Santa Cruz na Copa do Brasil: como joga taticamente o Ypiranga-AP

Por: Felipe Holanda

Um estranho em uma terra estranha*. Explorando a Copa do Brasil, o Ypiranga-AP encara o Santa Cruz em seu primeiro jogo na temporada e cheio de interrogações. Confronto acontece nesta sexta-feira (26) às 15h30 no estádio Giulite Coutinho, no Rio de Janeiro, pela primeira fase. Quem se classificar – os corais jogam pelo empate – enfrenta o Cianorte.

Após vitória importante sobre o Fortaleza na Copa do Nordeste, o tricolor busca mais um triunfo para embalar e ganhar confiança. Separamos para a torcida do Mais Querido tudo sobre o próximo adversário: principais posicionamentos táticos, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais da Coruja.

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Vindo de uma maratona de três mil quilômetros até Mesquita, a equipe treinada por Vitor Jaime conta com 18 atletas, entre remanescentes de 2020 e novos contratados. A expectativa é que o time forme um 4-2-2-2 com o meio de campo preenchido e agilidade ofensiva para explorar contra-ataques.

Provável formação inicial dos amapaenses (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Com o técnico e boa parte do elenco mantido, o Ypiranga deve utilizar a velocidade que foi vista nos jogos do Estadual, tendo os extremos participando efetivamente das jogadas, além do apoio dos laterais. A estratégia foi uma das principais armas na conquista do Campeonato Amapaense de 2020 após vencer o Santana na grande decisão.

Além de explorar as pontas, os homens de ataque do Negro-Anil costumam buscar o “funil” para agredir o adversário. Formando um 4-4-2 com saída rápida para o contra-ataque, o time consegue criar a maioria de suas chances de perigo.

Investida ofensiva dos amapaenses (Imagem: MyCujoo)

Com a reformulação do elenco, Feijão e Aldair devem ser os homens de frente, com Raí e Denilson fazendo a função de municiar os atacantes. A aposta dá agilidade na transição e um contragolpe que pode ser letal se bem encaixado.

COMO DEFENDE

Quando atacado, o Ypiranga aposta em compactação defensiva formando um 4-1-4-1, fechando os espaços pelas bordas do campo e também pelo meio. Caso o adversário utilize amplitude, os laterais são os encarregados de dar o primeiro combate, à medida em que os zagueiros bloqueiam a zona de arremate.

Posicionamento defensivo do Negro-Anil (Imagem: MyCujoo)

Os comandados de Vitor Jaime também gostam de adiantar a marcação, mais uma vez no 4-2-2-2, tentando o desarme para furar o bloqueio defensivo do oponente. O Santa precisa ficar ligado nisso se não quiser ser surpreendido.

Um ponto negativo do campeão amapaense é o número elevado de faltas cometidas próximas à grande área. Foi assim, inclusive, que os rivais criaram boa parte das oportunidades no Estadual, como o próprio Santana. Só na primeira fase, foram oito gols sofridos.

PARA FICAR DE OLHO

Davi Boi (ZAG) – O grande alicerce defensivo do time. Experiente, Davi costuma ser preciso nos desarmes e acompanha bem às investidas do ataque adversário. Faz boa dupla de zaga com João Carlos, outro que permaneceu da temporada 2020.

Raí (MC) – A cabeça pensante do Ypiranga-AP. Com boa visão de jogo e uma passe refinado, Raí explora bem as subidas dos laterais, além de servir os homens de ataque. Se tiver espaço, pode causar sérios estragos à marcação pernambucana.

*Estranho em uma terra estranha é uma referência à música “Stranger In A Strange Land”, do Iron Maiden, composta por Adrian Smith.

Créditos da foto principal: Rosivaldo Nascimento/Arquivo

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