(D)estino cruel: análise Jacuipense 1 x 1 Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

No duelo dos desesperados, o Santa Cruz ficou no empate em 1 x 1 com o Jacuipense nesta segunda-feira (23), no Barradão, em Salvador, pela 13ª rodada, e se complicou ainda mais na luta contra o rebaixamento na Série C do Campeonato Brasileiro. A distância para deixar a zona de degola no Grupo A, só aumenta – distância para o Altos-PI é de seis pontos.

Na escalação, Roberto Fernandes abriu mão dos três zagueiros, com Breno Calixto e Wiliam Alves formando a dupla de zaga. No ataque, sem Bruno Moraes, que testou para a Covid-19, a bola da vez foi Frank ao lado de Pipico, além de Levi e Jailson, revezando nas pontas, tendo Weriton e Leonan nas laterais.

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Formação inicial do Mais Querido (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Mais firme e compactado, o Santa Cruz começou tentando ditar o ritmo no 4-2-3-1, fazendo um jogo de aproximações no terço final do campo. Do outro lado, o Jacuipense dava a reposta, enquanto os corais, formando um 4-4-2 na recomposição defensiva, não davam espaços para a criação baiana.

Posicionamento defensivo do Santa (Imagem: DAZN)

Se Tiaguinho levava perigo para o Leão do Sisal, Jailson e Levi deram o troco. Na primeira finalização, a bola passou rente à trave; na segunda, o goleiro Jean teve que se esticar todo para evitar o gol. Ficou no quase, mas era a prova que o Tricolor estava sedento pelo resultado.

O problema é que a partida era cada vez mais truncada, somada à pouca precisão dos atacantes pernambucanos. No 4-2-4 incisivo, após boa jogada de Tarcísio, Levi tentou a bicicleta e perdeu outra ótima chance de inaugurar a contagem no Barradão. Faltou capricho.

Corais no terço final (Imagem: DAZN)

Como diz o ditado “Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura”, o Santa conseguiu abrir o placar. Levi cruzou e Pipico, bem posicionado, cabeceou para o fundo das redes grenás. O 42º gol fez o camisa 9 se tornar o maior artilheiro coral no Século, superando nomes com Grafite e Dênis Marques.

Após boa atuação no primeiro tempo, a Cobra entrou na etapa final bem menos tinhosa. Com poucas chances, viu o time da casa cresceu e chegar ao primeiro gol quando Bruninho fez grande jogada e serviu Dionísio, que venceu Jordan, deixando tudo igual.

Com o empate, os donos da casa cresceram. Vendo o ímpeto ríval, os corais se fechavam no 4-4-1-1, agora com as entradas de Madson e Elias Carioca, nas vagas de Levi e Frank, respectivamente.

Quando conseguiu criar, outra vez com Pipico, a arbitragem não marcou pênalti no atacante coral, que acabou desarmado. Na sequência, o mesmo Pipico não percebeu a chegada da marcação e desperdiçou grande chance de ampliar suas marcas.

O fim do jogo foi como um último round: trocações. No desespero, a equipe de Roberto Fernandes chegou a explorar uma linha ofensiva de de 5, à medida em que o relógio era o principal inimigo. William Alves, de cabeça, ainda parou em Jean, selando o resultado.

Tricolor dá as últimas cartadas (Imagem: DAZN)

Créditos da foto principal: Lucas Santana/EC Jacuipense

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