato Brasileiro. Os “balonistas” de Hélio dos Anjos lançam novo voo neste sábado (24) às 19h30, nos Aflitos, pela 14ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Quadricolor.

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O TIME

Para o confronto com o Timbu, o técnico Jerson Testoni deverá repetir a escalação que venceu o Vila Nova. Sem desfalques por suspensão ou lesão entre os ditos titulares, o comandante não sinalizou mudanças entre os 11; o meia Gabriel Taliari, que teve uma ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho esquerdo, entra de vez na lista do DM junto a Ianson.

Provável formação inicial do Brusque (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Continuidade. Mantendo a base da Série C, o Brusque vem colhendo bons frutos nesta Segundona em fase ofensiva. Quando tem a bola, o Marreco costuma ser incisivo, chegando a formar um 4-2-4 com a chegada dos laterais para dar profundidade e quebrar as linhas adversárias.

Imposição ofensiva dos catarinenses (Imagem: Sportv/Premiere)

“Quando ataca, o Quadricolor aposta muito em jogadas usando os lados do campo, seja com os laterais ou pontas. As jogadas passam também muito pelos pés de Thiago Alagoano, tendo como objetivo achar o centroavante Edu”

Rodrigo Santos, repórter da TV Brusque

Na organização ofensiva, o Brusque espaça suas peças em campo no 4-2-3-1 para explorar a movimentação dos homens de frente e levar perigo à meta rival. Assim, também utilizando um jogo apoiado pelas bordas do campo, construiu boa parte de seus 15 gols anotados até aqui.

Construção catarinense no ataque (Imagem: Brasileirão Play)

COMO DEFENDE

Altos e baixos. Se o ataque vem funcionando, a defesa do Marreco é uma das mais frágeis desta Série B, sendo vazada 17 vezes em 12 jogos. Quando atacado, o time catarinense se fecha com duas linhas de 4, variando entre o 4-4-2 – mais frequente – e o 4-4-1-1.

Brusque em fase defensiva (Imagem: Sportv/Premiere)

“Os problemas defensivos que o Marreco apresentou durante a Série C seguem se repetindo. Com falhas nos encaixes, a marcação por zona gera espaços entrelinhas e deixa muitas brechas para que o adversário infiltre com liberdade”

Rodrigo Santos, repórter da TV Brusque

Costumeiramente marcando bloco médios/altos, o Quadricolor pode recuar as linhas para forçar que o adversário troque passes no campo de defesa. Neste cenário, a postura se aproxima mais de um 4-2-3-1, tendo apenas Edu à frente.

Brusque se defendo em bloco baixo/médio (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Claudinho (ZAG) – Líder defensivo e o grande alicerce da defesa do Marreco. Geralmente bem posicionado, Claudinho consegue ser efetivo nos desarmes e interceptações. Além disso, tem sua importância na início da construção ofensiva dos catarinense, graças à qualidade que tem no passe.

Thiago Alagoano (MEIA/ATA) – O garçom e a referência técnica do time. Camisa 10 clássico, Thiago Alagoana tem passe apurado e a finalização de média distância como pontos fortes. Já acumula dois gols nesta Segundona, além de duas assistências. Merece uma atenção especial dos comandados de Hélio dos Anjos.

Edu (ATA) – Perigo constante. Principal arma ofensiva do Brusque, Edu é o artilheiro da Série B com nove bolas nas redes rivais e tem o arremate em gol como carro-chefe, seja pelo alto ou pelo chão. Tem também um bom posicionamento para evitar impedimentos. Inspira cuidados de qualquer dupla de zaga.

Créditos da foto principal: Jefferson Alves/Brusque FC

Em destaque

Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Botafogo-PB

Por: Felipe Holanda

Incendiar ou ser incendiado. O Santa Cruz corre contra o tempo na Série C do Campeonato Brasileiro e enfrenta o Botafogo-PB ainda em busca da primeira vitória para ensaiar saída da lanterna no Grupo A. Confronto acontece neste sábado (24) às 19h, no Almeidão, em João Pessoa, pela nona rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário coral: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Belo.

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O TIME

Diante do Mais Querido, o técnico Gerson Gusmão deve promover novidades na escalação titular. Isso porque o meia Juninho, que passará por cirurgia, é desfalque certo. Além dele, o zagueiro Fred e o meia Clayton, com dores no joelho e quadril, respectivamente, não devem reunir condições de jogo. Apesar das ausências, a tendência é que Gusmão mantenha o sistema de três zagueiros tendo a entrada de Gabriel Yanno.

Provável formação inicial dos paraibanos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do terceiro ataque mais positivo da chave com nove gols feitos, o Botafogo gosta de espaçar suas peças em campo para gerar profundidade e ampliar os espaços na defesa adversária. A estratégia mais utilizada em fase ofensiva é se postar no 3-5-2 tendo o apoio frequente dos alas, que podem fazer a função de ponta.

Construção ofensiva do Bota (Imagem; DAZN)

A grande arma paraibana é explorar a velocidade de Luã Lúcio, que tem gás para penetrar pelas bordas e quebrar linhas. Neste cenário, a tendência é que o time forme um 3-4-3 em busca de intensidade, com o experiente Ederson centralizado na referência do ataque.

Na construção ofensiva, o Belo utiliza uma saída 3+2 para confundir o rival com movimentações, tendo o lado esquerdo como ponto forte, seja com Esquerdinha, ou com o ala Gabriel Araújo. Gabriel, inclusive, deu três assistências diante do Manaus, participando diretamente de três gols da goleada por 4 x 1.

Movimentação ofensiva do Belo (Imagem: DAZN)

COMO DEFENDE

Utilizando três zagueiros desde a quinta rodada, o Botafogo conseguiu evoluir no sistema defensivo. Neste recorte, sofreu apenas uma derrota, 2 x 0 para o Tombense. Quando atacado, o Belo explora o 5-4-1, tendo uma linha inicial de cinco para segurar o ímpeto adversário.

Postura defensiva dos paraibanos (Imagem: DAZN/TVN Sports)

À medida em que tenta povoar o meio de campo para ter mais chances de recuperar a posse de bola, os volantes tendem a dar o primeiro combate. A principal estratégia é marcar em blocos baixos/médios, podendo performar um 5-1-3-1 caso Gusmão queira manter o quinteto fixo na defesa.

Bota se fechando diante do Manaus no início (Imagem: DAZN)

Quando está à frente do placar, a Maravilha do Contorno costuma recuar as linhas, mantendo o 5-4-1 em bloco baixo, para fazer o adversário ter a posse de bola em seu campo de defesa. Por outro lado, os contragolpes podem ser letais, já que a equipe tricolor apresenta falhas na transição. Até aqui, sofreu cinco gols na Terceirona.

PARA FICAR DE OLHO

Willian Machado (ZAG) – Um dos mais seguros da defesa do Belo. Willian Machado fecha bem o funil em fase defensiva e também tem sua importância na construção pela esquerda. Além disso, pode ser perigoso em jogadas de bola área, mesmo tendo a marcação como ponto forte.

Esquerdinha (MEIA) – Profundidade e velocidades são um dos “sobrenomes” do meia botafoguense. Esquerdinha é uma das armas de Gerson Gusmão na transição ofensiva e pode fazer a função de meia central, criando a jogadas. Apesar de alguns problemas físicos na temporada, merece atenção especial, pois finaliza bem de média distância.

Ederson (ATA) – Um dos grandes ícones do elenco e peça fundamental do ataque paraibano. Com cinco gols marcados na temporada, sendo um nesta Série C, Ederson inspira cuidados e tem o arremate em gol como ponto forte, mesmo que não viva um de seus melhores momentos.

Créditos da foto principal: Divulgação/Botafogo-PB

Em destaque

Pura magia: análise Náutico 2 x 1 Brasil-RS

Por: Mateus Schuler

Como um passe de mágica, Jean Carlos deu show e colaborou em mais uma vitória do Náutico. Nesta quarta-feira (21), em partida válida pela 13ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, o Timbu se manteve na liderança e aumentou a série de invencibilidade ao vencer o Brasil-RS, de virada, por 2 x 1.

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O Timba foi a campo sem muitas novidades em relação ao time que ficou no empate contra o Vasco. Com Trindade suspenso pelo terceiro amarelo, Hélio não fez nada diferente do habitual e optou pela entrada de Djavan no meio-campo alvirrubro, mantendo assim a equipe no 4-3-3, tendo variações para 4-2-3-1 ofensivamente e 4-1-4-1 defensivamente.

Time de Rosa e Silva se manteve com trinca no meio e ofensiva (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Invicto como mandante desde a chegada de Hélio, ainda em 2020, o Timbu enfrentou um Xavante que enfrenta dificuldades jogando distante dos seus domínios. Logo no primeiro minuto, no entanto, os papéis se inverteram, pois Alex Alves teve uma saída equivocada da barra e a bola sobrou para Ramon, que dividiu com Camutanga antes de mandar ao fundo do gol.

Tendo maior ritmo após o susto inicial, o Náutico passou a dominar o jogo, no entanto não tinha criatividade. Se em jogadas individuais não obteve êxito, a solução foi trabalhar de pé em pé. E deu certo. Em lance iniciado pela direita, Rafinha viu Vinícius passando rápido e deu bom passe, mas o camisa 7 logo passou para Jean Carlos, mesmo sem ângulo, chutar tirando de Nogueira e deixar tudo igual.

Com blocos médio/altos e compactados, Timbus seguraram bem o Xavante (Imagem: SporTV/Premiere)

Variando entre o habitual 4-2-3-1 – mais frequentemente – e o 4-2-4 quando quis ser mais agudo, o Timba buscou seguir explorando as falhas do Xavante para tentar a virada. Em uma das chances, Bryan pegou a sobra na entrada da área e mandou por cima da meta gaúcha. A pressão continuou, porém a bola parada surgiu como alternativa: Jean Carlos cobrou falta com perfeição e acertou o ângulo.

Melhores durante a primeira etapa, os alvirrubros passaram a ter maior ritmo ao atacar, enquanto que os rubro-negros apostaram no contra-ataque para deixar tudo igual novamente. Bem compactados defensivamente no 4-1-4-1, os pernambucanos controlaram as tentativas de investidas do adversário e levaram a vantagem ao intervalo.

Timba mostrou muita ofensividade durante etapa inicial (Imagem: SporTV/Premiere)

Para o segundo tempo, Hélio dos Anjos optou por manter a equipe, contudo teve de mudar logo no início. Rhaldney sentiu lesão muscular e Luiz Henrique foi acionado em seu lugar, mantendo a proposta dos primeiros 45 minutos. O Náutico, inclusive, teve a oportunidade de ampliar quando Jean Carlos bateu falta forte, entretanto o goleiro do Brasil interveio.

Com o resultado se consolidando, o comandante alvirrubro promoveu mais duas substituições, sacando Djavan e Marciel e acionando Giovanny e Lucas Paraíba. Apesar de valorizar o placar favorável, o Timbu voltou a assustar ao Jean Carlos tomar a bola de Kevin e servir Kieza na pequena área; o camisa 9 chutou mal e não aproveitou. Nos minutos finais, Lucas Paraíba recebeu o segundo amarelo, porém nem mesmo a inferioridade numérica tirou os três pontos dos pernambucanos.

Trinca formada atrás de Kieza se manteve no segundo tempo (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Em destaque

Respirando novos ares: análise América-MG 0 x 1 Sport

Por: Mateus Schuler

A mudança nos bastidores parece ter surtido efeito imediato no Sport, que agora respira novos ares. Nesta segunda-feira (19), fechando a 12ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, o Leão bateu o América-MG – em jogo de seis pontos – na Arena Independência por 1 x 0, deixando para trás a zona de rebaixamento, mas sem abrir muita distância.

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Assim como nos últimos confrontos, Umberto Louzer manteve o 4-2-3-1 que é habitual no Sport, porém com algumas novidades. Na defesa, Chico foi como lateral-esquerdo, já que Sander e Júnior Tavares seguiram como desfalques, enquanto que Gustavo entrou na armação e Thiago Lopes aberto pela direita nos lugares antes ocupados por Thiago Neves e Neílton, ausentes; no ataque, Mikael ganhou a vaga de André, opção no banco por voltar de uma virose.

Leoninos entraram com o mesmo 4-2-3-1, mas modificando peças (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Por ambos precisarem da vitória, a partida começou bastante equilibrada e os dois times pouco criativos. Com força na marcação, o Sport fechou bem os espaços e tentou ter o contra-ataque como arma, variando entre 4-2-3-1 e 4-1-4-1 – este mais nítido – sem a bola; quando atacou, buscou formar um 4-2-2-2, povoando o campo de defesa adversário, mas sem assustar.

Apesar de menor intensidade ofensiva, tendo menos posse e ritmo, o Leão foi quem teve a primeira boa chance. Depois de boa troca de passes no ataque, Gustavo fez jogada individual pela direita e puxou para o meio, finalizando no canto e obrigando Matheus Cavichioli a se esticar todo para afastar o perigo. O América-MG até reagiu se infiltrando no sistema defensivo leonino, porém o chute de Felipe Azevedo saiu de lado e Alan Ruschel parou em Maílson.

Mesmo faltando criatividade, os rubro-negros tentaram alternativas para ir à zona ofensiva e furar a marcação alviverde. O Coelho foi dando brechas e os pernambucanos voltaram a dar um susto quando trocou passes na entrada da área e Gustavo, de calcanhar, serviu Zé Welison; o volante soltou o pé e o goleiro dos mineiros fez uma defesaça.

Rubro-negros povoaram campo americano com apoio dos laterais (Imagem: SporTV/Premiere)

Na etapa final, Umberto Louzer voltou sem mudanças, o que fez o Coelho ir à zona ofensiva mais frequentemente. Apesar de terem boa postura defensiva, os leoninos cederam muitos espaços para infilitrações do adversário, que foi perigoso quando atacou, contudo parou na muralha do Sport em jogadas de Yan Sasse.

Com o América crescendo em campo e o Leão ficando ainda mais sem ter a criatividade, Louzer optou por colocar André e Tréllez nos lugares de Mikael e Everaldo, respectivamente. Depois, vendo que a produção ofensiva poderia aumentar, promoveu Paulinho Moccelin na vaga de Thiago Lopes, mantendo o 4-2-3-1 ao atacar.

A consolidação da defesa seguiu durante todo o segundo tempo, ainda que os americanos tivessem evoluído, porém esbarrando em uma forte linha de 5 dos rubro-negros. Quando o empate já parecia de bom tamanho, apesar de insuficiente na luta contra a degola, um contra-golpe fatal mudou o humor dos pernambucanos: Gustavo arrancou pelo meio e abriu na esquerda para Moccelin, que dominou driblando Bauermann e chutou colocado, marcando um golaço e garantindo os três pontos.

Compactação defensiva do Leão segurou bem ímpetos do Coelho (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente o Brasil-RS

Por: Felipe Holanda

Tribo alvirrubra. O Náutico do Cacique Hélio dos Anjos recebe o Brasil armado de arco e flechas para se manter no topo da tabela e seguir quebrando recordes na Série B do Campeonato Brasileiro. Confronto do Timbu com o Xavante acontece nesta quarta-feira (21) às 21h30, nos Aflitos, pela 13ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário pernambucano: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Rubro-Negro.

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O TIME

Após passear por várias alternativas, Cláudio Tencati sinaliza a equipe no 4-2-3-1, seu sistema preferido. Para enfrentar o Timba, o técnico não terá a presença do atacante Luiz Fernando, que sentiu a coxa diante do Vitória, assim como o zagueiro Arthur, que é dúvida pelo mesmo motivo. Por outro lado, Ícaro e Héverton voltam à zaga depois de cumprirem suspensão, enquanto Fabrício se recuperou de lesão.

Provável formação inicial do Brasil (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Tribal. O Brasil costuma atacar utilizando um jogo apoiado, em blocos, à procura de espaços para infiltrar na marcação adversária. A estratégia mais utilizada é formar um 4-2-2-2 tendo o apoio dos laterais, seja dentro ou fora de Pelotas. Assim, O Xavante cria a maioria de suas chances de perigo, mas marcou apenas oito gols até aqui.

Compactação ofensiva do Brasil (Imagem: Premiere)

“Brasil faz uma saída posicional, com um 3+1 e dando liberdade aos laterais de subirem fazendo amplitude. Ainda assim, tem pouca fluidez, tendo muitas dificuldades na progressão”

Vinícius Guerreiro, Editor de esportes no Diário Popular

Outra postura, principalmente na construção ofensiva, é explorar um 4-1-2-3 para espaçar suas peças em campo e tentar confundir a defesa rival. Neste cenário, um dos volantes recua para fazer uma saída com os zagueiros, enquanto os laterais dão profundidade ao esquema de Tencati.

Brasil em organização ofensiva (Imagem: Premiere)

Os contra-ataques também são armas importantes do Xavante em fase ofensiva. Buscando agilidade na transição, a aposta mais utilizada é formar um 4-3-3 com muitas movimentações dos homens de frente, postos numa espécie de tridente.

Contragolpe rubro-negro (Imagem: SporTV/Premiere)

COMO DEFENDE

A defesa farroupilha segue na mesma toada do ataque. Com 11 gols sofridos, o sistema defensivo do Brasil não é dos mais confiáveis, mas tende a explorar duas tradicionais linhas de 4 para conter as investidas adversárias no 4-4-2 – este com mais frequência – ou 4-1-4-1.

Xavante em fase defensiva (Imagem: Premiere)

“É um time que marca por encaixe em todos os setores, formando linhas médio/baixas e buscando sair em transição. Até tem melhorado a consistência para evitar dar espaços ao adversário, fazendo muitas faltas táticas, porém as entrelinhas e as bolas aéreas são as principais falhas”

Vinícius Guerreiro, Editor de esportes no Diário Popular

Outro sistema bem frequente é formar um 4-2-3-1 na tentativa de bloquear os espaços de passe. Assim, a equipe de Tencati ganharia em velocidade caso conseguisse recuperar a posse de bola e iniciasse a transição. A depender do andamento do jogo, o time pode marcar em bloco médio/alto para pressionar a saída de bola rival.

Tentativa de compactação gaúcha (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Matheus Nogueira (GOL) – Apesar da posição do Xavante na tabela, o camisa 1 vem se destacando debaixo das traves. Matheus Nogueira se posiciona bem, tem elasticidade, e acumula defesas importantes nesta Série B. Além disso, é importante no início da construção ofensiva dos rubro-negros, geralmente utilizando uma saída de 3 com a dupla de zaga.

Vidal (LD) – Autor do gol do triunfo diante do Vitória, Vidal é um dos mais regulares do elenco, sempre dando profundidade pelo lado direito. Também chega bem à linha de fundo para cruzar na área e tem finalização satisfatória de média distância. Deve prender as atenções de Rafinha e Vinícius.

Fabrício (PE) – Costumeiramente decisivo. Artilheiro do time com três gols nesta Segundona, Fabrício já mostrou qualidade para ir às redes, principalmente em finalizações rasteiras. Atua tanto centralizado como aberto e é perigo constante para os comandados de Hélio dos Anjos. Por outro lado, como volta de lesão, pode ter o ritmo de jogo como obstáculo.

