Par e ímpar: o que esperar taticamente de Sport x Náutico

Por: Anderson D’wirvelle e Mateus Schuler

Nem par ou ímpar. Mesmo em posições já definidas, Sport e Náutico se enfrentam para fazer jus à rivalidade e ganhar um ânimo extra às semifinais do Campeonato Pernambucano. Clássico dos Clássicos acontece neste domingo (2) às 16h, na Ilha do Retiro, pela última rodada da primeira fase.

O Pernambutático destrincha o que esperar taticamente do confronto, com principais posicionamentos táticos, estilos de jogo, jogadores para ficar de olho de ambos os lados, pontos fortes e fracos, e muito mais do duelo entre Leão e Timbu.

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Sob o comando de Umberto Louzer, os rubro-negros apresentaram melhor desempenho logo na estreia do treinador, além de estar motivado por estar cinco partidas invicto. Ainda sem a presença de Thiago Neves, que tem dores musculares, Thiago Lopes e Gustavo disputam uma vaga no meio-campo no 4-2-3-1, enquanto Mikael concorre pela titularidade com Tréllez – voltando de suspensão – no ataque.

Leão tem dois retornos e duas dúvidas para clássico (Feito no Tactical Pad)

Apesar do retorno de Jean Carlos e perdendo os 100% frente ao Afogados, os alvirrubros terão seus 11 iniciais modificados. Camutanga, Djavan, Rhaldney e Vinícius, pendurados com dois amarelos, devem ceder espaço para Ronaldo Alves, Matheus Trindade, Luiz Henrique e Bryan, respectivamente; assim, Hélio mantém o mesmo 4-2-3-1 de praxe.

Timba deve ter mudanças por opção do técnico (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA O LEÃO

Segundo ataque mais positivo da competição, o time leonino vem crescendo de produção nos últimos jogos, principalmente no setor. Com oito gols feitos – dos 13 no total – na série de cinco confrontos invicto, o Leão não tem tido o posicionamento fixo das peças, mostrando intensidade ao atacar pela boa distribuição das finalizações.

Leão apresentou postura já sob o comando de Louzer (Imagem: SporTV/Premiere)

Postado no 4-2-3-1, que por vezes modifica ao 4-1-4-1, o Sport deverá ter a presença de Thiago Lopes, Neílton e Toró como peças da trinca no sistema-base, com modificação constante da função. Todos mostram velocidade na zona ofensiva, buscando infiltração no meio da marcação adversária, tendo o centroavante mais móvel e dando movimentação para confundir a defesa.

COMO ATACA O TIMBU

Arrasador, avassalador… sobram adjetivos que qualifiquem melhor o ataque mais positivo do campeonato. Com pontas invertidos em um 4-2-3-1 muito intenso tendo a bola no pé, o Timbu usa frequentemente a agilidade pelas beiradas como a principal arma, apesar do artilheiro – inclusive do certame – ser Kieza, o homem da referência.

Timba demonstra boa presença das peças no ataque (Imagem: Rede Globo)

Além da boa distribuição vindo de Jean Carlos pelo meio, os alvirrubros têm os laterais ajudando constantemente na criação. Contra o Afogados, Rafinha se mostrou bem presente à zona ofensiva e deu as assistências nos dois gols marcados, destacando a intensidade no último terço do campo apoiada na profundidade.

COMO DEFENDE O LEÃO

Defesa mais negativa da Copa do Nordeste, a equipe leonina tem números totalmente opostos no Estadual. Nos oito confrontos que disputou até agora, foi vazada em apenas quatro oportunidades, sendo a última na 3ª rodada no clássico contra o Santa Cruz, em empate por 1×1; desde então, mostrou maior consolidação no setor, fazendo alternâncias pontuais.

Marcaçãõ de duas linhas com blocos médios tem sido a tendência rubro-negra (Imagem: Nordeste FC)

Ainda que o modelo promova um 4-4-2 bem definido, há a possibilidade dos jogadores do Leão formarem outros sistemas próximos, como um 4-2-3-1 ou até mesmo 4-3-2-1, deixando o centroavante mais isolado. Assim, força uma transição defensiva consistente e a ofensiva valorizando a velocidade para o contra-ataque.

COMO DEFENDE O TIMBU

Se o ataque possui muita estabilidade, a defesa tem tido alguns problemas. Apesar das duas linhas de 4 bem postadas, com Erick e Hereda próximos no lado direito, e Bryan e Rafinha pela esquerda, a recomposição tem mostrado fragilidade. A canhota, inclusive, é o calo de Hélio dos Anjos, já que o lateral tem dado espaços na transição defensiva e o extremo peca ao recompor.

Timbu tem falhado constantemente na recomposição defensiva (Imagem: Premiere)

Pelo meio, Trindade e Luiz Henrique também não conseguem manter o nível de marcação dos titulares Rhaldney e Djavan, sendo o segundo responsável por ajudar Rafinha. Mais à frente, Kieza e Jean Carlos têm sido as peças que pressionam muito os zagueiros e goleiros adversários, inclusive o meia já fez um gol após exercer essa pressão.

PARA FICAR DE OLHO: SPORT

Adryelson (ZAG) – Formado na base rubro-negra, o defensor vem sendo um dos principais destaques desde as duas últimas temporadas. Zagueiro perigoso na bola aérea, mostra também bom posicionamento para cortes em jogadas pelo chão, tendo a marcação como uma das características de mais destaque.

Mikael (CA) – Também cria do próprio Leão, o centroavante é o jogador de mais importância no Campeonato Pernambucano. Artilheiro leonino na atual temporada, com seis gols marcados, o jovem atacante é tido como solução para a seca de gols que assolou o time durante 2020, já que Brocador não foi tão efetivo quanto em 2019.

PARA FICAR DE OLHO: NÁUTICO

Jean Carlos (MEI) – Desde 2019 sendo o jogador mais importante no setor de ataque do Timbu, o armador é o maestro da equipe. Fundamental na criação alvirrubra, Jean volta de suspensão como uma das preocupações a Louzer; nos sete jogos que disputou no Pernambucano, marcou dois gols e serviu os companheiros em quatro oportunidades, participando diretamente de 25% dos tentos.

Kieza (CA) – Enquanto a temporada 2020 foi bem oscilante, principalmente no início, a 2021 vem sendo bastante positiva ao K-9. O centroavante marcou sete gols e é o artilheiro do Estadual, de maneira isolada, confirmando assim o faro de gol que já mostrou em outras vezes quando atuou pela equipe de Rosa e Silva.

HISTÓRICO DOS CLÁSSICOS

Com fundação próxima, Sport e Náutico se conhecem desde os primórdios até hoje em dia. Em 554 jogos, vantagem para Leão, com 212 vitórias contra 183 do Timbu, além de 158 empates; um duelo, disputado pelo Torneio Abrigo Terezinha de Jesus em 29 de março de 1931, tem resultado desconhecido.

O primeiro capítulo da rivalidade aconteceu em julho de 1909, quando os alvirrubros venceram por 3 x 1 em amistoso. As maiores goleadas do clássico contam com oito gols para cada lado. Enquanto os leoninos venceram por 8 x 0 em 1916, o Timba fez sua festa em 1935, atropelando por 8 x 1, ambos na era não-profissional do Pernambucano.

Créditos das fotos principais: Anderson Stevens/Sport e Caio Falcão/Náutico

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