Sofrência rubro-negra: análise Sport 0 x 1 São Paulo

Por: Mateus Schuler

Baixando as notas. Com gol do atacante Pablo, o Sport não encontrou a afinação ideal e foi derrotado por 1 x 0 pelo São Paulo neste domingo (22), na Ilha do Retiro, flertando cada vez mais com o rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro – Leão agora é 18ª colocado, podendo assumir a vice-lanterna se o América-MG pontuar no encerramento da 17ª rodada.

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Sem contar com as presenças do zagueiro Rafael Thyere, do meia Gustavo e do atacante Everaldo, todos vetados, Umberto Louzer não promoveu muitas mudanças no time, mantendo o 4-2-3-1. Assim, Pedro Henrique – estreante – foi acionado na zaga, enquanto Hernanes e Everton Felipe foram titulares no meio e no ataque, bem como André ganhou a vaga de Mikael na referência.

Rubro-negros seguiram com o mesmo sistema diante do Tricolor (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Apesar da necessidade de buscar vencer dentro de seus domínios, o Sport foi mal no início da partida e não mostrou consistência em todos os setores. Nos primeiros minutos, apresentou falhas na defesa e deu espaços ao São Paulo, que aproveitou um deles e saiu à frente: Pablo recebeu bom passe e finalizou na saída de Maílson, estufando a rede.

Pouco depois, o Leão até esboçou possível reação, porém não conseguiu ser perigoso em um lance que gerou dúvidas. Hernanes cobrou falta na área e a defesa afastou o perigo após bate-rebate, no entanto um pênalti de Miranda em Pedro Henrique não foi marcado nem pelo árbitro, nem pelo VAR. Mesmo assim, a equipe se manteve sem criatividade, mesmo presente ao ataque no 4-2-3-1 com linhas altas.

Defensivamente, os rubro-negros foram menos exigidos, contudo as brechas ainda eram dadas aos são-paulinos, que se infiltraram mais entrelinhas. Em um 4-4-2 bem definido, os leoninos seguraram o ritmo para evitar aumentar a desvantagem. Falho defensivamente, o time pernambucano tomou susto quando Rojas tabelou com Pablo e mandou sobre o gol.

Mesmo com duas linhas, Leão não apresentou compactação defensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Para a etapa final, Umberto Louzer optou por não modificar o time, ainda que a atuação não tenha sido positiva durante os primeiros 45 minutos. Assim, os rubro-negros até tentaram se atirar ao ataque, visando povoar o campo dos paulistas ao máximo. Apesar disso, a melhor chance veio quando Zé Welison ficou com a sobra na pequena área após deixada de Sander e chutou para a defesa de Tiago Volpi.

A obrigação de ficar mais presente ao setor ofensivo fez o treinador do Leão se aventurar e mexer na equipe. Sander e Zé Welison foram sacados para as entradas de Chico e Thiago Neves, o que fez mudar do tradicional 4-2-3-1 ao 4-2-4 em alguns momentos, fazendo Everton Felipe e Thiago Neves ficarem junto a André e Paulinho Moccelin na última linha, enquanto que Hernanes e Marcão ficaram no meio.

Nem mesmo a intensidade deu poder criativo aos leoninos, pois pouco foram efetivos na transição e as últimas cartadas foram Mikael e Luciano Juba, com Hernanes e Everton Felipe deixando o jogo. No fim, a grande oportunidade foi dos pés do camisa 99, que soltou o pé da intermediária e Volpi não encaixou, mas o placar não sofreu alterações.

Pernambucanos ficaram mais intensos, porém sem criatividade ao atacar (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Anderson Stevens/Sport

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