Créditos da foto principal: Carlos Insaurriaga/GE Brasil

Em destaque

Ressurgindo das cinzas: análise Itabaiana 1 x 2 Retrô

Por: Mateus Schuler

Honrando as origens, a Fênix demonstrou estar ressurgindo das cinzas. Neste domingo (18), o Retrô teve uma árdua missão ante o Itabaiana, no Mendonção, mas conseguiu retomar as vitórias ao vencer por 2 x 1 fora de casa em duelo pela sétima rodada da Série D do Campeonato Brasileiro; de quebra, tirou a invencibilidade do Tremendão na competição; times estão no Grupo A4.

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Ainda sem Gelson, mas com Carlos Alexandre de volta à zaga, Luizinho Vieira manteve os azulinos no 4-3-3 ofensivo, tendo Romarinho fixo e Escuro junto a Thallyson no meio-campo. Outras novidades em relação ao empate em 3 x 3 frente ao ASA, no último jogo, foram as entradas de Tiago Adan e Thiaguinho nos lugares de Ruan Costa e Janderson, que ficaram como opção no banco.

Retroenses seguiram no sistema com três meio-campistas (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Mesmo precisando voltar a vencer, o Retrô entrou em campo ciente que teria adversidades pela frente, como jogar longe de casa, adversário ainda invicto e com a melhor defesa da competição. De início, a partida pareceu que seria bastante equilibrada, mas a Fênix mostrou forças e aproveitou bem um erro em jogada ensaiada: Augusto Potiguar cobrou falta de longe na área, Carlos Alexandre encostou e Tiago Adan só teve o trabalho de completar com o gol aberto.

A vantagem deu mais tranquilidade aos pernambucanos, que alternaram o modo de marcar para tentar confundir o Itabaiana. Ora formavam um 4-4-2, ora o habitual 4-1-4-1, sempre com blocos médios/baixos, buscando assim o contra-ataque no intuito de ampliar o placar. Foi na bola parada, também, o empate do Tremendão: Pedro Henrique bateu e Jacobina desviou, quase de peixinho, para dentro da meta azulina.

Fênix até se fechou bem com duas linhas, mas sofreu na bola parada (Imagem: Eleven Sports)

Igualado, o confronto voltou a ficar em equilíbrio, porém o poder criativo era quase que nulo dos dois lados, assim como a pontaria. No final da primeira etapa, os retroenses tiveram boa oportunidade de ficar à frente no marcador em nova bola parada: Augusto Potiguar, em cobrança de falta colocada, fez Jonathan se esticar todo e evitar o tento.

Para o segundo tempo, o Retrô retornou sem modificações, no entanto viu os sergipanos crescerem de produção. Tal como ocorreu durante praticamente os 45 minutos iniciais, contudo, os donos da casa não estavam bons de mira e desperdiçaram duas ótimas chances de virar com Pedro Henrique em dois minutos: em uma, dominou errado na pequena área; na outra, testou depois de cruzamento da direita.

Ataque azulino seguiu desenho dos últimos jogos (Imagem: Eleven Sports)

Após os sustos, a Fênix foi neutralizando as investidas do Tricolor da Serra e até balançou as redes, mas a arbitragem marcou falta de Carlos Alexandre no goleiro adversário. Para tentar ficar mais criativo ofensivamente, Luizinho Vieira promoveu a entrada de Neílson e Ruan Costa nos lugares de Thallyson e Thiaguinho, respectivamente, colocando Augusto Potiguar na faixa central.

As mudanças deixaram o time mais ligado, apesar do Itabaiana seguir muito presente ao ataque. Postados no habitual 4-1-2-3 ao atacar e formando o 4-1-4-1 sem a bola, os retroenses dominaram melhor o meio e sacramentaram a vitória: Neílson levantou lateral na área e a zaga afastou no pé de Potiguar, que soltou a bomba; Diego Bispo cortou errado e Guilherme, livre, mandou no fundo do barbante. No fim, os sergipanos deram pressão, porém não tiveram êxito nos lances.

Com a vantagem, pernambucanos passaram a se fechar no 4-1-4-1 (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Joedson Moura/Retrô FC

Em destaque

Sport na Série A: como joga taticamente o América-MG

Por: Mateus Schuler

Predador versus presa. O Leão enfrenta o Coelho para respirar novos ares e voltar a rugir mais alto na Série A do Campeonato Brasileiro. Sport e América-MG fazem um importante confronto direto na luta contra o Z-4 nesta segunda-feira (19) às 20h, no Independência, pela 12ª rodada do Brasileirão.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos alviverdes.

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Para o duelo contra os leoninos, Vágner Mancini deve manter o 3-5-2 usado no clássico com o Atlético-MG, modificando algumas peças, mas deixando a escalação em aberto. Anderson e Zé Vítor disputam vaga na zaga ao lado de Bauermann e Ricardo Silva, já Alan Ruschel concorre junto a João Paulo pela lateral esquerda. Sem Ribamar, fora após um estiramento na coxa esquerda, a dúvida quanto ao parceiro de Rodolfo no ataque fica entre Carlos Alberto e Felipe Azevedo.

Confirmação dos titulares será apenas pouco antes da bola rolar (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do quarto pior ataque com nove gols, à frente inclusive do próprio Leão, o América tenta melhorar o poder ofensivo. Jogando mais reativo, tem como a principal arma o contra-ataque, trocando passes pelo meio e usando com frequência os lados para poder disparar, chegando ao último terço abrindo a marcação adversária.

Coelho pode jogar até compactado no meio para sair ao ataque (Imagem: SporTV/Premiere)

O início das jogadas, quando trabalhadas, é ainda no campo de defesa e em uma saída de 3. Desse modo, os laterais sobem como alas junto aos volantes e formam um 3-4-3, deixando o armador mais próximo dos atacantes, o que favorece nos lances de maior dinâmica. Outra alternativa, porém, é um 4-4-2 zonal e de blocos médio/altos, tentando forçar o rival a adiantar as linhas de marcação.

Mineiros usam o jogo apoiado para começar a criação ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

“A velocidade do Carlos Alberto está ajudando demais o América, principalmente nessa questão do contra-ataque. Contra o Santos, ele ajudou demais, inclusive marcando um gol assim. O time tem prezado bastante pelas jogadas com velocidade”

Jeovana Oliveira, repórter na Rádio Inconfidência

COMO DEFENDE

Se o ataque vai mal, a defesa está ainda pior: foram 16 gols sofridos, sendo a terceira mais vazada do Brasileirão junto ao Internacional. Mesmo tendo sido derrotado para o rival Atlético na última partida, Mancini deve manter o time com três zagueiros, pois apresentou bastante compactação e fechou bem o setor defensivo.

Linha de 5 é uma das armas de Mancini para não ser vazado (Imagem: SporTV/Premiere)

“O lateral-direito Eduardo tem sido importante na marcação. Com ele, as jogadas pela direita estão sendo menos vazadas, pois tem mostrado um bom posicionamento em campo, sem expor tanto a defesa. Vem ganhando sequência com Mancini e virando um dos pilares ao lado de Bauermann”

Jeovana Oliveira, repórter na Rádio Inconfidência

Com um 5-3-2 bastante nítido, apesar de variar ao 5-2-1-2, o Coelho busca ter uma marcação alta para recuperar a posse o quanto antes e pegar seus adversários desprevinidos. Quando têm de evitar jogadas mais trabalhadas, os americanos baixam mais as linhas, colocando todos os jogadores em seu próprio campo.

PARA FICAR DE OLHO

Matheus Cavichioli (GOL) – Com passagem apagada pelo Leão em 2012, na própria Série A, o goleiro parece ter se encontrado no América. Destaque das últimas temporadas por importantes defesas, tem conseguido manter a boa fase também em 2021; nesta edição de Brasileirão, fez 30 intervenções, sendo um dos melhores nesse quesito.

Juninho Valoura (VOL) – Apesar de forte na marcação, tem sido o principal nome do Coelho nesse Brasileiro. Responsável pela articulação das jogadas, o meio-campista é quem mais ajuda na transição ofensiva, seja abrindo de lado com os laterais nos contra-ataques ou servindo algum companheiro no meio, chegando como um elemento surpresa, além de ser o homem da bola parada.

Carlos Alberto (ATA) – Cria da base americana, o atacante surgiu como um jogador de beirada, tendo a velocidade como seu ponto mais destacável. No entanto, tem atuado mais por dentro e tendo apenas o centroavante ao seu lado, algo que fez antes de subir ao profissional quando preciso; mesmo sem ser finalizador, mostra ter bom chute. Olho nele!

Créditos da foto principal: Marina Almeida/América-MG

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Novo comando, velhos problemas: análise Central 1×3 Atlético-CE

Por: Guilherme Batista

Nem mesmo um fator novo foi capaz de surtir efeito. Na estreia de Nilson Correia no comando da Patativa, o Central voltou a apresentar falhas defensivas e foi presa fácil para o Atlético-CE, perdendo por 3 x 1 neste domingo (18), em pleno Lacerdão. Com o resultado, se distanciou ainda mais da classificação à segunda fase na Série D do Campeonato Brasileiro.

Em sua estreia como treinador do Central, Nilson Correa não só mudou alguns jogadores que estavam sendo titulares com Junior Baiano, como também mudou o esquema: passando de um 4-3-3 com três volantes para um 4-2-1-3, com um time mais ofensivo. Müller Fernandes ganhou vaga no time titular, assim como Igor Leonardo.

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Centralinos alteraram sistema tático e comando diante dos cearenses (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

Não demorou muito para a mudança de postura da Patativa ser percebida. Atuando em casa e precisando da vitória, a equipe de Nilson buscou ter o controle da bola e da partida desde o primeiro minuto, tentando sufocar a equipe cearense. Para isso, subiu suas linhas e buscou forçar o erro de passe da Águia.

Buscando ter o controle do jogo no início, Central se postava no 4-2-1-3 para construir as jogadas. (Imagem: ElevenSports)

Mas um velho problema voltou a aparecer: o sistema defensivo. Após bola longa vinda da defesa visitante, Olávio apareceu livre nas costas da zaga centralina e abriu o placar para os visitantes aos 9 minutos da primeira etapa. E nem deu tempo de se recompor. Três minutos depois, Erick Pulga aproveitou novo vacilo do sistema defensivo alvinegro, driblou Igor Leonardo e ampliou o marcador no Lacerdão.

Precisando reverter o resultado, o Central foi pra cima, mas esbarrava num Atlético muito bem postado no 5-4-1, povoando o meio e forçando o Central a lateralizar demais as jogadas. A movimentação dos homens de frente foi uma alternativa tentada para buscar abrir espaços na defensiva cearense.

Müller Fernandes passou a sair da referência para Rogerinho, David e Pedro Maycon tentarem aproveitar eventuais espaços e começaram a cavar faltas perto da área cearense. E foi através da bola parada que o Central conseguiu diminuir o prejuízo ainda na primeira etapa. Pedro Maycon sofreu falta na entrada e ele mesmo bateu para balançar as redes e recolocar a Patativa no jogo.

Com Müller Fernandes saindo da referência, ataque ficou mais dinâmico (Imagem: MyCujoo)

No retorno dos vestiários, o Central voltou subindo suas linhas novamente. E por muito pouco não empatou a peleja. Após cobrança de escanteio, a bola se ofereceu para Pedro Maycon, livre de marcação, finalizar pra fora. E o alvinegro seguiu superior, conseguindo criar mais oportunidades com a bola rolando e não ficando mais dependente das bolas paradas.

A superioridade, no entanto, não estava sendo transformada em gols. Apesar do maior volume de jogo e das chances criadas, o Central penava para empatar a peleja. O castigo tardou, mas chegou. Após cobrança de falta centralina, Olávio recuperou a bola e atravessou o campo para marcar o terceiro gol do Atlético-CE.

Sem forças para reagir, o Central nada conseguiu fazer para buscar uma nova reação e amargou a quarta derrota na Série D 2021, além de chegar ao quinto jogo consecutivo sem vencer na competição.

Central subiu as linhas, mas foi punido pela ineficiência ofensiva (Imagem: ElevenSports)

Créditos da imagem principal: Arthur Rodrigues/Central

Em destaque

Penalizado no fim: análise Vasco 1 x 1 Náutico

Por: Felipe Holanda

Quase perfeito. O Náutico se impôs como líder da Série B e não se intimidou diante do Vasco em São Januário. Em jogo eletrizante, Timbu saiu na frente do placar, mas foi penalizado no fim e ficou no empate em 1 x 1 neste domingo (18), no Rio de Janeiro, pela 12ª rodada da Segundona.

Contando com os retornos do goleiro Alex Alves e do atacante Kieza, Hélio dos Anjos promoveu também a entrada de Rafinha na lateral esquerda, mantendo o 4-2-3-1 de três volantes, Matheus Trindade, Rhaldney e Marciel, além de Jean Carlos, Vinícius e Kieza no tridente ofensivo.

Formação inicial dos alvirrubros (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Compactação letal. Construindo o jogo de trás e utilizando o 4-3-3 como tática base, o Náutico tentou ditar o ritmo nos minutos iniciais, valorizando a posse de bola no terço final do campo. Além disso, com movimentações constantes, era propositivo e conseguia sufocar o Vasco.

Movimentação alvirrubro nos primeiros minutos (Imagem: Globo)

Quando tentava sair para o ataque, o Cruzmaltino esbarrava na forte marcação dos alvirrubros, ora formando um 4-4-2 clássico, ora 4-3-3. Mesmo assim, os cariocas conseguiram assustar, Alex Alves fez a defesa, mas Gabriel Pec tentou o passe para Cano e desperdiçou boa chance.

Timbus se segurando na defesa (Imagem: Globo)

A resposta do Timbu foi cirúrgica. Após duas cobranças de escanteio, Vinícius subiu mais alto que a defesa alvinegra e testou para o fundo das redes: 1 x 0. Ainda no primeiro tempo, o mesmo Vinícius fez linda jogada e rolou para Marciel, mas Andrey apareceu para evitar o segundo. Outro que assustou foi Matheus Trindade, arrematando de longe; Vanderlei fez uma defesaça.

Marcando em bloco médio/alto no 4-4-2, o Náutico levou o primeiro susto na etapa final quando Léo Jabá infiltrou pela direita e finalizou à esquerda da meta de Alex Alves. Passou perto, servindo como sinal de alerta.

Náutico em marcação adiantada (Imagem: Globo)

Os pernambucanos responderam no 4-2-3-1, espaçando as peças em campo para confundir a marcação vascaína. Assim, quase veio o segundo em jogada de bola parada. Jean cruzou, Kieza cabeceou firme e Vanderlei operou um verdadeiro milagre e evitou o gol.

Transição rápida para o ataque (Imagem: Globo)

Hélio dos Anjos deu um novo gás ao time com as entradas de Paiva, Luiz Henrique e Djavan nas vagas de Kieza, Marciel e Rhaldney, respectivamente. Dessa forma, conseguiu segurar um pouco o ímpeto cruzmaltino. Depois de cruzamento rasteiro, entretanto, Camutanga cortou mal e quase mandou contra.

O Náutico até teve a chance de ampliar com Iago Dias, outro que saiu do banco, mas ficou no quase. No fim, foi penalizado com o empate quando Morato bateu firme para estufar as redes de Alex Alves e selar o 1 x 1. Um balde de água fria.

Créditos da foto principal: Vitor Brügger/Vasco

Em destaque

Via Crucis coral: análise Santa Cruz 0 x 1 Tombense

Por: Felipe Holanda

Crucificado. Mesmo com mais volume de jogo, o Santa Cruz perdeu mais uma na Série C do Campeonato Brasileiro. O Tricolor não soube aproveitar a vantagem de ter um homem a mais durante quase todo o segundo tempo e amargou a derrota do Tombense por 1 x 0 neste sábado (17), no Arruda, se isolando ainda mais na lanterna do Grupo A após oito rodadas.

Ainda sem poder contar com Wallace Pernambucano e Gilmar, Roberto Fernandes repetiu a base do último jogo, agora com Lucas Batatinha e Pipico no ataque, dois volantes, e Rondinelly na criação de jogadas. Dessa forma, o time explorou o 4-2-3-1 como tática base, variando para o 4-3-3 em fase ofensiva.

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Formação inicial do Mais Querido (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Outra postura. Com mais intensidade nos minutos inicias, o Santa Cruz começou mordendo o adversário graças à movimentação dos homens de frente, ora formando um 4-2-3-1, ora 4-2-4. Assim, bem postado no terço final do campo, o Mais Querido conseguiu tomar as rédeas e ditar o ritmo do jogo.

Tricolor propondo o jogo (Imagem: DAZN)

Se o ataque vinha dando conta do recado, a defesa bateu cabeça e pôs tudo a perder. Cássio Ortega, ex-Salgueiro, foi derrubado na grande área por Victor Oliveira e a arbitragem marcou pênalti para o Tombense. Na cobrança, Rubens deslocou Jordan e abriu a contagem no Arruda: 1 x 0.

Apesar da movimentação, a Cobra Coral não conseguiu ser efetiva no ataque, tanto que o primeiro chute em gol só veio com mais de meia hora de bola rolando – Pipico arrematou fraco e Felipe Garcia fez a defesa. Foi, entretanto, a chance mais clara dos tricolores em todo o primeiro tempo, mesmo quando a estratégia era formar um 4-3-3 com o apoio dos laterais.

Voltando para a etapa final com Madson na vaga de Lucas Batatinha, o Santa corria contra o tempo para reagir e se reencontrar dentro de campo. Madson foi o encarregado da segunda finalização coral na partida, quando Vitinho cruzou na área e o atacante resvalou de cabeça nas mãos de Felipe.

Sem desistir. Rondando a área mineira no 4-3-3, a Cobra seguiu buscando brechas na marcação adversária com paciência. Tendo Madson mais por dentro, o Tricolor foi recompensado com a expulsão do zagueiro Wesley, ficando com um homem a mais em campo.

Compactação ofensiva em busca do empate (Imagem: DAZN)

A pressão só aumentava e o gol parecia questão de tempo. Variando para o 4-2-3-1 e abusando da amplitude dos laterais, os donos da casa levaram perigo em finalização do prata da casa Eduardo, na qual Felipe se esforçou para intervir, mas conseguiu afastar o sufoco.

Corais rondam a área do Tombense (Imagem: DAZN)

Quem também saiu do banco para mostrar serviço foi Léo Gaúcho, que teve chance em bola aérea. O atacante cabeceou firme, mas Felipe encaixou. Aos poucos, o Santa era absoluto no jogo, sem ser incomodando na defesa. Faltava o principal: a bola na rede. E assim seguiu até os minutos finais para mais uma derrota tricolor. A terceira seguida.

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

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Náutico na Série B: como joga taticamente o Vasco

Por: Felipe Holanda

Cruzadas. O Náutico cruza o caminho do Vasco com a missão de manter a hegemonia e seguir no topo da tabela na Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo entre pernambucanos e cariocas está marcado para este domingo (18) às 16h, em São Januário, pela 12ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Cruzmaltino.

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Para o confronto contra o Timbu, Marcelo Cabo tem a volta do atacante Morato, recuperado de edema na coxa direita. Em contrapartida, Galarza ganha de vez a vaga prevista para ser ocupada por Rômulo, que sentiu durante o aquecimento antes do empate frente ao Coritiba.

