Náutico na Série B: como joga taticamente o Vitória

Por: Mateus Schuler

Em momento conturbadíssimo na Série B do Campeonato Brasileiro, o Náutico tem novo confronto direto para voltar a respirar. Sem vencer a seis jogos, o Timbu recebe pela 23ª rodada o – também desesperado – Vitória na noite desta quarta-feira (25), às 19h, nos Aflitos, em Recife; além disso, o time acumula apenas uma vitória em 13 partidas.

Nesta análise, o Pernambutático separa para a torcida alvirrubra tudo sobre o próximo adversário na Segundona: provável escalação, jogadores para ficar de olho do Leão da Barra e muito mais.

Rubro-negros baianos devem se postar no 4-1-4-1 (Feito no TacticalPad)

A equipe comandada por Eduardo Barroca vem jogando no 4-1-4-1, com alternâncias ofensivas ao 4-3-3 e ao 4-2-3-1, o que também ocorre com os pernambucanos. Defensivamente, os rubro-negros se postam no 4-4-2. Para o confronto, o comandante não contará com o volante Lucas Cândido, que terá de cumprir suspensão pelo terceiro amarelo, e o meia Alisson Farias, ainda na transição física.

COMO ATACA

Assim como o Timbu, os leoninos atacam com três homens, mas sem ter a mesma intensidade pelos da beirada. A principal referência é justamente Léo Ceará, o centroavante e artilheiro da equipe na Série B com sete gols. Outra característica marcante é a infiltração dos extremos, apesar de não levarem tanto perigo na criação das jogadas, já que não há um armador de origem.

Por conta dos lances serem criados mais pelos lados, o meio fica livre para a chegada dos meio-campistas como elementos surpresas. Costumeiramente quem entra com essa liberdade é Fernando Neto, mas quem tem contribuído mais em gols é Guilherme Rend, pois já deu quatro assistências e é o líder da equipe nesse critério.

Leão chega ao ataque com dois blocos de três jogadores (Imagem: SporTV)

A principal arma dos rubro-negros era a bola parada com Thiago Carleto, no entanto o atleta entrou em acordo para seu desligamento do clube. Não por acaso, balançou as redes por quatro oportunidades, todas de pênalti. Com sua saída, contudo, resta saber como Barroca vai tentar dar novo fôlego ao ataque, uma vez que venceu apenas uma vez sob o comando do Leão.

COMO DEFENDE

Defensivamente, os baianos estão mostrando bom desempenho apesar da campanha ruim, já que são a segunda equipe com mais empates – atrás apenas do Brasil – na competição. A ausência de resultados positivos deixou o Leão próximo à zona de rebaixamento, mas com chance de ampliar mais a vantagem se seguir sólido na defesa.

Leão da Barra se posta defensivamente com duas linhas de 4 muito próximas (Imagem: Premiere)

Durante praticamente todo o certame, mesmo na era Bruno Pivetti, o time se postava no 4-4-2 ao defender. Assim, Guilherme Rend e Matheus Frizzo fixam na cabeça de área, com Fernando Neto abrindo pela direita e Thiago Lopes na esquerda, enquanto Vico cai no ataque ao lado de Léo Ceará, fazendo a transição ser mais suave.

O principal ponto fraco dessa recomposição defensiva é no miolo da zaga, pois a dupla do setor é lenta, mesmo experiente. Alguns dos erros ocorrem pela falta de velocidade dos zagueiros, além de muitos espaços cedidos nas costas dos laterais, por ajudarem frequentemente no setor ofensivo e terem pouco poder de marcação.

PRA FICAR DE OLHO

Rafael Carioca (LE) – Substituto de Carleto, Rafael vinha fazendo dobradinha com o ex-companheiro de posição em alguns jogos. Com certa experiência, tem boa postura ofensiva e é uma alternativa para criar as jogadas, pois fez dois gols e tem como arma a finalização.

Guilherme Rend (VOL) – Apesar de não ser criado na base do clube, Rend é o principal nome da equipe na atual temporada, sendo inclusive a revelação. O volante, apesar de sofrer com muitos – foram sete só na Série B – cartões, é um dos destaques no meio-campo da competição ao ajudar na armação, com quatro assistências, o líder do time nesse quesito.

Léo Ceará (ATA) – Artilheiro do Leão da Barra na temporada, com 11 gols, o centroavante é a principal referência do ataque. Sem fixar dentro da área, ao mostrar boa movimentação e mobilidade saindo da área, o camisa 9 busca ajudar com pivôs para infiltrações tanto dos extremos, como dos jogadores do meio-campo.

Créditos da foto principal: Letícia Martins/EC Vitória

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