Sport na Série A: como joga taticamente o América-MG

Por: Mateus Schuler

Predador versus presa. O Leão enfrenta o Coelho para respirar novos ares e voltar a rugir mais alto na Série A do Campeonato Brasileiro. Sport e América-MG fazem um importante confronto direto na luta contra o Z-4 nesta segunda-feira (19) às 20h, no Independência, pela 12ª rodada do Brasileirão.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos alviverdes.

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Para o duelo contra os leoninos, Vágner Mancini deve manter o 3-5-2 usado no clássico com o Atlético-MG, modificando algumas peças, mas deixando a escalação em aberto. Anderson e Zé Vítor disputam vaga na zaga ao lado de Bauermann e Ricardo Silva, já Alan Ruschel concorre junto a João Paulo pela lateral esquerda. Sem Ribamar, fora após um estiramento na coxa esquerda, a dúvida quanto ao parceiro de Rodolfo no ataque fica entre Carlos Alberto e Felipe Azevedo.

Confirmação dos titulares será apenas pouco antes da bola rolar (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Dono do quarto pior ataque com nove gols, à frente inclusive do próprio Leão, o América tenta melhorar o poder ofensivo. Jogando mais reativo, tem como a principal arma o contra-ataque, trocando passes pelo meio e usando com frequência os lados para poder disparar, chegando ao último terço abrindo a marcação adversária.

Coelho pode jogar até compactado no meio para sair ao ataque (Imagem: SporTV/Premiere)

O início das jogadas, quando trabalhadas, é ainda no campo de defesa e em uma saída de 3. Desse modo, os laterais sobem como alas junto aos volantes e formam um 3-4-3, deixando o armador mais próximo dos atacantes, o que favorece nos lances de maior dinâmica. Outra alternativa, porém, é um 4-4-2 zonal e de blocos médio/altos, tentando forçar o rival a adiantar as linhas de marcação.

Mineiros usam o jogo apoiado para começar a criação ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

“A velocidade do Carlos Alberto está ajudando demais o América, principalmente nessa questão do contra-ataque. Contra o Santos, ele ajudou demais, inclusive marcando um gol assim. O time tem prezado bastante pelas jogadas com velocidade”

Jeovana Oliveira, repórter na Rádio Inconfidência

COMO DEFENDE

Se o ataque vai mal, a defesa está ainda pior: foram 16 gols sofridos, sendo a terceira mais vazada do Brasileirão junto ao Internacional. Mesmo tendo sido derrotado para o rival Atlético na última partida, Mancini deve manter o time com três zagueiros, pois apresentou bastante compactação e fechou bem o setor defensivo.

Linha de 5 é uma das armas de Mancini para não ser vazado (Imagem: SporTV/Premiere)

“O lateral-direito Eduardo tem sido importante na marcação. Com ele, as jogadas pela direita estão sendo menos vazadas, pois tem mostrado um bom posicionamento em campo, sem expor tanto a defesa. Vem ganhando sequência com Mancini e virando um dos pilares ao lado de Bauermann”

Jeovana Oliveira, repórter na Rádio Inconfidência

Com um 5-3-2 bastante nítido, apesar de variar ao 5-2-1-2, o Coelho busca ter uma marcação alta para recuperar a posse o quanto antes e pegar seus adversários desprevinidos. Quando têm de evitar jogadas mais trabalhadas, os americanos baixam mais as linhas, colocando todos os jogadores em seu próprio campo.

PARA FICAR DE OLHO

Matheus Cavichioli (GOL) – Com passagem apagada pelo Leão em 2012, na própria Série A, o goleiro parece ter se encontrado no América. Destaque das últimas temporadas por importantes defesas, tem conseguido manter a boa fase também em 2021; nesta edição de Brasileirão, fez 30 intervenções, sendo um dos melhores nesse quesito.

Juninho Valoura (VOL) – Apesar de forte na marcação, tem sido o principal nome do Coelho nesse Brasileiro. Responsável pela articulação das jogadas, o meio-campista é quem mais ajuda na transição ofensiva, seja abrindo de lado com os laterais nos contra-ataques ou servindo algum companheiro no meio, chegando como um elemento surpresa, além de ser o homem da bola parada.

Carlos Alberto (ATA) – Cria da base americana, o atacante surgiu como um jogador de beirada, tendo a velocidade como seu ponto mais destacável. No entanto, tem atuado mais por dentro e tendo apenas o centroavante ao seu lado, algo que fez antes de subir ao profissional quando preciso; mesmo sem ser finalizador, mostra ter bom chute. Olho nele!

Créditos da foto principal: Marina Almeida/América-MG

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