Santa Cruz na Copa do Nordeste: como joga taticamente o Itabaiana

Por: Anderson Santana e Mateus Schuler

Jogo valio$o para o Santa Cruz. Mirando classificação à fase de grupos da Copa do Nordeste, a Cobra Coral recebe o Itabaiana nesta terça-feira (2), no Arruda, no jogo de volta da fase preliminar. Buscando garantir renda importante aos cofres do clube, basta a vitória pelo placar mínimo; qualquer faz a vaga ser decidida nos pênaltis.

Mesmo sem ter apenas o volante Levi, que testou positivo para Covid-19, os sergipanos entrarão em campo com o 4-2-3-1 alternado ao 4-3-3 de base mantido. Para a posição, o técnico optou pela entrada de Batatinha, que foi justamente uma das substituições realizadas na primeira partida.

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Adversário coral deve ter praticamente o mesmo time da ida (Feito no TacticalPad)

COMO ATACA

Intenso ao atacar, o Itabaiana aposta bastante em jogada pelo lado direito e a principal arma é o lateral Grafite. Não por acaso, os dois gols marcados em casa vieram de bolas originadas por esse lado, buscando muito o jogo com a participação do atacante Thiago Santos e o ponta Ila, o que faz confundir a marcação.

Outra força do Tricolor da Serra, que atua variando entre o 4-2-3-1 e o 4-3-3 ao chegar no campo ofensivo, é a bola parada. O jogador que mostra maior eficiência nesse quesito é Téssio, mostrando bom aproveitamento em faltas e nos escanteios, tanto que um dos gols marcados na ida vieram após o tiro esquinado saído de seus pés.

No meio-campo, há uma frequente alternância de quem apóia. Ora sobem os laterais, com Grafite indo aberto pela beirada, ora sobe Paulinho, que dá suporte aos meio-campistas. Geralmente o lateral-esquerdo cai pelo meio e um dos volantes faz a cobertura no seu setor, o que faz a equipe se postar no 4-1-2-3 em alguns momentos.

Tricolor da Serra aposta com trio e intensidade pelos lados ao atacar (Imagem: Copa do Nordeste)

COMO DEFENDE

Na defesa, por outro lado, os sergipanos até demonstram uma postura que poderia ser mais sólida, mas pecam na compactação e assim cedem muitos espaços. Esses descuidos, inclusive, ocasionaram os dois gols sofridos para o Santa no confronto disputado no Etelvino Mendonça, seja na bola rasteira ou aérea.

Apesar de se fechar com uma linha de 5, que geralmente é completada por uma outra de quatro jogadores, há falhas individuais na marcação e assim o sistema defensivo fica desguarnecido. Muitas dessas brechas ocorrem após as investidas dos laterais, além de uma reposição muito deficitária e lenta, o que faz os defensores ficarem espaçados.

Tremendão aposta em linha de 5 ao defender, mas sem muita compactação (Imagem: Copa do Nordeste)

PARA FICAR DE OLHO

Téssio (PD) – Contratado junto ao Campinense, o ponta demonstra ter certa qualidade e é um dos nomes mais importantes ao Tricolor da Serra na bola parada. Perigoso em escanteios e nas faltas próximas à área, Téssio é quem mais participa de jogadas ofensivas e pode ser uma alternativa para criar os momentos perigosos.

Thiago Santos (CA) – Apesar de não ter marcado na ida, o jogador é um dos remanescentes de 2020. Muito pelo seu faro de gol, mesmo que a temporada passada não tenha sido tão positiva ao Tremendão, já que foi a campo em 17 jogos e marcou 13 gols. Com movimentação na pequena área, mostrou levar perigo tanto pelo alto, como em bolas rasteiras.

Créditos da foto principal: Wendell Rezende/AOI

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