Náutico na Série B: como joga taticamente o Brasil-RS

Por: Felipe Holanda

Tribo alvirrubra. O Náutico do Cacique Hélio dos Anjos recebe o Brasil armado de arco e flechas para se manter no topo da tabela e seguir quebrando recordes na Série B do Campeonato Brasileiro. Confronto do Timbu com o Xavante acontece nesta quarta-feira (21) às 21h30, nos Aflitos, pela 13ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário pernambucano: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Rubro-Negro.

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O TIME

Após passear por várias alternativas, Cláudio Tencati sinaliza a equipe no 4-2-3-1, seu sistema preferido. Para enfrentar o Timba, o técnico não terá a presença do atacante Luiz Fernando, que sentiu a coxa diante do Vitória, assim como o zagueiro Arthur, que é dúvida pelo mesmo motivo. Por outro lado, Ícaro e Héverton voltam à zaga depois de cumprirem suspensão, enquanto Fabrício se recuperou de lesão.

Provável formação inicial do Brasil (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Tribal. O Brasil costuma atacar utilizando um jogo apoiado, em blocos, à procura de espaços para infiltrar na marcação adversária. A estratégia mais utilizada é formar um 4-2-2-2 tendo o apoio dos laterais, seja dentro ou fora de Pelotas. Assim, O Xavante cria a maioria de suas chances de perigo, mas marcou apenas oito gols até aqui.

Compactação ofensiva do Brasil (Imagem: Premiere)

“Brasil faz uma saída posicional, com um 3+1 e dando liberdade aos laterais de subirem fazendo amplitude. Ainda assim, tem pouca fluidez, tendo muitas dificuldades na progressão”

Vinícius Guerreiro, Editor de esportes no Diário Popular

Outra postura, principalmente na construção ofensiva, é explorar um 4-1-2-3 para espaçar suas peças em campo e tentar confundir a defesa rival. Neste cenário, um dos volantes recua para fazer uma saída com os zagueiros, enquanto os laterais dão profundidade ao esquema de Tencati.

Brasil em organização ofensiva (Imagem: Premiere)

Os contra-ataques também são armas importantes do Xavante em fase ofensiva. Buscando agilidade na transição, a aposta mais utilizada é formar um 4-3-3 com muitas movimentações dos homens de frente, postos numa espécie de tridente.

Contragolpe rubro-negro (Imagem: SporTV/Premiere)

COMO DEFENDE

A defesa farroupilha segue na mesma toada do ataque. Com 11 gols sofridos, o sistema defensivo do Brasil não é dos mais confiáveis, mas tende a explorar duas tradicionais linhas de 4 para conter as investidas adversárias no 4-4-2 – este com mais frequência – ou 4-1-4-1.

Xavante em fase defensiva (Imagem: Premiere)

“É um time que marca por encaixe em todos os setores, formando linhas médio/baixas e buscando sair em transição. Até tem melhorado a consistência para evitar dar espaços ao adversário, fazendo muitas faltas táticas, porém as entrelinhas e as bolas aéreas são as principais falhas”

Vinícius Guerreiro, Editor de esportes no Diário Popular

Outro sistema bem frequente é formar um 4-2-3-1 na tentativa de bloquear os espaços de passe. Assim, a equipe de Tencati ganharia em velocidade caso conseguisse recuperar a posse de bola e iniciasse a transição. A depender do andamento do jogo, o time pode marcar em bloco médio/alto para pressionar a saída de bola rival.

Tentativa de compactação gaúcha (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Matheus Nogueira (GOL) – Apesar da posição do Xavante na tabela, o camisa 1 vem se destacando debaixo das traves. Matheus Nogueira se posiciona bem, tem elasticidade, e acumula defesas importantes nesta Série B. Além disso, é importante no início da construção ofensiva dos rubro-negros, geralmente utilizando uma saída de 3 com a dupla de zaga.

Vidal (LD) – Autor do gol do triunfo diante do Vitória, Vidal é um dos mais regulares do elenco, sempre dando profundidade pelo lado direito. Também chega bem à linha de fundo para cruzar na área e tem finalização satisfatória de média distância. Deve prender as atenções de Rafinha e Vinícius.

Fabrício (PE) – Costumeiramente decisivo. Artilheiro do time com três gols nesta Segundona, Fabrício já mostrou qualidade para ir às redes, principalmente em finalizações rasteiras. Atua tanto centralizado como aberto e é perigo constante para os comandados de Hélio dos Anjos. Por outro lado, como volta de lesão, pode ter o ritmo de jogo como obstáculo.

Créditos da foto principal: Carlos Insaurriaga/GE Brasil

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