Sport na Série A: como joga taticamente o Juventude

Por: Mateus Schuler

Pior defesa, terceiro pior ataque e na zona de rebaixamento. É o cenário do próximo adversário do Sport, o Juventude. Enquanto o Leão busca pontuar para embalar de vez, os gaúchos vão em busca da primeira vitória na Série A do Campeonato Brasileiro. Duelo acontece neste domingo (20) às 20h30, no estádio Alfredo Jaconi, pela quinta rodada do Brasileirão.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais movimentações táticas, estilo de jogo, provável escalação, informações exclusivas de setoristas, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Verdão.

Para a partida, o técnico Marquinhos Santos não tem tantos problemas, mas segue sem definir os titulares antecipadamente. Mesmo mantendo a equipe no 4-2-3-1 e com uma base moldada, o comandante alviverde tem a baixa de Alyson, por ter sofrido uma lesão na coxa na derrota para o Palmeiras, e a extrema direita está em aberto: Capixaba e Paulinho Boia disputam a vaga.

Verdão terá dúvida sanada apenas momentos antes (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Mesmo mudando o comando em relação à última temporada, o Juventude não alterou sua filosofia, pelo menos é o que propõe Marquinhos Santos. Se o ataque está com pouca produtividade, já que marcou dois gols e apenas na estreia, por falta de intensidade não é; colocando linhas altas e presença dos laterais, o Ju tem o próprio 4-2-3-1 de base como alternativa para atacar.

Alviverdes buscam atacar com posicionamento bem definido (Imagem: Premiere)

Ainda assim, quando quiser mostrar maior ofensividade, uma das variações é o 4-2-4. De tal modo, a transição ofensiva se dá mais por meio da ligação direta que jogo apoiado, cabendo um dos volantes virar o articulador, pois o armador infiltra junto aos extremos e ao centroavante na pequena área. Tal postura é vista com menos frequência, porém usada para povoar o campo defensivo do rival.

Outra opção é povoar ao máximo o campo adversário (Imagem: TNT Sports)

“Marquinhos é adepto do jogo posicional, mas optou por se defender nos últimos jogos. Agora a tendência é propor mais o jogo, fazendo uma saída de 3 com um dos volantes junto aos zagueiros e sair em velocidade pelos lados”

Pedro Petrucci, repórter da Rádio Gaúcha

COMO DEFENDE

Bem como o ataque na Série B, o Verdão não tem alterações no desenho da defesa. Na Série A, entretanto, tem mostrado maior fragilidade, muito devido à descompactação das últimas linhas. Ainda que postados no já tradicional 4-4-2, os gaúchos têm deixado a desejar, pois sofreram oito gols e possuem a pior defesa nos quatro jogos disputados ao lado do Internacional.

“O Juventude tem sido muito vazado nos jogos em casa: em dois jogos, foram seis gols. O técnico Marquinhos Santos alterou uma peça no meio-campo, com a saída de João Paulo e a entrada de Elton para tentar dar mais combatividade e uma melhor saída de bola”

Eduardo Costa, repórter do Jornal Pioneiro

Enquanto o bloco frontal está próximo, fazendo pressão na saída de bola dos adversários, o central tem ficado distante do primeiro. Dessa maneira, geram espaços entrelinhas com frequência, permitindo infiltrações tanto pelo lado, como no meio. Esse é o maior calo para Marquinhos Santos, que tem visado achar variações, mas ainda sem sucesso.

Sistema defensivo dos gaúchos é o principal calo no Brasileiro (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Michel Macedo (LD) – Apesar de ter atuado na base do Flamengo, a primeira equipe profissional foi o Almería, da Espanha. Contratado para a temporada 2019 pelo Corinthians, não conseguiu obter o mesmo bom desempenho que em terras espanholas, mas no Juventude demonstrou boas atuações; nessa Série A, tem se feito presente ao ataque e ajudado na criação, criando duas grandes chances.

Castilho (MC) – Possuindo características mais avançadas para um volante, o jogador chegou ao Ju após boa Série B pelo Confiança. Criado no Atlético-MG, tem mostrado habilidade na bola parada, porém é destaque no Verdão pela contenção; nas quatro partidas disputadas, realizou 10 desarmes e, ao lado de Aderlan (Bragantino) e Pirani (Santos), ocupa a quarta posição nesse quesito.

Chico (PE) – Com nacionalidade coreana, apesar de ter nascido no Brasil, o extremo esquerdo alviverde atuou pelo Atlético-GO no último Brasileirão. No Verdão, tem jogado mais aberto pelo lado, já que geralmente ocupa mais a faixa central; por ser uma das armas ofensivas e mesmo com bom poder de criação, tem colaborado também nas finalizações, chutando a gol por cinco vezes, igualado a Wescley e Castilho.

Créditos da foto principal: Fernando Alves/EC Juventude

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