Sport na Copa do Brasil: como joga taticamente a Juazeirense

Por: Mateus Schuler

Na margem do São Francisco*, o Sport atravessa a ponte e chega a Juazeiro. No trajeto, a Juazeirense, adversária na estreia da Copa do Brasil. Leão vai a campo nesta quarta-feira (10), às 19h15, no Adauto Moraes para não morrer de saudade e reencontrar os dias de glória no certame nacional.

A equipe disputou três jogos em 2021, vencendo dois e perdendo um, justo o último. Separamos para a torcida leonina tudo sobre o próximo adversário: prováveis formações táticas, números, pontos fortes e fracos, jogadores para ficar de olho, informações exclusivas de um setorista e muito mais dos baianos.

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Para encarar os rubro-negros, o técnico Givanildo Sales conta com as voltas do zagueiro Eron e volante Sapé, já que estavam lesionados. Já o experiente atacante Nino Guerreiro, por sua vez, é dúvida por ter saído da última partida sofrendo uma entorse no pé direito; apesar disso, o 4-3-3 deve ser mantido, com possibilidade de variar a um 4-4-2.

Apesar das indefinições, Cancão deve manter o 4-3-3 de base para a partida (Feito no TacticalPad)

COMO ATACA

Apesar de estar com boa representatividade numérica sempre que ataca, o Cancão não consegue ser intenso. Enquanto os atacantes jogam alinhados, os meio-campistas ficam muito espaçados, dando amplitude pelo meio. Os laterais também ajudam no setor ofensivo, ficando próximos ao portador da bola.

Quando cria jogada pelo meio, a Juazeirense opta por fazer um jogo apoiado procurando brechas na primeira linha do adversário. Ao acionar os pontas, a ofensividade é mais veloz, formando um 4-1-2-3, tentando assim confundir a marcação na troca de passes. Sem o centroavante mais fixo, tem constante alternância no posicionamento.

“Com pouco tempo sob comando de Givanildo Sales, pouco padrão de jogo foi definido. A arma para levar mais perigo tem sido o contra-ataque, já que pouco cria ofensivamente”

Marcos Bastos, repórter da Rádio Sociedade da Bahia
Postado no 4-1-2-3, Juazeirense tem constante apoio dos laterais nas investidas ofensivas (Imagem: TV Cancão)

COMO DEFENDE

Frágil. Se apenas uma palavra fosse capaz de definir a defesa do Cancão de Fogo, seria essa. Tal como o ataque, não há um modelo pré-definido, já que o treinador ainda não conseguiu testar tantas variações. Por isso, demonstra muita insegurança e gera muitos espaços para infiltrações dos adversários, ainda que busque fechá-los ao máximo.

Postados majoritariamente no 5-4-1 ao defender, os baianos ficam muito no campo defensivo, performando linhas bem definidas. Ainda assim, os blocos são médio-baixos, reforçando ainda mais a retranca para contra atacar em velocidade. Há a possibilidade de fazer uma alternância ao 4-1-4-1, deixando o primeiro volante mais solto para flutuar e o jogador de área apertar a saída de bola.

“Assim como o ataque, a defesa também não tem empolgado. Há muitas fragilidades no sistema de marcação, pois foram sofridos cinco gols, sendo a segunda defesa mais vazada do Baiano”

Marcos Bastos, repórter da Rádio Sociedade da Bahia
Com blocos médios-baixos, Cancão tenta fechar espaços povoando o meio (Imagem: TVE)

PARA FICAR DE OLHO

Rodrigo Calaça (GOL) Após uma passagem apagada pelo Leão em 2011, o goleiro reencontra o clube como um dos líderes do elenco. Mais experiente do time, com 40 anos, Calaça busca ser a referência, ainda que não esteja participando diretamente das jogadas.

Daniel Nazaré (LE) – Velho conhecido do torcedor pernambucano, estava no Salgueiro em 2020 e foi um dos destaques do Carcará, tanto que figurou na nossa seleção da última temporada. Importante nas transições, ofensiva ou defensiva, Daniel ajuda na criação e faz boa recomposição, fechando assim os espaços pelo lado esquerdo.

Clebson (MEI) – Responsável pela criação de jogadas, é outro que o futebol de Pernambuco já conhece. Em 2010, conquistou o acesso com o Salgueiro, jogando a Série B em 2011, além de ter passado também pelo Central em outra oportunidade. Apesar de estar com idade mais avançada, consegue ajudar dando velocidade também.

*Referência à música “Petrolina-Juazeiro”, do compositor pernambucano Jorge de Altinho, imortalizada nas vozes de Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Elba Ramalho.

Créditos da foto principal: Bruno Lopes/Juazeirense

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