Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Altos

Por: Felipe Holanda

Cobras e jacarés. O Santa Cruz encara o Altos em mais um rastejo para ganhar sobrevida e afrouxar a corda no pescoço contra o rebaixamento na Série C do Campeonato Brasileiro. Confronto de répteis acontece neste sábado (10) às 19h, no Estádio Albertão, em Teresina, pela 7ª rodada do Grupo A.

Separamos tudo sobre o próximo adversário coral: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números no campeonato, informações exclusivas de uma setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do alviverde piauiense.

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Para o embate com o Mais Querido, o técnico Marcelo Vilar tem o desfalque do goleiro Mondragon e dos volantes Jardel e Dos Santos, todos vetados pelo departamento médico. A defesa, por não passar segurança nos últimos confrontos, deve ter a estreia do recém-contratado Mimica ao lado do jovem Lucas do Carmo, enquanto Roger Gaúcho é dúvida e Juninho Arcanjo pode ser acionado no meio de campo.

Provável formação inicial do Jacaré (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Coração valente. Conhecido como o Celtic do Nordeste, o Altos tem o terceiro ataque mais positivo do Grupo A, apesar da proximidade da zona de rebaixamento. Com a bola, explora um jogo de aproximações dos homens de frente, geralmente no 4-2-2-2 e com o suporte dos laterais.

Investida alviverde no ataque (Imagem: DAZN/TVN Sports)

Quando tenta construir as jogadas lá de trás, o Jacaré espaça suas peças à procura de espaços na marcação adversária, tendo a dupla de volantes como alicerce na progressão de posse e os laterais dando amplitude pelas bordas, formando um 4-2-3-1.

Organização ofensiva do Altos (Imagem: DAZN/TVN Sports)

“O Altos ataca de uma forma que já é bastante conhecida com o trio formado por Manoel, Klenisson e Betinho. Manoel e Betinho marcaram gols, mas Klenisson não vem conseguindo balançar as redes e é um atacante que une força e velocidade; marca bem e é bastante presente nas assistências para os colegas”

Pâmella Maranhão, repórter do grupo Cidade Verde-PI

Outro alternativa utlizada por Marcelo Vilar é buscar levar vantagem numérica utilizando um jogo apoiado pelos lados do campo. Assim, a equipe se posta num 4-3-3 agudo e visando transições cada vez mais rápidas, o que nem sempre consegue.

Compactação ofensiva do Jacaré (Imagem: DAZN/TVN Sports)

COMO DEFENDE

Se o ataque tem desempenho satisfatório, a defesa passa longe disso. Com oito gols em seis jogos, o sistema defensivo piauiense apresenta falhas na compactação, mas tende a se fechar com duas linhas de 4, seja no 4-4-2 – mais frequente – ou 4-2-2-2.

Posicionamento do Altos na defesa (Imagem: TVN Sports)

Outra possibilidade para o Jacaré na defesa é explorar uma linha inicial de 5 para bloquear as investidas rivais, principalmente pelo meio. Por outro lado, costuma deixar espaços para a troca de passes do adversário e já foi penalizado por isso.

“Na defesa, o Jacaré deve ter mudanças para esse jogo. O treinador Marcelo Vilar deve optar por mudanças, já que nos dois últimos resultados negativos da equipe ocorreram falhas defensivas que comprometeram diretamente o placar”

Pâmella Maranhão, repórter do grupo Cidade Verde-PI

Em algumas situações, o time alviverde adianta sua marcação com o objetivo de pressionar a saída de bola. Assim, dá proteção às primeiras linhas e utiliza os homens de frente para tentar o desarme, geralmente no 4-3-3.

Altos marcando alto (Imagem: DAZN/TVN Sports)

PARA FICAR DE OLHO

Jorginho (VOL) – O grande alicerce da troca de passes alviverde. Jorginho é fundamental na progressão de posse e na construção de jogadas, além do bom desempenho na marcação. Costuma ser preciso nos desarmes, geralmente saindo rápido para o jogo.

Roger Gaúcho (MEIA) – Maior responsável pela criação de jogadas do Altos, o atleta é a cabeça pensante do time de Marcelo Vilar. Roger Gaúcho tem qualidade no passe no terço final do campo e costuma finalizar bem de média e longa distância. Olho nele!

Betinho (ATA) – Velho conhecido do torcedor pernambucano por passagens no Náutico – onde foi revelado – e no próprio Santa, Betinho é um dos mais perigosos do ataque piauiense. Por outro lado, com dores na panturrilha, é dúvida para encarar o Santa. Caso jogue, merece uma atenção especial.

Créditos da foto principal: Luís Júnior/AA Altos

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