Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Paysandu

Por: Felipe Holanda

Pega pra capar. O Santa Cruz reencontra o treinador Vinícius Eutrópio, hoje no Paysandu, em caráter de sobrevivência e precisando reagir na luta contra o rebaixamento. Confronto acontece neste sábado (3) às 19h, no Arruda, pela sexta rodada do Grupo A da Série C do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o próximo adversário coral: principais movimentações táticas, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Papão da Curuzu.

Para o confronto com o Mais Querido, Eutrópio segue sem o lateral-esquerdo Bruno Collaço, que se recupera de uma lesão na região lombar. Luan, dono da vaga de Ari Moura – dispensado – na última partida, disputa pela titularidade com Robinho por não ter tido bom desempenho, mas mantendo o 4-2-3-1 bicolor.

Provável formação inicial dos paraenses (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

O Paysandu tem um dos ataques mais regulares do Grupo A, com cinco gols em cinco jogos. Não é um time que costuma criar muitas chances claras, mas tende a aproveitá-las, geralmente formando um 4-2-3-1 na construção ofensiva para progredir a posse e buscar espaços na marcação adversária.

Posicionamento ofensivo do Papão (Imagem: DAZN)

“Ofensivamente o Paysandu ainda deixa a desejar. Nenhum atacante foi unanimidade na temporada. Até mesmo o Nicolas que, embora seja novamente artilheiro da equipe neste ano (com cinco gols), está há 15 partidas sem balançar as redes”

Mateus Miranda, repórter da Rede Cultura de Comunicação do Pará

Outra postura muito utilizada pelos comandos de Vinícius Eutrópio é explorar um tridente ofensivo, no 4-3-3, tentando espaçar as peças em campo e confundir a defesa rival. Desta forma, o Bicolor pode ser mais incisivo, mas precisa de mais capricho na hora de arrematar em gol.

Investida ofensiva contra o Volta Redonda (Imagem: DAZN)

Um ponto positivo fica por conta das subidas dos laterais, sempre bem participativos na organização da defesa para o ataque. Além deles, os volantes e o meia central têm a responsabilidade de dar verticalidade ao jogo paraense.

COMO DEFENDE

Se o ataque ainda busca a fórmula ideal, a defesa consegue ser mais segura, sofrendo apenas três gols nesta Terceirona. O Paysandu costuma se fechar com duas linhas de quatro quando o oponente tenta agredir, seja formando um 4-1-4-1 – este com mais frequência – ou 4-4-2. Assim, tenta frear a amplitude rival e preencher o miolo.

Compactação defensiva dos paraenses (Imagem: DAZN)

A depender da investida, o Papão pode se fechar no 4-5-1, tendo um dos homens de frente recompondo. Assim, acaba dificultando a troca de passes, além de dar mais solidez à segunda linha. Por outro lado, o sistema é pouco utilizado.

Papão se fecha com uma linha de quatro e outra de cinco (Imagem: DAZN)

Em algumas situações, Eutrópio pode explorar uma primeira linha de cinco na defesa, se postando no 5-4-1 ou 5-2-2-1. A estratégia tem mais chance de se repetir em jogos fora de casa, a depender do ímpeto do Santa Cruz no ataque.

“O sistema defensivo do Paysandu merece certo destaque. A equipe está a três partidas sem sofrer gols na Série C e, na temporada, não foi vazada em 12 dos 21 jogos que disputou”

Mateus Miranda, repórter da Rede Cultura de Comunicação do Pará

PARA FICAR DE OLHO

Victor Souza (GOL) – Se a defesa bicolor é uma das menos vazadas, o goleiro Victor Souza é um dos principais responsáveis. Consegue se sair bem debaixo das traves e também tem sua importância na saída de bola do Papão de Vinícius Eutrópio. É titular absoluto.

Bruno Paulista (VOL/MEIA) – Maior encarregado pela progressão de posse da defesa para o ataque, o meio-campista é o mais regular da equipe. Além disso, Bruno Paulista finaliza bem de média e longa distância, com um gol marcado nesta Série C. É o coração bicolor.

Nicolas (ATA) – Apesar da fase oscilante, é o jogador mais valorizado do Paysandu. Tem bom poder de finalização na entrada e dentro da área, se movimenta bem entrelinhas, e pode recuperar o caminho das redes diante dos corais. Merece atenção especial.

Créditos da foto principal: Vitor Castelo/Paysandu

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