Provável formação inicial dos cariocas (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Todos por um. Tendo linhas bem definidas, o Vasco espaça suas peças em campo com um único objetivo: municiar o atacante Germán Cano, vice-artilheiro da Série B pelos cinco gols que fez até aqui – 41% dos tentos gerais do time. Desta forma, ataca no 4-1-2-3, geralmente utilizando bolas longas; o 4-2-2-2 também é frequente.

Posicionamento ofensivo do Cruzmaltino (Imagem: Premire)

Outra postura é formar um 4-3-3, com os pontas dando amplitude para confundir a marcação adversária, e Cano por dentro. Assim, a tendência – outra vez – é que os laterais subam no apoio, tendo homens de meio dando progressão à posse de bola carioca.

Organização ofensiva vascaína (Imagem: Premiere)

“O Vasco de Marcelo Cabo também tem formado o famoso losango no meio campo. O time se porta de forma reativa em campo, usando o contra-ataque como arma e tem se caracterizado por baixíssimas posses de bola, incluindo dentro de São Januário”

João Vitor Viana, repórter freelancer

COMO DEFENDE

Se o ataque tem missões definidas, a defesa do Vasco ainda anda batendo cabeça, tanto que já sofreu 11 gols nesta Segundona. A principal aposta, todavia, é explorar duas linhas de quatro, geralmente no 4-4-2. Na organização defensiva, o time de Marcelo Cabo utiliza uma marcação zonal e por encaixes.

Vasco em compactação defensiva (Imagem: Premiere)

“A dupla Ernando e Castan parece estar se entrosando aos poucos. O ex-jogador da Roma vem de partidas muito seguras, enquanto Ernando passou por desconfiança da torcida após falhar diretamente em alguns gols sofridos”

João Vitor Viana, repórter freelancer

Outra postura possível é performar um 4-3-3 em bloco médio/alto, a fim de dificultar a construção ofensiva do adversário, com Cano e Gabriel Pec avançando para pressionar a dupla de zaga. Assim, apesar de alguns vacilos, o cruzmaltino tem um bom aproveitamento nos desarmes.

Cariocas em marcação adiantada contra o Confiança (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Vanderlei (GOL) – Aquém de alguns erros recentes, Vanderlei é um dos líderes técnicos da equipe carioca. Além do espírito de liderança, consegue desempenhar bem seu papel debaixo das traves, tendo a saída do gol como ponto forte. O camisa 1 também é importante na construção ofensiva do Vasco.

Andrey (VOL) – O cão de guarda de Marcelo Cabo. Aparecendo à frente linha de defesa, Andrey é sempre quem dá o primeiro combate no portador da bola, com média de 2.0 carrinhos por jogo. Outro fator a ser levado em conta são os arremates de longa distância. A bola sempre passa pelos seus pés.

Germán Cano (ATA) – Principal referência ofensiva e um dos melhores atacantes desta Segundona, Cano dispensa comentários. Sempre bem posicionado, sabe fazer gol como poucos. Atua bem no pivô e tem a finalização como ponto forte, seja no chão ou pelo alto, inspirando cuidados de qualquer zagueiro rival.

Créditos da foto principal: Rafael Ribeiro/Vasco

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Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Tombense

Por: Felipe Holanda

Sem espaços para tombos. O Santa Cruz encara o Tombense com um único objetivo: vencer e ganhar sobrevida na luta contra o rebaixamento na Série C do Campeonato Brasileiro. Confronto entre pernambucanos e mineiros acontece neste sábado (17) às 17h, no Arruda, pela 8ª rodada do Grupo A.

Separamos tudo sobre o próximo adversário coral: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Gavião Carcará.

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Sem desfalques imediatos, exceto por Pablo e Rodrigo, que já não vinham atuando, o técnico Rafael Guanaes deve manter a base do time, apostando no 4-2-3-1 de transições rápidas. O atacante Rubens, autor do gol alvirrubro no empate em 1 x 1 diante do Floresta, pode aparecer entre os titulares.

Provável formação inicial do Tombense (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do melhor ataque do Grupo A com 11 gols marcados, o Tombense costuma ser letal no terço final do campo. A estratégia mais utilizada pelos mineiros é performar um 4-2-3-1 na construção, espaçando suas peças em campo para ter domínio numérico e conseguir agredir o adversário na posse.

Organização ofensiva do Tombense (Imagem: DAZN/TVN Sports)

Apresentando linhas bem definidas, o Carcará costuma explorar bolas longas para progredir o jogo e chegar à zona de arremate. Assim, conta com o apoio frequente dos laterais, tanto na direita quanto na esquerda, chegando a formar um 4-3-3 em fase ofensiva.

Alvirrubro em investida no ataque (Imagem: DAZN/TVN Sports)

Para envolver o oponente, a equipe pode fazer uma saída de 3+4 no intuito de achar espaços na marcação rival. Neste cenário, um dos volantes recua para trocar passes com a dupla de zaga, geralmente Eduardo Neto, enquanto os laterais sobem à segunda linha.

COMO DEFENDE

Se o ataque vem dando conta do recado, a defesa decepciona. Foram sete gols sofridos nesta Série C, números inferiores apenas ao do próprio Santa Cruz, que levou oito. Quando atacado, o Tombense tende a se fechar com duas tradicionais linhas de quatro, formando um 4-4-2 – mais nítido – ou 4-1-4-1.

Posicionamento defensivo do Tombense (Imagem: DAZN/TVN Sports)

A equipe também pode apresentar um 4-3-3, com três homens mais adiantados, dando qualidade no passe para saída em contra-ataque caso o alvirrubro consiga recuperar a posse. Assim, os laterais e pontas fecham os lados para impedir que o adversário caia pelas bordas e ter mais chances do desarme.

Alvirrubro fechadinho na defesa (Imagem: DAZN)

Outra alternativa possível, a depender do andamento do jogo, é formar uma linha inicial de 5, flertando entre o 5-4-1 e o 5-3-2. Por outro lado, a equipe peca um pouco nas transições defensivas, pois os volantes vão pressionar o portador da bola e às vezes deixam brechas no funil. Sendo assim, o chute de fora da área pode ser uma arma importante para os comandados de Roberto Fernandes.

PARA FICAR DE OLHO

Eduardo Neto (VOL) – Meio-campista canhoto, Neto consegue ser um dos alicerces da construção ofensiva do Tombense com um passe qualificado e boa visão de jogo. Além disso, é um dos que mais desarma da equipe, tendo sua importância também em fase defensiva.

Everton (MEIA) – O craque do time. Com quatro gols marcados nesta Terceirona, Everton é o vice-artilheiro da competição, atrás apenas de Vanilson, do Manaus, e Quirino, do Ypiranga-RS, ambos com cinco. Sabe finalizar bem de média e longa distância e também chegar com qualidade para “pisar” na área. Merece atenção especial.

Rubens (ATA) – Depois de entrar bem no jogo contra o Flortesta, marcando o único gol do Carcará, Rubens deve ganhar a titularidade no ataque alvirrubro. Com dois gols marcados no certame, não costuma desperdiçar grandes chances, sendo perigoso tanto nas bolas aéreas como pelo chão.

Créditos da foto principal: Victor Souza/Tombense

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Nova esperança: o que esperar taticamente de Jailson no Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

Refúgio. Jailson chega ao Santa Cruz a pedido de Roberto Fernandes com a missão de solucionar os problemas do meio campo coral e ajudar o Mais Querido a fugir do rebaixamento na Série C do Campeonato Brasileiro. Seu último clube foi o Najran, da Árábia Saudita. Antes, o meia-atacante pernambucano já havia defendido o Tricolor em 2018 e 2019.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do novo contratado, com principais características táticas, números na carreira, relatórios de ações por jogo, e como Jailson pode se encaixar na equipe comandada por Roberto Fernandes.

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SOLUÇÃO CRIATIVA

Ainda sem ser anunciado oficialmente pelo Santa, Jailson chega como peça de reposição após a saída de Chiquinho, que se transferiu justamente para o futebol árabe. Suas principais características são velocidade, profundidade e leitura de jogo, além da qualidade nas finalizações. Assim, pode ser a solução para o esquema coral, seja atuando como meia centralizado ou ponta esquerda.

Defendendo o Najran, da Arábia Saudita, Jailson mostrou que está com a finalização calibrada. Pelo clube que disputa a Liga Nacional, reiterou a boa fase com finalizações precisas, além de assistências, caindo mais pela esquerda. Atualmente, a posição é ocupada por Levi no Santa Cruz.

Antes, o meia-atacante passou pelo Al-Tai, também da Arábia, equipe que recentemente conseguiu o acesso à elite do futebol nacional. Por lá, Jailson anotou nove gols em 37 jogos disputados.

JAILSON NA COBRA

No cenário atual, ele tem status de titular como homem construtor no 4-3-3 do Mais Querido, já que Rondinelly, contratado para o setor, vem decepcionando. Com Roberto, deve ser utilizado por dentro, a priori, tendo a responsabilidade de criar as jogadas, municiando os homens de ataque, além de tentar a finalização de média e longa distância, nas quais já mostrou ser letal.

Provável formação coral com Jailson de titular (Feito no Tactical Pad)

Outra possibilidade – mais remota – é utilizar Jailson e Rondinelly juntos, tentando dar mais criatividade a construção ofensiva tricolor. Assim, um dos homens de frente seria sacado do time, com Wallace Pernambucano na referência e mais um, mantendo o esqueleto do 4-2-3-1.

Uma estratégia para ter Jailson e Rondinelly lado a lado (Feito no Tactical Pad)

FACETAS DEFENSIVAS

Além do ímpeto como atacante, Jailson também pode ser útil na recomposição dos comandados de Roberto Fernandes. Costuma cobrir os laterais, por vezes formando uma linha inicial de cinco, quando o Najran se fechava no 5-4-1.

Jailson se prepara para recuperar a bola (Imagem: Reprodução)

No Santa, Jailson pode fazer boa dupla com Weriton pelo lado direito. Já mostrou qualidade nos desarmes curtos, seja na campo de defesa ou no terço final. Também sabe fazer função semelhante pela esquerda.

PRIMEIRA PASSAGEM

Em 2018, na sua primeira passagem, deixou saudades no Santa Cruz. Veio a pedido do próprio Roberto Fernandes e mostrou serviço, seja com arrancadas para finalizar ou servindo os companheiros, sendo uma boa arma no contra-ataque da Cobra no 4-3-3 em transição.

No mesmo ano, Jailson teve destaque defendendo o Moto Club, atuando mais centralizado para distribuir as jogadas. Além do Papão do Norte, também passou pelo Fluminense de Feira, marcando sete gols em oito jogos. Em 2017, defendeu o Decisão Bonito, onde disputou a Série A2 do Pernambucano.

Jailson centralizado pelo Moto (Imagem: Reprodução)

OUTROS CLUBES

Antes de fazer carreira fora do país, Jailson se destacou vestindo a camisa do ABC. Pelos potiguares, teve atuações memoráveis e fez 13 gols nas 26 partidas que disputou, despertando o interesse dos árabes.

Natural do município de Jaqueira, Jailson iniciou sua trajetória nos gramados no Vitória de Santo Antão em 2014. Na sequência, passou por clubes como Sete de Setembro, Petrolina, Pesqueira e Central, além de Santa Cruz e Decisão.

Apesar de chegar com status de titular, o novo contratado só fará sua estreia em agosto, por força de contrato com o clube árabe. Até lá, a esperança é de que a Cobra Coral ainda tenha chances de evitar o rebaixamento e esteja em uma posição melhor na tabela.

Créditos da foto principal: Jota Santana/Santa Cruz

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Acidente de percurso: análise Náutico 1 x 1 Ponte Preta

Por: Felipe Holanda.

Oscilante. Sentindo desgaste físico, o Náutico deixou a vitória escapar pelos dedos e desperdiçou dois pontos na Série B do Campeonato Brasileiro. Apesar do empate com a Ponte Preta em 1 x 1 nesta segunda-feira (12), nos Aflitos, Timbu se mantém invicto na liderança da Segundona após 11 rodadas.

Ainda sem contar com Alex Alves, Hereda, Yago e Kieza, Hélio dos Anjos repetiu o time que venceu o Goiás, exceto pela entrada de Breno Lorran na vaga de Rafinha. Assim, manteve o sistema tático, flertando entre o 4-2-3-1 e 4-3-3 em fase ofensiva.

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Formação inicial dos comandados de Hélio (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Pouca inspiração. Buscando intensidade, o Náutico não conseguiu repetir o ímpeto de outrora nos minutos iniciais. Com Vinícius bem marcado na esquerda e Bryan pouco profundo no lado oposto, faltou criatividade para infiltrar nas linhas de marcação da Ponte Preta e chegar à zona de arremate.

Arriscando chutes de fora da área, os campineiros foram recompensados com o gol. André Luiz finalizou de longe, Jefferson espalmou para o meio da área, e Moisés completou para o fundo das redes, abrindo o placar a favor da Macaca.

Com a Ponte valorizando a posse, o Timbu marcava em bloco médio no 4-2-3-1, tendo Marciel caindo mais pela direita Vinícius na esquerda, Jean Carlos por dentro, e Paiva na referência. Assim, começava a equilibrar as ações do jogo, mas ainda pecava na lentidão na transição ofensiva, algo que Hélio dos Anjos vinha reclamando à beira do gramado.

Marcação alvirrubra com a Ponte à frente do placar (Imagem: Sportv/Premiere)

Ainda pouco organizado, formando um 4-2-4 no terço final do campo, o Timba vinha crescendo no jogo pouco a pouco. Paiva fez o pivô, Marciel finalizou firme e quase deixou tudo igual na melhor chance dos alvirrubros no primeiro tempo.

Tentativa de organização do Náutico no ataque (Imagem: Sportv/Premiere)

Mais afoito no segundo tempo após as entradas de Giovanny e Rafinha nas vagas de Trindade e Breno Lorran, respectivamente, o Náutico conseguiu deixar tudo igual. Jean bateu escanteio fechado e Camutanga se adiantou à marcação para empurrar para o fundo das redes: 1 x 1.

No 4-2-3-1 melhor definido, o Náutico ganhou força pela esquerda e começou a incomodar a Macaca por lá. Outra variação do time de Hélio era formar um 4-3-3 agudo, com Vinícius e Giovanny dando amplitude pelos lados do campo.

Movimentação alvirrubro no terço final do campo (Imagem: Sportv/Premiere)

Até que Vinícius recebeu bola de Marciel e sofreu pênalti. Na cobrança, Jean pegou muito embaixo da bola e mandou por cima, desperdiçando grande chance da virada já próximo do fim. Depois daí, o Timbu ainda tentou o segundo, assim como a Ponte, mas o placar se manteve inalterado.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Em destaque

Voos parelhos: análise Retrô 3 x 3 ASA

Por: Mateus Schuler

Ninguém voou mais alto no duelo entre o Retrô e o ASA. Superior na maior parte do jogo, a Fênix ficou no empate em 3 x 3 neste domingo (11), na Arena de Pernambuco, chegando ao terceiro jogo sem vitória e se distanciando da liderança no Grupo 4 da Série D do Campeonato Brasileiro; partida foi válida pela sexta rodada.

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Para o confronto diante do Fantasma, o técnico Luizinho Vieira manteve o já tradicional 4-3-3, porém não contou com as presenças de Carlos Alexandre, vetado pelo departamento médico, e Gelson, suspenso pela expulsão contra o Juazeirense. Por outro lado, teve a volta do lateral-esquerdo Guilherme aos 11, recuperado da Covid-19.

Azulinos se mantiveram com sistema habitual mesmo modificado (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O jogo começou bastante equilibrado, apesar da situação totalmente oposta na tabela. A primeira boa oportunidade foi dos alvinegros, que conseguiram o êxito logo cedo. Daivison ficou com o rebote pelo lado esquerdo e levantou dentro da área, tendo bate-rebate; a sobra caiu no pé de Marcão mandar de primeira e estufar a rede.

Ao sentir o golpe, o Retrô não abriu mão de atacar e se manteve intenso para buscar o empate. A recompensa não apenas veio, mas como foi ainda maior aos pernambucanos. Após falta cobrada na pequena área, Otávio apareceu como uma bala e cabeceou para o gol. Enquanto comemorou a igualdade, a Fênix aproveitou a saída errada do ASA e virou: Gustavo tomou a bola, limpou da direita para a esquerda e acertou o ângulo.

Se a virada já estava trazendo tranquilidade aos azulinos em campo, com o 4-1-2-3 apoiado pelos laterais sendo mantido, a vantagem ficou ainda maior antes do intervalo. Jean bateu tiro de meta, a marcação alvinegra falhou e a posse caiu no pé de Gustavo, que encobriu Dida e marcou mais um belo gol na partida.

Azulinos foram muito ofensivos durante toda a etapa inicial (Imagem: Eleven Sports)

Nos minutos finais de um primeiro tempo muito movimentado, quando tudo parecia que não teria nova alteração no marcador, o Fantasma voltou a dar sustos. Valdeir cobrou falta tirando dos defensores na pequena área e, livre, Zé Wilson surgiu com qualidade e testou para o fundo do barbante retroense para diminuir a desvantagem.

Para a segunda etapa, Luizinho Vieira optou pela manutenção da equipe, já que a vitória parcial deu certa segurança. Mesmo criando pouco no ataque, o Retrô mostrou solidez na defesa, evitando a criação de jogadas por parte dos alagoanos ao formar o 4-1-4-1 de blocos médio-baixos bem compactos, fechando bem os espaços.

Na tentativa de resolver logo o confronto, Neílson, Kauê e Tiago Adan foram acionados, com Augusto Potiguar, Janderson e Ruan Costa sendo sacados do time. O gramado ficou pesado por conta de uma forte chuva que caiu na Arena e o castigo pela baixa produtividade ofensiva veio nos últimos minutos de jogo: Gabriel derrubou o próprio xará na pequena área e Zé Wilson bateu seguro, deixando tudo igualado até o apito final.

Compactados na defesa, pernambucanos foram castigados no fim (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Abne Quintino/Retrô FC

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente a Ponte Preta

Por: Felipe Holanda

Supremacia alvirrubra. No reencontro com Gilson Kleina, o Náutico quer seguir absoluto no topo da tabela e se aproximar ainda mais do acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Confronto entre o Timbu e a Macaca acontece nesta segunda-feira (12) às 20h, nos Aflitos, pela 11ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números no campeonato, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do time campineiro.

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Ainda sem vencer fora de casa na competição, a Ponte deve ter novidades para o duelo. Com edema muscular, a tendência é que o atacante Rodrigão fique de fora para a entrada de João Veras – Josiel corre por fora. Assim, Kleina dá manutenção ao jogo de aproximações e toques de bola, tendo o 4-2-3-1 como tática base.

Provável formação inicial da Macaca (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pouca coletividade. É a característica que melhor define a Ponte Preta no ataque. Com apenas cinco gols em dez jogos, média de 0,5 por partida, a Macaca vem apresentando falhas no sistema ofensivo. A estratégia mais utilizada, todavia, é formar um 4-2-3-1 com um dos volantes se aproximando aos homens de frente.

Posicionamento ofensivo da Ponte (Imagem: Premiere)

Camilo, o mais renomado do meio campo, costuma cair por dentro para dar opção de passe ou ele mesmo servir os companheiros. O camisa 10 alvinegro precisa de um centroavante fixo, em busca de um jogo apoiado para encontrar brechas na marcação adversária e criar chances de perigo. Outra arma importante é o contra-ataque.

