Quadrado mágico: ataque comanda o Náutico no título do Pernambucano

Por: Anderson D’wirvelle e Felipe Holanda

Máquina mortífera. O ataque foi a arma mais letal do Náutico no título do Campeonato Pernambucano 2021 com 28 gols marcados. Destes, 22, o equivalente a mais de 70%, saíram dos pés ou cabeças do “quadrado mágico” de Hélio dos Anjos, formado por Kieza, Vinícius, Erick e Jean Carlos.

O Pernambutático destrincha nesta análise os pontos fortes do sistema ofensivo alvirrubro, com principais movimentações táticas, grandes características do quarteto, situações de jogo, números, e muito mais.

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VARIAÇÕES TÁTICAS

O sistema ofensivo do time comandado por Hélio dos Anjos teve bastante variação tática, mas a base principal tinha Erick na direita, Vinícius na esquerda, Jean por dentro e Kieza à sua frente. Um 4-2-3-1 competente, decisivo e de muita mobilidade.

Posicionamento das linhas ofensivas do Timbu (Imagem: Premiere)

Além do 4-2-3-1, a equipe formou constantemente um 4-2-4 na construção, tendo o quarto mais adiantado e Djavan e Rhaldney na cabeça de área. Assim, dava amplitude para conseguir brechas na marcação adversária, o que geralmente conseguia.

KIEZA, O PISTOLEIRO TIMBU

Artilheiro do time, Kieza não se contenta em ser o camisa 9 que recebe as bolas na área e costuma cair muito pelo lado esquerdo, recebendo algumas bolas às costas do lateral-direito adversário para dar mais liberdade a Vinícius flutuar pelo ataque.

Troca de posições no esquema de Hélio (Imagem: Premiere)

Mas a especialidade da casa era balançar as redes. Foram 10 gols no Estadual, o dobro em relação ao vice – o próprio Vinícius, Erick e Mikael terminaram empatados, com cinco. No triunfo diante do Santa, desta vez pela semifinal, o artilheiro deixou sua marca duas vezes, uma fazendo bem o pivô e outra cobrando pênalti.

Na final, fez o gol que poderia ter sido o título, mas o Sport empatou pouco depois e o título só veio nas penalidades, quando o próprio Kieza bateu no canto direito e Maílson e garantiu o “caneco”, na última cobrança.

“Eu não podia passar por aqui e não ganhar um título por esse clube que sou louco, apaixonado. Meu nome está na história, está gravado, ninguém pode tirar.”

Kieza, atacante do Náutico

REGENDO A ORQUESTRA DE HÉLIO

Peça fundamental na campanha, Jean Carlos mais uma vez foi o articulador do time. Passes de longa distância, bolas paradas, viradas de jogo e assistências, além dos dois gols, contra Vitória e Retrô, foram as especialidades do camisa 10.

Jean também se mexeu muito pelo ataque Timbu à procura de espaço. Preferencialmente era o cara mais próximo de Kieza por dentro, mas caiu pelos lados, e por vezes foi o homem mais avançado do ataque, trocando de posição com o próprio Kieza.

Mais uma inversão no ataque (Imagem: Premiere)

VINÍCIUS, O CORAÇÃO PULSANTE

Apesar de às vezes não aparecer muito, Vinícius foi um dos principais destaques do título do Náutico. Marcando, atacante e sendo um dos mais agudos do time, o camisa 11 fez cinco gols no Estadual e mostrou domínio no lado esquerdo Timbu, seja no 4-3-3, no 4-2-4 ou no 4-2-3-1.

Com a polivalência de Vinícius, Bryan – inevitavelmente – se sentiu mais à vontade para jogar improvisado na lateral. Os dois protagonizaram boa parceria pelo setor, trocando várias vezes de posições, ora um subia, ora outro. No jogo decisivo, o meia-atacante segurou bem Patric, que era uma das armas da equipe de Umberto Louzer.

Jogo apoiado do Timbu pela esquerda (Imagem: Premiere)

A GRANDE ESTRELA DE BASE

Erick foi um dos destaques dos que nasceram na base alvirrubra, ao lado de Hereda, Camutanga e Rhaldney. Em uma temporada de mais altos do que baixos, fez cinco gols pelo Náutico campeão, caindo pelo lado direito para construir jogadas e tentar a finalização de média distância ou servir algum companheiro desmarcado.

Assim como Vinícius e Bryan, Erick formava boa dupla com Hereda pela direita. Os dois davam muita profundidade e revezavam de posições, enquanto um abria na ponta, o outro ficava por dentro, com o time formando um 4-3-3 ou 4-2-4.

Postura ofensiva com Erick e Hereda (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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