Louzerismo em teste de fogo: o que esperar taticamente do Sport na final do Pernambucano

Por: Mateus Schuler

O primeiro grande desafio para Umberto Louzer no Sport. Completando um mês no comando, o técnico tem pela frente mais um Clássico dos Clássicos contra o Náutico, porém dessa vez valendo o título do Campeonato Pernambucano. Leoninos vão embalados para a partida deste domingo (16) às 16h, na Arena de Pernambuco, por conta do 3 x 0 imposto na primeira fase, na melhor atuação do time na temporada.

O Pernambutático destrincha nesta análise o que esperar dos comandados de Louzer no primeiro confronto decisivo, com movimentações táticas, estilos de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais da equipe da Praça da Bandeira, que busca o 43º título do Estadual.

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Para a partida, o comandante rubro-negro terá a volta de Thiago Neves, que se recuperou de problemas musculares, mas devendo ser opção no banco e Thiago Lopes mantido como titular. Toró, mesmo elogiado, pode ver Everaldo ganhar uma oportunidade entre os 11, enquanto os demais serão os mesmos da classificação sobre o Salgueiro.

Leão tem apenas uma dúvida para definir escalação no clássico (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Apesar de prezarem bastante pela verticalidade, os leoninos têm apostado mais frequentemente em uma postura reativa. Com contra-ataques como arma, a equipe da Praça da Bandeira busca propor menos os jogos, mas na tentativa de ser o mais letal possível ao ocupar a defesa adversária, sem ser falho na pontaria.

Mesmo com o 4-2-3-1 de base, varia sempre que vai ao ataque, o que tem confundido a marcação rival. Uma das alternativas é o 4-1-2-3 que, quando apoiado pelos laterais, demonstra muita intensidade, criando chances tanto pelo meio, como nos lados, uma característica marcante desde a chegada de Louzer.

Leão busca ocupar o campo adversário com o máximo de jogadores possível (Imagem: Globo)

Outra opção é o próprio 4-2-3-1, deixando Júnior Tavares fixo na cabeça de área e os extremos mais recuados. Desse modo, inclusive, há movimentação constante das peças na trinca atrás do centroavante, responsável por fazer o pivô nas chegadas dos meio-campistas. Não tão eficiente como outrora nas investidas, Patric demonstra mais presença que Sander ao ajudar na criação do último terço.

“Claro que o primeiro jogo não define o campeão, mas é muito importante. Ele direciona muitas coisas que podem se tornar estratégia para a segunda partida. Por isso, temos que ter atenção redobrada, vivenciar de fato essa primeira partida, pensar única e exclusivamente nela, que é assim que temos feito desde a estreia”

Umberto Louzer, técnico do Sport

COMO DEFENDE

Se o Sport tem a melhor defesa do campeonato, muito se deve ao momento altamente positivo do principal pilar: zagueiro Adryelson. Forte na marcação e praticamente impecável na bola aérea, o jogador tem sido um dos líderes no setor, além de ajudar na estabilidade do desenho proposto pelo técnico ao defender.

Prioritariamente com duas linhas de 4, os rubro-negros formam um 4-4-2 e, por vezes, alterna ao 4-4-1-1 para dar mais liberdade ao armador de flutuar na transição. Desse modo, jogam variando ainda os blocos entre médios e médio-baixos, o que faz o adversário subir mais as linhas e assim o contra-ataque leonino tem maior velocidade.

“Eu acredito, até pelas características deles, um time ofensivo, que o Náutico vai buscar o nosso gol.  Temos que saber a hora de subir uma pressão, de jogar em bloco médio, bloco baixo para explorar as costas do adversário. Que nossos jogadores tenham o entendimento de usar isso a favor do nosso time”

Umberto Louzer, técnico do Sport

Outra alternativa usada pelo comandante do Leão é a manutenção do 4-2-3-1, porém descendo o posicionamento de seus jogadores. Assim, consegue fazer uma alternância ao marcar, podendo ser por zona ou individual, o que pode ser uma alternativa para anular o Timbu, pois possui o mesmo sistema tático.

PARA FICAR DE OLHO

Adryelson (ZAG) – Responsável pela solidez da melhor defesa do Estadual, o zagueiro rubro-negro vem sendo destaque pela terceira temporada seguida. Apesar de forte na marcação individual e zonal, tem como sua característica mais destacada a bola aérea, seja ofensiva marcando gols ou defensiva ao fazer cortes importantes; contra o Salgueiro, na semifinal, foram ganhas 11 de 12 jogadas pelo alto ao defender.

Thiago Lopes (MEI) – Substituto de Thiago Neves na armação, Lopes tem sido uma peça importante ao modelo de jogo proposto por Louzer. Com dinâmica para trocar de posição frequentemente, bem como os demais companheiros da trinca ofensiva, pode surgir como um dos pontas, mas seguindo ajudando na criação de jogadas; também tem bom poder de finalização.

Mikael (ATA) – Artilheiro do Leão na atual temporada, o prata de casa vive o melhor momento desde que subiu ao profissional. Autor de quatro gols só no Pernambucano, é o terceiro maior goleador do certame; além do faro de gol em dia, pela qualidade nos arremates, tem bom posicionamento para fazer infiltrações na marcação, assim como pivôs para investidas pelos lados ou no meio.

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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