Náutico na Série B: como joga taticamente o Remo

Por: Mateus Schuler

Origens afins, horizontes aquém. Enquanto o Náutico navega na liderança e quer abrir margem na corrida pelo acesso, o Remo busca contrariar as coordenadas para fugir do terreno movediço do Z-4. Duelo acontece neste sábado (26) às 21h, nos Aflitos, pela sétima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais movimentações táticas, estilo de jogo, provável escalação, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Leão.

Os azulinos contam com a volta do volante Uchôa, que cumpriu suspensão, e a ausência de Dioguinho – Gedoz deve ser acionado – no meio, por expulsão na última partida, além de indefinições na equipe, mas Paulo Bonamigo não sinalizou onde vai mexer. Única certeza é que segue o 4-2-3-1, tendo laterais livres para subir ao ataque e um 4-4-2 sem a bola, deixando o meia armador junto ao centroavante e os pontas na segunda linha.

Leoninos devem ter manutenção da base tática mesmo modificados (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Mantendo o 4-2-3-1, sistema utilizado durante a Série C, Bonamigo tem como principal arma as beiradas do campo. Quando dá início à transição ofensiva, o time paraense recua o primeiro volante ao lado dos zagueiros para a saída de 3 e, assim, dar liberdade aos laterais de ajudar os pontas, principalmente na direita com Thiago Ennes.

Construção azulina começa ainda no campo de defesa (Imagem: Premiere)

Valorizando bastante a posse, como é pedido pelo treinador, tenta povoar ao máximo a área adversária. Apesar de trocar passes em velocidade, usando o jogo apoiado, a alternativa contra o Guarani foi a ligação direta, tentando ter o maior número de jogadores possíveis na defesa rival, algo que o Timbu faz frequentemente.

“Normalmente o time azulino ataca buscando os lados, com os laterais trabalhando junto aos pontas; às vezes, o segundo volante pode chegar ao ataque como um elemento surpresa na pequena área. Bonamigo gosta de valorizar muito a posse de bola”

Mathaus Pauxis, analista no Toró Tático
Laterais remistas costumam ajudar na criação de jogadas (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Apesar da defesa não possuir tantas fragilidades, já que é a sétima menos vazada, a marcação fracassa na pressão da saída de bola. Se postando no tradicional 4-4-2, conta com retorno dos pontas à segunda linha junto aos volantes, enquanto o meia ajuda o centroavante, porém é um dos pontos de mais cobranças por parte do comandante azulino.

Formando blocos médios, o Leão busca bastante o perde pressiona, contudo tem faltado um pouco mais de empenho dos atletas para a recuperação da posse. Ainda assim, povoam bastante o meio-campo, o que pode ser opção para tentar segurar melhor a alta intensidade do ataque alvirrubro e jogar no contra-ataque na tentativa de surpreender.

Blocos médios e duas linhas são as principais características defensivas (Imagem: Premiere)

“O Remo parece querer mostrar ter intensidade ao recuperar a posse, mas em alguns momentos falta empenho dos atletas. É algo deixa a marcação perdida, mesmo fazendo isso durante a Série C, porém tira também um pouco da identidade do time”

Mathaus Pauxis, analista no Toró Tático

PARA FICAR DE OLHO

Vinícius (GOL) – Um dos principais nomes desde a Série C. Responsável pela solidez defensiva remista, o goleiro vem se destacando com grandes defesas ao impedir derrotas, já que a equipe foi derrotada apenas uma vez na atual edição da Segundona em cinco jogos. Foram 11 intervenções e não sofreu gol em três partidas, números que o colocam como um dos destaques no setor.

Thiago Ennes (LD) – Velho conhecido do torcedor alvirrubro, já que teve uma passagem em 2018, o lateral-direito é uma das principais armas ofensivas do Leão. Mostrando regularidade desde o Confiança, na temporada passada, foi contratado como um dos nomes mais destacáveis e vem correspondendo à altura, já que pode ser uma alternativa na criação.

Felipe Gedoz (MEIA) – Apesar de não viver o melhor momento na temporada, o meia é o responsável pela armação e articulação das jogadas do Remo. O meio-campista é, de certa forma, o cérebro da equipe paraense, abrindo os lances pelos lados tendo apoio dos pontas e dos laterais ou até na referência com o centroavante fazendo pivô.

Créditos da foto principal: Samara Miranda/Remo

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