Sport na Série A: como joga taticamente o Fortaleza

Por: Felipe Holanda

Um Leão “Mysteriozo” no caminho do Sport. Com dez casos de covid-19 e escondendo a lista de relacionados, o Fortaleza faz confronto direto com o rubro-negro na luta contra a queda como uma incógnita. A bola rola nesta quarta-feira (6), às 20h30, na Ilha do Retiro, pela 28º rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Separamos para a torcida do Leão pernambucano tudo o que se sabe sobre o próximo adversário: prováveis posicionamentos táticos, informações exclusivas de uma setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais.

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Taticamente, a tendência é que o time comandado por Marcelo Chamusca se poste no 4-4-2 com fluidez para o 4-1-4-1. Por outro lado, a escalação inicial dos cearenses é um absoluto mistério. O Tricolor do Pici deve ir a campo na tentativa de surpreender Jair Ventura, já que é um jogo de “seis pontos”.

Possível disposição tática dos tricolores (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

O ataque é justamente o maior calo do Fortaleza de Chamusca. Nos quatro últimos jogos pelo Brasileirão, por exemplo, foi apenas um gol marcado, na derrota para o Bragantino, em dezembro. Neste mesmo recorte, os cearenses acumulam dois empates e duas derrotas, com direito e um revés no clássico contra o Ceará por 2 x 0.

O déficit ofensivo, geralmente pecando na hora do último passe, força o Tricolor a explorar os contra-ataques. Ataca em bloco, formando um 4-3-3 com o apoio dos laterais na expectativa de usar a bola área para agredir o adversário.

Investida cearense contra o Flamengo (Imagem: GE)

“O grande problema do Fortaleza neste Brasileirão vem sendo o ataque. A defesa até vai bem, com Felipe Alves se destacando. Os zagueiros e os laterais também são importantes. Mas lá na frente a equipe vem pecando na hora botar a bola para dentro”

Iara Costa, repórter do Jornal O Povo

COMO DEFENDE

Se o ataque decepciona, a defesa é segura na maioria das vezes. Um legado deixado por Rogério Ceni e adaptado por Chamusca, que completa oito jogos no comando do Leão do Pici. As semelhanças, porém não são tão latentes assim.

“O Fortaleza de Ceni não é o mesmo Fortaleza de Chamusca. O novo comandante não mexeu muito no início, já que ‘pegou o bonde andando’, como dizem, mas soube deixar suas características a adapta-las para que o time funcionasse bem”

Iara Costa, repórter do Jornal O Povo

Quando atacada, a equipe geralmente aposta no 4-3-2-1 posicional, preenchendo os espaços pelo meio e forçando as jogadas do rival pelas laterais.

Tricolores posicionados na defesa (Imagem: GE)

PARA FICAR DE OLHO:

Felipe Alves (GOL) – Goleiro moderno e eficiente com a bola nos pés. Sempre importante na saída e nas ligações diretas para o ataque. Além disso, Felipe Alves não compromete debaixo das traves e é um dos líderes do time.

Juninho (VOL/MEIA) – É quem dá o ritmo da posse tricolor, geralmente buscando a bola de trás. Juninho tem três assistências no certame, sendo o vice-líder da equipe neste quesito.

Romarinho (MEIA/ATA) – O pulso e a válvula de escape do Fortaleza. Romarinho é um dos mais regulares do Leão na Série A, importante taticamente e também na prática. Tem dois gols marcados no certame e sempre chama as atenções da linha inicial do adversário.

Créditos da foto principal: Karim Georges/Fortaleza EC

*Leão Mysteriozo é uma referência à composição “Pavão Mysteriozo”, de Ednardo, em 1974.

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