Sonolência tricolor: análise Santa Cruz 0 x 0 Floresta

Por: Felipe Holanda

“Santa” sonolência. Após mais uma atuação apática, o Santa Cruz segue sem vencer na Série C do Campeonato Brasileiro. Esbarrando outra vez na falta de criatividade, Mais Querido ficou no empate sem gols com o Floresta neste sábado (5), no Arruda, pela segunda segunda rodada da Terceirona.

Na escalação, Bolívar tentou acordar o time, barrando Pipico para a entrada de Adriano Michael Jackson – lateral-esquerdo Eduardo e volante Caetano também começaram jogando. Apesar das mudanças, manteve o 4-3-3 como tática base, tendo o estreante Rondinelly e Chiquinho por dentro, agora com mais profundidade pelas laterais.

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Formação inicial da Cobra (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Quando a bola rolou, o Santa tentou valorizar a posse de bola para procurar espaços na marcação florestina, ora formando um 4-3-3, ora um 4-2-2-2. Apesar do modelo de jogo e as linhas bem definidas, a equipe voltou a pecar na criatividade, rondando a área cearense sem muita objetividade.

Corais na construção de jogadas (Imagem: DAZN)

Como visto nos outros jogos, Chiquinho precisou recuar muito para buscar a bola e dar qualidade à saída de bola dos corais. Sem a presença dele mais à frente, Rondinelly ficava mais isolado e não conseguia se entender com Adriano Michael Jackson; camisa 9 teve a chance de abrir o placar no rebote, mas não conseguiu acertar a bola na finalização.

Enquanto isso, o Floresta se sentia à vontade, utilizando triangulações e jogo apoiado no terço final do campo. O time de Leston Júnior até abriu o placar, mas a arbitragem anulou o gol marcando falta de Deysinho em Weriton após cruzamento na grande área.

Sem Madson, que saiu lesionado, Bolívar optou por Bustamante para dar mais movimentação lá na frente. Assim, o Mais Querido cresceu, ainda mais com a entrada de Frank na vaga de Vitinho – Pipico também entrou em campo, substituindo Adriano. Dos pés de Frank, saiu a grande chance do jogo, mas o goleiro Douglas Dias fez grande defesa para evitar o gol.

Apesar de mais presente e veloz nas transições, a Cobra Coral ainda não tinha a qualidade ideal na saída, com Chiquinho praticamente se juntando à primeira linha para iniciar a construção. O problema mais grave era a falta de triangulações por dentro, o que acabavas facilitando o desarme do Verdão da Vila, que se fechava no 4-4-2 bem definido.

Chiquinho recuado para achar as jogadas (Imagem: DAZN)

Com França, Pipico, Bustamante e Frank, o Santa formava praticamente um 4-2-4, tendo as subidas constantes dos laterais, Weriton e Eduardo, para dar amplitude ao ataque. Nem assim, saiu o gol, e os corais chegam a cinco jogos sem marcar na “Era” Bolívar – a única bola na rede foi um gol contra anotado por Paiva, do Náutico.

Alas dando amplitude no final (Imagem: DAZN)

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

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