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Sport na Série B: como joga taticamente o Ituano

Por: Mateus Schuler

Para cantar de galo. Fora de casa, o Sport tem grande e importante tarefas diante do Ituano: recuperar bom futebol e voltar a vencer na Série B do Campeonato Brasileiro. Confronto do Leão contra o Galo será nesta terça-feira (9) no Novelli Júnior em Itu, às 19h, abrindo a 23ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos paulistas.

O TIME

Para o confronto de rubro-negros, o técnico Carlos Pimentel não poderá ter a presença do ponta direito Aylon, que recebeu seu terceiro amarelo da série e cumprirá suspensão. Rafael Elias, por sua vez, estava suspenso e volta a ficar à disposição na vaga de Bruno Lopes; Raí Ramos retorna à vaga como titular, após ser poupado, na lateral direita.

Provável escalação inicial da equipe de Itu (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Apesar de estar quase no meio da classificação, o Ituano possui um ataque positivo, sendo o melhor da segunda metade da tabela com 23 gols feitos. E poderia até ter números melhores, não fosse a pontaria descalibrada: de 32 grandes chances, desperdiçou 21. Em contrapartida, acertou 99 finalizações de 272, o que representa 36,4% de aproveitamento; segunda melhor média nos acertos e o quarto na quantidade total.

Saída de jogo sustentada dos paulistas (Imagem: Premiere)

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A transição ofensiva do Galo costuma fluir por dentro, geralmente em uma saída em 4+1, com um dos volantes – o mais marcador – ajudando a linha defensiva. Do meio para frente, o time rubro-negro forma um 4-2-3-1, tendo um dos meio-campistas auxiliando os extremos na trinca; laterais também sobem para participar dos lances.

Laterais participam da criação de jogadas (Imagem: Premiere)

“Um time que tem apostado muito na postura reativa, sem se atirar tanto ao ataque. Dessa maneira, usa bastante o contra-ataque, explorando a velocidade pelos lados com os extremos e fazendo a construção por dentro para ter amplitude no lado do campo”

Renato Alves, repórter na Rádio Cidade Itu

COMO DEFENDE

A defesa também é uma dor de cabeça para o treinador Carlos Pimentel. Em 22 jogos, o Galo sofreu 22 gols — média de um —, mas mostrou maior solidez nas últimas cinco vezes que foi a campo. A equipe teve sua meta vazada por apenas três vezes, ficando inclusive duas partidas sem ter a rede balançada. Já foram 90 finalizações certas no total, fazendo os adversários terem 32,7% de acerto.

Compactação defensiva para bloquear criação adversária (Imagem: Premiere)

Quando perdem a bola, apostam na marcação num 4-5-1 para neutralizar a troca de passes rival, deixando o meio-campo bastante povoado pelos três meio-campistas e os dois extremos fazendo a segunda linha. A alternativa é a formação do 4-4-2 tendo uma dupla ofensiva mais adiantada para gerar situações de contra-ataque, além de ter os blocos médio/altos para anular a criação ainda no início.

Blocos mais adiantados para neutralizar os lances no nascedouro (Imagem: Premiere)

“Ao ficar sem a bola, a equipe geralmente mantém o mesmo esquema, fechando as linhas mais atrás, dependendo muito do posicionamento. Assim, fica apenas o centroavante, que é Rafael Elias, apertando lá na frente a saída de bola adversária”

Renato Alves, repórter na Rádio Cidade Itu

PARA FICAR DE OLHO

Mário Sérgio (LE) – Mesmo sem ser titular absoluto, o lateral consegue ter participação constante. Além de 2,3 interceptações por jogo, ajudando em fase defensiva, é no ataque que se destaca. Aparecendo quase sempre na movimentação ofensiva, já colaborou com duas assistências, assim como marcou um gol.

Kaio (MC/PD) – Velho conhecido. Volante de origem, o ex-jogador do Sport é peça quase que essencial ao sistema tático do Ituano, pois tem atuado mais pela beirada do campo no lado direito. Quase como um ponta direita, ajudou a equipe dando um passe a seus companheiros e balançou a rede uma vez; tem ainda 1,8 desarmes por jogo, auxiliando na transição defensiva.

Rafael Elias (ATA) – Artilheiro. Revelado no Palmeiras, é sinônimo de gol no Galo nesta Segundona. Com média de 2,5 finalizações por partida, marcou em sete oportunidades e figura como um dos principais goleadores. Desses, foram cinco tentos de perna esquerda, apesar de destro, além de três saírem de fora da área; os arremates de curta e média-distância são a sua principal característica.

Créditos da foto principal: Flavio Torres/Ituano

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Sem veneno: análise Santa Cruz 0 x 0 Tocantinópolis

Por: Ivan Mota

Coral falsa. O Santa Cruz perdeu grandes chances e empatou sem gols contra o Tocantinópolis neste domingo (7). Mesmo diante do Arruda lotado, o Tricolor não conseguiu abrir vantagem no duelo de ida das oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. A volta ocorrerá também às 16h no próximo domingo (14), no Ribeirão, em Tocantins.

Marcelo Martelotte armou o Mais Querido com duas alterações em relação à vitória por 2 x 1 sobre o Retrô. Sem as presenças do volante Arthur, suspenso, e do meia Wescley, vetado pelo departamento médico, o técnico promoveu as entradas de João Erick e Matheuzinho no time titular, mantendo o habitual 4-2-3-1.

Formação inicial dos corais para primeiro confronto das oitavas (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Primeiro tempo de poucas emoções. Apesar de mais volume de jogo durante os primeiros minutos, o Santa Cruz não conseguiu levar real perigo ao gol do Tocantinópolis. As melhores chances começaram por meio das jogadas de Hugo Cabral, que se livrava da marcação na esquerda do campo e buscava seus companheiros.

Aos 12 minutos, o camisa 10 foi muito bem após boa troca de passes tricolor, deixando Raphael Macena em grandes condições para abrir o placar, mas o atacante se complicou e não finalizou corretamente. Nas poucas vezes que os tocantinenses conseguiram chegar ao ataque, esbarraram na marcação dos pernambucanos, fechados no 4-5-1, com o centroavante voltando para fechar pela esquerda, deixando Hugo Cabral na referência.

Santa Cruz se fecha no 4-5-1 nos raros avanços visitantes (Imagem: InStat TV)

Saindo para o jogo, o Santa adiantou a primeira linha, jogando próxima aos dois volantes e iniciando as jogadas, que não encontraram o caminho do gol no terceiro terço do campo. Muito se deu pela marcação do Papagaio, além da falta de criatividade do meio-campo, gerando poucos lances do meio em diante.

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Com o time do Tocantins só conseguindo chegar ao campo de ataque em raros contra-ataques, porém também sem sucesso, a reta final da primeira etapa foi de pouquíssima emoção. As duas equipes apostaram nos lances de bola parada e mantiveram o zero no placar ao intervalo, deixando assim a situação indefinida.

Linhas dos anfitriões jogaram distantes no setor ofensivo (Imagem: InStat TV)

A segunda metade do duelo foi marcada por muitas paralisações e chances perdidas pelos mandantes. Marcelo Martelotte retornou mais ousado, tirando o volante João Erick para dar vez a Chiquinho, dando mais ofensividade. Mas voltou atrás minutos depois, colocando Elyeser na vaga de Anderson Ceará, retornando ao sistema de dois volantes de origem. Com isso, saiu ao ataque num 4-3-3, tendo ainda as duas linhas distantes durante boa parte do jogo, dificultando as chegadas.

A grande chance aconteceu aos 24 minutos, quando a bola sobrou livre para Matheuzinho após chute de Chiquinho desviado na marcação; camisa 11, no entanto, finalizou para fora, apesar do goleiro do Verdão vencido. Depois, foi a vez de Hugo Cabral chutar colocado e Jefferson espalmar. No fim, a partida ganhou ares dramáticos após a expulsão de Daniel Pereira. Dessa maneira, o time alviverde passou a chegar mais vezes, tendo até um gol anulado já nos acréscimos, contudo não tirou o zero do placar, deixando decisão para volta.

Mesmo mais ofensivos, pernambucanos não foram efetivos (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Evelyn Victoria/Santa Cruz

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Saldo negativo: análise 3B-AM 2 x 0 Sport

Por: Mateus Schuler

Devendo. Na primeira atuação abaixo das expectativas na Série A-3 do Brasileirão Feminino, o Sport sofreu sua primeira derrota neste sábado (6). Na partida de ida da semifinal, disputada no Ismael Benigno, em Manaus, as Leoas perderam por 2 x 0 para o 3B-AM com gols de Lari Rocha; volta será no próximo domingo (14), às 15h, na Ilha do Retiro.

Sem surpresas. Mesmo já garantidas na Série A-2 da próxima temporada, ao conquistar o acesso frente ao VF4-PB, as rubro-negras entraram em campo repetindo a escalação inicial. A treinadora Regiane Santos optou por manter o mesmo time do último jogo, sem alterar uma peça sequer no 4-2-3-1 frente às amazonenses.

Pernambucanas tiveram time-base (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O início foi bastante equilibrado, mas com o 3B demonstrando maior vontade para ir ao ataque, tentando largar em vantagem. Apesar de resistir à pressão proposta pelo adversário, o Sport pouco foi criativo e, desse modo, realizou a primeira mexida ainda na etapa inicial; Géssica, mal inclusive na marcação, saiu para a entrada de Gabi Borges.

Por não conseguir chegar ao setor ofensivo, as Leoas optaram por ficar mais no seu próprio campo, buscando ter o contra-ataque como arma. Reativas, formaram um 4-4-2 de blocos médio-altos para neutralizar as investidas do time amazonense, mas a bola parada foi quem castigou. Após escanteio no meio da área, a defesa não afastou e Lari Rocha chegou para completar.

Marcação mais adiantada segurou criação das Tigresas (Imagem: Eleven Sports)

A desvantagem antes do intervalo provocou mais duas mudanças na volta à etapa final, com uma surpreendente. Gabi Borges, que entrou ainda durante o primeiro tempo, se juntou a Ísis nas alterações; Vanessinha e Amanda Leite entraram nas vagas, buscando ter maior qualidade no passe pelo meio e na criação.

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Assim, as pernambucanas passaram a chegar ao último terço com volume e intensidade, porém falhando ao criar seus lances. Em uma das jogadas que deu certo, Amanda Leite lançou em profundidade na direita para Vanessinha avançar com velocidade, deixar a marcação para trás e finalizar colocado; o chute foi direto para fora.

Postura ofensiva teve manutenção da tática-base (Imagem: Eleven Sports)

Foi a única tentativa das leoninas em toda a partida, que pouco atacaram e assustaram as mandantes. A comandante ainda optou por colocar Íris e tirar Pintinho, entretanto o volume ofensivo seguiu abaixo dos demais confrontos realizados ao longo da competição e o placar pareceu estar definido na reta final.

Falsa impressão. Karol, com pouco tempo no jogo, foi servida pela esquerda e encheu o pé da entrada da pequena área, acertando o travessão de Gabi. A sobra ficou para Lari Rocha, que cabeceou firme e a goleira leonina tentou a intervenção; desvio foi insuficiente e a bola morreu no fundo do gol, dando números finais.

Compactação defensiva das Leoas na segunda etapa (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: João Normando/FAF-AM

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Santa Cruz na Série D: como joga taticamente o Tocantinópolis

Por: Ivan Mota

Maturidade. O Santa Cruz inicia caminhada nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro precisando ser maduro para encaminhar classificação no Arruda. Duelo contra o Tocantinópolis será neste domingo (7), no Arruda, às 16h com expectativa de casa cheia.

Separamos tudo sobre o adversário tricolor: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Papagaio.

O TIME

O treinador Jairo Nascimento deve manter o mesmo time-base que goleou o São Raimundo-AM por 4 x 1 no último jogo. A única novidade esperada será o retorno do experiente atacante Jheimy, substituindo Bambelo e atuando por dentro no comando ofensivo junto aos pontas Hiltinho e Everson Bilal no 4-3-3. Tiago Bagagem, destaque na partida que definiu classificação às oitavas, continua no meio substituindo Pedro Dias, ainda fora por lesão.

Provável escalação do Verdão para confronto em Recife (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Atual bicampeão estadual tendo o mesmo time-base da atual temporada, o Verdão do Norte chega com moral após golear o São Raimundo-AM por 4 x 1 para garantir sua classificação. Até o momento, marcou 28 gols em 16 jogos, terminando na vice-liderança no Grupo A2. Partindo para o ataque, pode se postar num 4-2-3-1, explorando a velocidade dos pontas Bilal e Hiltinho, que também atua centralizado em alguns momentos.

Tocantinenses avançam com boa movimentação ofensiva (Imagem: InStat TV)

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Sabendo utilizar bem o mando de campo, o Papagaio já conquistou grandes resultados atuando no Ribeirão, incluindo a vitória sobre o Náutico em duelo pela primeira fase da Copa do Brasil deste ano. Outra possibilidade ofensiva é se manter em seu 4-3-3 inicial, ainda explorando a agilidade nos lados do campo.

Alviverdes se preparam para ir ao ataque postado na tática-base (Imagem: InStat TV)

“O time costuma ter a velocidade como uma das suas armas ofensivas, principalmente pelos lados, pois utiliza dois laterais que vão bem no apoio. Marcinho cai pela direita e Chico Bala na esquerda, tendo ainda as presenças de Bilal e Hiltinho nas pontas”

Ademar Costa, comentarista na TV Esportes Mais Tocantins

COMO DEFENDE

A defesa pode ser considerada o ponto fraco do Tocantinópolis. Com 21 gols sofridos nos 14 confrontos da primeira fase, tendo a pior defesa dentre todos os times classificados para o mata-mata. Sem a bola, costuma formar duas linhas de quatro para se fechar, deixando um dos pontas e o centroavante à frente, no campo de ataque, para dar o combate inicial.

Verdão se defende tentando compactação em duas linhas (Imagem: InStat TV)

Outra opção é seguir postado em seu 4-3-3 mesmo sem ter a posse de bola. O veloz ponta Everson Bilal pode ajudar no primeiro desarme, já que sempre surge em velocidade pelo setor direito do ataque e assim forma, em alguns momentos, a linha mais centralizada ao lado dos meio-campistas Gustavo Gomes e Tiago Bagagem.

Tocantinópolis fechado em sua tática inicial (Imagem: InStat TV)

“A tendência é de manutenção do setor. Mesmo sendo jovem, o goleiro Jefferson até vem dando conta do recado, ainda que haja desconfiança por parte dos torcedores pelo fato do jogo ser grande e decisivo. A dupla de zaga, por sua vez, vem bem regular, passando segurança”

Ademar Costa, comentarista na TV Esportes Mais Tocantins

PARA FICAR DE OLHO

Tiago Bagagem (VOL) – Velho conhecido do futebol pernambucano. Natural do Cabo de Santo Agostinho, o volante Tiago Bagagem acumula incontáveis passagens pelos clubes locais. Já atuou por América-PE, Afogados, Cabense, entre muitos outros, e vem se destacando nos último duelos pelo Papagaio, marcando duas vezes na goleada sobre o São Raimundo-RR, incluindo belo gol de falta.

Everson Bilal (PD) – Velocidade e gols. Um dos artilheiros do Verdão na Série D com quatro gols, o ponta direita Everson Bilal tem na rapidez sua principal arma, sempre infernizando as defesas adversárias e chegando até a grande área para definir suas jogadas. Aos 32 anos, o atacante fez sua carreira em equipes do Norte do país, chegando ao Papagaio na última temporada.

Jheimy (ATA) – Esperança de gols. De volta ao time após ficar de fora dos jogos contra o Mundão, o experiente atacante foi artilheiro das duas últimas edições do Tocantinense. Também conhecido do futebol pernambucano por uma passagem apagada pelo Sport, em 2012, tem atualmente três gols em 11 jogos pela Quarta Divisão.

Créditos da foto principal: Jhorge Alves/TEC

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Casa assombrada: análise Operário 1 x 0 Náutico

Por: Mateus Schuler

Assustado. Sem apresentar bom futebol ofensiva e defensivamente mais uma vez, o Náutico sofreu a sexta derrota consecutiva na Série B do Campeonato Brasileiro após perder para o Operário nesta sexta-feira (5). Em confronto no Germano Krüger, pela 22ª rodada, o Timbu foi superado pelo placar mínimo; gol de Kalil.

Muitas novidades. Wellington retornou à zaga após cumprir suspensão, bem como o atacante Júlio Vitor, recém-chegado, e Pedro Vitor ocuparam vagas no time titular. A entrada de Júlio fez com que Victor Ferraz entrasse como o lateral-direito na escalação, desempenhando a função de Thiago Ennes e o 4-2-3-1 sendo mantido.

Formação inicial do Timba teve surpresas da última rodada (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bastante equilibrada, com os dois lados demonstrando o máximo de ansiedade quando tinham a bola, o que deu ares monótonos em campo. Apesar de ter maior posse, o Operário até trocou passes para poder se infiltrar na defesa do Náutico, mas a postura sólida controlou bem o ritmo proposto pelo adversário.

Sem uma postura fixa durante a fase defensiva, o Timbu conseguiu confundir o ataque alvinegro e, desse modo, neutralizou as investidas e segurou o zero no placar. O mais comum foi a formação de um 4-1-4-1, ainda que variasse a tática para 4-5-1 e 5-4-1 quando necessário e, numa das poucas escapadas, Tomas Bastos chutou forte de fora da área e Lucas Perri espalmou.

Bem compactados, alvirrubros controlaram investidas do Fantasma (Imagem: SporTV/Premiere)

Se defensivamente estava sólido e sem sofrer sustos, ofensivamente deixou e muito a desejar. Além de não ser nada objetivo quando estava sob a posse, o Timba procurou alternativas para chegar do meio em diante, ora utilizando a ligação direta da primeira linha, ora no jogo apoiado, contudo errou passes e foi pouco ao último terço.

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Quando tentou iniciar a transição ainda no sistema defensivo, formou saída em 4+2, tendo os dois volantes apoiando os defensores para ter sustentação na criação. Mesmo assim, faltou qualidade para conseguir levar perigo para a equipe pernambucana, que não conseguiu dar uma finalização sequer na direção da meta do Fantasma.

Tentativa de saída durante a transição (Imagem: SporTV/Premiere)

Para a etapa final, Elano optou por ser cauteloso e fez apenas uma mudança: o estreante Júlio Vitor foi sacado para a entrada de Geuvânio, recuperado de uma virose. Apesar da substituição recuperar o fôlego ofensivo, o placar ficou perto de ser inaugurado a favor dos paranaenses; Ricardinho pegou o rebote fora da área e bateu em cima de Getterson, que desviou sem querer e a bola saiu muito próxima à trave esquerda.

A proposta de fechar o máximo de espaços para impedir troca de passes do time anfitrião seguiu durante o segundo tempo, o que o obrigou a jogar pelo alto. Ainda assim, mesmo os alvirrubros se postando num 4-5-1, Ricardinho quase abriu contagem ao finalizar da intermediária e parando em defesa de Perri.

Timba buscou ter o máximo de compactação (Imagem: SporTV/Premiere)

Do meio para o fim, os comandados de Elano continuaram tentando chegar à zona ofensiva, entretanto falharam na criatividade. A única tentativa surgiu após saída errada dos alvinegros, quando Jobson aproveitou e deu passe na medida para Pedro Vitor, que arrematou cruzado e parou na intervenção de Vanderlei.

Formando um 4-3-3 quando teve a bola, o Timbu buscou se manter no setor de ataque, no entanto voltou a ficar frágil na defesa e sofreu um duro golpe. Leandrinho levantou na pequena área ao chegar na linha de fundo, a defesa não afastou e Kalil, que dominou tirando da marcação, soltou o pé para o gol alvirrubro, sem dar chances de defesa ao goleiro.

Náutico teve duas linhas de 3 ao atacar (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: André Jonsson/OFEC

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Na conta: análise Náutico 1 x 1 Sport

Por: Gabryele Martins e Mateus Schuler

Positivo. Ainda sonhando com vaga no mata-mata do Brasileirão de Aspirantes, o Sport ficou no empate por 1 x 1 contra o Náutico nesta quinta-feira (4) e agora depende de si para avançar. Em partida disputada nos Aflitos, pela quinta rodada do Grupo C, Júlio marcou pelo Timbu, enquanto Cristiano descontou para o Leão.

Comandados por Thiago Souza, os alvirrubros entraram com duas novidades depois da derrota sofrida para o Botafogo. Luís Felipe ganhou a vaga de Mateus Cocão no meio-campo e Júlio foi acionado no lugar de Kauan, deslocando Tagarela à referência. Os rubro-negros, por outro lado, tiveram a manutenção da escalação inicial usada na vitória sobre o Fluminense.

Escalações iniciais de Náutico e Sport (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida iniciou movimentada, com bom volume de jogo do Sport, que teve a maior posse de bola na primeira etapa, finalizando mais vezes que o Náutico. A ofensiva rubro-negra se baseou no 4-3-3 com apoio dos laterais. Embora tenham estado mais com a bola e chutado mais no gol, os leões não foram tão precisos na pontaria e conforme o jogo avançou, foram envolvidos pelo time da casa que conseguiu neutralizar o ataque rival.

Já sem chances de avançar no brasileirão de aspirantes, o Timba fez um jogo mais eficiente nas finalizações. O esquema 4-3-3 na ofensiva foi efetivo em lidar com a menor posse de bole. Ainda na primeira etapa após vacilo na saída de bola rubro-negra, Julio abriu o placar para os alvirrubros aos 10 minutos.

Formação do ataque rubro-negro (Imagem: TV FPF)

Após levar o gol, a defesa do Sport precisou adiantar a marcação para pressionar a saída de bola alvirrubra, mas não obteve muito sucesso nisso. A defensiva se baseou em duas linhas de 3 na marcação para impedir o avanço adversário.

Na volta do intervalo o Sport voltou com a substituição de Adryan por Juan Xavier, buscando igualar o placar. Melhor na segunda etapa, o Náutico conseguiu criar mais chances de gol, chegar com perigo na meta de Denival e foi superior ao adversário e administrando durante muito tempo o placar de 1×0.

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A defesa alvirrubra teve uma tarde inspirada. Variando entre os esquemas 4-1-4-1 e 4-5-1, os meninos do Náutico conseguiram na maior parte do tempo impedir as investidas do adversário, que precisaram subir a marcação para tentar atrapalhar a saída de bola alvirrubra. Sem sucesso. A saída de bola tranquila permitiu ao náutico equilibrar a posse de bola, construir jogadas de perigo e ser melhor no segundo tempo.

Time da Praça da Bandeira criou pouco, mesmo tendo mais posse (Imagem: TV FPF)

O esquema de defesa do Sport, embasado no 4-3-3, não foi feliz contra a pressão alvirrubra e fez o goleiro Denival trabalhar bastante. Deficiente nos combates 1×1, a zaga rubro-negra foi surpreendida por um Náutico que apesar de eliminado, veio para ganhar o jogo.

Ofensiva alvirrubra num 4-4-2 (Imagem: TV FPF)

Em dia de excelente atuação do goleiro alvirrubro, que fez defesas importantes na partida, O Sport colecionou chances desperdiçadas e abusou dos passes errados, só conseguindo empatar o jogo aos 25 minutos do segundo tempo com Cristiano.

Marcação 4-3-3 rubro-negra (Imagem: FPF)

Créditos da foto principal: Rafael Vieira/FPF

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Náutico na Série B: como joga taticamente o Operário

Por: Gabryele Martins

Construção. Precisando vencer como se fosse o último jogo, o Náutico visita o Operário para tentar respirar na Série B do Campeonato Brasileiro e construir relação mais sólida com a torcida. Duelo do Timbu contra o Fantasma será nesta sexta-feira (4) no Germano Krüger, às 19h, em Ponta Grossa pela 22ª rodada.

Separamos tudo sobre o adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de setoristas, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Fantasma.

O TIME

Matheus Costa foi anunciado como substituto de Claudinei Oliveira e ficou à frente do comando alvinegro por apenas uma vez, a derrota por 3×0 contra a Ponte Preta. Precisando vencer a partida diante do Timba, o treinador deverá contar com a volta do meia Fernando Neto aos relacionados após lesão, tal como a estreia do volante Michel. André Lima e Silvinho, antes titulares, não fazem mais parte do elenco, tendo a possibilidade de até cinco mexidas em relação à estreia.

Provável escalação inicial dos paranaenses frente ao Timba (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Mesmo atual 16º colocado na Série B, com 21 pontos, o Operário já marcou 19 vezes em 21 jogos, tendo média de quase um gol. Do total de 248 finalizações no campeonato – finalizando 11,8 vezes por partida – até agora, o time chuta bastante na meta adversária, mas tem uma precisão de apenas 31,45%, que contabiliza 78 finalizações certas.

