Náutico na Série B: como joga taticamente o Londrina

Por: Felipe Holanda

Quebrando recordes. O Náutico enfrenta o Londrina para manter o 100% de aproveitamento e seguir firme na luta pelo acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Em caso de vitória nesta quarta-feira (23) às 16h, no Estádio do Café, Timbu iguala a melhor arrancada da história da Segundona após seis rodadas, feito obtido pelo Corinthians em 2008.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Tubarão.

Para o confronto com o Timbu, o técnico Roberto Fonseca terá um desfalque garantido: o atacante Douglas Santos, lesionado. Caprini deve ser o substituto; meia Mossoró, também vetado por contusão, é outra baixa. Assim, Roberto deve ir a campo no tradicional 4-3-3 com variações frequentes para o 4-2-3-1.

COMO ATACA

Ainda sem vencer na Série B, o sistema ofensivo do Londrina busca a fórmula ideal de jogo. Na construção, a principal aposta dos paranaenses é formar um 4-2-3-1 bem espaçado entre linhas, contando com o apoio constante dos laterais e três ou quatro jogadores aparecendo como opção de passe por dentro, prendendo a atenção da dupla de zaga rival.

Espaçamento ofensivo do alviceleste (Imagem: Sportv/Premiere)

Com três gols em cinco jogos, o Tubarão não costuma criar muitas chances de perigo, mas tende a aproveitá-las. Outra alternativa para encontrar espaços é apostar no 4-3-3, com ainda mais movimentação na última linha e no terço final do campo. O ponto fora da curva foi o revés diante do CSA, quando a equipe teve muito volume, mas pecou nas finalizações.

“O Londrina é um time que procura jogar com transição rápida, explorando a velocidade dos atacantes de lado. Joga em um 4-3-3, com um volante e dois meias. Dois atacantes de lado e um centroavante de referência. É um time que tem encontrado muitas dificuldades para criar jogadas ofensivas”

Lucio Flávio Cruz, setorista do Londrina na Rádio Paiquerê e Folha de Londrina

Quando tenta iniciar o ataque lá de trás, o cabeça de área Jean Henrique recua para fazer uma saída de três com os zagueiros, enquanto os laterais buscam a ruptura de linhas para dar profundidade. Por outro lado, o time não costuma valorizar muito a posse, geralmente explorando bolas longas para chegar à zona de arremate.

Início da construção dos londrinos (Imagem: Sportv/Premiere)

COMO DEFENDE

Se o sistema ofensivo é frágil, a defesa consegue ser ainda mais preocupante. Geralmente com pouca compactação, o Tubarão já mostrou que pode deixar a meta César exposta, mesmo quando usa seu tradicional 4-4-2 com duas linhas de quatro. Na recomposição, apenas Caprini e Salatiel, ex-Náutico, costumam ficar mais adiantados.

Compactação defensiva paranaense (Imagem: Premiere)

Em algumas situações, principalmente quando está atrás no placar, o Londrina costuma adiantar a marcação para pressionar a saída do adversário, formando um 4-3-3 agudo e sufocando o portador da bola. Nem sempre, entretanto, tem sucesso.

Alviceleste pressionando a construção rival (Imagem: Sportv/Premiere)

Mesmo com média de um gol sofrido por partida, Roberto Fonseca deve manter a dupla de zaga, formada pelo capitão Marcondes e Augusto, além dos laterais Ricardo Luz e Luiz Henrique. O teste de fogo será parar o Timbu de Hélio dos Anjos, dono melhor ataque desta Série B, com dez tentos assinalados.

“O Londrina joga com uma linha de quatro na defesa. O setor tem falhado até aqui na série B e o clube busca a contratação de mais dois zagueiros para fortalecer o elenco alviceleste”

Lucio Flávio Cruz, setorista do Londrina na Rádio Paiquerê e Folha de Londrina

PARA FICAR DE OLHO

César (GOL) – Apesar da má fase do sistema defensiva, o camisa 1 vem tendo certo destaque. César Reis tem um bom posicionamento debaixo das traves e a elasticidade que o ajuda a fazer grandes defesas, além da qualidade com a bola nos pés no início da transição alviceleste. É seguro, mas também pode cometer falhas.

Alisson Safira (MEIA/ATA) – Uma das principais válvulas de escape da equipe de Roberto Fonseca. Sempre com muita profundidade pelos lados, Safira costuma criar boas chances quando tem a posse de bola, geralmente servindo o companheiro melhor posicionado. Além disso, Já tem um gol marcado nesta Série B, no empate em 1 x 1 com o Coritiba.

Salatiel (ATA) – Velho conhecido do torcedor alvirrubro, o camisa 9 é a referência do ataque londrino. Tende a prender as atenções da dupla de zaga e ser perigoso nas finalizações, seja pelo chão ou pelo alto. Também tem qualidade para fazer o pivô. No entanto, ainda não foi às redes na competição.

Créditos da foto principal: Gustavo Oliveira/Londrina

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