A seca acabou: análise Oeste 0x1 Náutico

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

O Náutico enfim marcou um gol depois de mais um mês de seca. De quebra, voltou a vencer, fazendo 1 x 0 no Oeste, em Barueri, e agora respira na tabela da Série B do Campeonato Brasileiro – o Timbu é 15º colocado, três pontos à frente do Z4.

A expectativa da torcida era de certa tranquilidade em campo. Desde o pontapé inicial, porém, um verdadeiro drama passeou pela Arena Barueri. O gol – marcado apenas no segundo tempo por Kieza – foi suficiente para esse alívio, além de afundar ainda mais o Rubrão na lanterna.

Disposição tática do Náutico contra o Oeste (Feito no Tactical Pad

O JOGO

O Oeste começou o jogo alternando muito a posição dos jogadores: ora ficou três zagueiros (com Lídio indo para a zaga e dando liberdade aos laterais em um 3-2-4-1), ora só dois (4-2-3-1). O lado direito do Rubrão contou com dois laterais, cabendo a Éder Sciola jogar mais adiantado para tentar segurar as investidas de Jean Carlos; o camisa 10 do Timbu, porém, jogou mal e não foi efetivo como outrora.

Para tentar desafogar a falsa pressão do adversário, o Náutico ápostou mais em saídas pelos lados, já que pelo meio não estava surtindo efeito. Foi assim durante boa parte da primeira etapa, chegando a usar uma saída de três na tentativa de apostar em jogadas de velocidade com liberdade; ausência de dinâmica de Kieza, inclusive, fez com que o estreante Vinícius fosse um dos raros destaques.

Saída de três do Náutico para desafogar a falsa pressão do Oeste (Imagens: Premiere)

Apesar de ter iniciado no 4-2-2-2, o que fazia a marcação às vezes ficar no 4-4-2, o time de Gilson Kleina por vezes ficou no 4-5-1 para povoar melhor o meio-campo. Por conta disso, Jorge Henrique rotacionava melhor na zona de armação, enquanto Jean Carlos e Vinícius ficavam com mais liberdade pelos lados; Kieza, mesmo isolado na frente, não agregou positivamente com boas movimentação para abrir espaços na defesa dos paulistas.

Timbu se defendendo em um 4-5-1 espaçado (Imagens: Premiere)

No segundo tempo, JC foi substituído e o comandante do Timba promoveu a entrada de Erick, jogando a equipe para o 4-3-3, com Jorge Henrique ficando mais recuado. E a mexida deu certo logo de imediato. Jhonnatan trocou de posição com Erick, entrou livre pela direita de ataque e cruzou na pequena área. Lá estava Kieza, que se antecipou à marcação, entrou no vazio e soltou uma bomba, sem dar chances de defesa a Caíque França; foi o terceiro gol do atacante na competição, todos de dentro da área.

Com o resultado favorável, Kleina viu a tranquilidade esperada acontecer e a partida foi ficando sem emoções. Restou ao Timbu renovar o fôlego do meio e tentar seguir explorando os erros do Rubrão, como fez no único gol do jogo. O próximo adversário alvirrubro agora é o Cruzeiro, que está em situação um tanto complicada por ocupar uma das vagas no Z-4, nos Aflitos no próximo domingo (25); o lateral-esquerdo Wilian Simões, cumprindo suspensão, é o único desfalque certo.

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