Carcará voa baixo: análise Salgueiro 1×1 Vitória

Por: Guilherme Batista

Asas de cera. O Salgueiro não conseguiu voar alto como antes e amargou empate em 1×1 com o Vitória neste domingo (25), no Cornélio de Barros, em partida válida pela 8ª rodada do Campeonato Pernambucano, estacionando na terceira colocação. Já o Taboquito é um dos integrantes garantidos no quadrangular do rebaixamento.

No meio de semana, os sertanejos recebem o Sete de Setembro em confronto atrasado pela 6ª rodada, na quarta-feira (28), às 20h. Os vitorienses, por sua vez, encerram a primeira fase no domingo (2), diante do Retrô, às 16h na Arena de Pernambuco.

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Enquanto o volante foi negociado com o Confiança, o centroavante rumou ao Sampaio Corrêa. Desta forma, Daniel Neri optou por colocar Moreilândia em seu lugar e continuar com Aruá no meio, mantendo o 4-3-3. Pelo lado do Tricolor das Tabocas, Laelson Lopes optou por povoar o meio de campo, visando impor dificuldades para o Carcará na saída de jogo. Desta forma, entrou no 4-2-3-1, que defensivamente variava bastante.

Com táticas distintas, equipes protagonizaram um bom jogo de futebol (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

Quando a bola rolou, os esquemas ficaram claros, tal qual a dificuldade do Carcará em se impor em campo. Sem criação por parte do meio e com pouca movimentação dos atacantes, o time sertanejo se resumiu a criação de jogadas individuais na primeira etapa. Na melhor delas, Tarcísio costurou a defesa e bateu para boa defesa de Preto.

Pouco ameaçado e forçando bolas longas do Salgueiro, o Taboquito foi se sentindo cada vez mais confortável na partida. Com um sistema defensivo variável, ora no 4-4-2, ora no 4-1-4-1, a equipe conseguia recuperar a bola com frequência e acelerar os lances.

Numa das raríssimas chegadas dos salgueirenses, Aruá cruzou com perfeição para Héricles, na entrada da pequena área, cabecear para fora. Pouco tempo depois, a velha máxima do futebol entrou em ação: quem não faz, leva. Léo Carioca deu um passe açucarado para Carlos Caaporã tocar na saída de César Tanaka e abrir o placar para os visitantes.

Com pouca mobilidade ofensiva e dificuldade na saída de bola, Salgueiro produziu abaixo (Imagem: MyCujoo)

No retorno dos vestiários, Daniel Neri não promoveu nenhuma mudança de jogadores, mas mudou a postura. Subindo um pouco mais Felipe Baiano e recuando mais os pontas, o Carcará abandonou 4-3-3 e passou a atuar num 4-2-3-1, tentando ter mais o controle do meio para, enfim, criar.

E surtiu efeito. Centralizando mais os ataques, o Salgueiro começou a pressionar mais a equipe do Vitória. Aos 23, quando o ímpeto começava a diminuir, Geovani derrubou Adriano Napão dentro da área; na cobrança do pênalti, o mesmo Napão bateu com categoria para empatar a partida.

A partir daí o jogo virou ataque contra defesa. O aspecto físico começou a pesar contra o Taboquito, que praticamente entregou a bola para o Carcará e passou a se segurar como podia. A alternância defensiva ficou entre um 5-4-1 e um 4-4-2. Do lado do Carcará, o comandante colocou o time pra cima como pôde.

A entrada de Robinho nos minutos finais deu gás para o Tricolor do Sertão, que chegou a virar nos acréscimos da partida com o próprio Robinho, mas o bandeira assinalou impedimento. No entanto, ao apito final, a igualdade permaneceu no placar.

Compactação defensiva do Taboquito (Imagem: MyCujoo)

Créditos da imagem principal: Darlando Barros/Especial para o Pernambutático

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