Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Jacuipense

Por: Felipe Holanda

Imediatismo versus longevidade. Na estreia de Roberto Fernandes, o Santa Cruz faz duelo decisivo com o Jacuipense de Jonilson Veloso – no comando desde 2017 – em busca da vitória para sair da zona de degola na Série C do Campeonato Brasileiro. Confronto acontece nesta segunda-feira (21) às 20h, no Arruda, pela quarta rodada do Grupo A.

Separamos tudo sobre o próximo adversário coral: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, vídeos, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Leão do Sisal.

Para o embate com os tricolores, o Jacupa terá o retorno do lateral-esquerdo Vicente, que cumpriu suspensão no revés por 2 x 0 para o Paysandu – quem também volta é o volante Peixoto, recuperado de lesão no tornozelo. Assim, Jonilson mantém o 4-2-3-1 como tática base, geralmente explorando o contra-ataque com bolas longas.

Provável formação inicial dos baianos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Apesar da má fase, o Jacuipense tem um ataque de muita mobilidade no terço final do campo, variando entre o mais frequente 4-2-3-1 e o 4-3-3, sempre com os laterais dando profundidade. Na referência, Geovane Itinga costuma dar conta do recado, mas precisa ser melhor municiado. A criação de jogadas fica por conta do veterano Danilo Rios; ex-coral Jeremias também pode começar jogando na função.

Baianos com a posse de bola (Imagem: DAZN)

Quando explora um 4-3-3, com o meia subindo a linha para fazer triangulações lá na frente, o Leão pode ser perigoso. Isso porque já mostrou não precisar de muitos toques na bola para chegar à zona de arremate. Por outro lado, só tem um gol marcado nesta Série C, no empate em 1 x 1 com o Tombense.

Jacupa tentando encaixar jogada diante do Paysandu (Imagem: DAZN)

“A principal forma de chegar ao ataque do Jacuipense é pelas beiradas. Seus laterais também utilizam desse mecanismo, mas o Leão grená ainda tem algumas deficiências, principalmente no setor de criação”

Jota Neto, repórter da Rádio Jacuípe

Na construção ofensiva, todos os jogadores de linha costumam participar da troca de passes. O volante Charles, ex-Santa, recua para fazer uma saída de três ao lado da dupla de zaga, formada por Kanu e Tiago Alves, enquanto os companheiros tentam se “espaçar” em campo.

COMO DEFENDE

A defesa é o grande calo leonino. Ainda em busca do modelo ideal, Jonilson Veloso vem mantendo a dupla de zaga. A principal aposta é se fechar com duas linhas de quatro, no 4-4-2 que tenta minimizar espaços pelos lados e fechar o meio; outra alternativa é o 4-3-3, tendo a marcação um pouco mais alta.

Leão formando um 4-4-2 na defesa (Imagem: DAZN)

Com cinco gols sofridos nos três jogos que fez, o Jacuipense é dono da segunda pior defesa do Grupo A, à frente apenas do Manaus, 6×5. Números que dão esperança ao Santa Cruz na busca ainda pelo primeiro gol no campeonato e com os homens de frente vivendo má fase – Wallace Pernambucano ainda não estreou.

“Outro setor deficitário é no defensivo, onde o técnico Jonilson tenta achar uma solução. A transição é um problema, pois a defesa tem mostrado muita fragilidade ao compactar”

Jota Neto, repórter da Rádio Jacuípe

Quando o adversário valoriza a posse de bola, o Leão abre o leque de sistemas táticos para bloquear a troca de passes: 4-1-4-1, 4-2-3-1, 5-4-1 e até 6-3-1 (veja mais detalhes no vídeo abaixo).

PARA FICAR DE OLHO

Charles (VOL) – Velho conhecido do torcedor coral, Charles é o “motorzinho” do meio campo do Jacupa. Dá velocidade à transição ofensiva, tem um bom aproveitamento nos passes, além de finalizar bem de longa e média distância. O meio-campista foi titular em todos os jogos desta Terceirona e merece atenção especial.

Renato Henrique (MEIA/ATA) – Revelado na base do Náutico e ex-Salgueiro, Renato mantém a boa fase no Leão do Sisal. Foi dele, inclusive, o único na Série C, marcando de cabeça diante do Tombense. Costuma jogar aberto pela direita, canhoto de origem, também pode cair por dentro e fazer o pivô. Olho nele.

Geovane Itinga (ATA) – A principal referência ofensiva do time. Camisa 9 clássico, Geovane usa bem o corpo, tem bom senso de posicionamento, e não costuma perder muitas oportunidades de marcar. É preciso nas finalizações, seja por baixo ou pelo alto, geralmente infernizando a dupla de zaga.

Créditos da foto principal: Renan Oliveira/Jacuipense EC

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