Indicação na lousa: o que esperar taticamente de Paulinho Moccelin no Sport

Por: Mateus Schuler

Homem de confiança de Umberto Louzer, Paulinho Moccelin reforça o Sport na expectativa de ser titular. O atacante de 27 anos desembarca na Ilha do Retiro para ser um dos alicerces ofensivos do Leão na Série A do Campeonato Brasileiro e busca reeditar a parceria de êxitos com o comandante.

Nesta análise, o Pernambutático destrincha o que esperar do novo contratado, com principais características táticas, números na carreira, relatórios de ações por jogo, e como Moccelin pode se encaixar na equipe comandada por Louzer.

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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Velocidade. Como todo jogador de beirada, Moccelin consegue se destacar ao mostrar um ritmo bastante veloz, com ou sem a bola. As ações ofensivas, na maioria das vezes, passam pelos seus pés, sejam na criação – no meio-campo – ou na conclusão, principalmente no último terço do campo. Peça de fundamental importância na transição, ajuda ainda os laterais nas idas à linha de fundo, tendo visão de jogo apurada.

Finalização. Caindo pelos dois lados, tem também o arremate como arma ao atacar. Por atuar entrelinhas ou, em algumas situações, quebrando as linhas de marcação, Paulinho joga muito próximo ao centroavante, tanto no 4-2-3-1 como no 4-1-4-1; assim, constantemente chuta no gol adversário, invadindo a área ou de média distância.

Posicionamento. Além de importante na fase ofensiva, o atleta demonstra ter noção do espaço ocupado. Podendo carregar a bola desde o círculo central, usando a agilidade, tenta sempre se infiltrar na defesa rival, tendo a posse ou não. Desse modo, pode flutuar por todas as posições do meio em diante com a opção de variar entre pontas e meio, caso ocorra formação de uma trinca.

Treinador rubro-negro terá dor de cabeça para definir time também com a chegada de André (Feito no Tactical Pad)

OLHOS DE LINCE

A principal característica ofensiva é o passe apurado. Na Chapecoense, sob o comando do – agora – atual treinador, mostrou ter olhos de lince ao servir o setor. Ainda que tenha chutado pouco, se destacou na armação, dando bons passes, seja direto para gols ou que geraram finalizações, mesmo sem levar perigo.

Apesar de cair pelo lado, Moccelin tem poder criativo apurado (Imagem: SporTV/Premiere)

Foram 2,5 passes decisivos por jogo, sendo o terceiro melhor no quesito, com Elvis (Cuiabá) e Jean Carlos (Náutico) os únicos à frente. Já nas assistências, o ponta rubro-negro foi o segundo, com seis, ficando atrás apenas de Bruno Rodrigues (Ponte Preta) e Marcelo (Operário), ambos sendo garçom por sete vezes.

FASE DEFENSIVA

Intenso nos desarmes: jogador tem qualidade na recomposição (Imagem: SporTV/Premiere)

Mesmo sendo jogador do setor de ataque, tem bom poder de recomposição e isso é algo destacável entre suas características. Geralmente ocupando os lados do campo, assim como quando ataca, ocupando a segunda linha de marcação, algo apresentado desde os tempos de Londrina e mantido com a camisa do Verdão do Oeste.

Por ter trabalhado com Louzer em 2020 na Chape, não deve ter problemas de adaptação ao modelo de jogo, pois o Leão vem fazendo desenhos próximos. O 4-4-2, sistema usado pelos leoninos, é onde Moccelin consegue fazer seu melhor desempenho, já que também dá suporte ao lateral em questão, seja fazendo a cobertura ou acompanhando o adversário até o fim da jogada.

Na última Série B, inclusive, foi o quarto atleta com mais desarmes – 2,8 – por partida, sendo o único entre os cinco melhores que não é defensor. Com isso, deve ser peça fundamental ao sistema, mas precisa corrigir a disciplina: dos 29 confrontos que disputou, foi advertido com cartão amarelo por 14 vezes, o que gerou quatro suspensões automáticas durante a Segundona; por outro lado, não foi expulso.

VAMOS FUGIR?

Natural de Guaporé, Paulinho Moccelin chega à Ilha do Retiro com um objetivo principal: ajudar o Sport a fugir do rebaixamento. Buscando outro lugar ao sol, tem contrato junto ao Leão até o fim da Copa do Nordeste de 2022, tentando deixar o céu sempre azul em Recife.

Formado na base do Juventude, passou ainda por Grêmio, Fortaleza, Coritiba e Cuiabá, mas sem sucesso. Por outro lado, deixou saudades no Londrina, onde teve cinco passagens antes de defender o alviverde catarinense, clube onde estava na última temporada. Enquanto pelo Tubarão fez 94 jogos e marcou sete gols, no Verdão balançou as redes pela mesma quantidade de vezes, mas em 41 partidas.

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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