Timbu segura líder da Série B: análise Chapecoense 0x0 Náutico

Por: Mateus Schuler

Já dando sinais de uma reação na Série B do Campeonato Brasileiro, o Náutico segurou empate sem gols diante da Chapecoense na noite desta quarta-feira (16), na Arena Condá, pela 29ª rodada. O Timbu somou um ponto importante contra o líder, mas ainda tem um longo caminho pela frente para sair do grupo da degola.

Com o empate sem gols, os alvirrubros continuam no Z-4 e na 18ª colocação, no entanto chegam a 29 pontos, dois abaixo do Figueirense, primeiro fora da zona de rebaixamento. O próximo obstáculo é já neste sábado (19), frente ao Sampaio Corrêa – que vem mal na Segundona, nos Aflitos, às 16h30, pela 30ª rodada.

Timbu foi escalado por Hélio dos Anjos diante da líder Chape no 4-3-2-1 (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

O primeiro tempo só não foi tão dos sonhos ao torcedor alvirrubro pelo fato de não ter tido gols. Emoções, porém, não faltaram, pois a equipe criou boas oportunidades e se portou bem defensivamente; nos primeiros 10 minutos de jogo, conseguiu criar boa chance com Jean Carlos, mas parou em defesa de João Ricardo.

Como nas últimas partidas, o Timbu ficou no 4-2-3-1, com Jhonnatan pela direita, Jean Carlos centralizado na armação e Dadá Belmonte na esquerda; a postura manteve o poder criativo, mas faltou efetividade na finalização. Em um dos lances ofensivos de mais perigo, Hereda cruzou com muita perfeição e Dadá cabeceou firme para milagre do camisa 1 alviverde.

O maior pecado dos pernambucanos na etapa inicial, no entanto, foi ao se defender. Apesar de ficarem no 4-4-1-1, com as duas linhas próximas para evitar infiltrações da Chape, deram espaços na entrelinha; foram sucessivas falhas na compactação, mesmo que a transição defensiva fosse bem suave e ordenada.

Timbu se defendeu solidamente no 4-4-1-1 durante primeira etapa (Imagem: SporTV/Premiere)

Para a etapa final, o Timbu manteve o posicionamento do ataque com uma trinca envolvendo os pontas e Paiva, isolado na referência. Nem assim criou boas oportunidades, fazendo Hélio dos Anjos tentar jogar mais infiltrado na marcação e na entrelinha dos catarinenses, único espaço cedido para que o Náutico jogasse.

Ciente dessa brecha, o comandante alvirrubro promoveu a entrada de Erick na vaga de Jhonnatan, abdicando um pouco do poder defensivo. Apesar da liberdade, a equipe da Rosa e Silva não mostrou criatividade para se lançar e não foi efetivo nas conclusões dos lances, errando com frequência no último terço.

Se ofensivamente não obteve sucesso, o Timba optou por se fechar visando o contra-ataque como arma fatal. As linhas de defesa, que durante a etapa inicial eram médias, ficaram mais baixas, com os volantes afundando mais e atuando próximos aos zagueiros; nos minutos finais, Hélio sacou Rhaldney e Dadá para acionar, respectivamente, Renan Foguinho e Jorge Henrique, que seguraram o placar zerado.

Melhor jogada dos alvirrubros foi na bola aérea, mesmo com trinca ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Márcio Cunha/ACF

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