Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Ferroviário

Por: Felipe Holanda

Para encerrar a primeira fase com o pé direito, o Santa Cruz tem duelo de corais contra o Ferroviário, marcado para este sábado (5), às 17h, no Arruda, pela última rodada do Grupo A da Série C. Apesar das mesmas cores, estão em situações opostas na competição, com o Mais Querido liderando a chave e o Ferrão já eliminado.

Separamos para a torcida do Arruda tudo sobre o próximo adversário: provável formação tática, pontos fortes e fracos, jogadores para ficar olho, e muito mais.

Sem chances de acesso ou rebaixamento, o Tubarão entra em campo apenas para cumprir tabela. A equipe, que será comandada pelo auxiliar Totonho após demissão de Marcelo Vilar, deve se postar no tradicional 4-2-2-2, preenchendo o meio e dando amplitude pelos lados.

Provável formação tática dos cearenses no Recife (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

O Ferrão vem de vitória massacrante sobre o Imperatriz, quando fez 7x 0. A tendência, portanto, é que Totonho mantenha o esqueleto do time. Com a bola nos pés, ataca no 4-2-3-1, com dois extremos abertos e Willian Lira, ex-Salgueiro, na referência.

Postura ofensiva do Tubarão da Barra na última rodada (Imagem: MyCujoo)

Com a amplitude, abre espaços na defesa rival e consegue obter resultados. Nesta variação tática, o sistema “soa” mais como um como 4-2-2-2 em bloco médio/alto, tendo os volantes aparecendo bem na área, caso do capitão Diego Lorenzi.

Variação tática do Proletário na frente (Imagem: MyCujoo)

Para confundir a marcação, uma aposta é inverter os papeis, com os pontas mais por fora e os laterais por dentro, como aconteceu em um dos gols diante do Cavalo de Aço, quando Lira foi às redes.

COMO DEFENDE

Se ameaçado, o Ferroviário costuma usar um 4-2-3-1 tradicional, com seis homens nas duas primeiras linhas para minimizar os espaços no campo de defesa; outra alternativa é a utilização de três zagueiros, formando um 3-4-3 ou 3-4-2-1.

Lance defensivo do Time do Povo (Imagem: MyCujoo)

Um dos pontos fracos é a recomposição lenta no momento em que os laterais sobem e o contra-ataque acontece, o que geralmente leva perigo à meta cearense no caso de um desarme.

Em 17 jogos disputados pela Série C, o Ferrim tem 19 gols sofridos, com média de mais de um por jogo e um saldo positivo de cinco, já que marcou 24 vezes.

PARA FICAR DE OLHO

Diego Lorenzi (VOL/MEIA) – Capitão do time, é referência para o restante do elenco dentro de campo. Consegue marcar bem e chega com frequência para finalizar, sendo a pulsação do time.

Willian Lira (CA) – Velho conhecido do torcedor pernambucano, Lira é o grande artilheiro da Terceirona com nove gols, empatado com Neto Pessoa, do Ypiranga-RS. Faz bem o pivô, pode atuar aberto pela direita, e vive boa fase.

Créditos da foto principal: Lenilson Santos/Ferroviário AC

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