Sport na Série A: como joga taticamente o Atlético-MG

Por: Mateus Schuler

Galeão. Embalado e remando à primeira vitória, o Sport recebe o Atlético-MG na Ilha do Retiro para navegar em águas tranquilas e se manter na parte de cima da tabela da Série A do Campeonato Brasileiro. Confronto acontece neste domingo (6), às 20h30, válido pela segunda rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais formações táticas, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais sobre o Galo do técnico Cuca.

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Para a partida, o comandante atleticano já tem sete ausências de certeza e duas dúvidas: os laterais Guga e Guilherme Arana estão na seleção olímpica do Brasil, enquanto o zagueiro Junior Alonso (Paraguai), volante Alan Franco (Equador) e atacantes Savarino (Venezuela) e Eduardo Vargas (Chile) estão disputando as Eliminatórias da Copa; Keno, por sua vez, está lesionado e foi vetado pelo DM. As incertezas são as presenças de Hyoran, que sofreu uma entorse no tornozelo direito, e Tchê Tchê, com dores na coxa esquerda.

Alvinegros devem ser mantidos no 4-3-3 diante do Leão (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Bem como sob o comando de Sampaoli, na temporada passada, o Galo tem um poder ofensivo muito forte, tendo constantes investidas quando está com a posse. Geralmente postado no 4-3-3 de base ao atacar, o Atlético-MG vai à zona de ataque colocando o máximo de atletas possíveis, povoando muito o meio e tendo os laterais para apoiar.

Quando jogam contra times mais fechados, os alvinegros optam por ligação direita, como foi contra o Remo, para tentar uma quebra de linha apoiado na imposição física. Assim, um dos volantes recua e forma uma saída de 3 junto aos zagueiros, o que dá liberdade para que as peças possam se distribuir de maneira mais alternada do meio para frente, buscando confundir a defesa, o que ocorre com Hulk e Nacho Fernández.

“O ritmo e a estratégia tem se alternado durante as partidas. De início, busca propor jogo, mesmo com os desfalques, tendo velocidade e chegar à área adversária em poucos passes, para ser o mais rápido possível, inclusive usando lançamentos do goleiro Everson”

Léo Gomide, repórter na Rádio 98 FM
Atlético tem muita intensidade ao chegar na zona ofensiva (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Apesar de campeões e com a melhor defesa do Mineiro, sofrendo oito gols, os atleticanos apresentam algumas fragilidades. Postado frequentemente em duas linhas, o que povoaria melhor o meio e fecharia espaços entrelinhas ao adversário, o Galo tem falhado bastante na recomposição defensiva, pois a formatação é lenta.

Com marcação individual, quem joga no contra-ataque costuma prevalecer contra o Atlético-MG. A lentidão na transição é um ponto a ser observado e é uma importante ressalva no trabalho de Cuca, principalmente por conta das variações na distribuição dos blocos, pois ora são médio-altos, ora são mais baixos.

Linhas atleticanas jogam espaçadas, apesar de terem certa compactação (Imagem: Premiere)

“Na defesa também há uma alternância, principalmente no posicionamento dos blocos. Ora começam altos, ora ficam mais baixos, mas abaixar faz o adversário dominar mais. Em alguns momentos, as linhas baixas servem como armadilha buscando prevalecer mais a parte física, para ter a velocidade como arma nos contra-ataques”

Léo Gomide, repórter na Rádio 98 FM

PARA FICAR DE OLHO

Igor Rabello (ZAG) – Apesar de bastante jovem, o zagueiro atleticano tem a seu favor a liderança como ponto forte. Com agilidade para desarmes em bolas pelo chão e firme nos lances aéreos, passa segurança a todo sistema defensivo alvinegro, além de mostrar qualidade também ao chegar ao setor ofensivo.

Nacho Fernández (MC) – A boa passagem no River Plate, com título inclusive da Copa Libertadores da América, faz o experiente meio-campista trazer na bagagem um vasto repertório. Responsável pela transição ofensiva, é Nacho o principal pensador de jogadas, seja abrindo pelos lados com laterais e/ou pontas, seja com os demais companheiros; além disso, tem bom poder de finalização de curta e média distância.

Hulk (PE) – Indiscutivelmente a principal referência ofensiva do Galo. Vindo como principal reforço dos alvinegros para a temporada 2021, o ex-jogador da Seleção Brasileira tem demonstrado seu bom futebol principalmente em jogos da Libertadores, pois balançou as redes por seis vezes em seis partidas disputadas; o poderio na finalização é sua arma mais imponente, além da força física.

Créditos da foto principal: Pedro Souza/Atlético-MG

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