Contragolpe campineiro (Imagem: SporTV/Premiere)

Caso queira mais movimentação no terço final, Kleina pode explorar o 4-2-4, utilizando os pontas para dar amplitude, tendo Camilo mais adiantado. Por outro lado, nem sempre os extremos vencem os duelos com os marcadores. Assim, a beirada é o principal ponto fraco da Ponte em fase ofensiva.

“Sistema ofensivo da Ponte Preta não funcionou em 60% dos jogos disputados na Série B. Com o pior ataque da competição, tem seus cinco gols distribuídos entre cinco jogadores diferentes, marcando muito pouco no mesmo confronto ao longo da temporada”

Lucas Rossafa, repórter no Esporte News Mundo

COMO DEFENDE

Se o ataque vem decepcionando até aqui, pior para a defesa, que já sofreu oito gols no certame. Quando atacada, a Macaca tende a se fechar com suas tradicionais duas linhas de 4, geralmente no 4-1-4-1, tentando se compactar bem e bloquear os espaços para o adversário infiltrar.

Tentativa de compactação campineira (Imagem: Premiere)

“Apesar das fragilidades defensivas, o zagueiro Ednei é o principal jogador do setor. Titular absoluto na Série B, ainda não recebeu cartão amarelo na atual temporada, mesmo muito exposto e sendo um dos atletas que mais cortam bolas na competição”

Lucas Rossafa, repórter no Esporte News Mundo

No 4-1-4-1, Dawhan costuma ficar à frente da primeira linha com a missão de proteger a dupla de zaga. O camisa 5, inclusive, é um dos principais encarregados dos desarmes. Assim, o objetivo é o principal é dificultar a troca de passes do rival e ter chances de conseguir recuperar a posse de bola.

Ponte se fechando na defesa (Imagem: Premiere)

Outra alternativa que a Ponte pode utilizar é um 4-2-3-1 na tentativa de minimizar os espaços pelas laterais e preencher o miolo, o que nem sempre consegue. Além disso, as jogadas áreas vêm dando dores de cabeça para Gilson Kleina, um fator que pode ser aproveitado pelo time de Hélio dos Anjos.

PARA FICAR DE OLHO

Dawhan (VOL) – Um dos principais alicerces da progressão de bola campineira. Geralmente de cabeça erguida, o meio-campista tem um bom passe e consegue e achar os companheiros em boas condições. Dawhan também dá conta do recado na marcação, apresentando número satisfatório de interceptações: média de 1,1 por partida disputada.

Camilo (MEIA) – O cérebro do time. Experiente, Camilo é o responsável por ditar o ritmo do jogo da Macaca e articular as principais chances de perigo. Além disso, o camisa 10 é sempre perigoso nos arremates de média e longa distância, com um gol marcado nesta Segundona. Seu outro ponto forte são as bolas paradas, seja escanteios ou faltas próximas à grande área.

Richard (PD) – Um dos mais agudos do time de Gilson Kleina, Richard consegue dar profundidade pelos lados, ora tentando fazer um jogo apoiado com Camilo e o centroavante, ora arrematando em gol. É um dos que mais finaliza da Ponte na Série B, com média de 0.4 a cada 90 minutos – ao lado de Camilo e Rodrigão, que têm números idênticos.

Créditos da foto principal: Diego Almeida/PontePress

Em destaque

(B)alançando na lousa: análise Sport 1 x 2 Fluminense

Por: Mateus Schuler

O Sport bem que tentou, mas voltou a perder e Umberto Louzer segue balançando no cargo. Neste sábado (10), duelou com o Fluminense e foi derrotado, de virada, por 2 x 1, sofrendo novo revés em confronto na Ilha do Retiro pela 11ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro; Leão continua na zona do rebaixamento.

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Para a partida, o comandante rubro-negro não pôde contar com Neílton, que apresentou tendinite no tornozelo, e Hayner, desfalque de última hora por ter incômodo também no tornozelo. Assim, Tréllez foi acionado entre os titulares, mantendo assim o 4-2-3-1, tendo André na referência e Marcão e Zé Welison na cabeça de área.

Leoninos seguiram com mesmo sistema tático, mas com modificações (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Mesmo precisando da vitória a todo custo, o Sport começou o duelo perdido na marcação e deu dois descuidos, porém Maílson evitou que o placar fosse aberto em ambos. No primeiro, Nenê recebeu na pequena área e bateu para milagre do goleiro leonino; logo em sequência, Nenê serviu Luiz Henrique, que cabeceou e parou em nova intervenção.

Depois dos sustos, o Leão foi para cima na tentativa de iniciar uma reação e deixar o Fluminense em seu próprio campo. Tréllez recebeu lançamento de Thyere pela direita e rolou para André, que obrigou Muriel a fazer boa defesa. Pouco depois, o camisa 90 foi servido na área e mandou na saída do camisa 1 tricolor estufando a rede, mas o impedimento foi marcado corretamente.

Bem compactados na defesa, os rubro-negros apostaram no contra-ataque como arma e conseguiram sair em vantagem no marcador. Após boa troca de passes pelo lado direito, Ricardinho avançou em velocidade e tentou fazer o cruzamento, contudo a bola bateu na mão de David Braz; André cobrou em segurança e deixou a equipe à frente do marcador.

Sport povoou o campo adversário ao máximo quando atacou (Imagem: Premiere)

Na etapa final, o ritmo até voltou menos intenso, com os dois times ficando no equilíbrio e criando pouco ofensivamente. Mais presente ao ataque que o Leão, o Fluzão passou a pressionar a marcação, entretanto o 4-4-2 de blocos médios-baixos segurou os ímpetos; em um vacilo, Danilo cruzou da esquerda e Lucca, impedido, mandou para o gol deixando tudo igual.

O empate no placar fez Umberto Louzer renovar o fôlego da equipe, sacando Thiago Neves e Everaldo para entrada de Thiago Lopes e Paulinho Moccelin. A falta de criatividade no campo ofensivo seguiu e o castigo veio em seguida para os leoninos: Danilo bateu escanteio aberto e Lucca, subindo livre, testou no fundo do barbante.

Leoninos se fecharam no 4-4-2, mas sofreram virada do Tricolor (Imagem: Premiere)

Do meio para o final da partida, Louzer promoveu Gustavo, Mikael e Maxwell nos lugares de Zé Welison, Tréllez e Ricardinho, respectivamente, formando o 4-2-4. Apesar disso, a última e única grande oportunidade veio em uma bola levantada por Paulinho Moccelin e André cabeceou próximo à trave direita, sem alterar o marcador e fazendo o Sport amargar mais um revés.

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

Em destaque

(D)errotado: análise Altos 1 x 0 Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

O Santa Cruz segue seu calvário na Série C do Campeonato Brasileiro. Em mais uma atuação aquém do esperado, a Cobra Coral foi derrotada pelo Altos por 1 x 0 neste sábado (10), no Estádio Albertão, em Teresina, e se mantém na lanterna isolada do Grupo A. Agora, ainda mais próximo do rebaixamento à Série D.

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A escalação coral veio cheia de novidades. Sem Wallace Pernambucano e Gilmar, vetados pelo Departamento Médico, Roberto Fernandes promoveu as entradas de Lucas Batatinha – na referência do ataque – e Leonan. Assim, explorou um 4-3-3, tendo Weriton como uma espécie de ponta direita.

Formação inicial do Tricolor (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Nos minutos inicias, foi o Altos que tomou as rédeas do jogo, enquanto o Santa Cruz se fechava no 4-1-4-1 para segurar o ímpeto piauiense. Vendo o bloqueio coral, o Jacaré resolveu explorar as jogadas em bolas paradas e por muito pouco não chegou ao gol. Primeiro, Manoel cabeceou acima da meta; na sequência, Mimica aproveitou o rebote e Jordan fez grande defesa.

Corais tentando pressionar a saída do Altos (Imagem: DAZN/BAND)

Vendo o time da casa agredir mais, o Tricolor respondeu. Weriton roubou a bola, avançou pela direita e cruzou na área. Antes que Lucas Batatinha conseguisse completar para o fundo das redes, a zaga alviverde fez o corte. Não passou daí.

Mais impositivo no ataque, o Altos obrigou a Cobra Coral a se fechar lá atrás. A estratégia mais utilizada por Roberto Fernandes foi explorar duas linhas de quatro, caindo mais para o 4-4-2. Assim, acabou esfriando um pouco as pretensões do Manga Mecânica, que seguiu levando perigo à meta de Jordan.

Santa com duas linhas de 4 (Imagem: DAZN/BAND)

Tendo Weriton dando profundidade na direita, o Mais Querido conseguiu equilibrar a partida e teve até a chance de abrir o placar. Após cruzamento na área, Maycon Lucas aproveitou a sobra e finalizou de primeira, mas o zagueiro dos anfitriões evitou o gol quase em cima da linha.

O panorama seguiu bem semelhante na etapa final. Enquanto o Altos tinha mais posse de bola e levava mais perigo, o Santa tentava sair rápido e encaixar um contra-ataque letal. A primeira oportunidade foi piauiense. Manoel arriscou de longe, Jordan se esticou todo, mas conseguiu evitar o gol. A bola ainda beliscou a trave antes de sair pela linha de fundo.

A resposta da Cobra Coral veio em marcha lenta. Mais criativo no segundo tempo após a entrada de Rondinelly e utilizando um jogo apoiado pela esquerda do ataque, Weriton até conseguiu marcar depois que Levi lançou na área, mas a arbitragem anulou o lance marcando impedimento.

Investida ofensiva dos corais (Imagem: DAZN/BAND)

Vendo o ligeiro crescimento do seu time, Roberto deu mais fôlego ofensivo com a entrada de Pipico para a saída de Lucas Rodrigues. Pouco depois, foi a vez de Léo Gaúcho aparecer no jogo, deixando o time com três atacantes. Nem assim, o Tricolor conseguiu ser criativo.

Pior que isso, o Altos assustou até o fim e Jordan seguiu fazendo grandes defesas. Já no apagar das luzes, não teve jeito. Roger Gaúcho abriu na direita, Lucas Campos partiu em velocidade e tocou na saída do goleiro para selar mais um revés coral na Série C.

Créditos da foto principal: Luís Júnior/Altos

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Sport na Série A: como joga taticamente o Fluminense

Por: Mateus Schuler

Sem escape. É vencer ou morrer. Neste sábado (10), o Sport precisa de uma vitória para não apenas voltar a triunfar, mas também se afastar da zona de rebaixamento. Diante desta missão, o Leão tem como adversário o Fluminense, às 19h, na Ilha do Retiro em jogo pela 11ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais movimentações táticas, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos tricolores.

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Poupando Egídio e Nenê para as oitavas de final da Libertadores, Roger deve manter a base tática que já vem atuando, ou seja, o 4-2-3-1. Assim, Danilo – com passagem pelos leoninos – e Ganso devem ganhar um espaço, porém o comandante do Fluzão deixará algumas indefinições para momentos antes da bola rolar; Fred, com um edema na coxa direita, está fora, enquanto Abel Hernández e Bobadilla, os substitutos diretos, também estão com problemas físicos.

Cariocas terão novidades entre os titulares por conta de lesão (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono de um ataque pouco positivo, sendo o quarto que menos marcou junto a Corinthians, Atlético-GO e Chapecoense, o Fluminense busca viver melhor momento. Apesar de fazer o suficiente para estar no meio da tabela, tentará melhorar os números, já que das 8,3 finalizações por partidas apenas 4,1 vão em direção ao gol, marcando oito vezes no Brasileirão.

Fluzão tem buscado mais objetividade no setor ofensivo (Imagem: Brasileirão Play)

Postado no 4-2-3-1, o Tricolor vem jogando mais reativo com Roger Machado e tem o contra-ataque como principal arma. Tendo velocidade pelos lados e usando laterais e extremos, a equipe busca demonstrar muito dinamismo ao atacar, inclusive alternando os lados das peças para confundir a marcação adversária; também podem ocorrer inversões de bola ainda no começo da transição ofensiva.

“Desde a chegada de Roger Machado, o time joga basicamente da mesma forma. As alterações são apenas em algumas peças que estão melhores, no momento, do que outras. Quando precisa sair jogando, prefere sair pelas laterais, tendo os pontas como principais responsáveis pela criação”

Ronan Erbe, da página Eterno Campeão

O pivô do centroavante e tabelas entre os pontas junto aos meio-campistas são alternativas para os comandados de Roger já no último terço do campo. Assim, tentam preencher ao máximo a defesa rival, achando bolas infiltradas tanto pelas beiradas como centralizadas, algo que a marcação rubro-negra precisará ter muita atenção na cobertura entrelinhas.

COMO DEFENDE

Mesmo que tenham sofrido os mesmos nove gols do Sport, sendo a terceira melhor defesa, os cariocas apresentam maior solidez, pois em cinco jogos o goleiro não foi vazado. Quinto time com mais desarmes, somando 16,5 por partida, o Fluzão consegue segurar bem os ímpetos dos adversários, já que o máximo de espaço é fechado, se postando geralmente no 4-4-2.

Flu tem se defendido tradicionalmente com duas linhas e blocos baixos (Imagem: Premiere)

Outra opção, utilizada mais recentemente, é o 4-1-4-1. Sempre com os blocos altos, Roger Machado busca deixar seu centroavante e os jogadores de lado de campo pressionando a saída de bola, tentando manter as demais linhas mais adiantadas, ainda que não valorize tanto a posse, sendo a quinta pior média de posse, acumulando 44,1% por duelo.

Linhas ficam abaixo do meio-campo para ter o contra-ataque de arma (Imagem: Premiere)

“O time atua principalmente no contra-ataque, dando a bola para o adversário, fazendo uma marcação pressão. Quando não consegue roubar a bola na marcação pressão, a defesa se arruma no 4-4-2, com os pontas se alinhando com os volantes, podendo alternar ao 4-1-4-1, deixando Martinelli mais fixo no meio”

Ronan Erbe, da página Eterno Campeão

PARA FICAR DE OLHO

Samuel Xavier (LD) – Velho conhecido da torcida rubro-negra, o lateral é um dos jogadores responsáveis pela iniciação das jogadas ofensivas. Chegando ao setor ofensivo frequentemente, Samuel tem como características de mais destaque o cruzamento e o bom poder de finalização, porém tem ajudado a equipe com força na defesa.

Martinelli (VOL) – Prata da casa tricolor, o volante é um dos principais nomes no Brasileiro. Pilar do meio-campo e forte na marcação, tem colaborado nas partidas com importantes desarmes, pois é quem melhor guarda a posição, sendo quase um cão de guarda; são 2,3 desarmes por confronto, recebendo apenas um amarelo.

Cazares (MEI) – Forte na bola parada, o meia equatoriano demonstra muita versatilidade do meio para frente, atuando em múltiplas funções e posições. Por esse dinamismo, pode ser uma alternativa para incomodar a cabeça de área do Leão, além de ficar responsável pela criação de jogadas ofensivas e abrir a transição pelos lados.

Créditos da foto principal: Lucas Merçon/Fluminense F.C.

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Pinta de campeão: análise Goiás 0 x 1 Náutico

Por: Felipe Holanda

Trancos e barrancos. Mesmo cheio de desfalques, o Náutico se manteve firme no topo da Série B do Campeonato Brasileiro. O Timbu venceu confronto direto com o Goiás por 1 x 0 nesta sexta-feira (9), abrindo vantagem de quatro pontos para o vice-líder, Coritiba, e oito para o Vasco, quinto colocado.

Apesar de somar mais um resultado positivo, Hélio teve que modificar o time titular. Sem Wagner Leonardo, que deixou o clube para retornar ao Santos, Alex Alves – vetado por dores no adutor da coxa – e Kieza, com sintomas de Chikungunya, o Timba seguiu no 4-3-3, tendo ainda o retorno de Camutanga à zaga.

Timba seguiu no mesmo esquema após saída de Erick (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O Timbu começou a partida com ritmo semelhante à última, porém por estar fora de casa ficou mais precavido em seu campo. Por outro lado, trabalhou melhor a bola em direção ao ataque, mesmo que faltasse criatividade para conseguir criar jogadas, enquanto o Goiás tentava adiantar sua marcação para frear o ímpeto alvirrubro.

Marcando forte e postado em blocos médios, o Náutico quase não era ameaçado e ditava o ritmo do jogo no habitual 4-2-3-1. A primeira grande chance foi Esmeraldina, quando Bruno Mezenga finalizou de longe e carimbou a trave depois que Jefferson resvalou na bola.

Alvirrubros em busca de espaço no 4-2-3-1 (Imagem: SporTV/Premiere)

Na reta final do primeiro tempo, a produtividade dos pernambucanos passou a crescer, enquanto os alviverdes ficaram mais presos em sua defesa. A melhor oportunidade criada pelos visitantes, inclusive, veio por meio da bola parada: Jean Carlos soltou o pé em cobrança de falta da intermediária e Tadeu fez uma defesaça.

Papeis invertidos. Se na etapa inicial o domínio era vermelho e branco, o Goiás tomou as rédeas do jogo, criando grandes chances. Na primeira delas, Apodi escorou de cabeça, Caio Vinícius finalizou e Jefferson fez grande defesa para evitar o gol. Foi quase.

Nas poucas investidas, essas em contra-ataque, o time de Hélio dos Anjos tentou se reencontrar, variando para o 4-3-3. Quando os anfitriões chegaram perto de marcar, Camutanga fez um corte providencial, quase em cima da linha, e mandou para escanteio.

Tentativa de contra-ataque Timbu (Imagem: SporTV/Premiere)

O corte que teve requintes de gol mais tarde se tornaria gol quando Giovanny sofreu falta. Jean Carlos cobrou, aproveitou o rebote e estufou as redes. O gol garantiu o triunfo alvirrubro, mesmo que o Esmeraldino pressionasse até o último minuto, com os alvirrubros marcando em bloco médio, sem temer o adversário. Recompensa.

À frente do placar, Timbu se fecha na defesa (Imagem: Sportv/Premiere)

Créditos da foto principal: Rosiron Rodrigues/Goiás

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Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Altos

Por: Felipe Holanda

Cobras e jacarés. O Santa Cruz encara o Altos em mais um rastejo para ganhar sobrevida e afrouxar a corda no pescoço contra o rebaixamento na Série C do Campeonato Brasileiro. Confronto de répteis acontece neste sábado (10) às 19h, no Estádio Albertão, em Teresina, pela 7ª rodada do Grupo A.

Separamos tudo sobre o próximo adversário coral: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números no campeonato, informações exclusivas de uma setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do alviverde piauiense.

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Para o embate com o Mais Querido, o técnico Marcelo Vilar tem o desfalque do goleiro Mondragon e dos volantes Jardel e Dos Santos, todos vetados pelo departamento médico. A defesa, por não passar segurança nos últimos confrontos, deve ter a estreia do recém-contratado Mimica ao lado do jovem Lucas do Carmo, enquanto Roger Gaúcho é dúvida e Juninho Arcanjo pode ser acionado no meio de campo.

Provável formação inicial do Jacaré (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Coração valente. Conhecido como o Celtic do Nordeste, o Altos tem o terceiro ataque mais positivo do Grupo A, apesar da proximidade da zona de rebaixamento. Com a bola, explora um jogo de aproximações dos homens de frente, geralmente no 4-2-2-2 e com o suporte dos laterais.

