Náutico na Série B: como joga taticamente o Goiás

Por: Felipe Holanda

Pinta de jogo grande. A fim de manter a ótima fase, o Náutico de Hélio dos Anjos visita o Goiás em confronto direto pelas primeiras posições da Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo acontece nesta sexta-feira (9) às 21h30, no Estádio da Serrinha, pela 10ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Esmeraldino.

Para o confronto com o Timbu, o técnico Pintado deve promover a estreia do lateral-esquerdo Artur, já que Hugo, titular da posição, está com lesão na coxa e é dúvida. Outro desfalque – certo – é o do meia Élvis, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Por outro lado, os atacantes Éverton Brito e Diego podem ficar à disposição.

Provável formação inicial dos goianos de Pintado (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Profundidade e bolas longas. O Goiás tem um modelo bem definido para atacar, geralmente explorando as investidas dos jogadores de beirada, seja os pontas ou laterais. Assim, a equipe consegue ser mais agressiva e buscar espaços na transição adversária, ora formando um 4-2-3-1, mais frequente, ora 4-3-3.

Investida esmeraldina diante do Vitória (Imagem: Premiere)

“O Goiás costuma começar a partida impondo a pressão em seu adversário quando atua em casa, não atoa é a única equipe 100% em seus domínios. O ataque esmeraldino não deixa a desejar e já soma dez gols na competição, sendo sete deles anotados pelo sistema ofensivo”

Victor Pimenta, repórter no Jornal O Hoje

Na organização ofensiva, o 4-2-3-1 se torna visceral no esquema de Pintado, com os volantes participando efetivamente da progressão de posse. Breno e, principalmente Caio Vinícius, costumam ser bem participativos, muitas vezes voltando para buscar a bola com o objetivo de distribuí-la para os homens de frente.

Início da organização ofensiva dos goianos (Imagem: Premiere)

Neste cenário, os laterais têm papel primordial e tendem a dar profundidade pelos lados, principalmente Apodi, velho conhecido do torcedor alvirrubro por já ter defendido o rival Sport. Além disso, Alef Manga, o centroavante, sabe cair pelos lados, chegando a formar até um 4-2-4 em algumas situações do jogo.

COMO DEFENDE

O confronto entre Náutico e Goiás terá duas das três melhores defesas da Série B. Assim como o Timbu, o Esmeraldino sofreu apenas quatro gols no certame e tende a se compactar bem quando explora o 4-4-2, tendo os volantes dando proteção à primeira linha.

Posicionamento defensivo do alviverde (Imagem: Premiere)

O objetivo principal é congestionar o meio e dificultar a troca de passes rival, por vezes explorando um 4-1-4-1. Quando atacada, a equipe de Pintado tende a esboçar uma marcação zonal e por encaixes, sempre perseguindo o portador da bola.

Compactação goiana, geralmente bem definida (Imagem: Premiere)

“A defesa tem como destaque as excelentes atuações do goleiro Tadeu, além de Apodi que ajuda. David Duarte e Reynaldo tem se saído bem e o Goiás ainda não sofreu um gol sequer em casa. A novidade pode ser na esquerda com a chegada de Artur”

Victor Pimenta, repórter no Jornal O Hoje

Outra alternativa bem possível é se fechar no 4-3-3, espaçando as peças em campo a fim de anular as opções de passe do adversário e ter saída rápida para o contra-ataque caso o Esmeraldino consiga recuperar a posse. Já o ponto fraco fica por conta da lentidão na transição, principalmente quando os laterais sobem para o apoio.

Outro modelo defensivo do Goiás, dessa vez contra o Vila Nova (Imagem: Sportv/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Tadeu (GOL) – Com apenas quatro gols sofridos, Tadeu é um dos goleiros menos vazados da Segundona. Tem muita qualidade debaixo das traves, com elasticidade para fazer grandes defesas, além de sua importância no início da construção ofensiva, geralmente utilizando uma saída de 3 com os zagueiros.

Apodi (LD) – Um jogador que dispensa apresentações. Com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro, Apodi é um dos mais experientes do elenco esmeraldino e costuma dar muita profundidade pelo lado direito. Em contrapartida, apresenta falhas na transição defensiva e deixa espaços.

Dadá (PE) – Velho conhecido da torcida alvirrubra por sua recente passagem nos Aflitos, Dadá desponta como um dos mais perigosos do ataque goiano. Tem potencial para o drible, geralmente leva vantagem no 1 x 1, mas não finaliza muito bem. De toda forma, merece uma atenção especial dos alvirrubros.

Créditos da foto principal: Rosiron Rodrigues/Goiás

3 comentários em “Náutico na Série B: como joga taticamente o Goiás

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