Reação tardia: análise Salgueiro 2×3 Bahia

Por: Guilherme Batista

Tarde demais para o Salgueiro. “A Bahia tem um jeito que nenhuma terra tem”*, como diria Dorival Caymmi. Fazendo sua estreia pela Copa do Nordeste 2021, o Carcará não reagiu a tempo e foi derrotado pelo time de transição do Esquadrão de Aço neste domingo (28), no Cornélio de Barros, por 3 x 2.

As duas equipes vieram com alguns desfalques. Do lado pernambucano, Ranieri deu lugar a Elenilson na zaga, mantendo o 4-3-3 tradicional que se transforma num 4-1-4-1 na hora de se defender. Já do lado baiano, Cláudio Prates perdeu o volante Raniele e o meia Caio Mello, optando por mudar o esquema para um 5-3-2, que na prática virou um 5-4-1.

Formação inicial dos sertanejos (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Apesar da mudança de formação, o Bahia não encontrou dificuldades para se adaptar e fez um primeiro tempo extremamente tranquilo e exemplar. Sem sofrer ameaças, o Esquadrão foi tomando conta da partida aos poucos e abriu o placar com Ronaldo, que aproveitou uma bola longa vinda da defesa, dominou, desvencilhou da marcação e finalizou de fora da área, sem dar chances a Lucas.

Se já estava difícil para o Carcará antes, em desvantagem ficou pior. Se fechando num 5-4-1 em linhas médias, os baianos povoaram muito bem o meio e forçaram o Salgueiro a apostar em bolas longas para quebrar as linhas do tricolor.

Equipe sertanejo formando um 4-1-4-1 (Imagem: Nordeste FC)

Mas a primeira finalização da equipe sertaneja veio apenas aos 40 minutos da primeira etapa, quando Alison mandou para fora. Por outro lado, o time visitante encontrava muitos espaços pelo lado direito da defensiva pernambucana, principalmente nas bolas em profundidade buscando Ronaldo.

Para o segundo tempo, tentando mudar a atitude do time e incomodar mais o Bahia, Daniel Neri tirou Emanuel e colocou Cássio Ortega. A mudança surtiu efeito e o Salgueiro tomou a iniciativa do jogo nos primeiros minutos da segunda etapa porém, em novo cochilo da defesa, Daniel Penha foi derrubado dentro da área. Na cobrança do pênalti, Bruno Camilo bateu no meio e ampliou para o Esquadrão.

Precisando buscar o empate, Daniel Neri colocou Thomas Anderson e Felipe Baiano nos lugares de Napão e Alison, respectivamente. Assim, o Carcará se lançou ao ataque, mas deixou sua dupla de zaga exposta para os contra-ataques baianos. E foi assim que, novamente, o Esquadrão de Aço chegou ao terceiro gol. Marcelo, que entrou no lugar de Ronaldo, foi acionado e disparou em velocidade para bater na saída de Lucas.

Jogo resolvido? Que nada. Os salgueirenses renasceram das cinzas nos minutos finais da partida. Primeiro com Leozão, que aproveitou o bate-rebate dentro da área para diminuir. Em seguida, aos 43, Bruno Sena foi derrubado dentro da área e Thomas Anderson fez o segundo gol, mas já era tarde demais. Mesmo com cinco minutos de acréscimos, o time pernambucano não conseguiu empatar e foi derrotado no jogo de estreia.

Trinca ofensiva salgueirense (Imagem: Nordeste FC)

“A Bahia tem um jeito que nenhuma terra tem”* é uma referência à música “Você Já Foi a Bahia?”, de Dorival Caymmi.

Créditos da foto principal: Rafael Machaddo/EC Bahia

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