Náutico na Série B: como joga taticamente o CSA

Por: Felipe Holanda

Na beira do caos. O Náutico enfrenta o CSA no jogo de estreia de Marcelo Chamusca precisando da vitória para encontrar um novo céu no firmamento e recuperar as energias na Série B do Campeonato Brasileiro. Confronto entre pernambucanos e alagoanos acontece nesta terça-feira (24) às 21h30, no Estádio Rei Pelé, pela 20ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Azulão do Mutange.

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O TIME

Diante do Timbu, o técnico Ney Franco terá o desfalque do atacante Iury Castilho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Em contrapartida, contará com o retorno de Marco Túlio, que deve assumir a vaga. Já o goleiro Thiago Rodrigues, que não esteve presente diante do Brasil-RS por conta de uma pancada no ombro, segue como dúvida.

Provável formação inicial dos alagoanos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Altos e baixos. Com 20 gols marcados nesta Série B, Ney Franco ainda busca o modelo ideal para o ataque azulino. Fazendo um jogo de aproximações no terço final do campo, a tendência é formar um 4-2-3-1, sempre contando com o apoio dos laterais para quebrar as linhas defensivas do adversário.

Posicionamento ofensivo do CSA (Imagem: Premiere)

Apesar da timidez nos números, o Marujo vem numa crescente, com três vitórias seguidas, pela ordem, sobre Brasil-RS, Coritiba e Confiança. Por outro lado, aposta muito em bolas longas, desperdiçando a posse em várias ocasiões.

“A chegada do experiente Renato Cajá foi uma contribuição importante para um problema que o CSA carregava desde a temporada passada: a sobrecarga da responsabilidade do jogo em Gabriel. Embora o meia siga como principal jogador da equipe, a movimentação entre Gabriel e Cajá ajuda a confundir a marcação”

Taynã Melo, setorista do CSA

No início da construção ofensiva, a estratégia pode ser um 4-2-2-2, tendo os volantes ditando o ritmo da posse alagoana. Neste cenário, enquanto os laterais dão amplitude, os homens de frente se posicionam para servir como opção de passe entrelinhas. Outra alternativa é utilizar uma saída 3+1.

Organização azulina diante do Brasil-RS (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Se o ataque oscila, o sistema defensivo é mais regular. Com 16 gols sofridos, o CSA tem a quinta melhor defesa do certame, atrás de Goiás, que sofreu 10, Coritiba, Sampaio Corrêa e Avaí, todos com 15. Quando atacado, o Azulão busca a melhor compactação para segurar o ímpeto rival.

A principal estratégia em fase defensiva é formar as tradicionais duas linhas de quatro, geralmente no 4-1-4-1, mas o 4-4-2 também pode ser observado. Neste cenário, o Marujo povoa bem o meio do campo e tenta dificultar a troca de passes do adversário no “funil”.

Posicionamento defensivo do CSA (Imagem: Premiere)

“O acerto nas laterais com as chegadas de Everton Silva e Ernandes contribuíram para uma segurança maior na defesa. A dupla de zaga formada por Matheus Felipe e Lucão não fica tão exposta. Além do momento diferente do Timbu, a defesa mostra segurança não apenas com os alvirrubros, mas com outros adversários da competição”

Taynã Melo, setorista do CSA

A depender do andamento do jogo, o time pode adiantar sua marcação para pressionar a saída de bola do adversário no 4-2-3-1. O ponto forte é que a equipe não foi vazada nos quatro últimos jogos. Já o fraco é a pouca agilidade nas transições, muitas vezes deixando espaços após as subidas de seus laterais.

CSA subindo os blocos defensivos (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Thiago Rodrigues/Lucas Frigeri (GOL) – Thiago Rodrigues é titular, importante para trazer pontos ao CSA e é um dos principais nomes da equipe desde a temporada passada. Porém, a entrada de Lucas Frigeri foi decisiva para o que time obtivesse a terceira vitória seguida e justificou toda a confiança da diretoria em trazê-lo de volta ao clube. Titular na campanha do acesso em 2018, Frigeri fez defesas espetaculares que garantiram mais três pontos diante do Brasil-RS. Ainda não se sabe se Thiago Rodrigues será relacionado, mas a torcida tem mais tranquilidade e confia nos dois principais goleiros.

Ernandes (LE) – Sem ter muito conhecimento da torcida, mas com futebol sabido pelo técnico Ney Franco, sua contratação resolveu um problema enorme do clube desde o início da temporada. Enquanto laterais esquerdos oscilavam e tinham desempenhos irregulares, Ernandes deu conta do recado. Equilibrado, sabe o momento certo de chegar até o terço final e ajudar no ataque, bem como ajudar a marcação quando o clube é atacado. Uma negociação certeira.

Gabriel (MA) – Segundo volante, meia de ligação ou ponta. Em quaisquer das funções, Gabriel é o principal jogador do CSA na temporada. Com boa movimentação pelos setores do campo, sabe cadenciar ou acelerar o ritmo do jogo, além da boa distribuição de passes e da contribuição com gols e assistências. Sem ele, o time não consegue fluir sua estratégia. Com ele, ganhos.

Créditos da foto principal: Augusto Oliveira/CSA

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