Sport na Série A: como joga taticamente a Chapecoense

Por: Mateus Schuler

Lanterna verde. O Sport faz confronto direto com a desesperada Chapecoense em busca da vitória para recarregar seus poderes e deixar a zona de rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro. Duelo entre o Leão e o Verdão do Oeste acontece neste sábado (28) às 17h, na Ilha do Retiro, válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o próximo adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Índio Condá.

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O TIME

Para o duelo diante dos leoninos, o técnico Pintado não terá as presenças de Felipe Santana, Ignácio, Ronei, Tiepo e Vagner, além de Fernandinho, que teve o contrato rescindido por ter propostas de outros clubes. Quem também fica de fora é o volante Anderson Leite, por uma lesão muscular na cabeça longa do bíceps femoral, na parte posterior da coxa esquerda. Por outro lado, tem a volta do zagueiro Kadu, que cumpriu suspensão no empate contra o Atlético-GO; Léo Gomes e Alan Santos deverão formar a cabeça de área alviverde no 4-2-3-1.

Equipe catarinense ainda tem uma dúvida por opção do comandante (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Além da posição altamente ingrata na tabela, a Chape possui um ataque de baixa produtividade, o que justifica o fato de ainda não ter vencido um jogo. Nos 17 que disputou até agora, passou em branco em seis deles, balançando as redes adversárias por 14 vezes, além de ser o time que menos tem posse de bola em média, somando 42% por partida.

Sem distanciamento, linhas da Chape buscam valorizar a troca de passes (Imagem: SporTV/Premiere)

A tendência é que o time jogue no 4-2-3-1, mesmo tendo um 4-3-3 de base, algo habitual dos trabalhos recentes de Pintado. Desse modo, há constante aproximação entre a linha defensiva e a cabeça de área, fazendo assim uma transição em jogo apoiado, apostando muito raramente em ligação direta, já que o intuito é chegar em velocidade no campo adversário e com a bola por mais tempo.

Laterais também ajudam na criação ofensiva dando amplitude e sendo opção de passe (Imagem: Premiere)

Outra alternativa é sair no 4-1-2-3, tendo os dois laterais adiantados junto ao bloco central para fazerem a ligação entre os sistemas defensivo e ofensivo. Assim, conseguem trocar mais passes, mesmo que não fiquem tanto com a posse, variando a amplitude entre alas e extremos, visando ter o máximo de peças.

“A Chapecoense não é time de propor jogo, mas busca muito o contra-ataque. Tem encontrado dificuldades no poder criativo e Anselmo Ramon tem ajudado, fazendo o pivô aos jogadores de lado de campo. Os alas também tem participado dos lances, principalmente pela direita com Matheus”

Rodrigo Goulart, repórter na Rádio Chapecó

COMO DEFENDE

Um dos principais fatores – se não o mais destacável – para os catarinenses ocuparem a última posição no Brasileirão é a defesa. Com 29 gols sofridos, o Verdão do Oeste é a equipe que mais foi vazada, com somente uma partida de clean sheet, no empate zerado com o Corinthians. E é justamente por ter mais de uma formação que o sistema se expõe frequentemente, jogo a jogo.

Corredores costumam ficar mais expostos que o meio alviverde (Imagem: SporTV/Premiere)

A principal – ou mais comum – formatação é o 4-1-4-1, geralmente em linhas e blocos médio/baixos, ficando em seu próprio campo para tentar o contra-ataque mais veloz. Assim, um dos volantes joga mais adiantado ao lado do meia, enquanto os dois extremos recuam e atuam mais abertos, ficando um pouco atrás do centroavante.

Outra alternativa é o 4-2-3-1, também sem ter que se adiantar, no entanto a cabeça de área é mais móvel, bem como os jogadores que atuam próximos junto ao homem da referência. O maior ponto fraco, em ambos desenhos, é o espaço gerado entrelinhas, seja na falha de cobertura dos laterais ou dos meio-campistas em geral.

Blocos do Verdão frequentemente ficam mais recuados em jogos fora de casa (Imagem: Premiere)

“Defensivamente até tem demonstrado melhora desde a chegada de Pintado, pois antes era muito vulnerável. É uma equipe mais compacta hoje. Até Anselmo tem ajudado, diminuindo assim os espaços na recomposição defensiva; pelo alto, a entrada de Jordan tem dado mais estabilidade ao setor”

Rodrigo Goulart, repórter na Rádio Chapecó

PARA FICAR DE OLHO

Matheus Ribeiro (LD) – Emprestado pelo Santos em 2020, o lateral-direito dos alviverdes é um dos destaques da equipe desde a última Série B. Contratado em definitivo, tem mostrado serviço nesse Brasileirão principalmente na fase defensiva, pois é o quarto jogador com mais desarmes – 42 – e o quinto que mais interceptou, ao lado de João Lucas (Cuiabá), com 30. Além disso, tem a favor o fato de ser ambidestro, podendo variar constantemente de função.

Anselmo Ramon (CA) – Principal nome do ataque. Artilheiro da Chapecoense na Segundona 2020, com dez gols marcados, o jogador vem tentando salvar o time na Série A, já que balançou as redes por três oportunidades e é quem mais fez pelo Verdão do Oeste. Além disso, é o maior finalizador da equipe no campeonato, dando 19 finalizações, sendo presença importante e constante ao setor ofensivo.

Créditos da foto principal: Márcio Cunha/ACF

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