Um artilheiro que deixou saudades: 60 anos de Luiz Müller

Por: Felipe Holanda

Luiz Müller soube como poucos dar alegrias à torcida do Sport e, apesar da curta passagem na Ilha do Retiro, deixou saudade. Com seu bigode indefectível, o ex-meia atacante, que completa 60 anos neste domingo (14), marcou época vestindo a camisa rubro-negra, sendo bicampeão Pernambucano.

Nesta análise especial em homenagem aos 60 anos do goleador, o Pernambutático disseca taticamente momentos marcantes dele no Leão, com características táticas, números, e tentos que ficaram eternizados na memória dos torcedores.

CARREIRAS DE IDAS E VINDAS

Luiz Müller foi um ex-meia atacante que marcou época entre as décadas de 1980 e 1990. Iniciou sua carreira no futebol pelo São Paulo, mas não teve muito destaque no Morumbi, sendo negociado várias vezes, inclusive jogando fora do Brasil, até chegar ao Sport em meados de 1996.

Após abraçar as cores rubro-negras, Luiz mostrou que não era um jogador qualquer, esbanjando categoria e frieza quando encarava os goleiros rivais. Não temia qualquer nome ou camisa, como aconteceu no belo gol marcado contra o Vasco, do respeitado goleiro Carlos Germano. Foi a primeira vez que ele foi ás redes pelo Leão em competições nacionais; antes, já havia balançado as redes do Centro Limoeirense pelo Estadual.

Müller dribla Germano e estufa as redes (Imagem: Rede Globo)

O ídolo reiterou a boa atuação na vitória em cima do Coritiba, quando deu passe antológico, de letra, para o gol de Marcelo, que abriu a contagem na Praça da Bandeira. Também contra o Coxa, ele ainda serviu Joãozinho e deixou o seu, participando efetivamente dos três tentos pernambucanos.

Assistência genial de Luiz para Marcelo (Imagem: Rede Globo)

“BIGODE GROSSO”

Não parou por aí. Seguiu empilhando presas, casos de Zetti, do São Paulo, e Dida, do Cruzeiro, escrevendo seu nome na história do time da Ilha do Retiro. Uma das partidas mais emblemáticas de Müller no Sport foi no sonoro 6 x 0 sobre o Fluminense, quando o goleador deixou sua marca duas vezes. No 4-4-2 de Hélio dos Anjos, fazia ótimas triangulações com os meias e o companheiro de ataque.

Formação inicial do massacra contra o Flu (Feito no Tactical Pad)

Ainda pelo Brasileiro de 1996, Luiz marcou os três gols do triunfo por 3 x 2 no clássico com o Vitória, de virada. No ano seguinte, diminuiu um pouco o ritmo, indo às redes seis vezes em 16 partidas disputadas, até ser negociado com o Bragantino, onde também tem status de ídolo.

No Leão, estremeceu defesas rivais e mostrou ser um meia-atacante cirúrgico apesar da idade um pouco avançada – chegou à Ilha aos 33 anos – e sob interrogações. Era dominante no chão e dazia gol de todo jeito: de falta, de pênalti, com a perna direita ou esquerda. De quebra, não era “fominha” e tinha inteligência para servir os companheiros.

Os mais saudosos torcedores rubro-negros não esquecem o bicampeonato do Estadual em 1996 e 1997, quando Müller foi um dos grandes nomes daquele time inesquecível, numa década de amplo domínio dos leoninos no futebol pernambucano.

Natural de Concórdia, em Santa Catarina, encerrou a carreira em 1999 e hoje trabalha na comissão técnica, com alguns trabalhos importantes. Defendeu, inclusive, as cores do rival, Náutico, quando era auxiliar de Roberto Fernandes em 2007.

Créditos da foto principal: Otavio de Souza/Acervo/Diario de Pernambuco

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: