Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Floresta

Por: Felipe Holanda

Leston Júnior volta a cruzar o caminho do Santa Cruz. No comando do Floresta, que vem de vitória na estreia, técnico é o novo desafiante dos corais na busca pela primeira vitória na Série C do Campeonato Brasileiro. Confronto acontece neste sábado (5) às 17h, no Arruda, pela segunda rodada do Grupo A.

Separamos tudo sobre o próximo adversário do Mais Querido: principais movimentações táticas, estilo de jogo, provável escalação, a expectativa de Leston para o confronto, e muito mais do Verdão da Vila.

Sem desfalques imediatos, o treinador florestino deve manter o time que venceu a Jacuipense na abertura, formando um 4-3-3 de transições rápidas e muita profundidade no ataque; na defesa, a principal aposta é um 4-4-2 como base, geralmente bem compactado entrelinhas.

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Como o Floresta deve iniciar o confronto com a Cobra (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Profundo e vertical. O Floresta costuma ser bem objetivo no ataque, muitas vezes explorando bolas longas para agredir o adversário. No 4-3-3, conta com o apoio constante dos laterais, principalmente de Tony pela direita, que avança para fazer um jogo apoiado com Elielton, o ponta. Assim, tem boas chances de encontrar espaços na marcação rival, principalmente se engatar um contra-ataque rápido.

Floresta com a chegada de Tony pela direita (Imagem: TV N Sports)

Além do 4-3-3, que é mais frequente, a equipe cearense gosta de atacar no 4-2-3-1 para ter mais mobilidade no terço final do campo com a chegada de Eduardo, o camisa 10. Tendo a posse, o Lobo da Vila Manoel Sátiro tende a finalizar mais dentro da grande área, seja com Deysinho, que é ponta, ou Flávio Torres, o centroavante.

Exemplo do 4-2-3-1 florestino (Imagem: TV N Sports)

“Precisamos reproduzir melhor alguns movimentos e a gente espera ter capacidade para fazer isso diante do Santa Cruz. Estamos confiantes e cientes do que precisamos fazer para sair de lá (de Recife) com o resultado positivo”

Leston Júnior, técnico do Floresta, via assessoria de imprensa

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Com dois gols marcados sobre a Jacuipense, o Verdão tem o segundo ataque mais positivo do Grupo A até aqui, atrás apenas do líder Altos-PI, com um tento a menos. O ponto fraco, porém, é a falta de apoio que o time mostra na construção ofensiva, recorrendo muitas vezes às chegadas dos laterais para trocar passes e manter o domínio da bola.

COMO DEFENDE

Fechando a “casinha”. O Floresta não costuma correr muitos riscos na defesa, sempre com duas linhas de quatro, seja no 4-4-2 – este mais nítido – ou 4-2-2-2. Quando é atacado, o time conta com os homens de meio dando o primeiro combate, encurtando espaços para ter mais chances de recuperar a bola.

Floresta se fecha com duas linhas de quatro (Imagem: TV N Sports)

“A expectativa é fazer um grande jogo, corrigindo alguns erros que cometemos na estreia. Mas sabemos que será difícil, o Santa Cruz é um grande adversário e é forte jogando dentro de casa. A vitória no primeiro jogo nos dá mais certeza que estamos trilhando um caminho interessante, mas agora temos que seguir firme”

Leston Júnior, técnico do Floresta, via assessoria de imprensa

A aposta mais recorrente é marcar em blocos baixos e médios, tendo o meia central e o centroavante na última linha, com os pontas voltando para recompor. O lado mais fraco costuma ser o esquerdo, já que Carlos Renato por vezes “cochila” na marcação, o que acaba ocasionando chances de gols adversários.

Verdão em bloco baixo (Imagem: TV N Sports)

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A grande desvantagem para os comandados de Leston será o ritmo de jogo. Afinal, o confronto com a Jacu foi o primeiro e único dos flortestinos na temporada. Enquanto isso, o Tricolor está a todo vapor em 2021 e pode aproveitar este fator para chegar aos três pontos.

PARA FICAR DE OLHO

Tony (LD) – O lateral-direito foi o grande destaque da estreia, com duas assistências, uma para Flávio Torres e outra para Deysinho. Com muita profundidade e precisão nos cruzamentos ou bolas longas, Tony é uma das principais armas ofensivas do time de Leston, mas apresenta fragilidade na defesa.

Marconi (VOL/MEIA) – Principal encarregado da progressão de posse do Verdão, Marconi domina as ações no meio de campo, sempre presente na construção ofensiva, inclusive recuando para buscar a bola. Além disso, o capitão do Floresta tem espírito de liderança e não decepciona na contenção.

Deysinho (ATA/PE) – Um dos remanescentes da campanha do acesso na Série D, Deysinho participa de boa parte das investidas ofensivas do Lobo, com velocidade e profundidade pela esquerda. Também tem qualidade no arremate de média e curta distância, marcando um dos gols no primeiro jogo; Flávio Torres completou o 2 x 0.

Créditos da foto principal: Ronaldo Oliveira/Floresta EC

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