Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Floresta

Por: Mateus Schuler

Pânico na Floresta. Em novo roteiro de vida ou morte, o Santa Cruz encara o Floresta precisando mais do que nunca da vitória para ensaiar saída da lanterna e alimentar sonho da permanência na Série C do Campeonato Brasileiro. Decisão acontece neste sábado (7) às 17h, no estádio Raimundão, em Caucaia, pela 11ª rodada do Grupo A.

Separamos tudo sobre o próximo adversário coral: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Verdão.

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O TIME

Para o confronto direto na parte de baixo da tabela, o treinador Leston Júnior tem apenas uma ausência: o lateral-direto Tony, que teve lesão no joelho no jogo contra o Tombense e não disputará o restante da competição. Por outro lado, Deysinho volta a ficar disponível após cumprir suspensão, bem como o restante do elenco está apto para jogar.

Time cearense deve ter apenas uma novidade entre os 11 (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

O momento ruim vivido pelo Floresta na tabela é refletido no setor ofensivo. A equipe marcou somente sete gols, sendo a dona do segundo pior ataque do Grupo A ao lado do conterrâneo Ferroviário; cearenses ficam à frente apenas justamente do Santa Cruz, que balançou as redes por quatro vezes, dividindo a marca negativa junto ao Oeste, do Grupo B.

Sem chutão: time de Leston opta por trabalhar mais a bola (Imagem: DAZN)

Apesar de pouco produtivo, o Verdão geralmente faz uma saída de 3, com os laterais tendo liberdade de subir a linha e fazer Jô, o primeiro volante, recuar ao lado dos zagueiros. Desse modo, preenche mais o campo adversário e faz o time ganhar em velocidade pelos lados, principalmente por infiltrar usando o jogo apoiado.

Depois da primeira fase de construção, os cearenses – quando têm espaços – formam um 4-3-3 com um tripé de base alta, tendo a cabeça de área mais atrás. Por outro lado, o armador fica mais móvel, dando leves variações para o 4-2-1-3, deixando a trinca isolada para confundir a marcação, seja no meio pelo pivô do centroavante ou usando as beiradas.

Meio-campo alviverde mostra dinamismo mesmo com pouca criatividade (Imagem: TVN Sports/DAZN)

COMO DEFENDE

Enquanto o ataque não demonstra eficiência, a defesa mostra segurança. Os oito gols sofridos até agora, junto ao Paysandu, fazem o Floresta ser o quarto time menos vazado em toda a competição, ficando atrás apenas do G-4 em sua chave; tamanha solidez é confirmada também ao fechar a porta a seus adversários em quatro dos dez jogos disputados.

Cearenses buscam dar o mínimo de espaço aos adversários (Imagem: TVN Sports/DAZN)

O desenho mais comum dos alviverdes é o 4-1-4-1, com Yuri Naves recuando à linha junto aos meio-campistas e os extremos, já Jô fica como o primeiro 1 e Alison Mira o segundo. Com blocos médios, por vezes altos ao pressionar a saída de bola, a equipe fica bem compactada, fechando todos os espaços a fim de evitar infiltrações.

Com forte compactação, defesa do Verdão é um dos destaques da Terceirona (Imagem: TVN Sports/DAZN)

Outra opção que Leston Júnior tem para seus comandados é o 4-4-2, porém menos frequente, tal como 4-4-1-1. Desse modo, as linhas ficam mais baixas e, assim, o contra-ataque é usado como arma. Por ter pouca posse, o Verdão opta por ficar mais retraído, tentando assim pegar o adversário desprevinido e com brechas a serem exploradas.

PARA FICAR DE OLHO

Fábio Alves (LE) – Com muita rodagem pelo futebol brasileiro e utilizando sua experiência como ponto forte, o lateral-esquerdo é uma das armas também no campo ofensivo. Além de constantemente aparecer na criação de lances, seja ajudando o extremo ou os meio-campistas, demonstra ter qualidade na marcação, fixando bem na última linha.

Yuri Naves (MEI) – Peça importante no título do Vila Nova, na última Série C, o jogador é volante de origem, entretanto no Floresta vem sendo polivalente no meio-campo. Variando entre cabeça de área, articulação e armação, tem se destacado pelo Verdão principalmente na transição ofensiva, sendo um dos pilares para dar dinamismo ao setor.

Alison Mira (ATA) – Emprestado pelo Joinville, clube onde marcou 12 gols em 31 jogos, o atacante alviverde tem demonstrado maior dinâmica em campo. Sem fixar como um centroavante, se mostra um atacante móvel, ajudando com pivôs, seja para os extremos nos lados ou no meio aos meio-campistas; além disso, tem bom poder de finalização, levando sempre perigo ao goleiro adversário.

Créditos da foto principal: Ronaldo Oliveira/Floresta EC

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