Náutico na Série B: como joga taticamente a Ponte Preta

Por: Felipe Holanda

Supremacia alvirrubra. No reencontro com Gilson Kleina, o Náutico quer seguir absoluto no topo da tabela e se aproximar ainda mais do acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Confronto entre o Timbu e a Macaca acontece nesta segunda-feira (12) às 20h, nos Aflitos, pela 11ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números no campeonato, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do time campineiro.

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Ainda sem vencer fora de casa na competição, a Ponte deve ter novidades para o duelo. Com edema muscular, a tendência é que o atacante Rodrigão fique de fora para a entrada de João Veras – Josiel corre por fora. Assim, Kleina dá manutenção ao jogo de aproximações e toques de bola, tendo o 4-2-3-1 como tática base.

Provável formação inicial da Macaca (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pouca coletividade. É a característica que melhor define a Ponte Preta no ataque. Com apenas cinco gols em dez jogos, média de 0,5 por partida, a Macaca vem apresentando falhas no sistema ofensivo. A estratégia mais utilizada, todavia, é formar um 4-2-3-1 com um dos volantes se aproximando aos homens de frente.

Posicionamento ofensivo da Ponte (Imagem: Premiere)

Camilo, o mais renomado do meio campo, costuma cair por dentro para dar opção de passe ou ele mesmo servir os companheiros. O camisa 10 alvinegro precisa de um centroavante fixo, em busca de um jogo apoiado para encontrar brechas na marcação adversária e criar chances de perigo. Outra arma importante é o contra-ataque.

Contragolpe campineiro (Imagem: SporTV/Premiere)

Caso queira mais movimentação no terço final, Kleina pode explorar o 4-2-4, utilizando os pontas para dar amplitude, tendo Camilo mais adiantado. Por outro lado, nem sempre os extremos vencem os duelos com os marcadores. Assim, a beirada é o principal ponto fraco da Ponte em fase ofensiva.

“Sistema ofensivo da Ponte Preta não funcionou em 60% dos jogos disputados na Série B. Com o pior ataque da competição, tem seus cinco gols distribuídos entre cinco jogadores diferentes, marcando muito pouco no mesmo confronto ao longo da temporada”

Lucas Rossafa, repórter no Esporte News Mundo

COMO DEFENDE

Se o ataque vem decepcionando até aqui, pior para a defesa, que já sofreu oito gols no certame. Quando atacada, a Macaca tende a se fechar com suas tradicionais duas linhas de 4, geralmente no 4-1-4-1, tentando se compactar bem e bloquear os espaços para o adversário infiltrar.

Tentativa de compactação campineira (Imagem: Premiere)

“Apesar das fragilidades defensivas, o zagueiro Ednei é o principal jogador do setor. Titular absoluto na Série B, ainda não recebeu cartão amarelo na atual temporada, mesmo muito exposto e sendo um dos atletas que mais cortam bolas na competição”

Lucas Rossafa, repórter no Esporte News Mundo

No 4-1-4-1, Dawhan costuma ficar à frente da primeira linha com a missão de proteger a dupla de zaga. O camisa 5, inclusive, é um dos principais encarregados dos desarmes. Assim, o objetivo é o principal é dificultar a troca de passes do rival e ter chances de conseguir recuperar a posse de bola.

Ponte se fechando na defesa (Imagem: Premiere)

Outra alternativa que a Ponte pode utilizar é um 4-2-3-1 na tentativa de minimizar os espaços pelas laterais e preencher o miolo, o que nem sempre consegue. Além disso, as jogadas áreas vêm dando dores de cabeça para Gilson Kleina, um fator que pode ser aproveitado pelo time de Hélio dos Anjos.

PARA FICAR DE OLHO

Dawhan (VOL) – Um dos principais alicerces da progressão de bola campineira. Geralmente de cabeça erguida, o meio-campista tem um bom passe e consegue e achar os companheiros em boas condições. Dawhan também dá conta do recado na marcação, apresentando número satisfatório de interceptações: média de 1,1 por partida disputada.

Camilo (MEIA) – O cérebro do time. Experiente, Camilo é o responsável por ditar o ritmo do jogo da Macaca e articular as principais chances de perigo. Além disso, o camisa 10 é sempre perigoso nos arremates de média e longa distância, com um gol marcado nesta Segundona. Seu outro ponto forte são as bolas paradas, seja escanteios ou faltas próximas à grande área.

Richard (PD) – Um dos mais agudos do time de Gilson Kleina, Richard consegue dar profundidade pelos lados, ora tentando fazer um jogo apoiado com Camilo e o centroavante, ora arrematando em gol. É um dos que mais finaliza da Ponte na Série B, com média de 0.4 a cada 90 minutos – ao lado de Camilo e Rodrigão, que têm números idênticos.

Créditos da foto principal: Diego Almeida/PontePress

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