Esfriando pretensões: análise Juventude 1 x 0 Sport

Por: Mateus Schuler

Tropeço. Após esboçar sequência positiva, o Sport esfriou as pretensões de se distanciar do Z-4 da Série A do Campeonato Brasileiro e perdeu para o Juventude neste domingo (20), colando na zona de degola. No Alfredo Jaconi, o Leão jogou melhor e criou mais chances, mas uma falha defensiva deu um banho de água de fria, pois foi derrotado pelo Juventude por 1 x 0; partida foi válida pela quinta rodada.

O time foi a campo com a mesma escalação que bateu o Grêmio, mantendo o sistema tático formado por três zagueiros. Everaldo voltou a figurar entre os reservas, enquanto que Gustavo e Neílton foram desfalques na equipe rubro-negra, porém o 3-4-3 foi mantido por Umberto Louzer, alternando para 3-3-4 ao atacar e 5-4-1 e 5-3-2 sem a posse.

Escalação foi mantida do triunfo sobre o Imortal (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Nem mesmo a forte neblina, logo no início, foi capaz de inibir o Sport. Assim como na última partida, buscou propor as ações ofensivas, apesar de dessa vez ser visitante. Utilizando uma saída de 3 envolvendo os zagueiros e com o apoio de Marcão, os rubro-negros deram liberdade aos laterais de subirem e povoarem o campo defensivo do Juventude.

Tendo o jogo apoiado como base, o Leão saiu trocando passes para infiltrar e conseguir ser criativo. Em um dos lances, André deixou a referência e virou garçom, deixando Thiago Lopes em condições do arremate; o meia demorou a finalizar e Vitor Mendes bloqueou, impedindo a abertura do placar. Logo em seguida, o mesmo Vitor afastou um bate-rebate quando Marquinhos tentou completar para o gol.

Do meio para o fim, o confronto se manteve bastante equilibrado, entretanto os dois lados falharam na pontaria. A posse de bola leonina era inferior, mas a criatividade foi superior à do Ju, já que criou duas boas oportunidades de ir à frente do marcador: na primeira, Sander bateu falta e Carné tirou de soco; na segunda, Sabino pegou rebote de escanteio e em chute colocado viu o camisa 1 alviverde tirar com a ponta dos dedos.

Rubro-negros buscaram atacar com muita intensidade (Imagem: Premiere)

Para a etapa final, Louzer optou por não realizar substituições, porém com a mesma proposta dos 45 minutos iniciais. Os pernambucanos pressionaram a saída de bola dos gaúchos, deixando as linhas de marcação médias-altas, no entanto não tiveram sucesso na criação de jogadas, pois pouco levaram perigo à meta adversária.

Na tentativa de recuperar o fôlego ofensivo, Maxwell foi acionado na vaga de Paulinho Moccelin, tal como Ricardinho no lugar de Thiago Lopes. De início, as mexidas não resultaram positivamente, pois a produtividade seguiu fraca no campo ofensivo. A única boa oportunidade veio quando Sabino passou pelo meio-campo e soltou o pé para uma defesa de Marcelo Carné.

Alternando entre 5-4-1 e 5-3-2 na defesa, o Leão conseguiu deixar o Ju sem criação, porém na reta final os leoninos tomaram um banho de água fria. Em jogada pela esquerda, Marcos Vinícios bateu e Maílson deixou a bola viva na pequena área; depois de bate-rebate, o rebote sobrou com Matheus Peixoto, que deu leve toque para o fundo do barbante.

Leão se fechou com linha de 5 para segurar Ju, mas falhou no fim (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Fernando Alves/EC Juventude

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