Saída de bola do Fantasma em 4+1 (Imagem: Premiere)

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Para criar a jogadas no setor ofensivo, os alvinegros formam saída em 4+1 e um dos volantes apoiando laterais e zagueiros. Depois do meio, a equipe usa um 4-3-3 tendo duas linhas de 3 para criar e concluir as jogadas ofensivas, e auxiliado pelos lados. O primeiro trio é composto pelos volantes e um meia armador, já o segundo tem três atacantes, onde dois caem para as pontas e um faz a função de centroavante.

Postura ofensiva do Operário tem muitos jogadores do meio pra frente (Imagem: Premiere)

“O Operário teve mudanças (em relação ao primeiro turno) primeiro com a troca do técnico, pela demissão de Claudinei Oliveira após sequência ruim de resultados e de desempenho do time, que está bem abaixo. Diretoria optou em recontratar o Matheus Costa, que foi demitido em junho do ano passado”

Letícia Cabral, editora da RPC TV

COMO DEFENDE

Apesar de ter um goleiro experiente e confiável, a defesa do Operário, como um todo, não é eficiente e apresenta muitas fragilidades. A apenas um ponto do primeiro time dentro da zona de rebaixamento, os paranaenses têm uma média de 26 gols tomados em 21 jogos, portanto, mais de um gol por partida nesta Segundona.

Composição do OFEC durante fase defensiva (Imagem: Premiere)

Quando perdem a bola, os alvinegros apostam na marcação que faz o meio ficar mais povoado, formando um 4-5-1, deixando apenas o centroavante à frente. Outra alternativa é ficar em duas linhas de 4 para impedir o avanço e, assim, ter ainda uma dupla ofensiva mais adiantada para criar situações de contra-ataque.

Defesa paranaense compactada em duas linhas de 4 (Imagem: Premiere)

“Mesmo com um excelente goleiro, o time joga muito aberto, sem um volante de marcação, aí sobrecarrega demais o Ricardinho (e por isso a defesa é tão vazada). Mas amanhã deve estrear o Michel, que também é volante e o time titular deve ter cinco alterações em relação ao último jogo”

Dudu Guimarães, repórter na Rádio Lagoa Dourada.

PARA FICAR DE OLHO

Vanderlei (GOL)- Paredão. O experiente arqueiro do Operário tem feito boas defesas na série B. Além de pegar um pênalti, o jogador de 1,95m defendeu 56 vezes em 20 jogos. Ele lida bem com chutes de longe, o que pode ser um empecilho para a bola parada do Timba, além de agregar à equipe com sua vasta experiência.

Tomas Bastos (MEI) – Garçom. Pelo seu habitual passe preciso, criou 17 boas chances em 15 partidas jogadas, pouco mais de uma por jogo. Dois desses passes para seus companheiros de time originaram gols, fazendo do jogador o garçom oficial do Operário na competição nacional; é responsável ainda pela bola parada.

Paulo Sérgio (CA) – Artilheiro. Com nove gols na temporada, sendo quatro na Segundona, o atacante de 33 anos é artilheiro do Fantasma. Ele já esteve em campo por 17 partidas e, além de atuar como centroavante, pode cair para a beirada caso necessário e tem uma bola longa efetiva, mostrando constante movimentação.

Créditos da foto principal: André Jonsson/OFEC

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Pingos de amor: análise Sport 1 x 1 Criciúma

Por: Mateus Schuler

Na estreia de Love, o Sport tropeçou de novo na Série B do Campeonato Brasileiro ao empatar contra o Criciúma debaixo de chuva, na Ilha do Retiro, por 1 x 1. Nesta terça-feira (2), o Leão dividiu a torcida nas emoções e buscou empate com gol do estreante Vagner Love; Lohan abriu o placar em jogo da 22ª rodada.

Alterações. Sem o lateral-direito Ezequiel e o volante Ronaldo, após sentirem lesão muscular, e o lateral-esquerdo Sander, suspenso, os leoninos foram a campo com a volta de Ewerthon pela direita, William Oliveira pela cabeça de área e Lucas Hernández na esquerda. Na zaga, Fábio Alemão retornou junto a Sabino depois de cumprir suspensão, repetindo a base titular da vitória sobre o Guarani.

Rubro-negros com quatro mudanças da estreia de Claudinei (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou com muita intensidade pelos dois lados, mas o gramado ainda castigado da chuva que caiu ao longo do dia em Recife atrapalhou no andamento. Apesar disso, o Sport foi quem mostrou mais vontade de atacar e, empurrado pela torcida, se fez mais presente ao ataque, tentando marcar o primeiro gol.

Postado num 4-3-3, com os meio-campistas ajudando o trio ofensivo, o Leão conseguiu pelo menos a primeira boa chance. Depois de cobrança ensaiada no escanteio, Juba pegou a sobra do próprio cruzamento pela direita e bateu colocado; a bola desviou na marcação e ainda foi na trave antes de sair pela linha de fundo.

Tentativa de imposição dos anfitriões na primeira etapa (Imagem: SporTV/Premiere)

Sem criatividade do meio para frente, tanto que deu apenas uma finalização perigosa, o time da Praça da Bandeira não demonstrou eficiência para voltar a dar sustos no Criciúma. Bem postado na defesa, o Tigre apostou no contra-ataque para explorar erros do sistema defensivo leonino e, assim, ficar com a vantagem no marcador.

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E foi depois de uma falha de posicionamento na marcação rubro-negra que os catarinenses levaram a vantagem ao intervalo. Mesmo postados num 4-4-2 de blocos médios, os pernambucanos ficaram atrás no placar quando o lateral-direito Renan Areias levantou na pequena área, os defensores deram um cochilo e Lohan surgiu para completar.

Compactação em duas linhas de 4 sem a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

Na volta do segundo tempo, Claudinei Oliveira reconheceu a necessidade de mexer e fez logo três substituições, todas do meio em diante. William Oliveira, Denner e Thiago Lopes foram sacados para entradas de Naressi, Vagner Love e Everton Felipe, deixando a equipe num 4-2-4 de tática-base para ampliar a ofensividade.

De início, porém, os problemas mostrados ao longo dos 45 minutos iniciais se mantiveram, já que faltou poder criativo mesmo tendo maior volume e posse em fase ofensiva. A única boa chance, ainda sem levar perigo, foi após Juba levantar uma falta na pequena área e Fabinho cabeceou pela linha de fundo saindo à esquerda.

Sistema defensivo controlou ímpetos dos carvoeiros (Imagem: SporTV/Premiere)

Outras duas alterações foram realizadas na tentativa de aumentar cada vez mais a imposição. Kayke e Ewerthon, pouco operantes no ataque, deixaram o confronto para Gustavo Coutinho — também estreante — e Blas, o que gerou alternância entre Naressi e Fabinho na lateral direita. Mesmo assim, o time de Claudinei não conseguiu chegar efetivamente ao último terço, pecando com frequência na criação.

Mantendo o 4-2-4 quando esteve presente ao setor ofensivo, o Leão insistiu e levou o amor à Ilha do Retiro, minimizando a raiva parcial dos torcedores que estiveram presentes. Juba pegou a sobra pela esquerda e fez cruzamento na pequena área para Vagner Love que, na sua estreia, cabeceou livre no fundo do gol, ainda que insuficiente para evitar a revolta da torcida no apito final.

Praticamente todas as peças estiveram do meio para frente (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Rafael Bandeira/SCR

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Camisa Pesada: análise Retrô 1 x 2 Santa Cruz

Por: Ivan Mota

Entortando varal. Apesar de campanha mais negativa, o Santa Cruz fez valer o peso de sua camisa e avançou às oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro ao bater o Retrô por 2 x 1. Nesta segunda-feira (1º), na Arena de Pernambuco, o Mais Querido marcou duas vezes com Hugo Cabral, já Radsley descontou; adversário agora será o Tocantinópolis.

Os azulinos entraram com duas novidades na escalação inicial. Na lateral direita, Pedro Costa retornou à titularidade, enquanto Matheus Serafim, que era dúvida ao longo da semana, foi confirmado entre os 11. Os corais, por sua vez, tiveram o retorno de Jefferson ao gol após covid-19, já Anderson Ceará ganhou o lugar de Matheuzinho.

Formações iniciais no confronto entre pernambucanos (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Primeiro tempo frenético. Se nos primeiros 90 minutos da “decisão” o placar terminou zerado, não demorou nem dois minutos para alguém balançar as redes na segunda partida. E foi o Santa Cruz quem abriu o placar. O Tricolor aproveitou um contra-ataque e, depois de boa troca de passes, Hugo Cabral recebeu sozinho na segunda trave de Raphael Macena e não perdoou.

Partindo ao ataque, a Cobra Coral continuou no seu 4-2-3-1 inicial, com Hugo Cabral e Raphael Macena variando o posicionamento em alguns momentos. Os laterais também subiram para auxiliar e assim, por pouco, não ampliaram a vantagem aos 17 minutos, quando Anderson Ceará chutou de longe; a bola desviou em Guilherme Paraíba e quase enganou o goleiro Jean.

Tricolor avançou na sua tática-base apoiada pelos lados (Imagem: InStat TV)

Porém, em dos seus primeiros ataques perigosos, a Fênix conseguiu empatar. E foi um golaço. Radsley se livrou da marcação em jogada individual e bateu colocado da entrada da área, sem dar chances para Jefferson. Por pouco, o camisa 10 não fez a virada logo depois, ao mandar chute de três dedos após bom pivô de Gustavo Ermel. Quando não tiveram a posse e sofreram pressão na defesa, os azulinos se fecharam num 4-5-1, deixando apenas Mascote no campo ofensivo.

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Quando o time de Camaragibe pareceu melhor na partida, novamente Hugo Cabral apareceu. Dessa vez, o camisa 10 Coral recebeu um passe preciso de Anderson Ceará e ficou de frente para Jean, tendo calma para dominar e dar o chute tirando do alcance do arqueiro adversário, fechando a contagem no movimentado primeiro tempo.

Postura dos retroenses em fase defensiva (Imagem: InStat TV)

Dico Woolley voltou para o segundo tempo com três mudanças e teve uma grande chance de empatar mais uma vez aos sete minutos. Matheus Serafim fez grande jogada pela direita e encontrou Gustavo Ermel sozinho dentro da pequena área, mas o atacante finalizou de primeira e mandou por cima do gol de Jefferson.

Para conter as chegadas da Fênix, o Santa se postou num 4-4-2, com Hugo Cabral e Tarcísio formando a segunda linha ao lado dos volantes. Chiquinho, outra novidade acionada no decorrer da etapa final, ficou mais próximo ao centroavante Raphael Macena, conseguindo conter as tentativas do Retrô no nascedouro.

Cobra Coral segurou o resultado marcando em blocos médios (Imagem: InStat TV)

Tentando empatar, os donos da casa saíram para o ataque no seu 4-3-3 de base, tendo Diego Cardoso formando o meio com Alencar e Radsley, além de ter o constante apoio de Mayk pela esquerda. Apesar das chegadas, o time azulino pecou na criação e, assim, a grande chegada dos 45 minutos finais foi dos corais quando Alemão cabeceou no travessão, aproveitando ótimo cruzamento de Macena.

A reta final foi marcada por uma grande pressão dos mandantes, que não se acomodaram e chegaram várias vezes à grande área com perigo, porém falhando no último passe e na finalização. Outro trunfo tricolor para garantir a vitória foi a dupla de zaga. Luan Bueno e Alemão ajudaram muito cortando vários cruzamentos, segurando a vitória até o fim e garantindo classificação.

Tentativa de imposição dos retroenses (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Evelyn Victoria/Santa Cruz

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Sport na Série B: como joga taticamente o Criciúma

Por: Gabryele Martins e Ivan Mota

Duelo feroz. Ainda sonhando com uma das vagas no G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro, Sport e Criciúma se enfrentam em encontro felino. Partida do Leão contra o Tigre será nesta terça-feira (2) na Ilha do Retiro, pela 22ª rodada, às 21h30.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Carvoeiro.

O TIME

Cláudio Tencati já tem duas baixas confirmados para o duelo contra o Sport. O lateral-direito Claudinho, titular do time, continua fora por lesão e, por isso, Cristovam segue atuando pelo setor. Outro importante desfalque é o volante Arilson, que deixou o jogo diante do Londrina machucado; Cazonatti deve ser seu substituto. Além disso, deve ser mantida a base titular, com o retorno de Marcelo Hermes à lateral-esquerda após cumprir suspensão.

Provável escalação inicial dos catarinenses (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Atual 9º colocado do brasileiro, o Tigre é dono do quinto melhor ataque da competição ao lado de Ituano, Londrina e Tombense, com 22 gols marcados. O Criciúma até tem grande criatividade para finalizar, mas peca no quesito precisão. Das 318 finalizações dadas até agora, acertou 93, ou seja, 29,25% do total.

Início da transição ofensiva do Carvoeiro (Imagem: SporTV/Premiere)

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Para criar a jogadas no setor ofensivo, formam uma saída em 4+2 com os volantes mais recuados apoiando pelo meio a linha defensiva. Depois do meio-campo a equipe adota um 4-2-3-1, tendo um trio ofensivo pelo meio na criação e o centroavante adiantado, sendo auxiliados tanto nos lados por conta do apoio dos laterais, como por dentro pelos volantes.

Tricolores atacam com muitas peças do meio para frente (Imagem: Premiere)

“Criciúma entra em campo contra o Sport na mesma base que foi do turno: time muito forte coletivamente e explorando as laterais. A única diferença é que ficou mais dependente do Marquinhos Gabriel, que tem sido essencial no desempenho do time”

Mateus Mastella, repórter no Tabelando

COMO DEFENDE

Se por um lado o ataque é efetivo, no outro a defesa deixa muito a desejar e é uma dor de cabeça para o treinador Cláudio Tencati. Em 21 jogos, a equipe catarinense sofreu 20 gols — média de praticamente um por partida — e, nas últimas cinco vezes que foi a campo, tem duas derrotas, dois empates e uma vitória; o sistema defensivo ainda foi vazado por cinco oportunidades.

Composição do Tigre em fase defensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Quando perdem a bola, os carvoeiros apostam na marcação formando duas linhas de 4 para impedir o avanço adversário, geralmente num 4-4-2 tendo uma dupla ofensiva mais adiantada para situações de contra-ataque. Outra opção é 4-5-1, quando o meio fica mais povoado e dificulta a movimentação rival, deixando apenas o centroavante à frente.

Compactação em blocos médio/altos para pressionar adversário (Imagem: Premiere)

“Com a chegada de Bocanegra na defesa, pouca coisa mudou. O time ganhou mais experiência com o defensor, mas ainda falta colocar isso na prática. Ele já fez gol de cabeça, mas o Criciúma também já tomou gol de bola parada”

Mateus Mastella, repórter no Tabelando

PARA FICAR DE OLHO

Marcelo Hermes (LE) – De volta. Importante à defesa carvoeira, o lateral-esquerdo retorna após suspensão e tem tudo para fazer uma boa partida. Além de atuar no setor defensivo, o jogador apoia o ataque chegando bem na meta adversária e já soma três gols na Série B, sendo um dos artilheiros do time.

Oswaldo Henríquez (ZAG) – Solidez. Bocanegra ainda não perdeu vestindo a camisa do Criciúma e, apesar da essência defensiva da sua posição, já anotou um gol de cabeça pela Série B do Catarinense. O jogador de 1,86m pode representar perigo nas ofensivas aéreas ante o Sport, que falha costumeiramente nesse tipo de jogada e ainda não conta com sua zaga titular.

Marquinhos Gabriel (MEI) – Artilheiro. Com seis gols em 17 partidas, o camisa 10 é o homem gol do Criciúma na Segundona. Tem um passe preciso, além de boa movimentação pelo lado direito e vai bem no combate individual. Na competição nacional, só conseguiu dar uma assistência, porém já criou três grandes chances, sendo líder da equipe no critério.

Créditos da foto principal: Celso da Luz/Criciúma E.C.

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Asas da realidade: ASA 2 x 0 Afogados

Por: Ivan Mota

Caindo na real. O Afogados se despediu da Série D do Campeonato Brasileiro após campanha digna: perdeu do ASA pela segunda vez seguida e deu adeus às chances de chegar às oitavas. A partida realizada neste domingo (31), no Estádio Fumeirão, marcou o fim da temporada para a Coruja; gols dos alagoanos foram de Xandy e Diego Rosa.

Depois de repetir duas vezes a escalação nos últimos jogos, Ito Roque optou por uma mudança no sistema tático, indo para o jogo decisivo com um 3-5-2. Félix entrou no time titular para formar o trio de zaga junto a Airton Júnior e Guilherme, dando liberdade aos laterais atuarem mais avançados no papel de alas, já Marquinho fez a criação para Renezinho e Anderson Chaves.

Formação inicial dos afogadenses para duelo decisivo (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Precisando vencer para levar a decisão ao menos para a disputa de pênaltis, o Afogados tentou ir ao ataque desde o primeiro minuto, buscando descidas principalmente com Mattheus Silva, pelo lado esquerdo de campo. Porém, a grande chance dos primeiros minutos foi criada pelo ASA quando Thallyson bateu escanteio na área e Alysson Dutra acertou uma potente cabeçada, no entanto Léo fez grande defesa.

Ainda assim, os pernambucanos seguiram sem abdicar de atacar, partindo para cima no 3-5-2 inicial, tendo Mattheus Silva e Toninho Paraíba abertos, já Renezinho formou a dupla de ataque com Anderson Chaves. Ainda assim, as melhores oportunidades continuaram a favor do Fantasma, que novamente chegou levando perigo numa bola área, dessa vez em tentativa de Ermínio.

Coruja apostou na manutenção da tática-base para abrir o placar (Imagem: InStat TV)

Com meia hora de bola rolando, o Tricolor do Pajeú sofreu um duro golpe. O zagueiro Félix levou cartão vermelho direto após parar contra-ataque muito perigoso. Pouco antes, o time já havia perdido outro defensor, quando Airton Júnior saiu lesionado e abriu vaga para entrada de Isakiel, volante de origem que passou a atuar na zaga.

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Inferiores numericamente, os afogadenses passaram a variar a postura sem bola, alternando entre 5-3-1 e 4-4-1, dependendo principalmente da posição de Isakiel nas primeira e segunda linhas. Outra mudança foi o recuo de Dim, já que passou a atuar mais próximo aos defensores quando não tinha a posse, mantendo o placar inalterado até o fim do primeiro tempo.

Após expulsão, Afogados passou a se fechar em linha de 5 (Imagem: InStat TV)

A segunda etapa voltou em ritmo desacelerado e o Tricolor do Pajeú ainda sonhando com a vitória, mas encontrou muitas dificuldades para chegar ao ataque. Aos 16 minutos veio o balde de água fria: Thalysson cruzou pelo lado esquerdo e Xandy completou para o gol, quando a bola sobrou livre e tendo o trabalho de empurrar para o fundo das redes.

Sem nada mais a perder, os afogadenses tentaram ir com tudo ao ataque, se postando num 2-4-3 com Matheusinho e Renezinho atuando abertos nas pontas. O segundo gol do jogo foi novamente dos donos da casa e no fim. Já aos 49 minutos, Xandy recebeu na esquerda e, agora, virou garçom, tocando para Diego Rosa mandar de primeira para fechar o caixão do time sertanejo.

Pernambucanos atacaram com apenas dupla de zaga atrás do meio (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Ítalo José/Afogados FC

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Impotente: análise Bahia 3 x 0 Náutico

Por: Mateus Schuler

Sem força. Apesar de um primeiro tempo promissor, o Náutico sucumbiu no segundo e voltou a perder na Série B do Campeonato Brasileiro ao ser derrotado pelo Bahia por 3 x 0. Nesta sexta-feira (29), em confronto da 21ª rodada na Arena Fonte Nova, o Timbu jogou mal mais uma vez, sofrendo gols de Ignácio, Davó e Everton.

Sem surpresas. Com as baixas do zagueiro Wellington, suspenso, e do meio-campista Franco, desfalque após sentir lesão muscular na posterior da coxa, o treinador Elano optou pela entrada de João Paulo — em vez de Carlão — e Geuvânio, respectivamente, mantendo a estrutura tática do time alvirrubro em relação à estreia frente ao Londrina.

Escalação inicial do Timba teve duas novidades (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bastante equilibrada, com os dois times buscando ter a bola, mas ambos não mostraram criatividade e controle do ritmo ofensivo no início. Ainda assim, a primeira boa oportunidade foi do Bahia, que aproveitou o fator casa como trunfo: Emerson Santos soltou pancada de fora da área e acertou a trave.

Mesmo cedendo espaços para constantes infiltrações, o Náutico variou com grande frequência o sistema tático ao não ter a posse, porém tendo as duas linhas de 4 já tradicionais. Alternando entre 4-4-2 — mais comum — e 4-1-4-1, conseguiu neutralizar a maior parte das jogadas tentadas, principalmente no nascedouro destas.

Tentativa de compactação com duas linhas de 4 (Imagem: SporTV/Premiere)

O susto fez os pernambucanos acordarem dentro das quatro linhas, contudo faltou poder criativo do meio para frente. Tentando se manter em segurança, o Timbu passou a trocar mais passes, todavia a transição era falha e poucas vezes chegou ao último terço. Num dos erros na ida ao ataque, Rodallega foi quem teve a chance ao disparar em velocidade e bater; Bruno Bispo desviou pela linha de fundo.

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Equilibrando mais as ações do confronto, o Timba se soltou um pouco e teve a tentativa de frustrar o torcedor tricolor por repetir justo na mesma moeda. O meia Jean Carlos recebeu na intermediária pela direita e, de esquerda, deu uma pancada, que parou somente em Mateus Claus; foi a única chance dos visitantes.

Construção alvirrubra fluiu mais por dentro (Imagem: SporTV/Premiere)

Na volta do segundo tempo, o treinador Elano optou por não realizar mexidas nos 11 iniciais, inalterando também a postura proposta. Para tentar dar maior fluidez às jogadas ofensivas, Jean Carlos passou a centralizar e criar mais no ataque, explorando ainda a amplitude dos extremos, formando assim um 4-2-3-1.

Apesar disso, a bola parada virou alternativa para suprir a baixa criatividade, mesmo tendo mais intensidade que na etapa inicial. Souza cobrou escanteio fechado e obrigou Mateus Claus a fazer boa defesa, evitando o primeiro gol. Na tentativa de aumentar a ofensividade, o comandante alvirrubro realizou as primeiras duas substituições: Jobson e Victor Ferraz deixaram o jogo para Luís Phelipe e Ralph.

Tentativa do Timba de chegada ao setor ofensivo (Imagem: SporTV/Premiere)

Se quando atacou não mostrou qualidade, defensivamente ficou inseguro e o Esquadrão aproveitou a fragilidade. Após falta mal cobrada na área, a bola sobrou para Ignácio, que explorou desatenção da marcação e tocou para o gol. Logo em seguida, Davó explorou erro de Ralph na saída de bola, disparou livre, driblou Lucas Perri e completou com a barra aberta.

Para fechar os espaços, o Timba passou a formar um 5-4-1, com Luís Phelipe dando suporte à primeira linha defensiva e um quadrado no meio-campo. A postura, porém, não foi suficiente para evitar as investidas do Tricolor de Aço, que conseguiu confirmar o triunfo nos minutos finais: Vitor Jacaré deu bom passe para Everton, que apareceu em liberdade e mandou na saída de Perri.

Nem formar linha de 5 foi suficiente aos pernambucanos (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Felipe Oliveira/EC Bahia

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Cor de guerra: análise Sport 2 x 0 Fluminense

Por: Ivan Mota

Estremecendo a terra. Se engrandecendo no Brasileiro de Aspirantes, o Sport mostrou que é tudo e venceu o Fluminense na Ilha do Retiro por 2 x 0. Em partida pela quarta rodada do Grupo C, nesta sexta-feira (29), o Leão levou a melhor sobre o Flu e assumiu a vice-liderança com gols de Flávio e Lucas André.

Para o importante jogo contra o Tricolor, Sued Lima manteve a base que vem atuando na competição. Renzo, Ítalo e Paulinho retornaram à titularidade por terem ficado de fora no último duelo. Outra mudança foi de posicionamento, com Adryan passando a jogar no meio-campo, deixando Flávio mais isolado na referência como centroavante.

Formação inicial dos leoninos teve a presença de Denival no gol (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Grande começo do Leão. Buscando se impor em casa, os meninos do Sport foram para cima desde o começo e foram recompensados. Marcelo Ajul fez grande jogada pela direita e tocou para Ítalo, que deu um passe longo para Paulinho. O camisa 11 conseguiu evitar saída da bola e cruzou na cabeça de Flávio; centroavante mandou para o fundo das redes. Logo antes de abrir o placar, o time se postou num 4-3-3 apoiado pelos laterais.

