Sport na Série A: como joga taticamente o Internacional

*Com informações de @ojunomartins


Por: Felipe Holanda

“Cento e dez, cento e vinte, cento e sessenta. Só para ver até quando o motor aguenta.” O Sport ainda tem longa jornada à frente na corrida contra o rebaixamento e enfrenta o líder Internacional para não correr os ricos dessa highway; duelo acontece nesta quarta-feira (10) às 19h, no Beira Rio, pela 35ª rodada da Série A Campeonato Brasileiro.

Buscando largar a estrada e rumar à cidade, o rubro-negro quer garantir a permanência na elite o quanto antes, mas deve ter horizonte trêmulo no percurso. Separamos para a torcida leonina tudo sobre o próximo adversário: posicionamentos táticos, informações exclusivas de um setorista, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Colorado.

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Com motivos e objetivos na tabela, o time de Abel Braga vem reforçado pelo retorno de Thiago Galhardo após negociação frustrada com o Al-Hilal. O artilheiro do time no Brasileirão com 16 gols, contudo, deve começar no banco, já que Yuri Alberto vem dando conta do recado no 4-3-3. As baixas certas são o meio-campista Rodrigo Lindoso e o lateral-esquerdo Moisés, suspensos, além dos lesionados Paolo Guerrero, Renzo Saravia, Gabriel Boschilia e Rodrigo Moledo.

Provável formação inicial dos gaúchos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Uma das características mais latentes do Inter de Abel é a ofensividade, abastecida de velocidade nas transições e trocas de passes. Com a bola, gosta de sair desde trás e o primeiro volante tem papel importante nisso, seja recuando para formar a saída de três com os zagueiros ou servindo de opção mais à frente. É o caso de Rodrigo Dourado, o combustível do time.

“Na posse, busca rapidamente os espaços no campo adversário, geralmente utilizando bolas longas. Não só lançamentos, mas passes pelo chão também, à procura de infiltrações. Tem um estilo de toque vertical e com dois, três toques já cria chances de perigo.”

Juno Martins, analista de desempenho

Os gaúchos ainda têm meias e pontas que são “facas de dois gumes”. A dupla Patrick e Praxedes, além da importância defensiva, é a principal válvula de escape para furar o bloqueio da marcação e costuma revezar: enquanto um fica por dentro, o outro abre, formando praticamente um 4-2-4, tendo o jovem Caio Vidal na direita. A estratégia geralmente dá resultados.

Posicionamento ofensivo frente ao Bragantino (Imagem: Premiere)

No futebol, reiterando o filósofo Jean-Paul Sartre, “a dúvida é o preço da pureza” e o Leão não pode hesitar. Afinal, sabe que terá um adversário agressivo e que explora a amplitude nas bordas do campo; Colorado também povoa a entrelinha do oponente, conseguindo atacar com quatro ou cinco jogadores dentro da área para tentar o arremate.

COMO DEFENDE

Manter sempre a velocidade quase máxima e pressionar o adversário no campo de ataque durante os 90 minutos é algo impossível em um calendário tão enxuto – mais ainda em época de pandemia – como o do Brasileiro. Ciente disso, o Inter busca se fechar bem atrás, algo que pôde ser visto com Eduardo Coudet, antecessor de Abel. Os pontas recuam para formar um 4-4-2 e dificultar a construção de jogadas contrárias.

Encaixe defensivo com duas linhas de quatro ante o Athletico (Imagem: TNT Sports)

A intensidade é um dos alicerces mais firmes do Colorado sem a bola. Com os motores a todo vapor, costuma subir suas linhas sufocar o adversário no próprio campo de defesa, tentando forçar o jogo pelos lados e ter boas chances de recuperar a posse.

“Se defende, no geral, em bloco médio e por encaixes. Dependendo do resultado da partida, se tiver ganhando, Abel pode adotar um bloco baixo. Caso contrário, o Inter gera uma pressão na saída de bola para tentar fazer o gol.”

Juno Martins, analista de desempenho

PARA FICAR DE OLHO

Marcelo Lomba (GOL) – Tal como um vinho, “envelheceu” bem. É Líder do time, capitão e o goleiro com mais jogos sem sofrer gols no Brasileirão, empilhando 12 no total. Homem de confiança de Abel, Lomba costuma aparecer bem debaixo das traves, tendo média de 0.62 defesas difíceis por partida.

Edenílson (VOL/MEIA) – A “bateria” do meio de campo do Inter, Edenílson tem papel importante com e sem a bola. Na defesa, contribui bem na pressão na saída do adversário e fecha o funil no apoio ao primeiro volante. Ofensivamente, participa ativamente da construção das jogadas e ainda tem liberdade para chegar mais à frente. Já foi às redes cinco vezes na competição.

Patrick (VOL/MEIA) – A quinta/sexta “marcha” do Colorado nesta Série A. Atuando pelos lados, traz força física, capacidade de pressionar e velocidade nas transições. Velho conhecido da torcida leonina, Patrick marcou dois dos seus cinco gols diante do próprio Sport, na Ilha do Retiro, no primeiro turno; também tem quatro assistências.

Créditos da foto principal: Ricardo Duarte/Internacional

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