Tabu foi feito para ser quebrado: análise Náutico (5) 1 x 1 (3) Sport

Por: Mateus Schuler

Não há mal que dure para sempre. Superior durante os dois jogos da final, o Náutico venceu o Sport nos pênaltis por 5 x 3 – após empate no tempo normal por 1 x 1 – e é o campeão do Campeonato Pernambucano. De quebra, quebrou tabu de 53 anos e deu a volta olímpica nos Aflitos, coroando o melhor time do campeonato, em partida realizada na tarde deste domingo (23).

Os alvirrubros agora viram a chave para a estreia na Série B, que será já no próximo sábado (29), às 18h30, diante do CSA novamente no Eládio de Barros Carvalho. Os rubro-negros terão de esquecer o vice-campeonato e focar na Série A, pois no próximo domingo (30) fazem o jogo de abertura fora de casa, contra o Internacional, às 20h30 no Beira-Rio.

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Hélio dos Anjos optou pela manutenção do time titular da partida de ida, já visando a sequência do bom momento vivido no 4-2-3-1. Umberto Louzer, no entanto, optou por entrar mais precavido, com Zé Welison acionado na vaga de Thiago Lopes e Thiago Neves no ataque, com Mikael e Tréllez ficando entre os reservas, formando assim um 4-1-4-1.

Escalação inicial das equipes no clássico (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Como os dois lados buscaram apenas a vitória para conquistar o título ainda no tempo normal, o nervosismo tomou conta, deixando o jogo bem truncado. Não por acaso, nenhum dos times conseguiu ser criativo ao ter a posse, com poucas chances de perigo sendo geradas; postado no 4-4-2 ao se defender alternando para 4-2-4, o Timbu bloqueou os ímpetos do Leão, que performou no 4-1-4-1 sem a bola.

A ausência de criatividade fez as equipes buscarem alternativas para atacar. Os alvirrubros buscaram explorar a bola parada e, assim, tiveram a primeira boa oportunidade: após escanteio na pequena área, Maílson tirou errado e a sobra caiu no pé de Kieza, que completou e Maidana afastou de vez em cima da linha; em seguida, Zé Welison chutou de longe respondendo pelos rubro-negros e Alex Alves defendeu sem sustos.

Leão se defendeu no 4-1-4-1 durante primeiro tempo (Imagem: Globo)

O Náutico seguiu com a mesma tônica, aproveitando a insegurança que os defensores rivais mostraram em campo. Em um dos momentos, Jean Carlos cobrou tiro esquinado fechado e na primeira trave, porém acertou a rede no lado de fora; nem mesmo o tradicional 4-2-3-1 fez com que o Timba fosse ao setor ofensivo para assustar.

Tendo o contra-ataque como arma, os leoninos chegaram muito próximos de abrir o placar em duas oportunidades. Na primeira, Neílton – em posição irregular – arrumou para Sander, que soltou o pé de longe e Alex Alves fez a defesa, contudo o impedimento foi assinalado. Logo depois, o camisa 7 deu bom passe para Toró, que entrou na pequena área e não finalizou.

Apesar de mais ofensivo, Timbu performou um 4-4-2 ao se fechar (Imagem: Globo)

Para o segundo tempo, os treinadores voltaram sem mudanças, mantendo a postura apresentada nos primeiros 45 minutos. Para recuperar o fôlego, Hélio dos Anjos promoveu as entradas de Matheus Trindade e Marciel nos lugares de Djavan e Rhaldney, respectivamente. Assim, o Timba teve a chance de ter a vantagem quando Hereda cruzou com perfeição e Kieza cabeceou, mas a bola acertou o travessão; Jean Carlos chutou cruzado no rebote e Maidana, em cima da linha, afastou.

Pelo lado do Sport, Umberto Louzer optou por sacar Neílton e Zé Welison nas vagas de Marquinhos e Thiago Lopes. De início, as mudanças não surtiram o efeito esperado, pois Marcão saiu jogando errado e mandou a bola no pé de Kieza, que ficou de frente para Maílson e só teve o trabalho de bater tirando do alcance do goleiro.

Quarteto de ataque alvirrubro trocou de posição frequentemente (Imagem: Globo)

Com a desvantagem no marcador, o volante deixou o campo, assim como o meia Thiago Neves; Tréllez e Mikael foram sacados. O Timbu confirmou que o momento era mais favorável e quase ampliou o placar, quando Jean Carlos bateu falta lateral e acertou o travessão; o susto fez o Leão renascer dentro das quatro linhas e passar a atacar mais frequentemente.

Na reta final, a recompensa rubro-negra apareceu. Thiago Lopes lançou em profundidade, Toró encostou e Mikael, livre de marcação, completou para o fundo do barbante, levando a decisão para pênaltis. Os alvirrubros tiveram melhor aproveitamento nas cobranças, acertando todas, fechando a conta em 5 x 3 com Kieza, enquanto Marquinhos desperdiçou e fez o tabu encerrar.

Rubro-negros tentaram povoar mais o meio ao se defender (Imagem: Globo)

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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