Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Manaus

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

A esperança é a última que morre. Ainda com chances – mesmo que remotas – de evitar o rebaixamento na Série C do Campeonato Brasileiro, o Santa Cruz recebe o Manaus buscando a primeira vitória para respirar na tabela. Embate está marcado para o próximo domingo (1º) às 18h, no Arruda, pela 10ª rodada do Grupo A.

Separamos tudo sobre o próximo adversário coral: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de uma setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Gavião.

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O TIME

Para o confronto diante do Mais Querido, os amazonenses seguem sem ter a presença de Ronaell, Rafael Ibiapino e Tiago Costa, todos se recuperando de lesão. A escalação, contudo, fica incerta por ser a estreia do técnico Evaristo Piza, substituto de Marcelo Martelotte, demitido do cargo após o empate com o Paysandu; Luís Fernando, reserva na última partida, deve ganhar a vaga de Spice, enquanto do meio para frente o time pode sofrer outras mudanças.

Denilson deve ganhar uma chance para estrear já como titular (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Movimentação e intensidade. Apesar de ocupar as últimas colocações na chave, o Manaus vem conseguindo ser bem efetivo no ataque nesta Série C, principalmente quando forma um 4-2-3-1 na construção para encontrar brechas na marcação adversária, o que geralmente consegue, pois os laterais ajudam na criação dando amplitude.

Com linhas aproximadas, Gavião tenta sair menos pressionado (Imagem: DAZN)

Quando tenta valorizar a posse, Gavião Real explora uma saída de 3 para confundir a defesa rival e ter espaços para infiltrar. Desse modo, os laterais ficam livres para se adiantarem e viram opção de passe, tentando povoar o campo ofensivo ao máximo e com muitos atletas. Outra opção é montar um 4-2-2-2 para distribuir melhor as peças em campo e ter profundidade pelas subidas nos lados.

“O setor ofensivo do Gavião fez gols em quase todos os jogos. A velocidade dos extremos contribui para a chegada da bola na área, um fator explorado no time esmeraldino. O homem da referência costuma vir do meio, para a distribuição da bola, pois o elenco não tem mais o 9. Diego Rosa é improvisado, mas não faz gol há dois meses”

Larissa Balieiro, repórter na Rádio Difusora do Amazonas
Laterais dão amplitude para ajudar no início da criação ofensiva (Imagem: DAZN)

COMO DEFENDE

Se o ataque flui bem, a defesa vem dando dores de cabeça à comissão técnica alviverde. A principal aposta em fase defensiva é montar duas linhas de 4, seja no mais frequente 4-4-2 ou até mesmo formando um 4-1-4-1. É, disparado, o setor defensivo mais vazado do Grupo A, pois sofreu 17 gols, que dá média aproximada de quase dois por partida.

Manauaras optam por marcar em duas linhas e blocos médio/baixos (Imagem: DAZN)

A depender do andamento do jogo, o Manaus pode explorar um 4-2-3-1 na marcação em bloco médio/alto para ter maior possibilidade de conseguir o desarme. Desse modo, consegue controlar melhor as jogadas do adversário que são criadas pelo meio, tendo os lados mais expostos para as infiltrações, mostrando fragilidades na marcação.

“O Manaus tem uma defesa questionada pela torcida desde o início da C e a zaga mudou bastante ao longo da temporada. São 17 gols sofridos contra seis nos nove jogos de 2020, estreia do Gavião na competição nacional. Taticamente, seguram mais os ataques vindo do meio”

Larissa Balieiro, repórter na Rádio Difusora do Amazonas
Outra opção dos amazonenses é pressionar a saída de bola adversária (Imagem: DAZN)

PARA FICAR DE OLHO

Dudu Mandai (LE) – Contratado pelo Gavião após passagem apagada pelo Remo, o lateral é uma das peças de destaque da equipe nessa Série C. Por também atuar mais adiantado, como um extremo ou ponta, Dudu aparece no setor ofensivo com muita frequência, ajudando sempre na criação das jogadas.

Douglas Lima (MEI) – Responsável pela criação de jogadas, o meia é quem mais movimenta as ações no ataque. Com intensa participação do meio em diante, faz a bola rodar sempre, seja pelos lados com laterais e extremos ou no meio, tendo o centroavante para fazer o pivô, trocando de posição para confundir a marcação adversária.

Denilson (CA) – Mesmo recém-contratado junto ao Rio Claro-SP, o atacante é a nova esperança de gols dos amazonenses. O jogador chegou tendo que substituir Vanílson, que havia balançado as redes por cinco vezes antes de rescindir o contrato para ser negociado; forte na bola aérea, Denilson deve tentar prender a atenção da defesa coral.

Créditos da foto principal: Ismael Monteiro/Manaus

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