Investida alviverde no ataque (Imagem: DAZN/TVN Sports)

Quando tenta construir as jogadas lá de trás, o Jacaré espaça suas peças à procura de espaços na marcação adversária, tendo a dupla de volantes como alicerce na progressão de posse e os laterais dando amplitude pelas bordas, formando um 4-2-3-1.

Organização ofensiva do Altos (Imagem: DAZN/TVN Sports)

“O Altos ataca de uma forma que já é bastante conhecida com o trio formado por Manoel, Klenisson e Betinho. Manoel e Betinho marcaram gols, mas Klenisson não vem conseguindo balançar as redes e é um atacante que une força e velocidade; marca bem e é bastante presente nas assistências para os colegas”

Pâmella Maranhão, repórter do grupo Cidade Verde-PI

Outro alternativa utlizada por Marcelo Vilar é buscar levar vantagem numérica utilizando um jogo apoiado pelos lados do campo. Assim, a equipe se posta num 4-3-3 agudo e visando transições cada vez mais rápidas, o que nem sempre consegue.

Compactação ofensiva do Jacaré (Imagem: DAZN/TVN Sports)

COMO DEFENDE

Se o ataque tem desempenho satisfatório, a defesa passa longe disso. Com oito gols em seis jogos, o sistema defensivo piauiense apresenta falhas na compactação, mas tende a se fechar com duas linhas de 4, seja no 4-4-2 – mais frequente – ou 4-2-2-2.

Posicionamento do Altos na defesa (Imagem: TVN Sports)

Outra possibilidade para o Jacaré na defesa é explorar uma linha inicial de 5 para bloquear as investidas rivais, principalmente pelo meio. Por outro lado, costuma deixar espaços para a troca de passes do adversário e já foi penalizado por isso.

“Na defesa, o Jacaré deve ter mudanças para esse jogo. O treinador Marcelo Vilar deve optar por mudanças, já que nos dois últimos resultados negativos da equipe ocorreram falhas defensivas que comprometeram diretamente o placar”

Pâmella Maranhão, repórter do grupo Cidade Verde-PI

Em algumas situações, o time alviverde adianta sua marcação com o objetivo de pressionar a saída de bola. Assim, dá proteção às primeiras linhas e utiliza os homens de frente para tentar o desarme, geralmente no 4-3-3.

Altos marcando alto (Imagem: DAZN/TVN Sports)

PARA FICAR DE OLHO

Jorginho (VOL) – O grande alicerce da troca de passes alviverde. Jorginho é fundamental na progressão de posse e na construção de jogadas, além do bom desempenho na marcação. Costuma ser preciso nos desarmes, geralmente saindo rápido para o jogo.

Roger Gaúcho (MEIA) – Maior responsável pela criação de jogadas do Altos, o atleta é a cabeça pensante do time de Marcelo Vilar. Roger Gaúcho tem qualidade no passe no terço final do campo e costuma finalizar bem de média e longa distância. Olho nele!

Betinho (ATA) – Velho conhecido do torcedor pernambucano por passagens no Náutico – onde foi revelado – e no próprio Santa, Betinho é um dos mais perigosos do ataque piauiense. Por outro lado, com dores na panturrilha, é dúvida para encarar o Santa. Caso jogue, merece uma atenção especial.

Créditos da foto principal: Luís Júnior/AA Altos

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Náutico na Série B: como joga taticamente o Goiás

Por: Felipe Holanda

Pinta de jogo grande. A fim de manter a ótima fase, o Náutico de Hélio dos Anjos visita o Goiás em confronto direto pelas primeiras posições da Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo acontece nesta sexta-feira (9) às 21h30, no Estádio da Serrinha, pela 10ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Esmeraldino.

Para o confronto com o Timbu, o técnico Pintado deve promover a estreia do lateral-esquerdo Artur, já que Hugo, titular da posição, está com lesão na coxa e é dúvida. Outro desfalque – certo – é o do meia Élvis, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Por outro lado, os atacantes Éverton Brito e Diego podem ficar à disposição.

Provável formação inicial dos goianos de Pintado (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Profundidade e bolas longas. O Goiás tem um modelo bem definido para atacar, geralmente explorando as investidas dos jogadores de beirada, seja os pontas ou laterais. Assim, a equipe consegue ser mais agressiva e buscar espaços na transição adversária, ora formando um 4-2-3-1, mais frequente, ora 4-3-3.

Investida esmeraldina diante do Vitória (Imagem: Premiere)

“O Goiás costuma começar a partida impondo a pressão em seu adversário quando atua em casa, não atoa é a única equipe 100% em seus domínios. O ataque esmeraldino não deixa a desejar e já soma dez gols na competição, sendo sete deles anotados pelo sistema ofensivo”

Victor Pimenta, repórter no Jornal O Hoje

Na organização ofensiva, o 4-2-3-1 se torna visceral no esquema de Pintado, com os volantes participando efetivamente da progressão de posse. Breno e, principalmente Caio Vinícius, costumam ser bem participativos, muitas vezes voltando para buscar a bola com o objetivo de distribuí-la para os homens de frente.

Início da organização ofensiva dos goianos (Imagem: Premiere)

Neste cenário, os laterais têm papel primordial e tendem a dar profundidade pelos lados, principalmente Apodi, velho conhecido do torcedor alvirrubro por já ter defendido o rival Sport. Além disso, Alef Manga, o centroavante, sabe cair pelos lados, chegando a formar até um 4-2-4 em algumas situações do jogo.

COMO DEFENDE

O confronto entre Náutico e Goiás terá duas das três melhores defesas da Série B. Assim como o Timbu, o Esmeraldino sofreu apenas quatro gols no certame e tende a se compactar bem quando explora o 4-4-2, tendo os volantes dando proteção à primeira linha.

Posicionamento defensivo do alviverde (Imagem: Premiere)

O objetivo principal é congestionar o meio e dificultar a troca de passes rival, por vezes explorando um 4-1-4-1. Quando atacada, a equipe de Pintado tende a esboçar uma marcação zonal e por encaixes, sempre perseguindo o portador da bola.

Compactação goiana, geralmente bem definida (Imagem: Premiere)

“A defesa tem como destaque as excelentes atuações do goleiro Tadeu, além de Apodi que ajuda. David Duarte e Reynaldo tem se saído bem e o Goiás ainda não sofreu um gol sequer em casa. A novidade pode ser na esquerda com a chegada de Artur”

Victor Pimenta, repórter no Jornal O Hoje

Outra alternativa bem possível é se fechar no 4-3-3, espaçando as peças em campo a fim de anular as opções de passe do adversário e ter saída rápida para o contra-ataque caso o Esmeraldino consiga recuperar a posse. Já o ponto fraco fica por conta da lentidão na transição, principalmente quando os laterais sobem para o apoio.

Outro modelo defensivo do Goiás, dessa vez contra o Vila Nova (Imagem: Sportv/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Tadeu (GOL) – Com apenas quatro gols sofridos, Tadeu é um dos goleiros menos vazados da Segundona. Tem muita qualidade debaixo das traves, com elasticidade para fazer grandes defesas, além de sua importância no início da construção ofensiva, geralmente utilizando uma saída de 3 com os zagueiros.

Apodi (LD) – Um jogador que dispensa apresentações. Com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro, Apodi é um dos mais experientes do elenco esmeraldino e costuma dar muita profundidade pelo lado direito. Em contrapartida, apresenta falhas na transição defensiva e deixa espaços.

Dadá (PE) – Velho conhecido da torcida alvirrubra por sua recente passagem nos Aflitos, Dadá desponta como um dos mais perigosos do ataque goiano. Tem potencial para o drible, geralmente leva vantagem no 1 x 1, mas não finaliza muito bem. De toda forma, merece uma atenção especial dos alvirrubros.

Créditos da foto principal: Rosiron Rodrigues/Goiás

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Fogo amigo: análise Atlético-GO 1 x 1 Sport

Por: Mateus Schuler

O Sport chegou muito próximo de voltar a vencer na Série A do Campeonato Brasileiro, mas uma falha defensiva custou caro. Nesta quarta-feira (7), o Leão visitou o Atlético-GO no Antônio Accioly, em Goiânia, e ficou no empate em 1 x 1, permanecendo próximo à zona de rebaixamento; partida válida pela 10ª rodada.

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Apesar da sequência negativa, Umberto Louzer optou por não surpreender e voltou a repetir a escalação dos últimos dois compromissos. Assim, Marcão e Zé Welison formaram a cabeça de área, enquanto que Neílton, Thiago Neves e Everaldo ficaram na trinca atrás do centroavante André; zagueiro Maidana e lateral-direito Patric continuaram como desfalques, mantendo o time no 4-2-3-1.

Leoninos tiveram base titular mantida pelo terceiro jogo seguido (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Mesmo precisando da vitória para ficar em situação menos complicada na tabela, o Sport começou a partida mais precavido e optando por se defender das investidas. Com o Atlético-GO pouco criativo, o Leão até que não sofreu, mas soube fechar os espaços com duas linhas de 4 bem definidas e tentou usar o contra-ataque como alternativa.

Como a marcação se postou muito baixa, o Dragão passou a se fazer mais presente ao campo ofensivo. Se nas jogadas trabalhadas os rubro-negros não levaram perigo, na bola parada criaram sua melhor chance: Zé Welison bateu escanteio aberto na pequena área e Sabino cabeceou; a bola raspou em Oliveira e saiu próxima à meta atleticana.

Apesar da posse ser superior aos goianos, que tiveram oportunidade com a finalização de André Luís, os pernambucanos seguiram bem fechados e não deram liberdade. A constante alternãncia entre 4-4-2 e 4-4-1-1 deu solidez à defesa leonina, controlando os chutes a gol dos adversários, fazendo Maílson mal ser exigido.

Sport se fechou com duas linhas para bloquear espaços ao Dragão (Imagem: SporTV/Premiere)

Para o segundo tempo, Louzer decidiu não realizar mudanças na equipe, no entanto a postura voltou mais agressiva. Logo aos dois minutos, Zé Welison cobrou escanteio e a bola ficou viva na pequena área, batendo em Éder e indo na trave; no rebote, Marcão chegou de joelho para completar e abrir o placar.

Quando tudo parecia que seria tranquila para o Leão, uma falha defensiva voltou a deixar tudo igual. Hayner recuou mal para Rafael Thyere, que teve um domínio atrapalhado e a sobra ficou com Arthur Gomes; o camisa 10 do Atlético-GO ficou de frente para Maílson e só teve o trabalho de mandar para o gol.

Além da saída forçada de Hayner por contusão, com Ricardinho acionado na lateral direita, o comandante leonino promoveu Tréllez na vaga de Neílton. As mudanças não modificaram tanto o desenho ofensivo, mantendo o 4-2-3-1, contudo faltou criatividade. No fim, o técnico rubro-negro realizou mais três mexidas, colocando Maxwell, Thiago Lopes e Mikael nos lugares de Everaldo, Thiago Neves e André, porém sem surtir efeito para buscar a vitória.

Laterais tentaram ajudar na criação rubro-negra (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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Sport na Série A: como joga taticamente o Atlético-GO

Por: Mateus Schuler

Caverna do Dragão. O Sport encara o Atlético-GO para voltar a somar pontos e fugir da masmorra na Série A do Campeonato Brasileiro. Embate entre goianos e pernambucanos acontece nesta quarta-feira (7) às 19h15, no Estádio Antônio Aciolly, em Goiânia, pela 10ª rodada do Brasileirão.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais movimentações táticas, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos atleticanos.

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Para enfrentar os leoninos, os dragolinos terão os retornos de dois jogadores de certeza: lateral-esquerdo Natanael e atacante Janderson voltam a ficar à disposição após cumprirem suspensão. O meia João Paulo se recuperou de lesão, mas ainda não tem a sua presença assegurada, com Gabriel Baralhas podendo ser mantido; Eduardo Barroca deixará dúvidas até momentos antes da bola rolar.

Atlético tem algumas indefinições após vitória sobre o Grêmio (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

O ataque não tem momento positivo, sendo o quinto pior do campeonato, e perdendo a maioria das grandes chances criadas, errando 11 de 15. Apesar de não valorizar muito a posse de bola, com 46% de média, é um time que preza bastante velocidade, tendo os laterais e os extremos como armas para isso; em contrapartida, é o segundo que menos arrisca, com 6,5 finalizações por jogo e 2,8 no gol, ficando à frente apenas do Sport.

Linhas ofensivas atleticanas jogam muito próximas mesmo com a posse (Imagem: SporTV/Premiere)

Postado tradicionalmente no 4-2-3-1, o Dragão tem suas linhas próximas ao atacar, com o centroavante não fixando tanto na área e ajudando fazendo o pivô. Usando pouco a bola aérea, tem o lado do campo mais preenchido e o meia armador abrindo as jogadas, além de explorar também algumas raras investidas dos volantes.

“O Atlético adota um esquema há bastante tempo e não abre mão de um estilo fixo de jogo. Gosta de atacar com pontas de velocidade e conta muito com o apoio principalmente no lado direito com o Dudu. Neste esquema, não abre mão de ter um jogador de área, uma referência”

Pedro Henrique Geninho, repórter na Band News Goiânia

COMO DEFENDE

Segunda melhor defesa do Brasileiro com sete gols sofridos, atrás apenas do Flamengo e ao lado de Corinthians e Athletico, a equipe rubro-negra vem se destacando pela força do setor. De oito jogos disputados, não foi vazado em cinco deles, mostrando a compactação apresentada pelas peças, apesar de ter sofrido quatro gols diante do Atlético-MG.

“Tem o sistema defensivo o ponto mais forte do time. Um time que toma poucos gols e se porta muito bem, jogando com dois volantes de muita marcação. Teve uma rara exceção na derrota para o Atlético-MG, quando sofreu quatro gols, e ao perder para o Bragantino, vendo a invencibilidade de 19 jogos cair”

Pedro Henrique Geninho, repórter na Band News Goiânia

Mesmo com um 4-4-2 de blocos médio-baixos, para fazer uma transição em velocidade e apresentando segurança defensiva, o Dragão é o segundo time que menos desarma com 12,1 por partida e menos interceptações, somando média de 9,8 por confronto e à frente somente do Fluminense. Muito da força vem do meio-campo, com dois volantes fortes na marcação, pois sempre se aproximam da primeira linha e fecham espaços para infiltrações entrelinhas.

Goianos formam duas linhas de marcação bem compactadas para fechar espaços (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Fernando Miguel (GOL) – Um dos nomes mais importantes do campeonato. O goleiro atleticano vem se destacando não somente pelo seu alto número de defesas, pois fez 26 e é o terceiro no quesito, mas também na segurança passada aos companheiros. Com boa saída do gol, tem evitado finalizações em bolas aéreas ou rasteiras, sendo o dono do maior clean sheet, não sendo vazado em cinco partidas.

Oliveira (ZAG) – Com 2,8 interceptações por jogo, é um dos responsáveis por dar solidez defensiva do Dragão. Além de ser seguro nos desarmes, tem bom posicionamento, sendo destaque principalmente nas bolas aéreas, tanto nas ofensivas como de defesa; contra o Grêmio, no último compromisso, realizou dez cortes, sendo um dos melhores em campo.

Arthur Gomes (PE) – Se o ataque tem sido o maior calo dos goianos durante o torneio, o responsável pela transição ofensiva é Arthur Gomes. Mesmo não sendo unanimidade por onde passou antes do Atlético, já criou três grandes chances e é quem dá mais velocidade do meio para frente, tendo suporte de seus companheiros no setor.

Créditos da foto principal: Bruno Corsino/ACG

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Retroagindo: análise Retrô 0 x 0 Juazeirense

Por: Mateus Schuler

O Retrô teve uma oportunidade de ouro para assumir a liderança do Grupo A4 da Série D do Campeonato Brasileiro, mas não a aproveitou. Em partida realizada neste domingo (4) na Arena de Pernambuco, válida pela quinta rodada, empatou sem gols com o Juazeirense e desperdiçou um pênalti, contudo segue na zona de classificação à próxima fase.

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Para o confronto, o técnico Luizinho Vieira não abdicou do 4-3-3 ofensivo que usou no último duelo, mantendo inclusive as mesmas peças. O time não teve as presenças, ainda, do lateral-esquerdo Guilherme, e dos atacantes Tiago Adan, Braga e Thiaguinho, todos ausentes por terem testado positivo para a Covid-19.

Azulinos foram a campo com base mantida (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A vitória era de suma importância aos dois lados, pois faria alguma das duas equipes chegar à liderança da chave. Com o fator casa a favor, o Retrô foi se atirando ao ataque e, antes mesmo dos dez minutos, criou uma boa chance de sair à frente: Augusto Potiguar bateu escanteio fechado na segunda trave e Carlos Alexandre cabeceou próximo.

Mesmo postada no tradicional 4-1-2-3 ao atacar, a Fênix passou a sentir um pouco de dificuldade na criação, já que o Juazeirense se fechou bem no seu campo. Assim, o Cancão apostou no contra-ataque para surpreender longe de casa e até chegou em algumas oportunidades, porém não era efetivo na pontaria.

Azulinos iniciaram partida na postura tradicional ao atacar (Imagem: Eleven Sports)

Vendo o adversário crescer no jogo, Luizinho Vieira decidiu mexer na postura sem precisar fazer substituição. Desse modo, os pernambucanos passaram a ficar no 3-5-2, com Romarinho caindo como um líbero e dando liberdade aos laterais de ajudarem ainda mais na criação ofensiva, saindo assim uma grande jogada; Augusto Potiguar recebeu pela direita e cruzou na medida na cabeça de Ruan, que testou à queima-roupa e Calaça fez um milagre.

Apesar do susto, os baianos não se acomodaram e seguiram explorando os erros cedidos pela marcação azulina nas quatro linhas. Não por acaso, justo no último instante da etapa inicial conseguiram o lance mais claro para abrir o placar na Arena: Sapé foi servido por Kesley e, de frente para Jean, isolou e desperdiçou um gol feito.

Retrô tentou alternância tática para se manter no setor ofensivo (Imagem: Eleven Sports)

Para o segundo tempo, os atacantes Yago e Thiaguinho entraram nas vagas de Otávio e Janderson, fazendo o time ir ao 4-2-4. Com mais ofensividade, os retroenses até tiveram a oportunidade de marcar quando Guilherme Lucena derrubou Thiaguinho na pequena área; Gelson, entretanto, bateu mal e para fora, perdendo a chance de estufar a rede.

Se por um lado a Fênix ficou mais exposta, do outro a Juazeirense passou a atacar intensamente, mas os erros eram os mesmos da etapa inicial, para sorte dos pernambucanos, que passaram a defender no 4-4-2. Do meio para o fim, Kauê e Braga foram acionados nos lugares de Ruan e Gustavo, porém Gelson acabou expulso, o placar não foi alterado e o Retrô amargou mais um resultado negativo na Série D.

Pernambucanos se defenderam com duas linhas e blocos médios (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Abne Quintino/Retrô FC

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Ninguém sorriu: análise Sousa 0 x 0 Central

Por: Guilherme Batista

No duelo entre Dinossauro e Patativa, ninguém sorriu na Cidade Sorriso. Sousa e Central ficaram no 0 x 0 neste domingo (40), no Marizão, em partida válida pela 5ª rodada da fase de grupos da Série D do Campeonato Brasileiro, com forte marcação de ambos os lados e baixa produção ofensiva.

