Criatividade abaixo de zero: análise Sport 0 x 0 Cuiabá

Por: Mateus Schuler

Se nos últimos jogos o Sport apresentou um futebol razoável, dessa vez foi bem abaixo. Diante do Cuiabá na noite deste domingo (27), na Ilha do Retiro, ficou no empate sem gols e amargou ainda mais a situação ruim na Série A do Campeonato Brasileiro, ficando na 15ª colocação e vendo o Z-4 seguir como ameaça; partida válida pela sétima rodada do Brasileirão.

Para o compromisso, Umberto Louzer promoveu as voltas de Júnior Tavares e Everaldo à titularidade, pois ambos retornaram do departamento médico, já Betinho ganhou uma vaga no meio-campo sacando o zagueiro Maidana do time. Assim, o comandante do Leão abdicou do sistema com três defensores e acionou o 4-2-3-1, deixando Thiago Lopes atuando mais aberto.

Leão entrou sem esquema formado por três zagueiros (Feito no Tactical Pad)

PRESSÃO AURIVERDE

A necessidade de vencer para afastar o momento conturbado era notável a quem via de fora, mas dentro de campo pouco se viu. A única exceção foi no primeiro minuto de bola rolando, quando André recebeu dentro da pequena área e tentou finalizar na direção do gol; a bola bateu no braço de apoio de Rafael Gava, o que gerou reclamações, porém a arbitragem – corretamente – nada marcou.

Distanciamento entrelinhas início da transição ofensiva ser ruim (Imagem: Brasileirão Play)

A partir daí começou o martírio do Leão durante a primeira etapa. Além das falhas na saída de bola, o sistema de marcação não conseguiu se encaixar, o que fez o Cuiabá passar a pressionar constantemente. O primeiro lance de mais perigo veio quando Pepê cobrou escanteio fechado e Maílson afastou, evitando um gol olímpico.

Principal destaque do Dourado no Brasileirão, Clayson era de longe a maior referência ofensiva, enquanto a defesa leonina seguiu falha. Apesar do 4-4-2 – alternado ao 4-4-1-1 – em blocos médios sem a bola, os rubro-negros deram espaços para Clayson arrematar de fora da área e o camisa 1 voltou a fazer uma grande defesa no jogo.

Sport formou duas linhas na defesa, mas cedeu muitos espaços (Imagem: Brasileirão Play)

MUDANÇAS NAS PEÇAS, MAS PLACAR ZERADO

Na etapa final, Umberto Louzer resolveu voltar com duas substituições para corrigir os erros do meio-campo e tentar melhorar o poder criativo de suas peças. Inoperantes, Betinho e Thiago Lopes foram sacados e deram lugar a Zé Welison e Neílton, mantendo o sistema tático e dando um pouco mais de ofensividade.

O time pernambucano teve maior posse de bola, mas ainda sem conseguir assustar a meta do Auriverde da Baixada. Em uma das raras investidas dos rubro-negros, Hayner limpou da direita para a esquerda e chutou mal, com Walter apenas observando a saída pela linha de fundo. Logo depois, Clayson cruzou e Élton emendou um voleio, mas Maílson voltou a fazer a intervenção.

Do meio para o fim, o treinador do Leão ainda promoveu mais três mexidas no golpe misericordioso de somar os três pontos. Thiago Neves, Everaldo e André saíram para entradas de Paulinho Moccelin, Mikael e Tréllez, seguindo 4-2-3-1, usado durante toda a partida. A baixa produtividade se manteve e o placar não foi alterado.

Espaçamento das peças ofensivas escancarou baixa produtividade (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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