Santa Cruz na Série C: como joga taticamente o Paysandu

Por: Ivan Mota

Papar ou morrer. O Santa Cruz tem jogo de vida ou morte diante do Paysandu e precisa da vitória para se manter em ascensão e seguir firme na luta contra o rebaixamento na Série C do Campeonato Brasileiro. Confronto acontece neste domingo (5) às 18h, na Curuzu, pela 15ª rodada do Grupo A.       

Separamos tudo sobre o próximo adversário tricolor: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do time de Belém.

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O TIME

Para o jogo, o técnico Roberto Fonseca terá o desfalque do zagueiro Perema, que cumpre suspensão. Ele deve ser substituído por Alisson ou Yan. Outra novidade é o possível retorno do lateral-esquerdo Diego Matos, recuperado de uma lesão que o ausentou da última partida. Com isso, a equipe deve ser montada nos seu já tradicional 4-2-3-1, podendo variar para um 4-1-4-1, tendo Marlon, Rafael Grampola e Rildo no trio ofensivo. 

Provável formação inicial dos paraenses (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

O Papão costuma utilizar um lançamento longo de lateral para dentro da área, uma jogada cada vez mais comum no futebol brasileiro, geralmente com o lateral-direito Leandro Silva. O time preenche a área inimiga com cinco atletas, buscando um desvio de cabeça para deixar a bola em posição de finalização. Outra alternativa, no início da construção, é utilizar uma saída de 3 ao lado do goleiro, tendo um dos volantes recuando.

Organização ofensiva do Paysandu (Imagem: DAZN)

Buscando o resultado, o time leva praticamente todos os seus jogadores para o campo ofensivo, deixando muitas vezes os dois zagueiros na retaguarda. Os laterais sobem bastante, acompanhando os pontas nas ações ofensivas, numa espécie de 2-5-3. No momento em que consegue espaço para um cruzamento, os homens de meio campo se juntam ao centroavante para tentar receber a bola, se infiltrando na área. 

“A equipe atua no 4-1-4-1 que alterna bastante pro 4-2-3-1, com um dos centrais tendo mais liberdade. Tenta fazer saídas curtas, mas desde a lesão do Bruno Paulista é complicado. Então varia também para lançamentos longos, principalmente para os pontas Marlon (direita) e Rildo (esquerda). Tenta também para o centroavante, mas pouco eficiente. Detalhe importante é que a bola parada vem sendo a principal arma bicolor. Principalmente os laterais ofensivos”

Mathaus Pauxis, comentarista da Rádio Metropolitana, de Belém
Postura bicolor no 4-2-3-1 (Imagem: DAZN)

COMO DEFENDE

Se todos atacam, algumas vezes, todos também defendem. Em momentos aonde o adversário consegue trocar passes por algum tempo no campo defensivo dos paraenses, todos jogadores, menos o centroavante, voltam para ajudar. Os laterais e zagueiros fazem uma linha de quatro bem fechada na área, enquanto o restante faz uma linha de cinco no meio-campo. O 4-5-1 tira os espaços ofensivos e dificulta a jogada. 

Marcação no 4-5-1 com ajuda dos homens do meio-campo (Imagem: DAZN)

Outra possibilidade, quando o ataque da outra equipe já é mais avançado, é se postar no 5-3-2, com auxílio dos pontas e volantes na linha de cinco defensiva. Isso permite um melhor contra-ataque, já que o centroavante não estará completamente isolado. 

Mesmo sem sofrer pressão, quando não tem a bola, a defesa segue postada em sua linha de quatro, variando entre o 4-2-3-1 e 4-1-4-1. A estratégia facilita a recuperação da bola, já que os atacantes realizam marcação alta, gerando muitos chutões e tentativas de lançamento por parte dos adversários.

Papão e um de suas linhas de 4, com os volantes mais próximos (Imagem: DAZN)

“Defensivamente se apresenta entre o 4-1-4-1 e o 4-4-2, com aquele meia que tem mais liberdade se alinhando com o centroavante. Normalmente é em bloco médio, mas pela falta de ofensividade vemos também marcando mais baixo, pra usar os lançamentos e encontrar espaço. Como o time é meio pesado, sobra também espaço nas transições defensivas. Quando se organiza, defende bem, o problema é que demora pra fazer isso”

Mathaus Pauxis, comentarista da Rádio Metropolitana, de Belém

PARA FICAR DE OLHO

Leandro Silva (LAT) – Lateral de características ofensivas, Leandro é uma das válvulas de escape do time da Curuzu, sempre chegando ao ataque e levando perigo ao adversário. Outra arma do atleta fica por conta da força nos braços, já que, sempre que possível, realiza cobranças de lateral diretamente para área do outro time, gerando situações de gol.

Rildo (ATA) – Com dois gols nos últimos cinco jogos, o experiente ponta é um dos nomes mais conhecidos do elenco, tendo passagens por Vasco, Corinthians e Santos. Sempre jogando pelo lado esquerdo, é uma das referências técnicas do Papão e um dos principais responsáveis por gerar jogadas ofensivas, buscando dribles e passes diferenciados para atravessar a defesa, além de saber segurar a bola quando necessário.

Rafael Grampola (ATA) – Recém chegado ao Paysandu, o centroavante sempre fez sucesso por onde passou, marcando uma quantidade considerável de gols por temporada. Até agora só conseguiu balançar as redes uma vez com a camisa bicolor, mas com uma sequência maior de jogos, a tendência é melhorar. Tem como principal característica o pivô, mas também volta para buscar jogadas e sabe bater faltas.

Créditos da foto principal: John Wesley/Paysandu

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