Mais Timbatível do que nunca: análise Náutico 3 x 1 Botafogo

Por: Felipe Holanda

As definições de Timbatível foram atualizadas. Líder e com 100% de aproveitamento, o Náutico fez mais uma vítima na Série B do Campeonato Brasileiro: o Botafogo. Em confronto direto, a “tropa alvirrubra” venceu por 3 x 1 neste domingo (20), nos Aflitos, se isolando ainda mais na liderança após cinco rodadas.

Na escalação alvirrubra, Hélio dos Anjos reiterou a tese de que “em time que está vencendo não se mexe”, e foi a campo sem novidades, ainda sem a presença de Djavan e com Matheus Trindade na cabeça de área, flertando entre o 4-3-3, 4-2-3-1 e 4-2-4 com a bola e o 4-4-2 sem ela.

Formação inicial dos pernambucanos, postos no 4-2-3-1 (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

No início, o Náutico tentou dar as cartas e controlar as ações do jogo. Utilizando um 4-2-3-1 na construção, com movimentações constantes, o Timbu conseguiu impor seu ritmo e abrir o placar. Jean Carlos cobrou escanteio e, após confusão na grande área, Pedro Castro desviou contra o próprio gol: 1 x 0.

Mesmo em vantagem, o time de Hélio dos Anjos continuou marcando adiantado, utilizando seu 4-2-4 característico para pressionar a saída de bola botafoguense. Tendo êxito, passou a dominar a partida, apesar da pouca posse de bola.

Perde e pressiona dos comandados de Hélio (Imagem: Globo)

O QUADRADO MÁGICO

O quarteto formado por Kieza, Vinícius, Jean Carlos e Erick também dava sua contribuição na construção ofensiva. Kieza caía mais pela esquerda, deixando Jean de falso nove e Vinícius flutuando entrelinhas. A movimentação fazia o adversário hesitar na marcação.

Movimentação no front alvirrubro (Imagem: Globo)

Nas poucas chegadas do Fogão, Alex Alves reiterou a boa fase debaixo das traves e defendeu. Quando era ameaçado, o alvirrubro se fechava com variações entre o 4-4-2 e o 5-4-1. Na posse, explorava o 4-3-3 ou 4-2-3-1, principalmente quando Jean Carlos recuava para construir; em contra-ataque, Erick teve a chance do segundo, mas foi travado na hora do arremate.

O leque de variações do ataque pernambucano (Imagem: Globo)

IMPOSIÇÃO NO SEGUNDO TEMPO

Na etapa final, com os cariocas um pouco mais cansados, o Náutico continuou no mesmo ritmo, explorando a transição rápida e muita profundidade. No 4-2-4, os homens da última linha trocavam de posições constantemente, casos de Jean e Erick pela direita, à procura de brechas na marcação alvinegra.

Movimentação no segundo tempo (Imagem: Globo)

Para dar mais fôlego, Hélio colocou Marciel na vaga de Rhaldney. Dos pés dele, surgiu a jogada que quase culminou no segundo gol. Marciel tocou, Jean recebeu e rolou para Erick sofrer pênalti. Na cobrança, Kieza bateu mal. Douglas Borges fez a defesa em dois tempos – na sequência, foi a vez de Matheus Carvalho entrar para a saída de Vinícius.

EMOÇÃO E VITÓRIA SUADA

Erro crasso. O balde de água fria veio quando Camutanga falhou, Rafael Moura roubou a bola, Diego Gonçalves cruzou e Felipe Ferreira mandou para o fundo das redes, deixando tudo igual. Depois daí, o Timbu tentou de tudo para chegar ao empate, mas faltava espaço.

Até que outro pênalti foi marcado, desta vez em Hereda. Sucinto, Jean Carlos cobrou com maestria e estufou as redes alvinegras para recuperar a vantagem alvirrubro. No fim, Paiva ainda fez o terceiro e selou o resultado. Destaque para o passe do goleiro Alex Alves, o melhor em campo.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

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