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Junior Baiano mandou a campo o que tinha de melhor disponível. E com estreia no plantel: Josa, ex-Náutico, chegou e já foi a campo como capitão da equipe alvinegra, que entrou postada no 4-3-1-2 diante dos paraibanos.

COMO FOI

Jogando fora de casa, o Central iniciou a partida adotando uma postura mais reativa. Se fechando num 4-4-2, com variações pontuais para o 5-4-1, a equipe alvinegra buscou povoar o campo defensivo, tentando minar as ações ofensivas do Dino. Assim, as ações ofensivas da equipe paraibana se limitavam a bolas alçadas na área ou finalizações de longa distância.

Se defensivamente a equipe estava executando o planejado, o mesmo não se pode dizer da parte ofensiva. Quando recuperava a posse de bola, a Patativa não conseguia trocar três passes e rapidamente devolvia a posse para o Dino.

Nos minutos finais, no entanto, o Central começou a assustar a representação paraibana. Primeiro com Sinho, cobrando falta. Depois com Matheus Rosas, que teve espaço pra finalizar da entrada da área e obrigou Ricardo a fazer boa defesa. Ainda assim, a partida desceu para os vestiários sem que ninguém mexesse no placar.

Se fechando com duas linhas de 4, Central minou o setor criativo do Sousa. (Imagem: ElevenSports)

No retorno do intervalo, o Sousa voltou tentando ser mais incisivo, porém novamente esbarrando no forte ferrolho montado pelo alvinegro. Coube a Liniker, em cobrança de falta, voltar a levar perigo a meta de Andrade. Incessante na busca pelo gol, o Dino voltou a assustar minutos depois.

Dentinho fez belíssima jogada individual e rolou para Juninho, cara a cara com Andrade, errar a finalização. A bola ainda sobrou para Tarcísio, na entrada da pequena área, isolar a bola. A postura mais ofensiva do Dino acabava deixando o sistema defensivo exposto e o Central quase aproveitou quando Matheus Rosas forçou o erro da defensiva paraibana e rolou para Sinho, que foi travado na hora da finalização.

Dessa forma, ninguém mexeu no placar e a partida terminou 0 a 0. Com o resultado, o Sousa permanece no G4, com 8 pontos conquistados. O Central, por sua vez, chega ao terceiro jogo consecutivo sem vencer e é o 6º colocado do grupo com 5 pontos.

Com Matheus Rosas forçando o erro do adversário na saída de bola e Sinho atacando o corredor, o Central criou boa chance. (Imagem: ElevenSports)

Créditos da foto principal: Blog do Edvaldo Magalhães

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Sem sinal verde: análise Sport 0 x 1 Palmeiras

Por: Mateus Schuler

O Sport até tentou, porém foi parado pelo Palmeiras. Em partida pela nona rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, disputada neste domingo (4), o Leão voltou a ter um desempenho abaixo das expectativas na Ilha do Retiro e sofreu nova derrota, chegando ao quinto jogo sem vencer e vendo o Z-4 cada vez mais próximo.

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Para o confronto diante do Verdão, Umberto Louzer optou por manter o time que entrou em campo contra o Santos, na última quarta-feira (30), e ficou no empate sem gols. Assim, continuou com uma linha de 4 na defesa, enquanto o meio-campo teve Zé Welison junto a Marcão e Thiago Neves na armação; Neílton, André e Everaldo formaram o trio ofensivo.

Leoninos tiveram a mesma escalação do último duelo (Feito no Tactical Pad)

DEFESA SONOLENTA

A partida começou bastante equilibrada, porém com leve superioridade do Palmeiras, que explorou bastante a sonolência da defesa do Sport. Sem ter o poder criativo, o Leão até buscou usar o contra-ataque em velocidade, pois as linhas alviverdes eram altas e os espaços foram cedidos para infiltrações entrelinhas.

O Verdão começou a atacar mais e, vendo o sistema defensivo rubro-negro dar brechas, tentou aproveitá-las. Mesmo com o 4-2-3-1 de blocos médios, o time da Praça da Bandeira deixou Breno Lopes disparar ainda do seu próprio campo, invadir a área e bater próximo à trave. Logo depois, Danilo fez jogada individual pela direita e cruzou baixo para Scarpa – livre após Marcão falhar – completar.

No fim da etapa inicial, os pernambucanos passaram a esboçar uma reação e ficaram próximos de chegar ao empate, porém não foram efetivos. Depois de falta na pequena área, a bola bateu na mão de Raphael Veiga, contudo a arbitragem mandou seguir; em sequência, Zé Welison recebeu na meia-lua e serviu Júnior Tavares, que mandou com muito perigo.

Leão se fechou no 4-2-3-1, mas deu espaços bobos ao Verdão (Imagem: Premiere)

ATAQUE IMPRODUTIVO

Para o segundo tempo, Umberto Louzer tentou dar maior poder ofensivo aos seus comandados, sacando Everaldo para a entrada de Tréllez. A equipe até ficou mais incisivo logo no início, mas não demonstrou qualidade com a bola no pé, pois pouco criou; em uma dessas investidas, o atacante colombiano disparou rápido e serviu Neílton, que cruzou rasteiro para Thiago Neves bater e desviar na marcação saindo com perigo. Depois, Júnior Tavares levantou e Sabino cabeceou assustando.

No intuito de aumentar a ofensividade, Paulinho Moccelin entrou no lugar de Neílton e o ritmo produtivo aumentou. Zé Welison deu bom passe para André na referência e o camisa 90, com muita liberdade, girou sobre Felipe Melo e ficou de frente ao goleiro Jaílson; na hora da finalização, entretanto, falhou e chapou direto para fora.

Do meio para o fim do jogo, o comandante rubro-negro promoveu Thiago Lopes e Maxwell nas vagas de Zé Welison e André, respectivamente. O time se manteve presente ao setor ofensivo formando um 4-2-4 frequentemente, no entanto não teve a mesma criatividade do início dos últimos 45 minutos e o placar permaneceu inalterado, fazendo o Leão armargar mais uma derrota.

Leoninos subiram as linhas para atacar, mas não tiveram êxito (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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Comorbidade coral: análise Santa Cruz 1 x 2 Paysandu

Por: Felipe Holanda

Sintomático. O Santa Cruz segue sem reação e somou mais uma derrota na Série C do Campeonato Brasileiro, desta vez para o Paysandu, no Arruda, pela sexta rodada. Com o revés por 2 x 1, neste sábado (3), se isolou ainda mais na lanterna do Grupo A, respirando por aparelhos na luta contra o rebaixamento.

Roberto Fernandes foi a campo com algumas novidades entre os titulares, casos de Rafael Castro na zaga, Gilmar na lateral esquerda, e Maycon Lucas na cabeça de área, além de Bustamante como construtor de jogadas. Na tentativa de espaçar as peças, Roberto explorou o 4-2-3-1 como base tática diante do Papão.

Formação inicial dos tricolores (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

No início, o Santa tentou dar as cartas do jogo. Mais impositivo no ataque, tendo Bustamante por dentro, parecia que o primeiro gol seria questão de tempo. Por outro lado, foi o adversário quem levou perigo, quando Bruno Paulista cobrou falta precisa e por muito pouco não abriu o placar.

Era a previsão de que o pior estava por vir, e veio. Marcando no 4-2-3-1, os tricolores até mostraram linhas bem definidas, mas viram Nicolas abrir o placar para o Paysandu após erro na saída de bola de Júnior Sergipano. Um balde de água fria para as pretensões do time de Roberto Fernandes.

Posicionamento coral ainda antes do gol sofrido (Imagem: DAZN)

Apesar da desvantagem, o Mais Querido tentava ser impositivo no terço final do campo, variava entre o mais frequente 4-2-3-1 e 4-3-3. Madson até conseguiu balançar as redes em contragolpe, mas a arbitragem anulou a jogada por impedimento. Ficou no quase.

Tricolor em fase ofensiva no Arruda (Imagem: DAZN)

O Santa seguiu pressionando, principalmente com Wallace Pernambucano na referência. De cabeça, o camisa 9 teve boa oportunidade após cruzamento de Weriton, mas mandou acima da meta bicolor. Na sequência, foi a vez de Gilmar levar perigo em finalização de longe, outra vez sem sucesso.

Na etapa final, Roberto deu fôlego a mais para as investidas de ataque, tirando Karl, Bustamante e Lucas Batatinha, para as entradas de Levi, França e Rondinelly. Assim, a Cobra Coral passou a explorar um 4-2-4, com os laterais chegando ainda mais para o apoio, em busca do empate que, àquela altura, já era merecido.

Postura dos pernambucanos no segundo tempo (Imagem: DAZN)

Presença que não era traduzida em números e quando o Papão se lançava o ataque, era um ‘Deus nos acuda’. A principal aposta dos corais era se fechar com duas linhas de quatro, geralmente no 4-4-2. O suficiente para marcar o sistema ofensivo paraense, que parecia cansado.

Mas quando teve a chance, o Bicolor foi letal. A zaga bateu cabeça de novo e Ratinho aproveitou a bobeira para mandar para o fundo das redes, fazendo 2 x 0. O último suspiro coral veio já no final, quando Pipico encerrou a seca de gols, mas sem evitar a derrota.

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

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Sport na Série A: como joga taticamente o Palmeiras

Por: Mateus Schuler

Porcos da guerra. O Sport prepara seu exército para teste de fogo diante do Palmeiras com a missão de fazer valer o mando de campo e somar pontos para abrir margem do Z-4 na Série A do Campeonato Brasileiro. Duelo entre pernambucanos e paulistas acontece neste domingo (4) às 16h, na Ilha do Retiro, pela nona rodada do Brasileirão.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais movimentações táticas, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Verdão.

Para o compromisso diante dos leoninos, os alviverdes não terão a presença de dois jogadores em relação ao time que bateu o Internacional por 2 x 1 fora de casa. Expulso, o zagueiro Kuscevic abre alas para a entrada de Felipe Melo junto a Luan, enquanto Patrick de Paula cumpre suspensão; ausente por dor no adutor da coxa direita, Rony reassume titularidade ao lado de Deyverson após Breno Lopes sentir incômodo físico frente ao Colorado.

Palmeirenses devem seguir com dois atacantes ante o Leão (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Majoritamente, ao atuar dentro de seus domínios, Abel Ferreira tem colocado três atacantes, visando dar o máximo de intensidade ofensiva. Fora de casa, mais cauteloso, forma um 4-2-2-2, mas sem perder a força, que o faz ser o segundo ataque mais positivo da competição, marcando 15 gols ao lado do Bahia e ficando atrás apenas do líder Bragantino, com 17.

Laterais costumam ajudar na criação ofensiva (Imagem: Premiere)

Há a possibilidade de alternância ao 3-4-3, com o primeiro volante caindo na linha junto aos zagueiros e os laterais virando alas mais adiantados, que gera preocupação à marcação por conta da velocidade. Assim, a troca de passes é bastante dinâmica, assim como a troca de posição, principalmente envolvendo os jogadores da trinca.

Ataque alviverde fica mais povoado quando tem três atacantes (Imagem: Premiere)

“A maneira de atacar tem variado dentro e fora de casa. Deyverson tem ganho mais chances por ter forte bola aérea e mobilidade, fazendo Luiz Adriano ser sacado, alternando entre dois e três atacantes, buscando assim um encaixe de dois jogadores na armação”

Vinícius Bueno, repórter na Rádio Bandeirantes

COMO DEFENDE

Assim como o setor ofensivo, o defensivo também tem tido suas variações, no entanto apresenta mais falhas. Dos oito jogos disputados, o Verdão não foi vazado em apenas um, sendo a quarta defesa que mais sofreu gols – dez – ao lado do Ceará. As inconsistências geraram as duas derrotas, inclusive na partida com o Bragantino teve pior desempenho.

Postando a equipe em blocos médios e no 5-3-2, Abel costuma subir muito a marcação, tentando fazer o adversário ficar sem espaços para trocar passes e perder a criatividade. Com falhas de posicionamento, no entanto, as linhas apresentam constantes problemas de compactação, dando brechas para o ataque rival jogar entrelinhas ou fazer jogadas de velocidade, principalmente em contra-ataques.

Blocos do Verdão costumam ser médios para pressionar o adversário (Imagem: Premiere)

“Abel tem priorizado uma forte marcação, subindo mais as linhas defensivas para tentar pressionar ao máximo o adversário. Essas subidas, porém, ficaram muito espaçadas e deram brechas para infiltrações, como ocorreu contra o Bragantino”

Vinícius Bueno, repórter na Rádio Bandeirantes

PARA FICAR DE OLHO

Jaílson (GOL) – Apesar da defesa mostrar fragilidades, o goleiro alviverde é o responsável por dar estabilidade ao setor. Foram realizadas 18 intervenções e 14 dessas dentro da área, além de já ter defendido pênalti. Com experiência, o arqueiro tem bom posicionamento na pequena área e noção de saída de gol.

Gustavo Scarpa (MEI) – Maior garçom do Verdão na competição. Jogando na posição e na função que o consagraram para o futebol, é o articulador de jogadas da equipe, criando três grandes chances e dando cinco assistências diretas para gol, além de ter deixado sua marca uma vez; ainda assim, ajuda também na recomposição, computando seis desarmes.

Deyverson (CA) – Apesar de não ser o artilheiro palmeirense no Brasileirão, é quem mais se faz presente ao setor ofensivo. Com constante movimentação na área, é o maior finalizador do time dentre os atacantes ao arrematar por 13 oportunidades, ficando atrás apenas de Gustavo Scarpa e Raphael Veiga; foram dois gols marcados, que fazem o centroavante ser o vice-artilheiro da equipe.

Créditos da foto principal: César Greco/Palmeiras

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Tropa de elite: análise Náutico 5 x 0 Operário

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Osso duro de roer. A tropa de Hélio dos Anjos no Náutico pegou mais um na Série B do Campeonato Brasileiro e deu passo importante rumo à elite. Se impondo nos Aflitos, Timbu massacrou o Operário por 5 x 0 nesta sexta-feira (2), carimbando ainda mais a liderança isolada na Segundona após nove rodadas.

Já sem Erick, Hélio dos Anjos fez algo diferente. As ausências de Hereda, Camutanga e Kieza fizeram o treinador acionar Bryan na lateral direita e Rafinha na esquerda, além de Carlão na zaga ao lado de Wagner. Paiva foi mantido no ataque, mas Marciel ganhou espaço, formando assim um 4-3-3 bastante ofensivo.

Como os alvirrubros iniciaram a goleada (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Sem perder tempo, foi o Timbu quem mostrou eficiência quando chegou à frente nos minutos iniciais. Em escanteio cobrado por Jean Carlos, a bola ficou viva e, após bate-rebate, sobrou para Marciel, que soltou o pé e abriu o placar. Era só o começo.

Se fechando no 4-1-4-1, com pouco espaço entrelinhas e variações para o 4-3-3, o Náutico seguiu mandando no jogo. Quando o Fantasma tentava chegar, faltava criatividade, muito por conta da compactação alvirrubra. apesar das mudanças nas peças.

Como os alvirrubros se fechavam (Imagem: SporTV/Premiere)

O duelo seguiu no mesmo ritmo, com o Fantasma buscando chegar ao ataque, porém sem poder criativo. Já no lado alvirrubro, por outro lado, a criatividade e a pontaria eram letais, principalmente no 4-3-3 de transições rápidas.

Postura ofensiva do Timbu (Imagem: SporTV/Premiere)

Foi assim que saiu o segundo gol. Jean Carlos lançou Vinícius e o camisa 7 achou bom passe para Paiva, que limpou a marcação e bateu na saída de Simão. Um belo gol para sacramentar o triunfo, que seria ainda mais elástico.

Agudo nas transições, o Timba se manteve intenso ao ir à zona ofensiva, enquanto que os alvinegros pecaram em praticamente tudo. Apesar de Jean Carlos ter feito uma função diferente do habitual, a presença do meio em diante não mudou e levou boa vantagem ao intervalo da partida.

No segundo tempo, a sinfonia foi ainda mais afinada graças ao dueto entre Vinícius e Jean Carlos. O capitão alvirrubro deu outro passe açucarado, dessa vez arrancando pelo lado esquerdo. Jean chegou e completou para o fundo das redes, na fluidez entre o 4-3-3 e 4-2-4.

O terceiro gol Timbu (Imagem: SporTV/Premiere)

O Náutico exorcizou todos os fantasmas e fez o quarto. Depois de troca de passes envolvente, Paiva mandou para o fundo das redes e enforcou de vez o Operário. No fim, Iago Dias ainda fez o quinto, selando o passeio. Diga-se, massacre.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Paysandu

Por: Felipe Holanda

Pega pra capar. O Santa Cruz reencontra o treinador Vinícius Eutrópio, hoje no Paysandu, em caráter de sobrevivência e precisando reagir na luta contra o rebaixamento. Confronto acontece neste sábado (3) às 19h, no Arruda, pela sexta rodada do Grupo A da Série C do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o próximo adversário coral: principais movimentações táticas, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Papão da Curuzu.

Para o confronto com o Mais Querido, Eutrópio segue sem o lateral-esquerdo Bruno Collaço, que se recupera de uma lesão na região lombar. Luan, dono da vaga de Ari Moura – dispensado – na última partida, disputa pela titularidade com Robinho por não ter tido bom desempenho, mas mantendo o 4-2-3-1 bicolor.

Provável formação inicial dos paraenses (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

O Paysandu tem um dos ataques mais regulares do Grupo A, com cinco gols em cinco jogos. Não é um time que costuma criar muitas chances claras, mas tende a aproveitá-las, geralmente formando um 4-2-3-1 na construção ofensiva para progredir a posse e buscar espaços na marcação adversária.

Posicionamento ofensivo do Papão (Imagem: DAZN)

“Ofensivamente o Paysandu ainda deixa a desejar. Nenhum atacante foi unanimidade na temporada. Até mesmo o Nicolas que, embora seja novamente artilheiro da equipe neste ano (com cinco gols), está há 15 partidas sem balançar as redes”

Mateus Miranda, repórter da Rede Cultura de Comunicação do Pará

Outra postura muito utilizada pelos comandos de Vinícius Eutrópio é explorar um tridente ofensivo, no 4-3-3, tentando espaçar as peças em campo e confundir a defesa rival. Desta forma, o Bicolor pode ser mais incisivo, mas precisa de mais capricho na hora de arrematar em gol.

Investida ofensiva contra o Volta Redonda (Imagem: DAZN)

Um ponto positivo fica por conta das subidas dos laterais, sempre bem participativos na organização da defesa para o ataque. Além deles, os volantes e o meia central têm a responsabilidade de dar verticalidade ao jogo paraense.

COMO DEFENDE

Se o ataque ainda busca a fórmula ideal, a defesa consegue ser mais segura, sofrendo apenas três gols nesta Terceirona. O Paysandu costuma se fechar com duas linhas de quatro quando o oponente tenta agredir, seja formando um 4-1-4-1 – este com mais frequência – ou 4-4-2. Assim, tenta frear a amplitude rival e preencher o miolo.

Compactação defensiva dos paraenses (Imagem: DAZN)

A depender da investida, o Papão pode se fechar no 4-5-1, tendo um dos homens de frente recompondo. Assim, acaba dificultando a troca de passes, além de dar mais solidez à segunda linha. Por outro lado, o sistema é pouco utilizado.

