O clássico do isolamento: o que esperar taticamente de Santa Cruz x Sport

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Há um ano do último jogo com torcida – completado na última sexta-feira (12) -, o Arruda recebe um Santa Cruz e Sport que contrasta totalmente da alcunha de Clássico das Multidões. Sem público por conta do isolamento social, os arquirrivais medem forças neste domingo (14) às 16h, em partida válida pela terceira rodada do Campeonato Pernambucano.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar dentro das quatro linhas, com principais posicionamentos táticos, números do histórico, destaques individuais em ambos os lados, e muito mais sobre o confronto entre a Cobra Coral e o Leão.

No Tricolor, muitas novidades. A começar pelo retorno de João Brigatti, que cumpriu protocolos de segurança. Junto ao treinador, outras mudanças. Após as saídas de Paulinho e Didira, o espaço deve ser dado para as entradas dos xarás Felipe Almeida e Simplício, ambos da base, com Chiquinho ficando mais por dentro na criação. O atacante Pipico não tem presença garantida. Já a ausência do capitão Danny Morais, vetado pelo Departamento Médico, é certa.

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Provável formação do Santa no duelo (Feito no Tactical Pad)

Pelo lado rubro-negro, ainda sem poder inscrever os reforços, mas pendente de renovações, a tendência é de um time misto. O início de temporada muito irregular na Ilha do Retiro deixa algumas indefinições e o técnico Jair Ventura só tem a certeza de que não tem poderá contar com a presença de Thiago Neves, fora por conta da Covid-19.

Leão deve ter base tática alterada (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA A COBRA

Atacar é o ponto mais baixo dos corais neste início de temporada. Com pouca velocidade na transição, o Santa ronda muito a grande área do adversário, mas é improdutivo. Falta verticalidade. Para o embate com o Sport, há a expectativa de que Léo Gaúcho atue na referência, com o artilheiro Pipico sendo barrado.

Postado com duas linhas de quatro, o time costuma atacar em bloco, com os dois laterais se unindo aos homens de ataque para conseguir infiltrações e chances de perigo. Como Augusto Potiguar e Alan Cardoso costumam ser eficazes no apoio, o jogo aéreo deve ser a principal aposta dos donos da casa no clássico.

Tricolor consegue assustar a Patativa após cruzamento da direita (Imagem: TV Criativa)

COMO ATACA O LEÃO

Diferente dos últimos jogos, o Sport deve ter como base o 3-4-3. A postura ofensiva, no entanto, já é conhecida da torcida, com uma trinca no ataque e muita verticalidade, valorizando as peças que caem pelos lados para fazer as transições.

Sem um armador de origem no meio-campo, Mikael deve ajudar os pontas fazendo o pivô. Apesar de não fixar na área, o centroavante formado na base rubro-negra tenta abrir espaço para infiltração dos meio-campistas. Vale uma atenção especial da marcação coral.

Leoninos devem formar trinca ofensiva com intensidade pelos lados (Imagem: Nordeste FC)

COMO SE DEFENDE A COBRA

João Brigatti ainda busca o sistema ideal e precisa corrigir alguns erros da defesa. Da utilização de três zagueiros à improvisação de Célio Santos na lateral esquerda, a equipe não rendeu o esperado. Pelo contrário, foi vazada em quatro dos cinco jogos que disputou desde a chegada do técnico.

Diante dos leoninos, já que Alan Cardoso será titular, a tendência é a manutenção do que foi visto no segundo tempo da derrota para o Salgueiro pela Copa do Nordeste, explorando um 4-2-3-1 que visa minimizar brechas, mas também já mostrou suas fragilidades.

Posicionamento defensivo dos tricolores (Imagem: Nordeste FC)

COMO SE DEFENDE O LEÃO

Na defesa, a expectativa é para a formação de uma linha de 5, algo que aconteceu na eliminação da Copa do Brasil após jogo polêmico contra a Juazeirense. Já comum sob o comando de Jair, o Sport vai tentar impedir as investidas pelos lados e povoar mais o meio-campo com blocos médios.

Com um poder de marcação mais cheio, os rubro-negros buscam, também, corrigir os problemas da bola aérea, principal calo desde a última temporada. Sendo vazado em todos os cinco jogos disputados, o Leão cede espaços entrelinhas e não é efetivo na recomposição.

Compactação defensiva rubro-negra (Imagem: Premiere)

DESTAQUES INDIVIDUAIS

Santa Cruz – Apesar de instabilidade no início de 2021, a Cobra Coral tem alguns bons nomes individuais. Casos do cabeça de área Caetano, um dos poucos destaques tricolores diante do Carcará, do meia-atacante Chiquinho, a mente criativa da equipe, e do atacante Léo Gaúcho, que já mostrou serviço.

Sport – Lateral-direito de origem, Ewerthon vem se destacando entre os profissionais atuando mais adiantado, seja como meia ou ponta, ajudando com velocidade e na criação. Outro destaque é o centroavante Mikael, também cria do Leão; autor de dois gols até o momento, o camisa 99 tem mostrado bom poder de finalização e pode ser uma arma para Jair Ventura.

HISTÓRICO DO CONFRONTO

Na história do Clássico das Multidões, Santa Cruz e Sport já se enfrentaram em 561 ocasiões, com retrospecto favorável aos rubro-negros, que venceram 233 vezes; os corais triunfaram em 169, enquanto 159 não tiveram vencedor.

No Arruda, palco do confronto, há um equilíbrio maior, mas a vantagem é leonina: 52 vitórias contra 51 dos tricolores durante 167 encontros. Outros 64, entretanto, terminaram igualados, havendo a possibilidade de algum dos clubes ficar em vantagem no confronto direto no estádio do Mais Querido.

Créditos das fotos principais: Rafael Melo/Santa Cruz e Anderson Stevens/Sport

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