Um revés para rever conceitos: análise Santa Cruz 0 x 1 ABC

Por: Felipe Holanda

João Brigatti mal chegou ao Santa Cruz e já tem sérias dores de cabeça. Em atuação pífia do sistema defensivo, os corais caíram para o ABC por 1 x 0 neste domingo (7), no Arruda, pela segunda rodada da Copa do Nordeste, mesmo com grande atuação do goleiro Jordan. Resultado serve para o treinador rever alguns conceitos, a começar pelo esquema com três zagueiros.

Pela frente, Brigatti terá uma semana para solucionar os problemas – já visíveis – no time tricolor. O próximo compromisso será apenas no domingo (14), diante do Salgueiro, também pelo Nordestão. Na quarta-feira (17) da próxima semana, o adversário será o Ypiranga-AP pela primeira fase da Copa do Brasil.

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Sem João Brigatti na área técnica após ter contraído a Covid-19, o Mais Querido foi comandado pelo auxiliar Basílio Amaral. Na escalação, mais uma vez o esquema com três zagueiros. As novidades ficaram por conta da presença de Caetano e Eduardo, ambos da base, entre os titulares. O goleiro Martín Rodríguez, já regularizado, não ficou nem no banco de reservas.

Formação inicial do tricolor no revés (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

No início, apesar de jogar fora de seus domínios, foi o Alvinegro Potiguar que começou dominando as ações. O ABC, inclusive, teve chances claras de inaugurar a contagem logo cedo, mas Maycon Douglas não pegou bem na bola e Jordan conseguiu o desvio suficiente para evitar o gol.

Mesclando experiência e juventude, o Santa demorou para se encontrar dentro das quatro linhas. O Elefante, por sua vez, continuou levando perigo, dessa vez com Willian Anicete, outra vez de cabeça. O arremate saiu à esquerda da meta tricolor, tirando “tinta” da trave.

Vendo o ímpeto adversário, o time da casa resolveu adiantar a marcação e por pouco não fez o primeiro. Didira roubou a bola e rolou para Pipico, que se desvencilhou do marcador e finalizou de esquerda. Wellington defendeu sem maiores problemas; na sequência, foi a vez de Chiquinho finalizar firme e quase abrir o placar.

A primeira oportunidade clara dos corais na partida (Imagem: FoxSports)

Com a entrada de Vinícius Balotelli a saída de Eduardo, os recifenses passaram a explorar a amplitude e velocidade, tendo Chiquinho e Didira mais recuados, deixando o corredor para o próprio Balotelli. Célio Santos passou à lateral esquerda, formando um 4-4-2 mais clássico. Vendo reação, Basílio avançou a equipe ainda mais, colocando Léo Gaúcho no posto de Didira.

Mesmo crescendo, os corais continuavam sendo ameaçados. Jordan foi empilhando defesas maravilhosas e, se não fosse por ele, os alvinegros teriam ido às redes em pelo menos uma ocasião. O arqueiro coral fez ótimas intervenções nas finalizações de Denner e Helitão, se tornando o nome do jogo.

Mas nem Jordan salvou e veio o tiro de misericórdia do Elefante. Após pênalti de Balotelli, o experiente Wallyson cobrou com violência, sem chances para Jordan, dando números finais à peleja, apesar do desespero dos anfitriões em busca – ao menos – do empate.

Posicionamento tricolor na etapa final (Imagem: Fox Sports)

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

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