Papão se fecha com uma linha de quatro e outra de cinco (Imagem: DAZN)

Em algumas situações, Eutrópio pode explorar uma primeira linha de cinco na defesa, se postando no 5-4-1 ou 5-2-2-1. A estratégia tem mais chance de se repetir em jogos fora de casa, a depender do ímpeto do Santa Cruz no ataque.

“O sistema defensivo do Paysandu merece certo destaque. A equipe está a três partidas sem sofrer gols na Série C e, na temporada, não foi vazada em 12 dos 21 jogos que disputou”

Mateus Miranda, repórter da Rede Cultura de Comunicação do Pará

PARA FICAR DE OLHO

Victor Souza (GOL) – Se a defesa bicolor é uma das menos vazadas, o goleiro Victor Souza é um dos principais responsáveis. Consegue se sair bem debaixo das traves e também tem sua importância na saída de bola do Papão de Vinícius Eutrópio. É titular absoluto.

Bruno Paulista (VOL/MEIA) – Maior encarregado pela progressão de posse da defesa para o ataque, o meio-campista é o mais regular da equipe. Além disso, Bruno Paulista finaliza bem de média e longa distância, com um gol marcado nesta Série C. É o coração bicolor.

Nicolas (ATA) – Apesar da fase oscilante, é o jogador mais valorizado do Paysandu. Tem bom poder de finalização na entrada e dentro da área, se movimenta bem entrelinhas, e pode recuperar o caminho das redes diante dos corais. Merece atenção especial.

Créditos da foto principal: Vitor Castelo/Paysandu

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Náutico na Série B: como joga taticamente o Operário

Por: Felipe Holanda

Caça-fantasmas. Vindo de três jogos sem vitória, o Náutico enfrenta o Operário para exorcizar o jejum e se manter ainda mais firme na liderança da Série B do Campeonato Brasileiro. A bola rola às 19h desta sexta-feira (2), nos Aflitos, pela nona rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais movimentações táticas, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Fantasma.

Para o confronto com o Timbu, o técnico Matheus Costa ganhou mais uma ausência. Além do zagueiro Rafael Bonfim e dos meias Cleyton e Marcelo Santos, já vetados, o atacante e principal destaque da equipe Ricardo Bueno também está fora após lesão muscular grau 2 na coxa direita. Na lateral esquerda, Silva reassume a titularidade, enquanto Leandro Vilela e Marcelo disputam vaga no meio-campo.

Provável formação inicial dos paranaenses (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Regularidade. Este é o melhor adjetivo para definir o sistema ofensivo do Operário, que acumula oito gols nesta Série B, com média de um por partida. Quando tenta envolver o adversário, costuma formar o 4-2-3-1 característico, com Jean Carlo caindo pela esquerda e Felipe Garcia na direita, além de Paulo Sérgio na referência.

Investida paranaense diante do Confiança (Imagem: Premiere)


“É um time que cria muitas oportunidades, até demais, mas não consegue aproveitá-las. Nos últimos dois jogos, foram quase 50 finalizações e apenas um gol feito. Os laterais ajudam na criação, porém o problema é na conclusão”

Dudu Guimarães, repórter da Rádio Lagoa Dourada

Disposto no 4-2-3-1, a tendência é que os laterais e pontas deem amplitude para auxiliar na progressão de posse paranaense. Com as peças bem espaçadas em campo, o alvinegro já mostrou que pode ser perigoso, mas peca um pouco em momentos de transição.

Lateral abrindo o campo na esquerda (Imagem: Premiere)

Outra postura comum é formar um 4-3-3 na organização ofensiva, tentando confundir a marcação. Neste cenário, o canhoto Jean Carlo se torna um dos protagonistas da criação de jogadas. O meia dá conta do recado caindo por dentro e segura bem a bola, esperando o melhor momento para o passe, além de do poder de finalização de média/curta distância.

COMO DEFENDE

Ataque regular, defesa idem. O sistema defensivo do Operário sofreu os mesmos oito gols e não costuma deixar muitos espaços, geralmente formando um 4-2-3-1 – este mais frequente – ou 4-3-3, sempre em busca da melhor compactação. Além disso, conta com uma dupla de zaga bem entrosada, formada por Reniê e Rodolfo Filemon.

Posicionamento defensivo do Fantasma (Imagem: Premiere)

Outra possibilidade, principalmente com o time mais desgastado, é se fechar com duas linhas de quatro, no 4-4-2. Dessa forma, os comandados de Matheus Costa tentam preencher as lacunas pelo meio e segurar as subidas dos laterais adversários, dificultando a troca de passes.

“Defensivamente, o Fantasma é um time bem sólido, com os zagueiros passando muita segurança. Os dois laterais sabem marcar, fazendo o conjunto ser bem equilibrado, mas às vezes a marcação dá um descuido pelo nervosismo ofensivo”

Dudu Guimarães, repórter da Rádio Lagoa Dourada

PARA FICAR DE OLHO

Alex Silva (LD) – Uma das grandes armas do Fantasma, o lateral-direito é responsável pela progressão de posse, geralmente criando chances de perigo no setor. Além disso, acumula média de três interceptações por jogo e também atua como alicerce defensivo.

Tomas Bastos (MC) – É o principal armador do alvinegro paranaense. Com bom passe visão de jogo, Tomas Bastos muitas vezes dita o ritmo na construção, seja com bolas longas ou passes curtos, mas sempre verticais. Tem média 2,4 passes por jogo e é uma espécie de coração do Operário. Por vezes, o cérebro.

Jean Carlo (PE) – Apesar de jogar pela beirada e ajudar constantemente na armação de jogadas, aparece como elemento surpresa e já marcou um gol nesta Segundona, diante do Guarani. Jean Carlo é o mais participativo da equipe no terço final do campo. Merece uma atenção especial.

Créditos da foto principal: Rafael Volski/OFEC

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Ferrolho suíço: análise Santos 0 x 0 Sport

Por: Mateus Schuler

Como um ferrolho suíço. Foi assim que o Sport somou mais um ponto na Série A do Campeonato Brasileiro, na noite desta quarta-feira (30), ao empatar sem gols diante do Santos na Vila Belmiro. Sólido na defesa, o Leão conquistou um resultado importante pela oitava rodada.

Para o confronto, Umberto Louzer até manteve o 4-2-3-1 da última partida, no entanto entrou mais precavido na marcação e buscando dar velocidade à equipe. Assim, Zé Welison foi acionado no meio-campo ao lado de Marcão, enquanto Neílton ganhou uma vaga no ataque, com Betinho e Thiago Lopes sendo sacados.

Rubro-negros tiveram duas mudanças no time titular (Feito no Tactical Pad)

JOGO TRUNCADO

A expectativa no início do confronto era de que o Santos fosse mais presente ao ataque, algo confirmado dentro de campo. Diferente dos últimos duelos, o Sport jogou melhor postado na defesa, mesmo com a pressão alta na saída de bola, formando um 4-4-2 bastante compactado sem dar espaços para o poderio ofensivo santista.

O bom desempenho defensivo, segurando os ímpetos do Peixe, fez o Leão ter menos nervosismo e começar a pensar em estratégias para atacar. Se tinha qualidade ao fechar, faltava criatividade aos jogadores do meio em diante e o embate ficou truncado. As linhas mais baixas fizeram os rubro-negros usar a velocidade pelos lados, porém não eram criativos.

Apesar da pouca posse, os pernambucanos conseguiram encontrar brecha na marcação adversária e tiveram uma boa – e única – investida na primeira etapa. André recebeu pela direita e passou para Hayner, que entrou infiltrado e, fominha, finalizou para intervenção em dois tempos de João Paulo; Thiago Neves estava livre pelo meio.

Leoninos formaram um 4-4-2 e seguraram os ímpetos dos alvinegros (Imagem: Premiere)

DEFESA SÓLIDA

Para o segundo tempo, Louzer voltou sem mexer na equipe, mostrando satisfação com a atuação dos 45 minutos iniciais. O controle do ritmo fez o Sport seguir bem na defesa, tendo o contra-ataque como principal arma ao sair do seu campo. Em um desses lances, Pará errou e Everaldo inverteu na medida no pé de Hayner, que chutou e Thiago Neves, de costas para a bola, acabou atrapalhando.

Na tentativa de recuperar o fôlego ofensivo e ser mais incisivo ao atacar, o comandante do Leão promoveu a entrada de Tréllez na vaga de Neílton. Logo em seguida, entretanto, Kaio Jorge completou cruzamento de primeira e acertou o travessão; a sobra voltou nas costas de Maílson, mas o goleiro se recuperou e evitou a abertura do placar na Vila.

Do meio para o fim, o treinador leonino inseriu ainda Paulinho Moccelin, Gustavo e Mikael nos lugares de Everaldo, Thiago Neves e André. Nem mesmo as mudanças foram capazes de mudar o panorama da partida, com os santistas tentando pressionar e os rubro-negros fechando bem a porteira para segurar o empate sem gols.

Nas poucas vezes que atacou, Leão formou um 4-2-3-1 (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Ivan Storti/Santos FC

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Dois pontos perdidos: análise CRB 1 x 1 Náutico

Por: Felipe Holanda

O Náutico desperdiçou mais uma chance de voltar a vencer na Série B do Campeonato Brasileiro. Após abrir o placar nesta terça-feira (29), no Estádio Rei Pelé, sofreu o empate do CRB nos últimos minutos e perdeu dois pontos importantes na luta pelo acesso à elite, apesar de continuar na liderança da Segundona.

Mesmo sem contar com força máxima para o confronto – Camutanga e Kieza sequer viajaram – Hélio dos Anjos manteve o modelo de jogo no Timbu, explorando o 4-2-3-1 característico com Yago na zaga e o paraguaio Guillermo Paiva no ataque.

Formação inicial dos alvirrubros pernambucanos (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Como de costume, o Náutico tentou dar a tônica do confronto nos minutos iniciais, impondo uma marcação adiantada para apertar a saída de bola regatiana e tentando valorizar a posse de bola. Quando o Galo queria sair trocando passes, os alvirrubros pressionavam, formando o 4-2-3-1 característico.

Visitantes subindo a marcação no início (Imagem: Sportv/Premiere)

O mesmo 4-2-3-1 era visto na construção quando o Timbu tentava encaixar suas jogadas. Erick e Vinícius se movimentaram bem pelas pontas, com Jean Carlos e Paiva mais por dentro. A primeira chance, entretanto, veio com Bryan, que bateu firme e obrigou Diogo Silva a trabalhar.

Espaçamento Timbu no ataque (Imagem: Sportv/Premiere)

Com a lesão de Yago, Hélio mexeu bem, colocando Marciel e recuando Matheus Trindade para a zaga. O próprio Marciel, outra vez fora da área, levou perigo à meta alagoana. Diogo interveio de novo. Mesmo com mais imposição na primeiro tempo, os pernambucanos foram para o vestiário no 0 x 0.

Na etapa final, em busca da vitória, o Timbu voltou mais afoito e começou a construir os caminhos do primeiro gol, formando um 4-2-4 no ataque que acabou deixando a marcação do CRB desprevenida. Povoava o meio e os espaços pelos lados eram inevitáveis. Numa bela jogada, Erick tabelou com Hereda e se desvencilhou da marcação antes de bater colocado no canto direito e abrir o placar a favor dos visitantes.

Alvirrubros em postura ofensiva no segundo tempo (Imagem: Sportv/Premiere)

Mantendo o ritmo após as entradas de Vargas e Luiz Henrique para as saídas de Vinícius e Rhaldney, o Náutico sofreu o empate já quase no apagar das luzes. O zagueiro Caetano completou cruzamento com rara felicidade e, de perna esquerda, selou a igualdade no Rei Pelé.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Sport na Série A: como joga taticamente o Santos

Por: Mateus Schuler

Meu escritório é na praia. O Sport vai até o litoral paulista enfrentar o Santos com a missão de nadar contra as ondas do Z-4 na Série A do Campeonato Brasileiro e esfriar a pressão pelas últimas atuações. Confronto do Leão com o alvinegro praiano acontece nesta quarta-feira (30) às 20h30, na Vila Belmiro, pela oitava rodada do Brasileirão.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro- negro: principais movimentações táticas, estilo de jogo, provável escalação, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Peixe.

As escalações de Fernando Diniz são sempre uma incógnita. Certeza é a manutenção do 4-3-3 ofensivo e as ausências de Alison, por dores no joelho, e Marinho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Por outro lado, Camacho volta de suspensão – devendo ser o primeiro volante – e John se recuperou de uma entorse no joelho, mas ficando como opção no banco; Raniel, Sandry e Jobson já eram desfalques antes nos paulistas.

Santistas vão com mudanças forçadas diante do Leão (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

O Santos é conhecido como um time rápido e jovem. Com Fernando Diniz, treinador habituado a valorizar a posse de bola, não é diferente. Assim, além de sempre deterem a bola, os jogadores trocam muito de posição, o caso de Marcos Guilherme e Kaio Jorge.

Formando um 4-3-3 intenso e bastante ofensivo, o Peixe busca não dar trégua à defesa adversária. Com duas peças variando entre articulação e armação de jogadas, o 4-1-2-3 se sobressai no desenho do ataque, o que vem dando certo nos últimos jogos, pois foram marcados seis gols em três disputados.

Ataque com uma trinca veloz é a principal arma santista (Imagem: Premiere)

Outra opção é performar no 3-3-2-2, sistema que dá mais dinâmica. Desse modo, os meio-campistas chegam sempre junto aos atacantes, povoando ao máximo do meio em diante sempre em velocidade, explorando infiltrações na marcação, principalmente entrelinhas.

Com o primeiro volante na linha de defesa, laterais ficam mais livres (Imagem: Premiere)

“No gol contra o Atlético-MG, Marcos Guilherme cortou para dentro e abriu para Kaio Jorge; ele viu Jean Mota chegando na entrada da área para finalizar. Outro jogador que aparece muito dentro da área é Gabriel Pirani”

Guilherme Lesnak, repórter do Diário do Peixe

COMO DEFENDE

Ao defender, os laterais alvinegros costumam descer em conjunto com os pontas e quase obrigar o adversário a buscar uma jogada rápida. Para que isso possa acontecer sem dar muitas bolas nas costas, o “camisa 5” precisa ficar entre a dupla de zaga, apesar do 4-4-2 característico.

Fernando Diniz também gosta de atrair o adversário para o campo defensivo santista e dessa forma pode jogar em transição ofensiva rápida, algo que pode ser pouco explorado pelo estilo do Sport. Com linhas médio-baixas e às vezes baixas, tem pressão inicial ainda quando perder a posse, porém geralmente se compacta em sua defesa para fechar melhor em blocos.

Praianos buscam ficar o mais compactados possível na defesa (Imagem: Premiere)

“Contra times que o principal objetivo é defender, o Peixe encontra dificuldades em furar esse bloqueio que começa na parte de trás. Até tem pressão para recuperar a posse, mas não é a habitual por ter mais liberdade de subir as linhas”

Guilherme Lesnak, repórter do Diário do Peixe

PARA FICAR DE OLHO

Pará (LD) – Apesar de sempre ser contestado, tem como principais características a ofensividade. Com Diniz, não tem sido muito diferente, pois ajuda na primeira fase da construção ofensiva e chega como opção no último terço do campo, seja na criação de jogadas dando passes ou finalizando a gol.

Pirani (MEI) – Mais um Menino da Vila. Prata da casa santista, o meia de apenas 19 anos vem dando o que falar na atual temporada. Importante para o esquema do técnico, é a peça responsável por fazer a transição e armação de jogadas, dando ainda mais velocidade. Olho nele!

Kaio Jorge (CA) Outro formado na categoria de base. Pernambucano de nascimento, o jovem atacante do Santos é a principal referência ofensiva e esperança de gols, pois praticamente todas as bolas passam por ele. Com muita velocidade, tem jogadas e movimentações inteligentes para confundir os zagueiros, além de boa finalização quando preciso.

Créditos da foto principal: Ivan Storti/Santos FC

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Náutico na Série B: como joga taticamente o CRB

Por: Felipe Holanda

Vermelho de luta. O Náutico faz confronto de alvirrubros com o CRB na briga para se firmar ainda mais na liderança e voltar a vencer na Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo está marcado para esta terça-feira (29) às 21h30, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, pela oitava rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário Timbu: principais movimentações táticas, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Galo Praiano.

Para o confronto, o técnico Allan Aal terá o retorno de três titulares, casos do zagueiro Gum e dos meias Jean Patrick e Diego Torres. Por outro lado, Renan Bressan cumpre suspensão automática pela expulsão diante do Avaí e está fora. Assim, a tendência é que Allan dê manutenção ao 4-2-3-1 regatiano com flertes para o 4-3-3 no ataque e 4-4-2 na defesa.

Provável formação inicial dos alagoanos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Criativo e produtivo. O sistema ofensivo é o grande trunfo do CRB nesta Segundona, tendo o melhor ataque, ao lado do próprio Náutico, com 13 gols em sete jogos. Na construção, o alvirrubro costuma explorar um 4-2-3-1 bem definido para espaçar suas peças em campo e buscar brechas na marcação adversária.

Compactação do Galo contra o Vasco (Imagem: Premiere)

Na organização ofensiva, os volantes são primordiais para progredir a posse de bola regatiana, ora vindo para buscar a bola, ora recebendo mais próximos à grande área. A tendência é que Jean Patrick seja o mais utilizado neste cenário.

Posicionamento para construir jogadas (Imagem: Premiere)

“No ataque, não se pode descartar o retorno de Diego Torres. Melhor jogador da equipe, o argentino dita o ritmo e sua presença em campo é fundamental para o CRB ter bom desempenho, principalmente quando joga no Trapichão. Com mais apoio nos lados, o ataque tem um poderio maior, amplo e com mais peças, o que resulta em variações com mais jogadores”

Taynã Melo, setorista do CRB

Outra alternativa dos comandos de Allan Aal é explorar um 4-3-3 em fase ofensiva para confundir a defesa rival com a movimentação dos homens de frente. Assim, ganha um fôlego extra para dar mais profundidade pelos corredores com os laterais e pontas.

Espaçamento ofensivo dos alagoanos (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Se o ataque é o ponto forte, o sistema defensivo é o ponto fraco. Com 13 gols sofridos nos sete jogos, o CRB amarga a pior defesa desta Série B, ao lado do Cruzeiro. Quando atacado, costuma explorar suas tradicionais duas linhas de quatro, geralmente formando um 4-4-2 – este mais nítido – ou 4-1-4-1.

Posicionamento defensivo dos alagoanos (Imagem: Premiere)

O maior déficit tem sido o espaço apresentado entre as duas primeiras linhas, principalmente no 4-4-2. Dessa forma, as equipes adversárias tendem a aproveitar os espaços pelas bordas, o que é exatamente um dos carros-chefes do ataque Timbu, com Erick e Vinícius caindo lateralmente.

Distância entrelinhas defensivas (Imagem: Premiere)

“Ao eliminar de maneira surpreendente o Palmeiras na terceira fase da Copa do Brasil, o CRB teve uma atuação impecável da defesa, o que garantiu a classificação. Porém, desde aquele jogo, o técnico Allan Aal não consegue montar uma defesa segura. O grande problema fica por conta jogadas aéreas, principalmente nos lances de bola parada”

Taynã Melo, setorista do CRB

Outra postura observada pelo Galo da Pajuçara é tentar se fechar no 4-2-3-1 no objetivo de minimizar os espaços pelo meio e ter velocidade para sair no contra-ataque caso consiga recuperar a posse. Neste cenário, apenas o centroavante permanece mais adiantado.

