A três passos do 30º: análise Santa Cruz 0 (5) x (4) 0 Afogados

Por: Felipe Holanda

O Santa Cruz deu um passo importante rumo ao 30º título do Campeonato Pernambucano. Com vitória em cima do Afogados nos pênaltis nesta quarta-feira (5), no Arruda, após empate no tempo normal, a Cobra Coral está a três três jogos da glória – adversário na semifinal será o Náutico, na Arena de Pernambuco, em jogo único.

Bolívar trouxe novidades na escalação com um esquema mais ofensivo em relação aos últimos jogos. Mirando o resultado positivo, promoveu a estreia de Héctor Bustamante no ataque e abriu mão dos três volantes, mas manteve o 4-3-3 como base, agora com três atacantes, um meia e dois cabeças de área. Além dele, Digão estreou como titular.

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Formação inicial dos tricolores, com Digão e Bustamante na direita (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O Santa se mostrou mais organizado nos minutos inicias, principalmente na construção ofensiva. Com Bolívar, o sistema ofensivo vem apresentando mais solidez, explorando passes curtos e médios sem desperdiçar a posse de bola. Foi assim que os corais tentaram tomar as rédeas do jogo, buscando profundidade.

Formando um 4-2-4, o Tricolor teve a primeira grande chance do jogo. Chiquinho chegou na frente, foi assistido por Pipico, e quase abriu o placar. Léo defendeu, mas ficou o susto. Além de povoar a última linha, Bolívar tinha o apoio dos laterais na progressão de posse e tentava controlar o jogo.

Santa tentando se impor no ataque (Imagem: Premire)

Numa das poucas investidas da Coruja, a Cobra se fechou bem. Explorando um 4-1-4-1, tendo Elicarlos e Derley revezando de linha, minimiza os espaços para a equipe de Sérgio China infiltrar. Nessa estratégia, os laterais eram os primeiros encarregados de dar o primeiro combate.

Compactação defensiva do Mais Querido (Imagem: Premiere)

Chiquinho flutuava entrelinhas e foi dos pés dele que saíram as grandes chances dos donos da casa. O camisa 10 fez linda jogada pela direita e finalizou colocado, mas a bola caprichosamente saiu à direita da meta de Léo. A produtividade ainda não era suficiente para Bolívar.

Forçando os volantes a participar a construção, formava um 5-3-2 com Derley recuando. Assim, mantinha a posse de bola e buscava mais objetividade no terço final do campo trocando passes. Após a sobra, Chiquinho finalizou com categoria e Léo salvou mais uma vez.

Postura coral no segundo tempo (imagem: Premiere)

Do outro lado, o Afogados marcava bem e forçava o Santa a explorar bolas longas. Em resposta, Bolívar colocou França na vaga de Madson, enquanto Augusto César assumiu o posto de Elicarlos. Foi a deixa que faltava para a equipe pressionar ainda mais, mas parando no goleiro Léo.

A última cartada de Bolívar no tempo normal foi colocar Karl. Com ele, a pressão aumentou, assim como a qualidade da progressão de posse. Karl deu belo lançamento e França, outro recém-saído do banco de reservas, saiu cara a cara com Léo, mas fez falta. Enquanto isso, China se fechou com duas linhas de quatro e até de cinco.

O 5-3-2 ou 2-3-5 na construção não serviu para furtar o bloqueio afogadense. A decisão só veio nos pênaltis. Coube a Jordan a defesa que selou o Santa na semifinal.

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

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