Apesar da vantagem, os minutos seguintes foram de pressão do Fluminense. Johnny teve grande chance de empatar após falha da marcação leonina ao ficar com a bola pelo lado direito da área, mas mesmo sem goleiro finalizou sem direção. Na sequência, novamente pelo setor, o lateral-direito do Tricolor das Laranjeiras teve nova oportunidade, agora levando ainda mais perigo ao gol de Denival.

Imposição dos donos da casa para abrir o marcador (Imagem: TV Sport)

Com o passar do tempo, a partida diminuiu o ritmo e as jogadas foram mais escassas e os rubro-negros passaram a dominar, controlando bem o meio- campo e trocando passes. Além disso, ajustou a marcação, se postando em um 4-4-2 tendo as linhas muito avançadas, marcando já na saída de bola e evitando as constantes chegadas dos cariocas.

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Aos 38 minutos, os pernambucanos ampliaram a vantagem. Lucas André fez bom lançamento para Paulinho, que dominou e tocou voltando para entrada da área e encontrou justamente o camisa 8; o meio-campista completou de primeira batendo de chapa com a perna canhota, esbanjando categoria ao tirar do alcance do arqueiro adversário.

Compactação defensiva nos primeiros 45 minutos (Imagem: TV Sport)

Para a segunda etapa, Sued promoveu a entrada de Ronald e sacou Adryan, buscando fechar ainda mais os espaços para os cariocas. Sólido durante a fase defensiva, os leoninos passaram a neutralizar as investidas formando um 4-1-4-1, mantendo porém os blocos médio-altos para controlar a criação ainda no nascedouro.

Do meio para o fim, Diego, Deyvson, Nassom e Welberty ainda ganharam um espaço em campo nas vagas de Ítalo, Cristiano, Paulinho e Flávio, na ordem. Assim, apesar de sequer chegar ao setor ofensivo na mesma intensidade do primeiro tempo, os anfitriões seguraram a vantagem conquistada e ficaram com os três pontos.

Solidez defensiva dos leoninos mantendo blocos adiantados (Imagem: TV Sport)

Créditos da foto principal: Igor Cysneiros/SCR

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Amor à primeira vista: o que esperar taticamente de Vagner Love no Sport

Por: Ivan Mota e Mateus Schuler

Só Love. Precisando solucionar os problemas do ataque, o Sport trouxe um reforço de peso para a continuidade da Série B do Campeonato Brasileiro. Trata-se do atacante Vagner Love, que possui títulos mundo afora e pela Seleção Brasileira; contrato do ex-jogador do Midtjylland-DIN vai até o fim da temporada.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha taticamente as principais características do goleador, com posicionamentos, números e tudo que se pode esperar da passagem de Love pela Ilha do Retiro.

ATAQUE

Em sua passagem pelo Sport, Vagner Love deve atuar na função de um clássico camisa 9, atuando centralizado no comando de ataque. O jogador de 38 anos tem essa como sua função principal, onde fez valer de uma de suas principais características: o bom posicionamento para vencer as defesas adversárias e receber passes em condição de finalização. Apesar de não ser muito alto, com 1,77m de altura, também costumou deixar seus gols de cabeça ao longo da carreira e fazendo bem o pivô quando atua na referência.

Love atuando como homem de referência pelo Timão (Imagem: TV Globo)

Com muita mobilidade, Love pode surgir em vários setores ofensivos, incluindo o meio de campo, onde atua praticamente como um meia armador. Tal função aconteceu no 4-2-3-1 quando esteve no Kairat, do Cazaquistão, em partida da Uefa Conference League, e isso pode explicar também o bom número de assistências que tem na carreira, mesmo atuando prioritariamente como um fazedor de gols.

Vagner auxiliando na criação dos cazaques (Imagem: Football UA)

Em momentos específicos do jogo, o novo contratado do Leão pode atuar como segundo atacante, como o próprio camisa 99 relatou na coletiva de apresentação ao clube. Assim, pode alternar entre referência e criação. Isso pode acontecer em um possível cenário de desvantagem no placar, quando o time possa atuar tendo dois centroavantes, conforme ocorreu nesse 4-2-4 contra o PSG, nos tempos que Love passou no Monaco.

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Jogador alternando entre referência e criação pelos monegascos (Imagem: Ligue 1)

DEFESA

Apesar de ser conhecido como artilheiro, Vagner Love também pode ajudar na marcação, voltando para recompor quando necessário. Em mais um lance pela equipe cazaque, que atuava majoritariamente com uma linha de cinco defensiva, algo que o rubro-negro também pode utilizar durante determinadas ocasiões, o atacante auxilia ao fechar os espaços num 5-3-2.

Centroavante fazendo a recomposição mais adiantado (Imagem: Football UA)

O artilheiro do amor também pode realizar uma função mais direta na marcação, já buscando recuperar a posse de bola na saída de jogo do adversário, ainda no campo de ataque. Com isso, pode em alguns momentos ajudar na formação da segunda linha, dando um combate direto pelo lado direito, setor onde também já atuou, como ponta.

Atacante caindo pela beirada em transição defensiva (Imagem: Football UA)

POSSÍVEIS FORMAÇÕES

Em sua estreia pelo Sport, a vitória por 2 x 1 sobre o Guarani, Claudinei Oliveira armou o time em um 4-2-3-1 clássico, com dois volantes, um meia de armação e dois pontas. Dessa maneira, a tendência é de que o novo treinador leonino mantenha a formação e Vagner Love seja utilizado como atacante de referência, posição carente do Leão na Série B, já que Búfalo e Kayke ainda não conseguiram se firmar como titulares absolutos.

Love postado como centroavante no 4-2-3-1 de Claudinei (Feito no Tactical Pad)

Outra opção já utilizada pelo técnico em sua carreira é armar o time num 4-3-3, podendo jogar com três volantes, ou tendo o meia de criação, como Denner, atuando mais recuado, dando mais estabilidade defensiva. Ainda assim, Love deve seguir em sua posição de origem, atuando centralizado no ataque ao lado dos pontas.

Leão montado em um 4-3-3 com Vagner Love no comando de ataque (Feito no Tactical Pad)

QUEM É VAGNER LOVE?

Goleador nato. Revelado pelo Palmeiras em 2003, conquistou logo de cara o acesso à elite do futebol brasileiro e a artilharia com 19, deixando justamente o Leão para trás. No ano seguinte, se transfere ao CSKA Moscow e garante – mesmo sendo reserva – a Copa América, o que voltaria a se repetir três anos depois já como titular.

No clube russo consegue a idolatria, sendo campeão de dois Campeonatos Russos, cinco Copas da Rússia e de três Supercopas da Rússia. O maior título, porém, foi a Copa da Uefa – hoje Europa League – logo em sua chegada, na temporada 2004-05, o primeiro continental do país. Assim, acaba retornando ao Verdão em 2009, mas sem repetir a boa fase de outrora.

Defendeu ainda o Flamengo em 2010 e 2012, balançando as redes principalmente neste último ano. Além de artilheiro flamenguista com 24 gols, teve um deles como o que rebaixou o alviverde paulista à Série B. Passou também por Shandong Luneng-CHN, Corinthians, Monaco, Alanyaspor e Beşiktaş.

Mais recentemente, antes de ser contratado pelo Sport, defendeu as cores de times de um mercado mais alternativo. Love atuou no Kairat, do Cazaquistão, marcando 27 vezes em 57 partidas, assim como fez um tento ao longo de 10 jogos pelo Midtjylland, da Dinamarca.

Créditos da arte principal: MVN Designers

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Dia de caçador: análise Sport 2 x 1 Guarani

Por: Ivan Mota

Instinto de caça apurado. Após ser caçado, o Sport mostrou que estava em momento de caçador e voltou a vencer na Série B do Campeonato Brasileiro com vitória sobre o Guarani. Nesta quinta-feira (28), na Ilha do Retiro, o Leão marcou um gol em cada tempo e bateu o Bugre por 2 x 1: Denner e Ronaldo balançaram as redes pela 21ª rodada; Nicolas Careca descontou.

Mudanças. Em relação à goleada sofrida para o Sampaio Corrêa, os rubro-negros tiveram novidades, inclusive com Claudinei Oliveira na área técnica. Na defesa, Ezequiel sentiu de última hora e teve Pedro Naressi em seu lugar, já Chico foi acionado ao lado de Sabino. Ronaldo e Denner ganharam vagas de Bruno Matias e Blas no meio-campo; Thiago Lopes seguiu no trio ofensivo junto a Kayke e Juba.

Primeira escalação de Claudinei foi montada em meio a desfalques (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Alegria logo no começo. Não demorou muito para a torcida do Sport fazer a festa e comemorar na Ilha do Retiro. Logo aos quatro minutos, o Leão abriu o placar após grande jogada coletiva: Kayke surgiu no lado direito do ataque e cruzou para a área, Juba dominou e rolou para Sander, que tocou na medida para Denner, de primeira, abrir o placar. Pouco antes, o 4-2-3-1 de base deu fluidez para sair o gol.

Leoninos postados na tática-base momentos antes do primeiro gol (Imagem: Premiere)

Depois de abrirem o placar, os rubro-negros diminuíram um pouco o ritmo, o que fez o Guarani ter mais a posse. Assim, o Bugre até chegou a empatar ao marcar com Nicolas Careca aos 14 minutos, mas o gol foi anulado após ter a revisão no VAR, onde foi assinalada falta em cima de Pedro Naressi durante o início da jogada.

Com raros lances de perigo e maior tempo de bola parada, a primeira etapa foi ganhando ares pouco empolgantes na Ilha do Retiro. Quando não teve a bola, o time pernambucano se postou num 4-4-2, tendo Juba e Thiago Lopes recuados para atuar ao lado dos volantes e fechando espaços. Desse modo, a equipe de Campinas só teve duas finalizações nos primeiros 45 minutos, já os anfitriões assustaram nos acréscimos: na primeira vez, Fabinho completou de cabeça bom cruzamento de Juba. Depois, o camisa 46 bateu colocado e Kozlinski afastou.

Rubro-negro se defendeu com duas linhas de 4 (Imagem: Premiere)

E a segunda etapa também começou com gol leonino. Kayke aproveitou um vacilo da defesa e roubou a bola de Jamerson dentro da grande área, sendo puxado pelo lateral-esquerdo e sofrendo pênalti. Ronaldo foi para bola e, em tranquilidade, bateu com extrema categoria para poder ampliar a vantagem na Ilha.

Com o jogo parecendo seguro nos minutos seguintes, o Leão passou a ficar postado no 4-5-1 quando não teve a bola, tendo Giovanni ocupando a vaga de Denner, que deixou o campo ainda na volta do intervalo. Apesar de menor posse, o Sport não foi atacado pelo Guarani, fazendo uma partida segura e o resultado favorável deu mais tranquilidade.

Compactação dos pernambucanos em fase defensiva na etapa final (Imagem: Premiere)

Após novas alterações, o time de Claudinei Oliveira até ensaiou uma postura mais ofensiva, armando-se em certas oportunidades no 4-2-4, com Everton Felipe, Giovanni, Ray Vanegas e Juba formando o quarteto mais avançado. A intensidade, porém, não foi vista e assim eram poucas as chegadas ao setor de ataque.

Mas o clima tranquilo desapareceu aos 45 minutos. Jamerson levantou na cabeça de Nicolas Careca, que ainda acertou a trave antes da bola entrar. Mesmo com iminente tentativa de pressão final do Bugre, que tentou pegar um empate, os donos da casa permaneceram seguros, trocando passes e segurando o jogo, garantindo assim a vitória e a reaproximação do G-4.

Tentativa de intensidade da equipe da Praça da Bandeira (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Rafael Bandeira/SCR

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Apagado: análise Náutico 0 x 1 Botafogo

Por: Mateus Schuler

Sem fogo. Pouco efetivo em campo, o Náutico chegou à quarta derrota em quatro jogos ao perder para o Botafogo, por 1 x 0, e praticamente está eliminado do Brasileirão de Aspirantes. Timbu foi derrotado nesta quinta-feira (28), com gol de Daniel Cruz, nos Aflitos em partida pela quarta rodada.

Muitas novidades. O Timba entrou modificado, mesmo mantendo o sistema tático, tendo a volta de Brunão como parceiro de Diego na zaga. Além disso, Willian Gaúcho entrou no meio-campo fazendo a cabeça de área ao lado de Mateus Cocão, enquanto Tagarela auxiliou Thássio e Lucas Paraíba no setor de criação; Kauan ocupou a referência do ataque.

Escalação inicial dos alvirrubros frente aos alvinegros (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Comandado por Thiago Souza após demissão de Dudu Capixaba, o Náutico iniciou o jogo mais cauteloso, apesar de atuar como mandante. Por conta da postura reativa, buscou usar o contra-ataque para tentar chegar ao ataque e assim levar perigo, já que apenas a vitória daria sobrevida na competição nacional.

Por ter pouca posse, o Timbu controlou o ritmo das investidas botafoguenses formando um 4-4-2, deixando o meio-campo povoado e fechando espaços para infiltrações e neutralizando a criação do Botafogo. O primeiro lance veio quando Thássio tentou cruzar pela direita, mas a marcação desviou e Kauan cabeceou; bola bateu no travessão e saiu pela linha de fundo.

Forte marcação dos pernambucanos em duas linhas de 4 (Imagem: TV FPF)

Pouco produtivo ofensivamente ao longo de toda etapa inicial, o Timba teve duas mudanças no intervalo para tentar melhorar sua criatividade. Kauan e Lucas Paraíba foram sacados, tendo Kayon e Pedro acionados nos lugares, respectivamente, mantendo ainda a composição tática e buscando maior velocidade no ataque.

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As substituições até deram nova dinâmica ao setor ofensivo alvirrubro, o que passou a dar mais mobilidade e poder criativo para levar perigo à meta dos alvinegros. Em um dos lances, Luan levantou na pequena área e Tagarela, de cabeça, desviou e parou no goleiro Leandro. Foi uma das investidas no 4-2-3-1 de base.

Manutenção da tática-base ao tentar agredir os cariocas (Imagem: TV FPF)

Para aumentar a ofensividade, o comandante do Náutico promoveu entrada de Léo Gomes na vaga de Tagarela. Logo no primeiro momento em campo, o jogador alvirrubro quase abriu o placar após receber lançamento do goleiro Bruno em contra-ataque na direita, limpou para a esquerda e finalizou forte, mas parou em defesa do goleiro adversário.

O golpe veio na sequência. Joffre foi servido pela esquerda, levantou na área e encontrou Daniel Cruz, que emendou de primeira, sem deixar a bola cair no chão. Pedro ainda recebeu de Léo Gomes e arrematou na saída do arqueiro alvinegro, que desviou com a ponta dos dedos e evitou o empate, impedindo os donos da casa de pontuarem pela primeira vez na competição.

Compactação defensiva dos pernambucanos durante etapa final (Imagem: TV FPF)

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente o Bahia

Por: Ivan Mota

Precisando pontuar. No segundo jogo da era Elano, o Náutico vai até Salvador para enfrentar o Bahia, querendo apagar os erros da estreia do novo treinador e terminar a sequência de quatro derrotas na Segundona. Partida acontece nesta sexta-feira (29) às 19h, sendo válido pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, na Arena Fonte Nova.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais do Tricolor de Aço.

O TIME

Enderson Moreira terá alguns desfalques importantes para a partida contra o Timba. Patrick segue fora por lesão, já Lucas Mugni cumpre suspensão por ter recebido o terceiro cartão amarelo. Emerson Santos e Rezende devem fazer a dupla de volantes, enquanto outra possível novidade poderá ser a estreia de Copete como titular; colombiano disputa posição com Raí.

Possível escalação do Esquadrão para o duelo (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Com 21 gols em 20 jogos na Série B, o Bahia tem o segundo melhor ataque da competição junto a Londrina, Grêmio e Criciúma, ficando atrás de Cruzeiro e Sampaio Corrêa apenas. Sob o comando de Enderson Moreira, o time passou a atuar com três zagueiros, dando aos defensores papel importante na saída de jogo, já que iniciam as jogadas ao lado da dupla de volantes e liberam os alas.

Tricolor de Aço iniciando ações ofensivas com uma saída 3+2 (Imagem: SporTV/Premiere)

No campo de ataque, o trio de zaga também faz parte da criação. Postando-se muitas vezes em um 3-4-3, onde os alas atuam na linha com os volantes tentando municiar a trinca ofensiva comandada pelo centroavante Matheus Davó. O artilheiro do Tricolor na Segundona tem ainda as companhias de Raí e Daniel, mostrando intensa movimentação no setor.

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Linhas mais adiantadas dos baianos em fase ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

“Bahia utiliza do contra-ataque para agredir seus adversários. O time agora busca usar a velocidade pelos lados com pontas abertos, além de ter as presenças de André e Matheus Bahia como alas, sendo sempre muito intenso quando vai ao setor ofensivo”

Lucas Cézar, repórter do Canal do LC

COMO DEFENDE

O setor defensivo é um dos grandes trunfos dos baianos na atual temporada. Terceira equipe menos vazada da competição, com somente 11 gols sofridos em 20 jogos, passou a atuar com três zagueiros após mudança no comando. Assim, costuma se fechar no 5-4-1 e tem os pontas fazendo a segunda linha ao lado dos volantes e os alas retornando para atuar junto ao trio de defesa.

Esquadrão se fecha em linha de 5 para diminuir espaços (Imagem: SporTV/Premiere)

“Com o esquema de três zagueiros, o Bahia agora tem a linha de 5 para controlar o ritmo, adiantando mais sua marcação e fazendo uma linha de 4. Os atacantes voltam para compor a faixa de marcação pelos lados, dando apoio aos laterais sem a bola”

Lucas Cézar, repórter do Canal do LC

Outra possibilidade, ainda mantendo a primeira linha de 5 mas com maior liberdade, é se postar num 5-3-2. Nestas ocasiões, um dos atacantes de lado — nesse caso Daniel — joga mais próximo a Matheus Davó, enquanto o outro recua para fechar ao lado dos meias mais defensivos, dando mais facilidade para um possível contra-ataque.

Compactação do time de Salvador sem a posse (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Danilo Fernandes (GOL) – Marca importante. Desde julho de 2021 no Bahia, o goleiro completará contra o Timbu o jogo de número 50 pelo Tricolor. Titular em todos os jogos desta Série B, Danilo Fernandes não sofreu gols em nove partidas e também se destaca pelo número de defesas: 59 no total, com 21 delas em chutes de dentro da área.

Daniel (MEI) – Polivalente. Meia de origem e já tendo atuado até de volante, Daniel vem atuando mais avançado nesses últimos jogos pelo Esquadrão, já que aparece muitas vezes pelo lado de campo como ponta. Em 19 partidas, o meio-campista soma dois gols e duas assistências até o momento e é peça importante no ataque de Enderson Moreira nesta Segundona.

Matheus Davó (ATA) – O artilheiro. O jovem atacante de 22 anos é o jogador do Bahia com mais participações direitas em gol. Atuando como titular em 13 oportunidades, balançou as redes quatro vezes, além de ter sido garçom por outras três. Tendo a velocidade com um de seus trunfos, faz originalmente a função de centroavante, mas se movimenta bastante por meio e ataque.

Créditos da foto principal: Felipe Oliveira/EC Bahia

Em destaque

Sport na Série B: como joga taticamente o Guarani

Por: Mateus Schuler

Procurando afinação. Há três jogos sem vencer e distanciado do G-4, o Sport busca recuperar o bom futebol na estreia do técnico Claudinei Oliveira frente ao Guarani de Mozart. Confronto do Leão diante do Bugre ocorrerá nesta quinta-feira (28) na Ilha do Retiro, às 21h30, pela 21ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos paulistas.

O TIME

Os alviverdes enfrentarão os leoninos com uma mudança já certa, enquanto outra está incerta. Titular, o zagueiro Derlan cumprirá suspensão pelo terceiro amarelo e substituído por Ernando, assim como o atacante Lucão do Break, que é reserva. Por conta da atuação frente ao Brusque, na última rodada, Lucas Ramon pode ser sacado e ter Diogo Mateus na sua vaga. Já o zagueiro Ronaldo Alves e meia Giovanni Augusto, se recuperando de lesão, permanecem vetados pelo departamento médico.

Paulistas ainda possuem uma dúvida para definir escalação (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Estar brigando contra o rebaixamento não é por acaso. Inoperante, o Guarani tem o pior ataque da Segundona com somente 12 gols marcados, dividindo a marca junto a Operário e CSA, que também estão dentro do Z-4. Mesmo sem balançar muito as redes, as finalizações são direcionadas, acertando 105 das 255, o que representa 41,2%.

Laterais são apoiados pelos volantes na transição ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Geralmente atuando num 4-3-3 de base, o Bugre tem poucas variações com a bola, o que costuma não incomodar o adversário. O início das transições é na formação de uma saída em 4+2, tendo volantes mais marcadores caindo para ajudar a linha defensiva. Do meio para frente, para tentar atacar sendo intenso, performa um 4-2-3-1 ou tendo a própria tática inicial se preciso.

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Bugrinos chegam com poucas peças no campo ofensivo (Imagem: Premiere)

“Mozart vem tentando colocar uma linha com três atacantes, mas acaba deixando o meio de campo desguarnecido. O que falta para o Guarani é um meia amador. A bola não chega e os atacantes voltam para tentar algo. Não à toa possui o pior ataque da Série B”

Kim Belluco, repórter no Futebol Interior

COMO DEFENDE

Se o ataque é bastante produtivo ao menos para criar, a defesa deixa muito a desejar. Foram 22 gols sofridos — quarta marca mais negativa — até agora, com média superior a um por duelo, bem como tem 94 chutes certos — 33% — contra sua meta, sendo o sexto time no critério, apresentando problemas de fragilidade.

Compactação defensiva em duas linhas de 4 dos campineiros (Imagem: Premiere)

“Tem muita fragilidade pelo meio e os atacantes ficam mais recuados, formando duas linhas de 4, mas muito também se deve ao momento ruim do clube. Psicológico do time também está bem abalado sem conseguir reagir nas vezes que fica em desvantagem”

Kim Belluco, repórter no Futebol Interior

Ao ficar sem a bola, os alviverdes possuem mais de uma alternância, mesmo demonstrando tantos problemas. Quando joga com sua torcida, os paulistas apostam na formação de duas linhas de 4, sendo o 4-4-2 o desenho que se repete por mais vezes. Outra opção é preencher o meio e ficar desenhado no 4-5-1, deixando o centroavante no primeiro combate, enquanto os extremos ficam ao lado dos meio-campistas.

Alviverdes podem adiantar linhas para evitar troca de passes na criação (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Kozlinski (GOL) – Paredão. Com 57 defesas, o goleiro do Bugre está entre os melhores da posição na Segundona, ficando seis partidas de 17 que disputou sem ser vazado. De todas as intervenções realizadas na campeonato até o momento, 29 foram dentro da área, o que representa praticamente metade dos números.

João Victor (ZAG) – Sustentação. Apesar dos inúmeros pontos falhos do time campineiro na defesa, o zagueiro é o principal destaque. Criado na base do Vitória, o defensor passou pelo Santa Cruz e tem bom desempenho na Série B, pois lidera a equipe bugrina nos cortes, com 73 no total; além disso, tem 23 interceptações e 12 desarmes.

Bruno José (PD) – Salvação. Em meio a tantos problemas ofensivos, já que o ataque é o pior da competição, é quem mais tem produzido no setor. Foram cinco grandes chances criadas, além de uma assistência e um gol marcado em 18 jogos realizados; é ainda o terceiro maior finalizador da equipe, dando 24 chutes.

Créditos da foto principal: Thomaz Marostegan/Guarani FC

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Parte dois: o que esperar taticamente de Claudinei Oliveira no Sport

Por: Mateus Schuler

Continuação. De volta ao Sport após quatro anos, o técnico Claudinei Oliveira chega com a árdua missão de resgatar o bom futebol e voltar a disputar o tão sonhado acesso à elite na Série B do Campeonato Brasileiro. Vínculo do treinador junto ao Leão vai até o fim da temporada, aguardando regularização no BID para estrear, frente ao Guarani, na quinta-feira (28).

Nesta análise, o Pernambutático destrincha taticamente as principais características do treinador, com conceitos, modelos de jogo, pontos fortes e fracos, números e tudo que se pode esperar da passagem de Claudinei pela Ilha do Retiro.

ATAQUE

Usando o 4-2-3-1 como tática-base na maior parte dos trabalhos, Claudinei tem apresentado algumas variações, uma mais simples e outra ousada. Ao ter a posse, os times comandados buscam muita verticalização, ora tendo a presença dos laterais para ajudar na criação, ora fazendo a construção por dentro.

Manutenção da tática-base do Fantasma (Imagem: Premiere)

Além de manter o próprio sistema tático, que busca cadenciar as jogadas, as equipes podem flertar ao 4-3-3, o que valoriza as chegadas utilizando meio-campistas para trocar passes e se infiltrar na marcação. Dessa maneira, faz ainda os jogadores da beirada ficarem responsáveis pela velocidade, com o centroavante ajudando nos pivôs. Tal postura foi vista no Operário, com 20 gols nos 20 jogos disputados, tendo média exata de 1.

