Náutico na Série B: como joga taticamente o CRB

Por: Felipe Holanda

Vermelho de luta. O Náutico faz confronto de alvirrubros com o CRB na briga para se firmar ainda mais na liderança e voltar a vencer na Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo está marcado para esta terça-feira (29) às 21h30, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, pela oitava rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário Timbu: principais movimentações táticas, estilo de jogo, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Galo Praiano.

Para o confronto, o técnico Allan Aal terá o retorno de três titulares, casos do zagueiro Gum e dos meias Jean Patrick e Diego Torres. Por outro lado, Renan Bressan cumpre suspensão automática pela expulsão diante do Avaí e está fora. Assim, a tendência é que Allan dê manutenção ao 4-2-3-1 regatiano com flertes para o 4-3-3 no ataque e 4-4-2 na defesa.

Provável formação inicial dos alagoanos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Criativo e produtivo. O sistema ofensivo é o grande trunfo do CRB nesta Segundona, tendo o melhor ataque, ao lado do próprio Náutico, com 13 gols em sete jogos. Na construção, o alvirrubro costuma explorar um 4-2-3-1 bem definido para espaçar suas peças em campo e buscar brechas na marcação adversária.

Compactação do Galo contra o Vasco (Imagem: Premiere)

Na organização ofensiva, os volantes são primordiais para progredir a posse de bola regatiana, ora vindo para buscar a bola, ora recebendo mais próximos à grande área. A tendência é que Jean Patrick seja o mais utilizado neste cenário.

Posicionamento para construir jogadas (Imagem: Premiere)

“No ataque, não se pode descartar o retorno de Diego Torres. Melhor jogador da equipe, o argentino dita o ritmo e sua presença em campo é fundamental para o CRB ter bom desempenho, principalmente quando joga no Trapichão. Com mais apoio nos lados, o ataque tem um poderio maior, amplo e com mais peças, o que resulta em variações com mais jogadores”

Taynã Melo, setorista do CRB

Outra alternativa dos comandos de Allan Aal é explorar um 4-3-3 em fase ofensiva para confundir a defesa rival com a movimentação dos homens de frente. Assim, ganha um fôlego extra para dar mais profundidade pelos corredores com os laterais e pontas.

Espaçamento ofensivo dos alagoanos (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Se o ataque é o ponto forte, o sistema defensivo é o ponto fraco. Com 13 gols sofridos nos sete jogos, o CRB amarga a pior defesa desta Série B, ao lado do Cruzeiro. Quando atacado, costuma explorar suas tradicionais duas linhas de quatro, geralmente formando um 4-4-2 – este mais nítido – ou 4-1-4-1.

Posicionamento defensivo dos alagoanos (Imagem: Premiere)

O maior déficit tem sido o espaço apresentado entre as duas primeiras linhas, principalmente no 4-4-2. Dessa forma, as equipes adversárias tendem a aproveitar os espaços pelas bordas, o que é exatamente um dos carros-chefes do ataque Timbu, com Erick e Vinícius caindo lateralmente.

Distância entrelinhas defensivas (Imagem: Premiere)

“Ao eliminar de maneira surpreendente o Palmeiras na terceira fase da Copa do Brasil, o CRB teve uma atuação impecável da defesa, o que garantiu a classificação. Porém, desde aquele jogo, o técnico Allan Aal não consegue montar uma defesa segura. O grande problema fica por conta jogadas aéreas, principalmente nos lances de bola parada”

Taynã Melo, setorista do CRB

Outra postura observada pelo Galo da Pajuçara é tentar se fechar no 4-2-3-1 no objetivo de minimizar os espaços pelo meio e ter velocidade para sair no contra-ataque caso consiga recuperar a posse. Neste cenário, apenas o centroavante permanece mais adiantado.

PARA FICAR DE OLHO

Reginaldo Lopes (LD/MD) – O grande responsável pela movimentação ofensiva no lado direito. Cumpria muito bem a função de marcar e atacar quando atuava como lateral. Agora mais adiantado no meio, divide a responsabilidade com Celsinho no setor, mas é mais agudo nas jogadas, tanto nos passes como na conclusão.

Diego Torres (MC) – Tradicional camisa 10. Tem a capacidade de ditar o ritmo do jogo, sabe o momento certo de acelerar e cadenciar, com boa distribuição de passes e características de finalização. Praticamente todas as cobranças de falta são executadas pelo meia argentino, o principal jogador da equipe regatiana.

Hyuri (CA) – Testado como centroavante ainda com Roberto Fernandes no comando em determinadas situações, sua posição como referência ofensiva foi mantida. Com isso, tem mais movimentação e reúne mais um ponto positivo para características próprias, como força, velocidade e definição. Arma do Galo para o jogo.

Créditos da foto principal: Victor Martiniano/CRB

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