PARA FICAR DE OLHO

Reginaldo Lopes (LD/MD) – O grande responsável pela movimentação ofensiva no lado direito. Cumpria muito bem a função de marcar e atacar quando atuava como lateral. Agora mais adiantado no meio, divide a responsabilidade com Celsinho no setor, mas é mais agudo nas jogadas, tanto nos passes como na conclusão.

Diego Torres (MC) – Tradicional camisa 10. Tem a capacidade de ditar o ritmo do jogo, sabe o momento certo de acelerar e cadenciar, com boa distribuição de passes e características de finalização. Praticamente todas as cobranças de falta são executadas pelo meia argentino, o principal jogador da equipe regatiana.

Hyuri (CA) – Testado como centroavante ainda com Roberto Fernandes no comando em determinadas situações, sua posição como referência ofensiva foi mantida. Com isso, tem mais movimentação e reúne mais um ponto positivo para características próprias, como força, velocidade e definição. Arma do Galo para o jogo.

Créditos da foto principal: Victor Martiniano/CRB

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Criatividade abaixo de zero: análise Sport 0 x 0 Cuiabá

Por: Mateus Schuler

Se nos últimos jogos o Sport apresentou um futebol razoável, dessa vez foi bem abaixo. Diante do Cuiabá na noite deste domingo (27), na Ilha do Retiro, ficou no empate sem gols e amargou ainda mais a situação ruim na Série A do Campeonato Brasileiro, ficando na 15ª colocação e vendo o Z-4 seguir como ameaça; partida válida pela sétima rodada do Brasileirão.

Para o compromisso, Umberto Louzer promoveu as voltas de Júnior Tavares e Everaldo à titularidade, pois ambos retornaram do departamento médico, já Betinho ganhou uma vaga no meio-campo sacando o zagueiro Maidana do time. Assim, o comandante do Leão abdicou do sistema com três defensores e acionou o 4-2-3-1, deixando Thiago Lopes atuando mais aberto.

Leão entrou sem esquema formado por três zagueiros (Feito no Tactical Pad)

PRESSÃO AURIVERDE

A necessidade de vencer para afastar o momento conturbado era notável a quem via de fora, mas dentro de campo pouco se viu. A única exceção foi no primeiro minuto de bola rolando, quando André recebeu dentro da pequena área e tentou finalizar na direção do gol; a bola bateu no braço de apoio de Rafael Gava, o que gerou reclamações, porém a arbitragem – corretamente – nada marcou.

Distanciamento entrelinhas início da transição ofensiva ser ruim (Imagem: Brasileirão Play)

A partir daí começou o martírio do Leão durante a primeira etapa. Além das falhas na saída de bola, o sistema de marcação não conseguiu se encaixar, o que fez o Cuiabá passar a pressionar constantemente. O primeiro lance de mais perigo veio quando Pepê cobrou escanteio fechado e Maílson afastou, evitando um gol olímpico.

Principal destaque do Dourado no Brasileirão, Clayson era de longe a maior referência ofensiva, enquanto a defesa leonina seguiu falha. Apesar do 4-4-2 – alternado ao 4-4-1-1 – em blocos médios sem a bola, os rubro-negros deram espaços para Clayson arrematar de fora da área e o camisa 1 voltou a fazer uma grande defesa no jogo.

Sport formou duas linhas na defesa, mas cedeu muitos espaços (Imagem: Brasileirão Play)

MUDANÇAS NAS PEÇAS, MAS PLACAR ZERADO

Na etapa final, Umberto Louzer resolveu voltar com duas substituições para corrigir os erros do meio-campo e tentar melhorar o poder criativo de suas peças. Inoperantes, Betinho e Thiago Lopes foram sacados e deram lugar a Zé Welison e Neílton, mantendo o sistema tático e dando um pouco mais de ofensividade.

O time pernambucano teve maior posse de bola, mas ainda sem conseguir assustar a meta do Auriverde da Baixada. Em uma das raras investidas dos rubro-negros, Hayner limpou da direita para a esquerda e chutou mal, com Walter apenas observando a saída pela linha de fundo. Logo depois, Clayson cruzou e Élton emendou um voleio, mas Maílson voltou a fazer a intervenção.

Do meio para o fim, o treinador do Leão ainda promoveu mais três mexidas no golpe misericordioso de somar os três pontos. Thiago Neves, Everaldo e André saíram para entradas de Paulinho Moccelin, Mikael e Tréllez, seguindo 4-2-3-1, usado durante toda a partida. A baixa produtividade se manteve e o placar não foi alterado.

Espaçamento das peças ofensivas escancarou baixa produtividade (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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Retrô ativo: análise Bahia de Feira 1 x 1 Retrô

Por: Mateus Schuler

O Retrô segue firme na briga por classificação à segunda fase na Série D do Campeonato Brasileiro, apesar de sair da liderança do Grupo A4. Neste domingo (27), visitou o Bahia de Feira na Arena Cajueiro, em Feira de Santana, e ficou no empate por 1 x 1; confronto foi válido pela quarta rodada do torneio nacional.

Para a partida, o técnico Luizinho Vieira não abdicou do 4-3-3 ofensivo que alternava ao 4-1-4-1 sem a posse e 4-1-2-3 com a bola. Ainda assim, teve as baixas do lateral-esquerdo Guilherme, e dos atacantes Tiago Adan, Braga e Thiaguinho, todos ausentes em relação ao último jogo por testes positivos de Covid-19.

Fênix teve mudanças forçadas, mas manteve o mesmo desenho (Feito no Tactical Pad)

O confronto começou bastante truncado, com o Retrô se segurando bem na defesa e explorando os contra-ataques para surpreender o Bahia de Feira. A primeira boa chance, não por acaso, foi dos pernambucanos quando Ruan Costa ganhou da marcação em um chutão e rolou na entrada da área para Janderson, que chutou com perigo.

Apesar do equilíbrio dentro de campo, os retroenses souberam como ir para cima e conseguiram voltar a dar sustos. Ruan Costa fez jogada individual e a bola sobrou no pé de Gelson, que bateu de longe e viu Alan defender seguro. Já na reta final, contudo, Janderson teve duas boas chances: a primeira saiu próximo à trave esquerda, enquanto a segunda parou em defesa do goleiro do Tremendão.

Com blocos médio-altos, Fênix segurou bem os ímpetos dos baianos (Imagem: Eleven Sports)

No segundo tempo, as equipes continuaram pouco criativas e a primeira boa chance da Fênix veio na bola parada, tendo sucesso antes dos dez minutos de bola rolando. Augusto Potiguar levantou falta na pequena área, ninguém conseguiu afastar o perigo e Carlos Alexandre, que surgiu no meio da defesa, completou para o gol.

Intenso no 4-1-2-3 ao atacar, com apoio dos laterais aos meio-campistas, os auriazulinos voltaram a criar bons momentos, porém os tricolores igualaram o placar pouco depois da desvantagem. Alex Cazumba cobrou o tiro livre por cima da barreira e não deu chances de defesa a Jean. Do meio para o fim, a pontaria voltou a ser falha e o jogo seguiu empatado até o fim.

Auriazulinos pecaram na pontaria em busca da vitória (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Ascom Bahia de Feira

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Pulando a fogueira: análise Central 0x1 Campinense

Por: Guilherme Batista

Chegou ao fim a invencibilidade do Central como mandante na Série D do Campeonato Brasileiro. Na tarde deste domingo (27), no Lacerdão, a Patativa jogou mal e foi derrotada pelo Campinense por 1 x 0. O resultado encerrou uma série de 14 jogos consecutivos sem perder sendo anfitrião da equipe caruaruense na competição; a última derrota havia sido em 2018, para o Sergipe.

Em relação à última partida, o empate em 2 x 2 diante do Treze, em Campina Grande, a Patativa contou com o retorno de Sinho na lateral direita. Desta forma, a equipe de Júnior Baiano saiu do esquema com três zagueiros e entrou em campo postada num 4-2-3-1.

Alvinegros foram a campo com novidades no sistema tático (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Apesar de estar jogando em casa, o Central encontrou um Campinense bem postado em campo e, consequentemente, sem conceder espaços para as rápidas investidas alvinegras. O resultado foi um começo de partida extremamente truncado, com muita disputa física e pouca criação de ambos os lados.

O encaixe defensivo das duas equipes dificultou ainda mais qualquer tentativa de criação. Enquanto os visitantes se defenderam com duas linhas de 4, pressionando desde a saída de bola, a Patativa se fechou no 4-1-4-1, povoando bastante o campo de defesa e anulando os homens de frente da Raposa.

As bolas paradas, então, tornaram-se as alternativas. Quem levou perigo foram os paraibanos. Marcelinho cobrou falta ensaiada, a bola passou por todo mundo sem que ninguém desviasse e obrigou Andrade a fazer a primeira defesa da partida. Ainda assim, o jogo foi para os vestiários sem que ninguém mexesse no placar.

Defesa centralina em blocos altos pressionou saída da Raposa (Imagem: Eleven Sports)

No retorno do intervalo, enfim os alvinegros foram mais incisivos. David encontrou Denilson, que entrou no intervalo, e o ponta tocou para Jardeu dominar, girar e bater para fora. A entrada de Denilson deu vida nova ao ataque caruaruense, que passou a se movimentar mais e encontrar espaços na defensiva adversária.

Aos 16 minutos da etapa complementar, no entanto, a bola parada pesou. Fábio Lima cobrou a falta de forma perfeita, sem dar chances para Andrade, abrindo o placar para a Raposa no Lacerdão. O gol forçou o Central a ir para o abafa. Júnior Baiano, então, colocou Danielzinho em campo e, assim, a Patativa adotou um 4-3-3, tentando o empate a qualquer custo.

As melhores oportunidades caíram nos pés de Rogerinho. Na primeira, o camisa 10 aproveitou o rebote do arqueiro rubro-negro e, dentro da grande área, acabou finalizando para fora. Na segunda, no último lance da partida, o craque centralino cabeceou e a bola acabou subindo demais.

Alvinegros foram intensos para buscar empate, mas sem sucesso (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Diego Eduardo/Especial para o Pernambutático

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Recompensado pela intensidade: análise Náutico 1 x 1 Remo

Por: Felipe Holanda

Na base da insistência, o Náutico arrancou empate diante do Remo para manter a invencibilidade e a liderança na Série B do Campeonato Brasileiro. Intenso durante grande parte do confronto, o Timbu foi recompensado com um gol nos minutos finais, selando o empate em 1 x 1 neste sábado (26), nos Aflitos, pela sétima rodada da Segundona.

Tendo os retornos de Vinícius – recuperado de lesão – e Wagner Leonardo, suspenso, Hélio dos Anjos foi para o embate com força máxima, mantendo sua base técnica e tática, no 4-2-3-1 que variava para o 4-2-4 em fase ofensiva e fixava no 4-4-2 na defesa.

Escalação inicial dos alvirrubros (Feito no Tactical Pad)

DANDO AS CARTAS

O Timbu ditou o ritmo de jogo nos minutos iniciais. Com muita movimentação dos laterais e pontas, pressionava a saída do Remo para roubar a posse de bola e chegar embalado no ataque. Numa dessas investidas, Erick fez linda jogada pela direita e finalizou para a primeira boa defesa do goleiro Vinícius no jogo.

Com mais posse de bola, chegando a formar um 2-4-3-1 na construção ofensiva, o Náutico envolvia o adversário e acumulava chances de marcar. Foi a vez de Rhaldney lançar Jean Carlos, que saiu na cara do gol, mas Vinícius apareceu outra vez para intervir. No rebote, o defensor leonino salvou quase no limite.

Organização ofensiva dos alvirrubros (Imagem: Sportv/Premiere)

GOLPE INESPERADO

Do outro lado, em transição rápida, o Remo conseguiu esfriar as pretensões do time de Hélio. Após erro na saída, Erick Flores rolou na direita e Felipe Gedoz bateu firme para inaugurar o placar nos Aflitos. Quem não faz, leva.

Atrás no placar, o Náutico reagiu logo na sequência. Jean cobrou falta com perigo e Vinícius, ele de novo, se esticou todo para evitar o golaço. Já quando o Leão azulino tinha a posse, o Náutico formava uma espécie de 3-1-5-1 para recuperar a posse e seguir na dianteira do jogo.

Náutico em marcação adiantada (Imagem: Sportv/Premiere)

JOGO DE XADREZ

Como num tabuleiro, o Timbu rondava a “rainha” do Remo e esperava o momento certo para dar o último golpe. Fato que foi atenuado no segundo tempo, com a entrada de Marciel na vaga de Djavan, deixando o time ainda mais ofensivo.

Alugando o campo do Leão, mantinha um 4-2-3-1 com a posse à procura do gol de empate. Ainda mais após entradas de Giovanny e Rafinha nos lugares de Vinícius e Bryan, dando um fôlego extra no lado esquerdo. Por lá, Giovanny cruzou e Kieza por muito pouco não deixou tudo igual, finalizando por cima.

Movimentação ofensiva dos donos da casa (Imagem: Sportv/Premiere)

NO APAGAR DAS LUZES

Quando tudo parecia definido no placar, veio o gol que manteve a invencibilidade alvirrubra. Quis o destino que fosse num erro de arbitragem. Jean cruzou na área e o paraguaio Paiva, outro que saiu do banco de reservas, empurrou para o fundo das redes, selando o resultado.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Ponto insuficiente: análise Volta Redonda 0 x 0 Santa Cruz

Por: Guilherme Batista

O Santa Cruz até que tentou, mas segue sem vencer na Série C e agora amarga a lanterna do Grupo A. Na noite deste sábado (26), os corais foram até o Raulino de Oliveira para enfrentar o Volta Redonda e, apesar da boa organização defensiva, não foi efetivo o suficiente para tirar o zero do placar em partida válida pela quinta rodada.

Mesmo pressionado pelos resultados da rodada, Roberto Fernandes apostou na manutenção do esquema. Em relação ao time que empatou em 2×2 com o Jacuipense, as ausências foram o goleiro Jordan e o zagueiro William Alves, ambos de fora por Covid-19; assim, Geaze – fez a estreia – e Júnior Sergipano tiveram uma oportunidade.

Mais Querido teve mudanças forçadas pela Covid (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Apesar da necessidade da vitória, o Santa começou a partida adotando uma postura mais reativa. Se fechando no 4-4-2, com rápidos flertes para o 4-1-4-1, o Tricolor tentou dificultar a criação do Voltaço, que tinha a posse de bola, mas não achava espaços nas linhas corais. As ações do Esquadrão de Aço acabavam em finalizações de fora da área, sobretudo com Naninho.

Quando tinha a posse de bola, o Mais Querido apostou na mobilidade dos homens de frente para tentar levar perigo a meta carioca, mas esbarrou nas próprias limitações e pouco fez, de fato. A melhor oportunidade da primeira etapa foi do mandantes. Naninho levou a bola para a linha de fundo e cruzou para Emerson Júnior finalizar e obrigar Geaze a fazer boa defesa.

Em uma das investidas, Wallace fez pivô e Chiquinho ficou de falso 9 (Imagem: DAZN)

No retorno dos vestiários, o Santa voltou com mais ímpeto. Buscando os flancos do campo, a equipe enfim levou perigo após boa jogada individual de Eduardo, que encontrou Wallace PE, o atacante fez o pivô e rolou para Chiquinho chegar batendo pra fora.

A resposta carioca veio após belo cruzamento de Luiz Paulo para cabeçada de Júlio Amorim, que parou em Geaze. No lance seguinte, Júlio Amorim arriscou de longa distância e, novamente, o arqueiro coral fez boa intervenção.

Insatisfeito com o empate, Roberto Fernandes mexeu no time e tentou ir pra cima do Voltaço. A mudança de postura, no entanto, foi insuficiente. As limitações voltaram a travar as ações ofensivas do Santa, que não conseguiu balançar as redes adversárias e segue sem conhecer o sabor da vitória na Série C.

Mais ofensivo no fim, Santa não conseguiu ser efetivo no terço final (Imagem: DAZN)

Créditos da foto principal: Caique Coufal/Volta Redonda

Harmonia quase abaixo de zero: análise Coritiba 3 x 1 Náutico

Por: Felipe Holanda

Desafinado. Sentindo o peso dos desfalques, o Náutico destoou e foi derrotado pelo Coritiba por 3 x 1 nesta sexta-feira (30), no Couto Pereira, pela 15ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Apesar do revés que lhe custou a invencibilidade, Timbu se mantém isolado na liderança, agora dois pontos à frente do Coxa, que tem um jogo a menos.

A escalação da orquestra de Hélio dos Anjos, por sinal, trouxe novidades. Sem Jean Carlos e Kieza, contou com o retorno de Hereda à lateral direita e a improvisação de Bryan na ponta, mantendo o esqueleto tático do 4-2-3-1 alvirrubro. Assim, Marciel atuou centralizado, além dos dois volantes: Matheus Trindade e Rhaldney.

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COMO FOI

Mais dependente do resultado, o Coritiba iniciou pressionando com muita verticalidade, alternando entre o 4-3-3 e 4-2-4 em fase ofensiva. O perigo, entretanto, veio pelo alto: uma através de cabeçada de Léo Gamalho, defendida por Alex Alves, e outra na conta de Igor Paixão, que saiu à direita da meta alvirrubra.

Tendo o Coxa com mais posse de bola, o Náutico se fechava variando entre o 4-2-3-1 – mais frequente – e 4-4-2. Dessa forma, preenchia o miolo e dificultava a construção do time paranaense. Tanto que conseguiu responder, quando Marciel finalizou da entrada da área e levou perigo pela primeira vez.

Compactação inicial dos alvirrubros no 4-2-3-1 (Imagem: Sportv/Premiere)

Quando haviam igualado e superado a posse, os visitantes acabaram levando o gol. Val finalizou de fora da área, a bola bateu na trave e Igor abriu o placar no Couto Pereira. Incansável, o time da casa fez o segundo ainda nos primeiros 45 minutos, dessa vez com Waguininho tocando na saída de Alex alves.

Mais impositivo na etapa final após as entradas de Iago Dias e Matheus Carvalho, o Timbu partiu em busca do primeiro gol. Nesse cenário, passou a formar um 4-3-3, tendo Matheus por dentro na organização, Bryan na lateral esquerda, e Iago aberto na direita.

Posicionamento pernambucano após as substituições (Imagem: Sportv/Premiere)

O Timba tinha pouco capricho no último passe e demorou para entrar de vez no jogo. Após cochilo da marcação alviverde, Paiva rolou para Matheus Carvalho, que girou e finalizou para vencer Wilson e diminuir a vantagem, já na metade do segundo tempo.

Partindo em busca do empate, os pernambucanos pisaram no acelerador, chegando a formar um 4-2-4 com Bryan chegando por dentro, e Matheus se aproximando à última linha. A postura, porém, não foi suficiente.

Quando o Timbu parecia mostrar suas garras, Léo Gamalho fez o terceiro e selou o placar. No fim, Trindade ainda bateu colocado para grande defesa do Wilson, mantendo o 3 x 1 nos números finais.

Créditos da foto principal: Divulgação/Coritiba