Extremos dão amplitude apoiando meio-campistas na criação (Imagem: SporTV/Premiere)

A ousadia fica por conta da formação de um 4-2-4, que tem apenas a dupla de zaga atrás do círculo central. Assim, a cabeça de área tem a sustentação pelos lados por meio dos alas, enquanto o meia mais armador alinha junto a extremos e centroavante. É uma alternativa para preencher mais espaços no ataque. Somando suas duas passagens pelo Avaí, totaliza seis temporadas e acumula 193 tentos marcados ao longo de 176 partidas; média superior a 1.

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Postura de maior ofensividade dos avaianos (Imagem: SporTV/Premiere)

DEFESA

Defensivamente, seus trabalhos são praticamente uma montanha-russa. Em alguns momentos, conseguem ter solidez, enquanto nos outros são falhos, o que pode ser um problema. Apesar da goleada sofrida pelo Sampaio Corrêa, na última rodada, o Sport tem o sistema defensivo como seu principal pilar e ponto forte. Com isso, a tendência é que repita um dos desenhos usados no Fantasma, performando assim o 4-5-1, buscando povoar o meio-campo e compactar os blocos.

Meio-campo povoado e linhas próximas dos catarinenses (Imagem: SporTV/Premiere)

Outra opção vista nos paranaenses foi o 4-1-4-1, que teve mais aproximação entre as linhas de marcação. Tal desenho ocorreu em maior número com um 4-3-3 de base, deixando um dos volantes entre as linhas e os demais ao lado dos extremos; centroavante ficou isolado para pressionar a saída adversária e controlar o ritmo nas ligações diretas.

Compactação defensiva do alvinegro paranaense em blocos baixos (Imagem: Brasileirão Play)

Caso queira ser radical e ficar ainda mais fechado no campo de defesa, há a possibilidade de formar uma primeira linha com cinco jogadores, ocorrendo apenas quando a base teve composição de três zagueiros. A postura tentou ajudar a melhorar o setor do OFEC, sendo vazado por 21 oportunidades até a 18ª rodada da Série B, pior marca da competição — naquele momento — ao lado do Náutico.

Linha de 5 formada pela equipe de Ponta Grossa (Imagem: Brasileirão Play)

POSSÍVEIS FORMAÇÕES

A tendência é que o Leão da Ilha seja escalado num 4-2-3-1, mas ainda com indefinições nas peças por conta da inconstância apresentada nessa Série B. As principais dúvidas são do meio para frente, pois Thiago Lopes não mostra bom desempenho e tem Ray Vanegas na disputa pelo espaço, assim como na armação Giovanni e Everton Felipe brigam por vaga.

Composição com dois volantes no meio-campo leonino (Feito no Tactical Pad)

Outra opção, sem modificar muito a estrutura, é a formação de um 4-3-3 de mesmas interrogações. A única mudança na composição da equipe inicial é a entrada de mais um volante, mas abrindo mão de um jogador de criação; Bruno Matias ganha uma vaga no meio-campo. Desse modo, Fabinho e Blas atuam adiantados, fazendo a transição ofensiva e deixando os extremos virando pontas.

Formatação do meio rubro-negro tendo três volantes (Feito no Tactical Pad)

QUEM É CLAUDINEI OLIVEIRA?

Ex-goleiro do Santos que se consagrou mais defendendo pela rival Portuguesa Santista, Claudinei chega ao Sport para sua segunda passagem no clube. Em 2018, comandou os pernambucanos por 16 partidas, vencendo cinco, empatando quatro vezes e perdendo em outras sete, gerando 39,6% de aproveitamento. Nos leoninos, reencontrará cinco jogadores com quem já trabalhou antes, sendo dois já no próprio clube: Sander e Everton Felipe; além deles, treinou ainda Thyere (Chapecoense), Giovanni (Avaí) e Kayke (Goiás).

Além do rubro-negro da Praça da Bandeira, comandou também o Peixe em 2013, ano de seu primeiro clube profissional. Depois, rodou ainda por Goiás, Paraná, Athletico, Vitória, Avaí, Chapecoense e Botafogo-SP antes de ficar à frente do Operário. A contratação vem referendada por dois acessos à Série A, ambas no comando do Leão catarinense, em 2016 e 2021.

Créditos da arte principal: MVN Designers

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Indefinido: análise Santa Cruz 0 x 0 Retrô

Por: Ivan Mota

Sem vantagem. Santa Cruz e Retrô não saíram do zero no Arruda, neste domingo (24). O resultado deixou a disputa pela vaga nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro em aberto para a volta, marcada para a segunda-feira (1º) da próxima semana, na Arena de Pernambuco, às 20h; quem vencer avança, já qualquer empate leva a pênaltis.

Marcelo Martelotte armou o Santa Cruz com algumas novidades em relação ao último jogo da primeira fase. Kléver voltou ao gol, substituindo Jefferson, que testou positivo para covid-19; Arthur no meio-campo e Raphael Macena no ataque foram as outras mudanças. Dico Woolley manteve a base titular dos últimos duelos da Fênix, tendo o artilheiro Franklin Mascote na referência ofensiva.

Escalações iniciais dos pernambucanos para o confronto (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Começo equilibrado. Santa Cruz e Retrô alternaram boas chances de abrir o placar logo nos primeiros minutos do duelo. A primeira boa chegada da Fênix aconteceu com Matheus Serafim: o camisa 7 recebeu na grande área depois de falha da defesa coral e finalizou cruzado levando perigo ao gol de Kléver. Pouco tempo depois, o ponta direita acabou saindo por conta de lesão e foi substituído por Rodrigo Fumaça.

Quando atacou, a Fênix se postou num 4-3-3, tendo o lateral-direito Felipinho aparecendo como elemento surpresa em algumas ocasiões. Com o passar do tempo, a partida acabou perdendo o bom ritmo, parando várias vezes por faltas que acabaram gerando confusões e muitos cartões amarelos dos dois lados.

Imposição dos retroenses durante a etapa inicial (Imagem: InStat TV)

A melhor chance do Mais Querido no primeiro tempo saiu do pé de Raphael Macena. Em meia hora de bola rolando, o camisa 9 acertou um forte chute de esquerda e quase venceu o goleiro Jean, que defendeu esquisito e tirou para escanteio. Apesar de chegar em alguns momentos, os donos da casa deram bastante espaço para contra-ataques do Retrô.

Sem a bola e se protegendo dos contra-ataques, a Cobra Coral se fechou no 4-3-3, com Wescley recuado para formar a segunda linha junto aos volantes. O time de Camaragibe ainda teve boa chance criada por Gustavo Ermel, que cabeceou após cruzamento de Rodrigo Fumaça e mandou sem direção para manter o placar zerado até o fim dos primeiros 45 minutos da decisão.

Tentativa de compactação dos anfitriões (Imagem: InStat TV)

A Fênix voltou até mais ofensiva para a segunda etapa, pressionando a saída de bola do Tricolor do Arruda, criando boas chances. A melhor ocorreu já aos cinco minutos. Franklin Mascote roubou a bola de Alemão, avançou bem pelo lado esquerdo de ataque e levantou para Rodrigo Fumaça, que recebeu sem marcação e goleiro, chutando para fora, perdendo lance inacreditável.

Tentando dar criatividade ao Santa, Marcelo Martelotte promoveu a reestreia de Chiquinho, acionado na vaga de Wescley, atuando centralizado no meio-campo. O principal reforço deu mais dinâmica e qualidade de passe ao setor de criação, formando um 4-2-3-1 junto a Lucas Silva e Matheuzinho, além de Furtado na referência.

Peças distanciadas atrapalhou na criação coral (Imagem: InStat TV)

Parecendo satisfeito com o empate, o Tricolor tentou segurar mais o jogo e, assim, fechou os espaços do ataque do Retrô e apostou em contra-ataques para chegar ao campo ofensivo. Dessa maneira, os mandantes conseguiram levar perigo apenas em lances de bola parada ou chutes de longa distância, sem assustar tanto.

Quando conseguiu chegar na frente, os corais esbarraram na marcação dos azulinos, que se fecharam no 4-3-3 de base com o atacante Giva, substituto de Radsley, ajudando bastante na marcação e se aproximando dos volantes. Apesar das chegadas de ambos os lados na reta final, o placar permaneceu zerado até o apito final.

Solidez defensiva dos retroenses frente aos ímpetos tricolores (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Raphael Cunha/Retrô FC Brasil

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Mordido: análise Náutico 1 x 2 Londrina

Por: Mateus Schuler

Comida de Tubarão. Fazendo dois tempos distintos, o Náutico estreou o técnico Elano com derrota nos Aflitos para o Londrina, de virada, por 2 x 1 na 20ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Neste sábado (23), em jogo que marcou o melhor público da atual temporada, Kieza deixou o Timbu à frente, mas Douglas Coutinho marcou duas vezes na etapa final e deu a vitória.

Muitas novidades. Apesar de não ter a presença dos suspensos Djavan, Ralph e Geuvânio, a primeira mudança foi na defesa: Wellington ganhou a vaga de Carlão ao lado de Bruno Bispo. No meio-campo, Souza fez a reestreia junto a Jobson na cabeça de área, enquanto Jean Carlos voltou de suspensão pela extrema esquerda e Franco fez papel de armador; Kieza fechou o 4-2-3-1 na referência.

Escalação inicial dos alvirrubros frente aos paranaenses (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Dentro de casa, o Náutico foi para cima do Londrina desde o início tentando o máximo de pressão. Deixando o adversário acuado em seu próprio campo, o Timbu mostrou muita ofensividade e até balançou as redes primeiro, mas a arbitragem impugnou o lance corretamente: João Lucas cruzou na pequena área, bola desviou no caminho e Franco completou, em impedimento, para o gol.

Formando o 4-2-3-1 de base e apostando em postura agressiva, o Timba se impôs e não deu sossego ao Tubarão. Se faltou criatividade com a posse, a bola parada surgiu como alternativa exitosa: Souza bateu escanteio preciso na primeira trave e Kieza, sem marcação, subiu bem para cabecear e abrir o placar.

Laterais ajudaram durante criação de jogadas (Imagem: SporTV/Premiere)

A vantagem no marcador deu mais tranquilidade ao atacar, buscando jogar no erro dos paranaenses para tentar ampliar e voltar para o segundo tempo em segurança. Faltou, no entanto, poder criativo aos alvirrubros no ataque e a intensidade diminuiu, sem sequer conseguir finalizar em direção à meta do LEC.

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Jogando em postura reativa, os visitantes tiveram o contra-ataque como um dos trunfos para chegar ao empate. Sólido na marcação, o Timba neutralizou as raras investidas performando o 4-4-2 já tradicional, tendo blocos médios fechando o máximo de espaços, impedindo bem as infiltrações entrelinhas e pelos lados.

Marcação foi mais sólida na primeira metade do jogo (Imagem: SporTV/Premiere)

Para o segundo tempo, o técnico Elano optou pela manutenção do time que iniciou o confronto, tentando manter a mesma pegada apresentada durante a etapa inicial. Segurando o ritmo no início dos últimos 45 minutos, o Náutico fez a primeira mudança por opção da comssão: Kieza, que voltou a atuar em maior minutagem, foi sacado para a entrada de Robinho.

Apesar do ânimo renovado no setor ofensivo, o Timbu viu o Londrina crescer na partida e passar a buscar o empate. Variando a marcação entre 3-5-2 e o 4-4-2 de antes, acabou sucumbindo e o Tubarão aproveitou: após receber bom passe pela esquerda, Douglas Coutinho deixou Thiago Ennes para trás, avançou livre e acertou o ângulo. Sem chances para Lucas Perri.

Sistema defensivo apresentou problemas de compactação (Imagem: SporTV/Premiere)

Com a igualdade, o comandante alvirrubro renovou ainda mais o fôlego do meio para frente ao sacar Jean Carlos e Franco, promovendo as entradas de Jonathas Jesus e Luís Felipe. De imediato, as substituições não surtiram efeito positivo, pois os paranaenses conseguiram a virada: Caprini deu cavadinha na direção da pequena área e encontrou Douglas Coutinho, que aproveitou o cochilo da defesa e mandou para o gol.

A desvantagem deixou a torcida pernambucana revoltada na arquibancada, gerando ansiedade dentro de campo e pouca criatividade. Mesmo tendo um 4-3-3 ao atacar, os donos da casa não conseguiram se infiltrar na marcação visitante, já que fecharam melhor os espaços. Com isso, o placar não sofreu novas alterações.

Tentativa de imposição para buscar empate, mas sem sucesso (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Carroça de duquesa: análise Sport 2 x 2 VF4-PB

Por: Mateus Schuler

Dois pra lá, dois pra cá. Em ritmo de festa, o Sport ficou no empate por 2 x 2 frente ao VF4-PB e assegurou o acesso na Série A-3 do Brasileirão Feminino. Neste sábado (23), na Ilha do Retiro, Layza e Ísis marcaram pelas Leoas, já Josy e Lu Meireles fizeram a favor das paraibanas no jogo de volta das quartas de final.

Sem novidades. Em relação à equipe que foi a campo na ida, onde venceu por 2 x 0, a treinadora Regiane Santos optou pela manutenção da escalação leonina: a goleira Jana, seguindo de fora, viu novamente a presença de Gabi entre as titulares, além da repetição das demais peças no 4-2-3-1 frente às alvinegras.

Pernambucanas tiveram repetição das 11 iniciais (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O início foi marcado por muito equilíbrio, mas com o Sport mostrando maior vontade para atacar, apesar da boa vantagem conquistada na ida. Assim, conseguiu levar perigo primeiro em duas jogadas da lateral-direita Evinha; na primeira, Pintinho dominou, avançou e bateu perigosamente. Em seguida, Ísis foi quem recebeu e finalizou para defesa da goleira adversária.

Seguindo intensas no ataque e tendo um 4-3-3 em fase ofensiva, as Leoas não aproveitaram as chances que tiveram. Dessa maneira, o castigo quase veio: após saída errada, Lu Meireles recebeu na entrada da área e soltou o pé dando um grande susto. Depois, não teve jeito: Josy recebeu passe profundo, driblou Gabi e tocou para o gol.

A desvantagem levantou a torcida presente e fez as jogadoras esboçarem a reação quase que imediatamente. Layza foi servida por Pintinho na entrada da área e chutou colocado; bola ainda tocou no pé da trave e entrou. Pouco depois, após Débora BB pressionar e desarmar no último terço, Ísis dominou e acertou o ângulo para virar o placar.

Intensidade das pernambucanas durante a fase ofensiva (Imagem: Eleven Sports)

Para o segundo tempo, as equipes voltaram sem mudanças, entretanto com a mesma vontade apresentada durante a etapa inicial. Foi assim que o time paraibano conseguiu chegar ao empate logo no início: após Josy tentar dar uma bicicleta, a bola sobrou para a artilheira Lu Mreieles, que completou na saída da goleira leonina.

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Buscando renovar o fôlego do ataque, a treinadora Regiane Santos colocou Pereirinha e Vanessinha nas vagas de Pintinho e Ísis, mantendo a estrutura tática. O jogo passou a ficar mais truncado, pois as visitantes tentaram ir ao setor ofensivo a todo custo, enquanto as pernambucanas controlaram bem as investidas

Performando um 4-4-2 ao se fechar, as rubro-negras seguraram o ímpeto das alvinegras em blocos médio/altos, tendo duas linhas nas proximidades do círculo central. Com o controle da partida, a comandante promoveu as entradas também de Géssica, Layza e Débora BB, sacando Gabi Borges, Íris e Amanda Leite, fazendo o resultado não sofrer mais alterações.

Marcação adiantada segurou tentativas do VF4 (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Sandy James/Sport

Em destaque

Assombrado: análise Afogados 1×2 ASA

Por: Ivan Mota

Medo de fantasma. Pouco criativo no ataque, o Afogados viu a vaga nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro ficar muito ameaçada. Neste sábado (23), a Coruja sucumbiu dentro do próprio Vianão e perdeu para o ASA por 2 x 1 na partida de ida da segunda fase com gols de Anderson Feijão e Roger Gaúcho; Anderson Chaves descontou.

Sem surpresas. Embalado pela classificação épica, o técnico Ito Roque optou por repetir a mesma escalação da última rodada da primeira fase, quando a Coruja aplicou uma sonora goleada de 7 x 0 ante o São Paulo Crystal. Assim, Renezinho seguiu como camisa 10, municiando o artilheiro Anderson Chaves, tendo Nunes e Matheusinho pelas beiradas.

Ito Roque repetiu time para partida decisiva (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Começo movimentado. Os primeiros minutos do confronto no Vianão foram de boas chegadas dos dois times. Júnior Viçosa quase marcou de cabeça a favor do ASA após cobrança de lateral na grande área. Logo depois, foi a vez do Afogados assustar com Dim; o volante chegou bem ao ataque e finalizou forte da entrada da área perto no travessão.

Com o passar do tempo, os visitantes passaram a dominar mais as ações e foram obrigando o Tricolor do Pajeú a se fechar no 4-5-1, tendo as linhas de marcação bastante compactas. Mesmo assim, os alagoanos conseguiram abrir o placar: Anderson Feijão acertou chutaço de muito longe e encobriu o goleiro Léo.

Tentativa de compactação do Tricolor (Imagem: InStat TV)

Atrás do placar, os pernambucanos tentaram partir para cima em um 4-3-3, contudo não venceram a defesa do Fantasma. Assim, a situação ficou ainda mais complicada aos 32 minutos. Em bela jogada coletiva no ataque, Júnior Viçosa invadiu a área e rolou para Roger Gaúcho, que completou e ampliou a vantagem.

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Apesar da má atuação, o Afogados conseguiu um pênalti aos 40 minutos, quando Zé Wilson desviou com a mão dentro da grande área um chute de Airton Júnior. Anderson Chaves chamou a responsabilidade e converteu a cobrança, demonstrando categoria para diminuir a desvantagem ainda no primeiro tempo.

Laterais também participaram da criação afogadense (Imagem: InStat TV)

Se os primeiros 45 minutos foram de gols e muita emoção, o segundo tempo deixou bastante a desejar. Querendo empatar, o Afogados até saiu mais ao ataque, porém sem levar um perigo real ao gol alagoano. A melhor chegada foi já aos 26 minutos, quando Toninho Paraíba acertou belo chute cruzado e tirou tinta da trave.

Após entradas de Breninho, Felipe e Marquinho, a Coruja foi para a pressão final, indo ao ataque num 4-2-3-1 com os substitutos jogando próximos ao centroavante Anderson Chaves. Porém, o resultado permaneceu o mesmo, complicando a situação dos pernambucanos, que vão precisar vencer em Arapiraca para não perder o acesso.

Mudança de postura ofensiva para buscar empate, mas sem êxito (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Divulgação/ASA

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Náutico na Série B: como joga taticamente o Londrina

Por: Felipe Holanda e Ivan Mota

Primeiro passo. Na estreia de Elano, o Náutico recebe o Londrina para voltar a vencer e remar contra as ondas do rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro. Partida acontece neste sábado (23) às 18h30, sendo válido pela 20ª rodada da Segundona, nos Aflitos; Timbu atualmente é 18º colocado, com 18 pontos.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais do Tubarão.

O TIME

No confronto diante dos pernambucanos, o técnico Adilson Batista ainda não tem a escalação titular confirmada, deixando uma dúvida. Em relação aos 11 que iniciaram contra o Sampaio Corrêa, na última rodada, são dois ausentes de certeza: lateral-direito Samuel Santos e zagueiro Saimon, vetado por lesão e suspenso, respectivamente. Do meio para frente, Gabriel Santos e Mandaca disputam a vaga, o que determinará o posicionamento de Gegê no 4-3-3 do LEC.

Distribuição tática dos paranaenses frente ao Timba (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Meio a meio. Com 19 gols marcados e saldo de zero, o Londrina costuma ser objetivo no terço final, buscando espaços para arrematar em gol. A principal estratégia paranaense é explorar um 4-3-3 dando toques rápidos na bola no intuito de confundir a marcação adversária, ora abrindo à esquerda, ora pela direita.

Tubarão busca manter a tática-base ao atacar (Imagem: SporTV/Premiere)

Em momentos de transição ofensiva, o time de Adilson pode formar também um 4-2-3-1, tendo os extremos responsáveis pela amplitude. Neste cenário, o time busca a criação mais por dentro, deixando os laterais mais retraídos em seu campo ao lado dos zagueiros, mas tendo o centroavante auxiliando seus companheiros de ataque fazendo pivôs.

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Opção dos paranaenses já no campo ofensivo (Imagem: Premiere)

“Por conta da dúvida que ainda existe, Adilson parece trabalhar com dois sistemas diferentes para começar. Assim, a distribuição das peças no campo ofensivo dependem diretamente das escolhas dele para o jogo”

Danilo Veiga, repórter no RadioLEC

COMO DEFENDE

Com números idênticos ao de ataque, a defesa do Londrina ainda busca ter o modelo ideal de jogo para ter maior segurança. Geralmente se fecha num esquema formado por duas linhas de 4, tendo o 4-4-2 como mais frequente, e podendo variar ainda ao 4-5-1, preenchendo o meio e controlando melhor as subidas dos extremos adversários.

Compactação defensiva do LEC no seu campo (Imagem: SporTV/Premiere)

Dessa maneira, ainda há uma remota possibilidade da equipe performar no 4-1-4-1, tentando deixar um volante mais marcador para evitar infiltrações pelo meio da marcação. Apesar disso, os azulinos ainda deixam brechas na entrelinha, o que permite ao adversário uma maior imposição quando tem a bola.

“O time aposta muito nessas duas linhas ao ficar na defesa. É a principal postura, que busca fechar o máximo de espaços e tenta neutralizar as jogadas adversárias. Se jogar com três volantes, a tendência é povoar bastante o meio-campo e impedir a troca de passes”

Danilo Veiga, repórter no RadioLEC
Tubarão costuma ficar em blocos médios sem a posse (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

João Paulo (VOL) – Capitão. O experiente volante de 37 anos foi contratado pelo Tubarão ao final da última temporada e rapidamente se tornou peça-chave no elenco. Titular em 18 das 19 rodadas do primeiro turno, João Paulo ajuda na defesa, mas também se destaca ofensivamente, já tendo marcado três e dado uma assistência na Série B, além de ser responsável pelas bolas paradas.

Caprini (PD) – Velocidade de lado. Também desde 2021 no Londrina, Caprini é um dos líderes de assistência do Tubarão na Segundona, com três passes para gol, balançando as redes por duas vezes. Titular em todos os jogos até o momento, o jogador de 24 anos tem atuado pela ponta direita do ataque, sempre dando trabalho aos defensores e chegando na grande área para as finalizações.

Douglas Coutinho (ATA) – Força física. Revelado pelo Athletico Paranaense, Coutinho surgiu como uma grande promessa, mas acabou não rendendo o esperado. Agora aos 28 anos, chegou ao time no começo da temporada no intuito de recuperar o bom futebol. É o jogador com mais participação direta em gols da equipe, dando três assistências e marcando outras três vezes.

Créditos da foto principal: Sheyla Dantas/Londrina EC

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Mata-leão: análise Sampaio Corrêa 4 x 1 Sport

Por: Mateus Schuler

Finalizado. Sonolento, o Sport foi posto para dormir pelo Sampaio Corrêa e chegou ao terceiro confronto consecutivo sem vencer na Série B do Campeonato Brasileiro, sendo goleado por 4 x 1. Em jogo pela abertura da 20ª rodada no Castelão, em São Luís, o Leão perdeu com gols marcados por Poveda, duas vezes, Ygor Catatau e Rafael Costa nesta sexta-feira (22); Kayke fez o de honra.

Para o confronto, a equipe rubro-negra foi comandada por César Lucena de maneira interina, além de ter outras mudanças entre os 11 iniciais. A primeira delas no gol, com Carlos Eduardo assumindo a vaga de Maílson, ausente por ter negociado a saída, enquanto Fábio Alemão substituiu o lesionado Thyere e Bruno Matias ganhou o lugar do suspenso Ronaldo. No ataque, Kayke voltou à titularidade e Vanegas ficou como opção entre os reservas, mantendo o 4-3-3 nos pernambucanos.

Formação inicial dos leoninos contra os maranhenses (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Sonolento. Em ritmo extremamente preguiçoso, o Sport começou o jogo sem atenção e dando espaços para chegadas do Sampaio Corrêa. Desse modo, viu o adversário sair em vantagem no placar antes mesmo dos primeiros 10 minutos: Pimentinha recebeu pela direita e cruzou de esquerda para Poveda, que aproveitou descuido de Fábio Alemão e cabeceou para o gol.

