O terror do Nordeste: análise Campinense 1 x 1 Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

O dia em que o querido do povo foi terror do Nordeste. Há cinco anos, o Santa Cruz vencia o Campinense no agregado e erguia a taça da Copa do Nordeste. Empate em 1 x 1 em Campina Grande, após vitória no Arruda, rendeu o título aos corais.

O técnico Milton Mendes foi com força para a decisão após ficar de fora do jogo de ida, no Arruda, por suspensão. Explorou um 4-3-3 como base tática, tendo Grafite na referência e Uilian Correia à frente da defesa, além de Keno e Arthur nas pontas.

Formação incial do Mais Querido em Campina Grande (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Com a vantagem construída no Arruda, o Santa iniciou a segunda parte da decisão em marcha lenta. Os comandados de Milton Mendes davam espaço para o Campinense fazer seu jogo sem incomodar muito o portador da bola. Para a sorte dos corais, os donos da casa não tinham organização ofensiva e rondavam a área de Tiago Cardoso sem muita objetividade.

Postado no 4-3-3 repleto de movimentações no terço final do campo, o Mais Querido era mais organizado e conseguia ditar o ritmo do jogo. Logo cedo, Grafite sofreu falta na entrada da área e quase veio o primeiro gol tricolor. Tiago Costa cobrou no capricho, mas mandou um pouco acima da meta de Gledson.

Organização ofensiva no início da decisão (Imagem: Esporte Interativo)

Milton Mendes mantinha o modelo na defesa, se fechando no 4-3-3 em bloco médios e baixos. Marcando por zona, a equipe coral apostava na velocidade de seus marcadores para dificultar a troca de passes da Raposa, geralmente bem compactada, sem deixar espaços e com um dos laterais indo ao combate.

A grande sacada de Milton era confundir a construção paraibana graças à troca de posições de Lelê e Arthur. Ora um chegava na última linha, ora outro. Leandro Almeida era outro que mudava de posição a todo tempo, tendo apenas Uillian Correia à frente da primeira linha.

Com a saída de Leandro Almeida por lesão, João Paulo entrou tão bem que mudou o jogo a favor dos corais. Apesar de não aparecer muito, deu mais sustentação ao sistema de Milton Mendes, seja com ou sem a bola. O 4-3-3 variava muito para o 4-1-4-1, principalmente na marcação, com Grafite na referência.

Postura com João Paulo (Feito no Tactial Pad)

Foi dos pés de Grafa que saiu a primeira chance claríssima do jogo, ainda no primeiro tempo. Após transição rápida, Arthur rolou para o camisa 23, livre, desperdiçar grande oportunidade em Campina Grande. O arremate próximo à marca do pênalti passou bem longe da meta de Gledson.

Na defesa, marcando bem entrelinhas, o Santa não dava espaços ao Campinense. O 4-2-3-1 móvel brecava as investidas rivais e segurava o resultado de empate, que favorecia o time pernambucano. Outra opção era se fechar com uma linha de cinco.

Quando o jogo parecia controlado, a Raposa chegou ao gol. Após troca de passes à direita, Rodrigão recebeu e bateu de primeira para fazer 1 x 0. O placar dava o título aos paraibanos.

Milton resolveu a lacuna ofensiva colocando Bruno Moraes na vaga de Vitor. O general deu mais mobilidade e encurralou a defesa da Raposa, que se fechou de vez. Bom para o Santa, que foi para o ataque e chegou ao gol histórico com Arthur, finalizando duas vezes.

Créditos da foto principal: Antonio Melcop/Santa Cruz

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