Novo empate, velha atuação ruim: análise Náutico 2×2 Avaí

Por Mateus Schuler

O Náutico vem em momento complicado na Série B. Na noite desta sexta-feira (6), somou mais um empate, o sexto, e igualou a marca do Brasil como time que mais empatou na competição. Dessa vez, voltou a perder pontos nos Aflitos ao ficar no 2×2 com o Avaí, com gols marcados por Kieza e Paiva; Jonathan e Alan Costa – nos acréscimos – descontaram.

O Timbu teve mais uma atuação abaixo das expectativas, o que o deixou na zona de rebaixamento por mais uma rodada da Segundona, complicando a situação para a sequência, pois estacionam na 17ª posição com 20 pontos. O próximo adversário alvirrubro será o Operário, no Germano Krüger, em Ponta Grossa, na sexta-feira (13), às 16h30.

Timbu foi a campo no 4-2-2-2 (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

Assim como nos últimos jogos, o Náutico foi a campo no 4-2-2-2, porém com duas mudanças entre os titulares. Yago Rocha ganhou a vaga de Hereda na lateral-direita, enquanto que Marcos Vinícius foi acionado na de Jean Carlos no meio-campo, mantendo assim a estrutura utilizada; a equipe criou pouco no início e voltava a repetir atuações ruins, o que preocupava Gilson Kleina.

No ataque, o Timbu se postava no 4-3-2-1, mas nem dessa maneira assustou à meta de Lucas Frigeri. O setor de armação, apesar da dinâmica favorecer a troca de passes, estava praticamente nulo e nenhuma boa jogada foi criada, ainda que a equipe terminasse com mais posse de bola durante toda a etapa inicial.

Náutico se defendeu durante praticamente todo o jogo no 4-1-4-1 (Imagem: SporTV/Premiere)

Defensivamente, os alvirrubros ficaram no 4-1-4-1, com Rhaldney ficando fixo na cabeça de área; por vezes, inclusive, o volante voltava para ajudar a zaga no começo da transição ofensiva, fazendo uma saída de 3. Jorge Henrique e Jhonnatan saíam mais para o jogo, já Marcos Vinícius e Vinícius ficaram na criação, mais próximos a Kieza, isolado na armação.

O Avaí, por sua vez, se defendeu alternando entre o 4-4-2 e o 4-3-3, como foi antecipado pelo Pernambutático. Sem a bola, como de costume, o Leão da Ilha apostou mais no contra-ataque para tentar surpreender e sair à frente no placar. Foi justo em lance surpresa que os catarinenses foram efetivos. O atacante Jonathan, voltando de lesão, tentou cruzar da esquerda, a defesa não afastou e a rede balançou pela primeira vez na partida.

No segundo tempo, Kleina ousou ao não promover mudanças na equipe, já que o desempenho estava abaixo das expectativas. Curiosamente, o Timba voltou mais ligado e começou a ficar mais criativo, porém ainda pecava na conclusão; em um desses momentos, Vinícius fez boa jogada e Jhonnatan desperdiçou.

Timbu apostou em lançamentos para suprir falta de criatividade (Imagem: SporTV/Premiere)

Se dentro das quatro linhas não havia criatividade, os alvirrubros procuraram uma alternativa para tentar chegar ao empate. Rhaldney deu lançamento preciso para Kieza que, em posição irregular, limpou a marcação e soltou um foguete, sem dar qualquer chance de defesa a Lucas Frigeri; goleiro avaiano viu a bola morrer no fundo do gol.

Kleina, com a igualdade no marcador, buscou manter a qualidade ao atacar e renovar o fôlego ofensivo para infiltrar mais no sistema defensivo do time catarinense. Jean Carlos, Álvaro e Paiva entraram nos espaços de Marcos Vinícius, Jorge Henrique e Jhonnantan, com o paraguaio sendo o mais eficaz; em novo passe longo, K9 fez o pivô na entrada da área e Paiva chutou firme no cantinho.

Nos minutos finais, mais uma vez a defesa dos pernambucanos voltou a dar vacilo e deu um banho de água fria nas pretensões de Gilson Kleina. Após a bola ser levantada na área, os marcadores descuidaram novamente e Alan Costa subiu com liberdade para cabecear no fundo do barbante, frustrando os planos alvirrubros.

Ficha do jogo

Náutico: Jefferson; Yago Rocha (Hereda), Rafael Ribeiro, Ronaldo Alves e Wilian Simões; Rhaldney (Djavan) e Jhonnatan (Paiva); Jorge Henrique (Álvaro) e Marcos Vinícius (Jean Carlos); Vinícius e Kieza. Técnico: Gilson Kleina

Avaí: Lucas Frigeri; Iury (Felipe Santos), Betão, Alan Costa e João Lucas (Zé Marcos); Leandrinho (Ralf), Jean Martim e Pedro Castro (Vinícius Jaú); Rômulo, Ronaldo e Jonathan (Valdívia). Técnico: Geninho

Créditos da foto principal: Caio Falcão/Náutico

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