Apresentando fragilidades mesmo postado num 4-1-4-1, o Leão permaneceu falho ao ficar em fase defensiva, já que permitiu muitas trocas de passes por dentro. Ao mesmo tempo, pecou na transição ofensiva e sequer conseguiu ir ao ataque, fazendo o goleiro adversário ser praticamente mero espectador no início.

Tentativa de compactação para segurar o Paio (Imagem: SporTV/Premiere)

Foram raras as investidas dos rubro-negras, mas sem mostrar a intensidade de outrora. Ainda assim, foi criada uma boa oportunidade para dar susto nos maranhenses: Sander recebeu pela esquerda e fez cruzamento preciso para Kayke, que cabeceou levando perigo; impedimento, entretanto, já havia sido assinalado.

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Nesses poucos momentos em que passou pelo círculo central sob a posse, o time pernambucano manteve seu 4-3-3 de base, fazendo a construção pelo meio usando os meio-campistas. O trio de frente ficou muito próximo, o que dificultou ainda mais na criação de finalizações. Assim o castigo veio logo na sequência. Pará levantou escanteio no meio da área e Ygor Catatau deu um belo cabeceio, tirando de Carlos Eduardo.

Leão manteve o sistema tático ao atacar (Imagem: SporTV/Premiere)

Para a etapa final, César voltou com duas mexidas, ambas no setor ofensivo no intuito de corrigir os problemas demonstrados. Thiago Lopes e Blas, pouco produtivos, tiveram Everton Felipe e Giovanni nos seus lugares, modificando a tática-base ao 4-2-3-1. Apesar disso, a bola parada surgiu como alternativa e colheu bons frutos: Giovanni cobrou falta lateral e Kayke, atento, desviou a trajetória direto para o fundo da rede.

Mostrando maior volume de jogo, a equipe da Praça da Bandeira conseguiu ser mais criativa do que antes, porém ainda pecou quando teve a posse e os maranhenses neutralizaram. Para dar mais fluidez ao meio-campo, o técnico interino do Leão promoveu a entrada de Denner na vaga de Bruno Matias, no entanto os planos foram por água abaixo logo em seguida.

Configuração ofensiva rubro-negra durante segundo tempo (Imagem: SporTV/Premiere)

Falhos no último terço, os rubro-negros ficaram em desvantagem numérica num descuido defensivo. Após saída errada de Juba, Mateusinho recebeu o lançamento e Fábio Alemão o derrubou, sendo expulso. Poveda cobrou com força e segurança, praticamente fechando o caixão e encerrando quaisquer chances de reação.

Apesar do resultado quase sacramentado, Juba ainda chutou de longe para fazer mais um, contudo a bola saiu perto da trave direita. O treinador leonino fez suas últimas duas mudanças, colocando William Oliveira e Vanegas nas vagas de Juba e Kayke, mas sem êxito. Ainda teve tempo de Rafael Costa, de fora da área, marcar o quarto e transformar a vitória em goleada.

Tentativa de compactação com duas linhas de 4 na reta final (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Rafael Bandeira/SCR

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Sport na Série B: como joga taticamente o Sampaio Corrêa

Por: Mateus Schuler

Água turva. Oscilante, o Sport busca navegar em mares mais tranquilos na Série B do Campeonato Brasileiro e impedir ataque do Tubarão. Em confronto marcado para esta sexta-feira (22), o Leão abre o returno e a 20ª rodada da Segundona contra o Sampaio Corrêa em São Luís, no Maranhão, às 21h30.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais da Bolívia Querida.

O TIME

O Paio enfrentará os leoninos com quatro retornos à titularidade. O zagueiro Nilson Júnior e o meio-campista Rafael Vila, antes suspensos, voltam a ficar disponíveis, o mesmo caso do lateral-direito Mateusinho e do extremo direito Pimentinha, poupados por desgaste. Desse modo, os 11 iniciais deverão ser os mesmos da vitória sobre o Vasco, à exceção de Gabriel Furtado, tendo Joécio no lugar.

Maranhenses tem praticamente força máxima na formação inicial (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Meio termo. À medida que possui o segundo ataque mais positivo da Série B, com 21 gols, o Sampaio Corrêa é o sétimo time nas finalizações, totalizando 249. Muito da produtividade dos maranhenses, inclusive, vem nos jogos que fazem como mandante, já que balançaram as redes por 18 oportunidades, o que resulta ainda na segunda melhor campanha diante da torcida.

Meio-campistas podem revezar posicionamento com um dos pontas (Imagem: Premiere)

Geralmente atuando num 4-2-3-1 de base, o Tubarão tem muitas variações, o que costuma confundir o adversário. Ao ter a posse, o mais comum é ficar no 4-3-3 quando faz a transição ofensiva pelo meio, explorando bastante a amplitude dos extremos. Outra alternativa, quando quer demonstrar maior volume, é a formação de um 4-2-4, com o meia armador atuando próximo à trinca de ataque e os volantes responsáveis pela ligação.

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Construção da Bolívia Querida é sempre muito intensa (Imagem: Premiere)

“O Sampaio é moldado para poder jogar usando a velocidade, principalmente pelo lado direito com Mateusinho e Pimentinha nas investidas. O time faz ainda uma triângulação utilizando o meia armador, sendo bastante vertical e valorizando pouco a posse de bola”

Weslley Maranhão, repórter na Rádio Timbira

COMO DEFENDE

Se o ataque é altamente produtivo, a defesa tem deixado e muito a desejar. Foram 20 gols sofridos até o momento, média superior a um por partida, bem como tem 82 chutes certos — 34,2% — contra sua meta, sendo a nona equipe no critério. É o quarto sistema defensivo mais vazado da competição ao lado de Vila Nova e Ituano.

Compactação defensiva em duas linhas de 4 atuando como mandante (Imagem: Premiere)

“A força defensiva é na cabeça de área, com os dois volantes se destacando pela forte pegada. O meio-campo fecha bem os espaços para dar o primeiro combate e neutralizar muitas das jogadas que o adversário cria ainda no nascedouro, tendo auxílio das peças ofensivas”

Weslley Maranhão, repórter na Rádio Timbira

Ao ficar sem a bola, o Tubarão também apresenta mais de uma alternância, mesmo demonstrando tantas fragilidades. Quando joga diante da torcida, os tricolores apostam bastante na formação de duas linhas de 4, com o 4-4-2 sendo a principal postura. A opção é preencher o meio e ficar desenhado no 4-5-1, deixando o centroavante responsável por fazer o primeiro combate, já os extremos se juntam aos meio-campistas.

Paio tenta fechar as opções de passe ao adversário (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Mateusinho (LD) – Lá e cá. O lateral-direito do Sampaio é quem tem sido um dos que mais contribui diretamente para a equipe, seja em fase ofensiva ou defensiva. Quando está na defesa, é o vice-líder do time em desarmes e líder em interceptações, enquanto é quem mais deu assistências — três no total — a seus companheiros, sendo importante também ao atacar.

André Luiz (VOL) – Pegador. Com 37 desarmes e 23 interceptações, figura na lista de destaques do Paio pelo forte de marcação, tendo papel importante na cabeça de área. Além disso, também pode ajudar nas jogadas ofensivas, pois já deu dois passes para gol e balançou as redes por outras duas vezes, sempre surgindo de elemento surpresa.

Poveda (ATA) – Faro apurado. Um dos artilheiros da Segundona com nove gols, Poveda é também o goleador dos maranhenses na atual temporada, já que fez 15 tentos. A marca no certame é dividida junto a Diego Souza e Lucca, em contrapartida possui o pior aproveitamento dos três, tendo 41 finalizações e aproximadamente 22% de acerto.

Créditos da foto principal: Ronald Felipe/Sampaio Corrêa

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Inovação: o que esperar taticamente de Elano no Náutico

Por: Felipe Holanda, Ivan Mota e Mateus Schuler

Apostando na nova geração. Elano chega ao Náutico para por em prática seus conceitos táticos e tentar salvar a temporada na Rosa e Silva — Timbu briga contra a degola na Série B do Campeonato Brasileiro, atualmente no Z-4. Técnico de 41 anos tem contrato com o alvirrubro até novembro de 2023.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha taticamente as principais características do treinador, com conceitos, modelos de jogo, pontos fortes e fracos, números e tudo que se pode esperar da passagem de Elano pelos Aflitos.

ATAQUE

Aos 41 anos, Elano vai para seu quarto trabalho como treinador efetivo na carreira. Tendo um total de 63 jogos, contando as sete oportunidades que comandou interinamente o Santos, suas equipes marcaram 69 gols, tendo uma média pouco maior que um tento anotado por partida.

Seu melhor trabalho até o momento aconteceu na Ferroviária, após conseguir levar o time às quartas de final do Campeonato Paulista e da Série D em 2021. Pela Ferrinha, costumava atacar num 4-2-3-1 com amplitude dos extremos e avanço dos volantes, algo semelhante ao que já víamos no Náutico de Roberto Fernandes.

Laterais também apoiam no setor ofensivo (Imagem: Premiere)

Outra possível formação ofensiva do novo técnico do Timbu é o 4-3-3, sistema que geralmente estava desde o início. Aqui vemos um exemplo de sua passagem decepcionante no Figueirense, pela Série B de 2020. O time se postava com os jogadores próximos uns dos outros para facilitar troca de passes e se infiltrar melhor entrelinhas.

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Manutenção da tática-base nos alvinegros (Imagem: SporTV/Premiere)

Iniciando as jogadas, Elano pode utilizar uma saída de 4+2. Dessa maneira, dois dos meio-campistas descem para poder ajudar a primeira linha a fazer o jogo apoiado na transição.

Postura da Locomotiva ainda no campo defensivo (Imagem: Paulistão Play)

DEFESA

Com 76 gols sofridos nos 63 confrontos da sua carreira até o momento, Elano chega com a missão de melhorar o setor na equipe alvirrubra, que atualmente tem a pior defesa da Série B, vazada por 24 vezes no primeiro turno. Sem a bola, os times podem se postar num 4-5-1, principalmente quando iniciam o jogo no 4-3-3, tendo os pontas retornando para fechar a linha de cinco ao lado dos jogadores de meio-campo.

Compactação mais frequente dos clubes do novo técnico do Timba (Imagem: Premiere)

Outra possibilidade, também já utilizada no Timbu de Roberto Fernandes, é utilizar uma escalação com três zagueiros, que sem a posse se torna um 5-3-2. Assim, os alas fecham a primeira linha e os meio-campistas atuam próximos para dar compactação e ter o máximo de bloqueio para evitar dar espaços aos adversários.

Linha de 5 e blocos baixos é uma das opções (Imagem: SporTV/Premiere)

POSSÍVEIS ESCALAÇÕES

O novo treinador pode manter o 4-3-3 que o Náutico já vinha utilizando na maior parte das partidas ao longo da atual temporada, formatação que Elano também iniciou várias partidas em sua curta carreira. Após as chegadas de Souza e Jobson, Jean Carlos deve jogar mais avançado, aberto pela ponta esquerda, já Geuvânio disputaria posição no outro lado do ataque com Richard Franco.

Desenho com três homens no meio e no ataque (Feito no Tactical Pad)

Roberto Fernandes montou o Timbu, algumas vezes, com três zagueiros em seus últimos jogos. E Elano também é familiarizado com esse esquema, podendo armar o time com Souza e Jobson ao lado de Victor Ferraz, além de Thiago Ennes, outro reforço do meio da temporada, atuando como ala pela direita.

Desenho que dá maior liberdade aos alas (Feito no Tactical Pad)

CURRÍCULO

Elano pendurou as chuteiras em dezembro de 2016 após uma grande carreira nos gramados, passando por Santos, Flamengo e Grêmio no Brasil, além de Shakhtar Donetsk, Manchester City e Galatasaray na Europa. Conquistou ainda a Copa das Confederações de 2009 com a Seleção Brasileira, fazendo parte também do elenco convocado à Copa do Mundo de 2010.

Seus primeiros passos como treinador aconteceram já em 2017, quando assumiu interinamente o comando do Alvinegro Praiano na metade da temporada e disputou sete partidas pelo Campeonato Brasileiro, tendo três vitórias, um empate e três derrotas no total. Depois disso, acabou deixando a comissão técnica do Peixe no fim do ano e realizou estágio no Palmeiras em março de 2018.

Seu primeiro trabalho como técnico efetivo aconteceu em 2020 pela Inter de Limeira, onde comandou o time no Campeonato Paulista do mesmo ano. Ao todo, foram 14 jogos, totalizando cinco triunfos, duas igualdades e sete reveses, deixando o Leão na terceira colocação do Grupo C, evitando o rebaixamento, mas não conseguindo classificação ao mata-mata.

Em agosto do mesmo ano, foi contratado pelo Figueirense para disputa da Série B, porém sua passagem pelo clube catarinense durou apenas 17 partidas, vencendo apenas três vezes, empatando seis e perdendo outras oito, deixando o Figueira na zona de rebaixamento, da qual não conseguiria escapar ao fim do campeonato, terminando rebaixado.

Seu último trabalho foi na Ferroviária, assumindo o time no Estadual. Dessa vez levou até as quartas de final, sendo eliminado pelo São Paulo. Pela Série D do ano passado, fez grande campanha na primeira fase, liderando o Grupo A6 com 10 vitórias, três empates e apenas uma derrota em 14 rodadas, contudo deixou o acesso escapar ao ser eliminado nos pênaltis nas quartas de final pelo Atlético-CE. Ainda assim, o clube de Araraquara teve a melhor defesa da competição, sofrendo apenas cinco gols.

Elano deixou a Ferrinha depois do Paulistão da atual, sem avançar de fase e lutando até a última rodada contra o descenso. Ao todo foram 29 duelos, tendo 12 vitórias, 10 empates e sete derrotas.

Créditos da foto principal: Tiago Pavini/Ferroviária SA

Em destaque

Má impressão: análise Ponte Preta 1 x 0 Náutico

Por: Mateus Schuler

Inoperante. Falho ofensiva e defensivamente sob olhares de Elano, novo técnico já oficializado, o Náutico não conseguiu empolgar e sofreu mais uma derrota na Série B do Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira (20), no Moisés Lucarelli, o Timbu foi derrotado pela Ponte Preta por 1 x 0, com gol de Eliel em jogo pela 19ª rodada.

Novidades em todos os setores. Na lateral direita, Thiago Ennes entrou como titular, mesmo tendo Thássio de volta após suspensão, enquanto Jobson foi o substituto de Pedro Vitor. No ataque, Geuvânio teve presença de Kieza como parceiro, pois ganhou espaço entre os 11 no lugar de Jean Carlos, ausente por dores no joelho.

Formação inicial do Timba contra os paulistas (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Fora de casa, o Náutico não se intimidou e foi para cima da Ponte Preta logo no início, conseguindo assustar antes mesmo dos cinco minutos. Depois de boa troca de passes no meio, Franco recebeu de Jobson na pequena área e serviu Kieza, que dominou e mandou para fora a chance; impedimento havia sido marcado. Pouco depois, Fessin finalizou da intermediária rente à trave e também deu susto.

Formando um 4-5-1 e apostando em postura mais reativa, o Timbu passou a controlar melhor o ritmo defensivo, mas apresentando falhas na marcação e dando liberdade na cabeça de área. Apesar de ter espaços, a Macaca teve a pontaria ruim e sequer voltou a levar perigo, assim como os contra-ataques do Timba.

Postura defensiva dos pernambucanos para segurar os ímpetos alvinegros (Imagem: Premiere)

Mesmo com tantos problemas, os alvirrubros conseguiram controlar o duelo e impediram as chegadas dos pontepretanos. Quando tudo pareceu seguro, Léo Naldi achou uma brecha e soltou uma bomba de longe, contudo a bola saiu pela linha de fundo e relativamente próxima ao poste esquerdo. Sinal de alerta teria de ser ligado urgente.

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Tentando chegar ao setor ofensivo no 4-3-3, a equipe da Rosa e Silva teve a resposta de imediato num lance bastante despretensioso. Após cobrança de lateral na área, Kieza fez o pivô ao deixar de cabeça direto para Jobson, que emendou de primeira e quase surpreendeu o goleiro Caíque França, parando na trave.

Imposição ofensiva sem sucesso na etapa inicial (Imagem: Premiere)

Para o segundo tempo, Dudu Capixaba optou por promover uma mudança e modificou também o sistema tático ao colocar Pedro Vitor na vaga de Ralph. Dessa maneira, o time passou a ficar num 4-2-3-1, tendo Franco mais focado na armação. Ainda assim, as tentativas vieram de fora da área e quase que simultâneas. Jobson encheu o pé de fora da área e Caíque França afastou o perigo; depois, Geuvânio recebeu após cobrança de escanteio curto e bateu para nova intervenção do camisa 1.

Apesar da evolução no campo ofensivo, o Timbu pecou pela ansiedade e foi improdutivo nas finalizações, além da criação. Para renovar o fôlego do setor, duas substituições foram realizadas: Franco e Kieza saíram para entradas de Robinho e Jonathas Jesus. Nem assim deu jeito, já que a Ponte chegou perto de sair à frente: Bernardo arrematou de fora da área e a bola bateu na trave.

Apesar da mudança tática, Timbu não foi efetivo nos chutes a gol (Imagem: Premiere)

O lance de perigo dos alvinegros gerou outras duas modificações, ambas no meio. Djavan e Júnior Tavares ganharam lugares de Victor Ferraz e Jobson, o que fez o time se fechar ainda mais em duas linhas de 4 para neutralizar as investidas dos anfitriões, pois cresceram e tiveram, assim, maior volume de jogo.

A produtividade foi tanta que, em cruzamento de Echaporã na pequena área, Artur cabeceou para milagre de Lucas Perri, com a defesa tirando pela linha de fundo. Fessin cobrou escanteio no meio da área e Wallisson testou firme e parou na trave, no entanto o sistema defensivo pernambucano afastou mais uma vez. Depois não deu jeito. Fessin levantou novamente no miolo da zaga, Fabio Sanches encostou na segunda trave e Eliel surgiu sozinho para marcar.

Mesmo bem compactado, Timba pecou na bola aérea (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Álvaro Jr/Ponte Press

Em destaque

Náutico na Série B: como joga taticamente a Ponte Preta

Por: Ivan Mota e Mateus Schuler

Cidade dos Anjos. O Náutico visita a Ponte Preta no reencontro com Hélio e Guilherme precisando reagir na Série B do Campeonato Brasileiro. Partida do Timbu contra a Macaca será disputada nesta quarta-feira (20) no Moisés Lucarelli em Campinas, às 19h, sendo válida pela 19ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais da Macaca.

O TIME

Hélio dos Anjos deve realizar algumas mudanças em relação ao time que foi a campo frente ao Criciúma na última rodada. Além de contar com o retorno do zagueiro Thiago Oliveira, que cumpriu suspensão, o meia Fessin também é cotado para voltar aos titulares, pois tinha proposta do exterior, porém sem sucesso. Outra novidade é o recém-contratado meia Élvis, ex-Goiás, entre os 11 iniciais.

Provável formação dos pontepretanos diante dos alvirrubros (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pior ataque ao lado de Vila Nova, Guarani e CSA, a Ponte Preta foi balançou as redes por 11 oportunidades nas 18 rodadas até o momento. Um agravante ainda maior nesses números é o fato de atacante Lucca, fora da partida com o Náutico, ser responsável por nove desses gols. Indo na direção do ataque, a Macaca costuma iniciar as jogadas mantendo a linha de três zagueiros, que podem em alguns momentos avançar além do círculo central.

Início da construção dos pontepretanos (Imagem: SporTV/Premiere)

Em momentos de transição ofensiva, o time de Hélio dos Anjos pode avançar num 4-2-3-1, tendo um dos laterais ajudando. Artur, que atua pela esquerda do campo, é quem costuma subir, fechando a linha de três junto aos homens de meio-campo. Lucca fica como atacante de referência, esperando passes dos companheiros, o que pode ser mantido mesmo na sua ausência.

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Postura dos alvinegros em transição ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

“A principal saída de bola da Ponte Preta é pela direita, com as investidas do lateral Norberto. Além disso, vinha encontrando dificuldades para criar jogadas ofensivas por não ter camisa 10, tanto que a contratação de Élvis era a prioridade, enquanto os atacantes seguem errando muitas finalizações”

André Esmeriz, repórter no Futebol Interior

COMO DEFENDE

Os números defensivos dão um alento para a torcida da Ponte. Apesar dos 15 gols sofridos em 18 jogos, a Macaca foi vazada apenas duas vezes durante os últimos cinco jogos, principalmente pela alteração de postura proposta pelo técnico Hélio dos Anjos. O comandante passou a colocar o time num sistema formado por três zagueiros, abdicando da linha de 4 e tendo uma de 5.

Compactação defensiva dos paulistas ao ficarem sem a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

Sem a bola, o time de Campinas pode se fechar no 5-4-1, tendo assim todos os jogadores participando da ação defensiva, exceto o centroavante. Já em outros momentos, pode avançar suas linhas e formar um 5-2-3, com os alas mais distantes do trio de zaga e os volantes se aproximando para auxiliar na contenção. Estas situações, entretanto, podem dar espaços aos adversários para conseguirem infiltrações.

“A principal força da Ponte na Série B é a questão defensiva, que ficou mais segura após Hélio dos Anjos adotar o sistema com três zagueiros. O time começa os jogos apostando numa marcação alta, mas por vezes não consegue manter o ritmo durante toda a partida”

André Esmeriz, repórter no Futebol Interior
Marcação pode ter linhas mais altas se necessário, gerando espaços (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Norberto (LD) – Homem de confiança. Lateral-direito de origem, Norberto vem jogando mais avançado no sistema de três zagueiros proposto por Hélio dos Anjos. Apesar de chegar no ataque muitas vezes como um ponta pela direita, também ajuda na marcação fechando a linha de cinco. Atuando em 12 jogos na Série B até o momento, todos como titular, o camisa 2 tem um gol e uma assistência.

Élvis (MEI) – Novidade no meio. Depois de ser peça fundamental no acesso do Goiás em 2021 e ter bom começo na atual Série A, o meia Élvis chega na Ponte Preta para ser titular absoluto e ajudar a dar qualidade à equipe no restante da Segundona. Defendendo o Esmeraldino no Brasileirão, marcou quatro vezes e foi garçom em outras duas nas 13 partidas que disputou.

Danilo Gomes (ATA) – O substituto. O atacante Danilo Gomes, emprestado pelo São Paulo no começo da temporada, terá a dura missão de entrar na vaga de Lucca, artilheiro da competição e autor de nove dos 11 tentos dos alvinegros na competição. Apesar de já ter atuado em 14 ocasiões, o jogador de 23 anos, que costuma atuar como ponta pela direita, ainda não balançou as redes.

Créditos da foto principal: Diego Almeida/Ponte Press

Em destaque

Sem clima: análise Sport 0 x 0 Vila Nova

Por: Ivan Mota

Sob vaias. Em nova atuação ruim do setor ofensivo, o Sport empatou sem gols diante do Vila Nova nesta segunda-feira (18) e segue distante do G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Em partida disputada na Ilha do Retiro, pela 19ª rodada, os rubro-negros tropeçaram no lanterna, com direito a xingamentos destinados ao treinador Lisca.

Em seu possível último jogo pelo Leão, o técnico tentou repetir o mesmo time que empatou em 0 x 0 com o Operário na última rodada, mas não conseguiu já que o lateral-direito Ewerthon não se recuperou a tempo de lesão na coxa direita. Ezequiel entrou em sua vaga. Assim, Ray Vanegas seguiu atuando na referência do ataque, ficando ao lado de Thiago Lopes e Juba.

Formação inicial dos leoninos para duelo na Ilha do Retiro (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Começo ofensivo. Com muito mais posse de bola, o Sport chegou ao campo de ataque levando todos seus jogadores, postado num 3-5-2 tendo Ronaldo atuando entre os zagueiros e Thiago Lopes ao lado de Vanegas, dando maior liberdade aos alas. Mesmo assim, as primeiras finalizações do Leão surgiram em chutes de longa distância com Ronaldo e Sabino.

Imposição leonina sem ninguém atrás do círculo central (Imagem: SporTV/Premiere)

Com o passar dos minutos, as chances foram melhorando, porém a falta de pontaria do ataque pernambucano continuou. Juba dominou cruzamento de Ezequiel já na grande área, mas acabou finalizando em cima do goleiro Tony. Deixando os goianos muito acuados, o Sport permaneceu intenso na pressão e rondou o campo defensivo adversário, ainda que tivesse muita dificuldade na criação.

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As outras duas boas chances do primeiro tempo surgiram pelos pés de Ray Vanegas. Aos 33 minutos, o atacante fez grande jogada pelo lado esquerdo, se livrou da marcação com bonito corte e finalizou no travessão. Um minuto depois, o colombiano recebeu na grande área, girou com muita categoria e mandou a bola raspando na trave. O Tigre, que só chutou aos 38 minutos em arremate sem direção de Riquelme, chegou poucas vezes ao setor defensivo rubro-negro, que se fechou num 4-5-1, tendo Juba e Thiago Lopes fechando a segunda linha ao lado dos três volantes.

