Sport na Série A: como joga taticamente o Atlético-MG

Por: Felipe Holanda

A um passo da salvação. Com a chance de garantir matematicamente permanência antecipada na elite, o Sport enfrenta o Atlético-MG para encerrar a temporada 2020 com o pé direito; embate está marcado para este domingo (21), às 16h, na Ilha do Retiro, pela penúltima rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

O rubro-negro vai a campo, inclusive, com a chance de disseminar as chances de queda mesmo com a derrota, mas precisa torcer pelo tropeço do Vasco. Separamos para a torcida leonina tudo sobre o próximo adversário: prováveis formações táticas, números, pontos fortes e fracos, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Galo.

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Para a partida, Jorge Sampaoli já tem de certeza a volta do volante Allan, que cumpriu suspensão contra o Bahia. Já no ataque, os atleticanos podem ter uma novidade: recuperado da lesão no cotovelo, Keno pode figurar entre os titulares na vaga de Marrony; é a única dúvida do comandante argentino, que não tem baixas.

Provável formação inicial dos mineiros na Ilha (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

A grande característica ofensiva do Atlético é a rapidez na troca de passes, sejas curtos ou longos, chegando à área de arremate mesmo com poucos toques na bola. O time de Sampaoli costuma atacar num 4-3-3, contando com a chegada dos volantes para pisar na área e o apoio constante dos laterais, Guilherme Arana e Guga, pela esquerda e direita, respectivamente.

Lance do gol marcado por Eduardo Sasha contra o Bahia (Imagem: Premiere)

O Galo é nitidamente uma equipe que preza pela detenção da posse, girando a bola de um lado para o outro em busca de brechas na marcação adversária. Não por acaso, é o líder neste quesito no Campeonato Brasileiro, com média de 61,2%/jogo; também é o time que mais finaliza em gol na Série A, acumulando 12,2 finalizações por partida, além do terceiro ataque mais positivo, com 59 gols pró.

Os extremos dão amplitude e são opções para jogadas individuais e em velocidade. Nathan e Jair, mais recuados, circulam por dentro e se posicionam nas costas dos meio-campistas, enquanto Sasha tem liberdade para ser um jogador de profundidade, atacar a linha dos zagueiros ou dar apoio para dar continuidade no ataque.

Os mineiros tentam quebrar um tabu bem ingrato diante do Leão. A última vez que saiu vitorioso, na Ilha do Retiro, foi em 2012, com show de Ronaldinho e Jô na goleada por 4×1. Desde então, vitórias rubro-negras em 2014, 2015 – devolvendo a última derrota – e 2018, além de empates em 2016 – eletrizante em 4×4 – e 2017.

COMO DEFENDE

O Atlético tende a responder às investidas do oponente marcando em bloco, geralmente de médio para alto. Como valoriza a posse, busca o desarme o mais rápido possível, sufocando o adversário mesmo em seu campo de defesa. Outra opção é se posicionar em blocos médios/baixos para jogar em transição rápida.

Um dos principais problemas do Atlético-MG é a transição defensiva e a dificuldade dos zagueiros em conter a profundidade. O Bahia, adversário na última rodada, levou bastante perigo à meta de Éverson a partir dessas ocasiões, criando chance clara de gol logo com 30 segundos de bola rolando.

Cochilo defensivo do Galo que quase custou caro (Imagem: Premiere)

Como Sampaoli opta por jogar com linhas altas, o time acaba ficando mais exposto. Além disso, os zagueiros centrais não são tão velozes para executar boas recuperações em campo aberto. Os números reiteram esta tese. Nos últimos cinco jogos pela Série A, foram exatamente cinco gols sofridos.

PARA FICAR DE OLHO

Éverson (GOL) – O goleiro é bastante útil ao Galo com a bola nos pés, se juntando aos zagueiros e volantes para uma eventual saída de três. De quebra, Éverson não compromete debaixo das traves, acumulando 22 defesas difíceis no Brasileirão, com sete jogos sem ser vazado dos 23 que disputou.

Guilherme Arana (LE) – Um dos grandes destaques desta Série A, é a principal válvula de escape da equipe de Sampaoli pelo lado esquerdo. Arana acumula cinco assistências no certame, além de quatro gols assinalados.

Jefferson Savarino (PD) – Sem um meia armador fixo, o Galo depende também dos jogadores das beiradas. Savarino é um dos que mais aparece para jogo, pois é o terceiro jogador que mais criou chances – com 12 ao lado de Éverton Ribeiro – no campeonato, atrás apenas de Arrascaeta (16) e Bruno Henrique (13).

Créditos da foto principal: Bruno Cantini/Atlético-MG

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