Aposta caseira: análise de Marcos Vinícius, reforço do Náutico

Por: Felipe Holanda

O Náutico faz uma aposta caseira para reforçar o elenco na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Trata-se de Marcos Vinícius, revelado na base do Timbu. Preparamos à torcida alvirrubra tudo sobre o meia: números na carreira, pontos fortes e fracos e muito mais.

A cria da base alvirrubra surgiu nos Aflitos em 2011 e é uma das principais revelações do Náutico na década. Meia pensador, que tem qualidade nos passes e potencial de progredir a posse de bola, ele vinha treinando com o elenco para recuperar a condição física desde o fim de setembro, sendo anunciado oficialmente no início desta semana.

O QUE ESPERAR TATICAMENTE DE MARCOS VINÍCIUS NO NÁUTICO?

No Náutico de Gilson Kleina, Vinícius não tem garantia de titularidade, mas pode protagonizar boa dupla de meias com Jean Carlos no decorrer das partidas, jogando aberto pela direita, mais por dentro, caso o time se poste no 4-4-2. Com Jean em nítida queda de rendimento e Ruy ainda tentando se firmar no time, o prata da casa tem boas chances de jogar e pode ser importante para o Timbu nesta Série B. No elenco alvirrubro, outro meia que vem jogando com frequência é Dudu.

Possível time do Náutico com Marcos Vinícius (Feito no Tactical Pad)

Apesar da contratação poder ser justificada pela valorização das categorias de base, Vinícius teve números péssimos em 2020. No Botafogo-SP, seu último clube, atuou em apenas dez minutos com a camisa do Pantera, na derrota para o Oeste, no Paulistão.

Noutro Botafogo, o do Rio, o meia teve sua última temporada bem abaixo da média. Disputou seis jogos no alvinegro, sendo apenas um como titular, quando saiu machucado aos 40 minutos do primeiro tempo diante do Ceará, pelo Brasileirão. Nesse jogo, fez seu único gol em 2019.

Um ano antes, uma leve melhora nos números. Vinícius figurou em boa parte dos jogos no banco de reservas. Em cinco partidas como titular, marcou apenas um gol, contra a Portuguesa, pelo Carioca, saindo do banco de reservas.

A grande temporada de Marcos Vinícius no time da Estrela Solitária foi 2017. Diante do São Paulo, por exemplo, ele marcou dois gols. Primeiro, bateu de canhota no início da grande área. Depois, com a marcação do Tricolor bem encaixada, arriscou de longe e anotou mais um.

Lance do gol de Vinícius contra o São Paulo (Imagens: Premiere)

Na Série A de 2017, Vinícius também foi às redes contra Avaí, Fluminense e Sport, chegando a cinco no total em 23 jogos – média de 0,22 por jogo. Além disso, deu uma assistência.

No Fogão de Jair Ventura, hoje no Sport, o prata da casa alvirrubro atuava frequentemente como uma espécie de falso 9, atrás do centroavante. Naquele time, Vinícius fez uma dupla interessa com Kieza, com quem vai se reencontrar no Náutico.

MV como uma espécie de falso 9 (Imagens: Premiere)

Antes da passagem pelo Botafogo, ele se destacou pelo Cruzeiro. Inicialmente, chegou para atuar no Sub-20. Mas, em 2015, assinou contrato profissional, válido por quatro anos. Lá, recebeu suas primeiras chances no time de cima com Vanderlei Luxemburgo.

Naquela equipe, Vinícius atuou mais como meia e era uma das cabeças pensantes no esquema 4-4-2 convencional. À época, o técnico Mano Menezes já havia assumido o comando da Raposa.

Disposição tática do Cruzeiro com Marcos Vinícius (Feito no Tactical Pad)

Nesse ano, ele atuou em 24 jogos (13 como titular) e marcou três gols. Um deles foi uma verdadeira pintura, contra o Sport. A equipe celeste roubou a bola e lançou a cria da base do Náutico, que deu linda arrancada e tocou na saída do goleiro Danilo Fernandes.