Compactação em blocos médios dos donos da casa (Imagem: SporTV/Premiere)

Com a entrada de Paulinho na vaga de Blas no retorno ao segundo tempo, o Sport deu sinais de maior ofensividade e mais jogadas ofensivas. Porém, não foi o que se viu. Errando muitos passes e desorganizado, a melhor chance de gol aconteceu pelo próprio Paulinho, após completar de cabeça o passe de Fábio Alemão, mas Alex Silva tirou em cima da linha.

Assim, Lisca promoveu mudança tripla, colocando Denner, Jaderson e Búfalo em campo, buscando uma pressão final para abrir o placar. Terminando a partida com 74% de posse, o Leão seguiu desorganizado do meio para frente e não conseguiu levar perigo real ao goleiro Tony. Nos minutos finais, ainda se postou num 3-4-3, tendo Fabinho e Sander atuando como alas ao lado de Juba e Denner no meio-campo, contudo o zero se manteve até o apito final.

Pressão sem sucesso dos pernambucanos na etapa final (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Rafael Bandeira/SCR

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Sport na Série B: como joga taticamente o Vila Nova

Por: Mateus Schuler

Na força da Ilha. Sexto melhor mandante da competição com 70,8% de aproveitamento, o Sport recebe o lanterna Vila Nova para fazer dever de casa e voltar a se aproximar do G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro. Partida está marcada para esta segunda-feira (18) às 20h, no Recife, válida pela 18ª rodada.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Colorado.

O TIME

Indefinido. Por conta do pouco tempo de preparação, pois foi derrotado pelo CSA na última sexta-feira (15), o Tigre ainda não tem escalação confirmada. Muito se deve pela sequência negativa da equipe, abrindo a possibilidade de terem três volantes entre os titulares, assim como na referência do ataque. A única certeza é a volta de Alex Silva à lateral direita, já que a negociação ao futebol do Irã melou.

Goianos ainda possuem dúvidas para encarar os leoninos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pouco produtivo. Ser lanterna não é por acaso, já que o Vila Nova fez apenas 11 gols, um abaixo do próprio Sport e dividindo a marca junto a CSA, Guarani e Ponte Preta. O baixo aproveitamento nos chutes é um dos principais reflexos da fase complicada que o Vila vive, sendo o quinto time com maior número de finalizações — 256 no total — e tem 83 acertos, equivalentes a 32,4%.

Volantes recuam e ajudam durante transição ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Trabalhando desde a defesa em jogo apoiado, fazem a transição na saída 4+2, com a dupla de volantes se aproximando a linha defensiva, além das aproximações das peças do meio em diante. Assim, há manutenção do seu 4-2-3-1 de base, deixando geralmente os extremos responsáveis por dar a amplitude.

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Extremos são constantemente acionados em fase ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

“O Vila passou um longo período sem marcar gol com bola rolando. É o pior ataque, apesar de Arthur Rezende sempre conseguir municiar bem os companheiros de setor ofensivo durante as transições, que são exploradas tanto pelos lados, como por dentro”

Paulo Massad, repórter na Rádio Sagres

COMO DEFENDE

Problemas à vista. Dono da segunda defesa mais vazada desta Série B, com 20 gols sofridos em 81 arremates na direção da sua meta, sendo quase 25% de aproveitamento. Nos dois confrontos à frente do Colorado, Allan Aal viu a rede da equipe goiana balançar em três oportunidades, precisando ajustar a compactação.

Compactação defensiva em blocos médios quando mandante (Imagem: SporTV/Premiere)

“A tendência é que o time entre, contra o Sport, mais precavido e tendo a possibilidade de jogar com três volantes. Isso gera a opção de Ralf ganhar a vaga no meio-campo junto a Rafinha e Arthur Rezende, buscando deixar o setor mais povoado para controlar o jogo”

Paulo Massad, repórter na Rádio Sagres

Ao ficar sem a bola, o Colorado se costuma fechar num 4-5-1 e é esperada a manutenção da postura caso vá a campo com três volantes. Desse modo, as peças da beirada recompõem junto aos meio-campistas, já o centroavante se isola e tenta fazer a pressão na saída adversária. Outra opção é formar o 4-4-2 de blocos médios, tendo o meia mais armador ao lado do atacante de área.

Goianos podem ficar ainda mais recuados se necessário (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Rafael Donato (ZAG) – Sustentação. Mesmo com os números ruins no setor, o defensor vem desempenhando boas atuações. Nos 16 jogos que disputou até o momento, totaliza 59 cortes, sendo o vice-líder da equipe no quesito, além de ter 39 interceptações. Forte na bola aérea ofensiva e defensiva, é uma das armas para ajudar o time.

Arthur Rezende (MC) – Polivalente. Armador de origem, Arthur tem atuado na cabeça de área do Tigre, mas sendo o responsável por fazer a ligação entre defesa e ataque. Dos seus pés, já foram criadas três grandes chances e uma assistência, além de ser o homem da bola parada. Chutando tanto de curta, como de média distância, já marcou quatro gols, dando 40 finalizações.

Rubens (ATA) – Faro de gol. Caso seja titular, pois briga com Daniel Amorim pela vaga, pode ser a esperança para o setor ofensivo. Nos últimos três jogos que disputou, balançou as redes duas vezes, sendo a última na derrota para o CSA na rodada passada. Mostrando boa movimentação na pequena área, surge quase sempre como opção de passe.

Créditos da foto principal: Roberto Corrêa/Vila Nova

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Imaturo: análise Náutico 1 x 2 Chapecoense

Por: Mateus Schuler

Derrota amarga. Sem forças para segurar a vantagem, o Náutico perdeu para a Chapecoense de virada neste domingo (17), nos Aflitos, e segue no Z-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Após sair em vantagem com Geuvânio, o Timbu falhou duas vezes na bola aérea e foi derrotado por 2 x 1; Léo e Xandão marcaram pela Chape em partida da 18ª rodada.

Sem surpresas. Em relação ao confronto diante do Grêmio, na última rodada, o Timba foi a campo com somente uma mudança, mesmo sendo derrotado. O lateral-direito Thássio recebeu seu terceiro amarelo e cumpriu suspensão automática, tendo Ralph — recuperado de lesão — entrando em sua vaga e deslocando Luís Felipe à ala direita.

Formação inicial do Timba frente aos catarinenses (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bastante equilibrada, já que os dois lados tentaram ter a posse, mas pecaram pela falta de criatividade. Empurrado por sua torcida, o Náutico foi quem demonstrou maior volume de jogo e partiu para cima com mais frequência, conseguindo a primeira boa chance: após boa jogada pela esquerda, João Lucas cruzou na área e Franco emendou de primeira sem dar sustos.

Postados num 3-4-3 tendo somente o trio de zaga atrás do círculo central, os alvirrubros continuaram indo para cima, porém a transição seguiu falha e os ímpetos foram anulados pelos seus próprios erros. Assim, a Chapecoense se atirou e conseguiu seu primeiro grande momento: Betinho ficou com a sobra na entrada da área e chutou forte para defesa segura de Lucas Perri.

Postura ofensiva dos pernambucanos para furar o bloqueio alviverde (Imagem: TV Globo)

Apresentando problemas de compactação defensiva, o Timba foi deixando o setor fragilizado e a Chape passou a ser mais criativa. Em um dos lances que criou, Betinho aproveitou saída errada e arrematou cruzado, tirando tinta da trave direita. Logo na sequência, Perotti entrou na partida substituindo Derek, sentindo dores musculares.

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No primeiro lance em campo, explorando um 4-5-1 desordenado do Timbu, o atacante da equipe alviverde levou perigo ao finalizar de fora da área, a bola quicar e quase enganar Perri, contudo o goleiro afastou. Em seguida, o árbitro marcou pênalti a favor dos catarinenses num cabeceio de Perotti na mão de João Lucas; depois de revisão no VAR, a decisão foi revertida.

Falhas na compactação defensiva do Náutico (Imagem: TV Globo)

Para o segundo tempo, Roberto Fernandes optou por mexer no sistema tático ao sacar Pedro Vitor, inoperante na primeira etapa, e promover a estreia de Jonathas Jesus. Dessa maneira, o time passou a ficar num 4-2-3-1 variado ao 4-1-4-1, fazendo João Lucas atuar na função de origem e Jean Carlos com papel de armador.

Apesar da mudança, o primeiro bom lance nos 45 minutos finais foi em favor da Chape: Claudinho bateu forte de fora da área e Perri espalmou. O susto foi a deixa para os anfitriões acordarem de imediato. Jean Carlos chutou firme e parou em defesaça de Vagner, mas Geuvânio apareceu livre como uma bala e completou para a festa nos Aflitos.

Tentativa de imposição sem sucesso no ataque (Imagem: TV Globo)

Impondo-se no ataque, com João Lucas e Júnior Tavares — substituto de Luís Felipe — revezando de posição, o Timba tentou pressionar para ampliar logo a vantagem. Sem sucesso, acabou sucumbindo e cedendo empate na bola aérea: Betinho cobrou escanteio no meio da pequena área, a marcação não afastou e Perotti cabeceou; Léo se antecipou aos defensores e desviou para o gol.

Com o empate no placar, a torcida voltou a incentivar, mas preocupada pela queda de produção alvirrubra dentro de campo. E assim quase o Timba ficou em vantagem novamente. Após bola alçada na área, Jonathas Jesus tocou para o meio e Kieza chegou completando, mas Kevin tirou em cima da linha. No fim, o banho de água fria. Orejuela bateu escanteio na primeira trave para Xandão, que aproveitou novo descuido defensivo e testou no fundo da rede.

Mesmo bem compactado, Timba falhou pelo alto (Imagem: TV Globo)

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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Fazendo história: análise Afogados 7 x 0 São Paulo Crystal

Por: Ivan Mota

Sete vezes Coruja. Em atuação impecável, o Afogados atropelou o São Paulo Crystal e avançou ao mata-mata da Série D do Campeonato Brasileiro. Neste sábado (16), a Coruja goleou o Carcará por 7 x 0, no Vianão, e enfrenta agora o ASA; com dois gols de Anderson Chaves e Marquinho, e um de Felipe Eduardo, Nunes e Pedro, que marcou contra.

Para o duelo decisivo, Ito Roque repetiu a escalação que venceu o Icasa, fora de casa, na última rodada por 5 x 2, dando manutenção ao tradicional 4-2-3-1 do Tricolor do Pajeú. Assim, Renezinho continuou como meia de armação e atuando ao lado dos extremos Nunes e Matheusinho, bem como o artilheiro Anderson Chaves no comando de ataque.

Formação inicial dos sertanejos foi mantida pela segunda vez seguida (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Começo alucinante. A primeira boa chegada foi dos visitantes, quando Isaías apareceu de frente ao goleiro Léo após receber bom passe, mas estava em posição irregular. Aos três minutos, porém, o artilheiro Anderson Chaves deu início aos trabalhos. Toninho Paraíba fez o cruzamento e o camisa 9 deu leve toque de cabeça que Rafael William quase defendeu; a bola passou sobre a linha e o gol foi confirmado.

Sabendo que só a vitória interessava, os pernambucanos continuaram indo para cima, seguindo postados no 4-2-3-1 inicial e explorando a velocidade pelos lados, principalmente com Matheusinho. O segundo gol quase saiu em uma jogada do camisa 11, que avançou bem, se livrou da marcação e cruzou na medida para Anderson Chaves; cabeceio foi em cima do goleiro.

Coruja atacou postada na própria tática-base (Imagem: InStat TV)

O segundo gol tricolor saiu ainda com 20 minutos. Matheusinho avançou em liberdade pela esquerda e tentou o passe para Anderson Chaves, contudo o zagueiro Pedro, do São Paulo Crystal, tentou tirar e mandou contra o próprio patrimônio, aumentando a vantagem e evitando assim possíveis sustos dos paraibanos.

Nos minutos finais da primeira etapa, o Carcará chegou duas vezes levando perigo em contra-ataques, entretanto o goleiro Léo fez boas defesas. Sem a bola, a Coruja se postou no 4-3-3, com Matheusinho ajudando na marcação aos lados dos volantes, mantendo o placar inalterado até o final da primeira etapa.

Compactação defensiva dos sertanejos nos 45 minutos iniciais (Imagem: InStat TV)

E os gols voltaram a surgir logo no começo da segunda etapa. Nunes tentou duas vezes ao receber cruzamento de Mattheus, parando em Rafael Willian na primeira e completando no rebote. Pouco depois, Anderson Chaves fez o segundo dele. E foi um golaço do artilheiro, que recebeu grande lançamento de Airton Júnior e encobriu o goleiro com categoria.

Querendo ainda mais, o Afogados avançou num 4-3-3 depois da saída do trio de ataque para entradas de Breninho, Marquinho e Felipe. Não demorou para os substitutos deixarem suas marcas. Numa sequência incrível de três gols em três minutos, os pernambucanos deram números finais à goleada histórica. Renezinho sofreu pênalti após ser derrubado por Daniel, com Felipe anotando o quinto. Marquinho fez o sexto depois de um desarme no campo ofensivo, tendo o trabalho apenas de empurrar ao fundo das redes. Logo na sequência, o camisa 22 marcou novamente emendando uma bomba sem dar chances para o goleiro adversário.

Afogadenses ficaram mais intensos na reta final do duelo (Imagem: InStat TV)

Apesar do placar elástico, a comemoração oficial só veio quando chegou a notícia do empate do Globo com o Icasa. Placar fez os pernambucanos irem à 4ª posição da chave e garantirem, assim, sua tão sonhada vaga no mata-mata da Série D, mantendo vivo o sonho pelo acesso.

Créditos da foto principal: Cláudio Gomes/Afogados FC

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Anti-buroCrato: análise Crato 1 x 5 Retrô

Por: Mateus Schuler

Fênix impiedosa. O Retrô não tomou conhecimento do Crato e encerrou a primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro goleando. Em duelo disputado neste sábado (16) no Inaldão, em Barbalha, goleou o Azulão por 5 x 1 com dois gols de Rodrigo Fumaça, e um de Rondinelly, Guilherme Santos e Otávio; Brendon descontou.

Poupado, o time azulino foi a campo até sem o técnico Dico Wooley, sendo comandado pelo auxiliar Rômulo Oliveira. Dos titulares que entraram contra o Sousa, na última rodada, apenas Diego Cardoso e Alencar permaneceram frente aos cearenses, tendo assim nove substituições: saíram Jean, Felipinho, Renan Dutra, Guilherme Paraíba, Mayk, Charles, Radsley, Mascote e Gustavo Ermel; Erivelton, Yuri Bigode, Lucas Silva, Sandoval, Guilherme Santos, Warian, Rondinelly, Giva e Rodrigo Fumaça foram acionados.

Pernambucanos entraram com time praticamente reserva (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Apesar de quase não ter jogo, devido a um atraso de 30 minutos da entrada do Crato no campo, o Retrô começou elétrico e sem ter piedade. Com linhas de marcação altas e segura ao ter a bola, a Fênix saiu à frente logo aos dois minutos: goleiro Preto se atrapalhou na saída e deu um presente para Giva, que dominou e rolou para Rondinelly abrir contagem.

Intensos no 4-3-3 de base, fazendo constantes trocas de posicionamento no intuito de confundir a marcação, os azulinos não demoraram para ampliar a vantagem. Diego Cardoso inverteu da esquerda à direita nos pés de Alencar, que dominou e deu passe preciso para Rodrigo Fumaça; o camisa 11 passou livre por dentro nas costas do marcador e tocou na saída do arqueiro rival.

Distribuição ofensiva dos pernambucanos (Imagem: InStat TV)

Seguros em fase defensiva, os pernambucanos formaram um 4-5-1 quando não tiveram a bola, alternando entre 4-2-3-1 e 4-1-4-1 para fechar o máximo de espaços para infiltrações do Azulão. Apesar de neutralizar as investidas, o time cearense fez o gol de honra: Brendon cruzou à meia altura quicando na pequena área e Erivelton, sozinho, se enrolou, mandando para dentro de sua própria meta.

Curtindo o conteúdo? Apoie nosso projeto clicando aqui ou via pix. Chave: pernambutatico@gmail.com

Na volta do intervalo, Rômulo optou por manter a escalação inicial, o que deu sequência ainda ao poderio ofensivo. E assim saiu o terceiro tento retroense. Após troca de passes veloz, Rondinelly recebeu de Giva e bateu cruzado para defesa parcial do arqueiro celeste; a sobra ficou para Fumaça, que só teve o trabalho de completar.

Compactação dos retroenses em fase defensiva (Imagem: InStat TV)

A vitória tranquila ocasionou nas primeiras mexidas, sendo quatro, das cinco possíveis, de uma vez só. Diego Cardoso, Giva, Yuri Bigode e Alencar saíram e tiveram João Guilherme, Mutante, Alê Silva e Otávio entrando nas respectivas vagas, mantendo inclusive a estrutura tática. Os pernambucanos seguiram a atacar, mesmo modificados, e foram recompensados: depois de ser lançado pela direita, Alê Silva foi até a linha de fundo e fez um cruzamento na medida para Guilherme Santos, que cabeceou forte sem chances para Preto.

No fim, performando um 2-4-4, ainda teve tempo para rede dos mandantes balançar novamente, dessa vez fechando o placar. Após tabela com Fumaça — que virou garçom — pelo meio, Otávio dominou e saiu de frente para o gol. Livre de marcação, o camisa 17 soltou o pé no canto esquerdo, garantindo o triunfo ao Retrô.

Imposição azulina mesmo com larga vantagem no placar (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Marcelo Trajano/Retrô FC Brasil

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Náutico na Série B: como joga taticamente a Chapecoense

Por: Felipe Holanda

Para fazer o Caldeirão ferver outra vez. Em retrospecto negativo nos Aflitos, o Náutico recebe a Chapecoense em confronto direto na luta contra a zona de rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo acontece neste domingo (17) às 16h, no Recife, sendo válido pela 18ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais do Verdão do Oeste.

O TIME

Estreante, Marcelo Cabo terá problemas para definir o time titular. Zagueiro Victor Ramos e atacante Luizinho estão suspensos, enquanto Marcelo Freitas fica fora por lesão. Para agravar o quadro, meia Tiago Real deixou Chapecó rumo ao futebol árabe, forçando Cabo utilizar alguns pratas da casa na lista de relacionados.

Provável formação inicial dos catarinenses (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pouca produtividade. A Chapecoense marcou 15 gols na Segundona e é dona do quinto pior ataque da Segundona, à frente de Vila Nova, Guarani, CSA e Ponte Preta, todos com 11, além de Sport e Brusque, que fizeram 12 e 13, respectivamente. O principal modelo para surpreender as defesas rivais é explorar um 4-3-3 de peças espaçadas, buscando ter transições rápidas e apoio dos laterais.

Organização alviverde com participação dos laterais (Imagem: SporTV/Premiere)

Será a primeira partida sob o comando de Marcelo Cabo, algo que sinaliza a possibilidade de acontecer novidades na estratégia de atacar. Como visto nos tempos de Gilson Kleina, o Verdão do Oeste utiliza saída 4+2, deixando os volantes responsáveis pela construção ainda no meio-campo, enquanto os extremos tentam dar amplitude neste cenário.

Chape na transição ofensiva (Imagem: Brasileirão Play)

“É a estreia de Marcelo Cabo, que fez treinos setorizados durante a semana. Considerando as mudanças vistas, o time tem um meio-campo formado com um losango, buscando colocar um jogador de armação no setor, tendo ainda dois volantes de saída”

Rodrigo Goulart, repórter na Rádio Chapecó

COMO DEFENDE

Desalinhamento. Sofrendo 18 gols (mais de um por jogo), a Chapecoense tem a quarta defesa mais vazada da Série B, geralmente deixando espaços. Quando ameaçada, costuma montar suas linhas no 4-4-2 clássico, algo que deve permanecer com a chegada de Cabo ao Verdão, mas precisa de vários ajustes.

Linhas defensivas dos catarinenses (Imagem: SporTV/Premiere)

“O goleiro Vágner é bastante contestado, mesmo sem ter culpa nos gols sofridos. O time apresenta muitas falhas na compactação, dando muita liberdade aos adversários de finalizarem de curta e média distância com frequência”

Rodrigo Goulart, repórter na Rádio Chapecó

Em outros cenários, os catarinenses podem manter duas linhas de 4, porém no 4-1-4-1, tendo somente um cabeça de área e homem de referência. Neste cenário, o centroavante fica isolado para poder marcar a saída adversária, estratégia que pode facilitar a construção alvirrubra, com mais liberdade na segunda linha.

Marcação em blocos baixos (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Léo (ZAG) – Experiência comprovada. Zagueiro alviverde é um dos alicerces defensivos e será o mais acionado na ausência de Victor Ramos, ja que é o vice-líder do time em bolas afastadas, com 3,9 por partida na Segundona. Léo também chega bem ao ataque, principalmente em bolas levantadas na área.

Matheus Bianqui (VOL/MEIA) – Referência de movimentação, é o atleta mais decisivo do Verdão do Oeste nesta Série B, com quatro participações diretas. Organiza bem as ações pelo meio e, se mal marcado, pode tentar chutes de média ou longa distância, tendo assinalado quatro gols na competição até o momento.

Chrystian (MEIA/ATA) – Exemplo de disposição. Jovem meia desponta como um dos destaques da Chape, mesmo com a má campanha. É a válvula de escape pelo lado direito e costuma dar muita profundidade no último terço, marcando um gol e contribuindo junto a seus companheiros de equipe por dar uma assistência.

Créditos da foto principal: Reprodução/ChapeTV

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Empate com sabor de vitória: análise Santa Cruz 1 x 1 Lagarto

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Santa classificação. Na pulsação do Arruda neste sábado (16), o Santa Cruz buscou empate diante do Lagarto e contou com outros resultados para se classificar à segunda fase na Série D do Campeonato Brasileiro. Hugo Cabral, sempre ele, balançou as redes para a Cobra, enquanto Neto descontou; adversário no mata-mata será o Retrô.

Para o confronto frente aos sergipanos, Marcelo Martelotte promoveu duas novidades no time titular. A primeira delas foi no meio-campo, já que Gilberto sofreu lesão na coxa e abriu espaço para a entrada de Tarcísio. Hugo Cabral, recuperado de contusão, ganhou o lugar de Anderson Ceará, que cumpriu a suspensão automática.

Formação inicial do Mais Querido fechando a fase de grupos (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Inseguro. O começo da partida foi bastante equilibrado, mas o Santa Cruz se mostrou disperso e perdido quando atacou. Sem esboçar criatividade, pouco conseguiu levar perigo, à medida que teve fragilidades em fase defensiva. O Lagarto se sentiu à vontade e buscou explorar os erros corais para poder sair em vantagem.

E foi justamente em uma dessas falhas que abriram o placar. Mesmo tendo o 4-1-4-1 sem a posse, a Cobra Coral cometeu problemas de compactação e saiu atrás. Márcio Duarte recebeu bom lançamento e levantou da esquerda para Neto que, sozinho, cabeceou no lado direito do gol e deslocou o goleiro Jefferson.

Compactação sem sucesso do Tricolor do Arruda (Imagem: InStat TV)

Quando os visitantes tentaram cadenciar o jogo, a Cobra Coral formou um 4-2-3-1 para encontrar espaços na marcação lagartense. Neste cenário, o Mais Querido até conseguiu assustar, porém pecou na hora dos arremates e não conseguiu aproveitar bem os momentos. Num deles, Hugo Cabral errou o alvo.

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O mesmo Hugo não desperdiçou na sequência. Após levantamento na área de Matheuzinho, a bola passou por todo mundo e caiu na cabeça de Hugo, que marcou acertando o espaço entre o goleiro adversário e a trave. Foi tudo que os corais precisaram para esfriar os ânimos e ir ao vestiário pelo menos com o empate. Festa no Arrudão.

Corais saíram para o ataque em jogo apoiado (Imagem: InStat TV)

Satisfeito com o empate, já que os outros resultados estavam favorecendo, o Santa voltou muito mais cauteloso na etapa final e mais atento. Sem a posse de bola, a estratégia foi utilizar um 4-5-1 para poder minimizar os espaços e dificultar a troca de passes do Verdão durante a fase ofensiva, obtendo êxito e segurando o ritmo.

Martelotte precisou mexer no ataque para dar mais produtividade no último terço: entrou Raphael Macena e saiu Rafael Furtado. Antes, Furtado perdeu a grande chance da virada; Matheuzinho também deixou o gramado, abrindo vaga a Lucas Silva, fazendo Tarcísio passar a fixar de vez na armação, tendo maior liberdade para flutuar por dentro.

