Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Vila Nova

Por: Anderson Santana e Felipe Holanda

Repleto de desfalques – seis no total, sendo cinco titulares – importantes,  o Santa Cruz recebe o Vila Nova, em confronto direto no Grupo A da Série C do Brasileiro. Os corais lideram a chave, enquanto o Tigre, adversário deste sábado (7), no Arruda, é o segundo colocado, porém com seis pontos a menos.

O Pernambutático separou para a torcida tricolor tudo sobre o próximo adversário: provável formação tática, números no campeonato, principais destaques individuais, pontos fortes e fracos e muito mais.

Para enfrentar o Mais Querido, os comandos do jovem treinador Bolivar devem ir a campo no 4-2-3-1. Um desfalque importante é o goleiro Fabrício, titular em todos os jogos da temporada, que sentiu dores no joelho e está vetado pelo departamento médico. Cleriston será o substituto.

Provável formação tática dos goianos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do um dos ataques mais positivos desta Série C, com 15 gols em 13 jogos, o Vila costuma ser vertical e objetivo com a bola nos pés. Utiliza o mesmo 4-2-3-1 para quebrar as linhas do adversário e não precisa de muitos espaços; fora de casa, os goianos têm quatro tentos em seis partidas, média de 0.66 a cada 90 minutos.

Goianos em investida no ataque (Imagem: DAZN)

O Tigre anda com as garras afiadas e a Cobra Coral já provou de seus golpes. A única derrota do Tricolor no certame, por sinal, foi justamente para o Colorado, que venceu por 1 x 0; a alternativa mais utilizada é atacar em bloco, buscando brechas e confundindo a marcação rival.

Colorado atacando com vários homens (Imagem: DAZN)

Na transição ofensiva, a equipe treinada por Bolivar costuma utilizar uma saída de 1+3. Inicia as jogadas com os volantes voltando constantemente para buscar a bola no campo de defesa e dar opção de passe.

Alvirrubro na saída (Imagem: DAZN)

COMO DEFENDE

O Vila Nova ostenta a melhor defesa da competição, com apenas seis gols sofridos em 13 jogos. Não por acaso, prioriza a marcação. Normalmente bem postado, fecha espaços, mesmo que forme um 5-3-2 em situações de emergência.

Postura defensiva dos goianos (Imagem: DAZN)

Como foi observado em nossa análise, o Tigre apresentou uma transição defensiva muito lenta, principalmente quando é surpreendido no contra-ataque. Esta fragilidade pode ser aproveitada pelos pernambucanos no confronto.

Outra opção é manter o 4-2-3-1 costumeiro, com os volantes ficando por dentro para preencher o meio. Desta forma, muitas vezes induz o adversário a tentar o arremate de longe.

Colorado tentando segurar o adversário (Imagem: DAZN)

PRA FICAR DE OLHO

Henan ( ATA ) – Artilheiro do time nesta série C, com cinco gols , é a principal referencia do ataque e batedor oficial de pênaltis. Henan é responsável por 33% dos tentos marcados pelo Tigre na competição.

Alan Mineiro ( MEIA) – O camisa 10 do Vila é o responsável pela armação das jogadas, tem um bom passe e chega com qualidade na área adversária, seja para finalizar ou servir os atacantes.

Adalberto ( ZAG ) –  Zagueiro experiente, é referencia defensiva do Colorado. Adalberto já atuou por clubes tradicionais do Nordeste e tem como características boa saída de jogo e velocidade.

Quem não joga: Fabrício (lesão), Paulo Roberto e Pablo (suspensão).  

Créditos da foto principal: Douglas Monteiro / Comunicação Vila Nova

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