OS PRIMEIROS PASSOS NO TIMBU

No Náutico, teve sua primeira chance como profissional em 2011, quando entrou durante o segundo tempo no 3-5-2 imposto por Zé do Carmo no confronto com o Vasco, em São Januário, pela Copa do Brasil. Na ocasião, o meia tinha apenas 16 anos e assumiu a função de criar jogadas no Timbu.

Como o Náutico esteve em campo no 1º jogo de Vinícius como profissional (Feito no Tactical Pad)

Seu primeiro gol com a camisa do Náutico foi em fevereiro de 2012, sob o comando de Waldemar Lemos. Marcos Vinícius recebeu passe na grande área e estufou as redes para marcar o único gol da vitória em cima do Serra Talhada, no Pereirão, pelo Pernambucano.

Lance do primeiro gol de MV pelo Náutico (Imagens: Rede Globo)

No ano seguinte, a cria da base Timbu começou a ser mais aproveitada, iniciando a temporada como titular sob o comando de Alexandre Gallo. Pelo Estadual, seu jogo de mais destaque foi diante do Ypiranga, quando marcou um gol deu uma assistência. Primeiro, fez boa tabela com Dennys e deixou o companheiro na boa para marcar. Depois, bateu cruzado e contou com a falha do goleiro para fechar o placar em 3 x 1.

Passe de Vinícius contra o Ypiranga (Imagens: Rede Globo)

Marcos Vinícius também foi utilizado na caminhada do Brasileirão, na qual o Náutico terminou rebaixado com a pior campanha. Atuou em 13 jogos e marcou um gol, contra a Portuguesa, no empate em 2 x 2. Na ocasião, treinado por Silas Pereira, Vinícius contou com a sorte na jogada e finalizou firme para deixar tudo igual, no jogo que marcou a despedida do Timbu nos Aflitos; time voltou a sediar partidas no estádio em 2018, após cinco anos na Arena de Pernambuco.

Momento de mais um gol de MV no Timba (Imagens: Rede Globo)

Na temporada seguinte, o meia conseguiu continuar sendo um dos destaques do Náutico iniciando alguns jogos como titular sob o comando de Lisca. Vinícius marcou mais uma vez num lindo gol, diante do Guarany de Sobral, apostando na habilidade e acertando um chutaço para estufar as redes cearenses. Golaço.

O tento seguinte foi ainda mais plástico, diante do Porto, na Arena, pelo Hexagonal Final do Pernambucano. Ele não tomou conhecimento da marcação, rasgou as linhas da equipe caruaruense e finalizou com muita categoria para abrir o placar.  

Naquele time, Marcos Vinícius atuava quase como um ponta, aberto pela esquerda e jogando mais por fora no 4-2-3-1 de Lisca.

Formação tática do Náutico de 2014 com MV (Feito no Tactical Pad)

Homem de confiança do treinador alvirrubro, Vinícius já decidiu alguns jogos saindo do banco de reservas. Foi o que aconteceu no Clássico dos Clássicos, quando ele anotou o único gol na vitória do Timbu sobre cima do Sport, na Ilha do Retiro.

É importante destacar que o meia teve dificuldades para se firmar no time da Rosa e Silva por problemas de saúde. Sofrendo de asma, ele não conseguia cumprir as orientações dos técnicos e acabava substituído. Um fato marcante foi no confronto com o Vasco, pela Série B de 2014, quando ele deixou o gramado, extenuado, aos 28 minutos do primeiro tempo.

Mesmo assim, suas qualidades não o impediram que ele fizesse o que mais gosta, que é jogar futebol. Não por acaso, em 2014, Marcos Vinícius despertou o interesse do Cruzeiro, que o contratou. Seis anos depois, ele está de volta para casa.

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