Forte compactação dos pernambucanos no segundo tempo (Imagem: InStat TV)

Deu certo. Com mais movimentação, o Tricolor partiu em busca do segundo gol, explorando os cruzamentos na área, principalmente advindos dos pés de Eduardo Ratinho. Serviu para animar os torcedores presentes ao estádio, que vinham fazendo confusão durante o jogo. A resposta do Lagarto veio em bola parada, mas Jefferson defendeu.

Do meio para o fim, o time passou a performar num 4-3-3, ora mais ofensivo, ora mais retraído, com Tarcísio sendo o principal responsável pela transição por dentro. Apesar disso, faltou criatividade no último terço e os sergipanos se seguraram bem, deixando o empate conquistado ainda antes do intervalo mantido até o apito final.

Créditos da foto principal: Evelyn Victoria/Santa Cruz

Em destaque

Encaminhando acesso: análise VF4-PB 0 x 2 Sport

Por: Mateus Schuler

Fúria leonina. Em mais uma atuação de respeito, o Sport saiu à frente na disputa pelo acesso na Série A-3 do Brasileirão Feminino. Contra o VF4-PB em João Pessoa, neste sábado (16), as Leoas mostraram muita valentia e venceram por 2 x 0 no Almeidão; gols marcados por Géssica e Débora BB, ambos no segundo tempo.

Apenas uma mudança. Em relação à equipe que vinha atuando nas últimas três partidas, quando repetiu a escalação inicial, a treinadora Regiane Santos fez uma alteração nas leoninas: a goleira Jana, que não ficou nem no banco, abriu espaço para a entrada de Gabi, repetindo as demais peças no 4-2-3-1 frente às paraibanas.

Pernambucanas tiveram somente uma novidade entre as 11 (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bastante equilibrada, com os dois lados se estudando e procurando espaços na marcação. Seguro quando foi atacado, o Sport não se intimidou e buscou mais o ataque, tanto que levou perigo primeiro. Após boa troca de passes, Débora BB encontrou Ísis livre pela esquerda, que bateu na saída da goleira adversária e acertou a trave; lance havia sido paralisado por impedimento.

Seguindo intensas ao atacar, formando um 4-3-3, as Leoas valorizaram bem a posse e foram chegando mais vezes, porém sem assustar. A insistência foi aumentando e quase marcaram o primeiro gol: Ísis saiu de cara para Brena, porém a arqueira se adiantou na hora certa e travou, evitando a abertura do placar.

Imposição rubro-negra durante a fase ofensiva (Imagem: Eleven Sports)

Variando entre 5-4-1 e 4-5-1 ao ficar sem a bola, o time rubro-negro mostrou certa solidez defensiva, neutralizando as chegadas do VF4 ao último terço. As paraibanas só conseguiram levar perigo real em chute de muito longe com a atacante Lu Meireles, entretanto Gabi estava atenta e afastou pela linha de fundo.

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Na volta do intervalo, as leoninas voltaram com a mesma proposta usada no primeiro tempo, atacando quando possível e em segurança ao defender. Nos minutos iniciais, as duas equipes não conseguiram ser criativas, pois ambas se postaram bem na fase defensiva, o que foi deixando o confronto bastante truncado.

Compactação das Leoas ao ficarem sem a bola (Imagem: Eleven Sports)

Performando duas linhas de 4 ao se fechar, as pernambucanas seguraram o ímpeto das donas da casa e passaram a apostar no contra-ataque e no erro adversário. Mirelly entrou no lugar de Pintinho para renovar o fôlego ofensivo e, logo na sequência, quase saiu o primeiro: após saída errada da defesa das alvinegras, Débora BB recebeu na entrada da área e bateu com muito perigo.

Pouco depois, Vanessinha e Gabriela foram acionadas nas vagas de Layza e Ísis, respectivamente. Aí deu resultado. Mirelly passou para Vanessinha, que fez o cruzamento na segunda trave e Géssica cabeceou dentro da barra. Em seguida, a goleira Brena se atrapalhou na saída e jogou no pé de Débora BB, que arrancou e chutou forte de longe, marcando belo gol fechando o placar.

Marcação mais alta na segunda etapa deu resultado (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Sandy James/Sport

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Santa Cruz na Série D: como joga taticamente o Lagarto

Por: Ivan Mota

Folha de Arruda. Fazendo figa para envenenar o Lagarto, o Santa Cruz entra em campo dependendo somente de si para avançar ao mata-mata da Série D do Campeonato Brasileiro. Em jogo pela 14ª e última rodada do Grupo A4 neste sábado (16), às 16h, a Cobra Coral recebe os sergipanos precisando de uma vitória simples para se classificar.

Separamos tudo sobre o próximo adversário tricolor: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho e muito mais do Verdão.

O TIME

Com a classificação garantida, o técnico Givanildo Sales deve poupar alguns dos titulares que estão pendurados, já visando o jogo de ida da próxima fase. Assim, atletas como Natan, Rhuan, Davi Ceará, Lucas Rian e Pedro Henrique são esperados para ficar de fora, tendo Diogo, Cleiton, Reny Max, Tiquinho e Netinho como possíveis e respectivos substitutos no meio-campo e ataque.

Provável formação alviverde frente aos corais (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Melhor ataque do Grupo A4 com 22 gols em 13 partidas, o Lagarto aposta na velocidade do seu trio de ataque para levar perigo aos adversários, podendo partir para o ataque num 4-2-3-1. O meia de ligação avança para atuar ao lado dos pontas, deixando assim o centroavante isolado. A dupla de volantes também costuma chegar junto nas jogadas ofensivas.

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Variação ofensiva dos sergipanos, mas com aproximação das peças (Imagem: InStat TV)

Fora de casa, porém, apenas cinco tentos foram marcados, que faz o Verdão atuar mais fechado e explorando mais os contragolpes. Quando consegue ir ao campo ofensivo, pode seguir postado no seu 4-3-3 de base com apoio de um dos laterais, valorizando mais a troca de passes e fazendo assim um jogo apoiado.

Manutenção da tática-base em fase ofensiva (Imagem: InStat TV)

“Lagarto costuma jogar com três homens no meio e no ataque, buscando explorar a velocidade pelos lados. Setor ofensivo geralmente marca muitos gols por partida, tendo aproveitamento positivo quando consegue chegar no último terço”

Raimundo Celestino, repórter na Rádio Serigy FM

COMO DEFENDE

Os sergipanos também são donos da melhor defesa da chave, pois sofreram apenas 11 gols até o momento. Tais números podem ser explicados pela boa consciência tática, já que todos os jogadores costumam retornar ao sistema defensivo. Em alguns momentos, pode se fechar no 4-5-1, deixando somente o camisa 9 no aguardo de um possível contra-ataque.

Blocos médio/baixos dos alviverdes sem a bola (Imagem: InStat TV)

Em outros casos, a tendência é formar o tradicional 4-4-2, tendo o camisa 10 atuando mais próximo do atacante e duas linhas de 4. Com muita solidez, o time não costuma ser muito vazado nas partidas, sofrendo mais de um tento em dois jogos durante toda campanha; empate em 3 x 3 contra o CSE e no 2 x 2 fora de casa diante do Jacuipense, acumulando uma derrota na Série D.

Compactação defensiva do Lagarto para neutralizar ações adversárias (Imagem: InStat TV)

“Defensivamente, busca se fechar ao máximo, tentando bloquear as investidas dos adversários usando o maior número de peças possível. Mesmo desfalcado, o time vai tentar manter a postura, descendo as linhas e fazendo boa compactação”

Raimundo Celestino, repórter na Rádio Serigy FM

PARA FICAR DE OLHO

Careca (GOL) – Paredão. Careca chegou ao Lagarto em 2022 após disputar o Campeonato Tocantinense pelo Capital FC e rapidamente se tornou titular e atuou em todos os jogos da Série D até o momento. O goleiro vem sendo um dos nomes mais importantes para o baixíssimo número de gols sofridos pela equipe.

Júnior Goiano (ZAG) – Força aérea. Seguindo os mesmo passos de Careca, o zagueiro Júnior Goiano também veio dos tocantinenses para reforçar o time na competição e se firmou entre os 11, se tornando um dos pilares defensivos e também ajudando no ataque nas jogadas pelo alto, com um gol marcado no torneio.

Netinho (ATA) – Chance de ouro. O jovem atacante de 20 anos é formado na base e deve ter a primeira oportunidade. Netinho foi o autor do gol da virada no clássico frente ao Sergipe, marcando aos 47 minutos e garantindo os três pontos sobre o rival, despontando como solução caseira para a referência do Verdão.

Créditos da foto principal: Marcio Lima/Lagarto FC

Em destaque

Atordoado: análise Botafogo 4 x 0 Náutico

Por: Mateus Schuler

Sem aspiração e inspiração. Pouco criativo e falho defensivamente, o Náutico sofreu a terceira derrota em três jogos disputados no Brasileiro de Aspirantes. Em partida válida pela terceira rodada do Grupo C, o Timbu foi goleado pelo Botafogo no Luso Brasileiro, no Rio de Janeiro, por 4 x 0 nesta sexta-feira (15); dois gols de Juninho, e um de Rikelmi e Enio, cada.

Novidades. Ainda sem vencer na competição, o Timba até teve manutenção do sistema tático, contudo entrou com seis novidades da escalação inicial. A primeira delas foi na barra, tendo Renan no lugar de Bruno Gomes, enquanto Índio, Daflon, Thássio — suspenso no profissional —, Júlio e Kauan ganharam as vagas de Bruno Luiz, Cauê, Kayon, Léo Gomes e Kauã, respectivamente, em comparação ao clássico frente ao Sport.

Formação dos alvirrubros para confronto diante dos botafoguenses (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Acuado. Assim como durante maior parte do duelo, o Náutico ficou preso em seu campo, muito pela intensidade do Botafogo quando teve a bola aliada à marcação alta. E foi assim que os donos da casa criaram a primeira chance de perigo. Rikelmi pegou a sobra pela direita e bateu forte, mas Renan cortou. Em seguida, o camisa 7 teve rebote do goleiro na entrada da área e soltou o pé, sem dar possibilidades de defesa.

Variando entre 5-3-2 — mais comum — e 4-4-2 sem a posse, o Timbu ficou ainda mais sem reação após ficar em desvantagem no placar. Se o ataque foi inoperante, o sistema defensivo mostrou um pouco de solidez, fechando os espaços para infiltrações botafoguenses. Por conta do recuo, sofreu mais um gol depois da bola ir na mão de Kauan; Juninho cobrou fraco e o arqueiro alvirrubro conseguiu desviar, porém insuficiente para impedir o 2 x 0.

Timbu tentou se fechar em linha de 5 (Imagem: Botafogo TV)

Nem mesmo formando uma saída de 3, dando liberdade aos alas para irem ao setor ofensivo, demonstrou aumento na produtividade. Em desvantagem e sem poder criativo, os alvirrubros foram ao intervalo com derrota, gerando a entrada de Kauã no lugar de Felipe Simplício, principal responsável no setor de criação.

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A mexida até surtiu um pouco de efeito, já que a equipe pernambucana teve mais mobilidade, entretanto sequer assustou a meta alvinegra. E assim, após troca de passes, Joffre encontrou Enio aparecendo sozinho na pequena área para completar e fazer o terceiro. Assim, foi a vez de Kauan ser substituído e ter Kayon na sua vaga, aumentando — na teoria — a velocidade.

Tentativa de iniciar transição ofensiva ainda na defesa (Imagem: Botafogo TV)

O que já estava complicado, se agravou com a expulsão de Júlio por receber o segundo amarelo ao reclamar. E assim saiu o quarto tento. Rikelmi levantou na área e na medida para Juninho, que dominou e finalizou bem na saída de Renan, liquidando de vez a fatura e encerrando qualquer possibilidade para reação.

Se defendendo num 4-5, por ter um a menos, o Timba tentou bloquear mais espaços e evitar uma goleada ainda maior. No último lance, conseguiram a única boa oportunidade de todo o confronto: Kayon abriu na direita para Léo Gomes, que emendou bonito de primeira e parou em intervenção de Leandro no meio do gol.

Compactação defensiva com menos um em campo (Imagem: Botafogo TV)

Créditos da foto principal: Reprodução/Botafogo TV

Em destaque

DesVARlibrado: análise Operário 0 x 0 Sport

Por: Mateus Schuler

Sem pontaria. Além de prejudicado com gol mal anulado, o Sport falhou nas finalizações e empatou em 0 x 0 contra o Operário, seguindo longe do G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro. Nesta quinta-feira (14), o Leão abriu a 18ª rodada no Germano Krüger, em Ponta Grossa, e tropeçou diante do Fantasma.

Para a partida, o técnico Lisca optou por voltar ao sistema tático formado por três volantes no meio, mas dessa vez sem um centroavante de origem. Com o desfalque de Giovanni, fora após sentir lesão muscular, o comandante dos rubro-negros promoveu a entrada de Ronaldo ao lado de Fabinho e Blas na cabeça de área, já Ray Vanegas entrou no ataque e deixou Thiago Lopes na referência como falso 9.

Formação inicial dos pernambucanos diante dos alvinegros (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O confronto iniciou bastante movimentado e, ao mesmo tempo, equilibrado, com os dois times tentando explorar o erro para sair em vantagem. Jogando de maneira reativa, o Sport ficou mais em seu campo e apostou nos contra-ataques como alternativa de passar pela marcação imposta pelo Operário no começo.

Formando um 4-5-1 de blocos médios, o Leão conseguiu neutralizar o ataque adversário, à medida que foi encontrando espaços em busca do gol. A bola parada surgiu como opção e quase surtiu efeito: após escanteio curto pela esquerda, Sander levantou na pequena área e Thyere completou para o gol, mas o impedimento acabou sendo marcado corretamente.

Leoninos usaram contra-golpes e bolas paradas como armas ofensivas (Imagem: SporTV/Premiere)

O gol anulado fez os rubro-negros se atirarem cada vez mais e atacarem em maior intensidade, praticamente sufocando os paranaenses. Sander arriscou de longe pegando sobra da defesa e mandou com perigo. Logo em seguida, o lance polêmico de toda primeira etapa: Sabino deu lançamento na medida para Vanegas que, em posição legal, encobriu Vanderlei; arbitragem marcou novo impedimento, dessa vez erradamente.

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Impondo-se num 4-2-4 com os jogadores se alternando no posicionamento, os pernambucanos voltaram a assustar quando Vanegas foi lançado, porém bateu por cima. Em sequência, Fabinho e Sabino pararam na trave depois de cruzamento na área. Maílson ainda salvou num arremate de fora da área em chute de Silvinho, contudo o goleiro alvinegro fez milagre numa tentativa do camisa 11 leonino no contrapé.

Leão mostrou imposição quando teve a bola no pé (Imagem: SporTV/Premiere)

Na volta para o segundo tempo, a intensidade baixou drasticamente e o nível do jogo ficou muito abaixo do que estava. Sem realizar substituições, Lisca foi cauteloso e optou por atacar menos, tentando explorar o erro do Fantasma e assim surpreender. Apesar disso, os donos da casa mostraram maior volume em campo, entretanto não conseguiram assustar.

Para recuperar a ofensividade e sair em vantagem no placar, o comandante leonino promoveu as duas primeiras mudanças: Blas e Vanegas saíram para as entradas de Paulinho e Búfalo, formando um 4-3-3. E o prata da casa logo mostrou serviço, fazendo cruzamentos indo até a linha de fundo; num deles, Thyere cabeceou e Vanderlei fez defesaça. Na sobra, Thiago Lopes mandou para fora, desperdiçando gol feito.

Configuração ofensiva rubro-negra durante segundo tempo (Imagem: SporTV/Premiere)

Do meio para o fim, o confronto voltou a ficar equilibrado, com os dois lados tentando sair em vantagem, porém ambos sem sucesso. Assim, o treinador da equipe da Praça da Bandeira colocou Alan e Pedro Naressi nas vagas que estavam ocupadas por Thiago Lopes e Ewerthon, que saiu sentindo dores no posterior da coxa.

Se fechando num 4-1-4-1, o Leão teve a chance de matar o jogo em contra-ataque fatal que sobrou pela esquerda. Juba, no entanto, finalizou na rede do lado de fora, permanecendo assim no empate sem gols e fazendo o time se manter afastado do grupo de acesso à elite.

Leoninos atacaram no sistema tático-base depois das substituições (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: André Jonsson/OFEC

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Saldo positivo: análise Fluminense 0 x 0 Sport

Por: Ivan Mota

No lucro. Fora de casa, o Sport deu um passo importante para seguir vivo por classificação ao mata-mata do Brasileiro de Aspirantes com empate sem gols diante do Fluminense. Leão neutralizou líder do Grupo C em partida válida pela terceira rodada do Grupo C, disputada nesta quinta-feira (14), nas Laranjeiras.

Novidades. Mesmo embalado pela primeira vitória, o técnico Sued Lima realizou mudanças na equipe titular. Foram quatro: Denival ganhou a vaga de Saulo no gol, Ajul reassumiu a lateral direita no lugar de Ferrugem, Ronald foi acionado no meio-campo e Flávio substituiu Matheusinho na extrema esquerda.

Onze inicial do Sport para o duelo nas Laranjeiras (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Bom começo do Sport. Fazendo marcação alta e avançando em alguns momentos com todos os jogadores no campo de ataque, os garotos do Leão conseguiram criar as melhores chances do primeiro tempo. Adryan quase abriu o placar após avançar bem pelo lado esquerdo do ataque, se livrar da marcação e finalizar para boa defesa do goleiro Pedro Rangel.

Partindo para cima, os rubro-negros se postaram em um 4-3-3 com os dois volantes, Lucas André e Ronald, participando da criação das jogadas ao lado de Juan Xavier. Já os três homens mais avançados variaram bastante de função. Adryan e Flávio se revezaram entre a ponta esquerda e o centro do ataque.

Sport avança no 4-3-3 querendo o gol (Imagem: Flu TV)

Adryan teve outra boa chegada. O camisa 9 bateu na saída do goleiro, mas o zagueiro Cipriano conseguiu salvar o Fluminense em cima da linha. Com o tempo, os cariocas começaram a ter maior posse de bola, porém pararam na boa marcação leonina, que se postou em duas linhas de 4, tendo Juan Xavier e Cristiano voltando para fechar a segunda linha.

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O Tricolor, que poucas vezes venceu a defesa leonina, pecou principalmente no último passe. Nas muitas vezes que chegou à grande área, não levou perigo real ao goleiro Denival, mantendo assim o zero no placar até o fim da primeira etapa.

Leão se defende com duas linhas de quatro no primeiro tempo (Imagem: Flu TV)

O segundo tempo foi bastante movimentado, com os dois times criando muitas chances. A melhor do Sport aconteceu logo nos primeiros minutos após o intervalo, quando Flávio fez grande jogada, se livrou da marcação e mandou na trave. A bola sobrou para Adryan, que teve calma para cortar a marcação e, apesar do goleiro fora da barra, mandou por cima.

Nos minutos finais só deu Fluminense. Os donos da casa chegaram algumas vezes com perigo e, para se defender, os recifenses se fecharam num 4-2-3-1 tendo as linhas muito próximas para dar compactação; todos os jogadores ficaram no campo de defesa. Mesmo na pressão, os cariocas não conseguiram finalizar mostrando precisão, mantendo a igualdade até o apito final.

Pernambucanos se fecham nos minutos finais para segurar pressão do Fluminense (Imagem: Flu TV)

Créditos da foto principal: Mailson Santana/Fluminense FC

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Sport na Série B: como joga taticamente o Operário

Por: Mateus Schuler

Para construir caminho de volta ao G-4. Embalado pela vitória na última rodada, o Sport visita o Operário querendo manter a pegada e seguir na cola do grupo de acesso na Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo será disputado nesta quinta-feira (14) no Germano Krüger, em Ponta Grossa, às 18h30 pela abertura da 18ª rodada.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de uma setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos alvinegros.

O TIME

Mudanças à vista. Além do técnico Claudinei Oliveira, suspenso, o Fantasma vai a campo com duas novidades da derrota para o CRB e um desfalque já certo. Sob o comando do auxiliar Luciano Gussi, apenas o zagueiro Alemão, que teve uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho, é ausência, já Fabiano deixa o time para entrada de Raphinha, assim como Silvinho retorna do departamento médico no lugar de Fabiano.

Possível escalação dos paranaenses diante dos leoninos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Jogando e deixando jogar. Apesar de ser um dos times com maior média de posse, o Operário tem apresentado muito equilíbrio, já que os números giram em torno de 50%, buscando trabalhar a bola sempre que a detém. Assim, fez 18 gols e possui o segundo ataque mais positivo, dividindo ainda a marca ao lado de Criciúma, Bahia, Londrina, Sampaio Corrêa e Tombense; todos ficam atrás apenas do Cruzeiro, que marcou 21 vezes.

Peças buscam proximidade durante transição ofensiva (Imagem: Brasileirão Play)

Trabalhando desde a defesa em jogo apoiado, saem jogando num 4+2, com a dupla de volantes ajudando a linha defensiva, além de aproximar mais as peças do meio em diante no 4-2-3-1 de base. Outra opção no setor ofensivo é a formatação de um 4-3-3, recuando um dos volantes, já o outro se junta ao meia armador e aos extremos.

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Construção alterna entre beiradas e meio (Imagem: SporTV/Premiere)

“Nesses últimos dois jogos, Claudinei alterou o sistema tático no intuito de melhorar a transição ofensiva da equipe, já que a bola demorava para sair da defesa ao ataque. Primeira ideia foi usar três zagueiros, dando liberdade aos alas, enquanto a segunda, com linha de quatro, buscou a construção mais por dentro”

Letícia Cabral, repórter na Rádio Lagoa Dourada

COMO DEFENDE

Problemas. Dono da defesa mais vazada desta Série B ao lado do Náutico, com 21 gols sofridos, o time paranaense vive caos durante a fase defensiva. Além disso, teve 88 finalizações contra sua própria meta, sendo a equipe de maior número no quesito junto ao CRB. Principal ponto falho é a quantidade de espaços que são cedidos para chutes adversários, tal como a construção de jogadas no campo ofensivo.

Compactação defensiva em blocos médio/altos quando mandante (Imagem: SporTV/Premiere)

“Inicialmente, a proposta de atuar com três zagueiros foi para poder minimizar erros defensivos, principalmente infiltrações entrelinhas. A volta da linha de quatro, forçada por conta da lesão de Thales, foi insuficiente para corrigir os problemas de antes”

Letícia Cabral, repórter na Rádio Lagoa Dourada

O desenho mais frequente dos alvinegros, ao ficarem sem a posse, é o 4-3-3 de blocos médio/altos, buscando assim fechar espaços a seus adversários, principalmente quando o adversário cria por dentro. Alternativa é performar num 5-4-1, deixando assim aproximação maior entre as duas últimas linhas para ter os lados preenchidos e evitar infiltrações.

Postura mais retraída dos paranaenses (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Reniê (ZAG) – Pilar defensivo. Apesar dos inúmeros problemas apresentados pelo setor, o zagueiro é quem vem conseguindo ter melhor desempenho. Nos 16 jogos que disputou pelo Operário, totaliza 72 cortes, figurando no top 10 do quesito, além de ser pouco faltoso, cometendo somente 1,2 faltas por partida em média.

Tomas Bastos (MC) – Garçom. Com duas assistências, é o líder da equipe no critério, dando ainda 12 passes decisivos, mesmo sem ser o meia armador de origem. É também o homem da bola parada, cobrando escanteios ou faltas de média distância, marcando dois gols e tendo ainda 14 finalizações no total ao longo da competição.

Silvinho (PE) – Experiente. Um dos mais rodados no atual elenco alvinegro, o ponta esquerda se recuperou de lesão, mas segue sendo uma das principais referências técnicas, pois ainda tem a velocidade e o drible como armas em fase ofensiva. Não por acaso, balançou as redes duas vezes, deu 13 dribles e chutou 16 vezes na direção da meta adversária.

Créditos da foto principal: André Jonsson/OFEC

Em destaque

Motoqueiro fantasma: análise ASA 2 x 0 Santa Cruz

Por: Felipe Holanda e Ivan Mota

Desnorteado. Mesmo com um a mais durante boa parte do jogo, o Santa Cruz de Martelotte não se encontrou em campo e perdeu do ASA, desperdiçando oportunidade de carimbar classificação na Série D do Campeonato Brasileiro por antecipação. Neste domingo (10), em confronto pela 13ª rodada no Fumeirão, o Tricolor foi derrotado por 2 x 0, com gols de Benne e Xandy.

Principal nome da Cobra Coral nas últimas rodadas, Hugo Cabral foi baixa por lesão e acabou sendo poupado, não viajando para Arapiraca. O meia Anderson Ceará foi seu substituto, atuando centralizado e deixando Wescley e Matheuzinho pelas pontas do ataque tricolor, mantendo a base da equipe que derrotou a Juazeirense na última rodada.

Formação inicial do Mais Querido para jogo fora de casa (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O Santa começou acuado. Em jogada de velocidade, Roger Gaúcho avançou pela esquerda e serviu Anderson Feijão, mas a finalização foi bloqueada pela marcação coral. Para a sorte do Mais Querido, o ASA só teve opção de lances em bola parada, sem conseguir levar perigo à meta de Jefferson, inclusive na tentativa de Jorginho, que isolou.

Aos poucos, a corda foi apertando. Marcando no 4-2-3-1 de base, o time viu o adversário crescer no jogo, tanto que em cobrança de falta quase tirou o zero do placar. Feijão cobrou forte e carimbou a trave. A equipe comandada por Marcelo Martelotte pecou nas transições, principalmente ofensivas. Quando tentou responder, foi impedida pelo sistema defensivo alagoano.

Compactação sem sucesso do Tricolor do Arruda (Imagem: InStat TV)

Nem tão “bene”. O ASA, que muito insistiu, conseguiu chegar ao primeiro gol e justamente numa bola parada. Em cobrança de escanteio de Feijão dentro da grande área, o zagueiro Benne desviou o suficiente para vencer Jefferson e abrir contagem em Arapiraca. Na sequência, sem tempo para comemorar, Roger Gaúcho recebeu o cartão vermelho direto durante confusão, deixando os corais com um homem a mais.

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Com vantagem numérica em campo, o Tricolor tentou partir para o ataque também num 4-2-3-1, tendo Wescley e Matheuzinho jogando abertos pelas pontas, e Anderson Ceará, centralizado, sem conseguir criar oportunidades. Dessa maneira, a derrota parcial seguiu até o fim dos primeiros 45 minutos no Fumeirão.

Imposição pouco exitosa dos corais (Imagem: InStat TV)

Martelotte acionou o atacante Raphael Macena logo no intervalo, tirando o volante Gilberto e deixando o time mais ofensivo. E os primeiros minutos do segundo tempo foram de pressão dos pernambucanos. A melhor chance aconteceu após um bom passe de Anderson Ceará para Raphael Macena e o camisa 9 quase marcou, porém o zagueiro Benne salvou em cima da linha.

As oportunidades de empate, contudo, diminuíram muito com a expulsão de Anderson Ceará. O meia do Santa Cruz levou vermelho direto por agressão a Alysson durante o jogo parado. Indo ao tudo ou nada, os tricolores atacaram num 2-5-2 tendo forte avanço e apoio dos laterais. Foram os alagoanos que mostraram eficiência. Xandy acertou forte chute de longe no contra-ataque e venceu Jefferson, dando números finais ao jogo.

Martelotte tentou dar mais intensidade para buscar empate (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Rudney Melo/ASA

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Santa Cruz na Série D: como joga taticamente o ASA

Por: Ivan Mota

Dando asa à Cobra. A uma vitória de carimbar vaga no mata-mata, o Santa Cruz enfrenta o ASA para se manter em ascensão na Série D do Campeonato Brasileiro. Confronto acontece neste domingo (10) às 16h, no Fumeirão, sendo válido pela 13ª rodada do Grupo A4.

Separamos tudo sobre o próximo adversário tricolor: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho e muito mais do Fantasma.

O TIME

Jota Guerreiro deverá realizar duas alterações em relação ao time que foi derrotado na última rodada pelo Sergipe. Para o duelo decisivo diante dos pernambucanos, o treinador alvinegro não terá a presença do volante Zé Wilson, pois cumpre suspensão; Damasceno deve ser o substituto. Anderson Feijão é esperado para ser a outra novidade, aparecendo no ataque na vaga de Ermínio.

Provável escalação dos alagoanos para confronto (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Apesar da boa colocação na Série D, o ataque do ASA é o segundo pior do grupo: com 10 gols em 12 rodadas disputadas, apenas o Sergipe balançou as redes menos que os alagoanos. Iniciando as jogadas, o time costuma fazer uma saída 4+2, com os dois volantes próximos da primeira linha defensiva aguardando o passe para transição em jogo apoiado.

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Início da construção ofensiva dos arapiraquenses (Imagem: InStat TV)

Quando necessita do resultado, o Fantasma pode se impor ofensivamente no 4-3-3. Roger Gaúcho, meia de origem, surge como opção para aparecer no ataque e realizar um revezamento de funções, deixando assim Anderson Feijão mais recuado e responsável pela armação no meio de campo, com o intuito de confundir a marcação adversária.

Alvinegro tendo mais peças no meio para encontrar espaços (Imagem: InStat TV)

COMO DEFENDE

Com média de um gol sofrido por jogo, a defesa do ASA também não tem os melhores números, mesmo tendo passado cinco jogos sem ser vazada. No entanto, acabou sendo castigada em algumas partidas, como nas derrotas por 4 x 0 para o Lagarto e 3 x 2 diante do CSE. Buscando diminuir os espaços ao adversário, costuma se fechar em duas linhas de quatro, geralmente num 4-4-2.

Compactação defensiva dos alagoanos contra o Lagarto (Imagem: InStat TV)

Outra possibilidade, principalmente quando atua fora de casa ou já está em vantagem, é se fechar ainda mais, formando um 4-5-1. Apenas Júnior Viçosa fica no campo ofensivo, enquanto os pontas recuam para formar a linha de cinco ao lado dos homens de meio, tentando evitar assim a troca de passes e bloqueando a entrelinha.

Time arapiraquense postado sem a bola (Imagem: InStat TV)

PARA FICAR DE OLHO

Michel (LD) – Consistência. O lateral-direito de 31 anos atuou como titular em todos os jogos do ASA na Série D, totalizando um total de 32 partidas em toda a temporada e um gol marcado. Após passagem no Sampaio Corrêa, Michel chegou ao Fantasma em 2022 e rapidamente se tornou peça importante do setor defensivo.

Roger Gaúcho (MEI) – Velho algoz. O experiente meia de 36 anos é um dos principais nomes do elenco alvinegro. Com rodagem no futebol nacional, incluindo uma passagem pelo Náutico em 2008, marcou um dos gols da vitória alagoana sobre o Santa Cruz na primeira partida entre os dois times na competição.

Júnior Viçosa (ATA) – Esperança de gols. Contratado pelo Grêmio em 2010 após grande temporada pelo próprio ASA, o experiente atacante acumula ainda passagem também pelo Sport, retornou ao time de Arapiraca em 2022 para ser um dos líderes do elenco. Mesmo tendo marcado uma vez na Série D, é um dos artilheiros do time no ano, com oito gols em 21 jogos.

Créditos da foto principal: Rudney Melo/ASA

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Despertar da Coruja: análise Icasa 2 x 5 Afogados

Por: Mateus Schuler

Acordado. Em ritmo frenético, o Afogados goleou o Icasa fora de casa e segue vivo na disputa por uma das vagas no mata-mata da Série D do Campeonato Brasileiro. Neste sábado (9), em confronto da 13ª rodada na Arena Romeirão, em Juazeiro do Norte, a Coruja superou o Verdão por 5 x 2, com dois gols de Anderson Chaves, enquanto Guilherme, Matheusinho e Marquinho fizeram um cada; Jairinho e Núbio Flávio descontaram.

A equipe afogadense entrou em campo sem desfalques por suspensão, mas a escalação teve novidades entre os 11 iniciais. Em relação ao time que ficou no empate sem gols com o América-RN, na última rodada, Breninho — baixa inclusive no banco — e Felipe foram sacados, tendo Renezinho e Matheusinho no 4-2-3-1 de Ito Roque.

Tricolor do Pajeú iniciou modifcado do último jogo (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O duelo começou amplamente superior para o Afogados, mesmo tendo uma proposta mais reativa. Faltou criatividade nas chegadas ao último terço, pois a defesa do Icasa conseguiu neutralizar bem as investidas. Se trabalhando a posse nada deu certo à Coruja, fazendo um jogo apoiado para atacar, coube a bola parada fazer a diferença.

Mantendo o 4-2-3-1 de base quando atacou, o Tricolor do Pajeú não mostrou qualidade para poder furar a marcação adversária. Até que Renezinho bateu escanteio no meio da pequena área, o sistema defensivo do Verdão cochilou e Guilherme, subindo alto e sozinho, cabeceou firme e tirando do alcance de Flaysmar.

Criação de jogadas teve apoio de laterais e volantes (Imagem: InStat TV)

A vantagem deu mais tranquilidade aos afogadenses, à medida em que os icasianos ficaram ansiosos e a rede voltou a balançar. Anderson Chaves foi servido pela direita e cruzou rasteiro sem força, mas o goleiro alviverde não afastou bem. Matheusinho, com total liberdade, só teve o trabalho de chutar no fundo do barbante.

Curtindo o conteúdo? Apoie nosso projeto clicando aqui ou via pix. Chave: pernambutatico@gmail.com

Ainda que o ritmo ofensivo dos cearenses fosse controlado com a formação de duas linhas de 4, variando entre o 4-4-2 — mais comum — e o 4-1-4-1, os pernambucanos chegaram ao terceiro tento quase de imediato. Novamente no contra-ataque como arma, Anderson Chaves recebeu livre pela direita e, dessa vez, deixou a defesa para trás e bateu colocado.

Tricolor se fechou com duas linhas de 4 (Imagem: InStat TV)

Satisfeito pelo resultado totalmente positivo, o técnico Ito Roque manteve as mesmas peças que começaram a partida. Se os donos da casa tentaram o pontapé inicial para uma reação, os tricolores permaneceram neutralizando as investidas pela solidez defensiva até as primeiras mexidas, já na reta final: Índio e Thauã ganharam as vagas de Renezinho e Matheusinho, novidades na escalação.

Performando um 4-2-4 com a bola, o Afogados não abdicou de atacar e fez mais dois gols. O primeiro da etapa final, o quarto no total, veio quando Índio foi garçom para Anderson Chaves, que se infiltrou entrelinhas e finalizou já na saída do arqueiro. Depois, Toninho Paraíba acertou escanteio na cabeça de Marquinho, consolidando a goleada. Nos minutos finais, Núbio Flávio deu um passe para Jairinho e também deixou sua marca, fechando o placar em 5 x 2 no último lance.

Mesmo com boa vantagem, Coruja seguiu intensa no setor ofensivo (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Matheus Araújo/Icasa FC

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Fênix inalcançável: análise Retrô 1 x 0 Sousa

Por: Ivan Mota

Voando alto, o Retrô teve mais uma atuação incontestável e confirmou a liderança isolada. A Fênix derrotou o Sousa por 1 x 0 neste sábado (9), na Arena de Pernambuco, pela 13ª rodada do Grupo A3 da Série D do Campeonato Brasileiro. Renan Dutra marcou o único gol na vitória que garantiu os pernambucanos no topo.

Classificado ao mata-mata, o técnico Dico Wooley realizou duas mudanças em relação ao time titular que bateu o Globo, fora de casa, na última rodada. Alencar ganhou a vaga no meio de campo, deixando Gelson no banco. Já no ataque, Matheus Serafim deu espaço para Diego Cardoso pela ponta direita ofensiva dos retroenses.

Escalação inicial dos azulinos frente aos paraibanos (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Imposição no começo. No encontro do líder diante do vice do grupo, o Retrô iniciou o jogo mostrando força e levando perigo constante ao gol do Sousa. A principal chance dos primeiros minutos foi desperdiçada por Radsley, que se aproximou de marcar após rebote na finalização de Franklin Mascote, mas o chute saiu por cima da barra.

Em busca da vantagem, a Fênix partiu ao ataque no 4-2-3-1, com bom apoio do lateral-direito Felipinho, ajudando na criação. Gustavo Ermel variou muito de posicionamento com Radsley, em alguns momentos surgindo até mais no meio e buscando armar jogadas na direção do artilheiro Mascote, isolado na referência.

Fênix atacou no 4-2-3-1 querendo abrir o placar (Imagem: InStat TV)

Os pernambucanos continuaram pressionando, obrigando inclusive o goleiro Ricardo a realizar uma série de boas defesas. Aos 28 minutos não deu para o camisa 1 do Dino. Gustavo Ermel cobrou escanteio com perfeição na cabeça de Renan Dutra, que testou firme; bola ainda foi no travessão antes de cruzar a linha.

Curtindo o conteúdo? Apoie nosso projeto clicando aqui ou via pix. Chave: pernambutatico@gmail.com

Os paraibanos até conseguiram pressionar em busca do empate ainda nos 45 minutos iniciais, entretanto pararam em boas defesas de Jean e na falta de pontaria. Tentando se defender das investidas, os azulinos se fecharam no 4-5-1, tendo apenas o centroavante atuando mais avançado e os pontas na recomposição para fechar a segunda linha ao lado dos meio-campistas.

Donos da casa segurando pressão dos visitantes (Imagem: InStat TV)

A segunda etapa foi bastante equilibrada, ao contrário da primeira, fazendo os dois times criarem boas chances. O Retrô buscou pressionar para ampliar o resultado, porém voltou a parar na grande atuação do camisa 1 adversário. O Dinossauro também teve suas chances, contudo não conseguiu chegar ao empate.

Seguindo com apoio dos laterais, o time de Camaragibe passou a atacar em um 4-3-3, tendo Mascote jogando de lado após entrada de Giva no segundo tempo. Apesar das tentativas de ambos os lados, o placar permaneceu sem sofrer alterações, o que garantiu à Fênix nova vitória e liderança de seu grupo garantida.

Pernambucanos atacaram com maior intensidade na etapa final (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Marcelo Trajano/Retrô FC Brasil

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Doce classificação: análise Doce Mel 1 x 1 Sport

Por: Mateus Schuler

Gosto de mel. O Sport faz valer a vantagem conquistada no primeiro jogo e avançou às quartas de final da Série A-3 do Campeonato Brasileiro Feminino, mesmo com empate por 1 x 1 no Waldomiro Borges, em Jequié. Na volta, neste sábado (9), as Leoas saíram à frente pelos pés de Amandinha, já a experiente Tânia Maranhão descontou.

A equipe rubro-negra entrou em campo, mais uma vez, sem novidades entre as 11 iniciais. Por conta da atuação na vitória sobre as baianas em Recife, pelo placar mínimo na Ilha do Retiro, as leoninas foram escaladas permanecendo com as mesmas jogadoras, buscando dar maior sequência ao time. Assim, o 4-2-3-1 teve continuidade pela terceira partida seguida.

Pernambucanas tiveram manutenção da base inicial (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Repetindo a mesma intensidade apresentada no confronto de ida, o Sport se atirou ao ataque no começo e foi assim que abriu o placar aos dois minutos de bola rolando. Após uma saída errada do Doce Mel na transição ofensiva, a sobra ficou com Layza, pela direita, que achou bom passe para Amandinha; a volante disparou em velocidade, driblou a goleira adversária e tocou para o gol.

Mantendo o 4-2-3-1 de base quando atacaram, as Leoas seguiram tentando explorar o erro das baianas para poder ampliar a vantagem. Ainda assim, as falhas vieram pelas pernambucanas e, por duas vezes, o empate ficou muito próximo. Na chance mais clara criada em favor das anfitriãs, Sheilinha serviu Tainá na medida, mas mandou para fora depois de driblar Jana, perdendo a oportunidade do empate.

Sport seguiu na manutenção da tática-base na fase ofensiva (Imagem: Eleven Sports)

O susto fez as leoninas ficarem menos ansiosas quando tinham a posse, pois estavam em boa vantagem, tanto no placar como no agregado. Por meio da bola parada, quase ampliaram para dar um duro golpe nas donas da casa: Pintinho levantou falta no meio da pequena área, a marcação não afastou e Layza cabeceou firme para intervenção de Van.

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Para o segundo tempo, as mandantes voltaram com três mexidas, enquanto as pernambucanas foram mais cautelosas e não tiveram nenhuma. E assim o castigo veio na bola parada. Em tiro livre lateral cobrado na área, a defesa não subiu e a experientíssima Tânia Maranhão testou mostrando segurança para deixar tudo igual.

Leoninas se fecharam formando duas linhas de 4 (Imagem: Eleven Sports)

Sentindo o volume adversário aumentar, principalmente pelo incentivo vindo da arquibancada, a técnica Regiane Santos promoveu uma modificação no intuito de ter equilíbrio pelo meio e demonstrar mais intensidade no ataque: Ísis saiu para entrada de Vanessinha, abrindo mão de uma peça na criação por outra de velocidade.

Formando um 4-5-1 ao ficar sem a bola, deixando somente a centroavante Layza mais isolada, a equipe da Praça da Bandeira conseguiu cozinhar bem o confronto e deixou a torcida adversária apreensiva pela virada. A postura dos torcedores refletiu dentro de campo e o time de Jequié pecou pela falta de criatividade, sem exigir de Jana, o que garantiu a vaga às leoninas com o apito final.

Compactação defensiva durante metade da segunda etapa (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Emanuel Jr/Doce Mel

Em destaque

Leão-marinho: análise Sport 2 x 0 Londrina

Por: Ivan Mota

Rei dos mares. Sob chuva, o Sport não tremeu diante do Tubarão, voltou a vencer na Série B do Campeonato Brasileiro e encostou no G-4. Em jogo disputado neste sábado (9), na Ilha do Retiro, o Leão derrotou o Londrina por 2 x 0, com gols marcados por Rafael Thyere e Sander.

Para sua estreia diante da torcida, Lisca fez duas mudanças em relação ao time que empatou com o Vasco na última rodada. Thiago Lopes voltou aos titulares, deixando William Oliveira no banco. A outra alteração foi causada pela lesão de Kayke e, assim, Búfalo assumiu o comando ofensivo.

Escalação inicial leonina para duelo contra paranaenses (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Pressão do Sport no começo. Empurrados pela torcida, os donos da casa iniciaram a partida indo para cima e marcando a saída de bola do Londrina no campo de ataque. E o resultado veio logo aos oito minutos. Juba cobrou escanteio na primeira trave, Thiago Lopes desviou e Rafael Thyere completou de cabeça para abrir o placar.

O ritmo diminuiu após o gol, mas o Leão tentou seguir no campo ofensivo, postado no 4-3-3 com Fabinho e Thiago Lopes variando de posicionamento, além dos avanços de Ewerthon e Sander pelas laterais. Os pernambucanos, porém, não conseguiram levar grande perigo ao goleiro Matheus Nogueira.

Sport avançou com apoio dos laterais após abrir o placar (Imagem: SporTV/Premiere)

Com o passar do tempo, o Tubarão começou a ter maior posse de bola e, para evitar os ataques adversários, o rubro-negro se posicionou num 4-4-2. Alan, que entrou aos 15 minutos após lesão de Giovanni, atuou mais avançado ao lado de Búfalo, enquanto Juba e Thiago Lopes recuaram para formar a segunda linha junto aos volantes.

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E o trabalho defensivo deu resultado. Apesar de crescer na partida, os paraenses não conseguiram dar sustos reais ao gol de Maílson. Por outro lado, o time da Praça da Bandeira também não chegou ao ataque com qualidade, ficando refém de finalizações de fora da área e mantendo a vantagem mínima até o fim da primeira etapa.

Leão se fechou no com duas linhas de 4 para evitar ataques do Tubarão (Imagem: SporTV/Premiere)

Apesar de ter levado perigo logo aos três minutos do segundo tempo, em cabeçada de Thiago Lopes, o Sport não voltou bem do intervalo. Com muita dificuldade na transição da defesa para o ataque, a equipe de Lisca não conseguiu assustar e viu os visitantes seguirem buscando o empate.

Sem a bola, os pernambucanos se fecharam em alguns momentos num 4-5-1, tendo apenas Búfalo isolado no ataque. Thiago Lopes, Alan e Juba fecharam a linha de cinco ao lado dos volantes, que se postou muito próxima à grande área e aos defensores.

Compactação defensiva rubro-negra na etapa final (Imagem: SporTV/Premiere)

Mas uma mudança aos 17 minutos foi fundamental para tranquilizar o clima na Ilha do Retiro. Ray Vanegas entrou na vaga de Búfalo, atuando centralizado na referência ofensiva. Pouco depois, o colombiano recebeu grande lançamento de Juba, se livrou bem da marcação e finalizou. O goleiro Matheus Nogueira deu rebote e Sander apareceu como elemento surpresa para ampliar o placar.

Com grande vantagem, os leoninos passaram a controlar mais a posse de bola, trocando passes no meio de campo e conseguindo partir para o ataque algumas vezes. Nesses momentos, se postaram no 4-2-3-1 de base, tendo Pedro Naressi atuando aberto pela direita e Ray Vanegas centralizado, o que manteve o resultado positivo até o apito final.

Leoninos atacaram no sistema tático-base depois das substituições (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Rafael Bandeira/SCR

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Ânimo esfriado: análise Grêmio 2 x 0 Náutico

Por: Mateus Schuler

Reação freada. Sem conseguir apresentar bom futebol, o Náutico voltou a ser derrotado pela Série B do Campeonato Brasileiro e entrou no Z-4. Em jogo disputado nesta sexta-feira (8), em Porto Alegre, o Timbu foi batido pelo Grêmio por 2 x 0, com gols marcados por Ferreira e Bruno Alves.

Sem muitas novidades. Vindo de vitória sobre o Novorizontino, o Timba entrou em campo com praticamente a base mantida, mas precisando realizar uma mudança. Sem Ralph e Djavan, vetados pelo departamento médico, Roberto Fernandes optou pela entrada do prata da casa Luís Felipe, assim como João Lucas foi mantido no lugar de João Paulo, que voltou após suspensão.

Escalação inicial dos alvirrubros contra os gremistas (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bem truncada, com as duas equipes se estudando, mas o Grêmio tirou proveito do fator casa para poder pressionar mais. Retraído, o Náutico conseguiu controlar o ritmo e passou a apostar nos contra-ataques como principal arma. Por ter maior volume, o Imortal levou perigo primeiro: o volante Villasanti pegou a sobra após bate rebate na pequena área e soltou o pé na trave, assustando Lucas Perri.

Formando um 4-5-1 alternado ao 5-4-1 quando não teve a bola, o Timbu foi cauteloso e neutralizou as investidas gremistas, porém não soube valorizar a criação. Num contragolpe, chegou até próximo de sair em vantagem: Victor Ferraz avançou com liberdade pela esquerda, aproveitou um espaço gerado na marcação adversária e bateu colocada à esquerda da meta adversária.

Compactação alvirrubra no início do jogo (Imagem: SporTV/Premiere)

Sem mostrar criatividade do meio para frente, o Timba ficou em seu próprio campo e desceu mais as linhas. Quando trocou passes, performou num 3-4-3 para tentar levar perigo, sendo pouco efetivo na transição ofensiva. Um dos raros lances veio quando Franco finalizou de fora da área e não assustou os gaúchos.

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Mesmo ficando recuados, os alvirrubros continuaram dando espaços para a infiltração rival e acabaram saindo em desvantagem no placar pouco antes do intervalo. Ferreira recebeu bom passe pela esquerda, dominou já tirando dos marcadores alvirrubros e limpou para a direita, acertando o chute com qualidade.

Timba durante transição ofensiva na etapa inicial (Imagem: SporTV/Premiere)

Na volta do segundo tempo, Roberto Fernandes decidiu não realizar mexidas e manteve o sistema tático inicial, assim como a postura realizada. Assim, os donos da casa seguiram na mesma intensidade e pressionando buscando o segundo gol. Apesar do Náutico dar brechas, os chutes foram bloqueados e o poder criativo diminuiu com o tempo.

Mesmo apresentando menor ritmo, principalmente durante a fase ofensiva, o time pernambucano tentou se arriscar um pouco mais no ataque, saindo no 4+2, tendo a dupla de volantes apoiando a primeira linha. Nem assim, porém, foi suficiente para aumentar a criatividade, parando nas próprias limitações durante as transições.

Organização do Timbu para construção ainda no campo de defesa (Imagem: SporTV/Premiere)

Para renovar o fôlego do meio para frente, o comandante alvirrubro realizou as duas primeiras substituições: Luís Felipe e Victor Ferraz, sentindo lesão na panturrilha esquerda, foram sacados e tiveram Nascimento e Robinho nos seus lugares. Apesar disso, os gremistas conseguiram ampliar a vantagem: após sobra de escanteio, Nicolas levantou na área e Bruno Alves cabeceou tirando de Lucas Perri.

Dessa maneira, coube ao técnico do Timba tentar segurar mais as investidas dos gaúchos, formando um 4-4-2 ao ficar sem a posse. Numa saída errada, Elias chutou rasteiro na diagonal e o goleiro do Timbu espalmou no meio da pequena área; Diego Souza pegou a sobra e deu uma cavadinha, perdendo boa chance. Nos minutos finais, Niltinho e Júlio ocuparam as vagas que eram de Geuvânio e Thássio, entretanto foi insuficiente ao menos para o gol de honra.

Sistema defensivo se postando em blocos baixos (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Lucas Uebel/Grêmio FBPA